sábado, 27 de agosto de 2016

Nite Jewel e mais dois no Mucho Flow 2016


O cartaz da quarta edição do Mucho Flow 2016 tinha para já anunciados três nomes Blanck Mass, NAKED e Toulouse, agora juntam-se mais três: Nite Jewel, Memória de Peixe e Bruxas/Cobras. O festival organizado pela Revolve acontece este ano a 8 de outubro no sítio do costume, o CAAA - Centro para os Assuntos de Arte e Arquitetura, em Guimarães.

Nite Jewel  é o projeto a solo de Ramona Gonzalez, que volta a Portugal, no âmbito do novo trabalho Liquid Cool (junho de 2016,Gloroette Records). Depois do muito bem recebido One Second of Love (2012), o novo disco é composto por nove temas produzidos inteiramente por Nite Jewel, que exploram a solidão num mundo super lotado e desconectado e vêm de Los Angeles até Guimarães.


Os Memória de Peixe vêm até Guimarães apresentar em ante-estreia o novo disco Himiko Cloud (com selo Cultural Trend Lisbon), que conta com data de edição prevista para outubro. O disco é uma viagem cósmica inspirada num espaço remoto e misterioso do cosmos, levada a cabo por Miguel Nicolau (guitarra) e Marco Franco (bateria).


Bruxas/Cobras é o mais recente projecto do músico e designer Ricardo Martins (Adorno, Cangarra, Filho da Mãe, Jibóia) e do músico e ilustrador Pedro Lourenço (Sei Miguel). O tema "Mandrake", desta dupla de bateria e baixo, integrou a edição deste ano da compilação "Novos Talentos FNAC" e está a ser preparado um álbum para ser editado ainda este ano.


Os bilhetes para o evento já se encontram disponíveis a 10€, podendo ser comprados na Ticketea, ou no dia no local dos concertos. O cartaz completo será revelado no mês de setembro.



Fonte: Informação dos artistas via Press Release

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sexta-feira, 26 de agosto de 2016

STREAM: The Parrots - Los Niños Sin Miedo


Os The Parrots são um trio espanhol, oriundo de Madrid, que tem fortes raízes em bandas como The Almighty Defenders e Los Saicos. Depois de terem lançado inúmeros EP's desde 2013, a banda estreia-se nas longas durações com Los Niños Sin Miedo, que vai ser editado precisamente hoje, dia 26 de agosto, via Heavenly Records

A banda espanhola tem sido bastante regular por terras portuguesas, tendo passado pelas últimas edições do Vodafone Mexefest e Super Bock Super Rock, não esquecendo também a sua passagem pelo Musicbox Lisboa e a estreia em Portugal no Clube Z, na Galeria Zé dos Bois (reportagem aqui).

Os 'papagaios' ainda vão passar pelo Musicbox no dia 15 de outubro, a par da tour europeia deste novo álbum, que pode ser escutado em baixo.

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The Sunflowers anunciam "The Intergalactic Guide To Find The Red Cowboy"


Os portuenses The Sunflowers, que vão passar pela próxima edição do Reverence Valada, anunciaram hoje a edição do seu disco de estreia, de nome The Intergalactic Guide To Find The Red Cowboy, cujo lançamento está marcado para o próximo dia 19 de setembro. Neste dia, podem esperar para ouvir um álbum como os Sunflowers sempre nos habituaram, com bastante feedback, volume no máximo, e letras sobre assuntos como erva e naves espaciais. Também com esta noticia, a banda nortenha lançou um video para 'Hasta La Pizza / Rest In Pepperoni', que já pode ser visto aqui em baixo.

Para apresentar este álbum, os The Sunflowers vão dar dois concertos para mostrar as suas novas músicas. O primeiro deles vai ser na Galeria Zé dos Bois (Lisboa), no dia 23 de setembro, onde vão ser acompanhados pelos 800 Gondomar e Moon Preachers. O segundo concerto de apresentação vai ser dia 24 de setembro no Maus Hábitos (Porto), com abertura pelos Moon Preachers.

The Intergalactic Guide To Find The Red Cowboy ainda vai contar com edição em formato físico, em vinil e cassete, pelo Cão da GaragemEm baixo segue também a capa e o alinhamento deste novo álbum.



