terça-feira, 17 de julho de 2018

Os Pretty Lightning regressam a Portugal

Photo by Daniel Fuchs

Os Pretty Lightning regressam a Portugal ainda este verão depois da sua passagem pela edição do ano passado do Reverence Valada. Com o LP The Rhythm of Ooze ainda fresco, a dupla irá andar de norte ao centro do nosso país. No dia 13 de setembro, os alemães tocam no Jardim das Portas do Sol em Santarém, numa Cartaxo Session que será partilhada com o Matt Hollywood & The Bad Feelings. No dia seguinte (14 de setembro) os Pretty Lightning tocam no Barracuda - Clube de Roque. No dia 15 de setembro, a dupla desce até Lisboa para tocar no Sabotage Club, noite em que dividem as honras do palco com os Asteroid No.4.

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Pinkshinyultrablast em Portugal


É este ano que os Pinkshinyultrablast finalmente se estreiam em Portugal. Os porta-estandartes do shoegaze russo lançaram este ano Miserable Miracles, um álbum que se aventura pela dream-pop, pintando paisagens sonoras mais idílicas e coloridas que os seus antecessores (a título de exemplo, deixo aqui o videoclip de "Dance AM"). O trio baseado em São Petersburgo vem ao — mais precisamente aos Maus Hábitos — no dia 20 de novembro deste ano e esta é para já a única data da banda em Portugal. A estreia dos Pinkshinyultrablast acontece pela mão da Floc de Neu booking, no âmbito de um evento apelidado pela promotora de ACIDIC TEST 002.

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segunda-feira, 16 de julho de 2018

Revelada programação do Jazz na Relva do Paredes de Coura


O palco Jazz na Relva do Vodafone Paredes de Coura, localizado perto do campismo e do rio, já tem cartaz. Falta o jazz que seria de esperar, mas não falta talento nacional. Entre os artistas que irão subir ao palco estão Galo Cant'às Duas, Vaarwell e Penicos de Prata

O cartaz para o recinto conta com artistas como Arcade FireSlowdiveKing Gizzard & the Lizard WizardFrankie CosmosFleet Foxes e Big Thief. A 26ª edição do festival decorre de 15 a 18 de agosto na Praia Fluvial do Taboão e bilhetes gerais encontram-se à venda por 100 euros, enquanto que os diários custam 50 euros.

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Animal Collective anunciam novo álbum audiovisual, Tangerine Reef



Os rumores sobre o novo álbum dos Animal Collective confirmam-se. A banda natural de Baltimore já o teria confirmado após uma fuga de informação por parte do website da Fnac, que anunciou o sucessor de Painting With antes do tempo.

O anúncio é agora oficial: Tangerine Reef chega às prateleiras no dia 17 de agosto via Domino, e vem no seguimento de "Coral Orgy", uma performance que juntou Avey Tare, Deakin e Geologist ao duo Coral Morphologic para uma sessão de música inédita inspirada pelos recifes de coral. O álbum duplo vem acompanhado de trabalho audiovisual, disponível para visualização no website da banda no mesmo dia da sua edição.

“Hair Cutter” é o primeiro avanço de Tangerine Reef  e pode ser escutado em baixo, onde encontrarão também o trailer e a tracklist do respetivo álbum. Para além disso, o single vem acompanhado de um videoclip dirigido pelos Coral Morphologic e John McSwain (disponível via Apple Music).



Tangerine Reef

01 Hair Cutter 
02 Buffalo Tomato 
03 Inspector Gadget 
04 Buxom 
05 Coral Understanding 
06 Airpipe (To a New Transition) 
07 Jake and Me 
08 Coral by Numbers 
09 Hip Sponge 
10 Coral Realization 
11 Lundsten Coral 
12 Palythoa 
13 Best of Times (Worst of All)

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SonicBlast Moledo com cartaz encerrado


Nos dias 10 e 11 de Agosto, o SonicBlast volta a Moledo para mais uma edição. O cartaz fica agora completo com a confirmação de Electric Octopus, The Wizards, Astrodome, Talea Jacta e Desert'smoke. Estes nomes juntam-se ao restante cartaz já anunciado, incluíndo nomes como Earthless, Kadavar, Causa Sui, Ufomammut, Naxatras, entre outros.

