domingo, 22 de abril de 2018

Uma semana para o regresso de Circuit Des Yeux a Portugal

Circuit Des Yeux será talvez a mais conhecida faceta do output criativo da prolífica Haley Fohr. E é já esta semana que a compositora regressa ao nosso país depois de nos ter visitado no ano de 2015. Com a presente digressão teremos a oportunidade de escutar ao vivo Reaching For Indigo, o mais recente disco de Circuit Des Yeux, o qual foi editado no ano transacto

Os concertos decorrem dias 28 e 29 de abril no Auditório de Espinho e na galeria Zé dos Bois, respetivamente, custando os ingressos 7 euros para o concerto em Espinho e 8 para o concerto em Lisboa.

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Reportagem: Moaning + Metz [Hard Club, Porto]



Formados em 2007, os Metz têm vindo a estabelecer uma posição segura no panteão do rock. Reconhecidos pelas suas performances eletrizantes, o trio canadiano estreou-se pela Sub Pop com o aclamado álbum homónimo, valendo-lhes elogios positivos por parte da crítica e um culto confortável por parte de fãs do bom e saudoso rock das décadas de 80 e 90. Depois de um segundo disco que não passou de um mero sucessor, uma espécie de aperfeiçoamento do que já tinha sido praticado, os Metz procuraram uma rotura necessária para a produção do seu sucessor, Strange Peace, editado novamente pela norte-americana Sub Pop sob a supervisão de Steve Albini



Complementando harmonia e detalhe ao músculo e agressividade dos seus antecessores, Strange Peace trouxe uns Metz mais fervilhantes que nunca no regresso da banda ao Hard Club, desta feita para uma atuação na sala 2 do espaço portuense (a última atuação decorreu na sala principal do Hard Club, aquando da quinta edição do Amplifest). Sem grandes cordialidades, o trio composto por Alex Edkins (guitarra, voz), Chris Slorach (baixo) e Hayden Menzies (bateria) partiu de imediato para “The Swimmer”, abrindo o concerto com toda a glória e velocidade que se espera de um concerto de Metz. “Get Off” foi responsável por abrir o primeiro mosh pit, com os fãs a deixar bem assente o amor nutrido pelo primeiro disco do trio. Frenéticos e imparáveis, os Metz não deixaram grande espaço para respirar, mantendo aceso um ritmo que se verificou incansável de princípio ao fim. “Drained Lake”, com o seu lado fabril e industrial, remete-nos para os tempos de glória da família Touch & Go, onde o músculo dos Jesus Lizard se alia à voracidade e nervosismo de uns Drive Like Jehu



O alinhamento proposto pelo trio canadiano foi expansivo e empolgante, com “Headache” e “The Mule” a proporcionar momentos de pura catarse. Sem qualquer tipo de misericórdia, o trio canadiano atirou-se a cada um dos temas com uma explosividade e violência irrevogáveis. Adeptos de performances certeiras e sem rodeios, os Metz não estão para chachadas como encores previsíveis e aborrecidos, pelo que ao ouvir os primeiros acordes de “Acetate”, tema que tem culminado os últimos sets do trio, previa-se o aproximar do fim de um dos concertos mais sujos do ano. A premissa alterou-se, no entanto, já que a banda regressou ao palco para uma arrebatadora performance de “Wet Blanket”. O cenário de caos instaurou-se na sala mais pequena do Hard Club, que pela sua fisionomia permite um confronto mais próximo entre banda e público. Seguiram-se as invasões de palco e o crowdsurfing por parte do público que viveu os últimos minutos do concerto com toda a energia e comoção merecidas. 



Antes, os Moaning abriram a noite com um concerto de apresentação do disco homónimo de estreia. Naturais de Los Angeles, o trio norte-americano assinou recentemente pela Sub Pop, juntando-se ao catálogo da editora que outrora editou para Nirvana, Mudhoney e Beat Happening. A introdução deste jovem trio à conceituada casa é compreensível, com a banda a aliar o lado mais sombrio da música post-punk aos riffs sujos e distorcidos da nova vaga shoegaze. Passeando entre as melodias delicodoces de “Tired” e o nervosismo miúdo de “Don’t Go”, os Moaning conseguiram uma atuação curta e eficaz. Não trazendo uma abordagem propriamente inovadora, o trio demonstrou, no entanto, um cunho bastante próprio e confiante, mas nada que uns Cheatahs ou até mesmo uns Shame não estejam a praticar melhor de momento.




