sábado, 25 de fevereiro de 2017

STREAM: Oddisee - The Iceberg


O artista de hip-hop sudanes/norte-americano Amir Elkhalifa, mais conhecido no mundo da música pelo seu projeto Oddisee mostrou esta semana o novo álbum de originais, The Iceberg. O MC e produtor editou 12 músicas novas que falam sobre o dinheiro, sexo, política, raça e religião.  As suas letras multi-dimensionais pretendem espalhar as complexidades da individualidade e da identidade: a maneira como nos vemos e como vemos os outros. Repleto de influências soul, jazz, gospel e R&B, The Iceberg é uma declaração oportuna e poética.

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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Oiçam: Sierpien


Os Sierpien, banda oriunda de Moscovo, na Rússia, tem apenas editado um álbum, mas apresentam já uma energia invejável e uma música recheada de ritmos do post-punk que não são assim tão facilmente explorados pelas bandas da atualidade. Formados em 2014 pelo músico Artyom Burtsev (que faz parte de projetos paralelos nomeadamente Pora Konchat, Ozhog e Santim), os Sierpien são atualmente uma banda completa que, curiosamente, conquistou mais público pela Europa e Estados Unidos do que na sua terra natal.

No mesmo ano de formação os Sierpien editaram Zawsze Nasze o seu primeiro e único disco de estúdio de longa-duração, até à data, e um disco que funciona como uma ode ao post-punk polaco e soviético com veias góticas, que foi feito e se fez sentir no final dos anos 80, um pouco por toda a Europa. É ainda verificada uma influência do anarcho-punk britânico, na sonoridade resultante desta estreia.




Músicas como "Новое Средневековье", têm uma tonalidade muito característica da banda que consegue misturar alguns riffs de bandas contemporâneas, nomeadamente Iceage, e conjugá-las com grandes marcos da cena post-punk como The Sound, The Fall, Television, entre outros. Quem refere esta sexta canção, refere outros temas como "Поход", "Корреспонденты Информагенств" e "Дагон Любит Серф", por exemplo. 

Em suma Zawsze Nasze é um disco que tem potencial para convencer os fãs mais ortodoxos da cena underground, apresentando-se como um álbum intemporal e sempre fácil de voltar a ouvir. As suas nove músicas funcionam, no todo, como uma só e acabam por conseguir prender o ouvinte até ao finalizar do álbum. Zawsze Nasze foi editado em agosto de 2014 pelo selo Издательство Сияние.

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Aseethe editam hoje "Hopes Of Failure"


Os norte-americanos Aseethe editaram hoje o seu segundo álbum de estúdio, Hopes Of Failure, com o selo da Thrill Jockey. Composto por 4 faixas, Hopes Of Failure apresenta uma abordagem distintamente não-metal combinada com vocais ásperos, riff gigantescos e samples incomuns, sendo a sua sonoridade implacável de slow doom muitas vezes comparada ao drone. 

Podem fazer aqui o pre-order de Hopes Of Failure, editado em cd, cassette e vinil.

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Ivory Tusk atua em Lisboa a 16 de março


Ivory Tusk é o alter ego de Ezequiel de Lima, cantautor de Buenos Aires, Argentina. Editou em janeiro o novo EP Rising Lights, sucessor de Zephyr (2016), e foi gravado no Art Institute de Nashville durante a sua tour de três meses nos Estados Unidos. 

O artista vai andar em digressão na Europa durante a primavera, em jeito de promoção do seu novo EP. Portugal é um dos países contemplados com um concerto a 16 março no Popular Alvalade, sendo acompanhado por Antony Left.

Uma ótima oportunidade para quem gosta de Tallest Man on Earth, Jose Gonzalez e Iron & Wine.

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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Arca anuncia terceiro álbum para abril, partilha novo tema "Piel"



Alejandro Ghersi apresenta-se como Arca e o seu histórico já não é desconhecido para ninguém, tendo já produzido para artistas como Bjork, FKA twigs e Kanye West, mas é através da sua carreira a solo que mais nos vais surpreendendo, sempre com uma aposta forte na vanguarda marcada pelo experimentalismo e ousadia da sua imagem e produção. 

Arca, o terceiro disco do artista com o mesmo nome, tem lançamento previsto para dia 7 de abril, e marca a sua estreia pela XL Recordings, sucedendo assim a Mutant, o excelente segundo disco editado pelo venezuelano em 2015. Em baixo, poderão ouvir "Piel" o primeiro tema deste novo trabalho.  Arca inclui também temas anteriormente conhecidos como "Urchin" e "Sin Rumbo", o última pertencente a Entrañas, um projeto composto por 14 temas editado em 2016. A capa do novo disco é da autoria de Jesse Kanda.