Estas 5 novas confirmações vêm fechar o cartaz oficial para a 8.ª edição do SonicBlastNo total passam mais de 22 bandas de rock psicadélico e stoner em Moledo, numa edição que está já perto de esgotar. A edição de 2017 esgotou dias antes da abertura do Festival.

O Centro Cultural de Moledo volta a acolher o Festival e o recinto é composto por dois palcos: o principal, onde alguns dos maiores nomes do cartaz vão atuar pela noite dentro, e o secundário, que conta com a habitual piscina na plateia e que abre o Festival no dia 10 e 11 de agosto.

As sessões de Warm-Up estão também de volta. Estes concertos gratuitos que festejam o regresso de mais uma edição do SonicBlast realizam-se a 9 de agosto, dia que antecede a abertura das portas do Festival, na praia de Moledo. O cartaz das Warm-Up Sessions serão anunciados muito em breve.

O passe geral do SonicBlast custa 55€ mas será atualizado já no final deste mês. A 1 de agosto, o preço para o passe geral aumenta para 60€. Os bilhetes diários custam 35€.

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7 ao mês com FERE


Nesta edição do 7 ao mês subimos até ao norte para ficar a conhecer as escolhas do quarteto de post-metal formado por Jaime Manso, João Pedro Amorim, José Pedro Alves e Pedro Alves. Os FERE editaram no passado mês de março o seu álbum de estreia, Montedor, com o selo da Ranging Planet.


Converge - Wretched World


Um excelente exemplo de como uma banda de peso (e neste caso, hardcore) consegue fazer uma música super simples e super bonita, que serve de banda sonora para qualquer momento.

João Pedro Amorim

Pelican - Final Breath


Mais uma música muito bonita, feita por uma banda de peso. Neste caso a única música desta banda com voz e está fenomenal, na minha opinião. É mesmo um final breath, como última música de um excelente álbum!

João Pedro Amorim 

ISIS - Weight 


Para mim um grande exemplo de contensão/progressividade. E porque cada vez que ouço dou por mim a curtir como se fosse a primeira vez que estivesse a ouvir \m/.

Jp Alves

Wu-Tang Clan - C.R.E.A.M.


Porque tambem faz parte.

Jp Alves

Russian Circles - 309 


Das texturas etéreas ao sufoco dos riffs de guitarra, das águas calmas à tempestade do baixo, passando por uma bateria que não nos permite pausas no ritmo e na imprevisibilidade. "309" dos Russian Circles é um bom exemplo de como caminhar da contenção à explosão.

Pedro Alves 

YOB - Adrift in the Ocean 


Encontramos o oceano dos YOB numa promessa de caminho solitário e navegante que, enganador, nos encaminha para o reverberar pesado, trágico e denso da procura de um rumo. Grande música de uma grande banda.

Pedro Alves

KING WOMAN - I Wanna Be Adored (The Stone Roses Cover)


Normalmente não gosto de covers. Normalmente as cover são piores que o original, então porquê fazer uma?... 
Depois escolher uma música, sou uma pessoa muito decidida até me pedirem para escolher. Foram horas, sem qualquer hipérbole, para chegar a estar música entre as centenas de que gostaria de partilhar convosco. Esta é capaz de ser a única cover, pelo menos que tenha presente, melhor que a música original. A música original, dos Stone Roses, do álbum com o mesmo nome de 1989. Aqui, a banda de Kristina Esfandiari, faz um trabalho assombroso, juntando-lhe a este pacto com o diabo todo o veneno necessário com a sua voz e um instrumental oleoso e rastejante, como se quer pelos lados da negritude universal.

Jaime Manso 


As escolhas dos FERE não se ficam por aqui. Os mais curiosos podem ouvir em baixo uma playlist criada pela banda. Aproveitem! 

