sábado, 14 de fevereiro de 2015

NOS Primavera Sound: Line Up


Foi ontem revelado o cartaz do NOS Primavera Sound. Como cabeças de cartaz Interpol, a abrir o primeiro dia do festival juntamente com Caribou, FKA Twings e Mac DeMarco, Antony And The Johnsons, The Replacements e Patti Smith& Band, a actuarem a 5 de Junho, juntamente com Belle & Sebastian, Run The Jewels, Banda do Mar, Spiritualized, José González, Electric Wizard e Ariel Pink, entre outros, e finalmente, a fechar o dia, Ride e Underworld, que se juntarão a Death Cab For Cutie, Damien Rice, Einstürzende Neubauten, Foxygen, The Thurston Moore Band, Manel Cruz e The New Pornographers, entre outros. Todos os nomes a confirmar abaixo.

Quinta-feira, 4 de Junho: 
Bruno Pernadas 
Caribou 
FKA Twigs 
Interpol 
The Juan MacLean (live) 
Mac DeMarco 
Mikal Cronin 
Patti Smith 

Sexta-feira, 5 de Junho: 
Antony and the Johnsons 
Ariel Pink 
Banda do Mar 
Belle & Sebastian 
Electric Wizard 
Giant Sand J
osé González 
JUNGLE 
Marc Piñol 
Movement 
Pallbearer 
Patti Smith & Band perform Horses 
The Replacements 
Run The Jewels 
Spiritualized 
Sun Kil Moon 
Twerps 
Viet Cong 
Yasmine Hamdan 
Younghusband 

Sábado, 6 de Junho: 
Babes In Toyland 
Baxter Dury 
Damien Rice 
Dan Deacon 
Death Cab For Cutie 
Einstürzende Neubauten 
Ex Hex 
Foxygen 
HEALTH 
Kevin Morby 
The KVB 
Manel Cruz 
The New Pornographers 
Ought 
Pharmakon 
Ride 
Roman Flügel 
Shellac 
The Thurston Moore Band 
Underworld dubnobasswithmyheadman live
 Xylouris White



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Oiçam: Carl Crack


Carl Crack nasceu em 1971 na Suazilândia e morreu há 15 anos atrás, com 30 anos. Provavelmente nunca ouviram falar dele, nem tão pouco havia eu ouvido, até que alguém me tagou numa ligação que reproduziria "If You Mess With Me!", posteriormente. Carl Crack foi um artista techno mais conhecido por ser membro da banda Atari Teenage Riot, onde começou a ver os seus primeiros trabalhos a surgirem por volta de 1992. Os seus primeiros e últimos trabalhos. Afinal Carl Crack lançou, em nome próprio, um álbum apenas, o de estreia, e igualmente de fim, em 1998 sob o nome de Black Ark. Um clássico da música electrónica com misturas entre o rap, dub e noise e com um som característico da gravação low fidelity.


Black Ark, o nome do único álbum de Carl Crack, é um tributo ao Black Ark recording studio, construído em 1973 na Jamaica. Quando foi encontrado morto, no seu apartamento, Carl Crack encontrava-se a trabalhar num novo disco, cujos singles ainda não são conhecidos, e provavelmente nunca serão. A menos que alguém queira fazer um filme à la "Searching For Sugar Man", e acabe por encontrar alguém em posse de tal material inédito.


Ironicamente, ou não, "If You Mess With Me!" é a faixa de abertura de Black Ark e apresenta no seu início uma voz feminina que nos prende, consequentemente, à medida que a percussão arranca. Após meia dúzia de canções segue "Indaba" a abrir com um recorte de som distorcido, em loop, durante cerca de um minuto. Um pequeno teaser sonoro que funcionaria certamente muito bem como uma intro de Black Ark.


"Sonnenfreunde" é o retrato de um single que poderia facilmente estar nos planos dos Animal Collective como base na influência de alguns dos seus experimentos nos sintetizadores. Aliás, em todo o álbum encontram-se algumas ideias em que vários artistas da electrónica da actualidade se poderiam basear. Não vale a pena descrever cada canção deste álbum, pois o que interessa, é que pelo menos o oiçam. Black Ark é um clássico do final do século XX.


