terça-feira, 19 de junho de 2018

Paredes de Coura com cartaz fechado


Foram anunciados os últimos nomes para o cartaz do Vodafone Paredes de CouraLauer, Young Marco e os DIIV de Zachary Cole Smith, que finalmente regressam a Portugal.

O cartaz conta também com artistas como Arcade FireSlowdiveKing Gizzard & the Lizard WizardFrankie CosmosFleet Foxes e Big Thief. A 26ª edição do festival decorre de 15 a 18 de agosto na Praia Fluvial do Taboão e bilhetes gerais encontram-se à venda por 100 euros. Os bilhetes diários começam a ser vendidos amanhã às 10h.

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O ZigurFest tem cinco novas confirmações


O sol já vai alto, o calor já aperta e o ZigurFest está de volta a Lamego de 29 de Agosto a 1 de Setembro. As primeiras grandes novidades são que pela primeira vez em oito anos de história do festival, o festival será totalmente gratuito e com parque de campismo ​providenciado pela Câmara Municipal e ​disponível para todos os que quiserem vir descobrir a nova música portuguesa em Lamego.​ No entanto, a lotação do parque de campismo 
oficial do ZigurFest é limitada. Por isso,​ é necessária uma inscrição prévia aqui.​

Porém, as novidades não ficam por aqui, e ao line-up já anunciado que incluía David BrunoMoon Preachers e Bardino, junta​m​-se agora: o pop-punk de Vaiapraia e as Rainhas do Baile; a "música de pancada" de Scúru Fitchádu; a motrik incessante das Savage Ohms; a house onírica dos Terra Chã; e a ferocidade noise-rock deste empreendimento portuense que dá pelo nome Sereias.

O restante line-up e todas novidades sobre a edição de 2018 serão anunciadas nos início de Julho em conferência de imprensa no Porto e a Threshold Magazine vai marcar presença.






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STREAM: Marble Slave - Surveillance EP


Marble Slave, projeto a solo de synthwave / minimal wave sediado em Paris, está de regresso às edições de estúdio com um novo EP, intitulado de Surveillance, o primeiro registo do produtor sob o selo Synth Religion (que já lançou trabalhos de artistas como Hante., Box and The Twins, Dark Door, entre outros) e que nasce de várias noites sem dormir e sentimentos nunca ditos. Marble Slave projeta agora essas sensações nas suas músicas e o resultado são quatro canções eletrónicas que exploram narrativas que vão da synthpop nostálgica à nova onda sonhadora.

Além das quatro canções este EP conta ainda com remixes para as faixas "Where Sad Boys Go Dancing", com carimbo do produtor Fragrance. e "Surveillance" com assinatura de Hante.  Em Surveillance encontramos canções que nos levam aos territórios de artistas como T.W.I.N.S. (ouvir por exemplo "Where Sad Boys Go Dancing" e "Surveillance"), She Past Away ("Poison") ou Black Nail Cabaret e Fragrance., como é o caso do tema "Falling". O EP pode ser ouvido na íntegra abaixo.

Surveillance é editado esta terça-feira (19 de junho) pelo selo Synth Religion, estando disponível nos formatos cassete e CD aqui.




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Fuzzil anunciam novo álbum e tour de verão


A banda de Alcobaça, Fuzzil, irá lançar um album de gravações ao vivo no dia 1 de julho intitulado "Holy Woods Balcony". Este álbum é referente ao concerto que a banda realizou no dia 26 de abril do presente ano na varanda da Escola Superior de Artes e Design, nas Caldas da Rainha.

Depois de dois EP's, "Boiling Pot" e "Molten (PI)", a banda de stoner que está a preparar a estreia do seu primeiro álbum de longa duração, aproveitou também para anunciar uma tour de verão com concertos que vão cobrir um pouco de todo o território nacional e, inclusive, duas datas em Espanha.

O concerto que irá marcar a estreia desta tour vai ser realizado dia 22 de junho no Carpe Diem em Santo Tirso. As restantes datas podem ser consultadas abaixo.

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STREAM: LUMER - Blood on Suits EP

Os post-punkers LUMER estão de regresso às edições com o novíssimo EP Blood On Suits que  marca a estreia da banda na casa Hidden Bay Records e que vem dar sucessão ao EP de estreia homónimo LUMER (Warren Records, 2016). Se ainda não tiveram a oportunidade de ouvir o primeiro tema de avanço "Burn/Bleed", ou ainda não passaram os ouvidos pelo EP anterior aproveitamos para vos dar agora a conhecer a sonoridade intrigante dos LUMER que conjuga elementos da música punk, kraut e ainda algum shoegaze, como já tinha sido notório com o primeiro tema deste Blood on Suits, que certamente agradará aos fãs de bandas como Idles, Autobahn, Numb.er, ex-Viet Cong, entre outros. 