The Intergalactic Guide To Find The Red Cowboy

1. Cool Kid Blues
2. The Witch
3. Mountain
4. Charlie Don't Surf
5. Post Breakup Stoner
6. Zombie
7. Talk Shit / People Suck
8. Forgive Me, Father, For I Have Sinned
9. Hasta La Pizza / Rest In Pepperoni
10. The Intergalactic Guide To Find The Red Cowboy

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quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Reportagem: Vodafone Paredes de Coura - Dias 3 & 4



19 de Agosto foi o terceiro dia da última edição do Vodafone Paredes de Coura. Kevin Morby abriu o palco principal com um bom concerto, simples e agradável, onde elogiou Portugal e tocou canções já conhecidas, como "All of My Life", e músicas novas. Entraram depois em palco os Crocodiles, cuja sonoridade genérica não beneficiou um concerto algo aborrecido, sem nenhum aspecto especial a apontar. Melhor estiveram os Psychic Ills, no palco secundário. Não sendo também uma banda especialmente original, estiveram bem com o seu rock psicadélico, num palco adequado à sua música. Enquanto regressava ao palco principal começou um dos melhores e mais intensos concertos do festival. Os King Gizzard & The Lizard Wizard, na maior parte dos festivais portugueses com a visibilidade do Paredes de Coura, tocariam provavelmente num palco secundário, mas mereceram o público que tiveram no Palco Vodafone do PdC, onde partiram tudo. Quando ouvi o mais recente disco da banda, Nonagon Infinity, não gostei muito. Ouvidas em casa, as novas músicas podem soar demasiado genéricas e repetitivas, mas num concerto, as parecenças entre as canções dão continuidade ao concerto de maneira excelente, mantendo a energia da música e do público sempre no topo. Foi um concerto muito consistente e é difícil apontar momentos especialmente bons, mas entre os destaques está sem dúvida "Cellophane", uma das melhores malhas da banda australiana.



Os últimos dois artistas a tocar neste palco foram dois dos maiores nomes do cartaz: The Vaccines e Cage The Elephant. Ambos deram bons concertos, mas nenhum deles correspondeu ao estatuto e sucesso da respectiva banda. Os The Vaccines entraram em palco ao som do tema de abertura de Game of Thrones, no que foi o momento mais inesquecível do seu concerto. Seguiram-se algumas músicas boas, outras nem tanto. O som da voz estava várias vezes demasiado baixo e a sonoridade do trio inglês não foi suficientemente interessante para impedir a existência de vários pontos baixos no concerto, mas músicas como "Post Break-Up Sex" e "Nørgaard" são quase tão boas em 2016 como eram em 2011 e conseguiram criar maior animação. Os Cage The Elephant estiveram um pouco melhor. A setlist incluiu, como era de esperar, mais músicas dos últimos dois álbuns do que dos primeiros dois, algo de que não gostei, e o vocalista saltava e corria e esquecia-se de pôr o microfone perto da boca, mas mesmo assim foi bom ouvir ao vivo algumas das melhores músicas da banda. Em termos de interacção com o público também estiveram bem, mas, infelizmente, a energia que os músicos tentavam passar para fora de palco nem sempre era sentida.


Comecei o dia seguinte com uma passagem rápida pelo palco secundário, onde espreitei o concerto de Filho da Mãe & Ricardo Martins durante alguns minutos, não suficientes para chegar a alguma conclusão, especialmente porque mal conheço este duo. No entanto, deu para perceber que Ricardo Martins é um bom baterista, com bastante técnica. Fui depois ver, pela sétima vez, os Capitão Fausto. Tal como na apresentação do novo álbum na Casa da Música, as canções mais recentes não funcionaram tão bem ao vivo como as mais antigas. Os destaques ainda são, no geral, as malhas do seu primeiro álbum, Gazela. Não há muito a dizer sobre eles que não tenha dito em outras reportagens. Ainda assim, há que apontar a entrada da banda em palco ao som da música do John Cena (bom meme) e o mosh ocorrido durante a "Tem de Ser". Não percebo como nem porque é que alguém haveria de fazer isso, mas aconteceu. Antes de voltar ao Palco Vodafone espreitei o concerto dos Motorama, mas a banda de pós-punk russa não me deu razões para ficar lá durante muito tempo. 