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domingo, 15 de julho de 2018

Fotogaleria: God is an Astronaut [Casa da Música, Porto]


Na passada quinta-feira passámos pela Casa da Música para ver os irlandeses God is an Astronaut. Três anos depois do concerto no Hard Club (pela mão da Amplificasom), a banda irlandesa regressou agora a uma casa diferente. Desta vez, o mote foi a apresentação do novo álbum Epitaph, editado pela Napalm Records (este é o nono disco da banda).

A sala 2 da Casa da Música esteve praticamente cheia e a banda demonstrou um grande leque de músicas, não só deste último álbum como êxitos antigos como "All is Violent, All is Bright" e Suicide by Star". É possível ver a galeria de fotos aqui ou no link em baixo.

God is an Astronaut [Casa da Música, Porto]

Fotografia: David Madeira

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sábado, 14 de julho de 2018

Terebentina abrem para Iceage no Porto

© Raquel Pinheiro
Os portuenses Terebentina, coletivo formado em 2017 que explora as vertentes do no wave e noise rock, vão ser os responsáveis pela abertura do concerto dos Iceage no Porto, no próximo dia 26 de outubro. A banda portuense apresentará na Invicta as músicas do álbum de estreia que segue ainda sem data de lançamento divulgada. Deste novo disco, que resulta da colaboração entre Guilherme Oliveira, Bruno Duarte, Francisco Oliveira, Luís Gigante, Ana Salt e André Pereira, os Terebentina já divulgaram o primeiro single de avanço, "O outro", que pode escutar-se abaixo.

Os bilhetes para o concerto dos Iceage e Terebentina no Porto já estão à venda, custando 17€. Podem adquiri-los em bol.pt, Fnac, Worten, CTT, e El Corte Inglês.



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sexta-feira, 13 de julho de 2018

Eis os horários do Elétrico


A uma semana do início do Elétrico, eis os horários do festival. O certame começa na próxima sexta-feira, às 14h, no Parque da Pasteleira, no Porto. João Semedo, DJ residente no Plano B, é quem abre as hostilidades do certame que, na sexta-feira e no sábado, se prolonga para além do Parque da Pasteleira e têm também lugar no Indústria Club. No dia 20, a festa que começa à meia-noite contará com Nicolas Lutz, Serginho e Leo Cruz e termina às 7 da manhã. No dia 21 o horário é o mesmo o programa da festa inclui DeWalta, Magazino e Tiago Carvalho. É de referir que os detentores de bilhete geral têm entrada gratuita nas festas a realizar-se no Indústria Club (caso contrário, a entrada custa 10 euros).

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Semibreve encerra cartaz. Grouper e Sara Davachi entre as confirmações

Grouper, Sarah Davachi + Laetitia Morais, Robin Fox, DJ Stingray, RP Boo, Qasim Naqvi e Alfredo Costa Monteiro completam o cartaz do programa.


O Semibreve está de regresso para a sua oitava edição. De 26 a 28 de outubro, o festival dedicado ao melhor da música eletrónica e artes digitais reencontra-se com o Theatro Circo, o gnration e a Casa Rolão para 3 dias imperdíveis a ter lugar em Braga.

Depois de confirmada a primeira vaga de nomes, a organização do festival divulgou hoje a segunda e última vaga de confirmações que dá por terminado o cartaz desta oitava edição. Entre os nomes anunciados encontra-se a música e compositora Liz Harris, que se identifica na indústria musical como Grouper e que trará ao Theatro Circo os temas íntimos e bucólicos dos seus últimos dois longa-duração, Ruins (2014) e Grid of Points (2018).  O primeiro, editado pela britânica 4AD, resultou de uma residência em Aljezur a convite da Galeria Zé dos Bois. O segundo e mais recente álbum foi fruto de uma residência em Ucross, Wyoming, do qual nasceram os sete temas que compõem o curto e reconfortante Grid of Points, editado pelo selo habitual da Kranky.

Sara Davachi é mais um dos destaques desta segunda vaga. A compositora canadiana apresenta-se ao lado da artista visual portuguesa Laetitia Morais para uma estreia mundial exclusiva de um novo espetáculo audiovisual. Let Night Come On Bells End The Day é o mais recente álbum da canadiana e recebe o selo Recital Programs.

