sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Reportagem: Coelho Radioactivo [Maus Hábitos - Porto]


No passado dia 20 passamos pelos  ao Maus Hábitos para assistir à performance de Coelho Radioactivo, projecto de João Sarnadas que lançou recentemente o segundo longa-duração Canções Mortas, novamente sob o selo Gentle Records. Acompanhado dos seus Plutónios, Coelho Radioactivo começou o concerto com “O Juízo”, retirada do seu mais recente álbum. O cantautor sediado no Porto mostrou ainda algum do seu restante repertório, relembrando temas como “Mensagens para Ursos” e “O Velho", do antecessor Estendal (2015)Não falhou, no entanto, o single “Sangue”, que com a companhia dos Plutónios apresentou um cunho mais pesado e abrasivo que o original.



Sempre simpático e natural, Sarnadas interagia esporadicamente com o curto mas fiel público que se apresentava no Maus Hábitos, num misto entre amigos e curiosos. O concerto encerrou com um dueto, com Luís Gravito( O Cão da Morte) a juntar-se a Coelho Radioactivo para o single “Cabanas do Bonfim”, do seu novo projecto colaborativo Flamingos, proporcionando um dos melhores momentos deste tranquilizante fim de tarde. 



Texto: Filipe Costa
Fotografia: Morsa

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quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

David From Scotland lançam single de estreia


David From Scotland surge como uma ilustração metafísica a um homem que Félix e Valter, mentores do projeto, conheceram numa noite perdidos num imaginário bem vivo e alucinante em Glasgow. Formado nos finais de 2014, a sonoridade dominante traz influências que vão do minimal à electrónica através de um carisma lo-fi. 

A primeira amostra deste projeto surge em formato digital através de "Tricky 70's Love", o primeiro single de avanço do EP de estreia Fool's & Another Things We Adore, a ser lançado no próximo ano.  A ouvir em baixo.


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quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Flamingos juntam-se a Moxila para um Natal Gentil


Os Flamingos, projeto que une Luís Gravito (O Cão da Morte) a João Sousa (Coelho Radioactivo), acabam de se juntar a Moxila para lançar Natal Gentil, um EP de duas faixas onde a primeira canção é da Moxila e a segunda canção é dos Flamingos.

Ambos os três tocam e cantam nas duas canções e obviamente o resultado só poderia ser uma ponte entre as similaridades dos projetos díspares a que cada um pertence. "P.D.V. de Ovelha" é o canto de abertura com a magia da infância intrínseca, que serve de abertura a "Videmonte" a música que mata as saudades da família e imprime o significado do Natal. A ouvir, em baixo:

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terça-feira, 23 de dezembro de 2014

A Sub Pop divulgou o stream do novo das Sleater-Kinney…

…mas apenas durante algumas horas. 


O No Cities To Love, o álbum de reunião das Sleater-Kinney (separadas desde 2006) esteve disponível para stream para quem fizesse a pré-reserva do disco no site da Sub Pop. 
Um comunicado divulgado pela mesma esclarece o sucedido:

"Hello Mega Mart Customers Who Have Pre-Ordered the New Sleater-Kinney Album!
Please accept our apologies for adding April Fools’ to the already overlong list of holidays celebrated in December. When you pre-ordered the Sleater-Kinney album No Cities to Love from our website, you may have read that an advance stream of the album would be made available today, December 22nd. While we have every intention of giving you early access to that stream, the truth is we made an error in granting that access today. We wish we could blame an elite squad of foreign hackers bent on disrupting our meticulously planned release but the truth is we just messed up. We hope you enjoyed your brief holiday taste of this incredible album. We look forward to sharing this album stream with you again on a more permanent basis on January 13th.

Thanks and Happy Holidays!

The Sub Pop Mega Mart"





Posto isto, a data de lançamento oficial do No Cities To Love mantém-se para o dia 20 de Janeiro, havendo a libertação de um stream do álbum em avançado para quem fizer a pré-reserva do mesmo, no dia 13 de Janeiro, via Sub Pop.

REEDIT: Jáé possível ouvir o disco na íntegra, aqui dentro, cortesia da NPR.

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segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Os melhores álbuns internacionais de 2014

Muitos foram os álbuns que ouvimos neste ano de 2014, mas nem todos podem figurar nas listas de final de ano. Desta forma, e tendo em conta os gostos díspares e comuns, fica em baixo a lista dos 30 melhores álbuns no geral para a redacção da Threshold Magazine.