A fotogaleria pode ser vista aqui ou no link em baixo.


Metz + Moaning [Hard Club, Porto]


Texto: Filipe Costa

Fotografia: David Madeira

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[Review] VOWWS - Under The World


Under The World // Weyrd Son Records // abril de 2018
8.0/10

Os VOWWS regressaram este ano aos discos com Under The World, o seu segundo disco de estúdio que chega às prateleiras, três anos depois do bastante aclamado The Great Sun (2015), com o selo belga Weyrd Son Records. Apesar de editado em abril este novo trabalho já se encontra disponível para audição gratuita na íntegra desde o início do mês de março, mostrando uma evolução muito interessante na sonoridade da banda que, até então, abordava músicas sombrias de toada death-pop. Envolto em camadas sujas e oscilantes da música eletrónica este trabalho apresenta tonalidades cinematográficas e acima de tudo um conteúdo muito sensacionalista, tão depressa dramático como contemplativo e libertador. 

A dupla australiana, composta por MATT e RIZ, encontra-se atualmente sediada em Los Angeles e, na composição deste Under The World (gravado no estúdio privado do engenheiro Kevin S. McMahon, em Nova Iorque) integra elementos de diversos géneros musicais que, no seu todo, apresentam uma sonoplastia facilmente assimilável. A evolução entre o primeiro disco e este é notória essencialmente ao nível da voz de MATT que surge neste registo mais limpa e com menos recurso à distorção. Este novo disco apresenta ainda um nível de produção com um rigor acima do primeiro e, as permutações entre os diversos géneros que os VOWWS integram soam a frescas e diferentes do que se costuma ouvir dentro dos ramos da dark-pop, coldwave, new-wave, synth-pop e até mesmo música industrial - alguns dos genéros que aportam na sua eletrónica base. 




Se já no disco de estreia os VOWWS se tinham destacado pela abordagem inovadora dentro dos ramos da chamada dark-pop, neste Under The World apadrinham uma aura ora poderosa e de ritmos rápidos (como é o caso dos temas "You Never Knew" e "ESSEFF"), ora nostálgica e de ritmos ligeiros (apresentada em temas como "Burn" e "Game") que é sobreposta em camadas sintetizadas e muito inteligentes. Outro tema que merece destaque neste Under The World é "Agents Of Harmony", tema que inicia dentro das sonoridades características dos VOWWS e que, por volta do minuto 01'30, começa a fazer lembrar as paisagens sonoras da art-rock e eletrónica típica dos Django Django, voltando subtilmente à abordagem eletrónica da dupla australiana. Esta subtileza, utilizada na mudança de ritmos e sonoridades, é a característica central da banda e verificada também ao nível da voz. Ambos os timbres de MATT e RIZ são semelhantes e, conjugados entre si, funcionam muito bem. 



Under The World é um disco bastante interessante, pronto para colocar as pistas de dança ao rubro e mais um trabalho de excelência na ainda pequenina discografia dos VOWWS. Além dos já referidos temas, não tem como não mencionar as grandes malhas como "Forget You Finery" - com aquele trago amargo da pop, mas coberto  de uma eletrónica meia Kap Bambino e energética quanto baste – "Structure Of Love"- com influências do post-punk e da synthpop – "Wild Wind" – um dream pop contemplativo de ritmos marcados – e ainda "Inside Out" – com aquele ritmo inicial meio retro wave e lírica completamente cativante. Acima do já mencionado progresso, os VOWWS souberam manter as bases que os tornaram na banda relevante dentro do panorama underground que são e, ainda, satisfazer quaisquer expectativas que eventualmente foram criadas. Under The World é um disco muito bom que merece definitivamente uma audição cuidada e destaque nas edições de 2018.