Kristian Matsson, o Bob Dylan sueco, mais conhecido por The Tallest Man on Earth, trouxe o seu folk ao palco principal do festival e encantou o público com canções muito boas, como a conhecida "King of Spain", alguma interacção com a plateia e uma excelente presença em palco. Tinha tudo para ser o melhor concerto do dia, não viessem mais tarde os Portugal. The Man surpreender-me. Entretanto houve Cigarettes After Sex. Tocaram músicas do seu EP e apresentaram algumas que irão integrar o seu álbum de estreia. A sua sonoridade em estúdio foi bem recriada no concerto, mas não me chamou muito a atenção, provavelmente porque estava a precisar de ouvir algo não tão calmo. E isso não faltou no concerto dos Portugal. The Man. Já não os ouvia há muito tempo, nunca lhes tinha dado nenhuma atenção especial apesar de ter gostado de vários dos seus álbuns e não tinha expectativas definidas para a sua actuação, mas saí do recinto (não ia aturar Chrvrches ao vivo uma segunda vez na minha vida, não é?) muito satisfeito com o seu concerto. O som estava bom, as projecções em palco também (quem me dera vê-las melhor de onde estava) e a setlist surpreendeu-me pela positiva, como tocaram a minha música preferida deles, "People Say". Outro aspecto do concerto que me surpreendeu foi a mistura de músicas suas com partes de músicas de outros artistas. As covers de "Don't Look Back in Anger" e "I Want You (She's So Heavy") foram especialmente boas e encaixaram perfeitamente no alinhamento. Horas depois, regressei ao recinto e vi parte do DJ Set de Matias Aguayo, que não me desiludiu.



No geral, estou muito satisfeito com a experiência que foi esta edição do festival. 
Normalmente acho que se deve ir a um festival pela música, neste caso compreendo que isso não seja o factor principal. Se só tivesse em conta o cartaz não iria a todos os dias do festival. Quando recordar esta semana vou provavelmente pensar mais nos dias da vila e nos acontecimentos no campismo do que nos concertos, tirando LCD Soundsystem e pouco mais. Mesmo assim, fico feliz por ter visto alguns bons concertos e espero que para o ano tenhamos um cartaz digno de um Primavera Sound. O espaço é bom, a organização também, o público nem tanto (nunca fui tão incomodado pelo público em concertos como neste festival...), mas valeu a pena. Espero ter mais razões para voltar lá para o ano.


Texto e fotografias de Rui Santos

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Reverence Valada: "Os pedidos especiais de Satanás" - dia 9


Depois do aquecimento ao campista, o dia 9 de setembro promete trazer grandes concertos ao Reverence Valada. Um dos mais esperados vai acontecer neste dia, e sim, estou a falar de Brian Jonestown Massacre. A banda de Anton Newcombe promete fazer um dos mais memoráveis concertos da curta historia deste festival.

Para além deles, ainda vamos assistir a uma enorme vaga de shoegazers em cima dos palcos, nos concertos de A Place to Bury Strangers e The Raveonettes, que prometem encher os ouvidos dos fãs e o chão do palco com pedais.

Uma banda que tem dado muito que falar devido ao seu comportamento são os jovens Fat White Family, que prometem dar um concerto inesquecível, marcado pela sua energia e comportamento obsceno. 

Podemos contar ainda com a presença de bandas portuguesas como Black Wizards, Correia e Fast Eddie Nelson que para além de conquistarem cada vez mais o coração do publico, é sempre um prazer assistir ao seu talento com os próprios olhos.

Brian Jonestown Massacre


Após na edição passada, o festival ter contado com a presença de Joel Gion, percussionista e segundo no controlo criativo da banda, é a vez de esta edição contar com a alcateia toda, incluindo Anton Newcombe, mentor da banda.

Um forte candidato a concerto do ano, os sets da banda são conhecidos por visitarem grande parte da sua (longa) discografia, desde os primeiros álbuns, Methodrone e Spacegirl and Other Favorites, até aos Take It From The Man! e Their Satanic Majesties’ Second Request que contem as icónicas 'Straight Up and Down' e 'Anemone' (respetivamente). Sem esquecer também os álbuns mais recentes, o Mini Album Thingy Wingy, e o Musique de Film Imaginé, que é uma soundtrack de um filme imaginário mas também vem apresentar musicas que figuram no álbum que ainda vai ser lançado este ano, como por exemplo 'Fingertips'.

Certamente aquele concerto que não deixar ninguém indiferente, para o bem ou para o mal.



Fat White Family


Um concerto que tem levantado muita curiosidade e expectativas é certamente o dos ingleses Fat White Family.

Estes são conhecidos não só pelo espírito de animais de festa e pela sua energia demolidora, mas também por serem o oposto do politicamente correto, podemos esperar um concerto imprevisível e selvagem (e com votos que haja pelo menos um strip por parte do vocalista Elias).

Com dois álbuns debaixo do braço, sendo o ultimo, Songs For Our Mothers, lançado ainda este ano é certo que vamos ouvir hinos como 'Whitest Boy on the Beach' ou 'We Must Learn to Rise'.

Os irreverentes britânicos podem não ser os mais brilhantes músicos, mas destes pode-se esperar um espectáculo único e memorável, e se não for pelas canções, então é mesmo pela festa.



