segunda-feira, 3 de agosto de 2015

[Review] Baxter Dury - It's A Pleasure


It's A Pleasure // [Pias] Le Label // outubro 2014
8.3/10

Estará o Pop assim tão deteriorado e pouco inovador como parece? Ou haverá artistas que trabalhem para uma evolução do género? Baxter Dury, filho do enorme Ian Dury, resolveu seguir as pegadas do seu pai e entrar, também, no mundo da música. Apesar de não pretender viver sua na sombra (e de não o fazer), Baxter optou por fazer música semelhante à da onda new wave dos anos 80.

O álbum cumprimenta-nos com “Pleasure”, música que será das mais “catchy” e divertidas do álbum, são usados teclados da forma mais bela possível, sendo mostrado o que nos espera durante todo o álbum, um enorme sentimento de efemeridade. A voz harmónica e com sotaque britânico de Baxter consegue hipnotizar e pôr qualquer um a dançar. Até a “Petals”, o ouvinte é presenteado com ritmos contagiantes, teclados frenéticos e letras simples que certamente ficarão no ouvido. No momento de quebra, em “Petals” e “White Men”, é mostrado um Baxter não tão energético e mais sentimental/introspectivo. “White Men”, é, para mim, a melhor música do álbum e também o momento mais sentimental. “Is she pretty? Is she all that you want?”, a questão faz repensar as escolhas, é colocada. Neste momento há pouca intervenção de Baxter, havendo um maior foco nos vocais de apoio, sendo atingida uma harmonia perfeita. Após esta interrupção, volta “Wintery Kisses”, não com tanta energia mas a entrar em linha com a maior parte do álbum.

It’s A Pleasure faz lembrar um dia de sol, namoros de verão, algo extremamente alegre mas também extremamente precário, devido à presença e energia toda do álbum. O álbum responde à pergunta apresentada no inicio e, sim, é inovador ou pelo menos renovador de um género que se encontra sobrecarregado. Só me resta dar os parabéns a Baxter Dury e apoiá-lo na luta pela renovação deste género