sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

[Review] Sleater-Kinney - No Cities To Love



Sleater-Kinney // Sub Pop // Janeiro 2015
8.0/10

Depois de praticamente uma década separadas (sendo que cada membro da banda preferiu investir nas suas carreiras a solo) as Sleater-Kinney anunciaram em Outubro de 2014 que se tinham reunido e, sem demoras, revelaram que haveria novo álbum no inicio de 2015; deixando o panorama musical em alvoroço e à espera do oitavo longa-duração da “melhor banda do mundo”.

Para quem esperava um sucessor directo do The Woods (onde reinava uma sonoridade mais próxima do prog, e onde as guitarras facilmente se alongavam faixa adentro), prepare-se; em No Cities To Love, as Sleater-Kinney abraçam a pop e fazem-se munir de canções curtas e carregadas do punk que lhes é característico.

É este sentimento de “quase” redescoberta que podemos ver infundido em praticamente todas as faixas de No Cities To Love: “We speak in circles/We dance in code” canta Corin Tucker em “Bury Our Friends”, referenciando a ligação quase que transcendental que une este trio de Olympia; em “Surface Envy” a mensagem continua presente, mas desta vez, deixando-a transparecer através da instrumentalização e do refrão onde entoam: We win, we lose/ Only together do we break the rules / We win, we lose / Only together do we make the rules



São 10 faixas em que se vai do sussurro ao grito, de um rock etéreo ao punk puro, da precisão suíça de Janet Weiss na bateria às guitarradas desenfreadas Carrie Brownstein; sendo que tudo isto culmina em uns brilhantes 32 minutos de perder o folgo.

Numa entrevista dada por Brownstein, esta afirmava que neste novo trabalho pretendiam escrever “sem olhar para trás, como se estivéssemos começado agora a banda”; e No Cities To Love é isso mesmo: um showcase do seu passado, tentando mostrar de onde vêm, no entanto, a olhar para o futuro e a quererem trilhar um novo caminho ; uma tentativa de explorar a idade, a experiência e criatividade, sem perder o cunho pessoal que as trouxe até aqui.


As Sleater-Kinney não se reinventaram, mas não faz mal; para mim continuam a ser “the best in the world”.

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