Dead Meadow


Não é bem stoner rock.
Não é bem rock psicadélico.
Não é certamente indie rock.

Esta banda de Washington D.C. tem um som bastante próprio e fácil de identificar como uma musica dos Dead Meadow, tornando-a assim uma das mais únicas bandas na cena psicadélica ou stoner.

Uma vez que eles não tem nenhum lançamento novo nos seus planos é de esperar que estes visitem toda a sua discografia.

Este é o concerto certo para todos os fãs de bandas como Led Zeppelin ou Blue Cheer, que enchem as suas musicas com riffs de guitarra capazes de fazer a cara de uma audiência derreter.

A banda de Jason Simon, Steve Kille e Juan Londono vão apresentar algumas das malhas mais interessantes do festival.



Yawning Man


Uma das bandas mais lendárias e que não tem levado a cobertura que merece nesta edição do Reverence é sem duvida Yawning Man.

Esta banda formada em 1986 em La Quinta, Califórnia, é considerada por muitos a primeira banda de Desert Rock, sem eles não existia Kyuss, nem Queens of the Stone Age, nem grande parte do movimento que surgiu no deserto de California.

Yawining Man ganhou notoriedade pelos concertos em formato de jam que faziam no deserto, alimentando os instrumentos apenas com geradores e muitas drogas. Actualmente, é de esperar o mesmo no concerto que vai acontecer em Valada, só que desta vez não são precisos geradores, mas podemos esperar que os californianos nos tragam o calor, o espírito e a experiência do deserto até ao seu palco.



A Place To Bury Strangers


A Place To Bury Strangers já não é uma banda estranha ao Reverence, esta é a segunda vez que estes se deslocam ao festival de Valada depois de terem tocado na primeira edição de 2014.

O trio americano é conhecido pela sua música barulhenta e pelas atmosferas psicadélicas, eles foram considerados por vários blogs e revistas como a “a banda mais barulhenta de Nova Iorque”. Contudo, apesar do volume capaz de fazer sangrar os ouvidos, esta banda utiliza nas suas melodias uma beleza que contrasta com a violência do som que estes criam com os seus instrumentos.

Se tiverem curiosidade para realmente descobrirem se os vossos tímpanos explodem ou não, apareçam lá pelo concerto dia 9 e tirem conclusões por vocês próprios.

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quarta-feira, 24 de agosto de 2016

"Pensar faz emagrecer" é o disco de estreia dos Galgo e chega a 23 de setembro


Os Galgo, banda lisboeta que no ano passado nos fez chegar o seu primeiro trabalho, EP5, prepara-se para editar o seu álbum de estreia. Pensar Faz emagrecer. É assim que se chama o disco que chega às lojas a 23 de setembro e foi produzido, gravado, misturado e masterizado por Makoto Yagyu e Fábio Jevelim no Haus Studios, com a assistência de Miguel Abelaira. A edição sai com selo Sony Music e Blitz Records.

A 29 de setembro o quarteto vai até ao Musicbox apresentar Pensar faz emagrecer, e "Skela", primeiro single deste longa duração, não vai faltar de certeza.


Também já estão disponíveis a capa de Pensar faz emagrecer, da autoria da Rute Fonseca, e o seu alinhamento (ambos em baixo).


Pensar faz emagrecer
1. Sabine
2. Tokutum
3. Skela
4. Lugia
5. Balanço
6. Pivot
7. Goya

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La Luz com duas datas em Portugal


As americanas La Luz, que passaram por Portugal no ano passado, estão de regresso a terras portuguesas em setembro para dar dois concertos. A primeira destas datas vai ser na Casa Independente (Lisboa), dia 11, onde o quarteto já esteve presente no ano passado (reportagem aqui). A segunda data vai ser apenas dois dias depois, 13 de setembro no Maus Hábitos (Porto), onde a Revolve vai organizar o evento em modo de warm-up para o Mucho Flow.

O seu último álbum, Weirdo Shrine, foi editado em 2015 e contou com produção em estúdio de Ty Segall. O disco mostra-nos todo o surf rock das La Luz, com uma sonoridade limpa (mas não demasiado) e capaz de reproduzir uns ritmos dançáveis.

Em Lisboa, o concerto começa às 19h e o preço dos bilhetes está fixado nos 10 euros.
No Porto, o concerto tem começo marcado para as 22h30 e os bilhetes custam 8 euros.