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sábado, 21 de abril de 2018

Foie Gras tem novo single, "Red Moon"


Foie Gras não lançava nada desde janeiro de 2017, quando ediotu o single "Devotee". As boas notícias são que a cantora e compositora norte-americana está de regresso e, embora sem nenhum disco de estúdio anunciado, está cá fora um novo single que vai integrar um EP ainda sem pormenores de lançamento avançados. Editado na passada sexta-feira (20 de abril) o tema "Red Moon", que certamente será do agrado de ouvintes de nomes como Chelsea Wolfe ou Darkher, fará parte do alinhamento do nova curta-duração, a trazer o selo Yellow Year Records.

Com trabalhos nas linhas da música drone, doom, noise e um quê de shoegaze, Foie Gras compõe música invariavelmente lenta, triste e multidimensional. Neste novo tema, "Red Moon", vemos isso em pormenor na letra "Blood red moon, I would kill for you"; "You're you're the only one that I need You're the only thing that I see" e no vídeo disponibilizado para o tema, a ver abaixo.


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STREAM: Girls Names - Primitive Desire


Os Girls Names lançam em junho Stains On Silence, o novo disco de estúdio que conta com uma nova formação e chega três anos depois de Arms Around a Vision (2015). Para encurtar o tempo de espera por material novo, a banda lançou este sábado (21 de abril) uma compilação das primeiras sessões em estúdio da banda de sempre à qual chamou Primitive Desire. Composta por 11 faixas esta compilação foi graavada em 2009 e compila o EP de estreia originalmente lançado pelo selo Captured Tracks, as oito músicas que originalmente apareceram no mini-EP You Should Know By Now (Tough Love) e ainda uma faixa bónus.

Primitive Desire foi editado hoje, dia 21 de abril. O disco vai ter uma impressão de 1.000 unidades num vinil de cor verde e para já podem comparar a versão digital aqui


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Reportagem: Tremor : "6000 Dias não chegam para digerir este festival"

© Carlos Brum Melo

Último dia, última voltinha pela ilha que acolheu o magnânimo Tremor que, nas próximas 24 horas que faziam o festival, tinha muito para dar, concertos, talks, exposições, entre muitas outras atividades que fizeram da cidade de Ponta Delgada o epicentro de um sismo cultural e artístico que demorou 5 dias a terminar.

O último dia começa no Raíz Bar, com a atuação, ainda bem cedo, da banda catalã Zulu Zulu, que abriram as hostes trazendo um pop psicadélico misturado com música africana na batida e na indumentária empenhada pelos membros do grupo. Dançou-se, sentiu-se o abanão, começou a sentir-se a ilha a tremer com nuestros hermanos que, como o seu Estado, parecem ter uma música independente mas com raízes em vários locais do hemisfério sul, de África a Colômbia.

Com o final do concerto dirigimo-nos para o Hostel Out Of The Blue para assistir, ao espetáculo que encerrou a tarde e iniciou a noite - que foi longa na cidade açoriana - Gonçalo. O músico que pertenceu aos Long Way To Alaska, lançou no ano transato Boavista, um EP que poderia muito bem pertencer à banda sonora de um filme, cheio de cor e feito de melodias instrumentais únicas que culminam em 9 músicas excelentes.
A banda tocou no espaço exterior do Hostel, dando uma vibe muito calma e fazendo com que a tarde caísse de forma amena e tranquila.

© Carlos Brum Melo

Todos acompanharam o concerto com muita atenção, aproveitando para beber um copo ou para manter as conversa em dia ou mesmo para dançar de forma mais pacata.

Setlist Gonçalo:
Bonanza
Lorosae
Bravo!
Tuga
Champagna
Carrosséis

Depois fomos até ao Auditório Luís De Camões, onde já tínhamos visto Três Tristes Tigres e onde fomos surpreendidos uma primeira vez para, desta vez, assistir ao espectáculo musical de Baby Dee.

Para quem não sabe, Baby Dee é um artista transgénero americano que participou em projetos com Antony Hegerty, da já conhecida banda Antony And The Johnsons, daí a sua música não escapar muito a esse género, melancólica, ora triste, ora feliz, ora lamuriosa, ora extasiante.