Arca

Piel 
Anoche
Saunter 
Urchin
Reverie 
Castration
Sin Rumbo
Coraje
Whip
Desafio
Fugaces
Miel
Child







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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

STREAM: ATILA - Body


O sucessor de V, o excelente quinto álbum de ATILA editado 2015 já pode ser ouvido por aí na íntegra e gratuitamente. O segundo longa de duração do projeto de Miguel Béco intitula-se Body e é composto por 8 faixas, percorrendo os caminhos da electrónica cada vez mais negra, estendendo os seus tentáculos do power-electronics ao techno. 

Editado no passado dia 20 de janeiro em cd, vinil num esforço conjunto das editoras Dissociated e Hið Myrka Man, e em cassete pela Bisnaga Records, Body vai ser apresentado esta sexta-feira, 24 de Fevereiro, no Passos Manuel do Porto, numa noite com protagonismo partilhado com IURTA, seguido de um DJ set de Gabi Von Dub. 

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Ride apresentam primeira nova música em 20 anos


Uma das mais famosas e conceituadas bandas de shoegaze, os Ride, lançaram o seu último álbum, Tarantula, em 1996, ano no qual acabaram. Agora estão de regresso com a primeira nova música revelada desde que se reuniram em 2014.

"Charm Assault" é o primeiro avanço do quinto longa-duração do quinteto, que irá sair no verão pela Wichita Recordings. Tocaram em Portugal na edição de 2015 do NOS Primavera Sound, pelo que não seria de admirar um regresso ao nosso país numa das próximas digressões europeias.

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Jacco Gardner, Drinks (Cate Le Bon e Tim Presley) e K-X-P no TREMOR


O Tremor vai abalar culturalmente o arquipélago dos Açores, de 4 a 8 de Abril, ainda mais com as próximas confirmações. A ilha de São Miguel prepara-se para receber Drinks (Cate Le Bon e Tim Presley)K-X-P e Jacco Gardner,  artista que estará em residência para proporcionar um momento único na natureza selvagem da ilha.

Foram também confirmados nomes como o belga Manu Louis e a sua electronic chanson, e o já mítico DJ Fitz. Do continente para Ponta Delgada vão os Stone Dead com o seu mais recente álbum Good Boys, Coelho Radioactivo e a festa electro-orgânica dos Vive Les Cônes

Regista-se, por fim, o regresso da Escola de Música de Rabo de Peixe, quem em 2016 protagonizou um dos momentos altos do Tremor e que se prepara para continuar a embevecer corações neste festival, e confirma-se a actuação do trio de rock Silicon Seeds, a estreia do virtuoso guitarrista Tiago Franco como frontman de uma experiência stoner blues.

A quarta edição do Tremor tem lotação limitada a 1500 pessoas e os bilhetes já estão à venda por 25€ até ao dia 3 de Abril, fixando-se nos 30€ a partir de dia 4.




Fiquem com o quase fechado cartaz do Tremor.

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terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Herbie Hancock na segunda edição do Festival Mimo, em Amarante


Depois de uma primeira edição em 2016 que contou com nomes como Tom Zé, Vieux Farka Touré e Pat Metheny & Ron Carter, o Festival Mimo regressa em julho para mais uma edição encabeçada pelo conceituado Herbie Hancock. O músico americano estará acompanhado por Terrace Martin, o produtor que colaborou com Kendrick Lamar em To Pimp A Butterfly e com com quem Herbie Hancock se encontra, neste momento, a gravar novo disco, fazendo-se acompanhar ainda por Lionel Loueke na guitarra, Vinnie Colaiuta na bateria e  James Genus no baixo.

O Festival Mimo volta a realizar-se em Amarante durante os dias 21, 22 e 23 de julho e a entrada é gratuita.



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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Silent Runners lançam primeiro single do novo disco


Os holandeses Silent Runners, que fizeram a sua estreia em Portugal na sétima edição do festival Entremuralhas, estão de regresso aos trabalhos de estúdio e apresentam agora o primeiro avanço do seu disco de estreia a ser editado este ano, através do tema "Cavemen", que serve como um teaser de apresentação do novo trabalho.

O novo disco, The Directory, sucede o EP de estreia homónimo que chamou a atenção da crítica underground pela voz carismática de Dolf Smolenaers. Em "Cavemen" o quinteto esmiuça a sua veia eletrónica e apresenta um single que explora novas vertentes da sythwave, mantendo um seguimento coerente face ao que já haviam mostrado no EP. A banda apresentará, entre as próximas semanas, o  primeiro vídeo oficial para um tema a divulgar.

The Directory ainda não tem data de lançamento definida mas é esperado sair ainda em 2017.