Black Ark Tracklist:

1. "If You Mess With Me!" 
2. "Gangsta"  
3. "KR-6200"  
4. "Headcase" 
5. "Tin Tin"  
6. "Indaba"  
7. "Fu Man Chu"  
8. "What's Going On?"  
9. "Khoi-San"  
10. "Darling" 
11. "Mein Geist Ist Dein Geist" 
12. "Dogon" 
13. "Sonnenfreunde"  
14. "Herbstlaub"  
15. "Shit"  
16. "Times Like These"  
17. "Fucking Day"  
18. "Drunken Style" 
19. "Plasma" 
20. "Radio Tschernobyl"  
21. "Durban Poison"

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8ª edição do Festival Rescaldo arranca dia 20 de Fevereiro


A 8ª edição do Festival Rescaldo leva à Culturgest e à Galeria Zé dos Bois a Nova Orquestra Futurista do Porto, as margens do rock representadas pelo power-trio Gesso e pelos incomparáveis La La La Ressonance, com especial destaque ainda para a presença dos projectos Estilhaços de Adolfo Luxúria CanibalQuest, do cada vez mais omnipresente artista e curador Luís Fernandes e da pianista Joana Gama
 Lula Pena sobe ao palco dia 21 de Fevereiro onde apresentará as canções feitas de voz e guitarra, mergulhando num arquivo de fontes sonoras.Ainda no mesmo dia o projecto a solo de Guilherme Gonçalves, Coclea, que acompanhado por algumas das mais cintilantes figuras da capital, assinala mais um lançamento na Shhpuma, editora que prossegue a sua ligação íntima ao festival. A 26 de Fevereiro é a vez de Caveira, de volta ao formato trio. A programação completa segue abaixo:

Programa: 
Sexta, 20 de Fevereiro 
Vicente & Marjamaki 
Nova Orquestra Futurista do Porto 
Sábado, 21 de Fevereiro 
Coclea 
Lula Pena 
Quinta, 26 de Fevereiro 
ZDB 
Gesso 
Caveira 
Sexta, 27 de Fevereiro 
Con Con + Joana Guerra 
La La La Ressonance 
Sábado, 28 de Fevereiro 
Joana Gama + Luís Fernandes (Quest)
Sumbu Dunia 
Adolfo Luxúria Canibal (Estilhaços)

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Indouro Fest traz Yuck, Electric Litany entre outros a Gaia em Maio



O Indouro Fest é o novo mini-festival de música, a ter lugar em Gaia, surgindo como resultado da parceria entre A Ilha dos Flamingos e a Câmara Municipal de Gaia, e a realizar-se entre 2 e 3 de Maio de 2015. Esta primeira edição, irá ser realizada em plena cota superior da zona histórica de Gaia, no local emblemático do Mosteiro da Serra do Pilar (Palco 1) e o Jardim do Morro (Palco 2). Já foram divulgados quatro nomes para já, mas o cartaz completo é fechado na próxima sexta-feira, dia 20 de Fevereiro.

Já Confirmados:

2 de Maio
The Limiñanas

3 de Maio
Electric Litany
Yuck
Malcontent

Preço: 45 €
Transportes Públicos: Metro > Linha Amarela > Paragem do Jardim do Morro (dentro do recinto do festival).






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Mac McCaughan (Superchunk) anuncia álbum de estreia


O frontman dos Superchunk, Mac McCaughan, anunciou esta semana o seu primeiro projecto em nome próprio. Embora tenha já um projecto paralelo sob o nome de Portastic, é em Maio que MacCaughan se estreará na carreira a solo através do álbum de estreia, Non-Believers.

De acordo com um comunicado de imprensa, McCaughan fez o álbum "explorar a sua atracção pelo início dos anos 80 (...) quando o punk evoluiu para algo mais introspectivo, focando-se em temas como o isolamento e, eventualmente, se transformou no post-punk e new wave." O trailer do novo álbum pode ser visto abaixo.

Non-Believers tem data de lançamento agendada para 5 de Maio via Merge Records. 



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Vídeos da Semana #37


1 - Destruction Unit - "Final Flight"


2 - Twerps - "Stranger"


3 - Ex-Cult - "Clinical Study"


4 - Fitness - "You Go Where I Put You"


5 - The Black Delta Movement - "Hang Em High"

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STREAM: The Sunflowers - Ghosts, Witches and PB&Js EP


Foi ontem que começou a mini tour de apresentação de Ghosts, Witches and PB&Js, o segundo trabalho de curta duração dos portuenses The Sunflowers. Igualmente ontem o duo disponibilizou na sua página do bandcamp a audição do EP na íntegra.
Para quem for aos próximos concertos, também tem a possibilidade de comprar a versão em cassete, que vem com código para fazer download online. 


