terça-feira, 14 de agosto de 2018

Glasir anunciam álbum de estreia New Dark Age


Os americanos Glasir irão finalmente editar o seu disco de estreia New Dark Age no final deste mês. O trio texano, formado por Conner McKibbin (guitarra), Nate Ferguson (baixo) e Austin Vanbebber (bateria), concebeu esta obra durante os últimos dois anos e pretende continuar a expandir a sua densa fórmula de post-rock, post-metal e até ambient doom já bem patente no seu EP Unborn de 2015, o primeiro lançamento da editora Elusive Sound e que podem escutar aqui

Gravado, produzido e misturado por Sam Striker e masterizado por Randy CordnerNew Dark Age transporta-nos para um mundo obscurecido e repleto de cidades em decadência onde a humanidade finalmente triunfou sobre a natureza. O tema de abertura, "Into The Sun", pode já ser ouvido em baixo:



A versão digital de New Dark Age tem lançamento marcado para o dia 31 de agosto pela Elusive Sound, seguindo-se uma edição em vinil numa data ainda por anunciar. Em baixo poderão ver a capa do álbum, a cargo de Alex CF, e respetiva tracklist.


New Dark Age tracklist:
1. Into The Sun
2. Holy Chemistry
3. Dissolution
4. The Last Firmament
5. Black Seas Of Eternity
6. Hurt Us Again

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segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Vai-m'à Banda encerra cartaz

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O evento Vai-m'à Banda, a tomar lugar em Guimarães dia 25 de agosto, dá por encerrado o cartaz da edição deste ano. O festival, que conta então com The Legendary Tiger Man, Tó Trips e João Doce, Toulouse, Mathilda, o colectivo Suave Geração DJ Fitz, tem como intenção fazer as pessoas dirigirem-se às tabernas, lugares com forte tradição e importante papel na génese da identidade de Guimarães, de forma a tomarem contacto com a nova música nacional, cada vez mais comprometida com a vontade de explorar novos terrenos sonoros.

Em baixo segue o alinhamento:

15h00 - Mathilda | Tasca Expresso
17h30 - Tó Trips e João Doce | Adega do Ermitão
19h30 - Suave Geração | Tio Júlio e Taberna do Trovador
22h00 - Toulouse | Largo do Trovador
23h00 - Legendary Tiger Man | Largo do Trovador
00h00 - DJ Fitz | Largo do Trovador

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O festival Les Siestes Électroniques chega a Portugal com M.E.S.H., Varg, Zaltan, DJ Nigga Fox, entre outros nomes

De 24 a 26 de agosto, o festival que começou em Toulouse e se estendeu pelo mundo vê a sua primeira adaptação em contexto português com a primeira edição a realizar-se no coração de Coimbra.


Com uma narrativa longa, o Les Siestes Électroniques é um dos festivais franceses mais exportados, contando com vinte e uma edições organizadas em catorze diferentes países - distribuídas por quatro continentes distintos.

Em 2018, e num país com uma programação cultural cada vez mais sonora, o Les Siestes Électroniques chega a Portugal pela primeira vez por via da Casa das Artes Bissaya Barreto, que partilha curadoria com a organização e recebe o evento no seu jardim. Durante três dias de entrada totalmente livre e em formato matinée, passarão pelo jardim da Casa das Artes Bissaya Barreto em Coimbra alguns dos nomes mais interessantes da música eletrónica exploratória nacional e internacional.

O cartaz, já completo, junta em estreia nacional o produtor berlinense M.E.S.H., a música e produtora russa Kate NV (cuja crítica ao mais recente disco pode ser encontrada aqui) e o duo britânico Giant Swan aos mais familiares Varg, que regressa a Portugal com o quinto volume da série Nordic Flora (editado em junho via Posh Isolation), os parisienses Zaltan e a prata da casa com DJ Nigga Fox (cujo EP de estreia pela Warp foi editado no passado mês de março), Ghost Hunt, João Pais Filipe (Paisiel, HHY & The Macumbas) e The Lions.

