domingo, 25 de outubro de 2015

Reportagem: La Luz [Casa Independente - Lisboa]


Foi no passado dia 11 de outubro que o surf rock das La Luz se fez ouvir pelo Intendente. O quarteto feminino de Seattle veio à capital para apresentar o seu mais recente registo discográfico, Weirdo Shrine, trazendo também na bagagem músicas do primeiro álbum, It’s Alive. O dia estava meio nublado, as primeiras pessoas que chegaram à Casa Independente ainda conseguiram escapar à chuva que se avizinhava, aproveitando do ambiente calmo para relaxar um pouco na amável esplanada, enquanto as La Luz já faziam o soundcheck. Poucos minutos depois da hora prevista, a banda de Shana Cleveland (vocalista e guitarrista das La Luz) entrou em palco para marcar a sua estreia absoluta em solo nacional. 



O concerto teve começo com “Sunstroke” e “Big Big Blood”, ambas do primeiro álbum da banda, e desde cedo o público se mostrou disponível à festa, e também, a sentir a energia (em modo surfista) que as americanas emanavam do palco. O quarteto esteve sempre animado e bem disposto, iam falando e interagindo com o público na Casa Independente, onde também propuseram alguns desafios aos presentes, um deles que foi abrir um corredor ao longo da sala, para os mais desinibidos dançarem, e outro desafio que envolveu crowdsurfing por parte de um lindo e corajoso rapaz, o qual acabou por levar uma t-shirt para casa. E foi neste ambiente de festa que o concerto seguiu rumo ao fim, onde as La Luz percorreram um pouco de toda a sua discografia, e o público, que encheu a Casa Independente apesar de ser domingo, a responder da melhor maneira que pode, aplaudindo e dançando desalmadamente. Isto tudo que valeu um adeus sentido do quarteto feminino, e no final, depois de um fogoso encore, as caras de satisfação predominavam no Intendente, caras que reflectiram, de imediato, as saudades que se vão sentir deste concerto.

Texto: Tiago Farinha