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TRC Zigur Fest anuncia últimos nomes do cartaz e ainda mais novidades


TRC ZigurFest anunciou os últimos nomes que compõe o cartaz da edição de 2016. Então as novidades de dia 1 de setembro são LeviatãCitizen:kaneRapaz ImprovisadoHomem em Catarse e Desterronics, sendo que Roundhouse Kick, Killimanjaro, Berlau & AM Ramos, Marvel Lima, Solar Corona, Fazenda e OZO ficam encarregues de atuar nos dias 2 e 3 de setembro.

Estas últimas confirmações - algumas delas resultantes do trabalho feito em parceria com o UM AO MOLHE, a Extended Records e o Desterro - encerram o alinhamento estelar para a edição deste ano do festival.


O alinhamento e horários dos concertos está disponível em baixo. Vale a pena lembrar que os concertos de dia 1 (gratuitos) decorrem em três espaços emblemáticos da cidade: Soldado Desconhecido, Coreto do Jardim da Câmara e a recém-construida Alameda do Castelo. Nos dias 2 e 3, o TRC ZigurFest regressa ao formato tradicional, com concertos no Teatro Ribeiro Conceição e na Rua da Olaria.


Chamamos ainda a atenção para a mudança de dia e local de actuação dos Torto, que por motivos de agenda terão que actuar no dia 1 de Setembro pelas 22h00. Com esta alteração, será Luís Severo e a sua banda o responsável por encerrar o Teatro Ribeiro Conceição no dia 2, sendo antecedido por actuações de Joana Guerra e Surma. Os Fazenda actuam na Rua da Olaria nessa mesma tarde.

No TRC ZigurFest há também espaço para a estreia de uma plataforma de arte contemporânea sediada em Lamego. Criada pelo artista plástico João Pedro Fonseca, a ZONA emergiu da necessidade de dinamizar e integrar no município lamecense as mais vertentes expressões artísticas contemporâneas. Para esta primeira edição, que tem o apoio da Câmara Municipal de Lamego e Teatro Ribeiro Conceição, foram convidados cinco artistas plásticos emergentes. André Costa, André D. Costa, Duarte Fonseca, Inês Apolinário e Rui M. Costa vão produzir uma ou mais peças inspiradas na imagética do festival, que serão depois apresentadas numa exposição colectiva nos dias 1, 2 e 3 de Setembro no Teatro Ribeiro Conceição.

Os bilhetes já estão à venda e valem 3 euros para um dia e 5 euros para os dois.

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terça-feira, 23 de agosto de 2016

Reportagem: Vodafone Paredes de Coura - Dias 1 & 2


Antes do evento em si começar, o Vodafone Paredes de Coura subiu à vila, onde durante 4 dias ocorreram vários concertos grátis em diferentes palcos. Entretido a dar tudo de outras maneiras, perdi os concertos dos primeiros 2 dias deste aquecimento para o festival. No terceiro vi Time for T, uma banda que não conhecia mas que me agradou, tendo comunicado com o público e iniciado bem uma noite de festa. Pouco vi de Duquesa, mas fiquei surpreendido pela positiva com a sua cover de "Lust for Life", um das minhas músicas preferidas dos Girls. A noite acabou com um set de DJ Bitch Boys, que animou muito os festivaleiros, tal como o DJ A Boy Named Sue fez no dia seguinte. Foi nesse ultimo dia de animação na vila em que tocaram os Imploding Stars, uma banda de pós-rock cuja sonoridade faz lembrar artistas como Explosions in the Sky. Enquanto estes últimos me desiludiram muito na última edição do NOS Primavera Sound, os Imploding Stars deram um concerto muito bom, no qual as camadas de som criadas pelas guitarras se faziam sentir intensamente. Podem não ser muito inovadores, mas sabem o que fazem e deram o que deve ter sido um dos meus 5 concertos preferidos da semana.



Dia 17 começou o festival. Ainda cheguei ao recinto a tempo de ver o fim da actuação do duo português Best Youth. "Hang Out" soou tão bem como sempre, mas as outras músicas que tive a oportunidade de ouvir não captaram o meu interesse. A sonoridade da banda está longe de ser única e a composição de várias das suas canções é apenas razoável, não chegando a boa voz de Catarina Salinas para elevá-las a outro patamar. Seguiu-se a estreia dos Minor Victories em Portugal. A banda de Rachel Goswell (Slowdive), Stuart Braithwaite (Mogwai) e Justin Lockey (Editors) deu o melhor espectáculo do dia. Tendo apenas um ou dois momento mais mortos ou desinteressantes, o concerto deste quarteto de shoegaze esteve repleto de boa música e vários pontos positivos, um deles o seu épico final, onde se ouviu "Out to Sea".


