sábado, 20 de outubro de 2018

STREAM: SUIR - SOMA


Os alemães SUIR editaram esta semana o seu novo disco de estúdio, SOMA, uma das grandes surpresas do ano, pela sua sonoridade atmosférica, densa e profunda, que se move constantemente entre o post-punk, o shoegaze sombrio e o art punk, além de outras ondas de resistência.  Entre uma constante interação de guitarras e sintetizadores, apoiada por batidas eletrónicas e minimalistas, além da lírica essencialmente melancólica, a dupla formada Denis Wanic e Lucia Seiss apresenta em SUIR um daqueles discos que é difícil de rotular, mas que é fundamental ouvir.

O disco foi escrito em Warsaw pelos SUIR e produzido por Philipp Läufer (Bleib Modern, Black Verb Records). Uma edição altamente recomendada aos fãs de Sonic Youth, Bleib Modern, Slint, entre outros, que pode ser agora reproduzida na íntegra abaixo.

SOMA foi editado esta quinta-feira (18 de outubro) pelos selos Black Verb Records (cassete, vinil) e Manic Depression Records (CD). 


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STREAM: Flak - Cidade Fantástica


FLAK é um músico e produtor que fundou bandas como Rádio Macau e Micro Audio Waves. Conta já com uma carreira de mais de 35 anos e este ano está de volta com um novo disco a solo, Cidade Fantástica - o último disco a ser gravado no agora extinto Estúdio do Olival onde ao longo de 30 anos FLAK gravou e produziu largas dezenas de discos, entre eles de Rádio Macau, Jorge Palma, Entre Aspas, GNR, Micro Audio Waves, entre muitos outros.  Em 2017, FLAK uniu forças com Benjamim (pseudónimo de Luís Nunes), tendo em vista a gravação dum sucessor do há muito esgotado álbum a solo homónimo lançado em 1998.


"Ao Sol da Manhã" e "Manto Branco" foram os singles de apresentação deste novo disco, que chegou ontem às plataformas digitais e terá também edições em CD e Vinil, que chegarão às lojas a 9 de Novembro.



Os concertos de lançamento, por sua vez, serão no Teatro Ibérico, nos dias 8 e 9 de Novembro, às 21h30m. Em palco com o FLAK estarão António Vasconcelos Dias, Zé Guilherme Vasconcelos Dias, David Santos, João Pinheiro, bem como um coro especial e outros convidados.

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THOT lançam novo vídeo e uma box set tape limitada de FLEUVE


Faz hoje (sábado, 20 de outubro) cronologicamente um ano que os THOT lançaram o seu mais recente disco de estúdio, FLEUVE. Para celebrar a ocasião o quinteto belga está a lançar uma box set de nove cassetes numa edição limitada a 25 unidades. Cada uma destas cassetes traz uma das músicas de FLEUVE, sendo que o lado A apresenta a versão original, enquanto o lado B apresentará uma versão demo da mesma música.

Do disco, que aborda uma sonoridade essencialmente math-rock embebida em experimentalismos e desconstruções sonoras, os THOT já tinham apresentado anteriormente a versão demo da música "ODRA". Hoje, além do anúncio da box set, a banda segue com a apresentação de "VOLGA", a música final que o guitarrista e vocalista Grégoire Fray compôs para o álbum FLEUVETransformados os volumes dos amplificadores ao seu limite, em combinação com a guitarra e a reverberação natural da sala, surgiu a versão demo de "VOLGA", que pode agora escutar-se abaixo. 


A box set tape de FLEUVE é editada este sábado (20 de outubro) pelo selo Weyrd Son Records. Podem comprá-la aqui.




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Reportagem: MagaFest 2018 [Casa Independente, Lisboa]


Nunca fui a uma MagaSession. Do que li e percebi, são organizadas na casa da Inês Magalhães, seja ela quem for. Uma coisa íntima para ser intimista, para se (con)viver com que se gosta, um pretexto para se ouvir coisas belas e calmas, para embelezar e acalmar neste frenesim e imisericórdia que é Lisboa. Desta vez a escala é outra, é algo digno de um dia inteiro na Casa Independente.