Em baixo, fiquem com a distribuição por dias do cartaz :



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domingo, 12 de agosto de 2018

7 ao mês com Dead Astropilots


Formados por Rachel Biggs e Simon Dak, os Dead Astropilots são a primeira banda internacional a participar na nossa rubrica "7 ao mês", cujo objetivo é o de apresentar bandas/artistas ou promotores através dos seus gostos musicais. Para o mês de agosto convidámos a dupla francesa - que editou em janeiro deste ano pela Manic Depression Records, o sucessor de ... And Reach Palm Springs (2012), intitulado New Control - desafiando-os a escolherem sete artistas/bandas ou álbuns/músicas que os influenciaram como artistas ou pessoas.

As sete escolhas da dupla eletrónica de post-punk sediada em Lille, que combina os elementos da new-wave monocromática à energia orgânica do punk e ao rigor hipnótico da música retrowave, podem ler-se e escutar-se abaixo.


Ciccone Youth: The Whitey Album 

Sonic Youth e Madonna numa tremenda colisão lo-fi! Máquinas barulhentas, guitarras estridentes e pop mainstream todos misturados! 
Este é o caminho que adoptamos desde o início dos Dead Astropilots. Electro muito reles e distorcido, com riffs de guitarra e estruturas pop. É também uma grande representação do mundo onde temos vivido.



Kraftwerk 

Esta banda é provavelmente a mais importante de todas para nós. Eles são a definição de música electrónica clássica. Enquanto músicos, temos backgrounds muito diferentes (Rachel estudou música clássica primeiro, e Simon é um produtor de música eletrónica autodidata) e os Kraftwerk foram a banda perfeita para reunir as nossas influências e gostos musicais. 
Para o Simon, eles também fazem parte das suas primeiras experiências musicais, tendo ouvido Radio-Activity na rádio quando era novo. 



The Doors 

Os The Doors eram "os nossos Beatles" por muitas razões. Eles eram músicos brilhantes que escreveram belas canções com atmosferas obscuras. Eles também levaram-nos a apreciar poesia e rock de cariz literário. É também graças a eles que descobrimos os escritores da Beat Generation que foram muito influentes na hora de escrever letras.



The Cure: Seventeen Seconds 

O som do Inverno! Nós ouvimos The Cure desde a adolescência. Mas este álbum em particular é-nos mais marcante devido ao seu minimalismo e à sua energia obscura. O Robert Smith também é um dos nossos guitarristas preferidos.



Igor Stravinsky: The Rite Of Spring 

Temos ouvido imensas bandas sonoras de filmes, e para nós, "Le Sacre du Printemps" é a raíz do que é considerado moderno na música clássica. É sempre uma aventura ouvir esta peça. Ouvimos uma versão do ballet em Paris há uns anos sob a direção de Romeo Castellucci. Não havia músicos nem bailarinos em palco. Tinha tudo sido substituído por colunas e máquinas gigantes. Foi uma experiência inesquecível! 



Dead Can Dance 

Esta banda é a influência mais importante para a Rachel. Não há cantores que se assemelham à Lisa Gerrard. A música deles inspira-nos bastante por causa do cruzamento entre partes tradicionais e arranjos tecnológicos. Foi também uma maneira de descobrir o universo da world music que nos era estranho.
 


Suicide: Suicide 

Este álbum é tão importante para nós, porque mostra o quão punk a música electrónica consegue ser. Por causa dos Suicide, entrámos num universo de música industrial e electrónica obscura. Também adoramos as letras do Alan Vega. São bruscas e poderosas e ao mesmo tempo poéticas. 


Se quiserem saber mais sobre os Dead Astropilots garantam que os seguem através da página do Facebook e do Bandcamp, onde podem encontrar a sua discografia completa.