Um espectáculo que começa com uma pequena conversa para quebrar o gelo entre os poucos que ainda ocupavam os lugares do Auditório e artista, que recorda uma vez que tocou num local já há algum tempo perante três pessoas, sendo uma delas Deus. O gelo foi quebrado com o riso, com a ironia do que é fazer parte duma sociedade exclusiva, com raízes religiosas fortes, tentando Dee entrosar-se, como muitos outros, na sociedade de hoje que parece permitir a diferença apesar da resistência. Deus é personagem forte na poesia da artista americana, que apesar de ser redentor parece mais castrador das liberdades individuais dos individuos.

Tremor foi isto, inclusão, diversidade e interactividade, vejamos os concertos de Mykki Blanco, também autor de canções acerca de exclusão e preconceito e agora Baby Dee que traz a parte mais melancólica, acompanhada a piano, como se estivéssemos num bar a ouvir as suas lamúrias. Fica marcado como um dos melhores concertos desta edição pelo à vontade e pela acutilância do espectáculo a que fomos sujeitos, por retratar a realidade crua como ela é e como o preconceito ocupa um lugar forte ainda nos dias de hoje.

Findado o concerto rumámos ao Ateneu para o concerto de Mdou Moctar, os tuaregs com um rock que só Ali Farka Touré e Bombino conseguem acompanhar, quente e árido mas com um ritmo e um cheiro alucinante a festa.

© Carlos Brum Melo

Um concerto indomável, com solos e jams incansáveis, com a banda a puxar pelo público e com o público a puxar pela banda que se entusiasmava e puxava os seus galões para dar o seu melhor. 
O chão parecia oscilar tal era o tremor que se fazia sentir naquela sala, que já tinha recebido Sheer Mag. Todos estavam na mesma sintonia e o calor fazia com que o deserto se sentisse na ilha. Houve tempo até para o guitarrista da banda tocar no meio da multidão que assistia frenética ao concerto tanto na rua, que acolhia já imensa gente que tentava entrar, como na sala de concertos.

Mais tarde tivemos oportunidade de assistir a Dead Combo, no Coliseu Micaelense que iria ser o grande palco de grandes concertos da noite, que contaram com a presença do baterista Alexandre Frazão, integrante da banda Ala dos Namorados e oriundo do Brasil, que acompanhou Tó Trips e Pedro Gonçalves que tocaram desde "Lisboa Mulata" a "Quando a Alma Não é Pequena" ou "Lusitânia Boys", concretizando o desejo dos muitos que assistiram. Mas este concerto fica marcado pela apresentação de temas do novo álbum, que a banda irá apresentar ainda este ano, Odeon Hotel, que se perspetiva de grande calibre, acompanhando os seus antecessores de 2011 ou mesmo de 2008 ou 2006.

Um novo espaço surgiu para um concerto que se aguardava já há algum tempo, o de Ermo, a banda do norte de Portugal apresentou o seu álbum Lo-Fi Moda na cidade de Ponta Delgada mais especificamente na Garagem Antiga do Varela, um espaço que se enquadrou perfeitamente no tipo de concerto a que se assistiu. Criou-se uma espécie de barreira de som entre "ctrl+Ctrl C+V", "Circle J" ou "raicevic.als" que fizeram com que a atuação da banda nortenha fosse agressiva e aguerrida, sem medo de enfrentar um público ainda embebido da melancolia de Baby Dee e da "saudade" que os Dead Combo incutiram com o seu "fado rock" ou "blues fado".

© Carlos Brum Melo

Após este concerto assistimos a uma verdadeira enchente ao Coliseu, faltava assistir à banda dos brasileiros Boogarins, que já se encontravam na ilha e já tinham tocado em Santa Maria, num concerto exclusivo para apenas 50 sortudos do festival.

Aí a noite fez-se dia e o dia fez-se noite num ápice, após este concerto, 6000 dias não chegam para digerir este festival. Escrevendo agora as linhas finais encontramo-nos numa tentativa de reflexão final falhada, pois vamos sempre guardar o Tremor com especial carinho, como se de um souvenir se tratasse, mas um souvenir valioso, que faz história e cria histórias e laços entre pessoas e espaços magníficos, a ilha nunca pareceu tão pequena como neste concerto.

