sábado, 26 de maio de 2018

Conan Osiris (finalmente!) no Porto


Está anunciado o primeiro concerto de Conan Osiris no Porto. O músico do momento sobe à cidade Invicta pela primeira vez para um concerto imperdível no Maus Hábitos. Com ele traz o celebrado Adoro Bolos, o disco que colocou Tiago Miranda na ribalta com a sua amálgama eclética de estilos e sonoridades que nos são ao mesmo tempo estranhas e familiares. Adoro Bolos surgiu de surpresa nos últimos dias do ano transacto e não tem parado de rodar desde então, sucedendo Musica, Normal, o primeiro longa-duração do artista residente em Lisboa editado via AVNL Records em 2016.

O concerto decorre já no próximo dia 14 de junho e os bilhetes encontram-se disponíveis ao preço único de 6 euros. Em maio, Conan Osiris apresentou-se no norte pela primeira vez para uma atuação no Theatro Circo.


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sexta-feira, 25 de maio de 2018

Rock Nordeste com cartaz encerrado


Capitão Fausto, Manel Cruz, Cícero & Albatroz, Conan Osiris e DJ Firmeza encerram o cartaz do festival Rock Nordeste, em Vila Real. Estas recentes confirmações juntam-se aos já anunciados Bonga, Enchufada na Zona (Branko, Rastronaut e PEDRO), Mazgani, Surma e colaboração única dos First Breath After Coma com a Banda de Música de Mateus.  

O festival Rock Nordeste levou, nas quatro edições anteriores, mais de 72 mil pessoas à relva do Parque Corgo. Pelo evento de música, ao longo das quatro edições, passaram quase quatro dezenas de artistas portugueses, onde se destacam nomes como Orelha Negra, The Legendary Tigerman, Mão Morta, Linda Martini, Capicua ou Dead Combo, entre muitos outros nomes da linha da frente da música nacional.

Relembramos que a entrada para este festival é grátis.

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STREAM: Numb.er - Goodbye


Os Numb.er - projeto encabeçado por Jeff Fribourg (conceituado fotógrafo e designer dentro da comunidade musical de Los Angeles e ex-membro dos Froth) - editam hoje o seu disco de estreia, Goodbye, onde oferecem um documento sonoro desafiador e dinâmico. Misturado e masterizado por Mikey Young, da Total Control, este disco de estreia adota uma abordagem que explora géneros como o kraut-rock, psychedelic, shoegaze e post-punk, sem se comprometer com uma visão singular.

Deste novo trabalho já tinham anteriormente sido divulgadas as faixas "Numerical Depression", "A Memory Stained" e "Again". Goodbye pode agora ser ouvido na íntegra abaixo ou clicando aqui.

Goodbye é editado esta sexta-feira (25 de maio) pelo selo Felte Records.


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Capitão Fausto regressam com "Sempre Bem"


Os Capitão Fausto regressam com “Sempre Bem”, o primeiro avanço para A Invenção do Dia Claro. O quarto registo de canções originais foi gravado no Red Bull Studios São Paulo em Dezembro de 2017.

A Invenção do Dia Claro tem data de lançamento prevista para o último trimestre de 2018.

Sempre Bem é acompanhada de um vídeo realizado por Gonçalo Perestrelo, foi misturada no Estudiozeco e masterizada nos Estúdios Sá da Bandeira. Nos coros a canção conta com a participação de Catarina Wallenstein, Constança Rosado e Madalena Tamen

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quinta-feira, 24 de maio de 2018

Reportagem: Colour Haze + TAU + JESUS THE SNAKE [Hard Club, Porto]


No passado dia 19 de maio, o Hard Club foi alvo de um serão inolvidável em que as sonoridades stoner/psicadélia foram rainhas e senhoras, tendo sido a única data marcada em território nacional da mais recente tour dos veteranos alemães do stoner Colour Haze, acompanhados pelos irlandeses hippie Tau e pelos locais de Vizela Jesus the Snake.

Jesus The Snake

Apesar do atraso significativo do início dos concertos (era para ter começado às 21h, começou apenas meia hora depois), isso não esfriou o entusiasmo do imenso público, que estava em pulgas para entrar no recinto, que por sua vez foi recebendo os primeiros espectadores. Aos Jesus the Snake, naturais de Vizela e com o seu EP de estreia na bagagem, calhou a ingrata missão de abrir as hostilidades da noite de música ao vivo que se avizinhava.

