quinta-feira, 23 de julho de 2015

O que esperar do Bons Sons #3


Regressamos à aldeia para mais uma paragem. Desta vez, vamos conhecer os diferentes palcos que vão receber os 46 artistas que fazem parte desta edição do Festival Bons Sons

No festival vão haver 8 palcos: Lopes-Graça, Giacometti, MPAGDP (Música Portuguesa a Gostar Dela Própria), OuTonalidades, Eira, Auditório, Aguarela e Garagem. Todos estes palcos se encontram em pontos estratégicos da aldeia como, por exemplo, a igreja de S. Sebastião (palco MPAGDP), Largo do Rossio (palco Lopes-Graça) ou a antiga eira comunitária (palco Eira). 

Posto isto, vamos conhecer mais alguns dos artistas presentes na edição deste ano:

Janeiro


Henrique Janeiro é um cantor, autor e compositor lisboeta. Este ano lançou o seu primeiro álbum, Janeiro, tendo este uma enorme diversidade de estilos musicais, já que todas as canções são bastante diferentes. Uma das faixas (4-Tereza e Tomás) tem grandes influências no Jazz contrastando com, por exemplo a segunda faixa que tem um registo mais Pop e Electronico-experimental.



Tio Rex


Tio Rex é um cantautor setubalense e a sua música tem fortes influências no Folk. Editou este ano o álbum Ensaio Sobre A Harmonia, que é composto por canções bastante interessantes e causadoras de reflexão, sendo a grave voz de Tio Rex um elemento de coesão. 




Manuel Cruz


Manel Cruz não é, certamente, um dos nomes desconhecidos do cartaz. Este reconhecimento por parte do público deve-se ao seu trabalho como vocalista dos extintos Ornatos Violeta, dos Pluto, dos Supernada e Foge Foge Bandido (sendo este o nome do seu projecto a solo e o que, provavelmente nos vem mostrar). Esta paragem na aldeia está incluída na série de concertos “Estação de Serviço”, um momento de reflexão sobre os projectos passados, os do presente e os do futuro. Podemos esperar, então, uma viagem à carreira musical de Manel Cruz



Benjamin


Benjamim é o novo projecto de Walter Benjamim. Depois de 4 anos em Londres, Benjamim, opta por um novo começo, desta vez, cantando em português. Já prometeu novo álbum, Auto-Rádio, ainda para este ano e mostrou-nos dois singles, “Quando os Teus Passos” e “Tarrafal”. Ambos os singles apontam para um grande regresso de Benjamim, veremos o que nos espera na aldeia. 



D'Alva


D’Alva (estilizado como D'ΛLVΛ) é um projecto que resulta da colaboração entre Alex D’Alva Teixeira e Ben Monteiro. Apesar da banda ser relativamente recente, os D'ΛLVΛ,  não têm medo do palco reinando a boa disposição e a energia. O ano passado foi editado, pela NOS Discos, #batequebate, o seu primeiro álbum que apresenta fortes influências da música Pop. Singles como L.L.S e Frescobol traduzem o que é D'ΛLVΛ. D'ΛLVΛ é energia, é dança, é diversão. Não há duvida que esta dupla irá deixar toda a aldeia a dançar.



OCO


Oco é uma banda formada em 2004 que produz musica com foco experimental e ambiente. O ano passado, ano em que a banda comemorou 10 anos de existência, foi lançado o seu 3º álbum Beyond Dust and Bones que se traduz numa verdadeira viagem ao Oriente.



Duquesa


Duquesa é o projecto a solo de Nuno Rodrigues, também guitarrista e vocalista dos The Glockenswise. Duquesa, eterno apaixonado, lançou no ano passado o seu primeiro EP Duquesa sendo grande parte das músicas sobre o amor. “True” é sobre namoros à distância mas há sempre tempo para um hino à terra natal (Abade Neiva) “Abade Nation”. Podemos esperar grandes coisas deste projecto que nos trouxe um dos melhores EPs do ano passado.



DJ Tenreiro


Pedro Tenreiro já é DJ desde os anos 80. Desde o início dos anos 90, foi DJ residente em bares como o Aniki Bobó, o Meia Cave ou o Trintaeum. Actuou em vários locais conhecidos em Portugal e ao lado de muitos outros DJs. Faz assim a sua aparição na aldeia para a pôr a dançar.


Polifonia de Arões


Polifonia de Arões ou Grupo de Folclore Terras de Arões é um grupo existente desde 1997. O seu objectivo é manter vivas as canções de outros tempos, fundindo os costumes e modos de vida antigos com o presente.

Texto: Francisco Lobo de Ávila