© Your Dance Insane

Boogarins são todo o Brasil, desde Raul Seixas a Novos Baianos, de Caetano Veloso aos Mutantes ou mesmo Chico Buarque, todas as músicas carregam uma carga emocional tremenda que foi transmitida num concerto único ao público que recebeu de braços abertos.
Pareceu uma eternidade, mas das boas, teve tempo para todas as músicas, um repertório excelente vindo de uma banda excelente, de boa onda e de psicadelismo profundo dos anos 60 e 70,com bossa nova e samba dentro de um rock que não deixa ninguém indiferente.
Veja-se "Onda Negra", "Auchma" ou mesmo "Doce", veja-se "Benzin" ou "Folha de Rosto" e cisme-se se não se despertam sentimentos logo aos primeiros acordes ou à primeira nota entoa pela voz do vocalista da banda.

© Carlos Brum Melo

Tocou-se a banda sonora dos dias que se passaram na ilha, tocou-se a banda sonora desta edição do Festival Tremor, que faz vibrar os corações com este festival que junta um pouco de tudo desde a fotografia ao cinema e claro a música de todos os géneros e feitios, que mostra que é inovador e traz gente de todas as partes do mundo porque é cativante e atrativo.

O mundo encolheu após este concerto, as caras estavam com sorrisos de orelha a orelha, ouviam-se gargalhadas e a festa seguiu ainda mais forte e noite dentro depois deste concerto que fica para sempre na memória dos que assistiram.

"Deus perdoe essas pessoas ruins" como empenhava orgulhosamente o vocalista da banda oriunda de Goiana, que se viva a música, que se espalhe a cultura como se disseminou num espaço como a ilha de São Miguel, que se mostre novos mundos ao Mundo como outrora fizemos e como actualmente fez e faz a Lovers & Lollypops com este tipo de eventos, com concertos, com CD's ou mesmo cassetes, que se mostre o que de bom se faz por toda a parte e que se faça tremer como se tremeu neste ano de 2018 nos Açores.

Que para o ano aconteça e seja ainda mais forte.

Texto: Duarte Fortuna

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sexta-feira, 20 de abril de 2018

STREAM: Acid Acid & Vítor Rua - Acid Acid & Vítor Rua


O concerto de Acid Acid & Vítor Rua realizado a 21 de outubro de 2016, inspirou-se num dos temas do álbum homónimo de Acid Acid e permitiu criar espaço para o mesmo evoluir e para assumir outros rumos sónicos. Apesar da autoria ser de Acid Acid, Vítor Rua tomou-a como sua e transformou-a com a sua bem característica marca autoral durante o concerto, culminando numa exploração das possibilidades sónicas da guitarra, num momento apoteótico no meio do público.

Acid Acid & Vítor Rua,  disco gravado ao vivo e composto pela faixa "Acid Acid Pt. II", é editado esta sexta-feira (20 de abril) pelo selo Nariz Entupido. Podem ouvir o tema na íntegra abaixo.


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Continuam as confirmações para Paredes de Coura


O continua a confirmar novos nomes para o cartaz da sua próxima edição. Desta vez foi marcada a presença de Yasmine Hamdan, Dear Telephone, FUGLY e GrandFather's House.

O cartaz conta também com artistas como Arcade FireSlowdiveKing Gizzard & the Lizard WizardFrankie CosmosFleet Foxes e Big Thief. A 26ª edição do festival decorre de 15 a 18 de agosto na Praia Fluvial do Taboão e bilhetes gerais encontram-se à venda por 100 euros.

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Fee Reega no primeiro episódio do Fade In Festival 2018


A alemã Fee Reega, conhecida pelo seu trabalho no projeto paralelo Captains (que vão marcar presença em Portugal, numa estreia inserida no Extramuralhas), fará parte do primeiro episódio do Fade In Festival 2018 marcado para o próximo dia 19 de maio na sala Stereogun, em Leiria. 

A artista, atualmente sediada em Espanha, apresenta-se em nome próprio para um concerto único no país para apresentar o seu mais recente disco de estúdio, Sonamnulancia, de onde se pode ouvir este bonito "Tequila".


O concerto tem início marcado para as 23h00. Os bilhetes já se encontram à venda por um preço de 7€ com consumo de uma bebida. Podem encontrar todas as informações adicionais aqui.

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Semibreve revela primeira vaga de confirmações

O festival de música eletrónica e artes digitais regressa a Braga com William Basinski, Jlin e Caterina Barbieri entre as primeiras confirmações.