A banda bracarense revelou uma breve timidez em termos de presença de palco que gradualmente se dissipou à medida que o concerto progredia. A música da banda em si caracteriza-se essencialmente pelo formato instrumental, vagaroso e etéreo quanto baste, que também não se coibiu de andar pelo prog-rock, e graças à especial intervenção do trabalho de teclado, revelou uma influência bastante vincada de Pink Floyd, por exemplo. O concerto no geral, apesar de ter sido mais morno em comparação com as bandas seguintes, demonstrou que a banda tem um impressionante potencial em termos de evolução sonora, e cumpriu a missão de estimular os presentes para o resto da noite que se seguia.

TAU
Após um breve intervalo, os irlandeses radicados em Berlim Tau, com o EP Wirikuta e o álbum Tau Tau Tau como pretextos para fazerem parte deste evento singelo, ocuparam o palco e deram o ar da sua graça com uma estética mais folky das sonoridades do deserto que demonstrou o seu encanto envolvente e árido de forma quase imediata para com o público.

Assim que os primeiros acordes foram tocados, não faltou muito até que as pessoas ficassem hipnotizadas pelo espetro sonoro dos Tau, que passava tanto por sonoridades krautrock como por atmosferas de origens arábicas, convidando até a um passinho de dança. Com trajes rústicos e de guitarra acústica com trapos em riste, o líder da banda Shaun Mulrooney demonstrava-se bem-disposto, sempre a puxar pelo público e a discursar o amor pela "Mother Tierra". Com a sua abordagem igualmente pastoral e exótica da psicadélia, o concerto dos Tau foi a surpresa da noite, graças à atmosfera feel good que se viveu durante o mesmo.

Colour Haze
Por volta da meia noite, chegou a banda por que muitos ansiavam. Foi com uma audiência apinhada que os Colour Haze foram saudados assim que pisaram o palco, e assim que as variadas projeções de alucinações coloridas e líquidos em ponto microscópico tomaram lugar, a banda começou a justificar, com toda a simplicidade do mundo, não só o porquê de ser a atuação mais esperada da noite, mas também a sua posição enquanto um dos supra-sumos do stoner rock feito na Europa.

Colour Haze

Com um alinhamento que continha "She Said", "Lavatera", "Tempel" e "Aquamaria", além de um encore com duas faixas especialmente inesperadas - "House of Rushammon" e "Love" -, foi um concerto como poucos, cheio de alma, habilidade e ritmo, que teve a duração invejável de cerca de duas horas. A instrumentação da banda assemelhava-se a uma máquina bem oleada, com todas as suas componentes a funcionarem como deviam: a guitarra a vaguear entre acordes desafiantes e solos sumptuosos, o baixo a demonstrar uma reverberação latejante e a bateria alucinante e ao mesmo tempo versátil, como que a flirtar com outros estilos alheios. O público ficou ao rubro do início ao fim, sempre a abanarem o capacete e até mesmo a entoar os riffs de guitarra como se de hinos se tratassem, e sempre com a certeza de que este serão se tornaria memorável, senão até mesmo mágico, com todos os intervenientes a deixar o seu cunho no imaginário do público à sua maneira. Foi tudo o que foi preciso.

A fotoreportagem pode ser vista aqui ou no link em baixo.


Colour Haze + TAU + JESUS THE SNAKE [Hard Club, Porto]

Texto: Ruben Leite
Fotografia: David Madeira

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The Love Coffin - "Pure" (video) [Threshold Premiere]


After two promising EPs, Veranda (2015) and Buffalo Thunder (2016), the Copenhagen-based rock quintet The Love Coffin is finally releasing his debut album this year. This new album - called Cloudlands - is presented through a music video for the single "Pure", the first sample of what might be expected from this new full length, and also a song that clearly shows us unique soundscapes with enticing intensity and contagious energy. Influenced by bands such as Band of Susans, Gun Club, The Triffids and last, but not least The Jesus & Mary Chain in their 80's epoche, The Love Coffin play red-blooded, raw-hearted and romantic rock'n'roll.