Chegou depois a vez de voltarem a tocar em Portugal os Unknown Mortal Orchestra, naquele que foi o pior concerto a que assisti nesta edição do festival. A setlist com foco no mais recente álbum do grupo, Multi-Love, dificilmente permitiria este concerto chegar ao nível daquele a que assisti na Casa da Música, em 2013, mas nem foi essa a principal causa do desastre ocorrido nessa noite. Músicas deste e outros álbuns sofreram modificações que as tornaram piores e o som estava péssimo, com a voz abafada pelos instrumentos, nomeadamente a bateria, que tinha o som demasiado alto na mistura. Como se isso não bastasse, houve tempo para vários solos que não acrescentaram nada ao concerto, incluindo um solo de bateria, que pelo que parece não estava suficientemente destacada pelo seu volume alto, e um solo de teclado que muito mais facilmente se enquadraria num concerto de músicas de Natal. Apesar de ter sido uma experiência má, conseguiu proporcionar vários momentos de riso e, em retrospectiva, fico feliz por não a ter perdido. Cansado com um dia inicial que não cumpriu as expectativas, voltei para o acampamento antes de entrarem em palco os Orelha Negra.


O primeiro concerto a que assisti no dia 18 foi o dos Whitney. Talvez por ter terminado o dia anterior com UMO, talvez não, pareceu-me que o som estava especialmente bom. Os autores de "Golden Days" e "No Woman", que incluem dois membros dos já inexistentes Smith Westerns, estiveram bastante bem e certamente não desiludiram os seus fãs. Os Sleaford Mods actuaram a seguir. Num palco quase vazio entraram Jason Williamson, vocalista, a gesticular e mexer-se de maneira característica,  e Andrew Fearn, de copo na mão e sempre pronto para clicar numa tecla do seu portátil para iniciar os instrumentais das canções. Um concerto único com um impacto inicial enorme. Este factor de novidade foi-se perdendo ao longo da sua duração, com as músicas a tornarem-se, tirando uma ou outra, algo repetitivas. Mesmo assim conseguiu ser o segundo melhor do dia e um dos mais memoráveis do festival. Tocaram depois os Thee Oh Sees. Dois bateristas no centro do palco, John Dwyer num dos lados e o baixista no outro. Conquistaram o público desde o início e o mosh só parou no fim. Infelizmente, a confusão instalada e a enorme quantidade de pó no ar fizeram com que não conseguisse aproveitar o concerto da maneira que queria. Parece ter satisfeito a maior parte dos fãs da banda, mas seria provavelmente melhor ainda se tivesse acontecido no palco secundário. Como é claro, a culpa disto não foi da banda, competente como sempre. 



O concerto seguinte foi o mais aguardado do festival, o regresso dos LCD Soundsdystem. Com o palco cheio de instrumentos, a banda de multi-instrumentistas liderada por James Murphy começou a festa com "Us v Them" e prosseguiu-a com músicas de todos os seus álbuns. "Tribulations", "Someone Great" e "Losing My Edge" foram algumas das malhas que se ouviram num concerto excelente de uma ponta à outra. A banda tocou as músicas perfeitamente, o público dançou e cantou e o grande destaque do festival terminou com "All My Friends", a melhor música da banda. Apesar do exagero de crowdsurfing ter sido um bocado incómodo, foi esse o melhor momento do concerto onde também se destacou a incrível "New York, I Love You but You're Bringing Me Down". O after party esteve a cargo dos Suuns. Nunca os tinha ouvido antes do concerto, mas fiquei bastante satisfeito com a sua mistura de rock com música electrónica, um bom fim para a minha segunda noite de festival.



Texto e fotografias de Rui Santos

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American Football de regresso com primeiro disco em 17 anos



Os American Football são já uma instituição da música emo. American Football, o primeiro e único disco da banda americana foi lançado há 17 anos e é visto como um marco da música emo, influenciando toda uma nova geração de bandas do género e indie nos anos que se seguiram. 

Depois de dois pequenos teasers revelados durante a semana, a banda dos irmãos Kinsella anunciou hoje que o aguardado segundo disco já tem data de lançamento marcada para dia 21 de Outubro. Recebendo o mesmo nome que o seu antecessor, American Football terá o selo da Wichita Records. A banda revelou também o primeiro single do novo trabalho que poderão ouvir em baixo, assim como a respetiva tracklist.




