terça-feira, 9 de junho de 2015

[Review] Institute - Catharsis

Catharsis // Sacred Bones // junho de 2015
7.9/10

Formados em Austin em 2013 os Institute editaram esta semana o seu álbum de estreia Catharsis pela Sacred Bones editora pela qual lançaram o EP Salt, o ano passado, e pela qual o trio se viu responsável de abrir a tour dos Destruction Unit. A banda, que inclui membros dos Wiccans, Glue, entre outros, começou a chamar a atenção dos media através dos seus concertos ao vivo, onde o vocalista Moses Brown encara o espírito punk dos concertos, mostrado através da sua expressão facial e do sotaque imprestável. O crowdsurfing, vem incluído quando o público adere à sonoridade. Tirando essa característica mais punk e garageira é na vertente do post-punk que os americanos se destacam e apresentam, assim, um disco com traços revivalistas  e, em geral, um álbum bastante interessante para este primeiro semestre do ano.

Em entrevista o frontman Moses Brown avançou "I want it to be like Iggy Pop,". "Just super classic, 'Duh, that’s punk.' It’s just like a nod. I don’t know; no one else is doing straight-up stuff like this right now." Curiosamente os Institute formaram-se por acidente, Brown tinha gravado uns singles a solo e quando o atual baixista, Adam Cahoon, os ouviu quis entrar na banda que ainda não existia. Depois do EP de estreia homónimo, pela Deranged Records, e do 7'' Giddy Boys, os Institute assinariam pela Sacred Bones para Salt EP, composto por cinco singles, e, em menos de um ano, editarem o seu primeiro álbum de estreia Catharsis. Num longa duração a mostrar nove singles inéditos, há que se prestar a devida atenção.
Catharsis apresenta-se como um álbum influenciável num tempo onde é difícil escolher um género que seja dominante  na indústria musical. Isto porque neste primeiro longa-duração os Institute apresentam mais um pedaço do revivalismo do final dos anos 70, que tem tido uma adesão muito significativa nos últimos anos. Bandas como os Iceage e Holograms já têm o seu nome associado aos anos 10 do século XXI, e ouvindo a pequena discografia da banda originária de Austin, prevê-se nesta um bom nome para se comparar às referidas e fazer história numa década perdida. Há, ainda neste álbum de estreia, similaridades aos trabalhos de The Sound, em "Leathernecks" e, "No Billowing Wind", apresenta-se como um hino a "Bela Lugosi's Dead" dos Bauhaus. "Untitled" também merece aqui destaque mas no monopólio dos Joy Division.

Apesar de Catharsis ter um início bastante garage, que por si só, se torna num género pouco inovador e bastante estável, é a partir de "Untitled" que se encontram grandes pérolas. "Cheaptime Morals" é um punk cru que em formato ao vivo resultará numa atmosfera de música psicologicamente densa; "Christian Right" um single longa-duração que certamente fará as delícias dos espectadores que se encontram em outras atmosferas. As promotoras portuguesas que fiquem atentas, é de os trazer cá.

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