In the video for this new single "Pure", with the signature of the artist Palle Demant, The Love Coffin bring us footages of the vocalist Jonatan Magnussen singing and playing an acoustic guitar, interspersed with small frames of a girl (sometimes singing, others not) on completely different and dynamic backgrounds. You can watch the video in first-hand below.

Cloudlands will be released in September, 28th on Third Coming Records and Bad Afro Records.




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Elusive Sound com novidades


A editora suiça Elusive Sound tem algumas novidades para os próximos meses a nível de edições físicas e em baixo falamos um pouco de cada um dos grupos envolvidos, que deverão agradar sobretudo a fãs de post-rock e shoegaze.


Os Silent Whale Becomes A° Dream renasceram no ano passado com Requiem, seis anos após o lançamento de Canopy, mas apenas este ano o irão editar fisicamente, quer em CD quer em vinil. Os franceses exploram os recantos mais etéreos do post-rock de forma imaculável e poderão ler a crítica a Requiem, certamente um dos melhores trabalhos de 2017 dentro do género, aqui.




Os BLAK são oriundos de Roda De Ter, na Catalunha, e editaram o seu primeiro álbum Between Darkness and Light no ano passado, tendo este esgotado rapidamente e levando assim a esta reedição em vinil. A sonoridade do grupo espanhol é fortemente enraizada no post-rock mais cinemático, e pode ser escutada no stream em baixo e também aqui, onde poderão ver na íntegra a sua segunda atuação ao vivo.



Ambas estas edições serão lançadas no próximo dia 1 de junho mas já podem fazer pre-order no site da Elusive SoundOutras edições previstas para este ano incluem os álbuns de estreia dos Ravena e dos Blankenberge em vinil.


Os Ravena vêm da Califórnia e o seu primeiro disco, Laocoön, foi lançado já em 2016. Composto por longos e ambiciosos temas que deambulam entre o post-rock, post-metal e até dark ambient, Laocoön leva-nos numa intensa mas recompensadora viagem por paisagens desoladoras e sombrias, sendo surpreendente o elevado nível de detalhe e coesão que um grupo tão jovem consegue colocar nas suas composições. Em baixo poderão ouvir o disco na íntegra mas a edição em vinil contará com uma nova remasterização por parte de Randy Cordner.





Oriundos de São Petersburgo, na Rússia, os Blankenberge editaram um EP homónimo em 2016 e o seu primeiro longa-duração, Radiogaze, no ano passado. Os russos não fogem à típica sonoridade shoegaze/dream pop mas conseguem criar músicas incrivelmente energéticas, graças a ensurdecedoras guitarras (que certamente agradarão aos fãs de My Bloody Valentine), mas também extremamente introspetivas e expansivas, através dos soberbos vocais de Yana Guselnikova e de secções de quase puro drone. Em baixo poderão escutar a versão remasterizada (por Mikhail Kurochkin) de Radiogaze mas recomenda-se também esta sessão ao vivo. 




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As Lazy Sessions estão de regresso (agora em Braga)


Depois do sucesso no Porto, a organização das Lazy Sessions aposta na cidade de Braga, promovendo as Lazy Sessions Guadalupe. O local escolhido é o Parque de Guadalupe, mesmo no centro de Braga (local com maior altitude da cidade de Braga). Devido às características únicas deste espaço, com vista privilegiada sobre a cidade, apresenta-se como o local ideal para a realização deste evento, convidando as pessoas a visitá-lo e usufruindo deste espaço único.

O conceito das Lazy Sessions Guadalupe consiste em convidar personalidades de relevância do panorama musical português para fazerem a curadoria de uma tarde no Monte de Guadalupe e convidarem, por seu turno, bandas e DJs com os quais se identifiquem e considerem projectos a ter em conta no futuro. Os curadores da 1ª edição das Lazy Sessions Guadalupe, nos dias 16, 23 e 30 de Junho de 2018, são Adolfo Luxúria Canibal, Branko e Manel Cruz.

Lazy Sessions Guadalupe > 16 de Junho, 15h-20h (Curadoria Adolfo Luxúria Canibal):

FERE
Dead Men Talking
Adolfo Luxúria Canibal (dj-set)


Lazy Sessions Guadalupe > 23 de Junho, 16h-04h (Especial S. João + Curadoria Branko - Enchufada na Zona):

16h-00h:
Torpedo Karaoke Show

Dona Carioca
Quadra
DJ Terzi


00h-04h:

Branko
Rastronaut

PEDRO

Lazy Sessions Guadalupe > 30 de Junho, 15h-20h (Curadoria Manel Cruz):

The Lazy Faithful
HITCHPOP
Pedro Tenreiro (dj-set)


É ainda importante realçar que a entrada para estas sessions é gratuita.