A coisa começou com Marco Franco, pessoa que nos concertos seguintes haveria de confirmar a sua destreza e talento multifacetados. Enquanto o Sol se despedia da cidade, apresentou os minimalismos de piano do seu novo álbum, Mudra. As peças apresentadas seriam mais espécies de ensaios do instrumento, muitas vezes a flutuações de uma certa melodia-chave, transportando uma carga emocional bela mas, paradoxalmente, algo distanciada e alienígena. Como se uma felicidade desconhecidamente ameaçada, um amor suportado num castelo de cartas, uma banda sonora perfeita para se deambular por um salão de danças abandonado que há um século mereceu as melhores cortes e romances. Portanto, bons ensaios.


Depois, chegou o Norberto Lobo e seus 3 comparsas, com quem construiu o seu último lançamento, Estrela - e que aqui todos vieram apresentar esse dito trabalho, para nosso rejúbilo. Nunca tinha visto o indivíduo a tocar (shame on me), e fiquei solidamente convencido. Ora alegre, ora frenético, ora melancólico, ora caótico, sempre bom e refrescante. As músicas, com uma composição e técnica algo complexa mas nunca resvalando para o opaco ou oblíquo, pareceram de um estoicismo contente, como um sol quente na cara num dia gelado de Inverno, como alguém na sua maior preguiça a fumar um cigarro numa praia ou no campo e diz “isto sim é vida” por nada de especial. Merecedor de todos os aplausos que recebeu, de um público que começou sentado mas acabou de pé.


Depois, veio o Bruno Pernadas mostrar-nos o clássico Worst Summer Ever. Não querendo denegrir qualquer outra pessoa no line-up, mas foi o homem que se esperava nessa noite, e: que génio, que concerto! Catano, tudo nisto foi épico e grandioso. Teve-se direito a ouvir e sentir as belas canções do álbum, teve-se direito a uma maior aproximação dos ditos jazz standards onde cada instrumentista pode brilhar com os seus solos, teve-se direito a desgarrada de bateria com guitarra, teve-se direito ao Bruno Pernadas fazer o seu deliciosíssimo solo de guitarra modulada em vozes sintéticas pa-di-bu-lá-fe-to-etc. Este Bruno conhece bem a natureza da alma humana e como lhe hipnotizar, como dar ao mero mortal uma emoção, uma exaltação, uma apoteose, uma extrema alegria, e com isso receber um forte aplauso do público. Continua a enganar-nos Bruno, por favor.


Por fim, e para nos embalar, os 3 senhores dos 3 concertos se juntaram no palco para se apresentarem como Montanhas Azuis. Embalar é a palavra certa, naquilo que fugiu do jazz e andou mais entre o ambiente e o downtempo, o dream pop e as baladas da nossa infância e os nossos estados-de-ser mais fofinhos. Inevitavelmente reminiscente de coisas como os AIR, sonoridade recheada de sintetizadores e batidas de Casio, bastante tranquilizante e acessível, óptima de se ouvir de olhos fechados. Tenho alguma pena que nem sempre se tenha passado a barreira da experimentação, com alguma carga emocional retida, mas mesmo assim houve momentos imensamente bonitos, um público silencioso que exigiu ser levado às nuvens, e no fim um gajo não deixou de sair da Casa Independente com quentura na alma e um sorriso rasgado na cara.


No fim de contas, reitero: nunca fui a uma MagaSession. Devia, na próxima que haja tentarei. Um amén à Inês Magalhães, seja ela quem for.

Texto: Nuno Jordão
Fotografia: Joana Linda

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sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Semibreve: Jlin cancela, Actress substitui

Cornelia Thonhauser
Más notícias para os fãs de Jlin. Por motivos de saúde, a produtora norte-americana não poderá comparecer à oitava edição do Semibreve, o evento que regressa a Braga para três dias dedicados ao melhor da arte digital e música eletrónica. A atuação de Jlin, que editou este ano o excelente Autobiography, estava marcada para o primeiro dia do festival, no gnration.