-------------------- ENGLISH VERSION --------------------



Formed by Rachel Biggs and Simon DakDead Astropilots is the first international band to be part of our rubric "7 ao mês", whose objective is to present bands/artists or promoters by revealing their musical tastes. This month, we invited the French duo - who released last January, through the Manic Depression Records label, the successor of ... And Reach Palm Springs (2012), titled New Control - challenging them to choose seven artists/bands or albums/tracks that have influenced them as artists or people. 

The seven choices of post-punk/electronic duo placed in Lille, that combine elements of monochromatic new-wave to the organic energy from punk and the hypnotic rigor from retro wave music, can be read and listened to below.


Ciccone Youth:The Whitey Album

Sonic Youth and Madonna in the great lo-fi collider! Noisey machines, screaming guitars and mainstream pop hits mixed together! 
This is the path we've chosen to take at the very beginning of Dead Astropilots. Very cheap and distorted electro, with guitar riffs and pop structures. It is also a great portrait of the world we've grown up into. 



Kraftwerk 

This band is probably the most important one for us. It's a definition of electronic classical music. As musicians, we have very different backgrounds (Rachel first studied classical music, and Simon is a self- educated electro producer) and Kraftwerk was the perfect band to reunite all of our influences and tastes in music. 
For Simon, it's also the first musical memories of his life, when he heard Radio-Activity on the radio as a little child. 



The Doors 

The Doors are "our Beatles" for many reasons. They were brilliant musicians who wrote songs with beautiful dark atmospheres. They also led us to poetry and literary rock. It's also thanks to them that we discovered the Beat Generation's writers that are a huge influence in our process of writing the lyrics. 



The Cure: Seventeen Seconds 

The sound of the winter! Both of us are listening to The Cure since we were teenagers. But this particular album is the most important for us because of its minimalism and dark beauty. Robert Smith is also one of our favorite guitar players.



Igor Stravinsky: The Rite of Spring 

We're listening to a lot of original movie soundtracks, and for us, "The Rite of The Spring" is the root of everything modern in classical music. It's always a trip listening to this piece. We've seen a version of the ballet in Paris a few years ago directed by Romeo Castellucci. There were no musicians or dancers on the stage. Everything had been replaced by gigantic speakers and machines. It's been an unforgettable experience!



Dead Can Dance 

This band is Rachel most important influence. Lisa Gerrard has no equivalent among the other singer. Their music is very inspiring for us because it mixes traditional parts with a very technological arrangement. It's also been a way to discover the universe of world music that we didn't know.



Suicide: Suicide 

This album is so important for us because it shows how punk electronic music can be! Because of Suicide, we entered the universe of industrial music and dark electronic. We also love Alan Vega's writing. It's rough and powerful, and so poetic.


If you want to know more about Dead Astropilots make sure you follow them on Facebook or Bandcamp, where you can buy their work.

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sexta-feira, 10 de agosto de 2018

EDP Vilar de Mouros - o festival "semper" mítico


Faltam pouco menos de duas semanas para o começo do EDP Vilar de Mouros. O festival mais antigo de Porutgal, também conhecido por Woodstock Português, já recebeu nomes incontornáveis do mundo da música como U2, PJ Harvey, Sonic Youth, Beck, Stone Roses, Bob Dylan, Neil Young, Iggy Pop, entre muitos outros. Este ano, de 23 a 25 de agosto todos os caminhos apontam a Vilar de Mouros e nós deixamos aqui as nossas sugestões.


Peter Murphy 40 years of Bauhaus celebration featuring David J - 23 de agosto

Há cerca de 40 anos formara-se os Bauhaus que, apesar de terem apenas durado apenas 5 anos (dando origem aos Love and Rockets sem Peter Murphy), lançaram as bases do rock gótico e tornaram-se uma das mais incontornáveis bandas da história. Durante a sua carreira ativa lançaram 4 álbuns de originais sendo, o mais importante o primeiro, In The Flat Field, contendo temas como "Dark Entries", "God In An Alcove" e "In The Flat Field". 