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Silent Runners lançam vídeo para "Forgotten"


Depois de terem lançado o seu aclamado disco de estreia, The Directory, em dezembro de 2017 os Silent Runners regressam agora às "machetes" do underground através do novo trabalho audiovisual para a sexta faixa do disco, "Forgotten", uma canção sobre os sonhos de infância que muitas vezes são perdidos quanto atingimos a idade adulta. O vídeo para este tema, disponibilizado esta semana, foi feito pela mixagem de imagens antigas de comerciais de TV e reflete a ideia da necessidade de se manter uma aparência elegante. Podem vê-lo abaixo.



O disco de estreia dos Silent Runners começou a ser gravado ainda em 2016, ano em que o quinteto se estreou em Portugal no festival Entremuralhas, foi produzido e gravado de forma independente pela banda, masterizado no Reino Unido por por Andy "Hippy" Baldwin, que também trabalhou com bandas como Interpol, The Who, Blur, Killing Joke e Arcade Fire.

The Directory foi editado a 8 de dezembro de 2017 em formato self-release. Podem comprar o disco aqui


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BASQUEIRAL regressa para a sua 2ª edição

basqueiral-2018


A Associação Cultural Basqueiro organiza a segunda edição do evento BASQUEIRAL, que terá lugar em Santa Maria de Lamas nos dias 15 e 16 de junho, no âmbito da programação da V Capital da Cultura do Eixo Atlântico, acolhida em 2018 pelo Concelho de Santa Maria da Feira, em Aveiro.

O evento prima pela apresentação de um cartaz bastante variado, reunindo um total de 15 bandas espalhadas em várias posições do espectro musical, seja hip-hop, rock, indie, electrónica, metal, punk, world music, etc.., e terá First Breath After Coma, Killimanjaro, 10 000 Russos, Scúru Fitchádu, Stone Dead, The Dirty Coal Train, Ângela Polícia, Whales, Iguana Garcia, Fugly, L-Ali, O GajoOG Skars e Ritmare.

Haverá também duas iniciativas de forma a incentivar à intervenção por parte da comunidade, sendo elas o BASQUEIRAL JÚNIOR, em que os mais novos se envolverão em atividades musicais, e o BASQUEIRART, cujo destaque será as várias instalações da autoria das turmas de artes, electrónica e multimédia do Colégio de Lamas.

Tanto os concertos como as actividades terão lugar nos Jardins do Parque, na Igreja e no Museu de Santa Maria de Lamas. O passe geral para o evento custará 10€ até dia 10 de junho, e 15€ a partir do dia 11. O bilhete diário custará 10€ e só poderá ser comprado na bilheteira do festival. Todas as informações podem ser encontradas aqui.





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Bed Legs a rasgar por esse verão fora


Os Bed Legs regressaram às edições de estúdio em este mês com o novo disco homónimo e sucessor de Black Bottle (2016) e do EP Not Bad (2014). O quinteto bracarense formado por Fernando Fernandes (voz), Tiago Calçada (guitarra), Hélder Azevedo (baixo), David Costa (Bateria) e Leandro Araújo (teclas) vive no constante fio da navalha, perfilando-se na dianteira do mundano, do profano, e não rejeita atirar-se para um precipício melancólico, se assim tiver de ser.

O rock n' roll tão característico dos Bed Legs é agora acompanhado essências sonoras de outras épocas abençoadas pelo rhythm and blues. Em Bed Legs ouvem-se melodias de chamamento à liberdade individual; revelam-se riffs da melhor classe stoner; há apelos à dança desenfreada; contam-se histórias de resiliência e de resistência; pede-se ajuda à alma gémea ou uma entidade superior; há uma vontade intrínseca de estradear, dobrar e desordenar.