Nem tudo são más notícias já que a organização confirmou hoje o respetivo substituto, com Actress a dar entrada ao cardápio. O produtor britânico é um dos mais respeitados moderadores da música eletrónica da última década, contando edições por selos tão conceituados como a Ninja Tune ou a sua Werkdiscs. LAGEOS, a mais recente aventura discográfica de Darren J. Cunningham, dá sucessão ao aclamado AZD, editado no ano transacto, e vê o produtor juntar-se à London Contemporary Orchestra para um disco de grandiosa complexidade rítmica.

Actress junta-se assim ao cartaz composto por William Basinski, Telectu, Grouper, Sarah Davachi, Caterina Barbieri, Keith Fullerton Whitman, Robin Fox, RP Boo, Dj StingraySØS Gunver RybergAlfredo Costa Monteiro e Qasim Naqvi. O Semibreve realiza-se na próxima semana, de 26 a 28 de outubro no Theatro Circo, gnration e Casa Rolão.

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quinta-feira, 18 de outubro de 2018

Reportagem: The Soft Moon + Whispering Sons [Hard Club, Porto]


No sábado passado (13 de outubro) o Leslie que se fez sentir no Porto teve outro nome e sentiu-se bem forte entre quem marcou presença no Hard Club. Depois de terem abalado o RCA Club da capital no dia anterior os The Soft Moon estavam de subida até à Invicta, onde tocavam pela primeira vez para carimbarem mais uma noite memorável no currículo da promotora At The Rollercoaster. A abrir a noite, os belgas Whispering Sons que regressavam à capital para tocar pela terceira vez, sendo a primeira com o novo disco Image a figurar no reportório. 

Sem grandes atrasos os Whispering Sons subiram a palco para começar por nos apresentar uma das grandes malhas do seu novo disco de estreia, a grandiosa "Stalemate", tema que já se tinha feito ouvir anteriormente no Hard Club aquando a sua passagem por Portugal em maio e que, preparava o público para uma performance que iria ter como base Image, disco cujo conceito se baseia num estado imóvel, no qual as observações ofuscam as ações. A imagem reflete a artificialidade das coisas, mas ainda se apega desesperadamente aos ideais e às obsessões. É dentro desta abordagem que, de uma forma geral, o quinteto belga mostra e muito bem a sua sonoridade recheada das grandes e boas influências do post-punk contemporâneo e dos anos 80. 

Ouviu-se "Got A Light", o já lançado tema "Alone" e depois retomaram-se os trabalhos antigos com temas como "White Noise" e "Performance" a fazerem-se ouvir numa prestação bastante superior àquela que tinha ficado na memória na noite que partilharam com os Second Still. Um dos grandes destaques da noite foi o tema "Dense" que roubou a atenção do público que não os conhecia e colocou uma grande parte deste público numa dança desenfreada até ao fim. (Que malha!) Já com o concerto a aproximar-se do fim, deu ainda tempo para ouvir "Hollow", o icónico "Wall" e encerrar performance com mais um dos temas de avanço de Image, "Waste". A despedirem-se do público com um "thank you", os aplausos sentidos entre o público mostraram que os Whispering Sons merecem a atenção que têm ganho entre a crítica underground nos últimos anos. 


Soft Moon + Whispering Sons [Hard Club, Porto]

Com pico marcado para as 23h00, os ventos sonoros e as reverberações poderosas dos The Soft Moon começaram a fazer sentir-se em sala por volta das 23h17, hora em que Luis Vasquez subiu a placo acompanhado por Luigi Pianezzola (baixo e percussão) e Matteo Vallicelli (bateria e percussão). A abrir aquele que viria a ser um concerto caracterizado por uma aura essencialmente industrial com "Deeper", os The Soft Moon começaram por logo por demarcar o seu estrondo sonoro que abafou por completo a potência do Leslie e abriu um daqueles espetáculos de percussão seminal. Seguiram-se "Circles", "Burn", "Insides", até se chegar a "Choke", mais um dos temas do novo disco Criminal (o primeiro disco com selo Sacred Bones) que arrasou totalmente a "pista de dança" do Hard Club. Uma injeção de adrenalina industrial a ser precedida pelo post-punk suave de "Dead Love". 