American Football

Where Are We Now
My Instincts Are The Enemy
Home Is Where The Haunt Is
Born To Lose
I've Been So Lost For So Long
Give Me The Gun
I Need A Drink (Or Two or Three)
Desire Gets In The Way
Everyone Is Dressed Up

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Conheçam a CoopA - Associação Aldeia Cooperativa de Artes


A CoopA - Associação Aldeia Cooperativa de Artes foi fundada a 24 de fevereiro de 2016 com o objectivo de organizar diversas actividades culturais assentes num pilar: a apresentação de artes e artistas de menor exposição. 
Através desta iniciativa pretende-se colocar a Aldeia de Paio Pires no circuito cultural nacional, à semelhança do que já acontece noutras aldeias e vilas do nosso país. É necessário expandir a cultura e dar a conhecer outras artes e outros artistas. Para tal, a CoopA pretende, através deste meio, preencher esta lacuna no concelho do Seixal, mostrando diversos trabalhos inacessíveis a quem não se desloca para fora dele.

A CoopA é uma iniciativa para as pessoas e só faz sentido com a participação das pessoas.

Depois de ter realizado a primeira iniciativa, a 6 de agosto, com o Encontro de Estátuas Vivas a CoopA tem para já agendado para setembro a rubrica Sons na Aldeia -  a realizar-se a 24 de setembro - que contará com os concertos das bandas A Jigsaw & The Great Moonshiners Band e Recanto.  Todas as informações adicionais sobre o Sons na Aldeia podem ser encontradas aqui.



Para novembro a associação tem agendado o seguinte:

1) Mostra Internacional de Fanzines. (Informações adicionais do evento aqui).

2) Apresentação do novo livro do poeta Paulo José Miranda e retrospectiva da sua obra por Inês Fonseca Santos.


A Aldeia de Paio Pires passa assim a receber sonoridades diferenciadas e uma experiência cultural e artística diferenciada.

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Reportagem: SonicBlast Moledo - Dia 2


Depois de o primeiro dia do festival ter deixado os festivaleiros satisfeitos no regresso à tenda o segundo dia do SonicBlast Moledo prometia ainda mais grandes concertos. Apesar do cansaço dirigi-me uma última vez para o recinto.


Vircator

Diretamente de Viana do Castelo, Vircator jogaram em casa. Uns dos concertos mais interessantes que aconteceram no palco piscina, estes surpreenderam toda a audiência com o seu rock espacial e hipnótico. Com bastantes influências post-rock e uma melodia sempre bastante apurada, Vircator foram sem dúvida das melhores bandas em cima deste palco.


Spelljammer

Se Vircator surpreendeu, Spelljammer tirou todas as dúvidas e afirmou-se como o melhor concerto do palco piscina (a par de Possessor). Este trio de Estocolmo toca música lenta e pesada bem ao estilo de Doom Metal. Em qualquer que fosse a parte do recinto que estivesse uma pessoa plantada era impossível não sentir o impacto do baixo no peito.

Os suecos lançaram Ancient of Days em outubro de 2015,  e apesar da pouca interacção que tiveram com o público, foram das bandas mais ovacionadas deste palco.





The Black Wizards

O quarteto deu o segundo concerto em Moledo no espaço de 3 dias e mesmo assim foi alvo de um público bastante consistente. Conseguindo superar ainda a primeira performance no dia de recepção ao campista, esta banda mostra ser um fenómeno e uma das mais acarinhadas pelo público do stoner português.

O alinhamento do concerto consistiu nas músicas do Lake of Fire que continua a ser um dos álbuns nacionais mais revelantes dos últimos anos, os solos de guitarra e as letras são bastante catchy e prometem ficar na cabeça do público durante bastante tempo. Contudo o momento mais memorável deste concerto (e do aquecimento) foi sem dúvida o solo de bateria de Helena Peixoto que deixou todo o John Bonham que tinha em cima de palco.




Killimanjaro

Para continuar a carta de amor às bandas portuguesas não existe ninguém mais apropriado para subir ao palco do que os Killimanjaro de Barcelos. Basta olhar para a audiência para percebermos o amor que os fãs nutrem por esta banda, uma das maiores enchentes para ver uma banda portuguesa, aqueles que foram a melhor banda lusitana em cima do palco.

José Roberto Gomes é um monstro em cima de palco e faz o que sabe melhor com uma guitarra nas mãos ao seu jeito único. Joni Dores e Luis Masquete complementam o som não se limitando apenas a oferecer o ritmo mas também com a sua sonoridade espacial que são fundamentais para o som dos Killimanjaro.

As músicas do álbum Hook continuam a ser as que mais enchem os ouvidos da audiência mas as reacções às novas faixas provenientes do EP Shroud são bastante positivas, o que me leva a concluir que quatro músicas novas não são suficientes para saciar a fome dos fãs desta banda.