Bed Legs foi gravado na Mobydick Records, com o apoio do gnration, por Budda Guedes e masterizado por Frederico Cristiano “Fred”. A banda vai apresentar este novo trabalho em solo nacional durante o mês de junho e julho. Vejam em baixo as datas:

2 de Junho - ACRA FEST, Braga
29 de junho - TBA, Vila das Aves
30 de junho - Festival Variações, Braga
7 de julho - Festival Quintanilha Rock, Bragança
27 de julho - Santo Rock, Fafe

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quarta-feira, 23 de maio de 2018

[Review] Kirin J Callinan - Bravado


Bravado // EMI // junho de 2017
9.5/10

Setembro 2017:

Quem é Kirin J Callinan? Ah, é o gajo que fez a música que tem um tipo a berrar, cujo sample é um meme da internet.

Na verdade Kirin J Callinan é bastante mais e bem maior que "Big Enough", o single que já conta com mais de 2.4M visualizações no YouTube, bastante próximo dos números do video de um senhor de 82 anos a cantar "Bodies" dos Drowning Pools (motivo de orgulho por parte de Kirin, que fez questão em reportar o feito na sua conta de Instagram). Kirin J Callinan é um génio que decidiu que o EDM se deveria fundir com o Pop e SynthPop para criar algo tão único como Bravado.

O australiano não é estreante no mundo da música e a sua influência/os seus contatos no mesmo são extensos e variadíssimos, como se pode observar no seu mockumentary Off The Record, que conta com a participação de Jack Black, Mac DeMarco, Mark Ronson, entre outros músicos com carreiras já bem estabelecidas.



Ousado e excêntrico com um estilo que "primeiro estranha-se mas depois entranha-se", Bravado é dos poucos discos que tenho realmente vontade de ouvir vezes e vezes sem conta, e que a cada audição gosto ainda mais.

Voltando à viral "Big Enough": para além do meme, este tema tem também a colaboração entre dois artistas que o deviam fazer mais vezes. Alex Cameron e Kirin J Callinan completam-se no seu humor, na sua inovação, em tudo... Bravado é um disco que faz pensar "isto faz lembrar Alex Cameron mas não sei porquê" e é em "Big Enough" que se percebe que, ainda que os seus estilos sejam muito diferentes, a sintonia criativa e humorística é perfeita. Outros temas que demonstram bem o enorme alcance vocal e humor deste artista são "S.A.D.", que na verdade significa "Song About Drugs", "Family Home" e "Living Each Day".



Resumindo: não sei o que é Bravado, nunca irei perceber (ou tentar sequer) o que se passa na cabeça de Kirin J Callinan. Sei que é EDM, pop, synth-pop, trap... mas ao mesmo tempo consegue não ser nada disto.

P.S.: Kirin faz um disco com o Alex Cameron!

P.S.S: É recomendada a visualização da actuação de Kirin no TEDXSydney em que deixa a palheta cair dentro da guitarra, passa cerca de 3 minutos a tentar retira-la e vê-se obrigado a cantar "Bravado" à capella.


Março 2018:



Excerto da edição 7 do programa Já Ouvi Falar da Engenharia Rádio com João Fonseca, Tomás Carneiro e Francisco Lobo de Ávila. "Já Ouvi Falar #7 -Especial Melhores Discos de 2017"

Maio 2018:

Ainda com dúvidas que Kirin é um artista completo? Em "Bravado" e "My Moment" temos a sua voz e alcance vocal à prova. "Friend Of Lindy Morrison" e "Big Enough" revelam o seu lado mais "teatral". De forma a aproveitar tudo o que os temas deste disco têm a oferecer é altamente aconselhado o visionamento dos videoclips.



Passados quase 8 meses do inicio da review de "150/200 palavras" originalmente destinada a fazer parte da rubrica "Cinco Discos, Cinco Criticas" é, finalmente, hora de a publicar e aceitar que continuará sempre incompleta e que a qualquer nova audição irá ser escutado um ou outro pormenor completamente novo. São artistas como Kirin J Callinan que me fazem querer ouvir e continuar a descobrir música e que não deixam que esta se torne aborrecida ou derivativa. Aproveito também para apelar a ouvirem Donny Benét e Jack Ladder & The Dreamlanders (Donny e Kirin fazem parte dos Dreamlanders).

A música australiana lançada nestes últimos dois anos tem sido incrível! 
E continuo a querer um álbum colaborativo com o Alex Cameron!

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