Neste novo curta duração e, mais que nunca, os LUMER apresentam-se como uma banda a ter em conta nos próximos tempos pela sua sonoridade essencialmente contagiante e pronta para ser ouvida bem suja e agressiva no formato ao vivo. Além do já lançado "Burn/Bleed" recomendamos fortemente a audição das restantes três faixas. O disco pode ser ouvido e comprado abaixo.

Blood On Suits EP foi editado na passada sexta-feira (15 de junho) pelo selo Hidden Bay Records.


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A Last Day On Earth no Sabotage


Os A Last Day on Earth são uma banda de Leiria com 10 anos de existência com uma sonoridade com elementos de rock e metal. No próximo dia 22 de junho, sexta-feira, vão tocar no Sabotage Club, num evento que contará com abertura dos My Master the SunOs bilhetes estão disponíveis por 6€.

Podem ouvir o trabalho dos ALDoE aqui.


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Conheçam a OTOOPO, a nova label de música eletrónica experimental


A OTOOPO é uma editora recém-nascida, sediada no Porto e que tem como objetivo principal a promoção de música eletrónica experimental. Criada por Tiago Tobias e Francisco Mendoça, nesta fase inicial a OTOOPO funciona como plataforma de lançamento e promoção para os trabalhos de FM Volt e Tiago Tobias - dois novos projetos musicais no panorama nacional que vos damos a conhecer pormenorizadamente em baixo - sendo que, num futuro próximo, a ambição passará por editar trabalhos de outros artistas nacionais e internacionais que se insiram na visão da editora.

O que está a OTOOPO a lançar?

Nascida no início de junho de 2018, as primeiras edições da OTOOPO - OPO (001) e TRIM (002) - surgiram na passada sexta-feira (15 de junho), apresentando um espaço dedicado à exploração de diversos estilos musicais, com base na eletrónica experimental, que vão do drone ao minimal com algumas influências da música concreta na sua génese. 

Além das versões digitais a OTOOPO também disponibiliza as suas edições em formato cassete.

Quem são os artistas do catálogo OTOOPO?

Para já são dois, ambos membros fundadores da record label e ambos com a particularidade de terem criado estes projetos no âmbito de Projeto Final de Mestrado de Design de Som na Escola das Artes da Universidade Católica do Porto.



Tiago Tobias


Tiago Tobias apresenta-se em nome próprio com a edição de OPO, um testemunho sonoro que nasce de um processo de adaptação proveniente de uma mudança geográfica para a cidade do Porto pela terceira vez, tendo também como ponto de referência as duas anteriores passagens e as fases que um processo destes exige. 

A partir de uma escuta atenta, foi construída uma narrativa musical linear usando apenas sons captados na cidade, procurando-se na composição, uma sonoridade abstrata e difusa, ancorada em técnicas de edição e manipulação da música concreta. 

Nas palavras do produtor:


Na altura em que tive que definir o projeto, cheguei então à conclusão que me identificava como uma espécie de “anomalia urbana”, no entanto sabia que essa sensação seria temporária. (...) Enquanto a minha relação para com o meu meio laboral/académico/urbano/social não estava ainda estabelecida, existiu uma sensação de alienação que me fez sentir uma “anomalia” perante a cidade, resultando numa instabilidade provisória que convidou a uma redefinição da minha própria identidade de forma a encaixar nesta “urbe” que é o Porto e que para lá chegar, foi preciso passar por essas fases. (...) OPO significa Porto nos código internacionais dos Aeroportos, e uma das razões para a escolha deste nome passa pela possibilidade de numa próxima mudança para uma nova cidade, poder aplicar este mesmo método de criação que desenvolvi com este projeto e criar outro testemunho sonoro, sendo que o nome do álbum será o código dessa cidade.

O resultado final, é uma espécie de viajem à cidade do Porto - que testemunha este tal processo de adaptação, através uma narrativa musical quase cinematográfica - uma viagem ao mundo da música eletrónica experimental e uma consequente exploração às influências de Tiago Tobias, que destaca William Basinski, Tim Hecker, Amon Tobin, Murcof, Gas, Ametsub, Boards of Canada e Clark. Podem entrar este admirável Porto novo ali abaixo.






FM VOLT


Francisco Mendonça apresenta-se sob o alter-ego FM Volt, num projeto que traz como principais influências nomes como Steve Reich, Jan Jelinek, Tim Hecker e Brian Eno. Apesar de produzir há cerca de três anos mais focado na componente da música eletrónica mais convencional, o primeiro resultado sonoro deste novo projeto FM Volt surge com Trim, uma composição no género ambiental e experimental que utiliza o minimalismo como ferramenta de desbloqueio criativo, como resultado da sobrecarga de possibilidades técnicas que um artista tem disponíveis na atualidade (programa ou ferramentas para utilizar, estilos inseridos, sítios para gravar, etc.).