30- Thee Silver Mt- Zion Memorial Orchestra - Fuck Off Get Free We Pour Light On Everything
29- The Drums – Encyclopedia
28- Julian Casablancas + The Voidz – Tyranny
27- La Dispute - The Rooms of the House
26- Thee Oh Sees – Drop
25- Future Islands – Singles
24- L'Orange - The Orchid Days
23- Owen Pallet – In Conflict
22- St-Vincent - St-Vincent
21- Sun Kil Moon – Benji
20- King Gizzard and The Lizard Wizard - I'm In Your Mind Fuzz
19- The Wytches - Annabel Dream Reader
18- Run The Jewels – Run The Jewels 2
17- Aphex Twin – Syro
16- Timber Timbre – Hot Dreams
15- Liars - Mess
14- Perfume Genius – Too Bright
13- Have a Nice Life - The Unnatural World
12- Ariel Pink – Pom Pom
11- Sharon Van Etten – Are We There
10- Ought - More than Any Other Day
9- Angel Olsen - Burn Your Fire For No Witness
8-Mac DeMarco - Salad Days
7-Goat - Commune
6- Ty Segall - Manipulator
5- Iceage - Plowing Into the Field of Love
Depois de lançarem dois dos álbuns mais agressivos da década, em Plowing Into The Field Of Love, os Iceage conseguiram não só manter toda essa agressividade como também elevá-lo uns patamares acima, adicionando arranjos de piano, orgão, trompetes, entre outros instrumentos. Ao alargar o leque de influências da banda, indo buscar elementos da música country, folk e rockabilly, este álbum é uma prova da maturidade que os Iceage foram ganhando desde o lançamento de New Brigade em 2011 e é sem dúvida um enorme passo em frente na carreira dos dinamarqueses.
Helder Lemos

4- Flying Lotus - You're Dead!
Este novo trabalho de Steven Ellison AKA Flying Lotus (produtor, MC e o fundador da Brainfeeder, label incontornável no panorama musical que mistura o dançável, o Hip Hop, o EDM e o IDM) é pautado por algumas mudanças em relação aos seus anteriores. Mudanças que o autor considera frutíferas e positivas, o que não significa que os anteriores 1983, Cosmogramma e Los Angeles não sejam álbuns de mão cheia, porque o são (o Until The Quiet Comes nem tanto). Mas o que aqui está em questão é a evolução notória da complexidade no som de Fly Lo. E isso é evidente. Vamos aos factos.
O universo até então relativamente calmo de Fly Lo surge neste You’re Dead! contaminado por Captain Murphy (o seu narcisista alter-ego MC) cuja influência directa surge em duas faixas e, indirectamente, parece pairar sobre o restante álbum.
Isto faz com que por vezes haja uma aproximação ao hip hop mais “comum” chamemos-lhe assim, no qual há um MC a rimar sobre uma faixa sonora. Essa aproximação ao “comum” — no caso deste You’re Dead! — sai recompensada pela qualidade do elenco convidado para rimar (o prodigioso Kendrick Lamar, o supracitado Captain Murphy e o veterano Snoop Dogg) mas também pela mestria de produção de Ellison.
Em certos aspectos, também se nota uma aproximação ao universo do cartoon: a capa do álbum; a distorção e sobreposição de vozes; o contributo sonoro de Fly Lo na série Adventure Time; a sua participação como radialista no videojogo GTAV. Tudo isto sugere uma aproximação cada vez maior da personagem real (Ellison) a estes universos irreais, onde personagens como o seu alter ego Captain Murphy são livres de deambular e de fazer o que bem entendem, sem reais limites.
Ellison também se parece sentir assim: livre e descomprometido na sua estética, prestando homenagem a este Universo e ao outro — o plano astral mencionado na faixa “Dead Man’s Tetris” é uma homenagem á faixa “Do The Astral Plane” do Cosmogramma, aqui usada como metáfora para o espaço do pós-vida, no qual Murphy convive com Freddie Mercury e J Dilla, outra influência assumida de Ellison.
Metafisicismos à parte, Fly Lo não esquece as suas raízes de Jazz (não tivesse Ellison sangue dos Coltrane) prestando uma homenagem às mesmas com samples de saxofones, percussão e baixos espalhados e organizados em arranjos minuciosos em várias das suas faixas. Há aqui um género de reinterpretação do Jazz de improvisação, no qual se subtrai a banda mas se multiplica a criatividade no único músico presente (Ellison). A participação de Herbie Hancock na “Moment of Hesitation” é um dos momentos mais felizes de You’re Dead! e uma homenagem maior ao universo do Jazz.
Os risos de Captain Murphy — a sua mão é omnipresente, por inevitáveis circunstancias — ao longo deste You’re Dead!, os samples de saxofones, percussão, algumas linhas de baixo que fazem lembrar Amon Tobin, uma dose q.b. de psicadelismo e a aproximação ao soul — por força dos baixos e das graves vozes femininas — em algumas faixas constroem uma parede sonora muito particular para este You’re Dead!, muito distinta dos anteriores álbuns de Ellison.
No entanto, é nesta distinção que encontramos um ponto em comum: a complexidade do som. Esta característica faz com que, à imagem dos álbuns anteriores de Ellison, a audição do mesmo deva ser feita na integra, do início ao fim. Os álbuns de Flying Lotus não foram projectados para serem decompostos e ouvidos faixa a faixa. Estes devem ser entendidos como um todo e pelo todo, por forma a serem entendidos de todo.