Com "Like A Father" a fazer-se ouvir em sala bem potente, surgia também um novo ponto de viragem no concerto de The Soft Moon que se ia tornando, progressivamente mais poderoso. Ouvimos "Far", a potência poderosa de "Young", "Wrong" e "Parallels", tendo perdido por completo a noção de tempo. A chegar ao fim com "Die Life" os The Soft Moon despediram-se do público entre uma imensidão de aplausos que os fez regressar a palco cerca de dois minutos depois para nos brindar com um encore de duas músicas onde se ouviu "Black" e "Want".


Soft Moon + Whispering Sons [Hard Club, Porto]

Tendo apenas sofrido alguns problemas técnicos ao nível da voz em algumas músicas, de uma forma geral, Luis Vasquez e companhia garantiram mais um dos grandes espetáculos de 2018, com uma setlist que contemplou no total 17 músicas dos vários discos de carreira, num concerto bastante intenso, denso, brutal e muito bem recebido. Uma daquelas noites para ficar na memória. 

Um bem-haja à gigante At The Rollercoaster por continuar a promover estas ondas de resistência.


Soft Moon + Whispering Sons [Hard Club, Porto]


Texto: Sónia Felizardo
Fotografia: Edu Silva

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STREAM: WHOLE - BIAS


Os WHOLE - dupla de música eletrónica sombria que une Alexander Leonard Donat a Thomas Schernikau - editam esta semana o seu disco de estreia, BIAS, que puxa os limites da música de toada monocromática, acrescentando-lhe ainda vozes que trazem influências do neo-folk, música clássica e pop. Através de uma abordagem que retrata temas como o amor entre seres humanos, em relação a si mesmos e até às coisas materiais BIAS é um disco que também traz temas como a alienação, dúvida, perda, e novas situações ao barulho garantindo um disco fortemente estimulante, interessante e muito bem produzido.

Donat e Schernikau conheceram-se em 2009, numa tour conjunta que agora se reflete no tema de enceramento "Amsterdam", no piano que o finaliza. BIAS resultou de uma troca de e-mails entre os dois membros ao longo de três anos e o resultado pode ser ouvido na íntegra, abaixo. Do disco recomenda-se altamente a audição de temas como "Get Away", "What Scares You", "Bombs Will Drop" e "Evenwicht".

BIAS é editado esta sexta-feira (19 de outubro) pelo selo alemão Blackjack Illuminist Records. Podem comprar o discos nas versões digital, em CD e em cassete aqui.

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O nacional-vanguardismo dos Llama Virgem na VIC, Aveiro

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A VIC // Aveiro Arts House adensa a programação cultural na senda do ciclo Ressonância, que conta já com 18 eventos, entre concertos, live-acts e performances audiovisuais. Antes de partir para Novembro, a VIC recebe Llama Virgem a 20 de Outubro.

O duo lisboeta apresenta desconseguiste?, o seu mais recente álbum, lançado no mês passado. Com títulos tão esclarecedores como “Neuropa”, “A casa está a arder” ou “Descoloniza-me”, a banda explora a dicotomia entre os valores do presente e de um passado recente de uma Europa que se diz unificada, mas que ironicamente se revela o oposto de tudo aquilo que defende, em contra-ponto com os resquícios do colonialismo português e a sua influência na sociedade actual.


Numa ambiência eletrónica, semi-psicadélica e fazendo uso do spoken-word, Llama Virgem faz uma crítica social num registo musical poético-interventivo aos conceitos que estão na génese da cultura portuguesa e das problemáticas actuais que a reflectem. 

O custo do bilhete é de 4€ à porta, baixando para 3,5€ caso seja feita pré-reserva através do link: bit.ly/llamavirgem .

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quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Francisco, El Hombre na Casa da Música

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A Casa da Música recebe no dia 23 de novembro os Francisco, El Hombre, um dos projetos musicais mais eclécticos e fascinantes originários da América do Sul. A banda, criada pelos irmãos Sebastian e Mateo Piracés-Ugarte e influenciada pela odisseia dos mesmos pelas Américas, Europa e África, eventualmente fincou base na cidade de São Paulo no Brasil. Aí então começaram a desenvolver o seu Pachanga Folk, uma sonoridade que conta com influências de rock experimental com sonoridades étnicas sul-americanas, cantada tanto em português, como em inglês e espanhol.