Entre o término da banda e o presente houve vários reencontros marcados por concertos e pelo lançamento de Go Away White (2008). A última tour de Bauhaus em 2006 foi marcada por um desentendimento entre Peter Murphy e Daniel Ash, culminando num último concerto, em Portugal, no festival Paredes de Coura.

Este ano, em jeito de celebração do quadragésimo aniversário da banda, dois dos seus fundadores Peter Murphy (vocalista) e David J (baixista) voltam pisar os palcos juntos para recriar os temas clássicos da banda. Esta tour passa pelo EDP Vilar de Mouros 2018 no dia 23 de Agosto, num concerto único em Portugal a não perder.



Human League - 23 de agosto

Formados em Sheffield em 1977, os Human League são uma das bandas de synthpop mais famosas dos anos 80, principalmente devido ao êxito que foi o terceiro disco, Dare, de onde provém temas como "Don't You Want Me", "Love Action (I Believe in Love)" e "The Things That Dreams Are Made Of".

Phillip Oakey é o unico membro presente na banda desde a sua fundação mas, em 1981, aquando o lançamento de Dare, juntaram-se Susan Ann Sulley e Joanne Catherall fazendo com que a banda se tornasse, essencialmente, num trio. Os seus concertos são descritos como únicos e imperdíveis pela imprensa especializada internacional. 

No festival EDP Vilar de Mouros 2018, para além de uma forte presença de Dare também são esperados outros êxitos como "Human", "The Lebanon e "Together In Electric Dreams" de Phill Oakey com Giorgio Moroder



Editors - 24 de agosto

Os Editors estão de regresso ao nosso país, após inúmeros concertos em solo nacional nos últimos anos. A banda britânica, liderada por Tom Smith, é responsável por alguns dos álbuns mais aclamados do revivalismo post-punk e do indie rock mais sombrio da década de 00, sendo frequentemente comparados aos Joy Division, Echo & the Bunnymen, Interpol: The Back Room (2005) e An End Has a Start (2007). 

Foi a partir de In This Light and on This Evening, editado em 2009, que a banda começou a adotar uma postura mais eletrónica e sintética, tendo daí resultado o grande êxito “Papillon”, perdendo algum fulgor com os álbuns de estúdio que se seguiram.  

Com atuação marcada para o dia 24 de agosto, são esperados temas como “Munich”, "An End Has A Start", “Smokers Outside the Hospital Doors”, assim como alguns temas do seu sexto disco de estúdio editado em março do presente ano, Violence





O festival conta também no seu cartaz com nomes como The Pretenders, IncubusJames, dEUS, PiLCrystal Fighters, John Cale, entre outros. O passe geral tem o preço de 70€, enquanto os bilhetes diários custam 35€. Os bilhetes podem ser aqui adquiridos. 

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HOLYGRAM anunciam disco de estreia


Depois do estrondoso concerto no Hard Club, da tour colaborativa com os Orchestral Manoeuvres In The Dark (OMD) e alguns concertos de abertura para os VNV Nation (com os quais vão embarcar numa tour extensiva no final do ano) os alemães HOLYGRAM anunciaram finalemente o tão aguardado disco de estreia. Intitulado de Modern Cults, o longa-duração cuja primeira faixa de avanço chega no dia 7 de setembro vem dar sucessão ao EP homónimo que os fez tornarem-se um êxito dentro da comunidade do post-punk contemporânea.

Embora ainda não tenham disponibilizado nenhuma faixa de avanço é esperado que temas como "Signals" e "She's Like The Sun" - que a banda tem vindo a tocar ao vivo nos últimos concertos - façam parte da tracklist do trabalho. A notícia foi dada pela banda através da sua página do Facebook.

Modern Cults tem data de lançamento prevista para 9 de novembro pelos selos SPV GmbH (Europa) e Cleopatra Records (América do Norte).