Stoned Jesus

Escusado será dizer que este era um dos mais aguardados concertos do festival e que quando o peculiar trio ucraniano subiu para cima de palco muita gente perdeu a cabeça. "Electric Mistress" abriu as hostes do delírio e levou todo o público a cantar em plenos pulmões. Isto seria a amostra do que iríamos presenciar durante todo o concerto.

Igor Sydorenko é um mestre em cima do palco e não deixa ninguém ficar indiferente à sua música, com os seus maneirismos e confiança, este consegue ter a audiência dentro da sua mão sempre que quer, estando a solar como um homem louco, ou a trocar uma corda partida a meio de um concerto, este é sem dúvida um show-man.

Ponto alto do concerto vai sem dúvida para a interpretação de "I’m The Mountain", que apesar de ser algo diferente da versão em estúdio, levou o público ao delírio. "Black Woods", que foi das músicas mais pedidas durante todo o concerto também, foi um momento memorável. Em última análise, Stoned Jesus ofereceu um dos melhores concertos do festival.




Uncle Acid & the Deadbeats

Uncle Acid era sem grandes rodeios o concerto que mais queria ver nesta edição do Sonic e as altas expectativas saíram algo furadas. Não por culpa dos britânicos em cima de palco (apesar de alguns dos problemas de som com o microfone), mas pelo público que me rodeava. A partir do momento em que um grupo de espanhóis bêbados se mete à minha frente, tapa-me completamente a visão do palco e começa a tirar selfies comecei a temer o pior.

A verdade é que durante o decorrer do concerto estes não se calaram, e ainda se formou um moche e uma onda de crowdsurf que me pareceu algo desnecessário.

A banda em si esteve fantástica tocando musicas que visitaram toda a sua discografia, incluindo o seu primeiro álbum, lançado de forma bastante limitada, Vampire Circus, malhas como "I’ll Cut You Down" ou "Death’s Door" foram acompanhados por um público bastante satisfeito.




Truckfighters

Depois da confusão que se gerou em Uncle Acid foi de uma maneira profética que comecei a imaginar como seria o concerto de Truckfighters. Devo dizer que ficou bastante perto da realidade. Um moche pit gigante abriu-se. Headbang geral de toda a audiência. Tsunamis de crowdsurfers. Tudo o que era de esperar daquele que foi o concerto mais hiperactivo do Sonic Blast.

O guitarrista Niklas Källgren com a sua típica boa disposição e correrias e saltos ganha o prémio de pessoa mais amada em cima do palco desta edição, todos os olhos estavam na sua guitarra e na sua língua que tão teimosamente insistia em apontar em direcção ao público.

Existe muita coisa a fazer nesta vida mas sem dúvida que se tenho algo a aconselhar os meus amigos festivaleiros a fazer é sem dúvida moshar ao som de "Desert Cruiser". Todos os momentos da música são gloriosamente épicos, desde o riff inicial em que a multidão perde a cabeça, até à letra contagiante cantada pelo público, até aos solos selvagens que arrasam qualquer indivíduo. Prometo que quando saírem deste concerto vão-se sentir atropelados por um camião.




Salem’s Pot

Ao contrário do que muitos pensam, os concertos não acabaram em Truckfighters. Ainda havia pela frente Salem’s Pot. A visão de cinco gigantes suecos a entrar em palco disfarçados, com máscaras de inspiração renascentista e o vocalista com vestimenta de mulher, foi inesquecível.

O concerto pode ser descrito como uma bad trip até aos infernos, ajudado não só pela música mas também pelos vídeos que ornamentavam o palco. Aquele que foi um dos concertos mais pesados de todo o festival, foi o melhor after que podiam ter oferecido para o seguimento de um concerto de Truckfighters.

O momento mais marcante do concerto, pessoalmente, foi "Desire", música que encerra o álbum mais recente da banda, Pronounce This!, a sua letra intensa e a sua interpretação foram algo que marcaram o meu Sonic Blast.

Com os Salem’s Pot a retirarem-se de palco deu-se assim por terminado a edição 2016 do Sonic Blast Moledo. Ao retirar para a tenda, dada a falta de energia para continuar no after, apenas conseguia pensar em como apenas 3 dias me tinham deixado tão agarrado a um local. O público sabe o que foi fazer. As bandas sabem o que foram fazer. Tudo foi cumprido com mestria.



Vemo-nos em 2017.

Dia 2 @ SonicBlast Moledo


Texto de Hugo Geada
Fotografia de Diogo M. Monteiro

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