Até ao momento, a banda conta com os EP's Nudez (2013) e La Pachanga! (2015), e o álbum SOLTASBRUXA (2016), este último que os lançou para uma tour com mais de 150 concertos e uma nomeação para o Grammy latino na categoria de melhor Música Portuguesa.

Os bilhetes já se encontram à venda e custam 15€.


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Negra Branca e DJ Xuxa nas Damas


As Damas, em Lisboa, recebem já na sexta-feira, dia 18 de outubro, o concerto de Negra Branca e DJ Xuxa.

A partir das 23 horas de sexta poderão começar a ouvir-se sonoridades mais ligadas ao dub e ao psicadelismo, os ecos e reverberações de Negra Branca, identificável com artistas como Dean Blunt/Inga Copelandou mesmo até com Zola Jesus, nunca deixando o sampling ou o beat making de lado. Cria música de forma a entrarmos no mundo da hipnose e dos sonhos de uma maneira muito particular, dentro da casa do dream ambient, da música experimental, na verdadeira acepção da palavra, trazida pela artista residente em Salford, Manchester, directamente para a casa de concertos em Lisboa.

Mais tarde, as Damas são tomadas por DJ Xuxa, pseudónimo de João de Menezes-Ferreira, um dos primeiros divulgadores do rock em Portugal, ficando encarregado de conduzir a noite para o que der e vier através da sua vasta colecção de discos que vai guardando com o passar dos tempos.

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A dias do reencontro com os Iceage


Encontrámo-nos a poucos dias do reencontro com o quarteto dinamarquês Iceage, que regressa a Portugal este mês para dois concertos em nome próprio. A banda de Elias Bender Rønnenfelt traz na bagagem o quarto e mais recente disco de longa-duração, Beyondless, que deverá servir como mote de apresentação para os concertos a decorrer dias 26 e 27 de outubro, no Hard Club (Porto) e Musicbox (Lisboa), respetivamente.

Ativos desde 2008, a banda dinamarquesa tem vindo a percorrer um sempre promissor e curioso percurso, onde a inovação e a exploração de novas linguagens se assumem como principais premissas. Do nervosismo juvenil e impetuoso de New Brigade (2011) à fúria e irreverência post-punk de You're Nothing (2013), passando pela languidão sôfrega e perturbada de Plowing Into the Field of Love (2014), segue-se elegância e requinte de Beyondless (2018), o terceiro registo da banda sob a chancela da Matador. Mais poético, vivo e apaixonante, Beyondless revela-se como o trabalho mais claro e bem conseguido dos dinamarqueses, uma obra peculiar que promete ganhar nova vida quando apresentada ao vivo.



O preço dos bilhetes para o concerto no Porto, com abertura dos portuenses Terebentina, é de 17 euros. Em Lisboa, o concerto encontra-se inserido na programação do Jameson Urban Routes, que regressa ao Musicbox para cinco dias de concertos, sendo que a sessão de dia 27 possui o custo de 22 euros.

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"Just Loneliness Can Save The World" é o novo tema dos malcontent


Quatro anos após a edição de Riot Sound Effects, os portugueses malcontent estão de regresso aos longa duração com aquele que será o seu terceiro disco de estúdio, This Is The Violence of Institutions disco que, segundo press-release, retrata um "mundo polarizado, ainda mais intolerante, violento, com milhões subjugados ao poder do dinheiro cada vez mais na mão de poucos". Juntamente com o anúncio do novo disco segue também o primeiro tema de avanço "Just Loneliness Can Save The World", que é apresentado em formato audiovisual, disponível abaixo.

This Is The Violence of Institutions tem data de lançamento prevista para novembro. A primeira apresentação ao vivo deste novo disco está agendada para o dia 8 de dezembro no Woodstock 69, no Porto.


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