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Italia 90 lançam novo single, "Tourist Estate"


Após terem tocado no palco taina do Milhões de Festa o ano passado em apresentação do bem-sucedido EP homónimo, o quarteto londrino Italia 90, que opera nas lides dos post-punk, lança hoje o seu novo single "Tourist Estate". Esta nova faixa revela-se bastante intensa, sendo simplesmente composta de um emaranhado de riffs noisy de guitarra, acompanhado de uma bateria minimalista e monolítica, de um trabalho de baixo igualmente simples e contagiante, e dos vocais coléricos e diretos ao assunto. Podem comprovar isso ao clicar no player abaixo.

"Tourist Estate" é editado esta sexta-feira, 10 de agosto pelo selo Box Records (editora do vocalista de Pigs Pigs Pigs Pigs Pigs Pigs Pigs). De momento os Italia 90 têm dois concertos marcados, ambos no território de Londres: um deles em 29 de agosto no Old Blue Last, e em 6 de setembro na Bermondsey Social Club


Além da faixa "Tourist Estate" a banda lançará ainda um novo single "New Factory" em setembro.

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quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Mais um leque de confirmações para o Milhões de Festa


Falta pouco menos de um mês para a romaria anual a Barcelos e o Milhões de Festa acaba de anunciar um leque de confirmações: Mouse on Mars, The Bug ft. MISS RED, DJ Paypal, Scúru Fitchádu, Grabba Grabba Tape, Vaiapraia e as Rainhas do Baile, Paisiel, DJ K-Sets, Cumbadélica, The Evil Usses, Independent Music Podcast, Eduardo Morais e DJs da Casa. A organização promete ainda mais algumas surpresas a serem anunciadas nas próximas semanas.

Além destas confirmações, já está disponível a disposição dos artistas por dias (assim como a venda dos bilhetes diários). 


O Milhões de Festa acontece de 6 a 9 de Setembro. Vemo-nos em Barcelos?


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terça-feira, 7 de agosto de 2018

O disco de estreia dos Marbled Eye chega às prateleiras em setembro


Os Marbled Eye anunciaram a semana passada os detalhes do seu disco de estreia, Leisure, que chega às prateleiras ainda antes do final do verão e do qual já se podem ouvir três faixas de avanço, "Leisure" e "New Crease" - que já tinham sido apresentadas aquando a edição da Promo Tape 2018 -  e ainda "Laughing Sound", que foi avançada esta semana juntamente com os pormenores adicionais do disco.

O quarteto de Oakland, na Califórnia, apresenta essencialmente uma sonoridade post-punk que vai buscar influências aos trabalhos de Sonic Youth, Thurston Moore ou mesmo Institute. Leisure foi gravado por Andrew Oswald na Secret Bathroom, em fevereiro de 2018. Podem ouvir "Laughing Sound" abaixo.


Leisure tem data de lançamento prevista para 18 de setembro nos Estados Unidos pela Digital Regress (edição com capa vermelha) e na Europa pela Erste Theke Tontraeger (edição com capa azul).

Leisure Tracklist:

01. Laughing Sound 
02. Open Hand 
03. Leisure 
04. Isle 
05. Curtain 
06. New Crease 
07. Idle Hour 
08. Vanity 
09. Foundation

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Sextile regressam às edições em setembro


Os Sextile anunciaram hoje o sucessor de Albeit Living (2017) que chega às prateleiras antes do final do verão, em formato curta-duração. O EP, initulado de 3, marca o primeiro registo da banda em formato dupla e por isso o caminho para uma nova sonoridade, afastando-se assim do post-punk de A Thousand Hands (2015) e aproximando-se cada vez mais da aura new-wave que assolou os anos 80. A prova disso é o novo tema de avanço "Paradox" que projeta Brady Keehn e Melissa Scaduto para um universo musical muito interessante, a fazer lembrar nomes como Lene Lovich Band

Segundo a press-release este novo EP vai buscar inspiração à obra "The Art of Noises", do escritor futurista Luigi Russolo, onde a dupla espelha o caos da era industrial moderna. Neste novo EP os Sextile destacam-se ainda pelo ruído regulador, pelos vocais militares de Keehn e pelos ritmos hipnóticos. Podem ouvir "Paradox" abaixo.