Nas palavras do produtor: 


Este projeto é uma resposta a essa sobrecarga ao me limitar no material de origem assim como nas técnicas a utilizar. Essa limitação permitiu-me concentrar na música o mais possível e o resultado é uma composição minimalista que se foca mais na ambiência de cada faixa e não necessariamente em estruturas mais convencionais da música popular como funções harmónicas, estrutura da música, etc.

Podem ouvir este Trim na íntegra, abaixo.



Como posso fazer parte da editora?

Caso tenham interesse em fazer parte desta "família experimental" deverão entrar em contacto com a OTOOPO através do email: otoopolabel@gmail.com ou pela página oficial de Facebook.



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Fenster - "HBW" (video) [Threshold Premiere]

© Simon Menges
Today, we present you the most recent effort from the band Fenster. The psych-heads from Berlin, Germany, are about to release their fourth album, called The Room, on September 14th. As an appetizer, they are revealing their most recent single called "HBW" for the world to behold. The record itself was tracked in a house in Tuscany, Italy, and was then mastered by Josh Bonati, who has mastered all albums from Mac Demarco, for example. 

The song "HBW" has a rather other-wordly vibe to it overall, with the singer JJ Weihl demonstrating the full extent of her monotonic - almost deadpan - charm, and the keyboard getting more and more spacey as the song progresses. Surprisingly, it can even be somewhat reminiscent of a more minimalistic post-punk sound, due to its effective monolithic rhythm session. This single is a very strong start to the promotional campaign regarding The Room, due to its simple, yet catchy nature to it. 

As for its video clip, it seems like it came out from some old VHS format, with footage of the band roaming through the Valley of Fire, in the state of Nevada. From there, things get weirder and weirder, with various animated geometrical solids and scribblings adding to said footage (and the overall feel of hallucination), and at the end, that sentiment reaches its climax as the members get teleported to an unknown parallel world where there is no rules to what is happening. 

The Room is set to be released on 14th September, under the label of Altin Village & Mine.


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Indie Music Fest 2018 com mais nomes no cartaz


A sexta edição do melhor micro-festival do país acaba de anunciar novos nomes no cartaz que incluem Filipe Sambado & Os Acompanhantes de Luxo, Trêsporcento, Solar Corona, Iguana Garcia, Papercutz, The Faqs e It was the Elf.
O Indie Music Fest, conhecido por conjugar concertos clássicos e intermináveis de bandas de renome nacionais com gigs de novos artistas prontos a lançar-se na indústria, tem agora os passes-gerais à venda por 20€, depois de o primeiro lote promocional a 15€ ter esgotado rapidamente. 









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segunda-feira, 18 de junho de 2018

Em agosto há gelados e música do mundo no Theatro Circo


Máquina de Gelados é a nova iniciativa do Theatro Circo para o mês de agosto. O icónico edifício bracarense será lugar para algumas das mais refrescantes apostas da nova música do mundo internacional, mas também haverá espaço para artistas estabelecidos.

A abrir a programação estará Bad Gyal, a nova sensação catalã que cruza o trap, a dancehall e o R&B contemporâneo de modo sedutor, inovador e único. Alba Farelo, o nome por detrás do turbilhão Bad Gyal, estreou-se em terras lusas com uma atuação memorável no NOS Primavera Sound, e marca o seu regresso a Portugal no dia 3 de agosto. A abrir a sessão da artista catalã, autora da canção do ano para a Fact Magazine em 2017, estará a argentina Nathy Peluso para apresentar o mais recente EP La Sandunguera.


Dia 10, segue-se o sempre bem-vindo Bonga. O carismático cantautor angolano apresenta-se no auditório principal do Theatro Circo com o mais recente Recados de Fora, um álbum que conta a história de uma viagem fascinante por diferentes tempos e continentes, onde o oceano Atlântico forma um elo de ligação sempre presente. De fora não ficarão, com certeza, os temas emblemáticos que marcaram a sua carreira ao longo de quatro décadas.

Dia 17 será a vez do líbio Ahmed Fakroun e dos holandeses Altin Gün atuarem na sala principal do Theatro. O primeiro é um dos nomes importantes da música árabe. Mots D’Amour, disco lançado em meados de 80 pela Celluloid Label, combinava melodias tradicionais árabes com música eletrónica, tendo vindo a receber maior atenção por parte de uma nova vaga de produtores e DJs que introduzem  o seu trabalho a um público mais jovem. Os Altin Gün oferecem uma excitante mistura de folk turco, psychedelia, funk e rock. Fascinado pelo som turco dos anos 70, o baixista Jasper Verhulst procurou músicos turcos para recuperar o som de artistas como Selda Barış Manço e Erin Koray, que combinavam música tradicional com influências de rock do leste. On é o disco de estreia dos Altin Gün, que deverá receber maior atenção na sua atuação em Braga.