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Vodafone Paredes de Coura confirma Foxygen


Os Foxygen, que passaram por Portugal no NOS Primavera Sound 2015, vão voltar ao nosso país na próxima edição do Vodafone Paredes de Coura. A banda irá apresentar o seu mais recente álbum, Hang, lançado este ano.

O festival realiza-se de 16 a 19 de agosto e os passes gerais encontram-se disponíveis ao preço de 90€. 

A confirmação foi feita através deste vídeo:

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Stone Dead anunciam álbum de estreia para março

Foto de Stone Dead.
Os rapazes de Alcobaça, Stone Dead, estão na calha para lançar o seu álbum de estreia, Good Boys, no próximo dia 13 de março. As músicas deste novo trabalho, com o selo da Lovers & Lollypops, contam a história de Tony Blue, de uma forma algo conceptual, percorrendo estilos musicais desde o blues, o psicadélico e ao puro e duro rock n' roll.

Para abrir o apetite, podem já ouvir "Moonchild", a primeira das 10 músicas deste novo álbum.


A apresentação do álbum já tem datas marcadas que podem ser conferidas em baixo:
3.03 - Évora Metal Fest - Évora
16.03 - Sabotage Club - Lisboa
17.03 - Maiorais - Rio Maior
18.03 - Cineteatro D’Oliva Monteiro - Alcobaça
23.03 - Coimbra, TBA
24.03 - Woodstock 69 - Porto
25.03 - Porta Onze - Monção
30.04 - Milhões de Festa @ SWR - Barroselas

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Darkher, TWA Corbies, Bestial Mouths e Àrnica no Entremuralhas


A organização do Entremuralhas continua a divulgar os nomes que farão parte do certame da edição de 2017 e volta a surpreender, mais uma vez, os fãs da música underground e sombria. Nas últimas semanas foram anunciados mais quatro nomes: Darkher, Bestial Mouths, Àrnica e TWA Corbies, que se juntam aos oito nomes anteriormente revelados. No total, e para já, são 9 as bandas que fazem a sua estreia em Portugal, no icónico Castelo de Leiria.

Darkher

A inglesa Jayn H. Wissenberg, mais conhecida pelo nome de Darkherestreia-se em território nacional entre as muralhas de Leiria, onde apresentará o seu projeto ethereal dark acompanhada no palco pelo seu marido Martin T. Wissenberg (guitarra e baixo) e pelo ex-baterista e membro fundador dos My Dying Bride, Rick Miah (percussão). A sua música é caracterizada pela conjugação entre a sua voz celestial com os riffs pesados do doom e um ambiente por vezes acústico.  A artista traz na bagagem o seu disco de estreia, Realms, editado o ano passado. Para fãs de Chelsea WolfEsben And The Witch, Emma Ruth Rundle.




TWA Corbies


Os TWA Corbies são formados por Gernot Musch (ex-Pilori) e por Tony Wakeford, mentor dos Sol Invictus e nome para sempre ligado aos Death In June. A dupla apresenta no palco da Igreja da Pena, o álbum The Clamouring, um disco repleto de canções neofolk/dark folk, ou não fosse Wakeford uma das referências maiores do género das últimas três décadas. Para fãs de: Sol InvictusDarkwoodRomeHar BelexDeath In June.


Bestial Mouths


Os Bestial Mouths são mais um nome a estrear-se em Portugal e um dos concertos muito aguardados de se ver pelo festival gótico. A banda abre o festival trazendo ao público português a sua música de difícil audição, caracterizada pelas influências do industrial eletro-goth, que debita melodias sinistras, sons distorcidos e, por vezes, estridentes. A banda apresentará o seu mais recente disco Heartless (2016). Para fãs de Sleeping Dogs Wake, Siouxsie And The Banshees, Lydia Lunch.


Àrnica


Os catalães Àrnica regressam a Portugal para incorporar o cartaz de um dos festivais mais conceituados do país. A banda iluminará as ruína do Palco da Igreja da Pena com o seu ritual sonoro de reminiscências tribalistas e caracterizado numa sonoridade iberian folk tribalista. Para fãs de: Svarrogh, Sangre Cavallum, Andrew King, Urze de Lume. 



A oitava edição do festival Entremuralhas toma lugar no fim-de-semana de 24, 25 e 26 de agosto no habitual e icónico Castelo de Leiria. Já está em vigor uma campanha promocional para adquirir o passe para os três dias pelo preço de 60€. O alinhamento das bandas divulgadas por dia já é conhecido e pode ser consultado aqui. O passe promocional pode ser adquirido de 21 de fevereiro a 21 de abril.