Edu Silva

3- BadBadNotGood – III
III é o retrato de uns BadBadNotGood bastante maduros, onde a fórmula utilizada na produção deste terceiro trabalho de estúdio apresenta uma banda mais confiante e madura, talvez por se tratar do primeiro disco composto por músicas inéditas e sob a assinatura da Innovative Leisure.
Singles como “Since You Asked Kindly” e “CS60” mostram a inocência dos canadianos através das suas introduções numa percussão bastante suave, embora com um fim bastante mais poderoso. III é em suma um álbum onde a nostalgia e a pressão do trabalho dão as mãos e o resultado é tecido em dez músicas cobertas de jazz de fusão.
Sónia Felizardo

2- Swans – To Be Kind
Muitos avaliam o décimo terceiro álbum dos Swans – eu aceito parcialmente – como uma espécie de continuação sucessora do The Seer, com as pouco mais de duas horas a que a banda já nos tem vindo a habituar. Embora, numa primeira audição diagonal, pareça mais leve e acessível, as faixas submetem-nos a uma tensão constante, pautada de melodias com energias obscuras e ritualescas, tecidas numa simbiose entre o transcendente sonoro e a narrativa desejosa de ser expelida, profunda e inquietante. Consideramos To Be Kind um dos melhores álbuns do ano pela inteligência com que nos concede um estado de espírito distintamente elevado e nos submerge numa dualidade de músicas cruas, agressivas e nervosas, bem como ritmos mais pausadas, ascéticas e minimais, sem nunca por em causa a coesão do todo – "Bring The Sun/ Toussaint L’Ouverture" e "Oxygen" ilustram bem este sentimento dual.
Joana Pardal

1- Cloud Nothings – Here and Nowhere Else
Here and Nowhere Else é o quarto álbum do projecto de Dylan Baldi e até à data o melhor já editado sob o nome de Cloud Nothings.  A verdade é que pouco mudou desde Attack On Memory,  com um sonoridade que funde mais uma vez indie rock e post-hardcore. São 31 minutos de quase apneia, raiva, noise e vocais que nos lembram os tempos do Grunge.  O sobrerbo malhão de 7 minutos “Pattern Walks” representa  o clímax deste novo álbum e a prova disso foi a sua interpretação no NOS Primavera Sound. O disco fecha com a mais introspectiva “I’m Not Part of Me”, com a sua sonoridade mais pop punk, e mostra-nos que Dylan finalmente se encontrou. Isto é notório pela maior maturidade apresentada neste novo trabalho.
P.S: “Wasted Days” do anterior Attack on Memory assentaria que nem uma luva em Here and Nowhere Else
Rui Gameiro

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Reportagem: B Fachada [Musicbox - Lisboa]


21 de dezembro 2014, meia-noite e quinze. B fachada sobe ao palco de um Musicbox cheio, empunhando um banana na sua mão direita; "é para as cãibras" justificou. De braguesa na mão e ironia à parte, "O Fim" abre as hostes  a uma noite que se adivinhava de gala e o público presente a não desiludir, acompanhando Fachada ao longo de toda a música.