3 EP tem data de lançamento prevista para 14 de setembro pelo selo Felte Records.

3 Tracklist:

01. Disco 
02. Drop You 
03. Paradox 
04. Spun 
05. Hazing

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Aphex Twin anuncia novo EP Collapse


Aphex Twin está de volta com um novo EP após uma semana de teasers espalhados pelo globo. Collapse surge dois anos após a edição do EP Cheetah e será lançado já no próximo mês. Richard D. James tem algumas datas marcadas para este ano mas nenhuma em Portugal, onde atuou em 2017 no NOS Primavera Sound. Em baixo poderão ver o vídeo para a música "T69 Collapse", que tinha estreia marcada para ontem pelo canal de televisão Adult Swim mas que acabou por apenas ser revelado hoje devido a não ter ultrapassado testes de epilepsia obrigatórios.



Collapse tem lançamento marcado para 14 de setembro pela Warp e podem fazer pre-order aqui.



Collapse tracklist:
1. T69 Collapse
2. 1st 44
3. MT1 t29r2
4. abundance10edit[2 R8’s, FZ20m & a 909]
5. pthex

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Reportagem: Carmina Festana [GrETUA, Aveiro]

© Vera Marmelo
O ciclo de música poliamorosa de Aveiro, mais conhecido por Carmina Festana, regressou a Aveiro no passado sábado, dia 4 de agosto, para celebrar a nova vaga de projetos emergentes no panorama musical português da atualidade. Com o GrETUA a servir de ponto de encontro, a camada mais jovem da cidade de Aveiro partilhou, na sala, o suor e na rua o convívio. A Cármen voltou a trazer mais uma saga de conquista numa noite quente, sentimental e penetrante estrelada pelos seis artistas que subiram a palco: Moon Preachers, Amaterazu, Claiana, Cosmic Mass, o grande David Bruno e, para fechar a noite, o já conhecido DJ Lynce

Moon Preachers © Vera Marmelo 

Marcado para as 22h00, quando chegámos à sala pelas 22h45, já os Moon Preachers faziam ecoar no palco do GrETUA a sua música meio punk meio garage-rock, de ritmo acelerado e de aura contagiante. A sala, apesar de ainda pouco composta, já fazia pairar um ar quente produzido pela animação do público. A Aveiro, a dupla formada por Rafael Santos e João Paulo Ferreira trazia o seu mais recente disco de estúdio, A Free Spirit Death (lançado em março do ano presente pelo Cão da Garagem) e as suas músicas rápidas, a funcionarem como uma injeção de adrenalina instantânea. Moon Preachers foi em suma um banho de rock, um público que parmenecia em mobilização constantante, umas cordas partidas e uma performance a findar num show de percussão e ruído, pelas 23h12. 

Amaterazu © Vera Marmelo

Pelas 23h30 os Amaterazu sobem ao palco. Em formato trio e com vestes características, a banda de Ricardo Bernardo (guitarra/voz), Ricardo Silva (baixo/voz) e João Lugatte (bateria) apresentou aos aveirenses o seu espetáculo meio ritualista de música psicologicamente densa a combinar elementos do metal e stoner-rock. Pelas características rítmicas, o concerto dos Amaterazu foi mais calmo que o dos antecessores Moon Preachers, ainda assim, especialmente preparado para ativar aquele zumbido no ouvido durante uns bons minutos após fim de performance. Como os próprios dizem, o universo musical dos Amaterzu transcende tempo e espaço. No GrETUA o concerto do trio de Viseu foi assim uma perda da noção de realidade, iluminada por um sol meio vermelho, meio dourado e conduzida por vozes epopeias. Ainda em destaque ficaram na memória as quebras e mudanças de ritmos de um concerto que acabou pelas 00h20. 