No campo da música de dança estará a lenda do footwork RP Boo, que se prepara para apresentar I'll Tell You What!, o seu primeiro álbum totalmente composto por temas inéditos editado sob a chancela da Planet Mu (casa da nova promessa do género Jlin que fará companhia ao norte-americano nesta edição do festival). Quem também promete incendiar as pistas de dança será DJ Stingray, que se apresentará em Braga com o seu electro contagiante.


O artista audiovisual Robin Fox, o baterista e compositor Qasim Naqvi e o poeta e artista sonoro português Alfredo Costa Monteiro completam esta segunda e última vaga de confirmações. Os bilhetes para o evento encontram-se disponíveis para compra aqui.

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Numb.er estreiam-se em Portugal na abertura para A Place To Bury Strangers


Os Numb.er - projeto liderado pelo criativo Jeff Fribourg (fotógrafo, designer e ex-membro dos Froth) e uma das novas bandas promissoras dentro do neo post-punk - vão estrear-se em Portugal poucos meses depois de terem editado o bastante aclamado LP de estreia, Goodbye, para dois concertos que farão as honras de abertura à passagem dos A Place To Bury Strangers (APTBS) no país, dia 31 de agosto no Hard Club (Porto) e no dia 1 de setembro no RCA Club (Lisboa).

Através deste novo projeto Fribourg explora completamente as suas inclinações musicais ecléticas incutindo-lhes, juntamente com três companheiros, elementos do punk, shoegaze e post-punk, sem se comprometer com uma visão singular do mundo. Com o lançamento de Goodbye, o primeiro LP da banda lançado em maio pela aclamada Felte Records, os Numb.er oferecem-nos um documento sonoro desafiador e dinâmico que poderá ser disfrutado ao vivo em dois concertos absolutamente imperdíveis.

Os concertos dos A Place To Bury Strangers e dos Numb.er contam com o carimbo At The Rollercoaster e já se encontram à venda nos locais habituais pelo preço único de 15€. Todas as informações adicionais podem ser encontradas aqui.



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quinta-feira, 12 de julho de 2018

Eis a programação diária do Rodellus


A uma semana do início do Rodellus, a organização divulgou a programação diária do festival. O primeiro dia do certame contará apenas com atuações nacionais, mas o segundo e o terceiro dia serão uma mistura da prata da casa com bandas da cena internacional do rock. E tudo isto terá lugar em Ruílhe, uma aldeia no distrito de Braga e a casa do Rodellus (e de grande parte dos seus organizadores). Pode parecer contra-intuitivo nos dias de hoje pensar em fazer um festival num cenário rural, onde pura e simplesmente não existe tanta massa crítica como na urbe onde habitam mais pessoas e existem mais meios. Mas é nesta escolha que os seus organizadores se demarcam da demais competição.

A ideia passou por descentralizar estas subculturas de maneira a que se quebre preconceitos para com a ruralidade e felizmente, estamos bastante satisfeitos com os resultados que temos atingido. (...)Todos os anos temos novos festivais, com os mesmos nomes de sempre, por vezes com valores desproporcionais para a realidade atual. O Rodellus é a antítese disso quer na programação quer na maneira como acolhe as pessoas e até mesmo no preço. É um festival low cost, intimista e comunitário. Nos dias que correm, é quase um luxo encontrar algo com estas características. 

Tudo caminha para a centralização e urbanização. E é triste pensarmos que encontros mais pequenos e de natureza independente serão cada vez mais raros e ficarão sempre à sombra dos grandes festivais. E por isso mesmo é que, enquanto comunidade, é nosso dever de apoiarmos esforços independentes como o Rodellus, porque eles são a antítese à "indústria" dos concertos e festivais. E o Rodellus demarca-se dos demais festivais porque continua a fomentar o espírito de comunidade e intimidade que estão na sua origem. E por isso é que ir ao Rodellus é também uma forma de protesto. É escolher ter pretensões humildes, mas ser gigante nos ideais que nos guiam. Fica aqui o apelo: se querem que continue a haver espaço para a diferença, cabe a nos todos fazermos dessa luta a nossa luta. 

Vemo-nos em Ruílhe? 

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