Seguiu-se "Mana"; e, no final deste tema, Bernardo pega na boá de lantejoulas douradas atirada para o palco e continua a encantar a pequena sala do Cais do Sodré (a esta altura, já lotada), com a sua "Boa Nova". Querendo "aquecer o mood"; Fachada tira a camisola, atira balões para o público e pega no seu "Pifarinho" e em "Dá Mais Música À Bófia" para por "a malta a dançar". A noite toma uma nova cor, um tom mais leve e upbeat que anteriormente, agora com o público a saltar e a dançar.


Preparava-se então para continuar a percorrer o seu último registo , não tivesse este feito um compasso de espera e apontado para o seu nariz, sorrindo e dizendo: "então é isso que vocês querem" . Sem mais nem menos, "Quem Quer Fumar Com O B Fachada" enche a sala e o público volta colmatar todas a lacunas deixadas em branco pelos coros . Seguiram-se “Afroxula” e “Cruz” . Entre músicas e no meio do misto que são os gritos e os assobios dos fãs, ouve-se um: bernardo, toca a “Deus,  Pátria e Família”, ao que este responde que esse é o seu “melhor trabalho à braguesa”; acabando mesmo por começar a tocar a dita cuja mas parando a meio, defendendo-se com um “era só um cheirinho” para os presentes.


É com “Fandango  Ensaiadinho”  que B acaba o concerto, e  se retira.  O público não desiste, aplaudindo-o , e esperando o seu regresso.  Fazendo-se acompanhar de cigarro e um sorriso, Fachada volta e tira do bolso “Não Pratico Habilidades” e “Há Festa Na Moradia”. Esperava-se então que o concerto ficasse por aqui, no entanto, o público não cedeu. B Fachada volta um última vez e agora para dedicar este tema final ao seu falecido avô . Num momento de tom solene, o silêncio tomou conta da sala para se ouvir “Cabelo Branco É Saudade” do grande Alfredo Marceneiro .

É com um obrigado tímido que Bernardo Fachada  agradece aos “amigos” que estiveram presentes e se despede dos demais; num concerto que percorreu a carreira deste cantautor português de ponta-a-ponta , é difícil sair desiludido. 

Obrigado nós Bernardo, até para o ano!

SETLIST:

O Fim
Mana
Boa Nova
Pifarinho
Dá Mais Música a Bófia
Quem Quer Fumar Com O B Fachada
Camuflado
Afroxula
Cruz
Mano
Joana Transmontana
Deus, Pátria e Família (introdução) 
Fandango Ensaiadinho

ENCORE:

Não Pratico Habilidades
Há Festa Na Moradia

ENCORE 2:


"Cabelo Branco É Saudade" de Alfredo Marceneiro

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domingo, 21 de dezembro de 2014

Glitterbug é o novo álbum dos The Wombats


Já alguns anos se passaram desde que os The Wombats lançaram o seu último trabalho de estúdio This Modern Glitch (2011), no entanto parece que a banda britânica estará de regresso aos discos no próximo ano.

Glitterburg é o nome do novo trabalho e tem edição prevista para 6 de Abril via Warner Bros Records e 14th Floor. Ainda sem tracklist avançada, o single "Your Body Is A Weapon", lançado em Outubro do ano passado fará parte do anunciado disco. Foi também divulgada um tour europeia sem passagem por Portugal.


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Videos da Semana #31


Esta semana as escolhas dos vídeos passaram por TV On The Radio, Screaming Females, Far From AlaskaCheatahs e Marilyn Manson. Do clássico preto e branco ao vídeo a cores ficam em baixo os cinco vídeos da semana que não chegaram a ser divulgados.

1 - TV On The Radio - "Lazerray"

2 - Screaming Females - "Ripe"

3 - Cheatahs - "Controller"



4 - Far From Alaska - "Greyhound"


5 - Marilyn Manson - "Deep Six"

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Os 10 melhores álbuns do ano segundo os elementos da redacção

É difícil escolher um top 10 que se enquadre em todos os gostos partilhados na redacção. Nem todos ouviram o mesmo álbum, nem todos partilham os mesmos gostos musicais, por isso, e outras tantas razões díspares, decidimos compilar as dez preferências de cada membro numa lista só. Podem então ver agora as escolhas dos redactores da Threshold Magazine para os melhores trabalhos editados este ano.