Claiana © Vera Marmelo

Ao contrário das anteriores, a performance de Claiana não se deu no palco do GrETUA mas sim na sala do bar. O projeto de Gui Lee, sediado no Porto e com edições pela Favela Discos trouxe até Aveiro a sua música de pura festa e entretenimento coletivo, fazendo-se acompanhar do icónico aveirense João Sarnadas, mais conhecido pelo seu projeto Coelho Radioactivo. Gui Lee apresentou o seu mais recente disco Claiana Vol.1 que na pista de dança se fez destacar por temas como "Bonsoir" ou "Bizu". 

Cosmic Mass © Vera Marmelo

Pelas 01h20 a quarta performance da noite tem início, com três dos quatro membros dos Cosmic Mass em palco. Depois de uma introdução inicial entra em cena Miguel Menano (vocalista e guitarrista) que é recebido em ambiente de folia e fortes aplausos. Banda prata da casa e com álbum de estreia a chegar às prateleiras ainda este ano, os Cosmic Mass proporcionaram mais um dos grandes momentos da segunda edição do Carmina Festana. Influenciados pelo movimento psicadélico da década de 60, o quarteto apresentou a sua energia fervorosa e inesgotável que os fez suar (a eles e a nós público) de início ao fim. Com uma percussão muito peculiar, o ritmo dos Cosmic Mass é igualmente frenético e cativante, caracterizando-se ainda numa velocidade alfa pendular. Uma onda de calor que se fez sentir na sala do GrETUA, mais do que durante o dia em Aveiro, onde houve ainda espaço para apresentar os membros da banda e dedicar músicas a amigos. A temperatura da sala só começou a baixar depois das 02h12. 

David Bruno © Vera Marmelo

Estávamos no convívio cá fora quando, pelas 02h40, vêm avisar-nos de que o concerto do romântico David Bruno vai iniciar-se. Na sala, pelas 02h45, David Bruno acompanhado pelo guitarrista Marquito fazem já ouvir-se "Alfa, Romeu & Julieta", um dos singles de promoção deste novo e muito acarinhado disco O Último Tango em Mafamude. Construindo os seus romances através de samples e trocando as frases por pistas de áudio, David Bruno deu o concerto que se esperava, apesar de ter parecido curtíssimo em comparação com os atos anteriores. Numa duração aproximada a 40 minutos David Bruno apresentou-nos algumas das referências visuais da nação, referentes às décadas de 80 e 90, o seu amor à cidade Vila Nova de Gaia e ainda um tema inédito que só pode ser ouvido ao vivo, "Lamborghini na Roulotte", que além de se ter ouvido durante o concerto, voltou a repetir-se no encore. Além deste, temas como "Monte da Virgem Paltónico", "Mesa Para os Dois no Carpa", "Amor Anónimo" foram alguns dos destaques. David Bruno ainda distribui pelo público algumas bases de copos promocionais deste novo disco. Concertaço de amor máximo. 

Não apanhámos a performance do DJ Lynce mas, a julgar pelos comentários de quem ficou até ao final do evento, foi efetivamente a cereja no topo do bolo daquilo que o Carmina Festana nos tem habituado desde a sua primeira edição, em novembro de 2017. 

© Vera Marmelo

Assim em jeito de conclusão, o Carmina Festana é aquilo que os aveirenses esperavam há muito tempo e que agora podem ter: um minifestival ao jeito low-cost, que funciona como ponto de encontro e partilha de momentos inesquecíveis, em conjunto. O Carmina Festana é aquele festival que todos ansiávamos e que podemos finalmente celebrar.: um festival para poder mostrar novas sonoridades dos mais diversos estilos até aos amigos mais preguiçosos. Um bem-haja.

Texto: Sónia Felizardo

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