Para finalizar este querido mês de agosto estará Seun Anikulapo Kuti, o filho mais novo do lendário artista nigeriano Fela Kuti. Líder dos icónicos Egypt 70 desde os 14 anos (altura em que o seu pai morreu), Seun Kuti apresenta-se em Braga no dia 24 para um espetáculo imperdível de apresentação do mais recente Last Revolutionary, disco que conta com a participação de Carlos Santana para o tema “BlackTimes”. Em palco estarão 18 músicos.



Os bilhetes para os concertos encontram-se disponíveis ao preço de 8 euros (limitado às primeiras 100 entradas de cada noite) até dia 30 de junho, subindo posteriormente para o valor de 12 euros. Os bilhetes para a noite de Bonga possuem o valor inicial de 10 euros, subindo posteriormente para 15 euros. 

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Oiçam: Lagüna

© Dorien Buys

A Bélgica tem ganho uma comunidade musical bastante ativa na cena do post-punk, nos últimos anos (com bandas como Whispering Sons, Charnier, Fornet, Animal Youth, entre outros, a alcançarem renome a nível internacional). Hoje tiramos tempo para vos apresentar mais uma das bandas que nasce no seio do país, igualmente inseridos no panorama underground da cena post-punk/shoegaze, os Lagüna

O quinteto belga segue em destaque no nosso radar pelo lançamento do primeiro single oficial de carreira, "Amber Hands", que chegou às plataformas digitais a 25 de maio. Nascido entre a combinação de uma voz de luto, sintetizadores monumentais, um ritmo propulsante e guitarras estridentes a servirem como melodias de esperança, é entre as paisagens e atmosferas sombrias que a sonoridade dos Lagüna nos conduz. "Amber Hands" é uma mistura entre as guitarras dos Viet Cong, as melodias dream-pop dos DIIV e a própria identidade da banda. Para perceberem melhor este conceito é só clicar no play abaixo.


Formados em 2017, inicialmente em formato trio, os Lagüna são atualmente compostos pela voz de Niels Elsermans (ex-Melting Time), o baixo de Naomi Bentein (ex-Melting Time), a guitarra e sintetizadores de Xavier De Clercq (Ivy Falls, Poolside Studio), a bateria de Alfredo Bravo Ebner (Flying Horseman, Slumberland) e a guitarra de Mauro Bentein (ex-Melting Time).

Quanto a novidades, além deste mais recente single, o quinteto belga encontra-se neste momento a trabalhar no primeiro EP da carreira - que é esperado chegar às prateleiras entre os meses de setembro e outubro, cerca de um ano depois de terem dado o seu primeiro live showOs Lagüna têm para já agendados concertos na Bélgica e na Holanda para apresentar o EP de estreia, percorrendo o resto da Europa em 2019. Todas as informações adicionais serão divulgadas adiante na página de Facebook da banda

Fiquem sintonizados.




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STREAM: Heroin in Tahiti - Casilina Tapes 2010 | 2017


Heroin in Tahiti é um dupla de músicos italianos composta por Valerio Mattioli (AAVV Videos, Thetlvmth) e Francesco De Figueiredo (Opium Child) que mistura guitarras baratas, sintetizadores analógicos, baterias eletrónicas e pedais, alcançando uma sonoridade que é tragicamente lo-fi e ao mesmo tempo folk ritualística, eletroacústica, ou como os próprios cunharam, uma "spaghetti wasteland". Dois anos depois de Canicola (Boring Machines, 2016) os Heroin in Tahiti estão de regresso aos trabalhos de estúdio com Casilina Tapes, uma coletânea de onze canções gravadas entre 2010 e 2017 que já se encontra disponível para escuta na íntegra.

Em Casilina Tapes a dupla italiana aposta em sonoridades que se focam essencialmente dentro dos espectros da psychedelic-folk, eletrónica experimental e música ambient, num disco que poderia muito bem funcionar como banda sonora tanto para filmes de ficção científica (ouvir  "Bad Auspicia", "Holy GRA Reversed" ou "Steve Tamburo Is Not Dead") de mistério (ouvir "Larentalia") ou western (ouvir "Zziggurat Tempesta"). Uma miscelânea musical pronta para conduzir o ouvinte aos mais divergentes estilos musicais.

Casilina Tapes foi editado no passado sábado (16 de junho) pelo selo Boring Machines.


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