Duarte Carreiro
10 - Cloud Nothings – Here and Nowhere Else
9 - Sharon Van Etten - Are We There
8 - Goat – Commune
7 - Mac Demarco - Salad Days
6 - Warpaint – Warpaint
5 - Ty Segall – Manipulator
4 - Swans – To Be Kind
3 - Liars – Mess
2 - Flying Lotus – You’re Dead!
1- The Wytches - Annabel Dream Reader

Eduardo Silva
10- Dean Blunt – Black Metal
9- Pharmakon – Bestial Burden
8- Have a Nice Life - The Unnatural World
7- Nothing – Guilty of Everything
6- Dope Body – Lifer
5- Whirr – Sway
4- Swans- To Be Kind
3- Earth – Primitive and Deadly
2- Eyehategod – Eyehategod
1- Thou - Heathen

Helder Lemos
10- King Gizzard and The Lizard Wizard - I'm In Your Mind Fuzz
9- Parquet Courts - Sunbathing Animal
8- Run The Jewels - Run The Jewels II
7- Goat – Commune
6- Liars – Mess
5- Cloud Nothings - Here and Nowhere Else
4- Ariel Pink - Pom Pom
3- Angel Olsen - Burn Your Fire For No Witness
2- Iceage - Plowing Into the Field of Love
1-Ty Segall - Manipulator

Joana Pardal
10 - Fka Twigs – Lp1 
9- King Gizzard and The Lizard Wizard – I'm In Your Mind Fuzz
8- Ty Segall - Manipulator 
7- Todd Terje – It’s Album Time
6- Have a Nice Life – The Unnatural World 
5- The Abigails – Tundra
4- BadBadNotGood – III
3- Ariel Pink – Pom Pom
2- Flying Lotus – You’re Dead!
1- Goat – Commune

Margarida Martins
10- Liars – Mess
9- Be Forest – Earthbeat
8 - TV On The Radio –Seeds
7 - Goat – Commune
6 - Caribou - Our Love
5 - Ty Segall – Manipulator
4 -Future Islands – Singles
3 - Perfume Genius - Too Bright
2- The Wytches - Annabel Dream Reader
1 -Timber Timbre - Hot Dreams

Rui Gameiro
10- Ought - More than any other day
9- Iceage - Plowing into the field of love
8- Flying Lotus - You're Dead!
7- Mac DeMarco - Salad Days
6- Timber Timbre – Hot Dreams
5- BadBadNotGood – III
4- Cloud Nothings - Here Nowhere Else
3- Swans - To Be Kind
2- Esben and the Witch - A New Nature
1- Owen Pallett - In Conflict

Rui Santos
10- Temples - Sun Structures
9- Alt-J - This Is All Yours
8- Ought - More Than Any Other Day
7- Kairon; IRSE! – Valorians
6 - Aphex Twin – Syro
5- Run the Jewels - Run the Jewels 2
4- Cloud Nothings - Here and Nowhere Else
3- Angel Olsen - Burn Your Fire for No Witness
2- Mac DeMarco - Salad Days
1- St. Vincent - St. Vincent

Sónia Felizardo
10 - Tobacco - Ultima II Massage
9 - Andy Stott - Faith In Strangers
8- Sensible Soccers – 8
7 - L'orange - The Orchid Days
6 - Vessel - Punish Honey
5 - Sleep Party People - Floating 
4 - BadBadNotGood – III
3 - Swans - To Be Kind
2 - Iceage - Plowing Into the Field Of Love
1 - Kikagaku Moyo - Mammatus Clouds 

Tomás Carneiro
10- Thee Silver Mt-Zion Memorial Orchestra - Fuck Off Get Free We Pour Light On Everything
9- Have a Nice Life - The Unnatural World
8- BadBadNotGood – III
7- Ought - More than any other day
6- Mono – The Last Dawn/Rays of Darkness
5- Cloud Nothings – Here and Nowhere Else
4- Angel Olsen - Burn Your Fire For No Witness
3- Sun Kil Moon – Benji
2- Iceage - Plowing Into the Field of Love
1- Sharon Van Etten – Are We There

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