domingo, 6 de setembro de 2015

Reportagem: Black Balloon XXIII - Lux Frágil [Lisboa]


Foi no passado dia 4 de setembro que a vigésima terceira edição do Black Balloon teve lugar no Lux Frágil, desta vez com uma mistura invulgar do pop calmo dos Flamingos, com o explosivo garage dos Wand, que vieram desde Los Angeles para nos presentear com algumas músicas novas do seu novo disco, 1000 Days, a sair dia 25 de setembro pela Drag City.



Antes do primeiro concerto da noite, o ambiente era calmo, as pessoas iam entrando no Lux a medida que o tempo passava, de uma maneira relaxada e sem muita pressa. Quase meia hora depois da hora prevista, os Flamingos, compostos por Luís Gravito (Cão Da Morte) e João Sarnadas (Coelho Radioactivo), entraram em palco acompanhados de um ajudante para o concerto. 





Antes do concerto começar, Luís Gravito cumprimentou o público de forma casual, preparando todos para o começo da noite. No decorrer do concerto, o vocalista continuava a falar da mesma maneira com que cumprimentou os presentes, enquanto iam tocando músicas com uma sonoridade calma à B Fachada, entre elas músicas novas e o seu famoso single, “Souvenir”. 





 


O concerto acabou só com os dois membros originais no palco, de forma quase acústica, com uma música a que a banda referiu como o seu “single natalício”, terminando assim este concerto pacifico.




Pouco tempo depois, foi a altura dos Wand entrarem em palco para darem continuação a noite, de uma maneira eufórica. A banda de Cory Hanson (vocalista e guitarrista) veio pela primeira vez a Portugal para nos apresentar o seu mais recente trabalho de estúdio, Golem, acompanhados também de novas músicas a sair no seu próximo álbum, 1000 Days







E foi logo nas primeiras músicas que a explosão se deu no Lux, com o fuzz da guitarra de Cory Hanson, e o poderoso baixo de Lee Landey, a fazerem eco por Santa Apolónia. Isto tudo perfeitamente evidente na enérgica “Floating Head”, que pôs os presentes num estado de dança desenfreada, começando assim o grande concerto da noite. O concerto prosseguiu desta maneira, e apesar das musicas dos Wand suscitarem ao moshpit, o público, ao dançar, não deixava de sentir a música da banda californiana. A meio do set, Cory Hanson supreendeu todos com uma cover de Lou Reed, “The Perfect Day”, e mais tarde com uma cover de The Doors, “The End”, que estiveram bem ao nível das originais, não desapontando nenhum dos presentes. A banda, simpática e bem disposta, ia falando com o público no decorrer do concerto, e mais tarde, pela voz de Cory Hanson, anunciaram que iam tocar músicas novas, seguindo-se o mais recente single, “Dungion Dropper”, e “1000 Days”, ambas a sair no próximo álbum. 





O ambiente foi progredindo em forma de espiral decrescente, isto porque para o final do concerto, a banda californiana tocou músicas excessivamente longas, onde toda a magia se perdia no meio de repetições de acordes e melodias em loop. Mas o que não impediu o sucesso deste concerto, onde os Wand ainda voltaram para um encore calmo, mas bem sucedido, com “Fire On The Mountain” a fechar um bom concerto, e consequentemente, mais uma bem sucedida edição do Black Balloon.


Texto: Tiago Farinha
Fotografia: Inês Almeida