Bandas já Confirmadas: 

ÀRNICA
Bestial Mouths
Darkher
TWA Corbies

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domingo, 19 de fevereiro de 2017

Reportagem: Xiu Xiu [ZDB - Lisboa]



A última vez que terras lusas tinham visto Xiu Xiu a apresentar-nos todo o seu barulho melódico, nem o Porto nem Lisboa foram os seus anfitriões mas sim Leiria, em 2006, a escutar The Air Force, e outros tantos sons da era tão prolífica para os artistas que seria 2005 e 2006 pós-Fabulous Muscles. Desta vez tudo seria diferente; não só duas datas tinham sido marcadas (Braga e Lisboa) mas nós não iríamos ouvir nenhum álbum nem nenhuma edição recente da banda mas sim um projeto conceptual entre um clássico do cinema japonês, Under The Blossoming Cherry Trees, e a banda sonora tocada ao vivo pelos loucos Jamie Stewart e Angela Seo. O projeto, apesar de eximiamente bem executado, foi mal interpretado pelos promotores da ZDB pelo que assumiram que o concerto não seria um combo entre a visualização do filme e a trilha sonora tocada ao vivo mas sim algo do género do Xiu Xiu Plays The Music of Twin Peaks, o que deixou várias pessoas aquém da experiência que foi "Xiu Xiu Plays Under The Blossoming Cherry Trees".


Apesar do infortúnio sucedido Xiu Xiu não desapontou. Under The Blossoming Cherry Trees é um filme original do diretor japonês Masahiro Shinoda de 1975 que mistura o fantástico, ação e terror psicológico de uma maneira bastante inteligente com uma ajuda muito peculiar, e o que terá sido o fator impulsionador para a banda querer explorar este projeto, a sua trilha sonora. A trilha sonora deste filme é composta por dois compositores de música clássica japonesa de renome, Shinichiro Ikebe e Toru Takemitsu, mas é de salientar o nome Takemitsu; este senhor foi um dos pioneiros no casamento da música contemporânea ocidental com a música tradicional oriental e muito do seu som pode ser absorvido na visualização do filme. Muito deste conceito foi transposto para a música que Xiu Xiu nos apresentou, mas, claro, com o seu próprio toque: enquanto que no filme a seção sonora inicial é baseada muito no som oriental com elementos sútis típicos de filmes de terror americanos da época, Xiu Xiu apresenta-nos uma parafernália de sintetizadores, gongos e pratos que jogam entre si, criando o mesmo tipo de atmosfera que Takemitsu quis nós submergir em mas com uma abordagem muito mais experimental e moderna. Para além disto Takemitsu tem uma mania que pode ser notada com o uso de certo tipo de elementos para um certo tipo de situações como por exemplo a morte e a loucura, construindo até padrões musicais que podem servir de presságio para o resto do filme. Xiu Xiu serviu-se disso como molde também para a construção da sua interpretação sonora do filme mas de uma maneira mais disfarçada e cínica.


Era de esperar que a eletrónica tivesse um papel fulcral para o que o Jamie e Angela iam nos apresentar mas ao em vez disso teve antes que encarar mais uma de narrador do que personagem principal; os elementos eletrónicos foram de fato importantes mas a estrela da noite foi sem dúvida a percussão. A percussão de Angela que se esmagava contra os nossos peitos e esvaziavam os nossos pulmões até à última mole de ar; a percussão que fazia com que as sinapses nos nossos cérebros parassem todas em simultâneo para um único propósito que se observava na grande tela da sala, a loucura total. Mas enquanto narradora a eletrónica falou bastante; uma espécie de kazoo elétrico foi-nos introduzido por Jamie especialmente quando se tratavam de cerejeiras e é muito aqui que elementos de presságio homólogos a Takemitsu entram em jogo, samples de gargalhadas maléficas e risadas assustadores de crianças, synths que pareciam enfiar uma adaga nos nossos tímpanos e tanto mais que definiu o som eletrónico desta noite.




Entre sons que pareciam ser tirados de Fabulous Muscles: edição esteróides, sons ensurdecedores que cessavam todos instantaneamente e em uníssono, e de crescendos de 10 minutos que atingiam progressivamente clímaxes cada vez mais extasiantes e assombrosos, Xiu Xiu deu-nos um concerto que facilmente pode ser nomeado uma das maiores obras de arte de 2017. Se todo o noise melódico, pânico, loucura e divino se misturassem muito condensadamente numa cabeça de alfinete, "Xiu Xiu Plays The Blossoming Cherry Trees" seria o Big Bang; cada vocalização tenebrosa por Angela uma estrela nova que queimava todas as nossas células, cada som extraterreste uma nébula de poeiras que desabava sob os nossos pescoços.

"Xiu Xiu Plays The Blossoming Cherry Trees" trata-se, infelizmente, de um projeto que muito pouco provavelmente será alguma vez editado em estúdio e portanto é um elogio à efemeridade da arte. E é essa beleza única e singular que Xiu Xiu queriam nos proporcionar. Once in a lifetime.

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