© Ben Millar Cole
O Semibreve tem regresso confirmado. A oitava edição do festival dedicado ao melhor da música eletrónica e artes digitais decorrerá em Braga, de 26 a 28 de outubro de 2017, repartindo-se novamente entre o Theatro Circo, o gnration e a Casa Rolão

William Basinski (na foto), Jlin, Caterina Barbieri, Keith Fullerton Whitman & Pierce Warnecke, SØS Gunver Ryberg e Telectu integram esta ilustre primeira vaga de confirmações. 

Mestre do drone e da tape music, William Basinski destaca-se como uma das grandes propostas desta oitava edição. O músico e produtor norte-americano regressa a Portugal depois de uma passagem pelos Jardins Efémeros, onde efetuou uma majestosa performance em plena Sé de Viseu. Na sua primeira visita a Braga, William Basinski traz o mais recente A Shadow In Time, disco onde podemos encontrar "For David Robert Jones", a bonita homenagem ao malogrado David Bowie


Jlin é a nova sensação da footwork. A produtora norte-americana traz consigo o poderoso Black Origami, editado em 2017 sob o selo seguro da Planet Mu que conta, curiosamente, com a participação de William Basinski em "Holy Child". Cerebral e intensa, Jlin tem trazido uma abordagem refrescante ao longo dos seus últimos dois discos, cruzando o footwork mais frenético com melodias esparsas e sombrias. Ao lado da dinamarquesa SØS Gunver Ryberg, que se prepara para uma autêntica descarga elétrica techno na sua estreia em Portugal, as duas produtoras prometem aquecer as pistas de dança do festival.



Os Telectu são o duo composto por Vítor Rua (ex-GNR) e Jorge Lima Barreto, que se apresentam em Braga para uma atuação muito especial de comemoração dos 35 anos de Belzebu, o segundo álbum do duo. Ainda nas colaborações estão Keith Fullerton Whitman e Pierce Warnecke, que se apresentam no Semibreve para uma "colaboração audiovisual inédita". Por fim, a italiana Caterini Barbieri irá apresentar Patterns of Consciousness, um disco de temas esparsos e hipnotizantes que juntam a beleza do drone à eletrónica de cariz progressivo. 

Os bilhetes para o Semibreve encontram-se disponíveis ao preço de 39 euros.



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STREAM: MASTER BOOT RECORD - Direct Memory Access


Master Boot Record edita hoje o seu quinto disco de estúdio, intitulado Direct Memory Access, cujo nome vem de um método que serve para transferir dados de um dispositivo diretamente para a memória principal do sistema (RAM). Master Boot Record dá-se a conhecer por "a 486DX-33MHz-64MB processing avant-garde chiptune, synthesized heavy metal & classical symphonic music. 100% Synthesized, 100% Dehumanized", e o seu trabalho é exatamente isso, uma viagem aos cumes e planícies a que os sintetizadores nos conduzem.

Este novo disco contou ainda com a colaboração de Laurent Lunoir (Öxxö Xööx, Igorrr) na voz, em xxx das sete faixas, como foi o caso do primeiro single de avanço "DMA 3 LPT1 ECP MODE" e ainda nos temas "DMA 1 SOUND CARD 8-BIT", "DMA 2 FDD CONTROLLER" e "DMA 4 CASCADE".

Direct Memory Access tem data de lançamento prevista para esta sexta-feira (19 de abril) pela filandesa Blood Music.


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quinta-feira, 19 de abril de 2018

Fotogaleria: Sleaford Mods [Hard Club, Porto]


No passado dia 16 de abril fomos até ao Hard Club, Porto assistir ao primeiro dos dois concertos dos Sleaford Mods em nome próprio, no nosso país (o segundo aconteceu no dia seguinte na ZDB), que contou com o agenciamento da promotora Lovers & Lollypop's. Não chegámos a tempo de assistir à performance d'O Gringo Sou EU, que contou a participação especial das Tukbatuk, mas tirámos umas pics ao concerto da dupla britânica que vinha em apresentação de English Tapas (Rough Trade Records, 2017).

A foto-reportagem do evento, na lente de Francisca Campos, pode ser consultada aqui ou em baixo.

Sleaford Mods [Hard Club, Porto]

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