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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

The 13th Floor Elevators reúnem-se para o primeiro concerto em 48 anos


Os lendários do rock psicadélico, The 13th Floor Elevators, anunciaram, hoje, o seu regresso aos palcos, 48 anos depois da sua última performance ao vivo. Esta reunião, que contará com os quatro elementos da banda ainda vivos - Roky Erickson, Tommy Hall, John Ike Walton, e Ronnie Leatherman - vê para já como resultado um concerto único no Levitation Festival (aka Austin Psych Fest) a realizar-se entre 8 e 10 de Maio no Carson Creek Ranch. 

Em baixo, uma das últimas performances da banda, em 1966.

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Dustin Payseur (Beach Fossils) anuncia LP de estreia sob o nome Fluoride


O frontman dos Beach Fossils, Dustin Payseur, e a sua mulher Katie Garcia criaram uma nova editora,a Bayonet Records, em 2014, que lançaria posteriormente os novos trabalhos de Frankie CosmosWarehouse, Jerry Paper entre outros. O cantor avançou na altura que ambos os seus dois projectos, Beach Fossils e Laced iriam fazer igualmente parte da editora. Em finais de Janeiro, Payseur avançou com o nome do seu terceiro novo projecto paralelo, Fluoride que nascia da parceria com Herzog Rising (Rene Nuñes). 

O álbum de estreia teria o nome de Material e sairia pela referida editora, tendo como primeiro single de avanço "Sleep", a ouvir em baixo. Juntamente com as informações base, foram também reveladas a tracklist (em baixo) e a capa do álbum, a ver acima.

Material tem data de lançamento agendada para 3 de Março via Bayonet Records.


Material's Tracklist:

01 - “Androma” 
02 - “Glass Bricks” 
03 - “Cargo” 
04 - “Mass Mind” 
05 - “Collision” 
06 - “Clay” 
07 - “Sleep” 
08 - “Who Loves Me / Who Loves You” 
09 - “Headstar”

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Os Spirit Club anunciam o seu LP de estreia

Os Spirit Club, side project de Nathan Williams — mais conhecido por ser uma das metades da banda de rock psicadélico Wavves — anunciaram o lançamento do seu LP homónimo.
Este tem a sua data de lançamento prevista para o final desta primavera.
Abaixo deixamo-vos com o single "Duster", retirado do vindouro LP, bem como com a tracklist do mesmo, obtida via Stereogum.


Spirit Club's Tracklist:

1. All the Time2. Eye Dozer
4. Carousel
5. Bless This Mess
6. Duster
7. Dream On
8. Ripped
9. Still Life
10. Sling

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[Review] A Place To Bury Strangers - Transfixiation


A Place To Bury Strangers // Dead Oceans // Fevereiro de 2015
9.2/10

Aquilo que era para ser uma sessão de dj set pessoal com as faixas presente no meu pc (Quem nunca?) acabou prontamente interrompido pelo Transfixiation, o novo longa duração dos norte-americanos A Place to Bury Strangers.
Devo confessar-vos que já tinha este LP parado na minha pasta de música há algum tempo. Já era para ter pegado nele mais cedo, mas hoje, por acaso, calhou.
Serendipidade é dizer pouco neste caso.
Aliás, a minha relação com os A Place to Bury Strangers sempre foi uma de serendipidade.
Tendo falhado o concerto deles no Porto em 2013 (nunca me vou perdoar por isto) e sendo já um seguidor mais ou menos regular dos seus trabalhos, foi com grande excitação que, no ano transacto, vi a integração do colectivo no cartaz da primeira edição do Reverence Valada. As expectativas que eu levava para o concerto eram altas e não saí de lá defraudado. Foi perto de 30 e tal minutos efusivos, e o Ackermann ainda escavacou a guitarra dele, esgotados estavam os escapes sonoros para a fúria que a sua mensagem transportava, ele passou para a catarse física do seu sentimento.
E essa mensagem é ruidosa e introspectiva. E sem surpresas, também o é Transfixiation.
Chega de recordações queridas. Falemos do álbum.


O primeiro tema “Supermaster” é uma balada introspectiva, um retrato. 
A narrativa fala-nos de um indivíduo deslocado da realidade e cheio de dúvidas, que se tornou irreconhecível aos seus olhos. Talvez por actualmente eu me encontrar numa espécie de limbo na minha vida, esta “Supermaster” prendeu-me imediatamente. Eu revejo-me neste indivíduo, assolado por uma densa camada de pensamentos negativos. Esta narrativa de contornos simples foi o que bastou para me prender. Outra pessoa ficaria indiferente a “Supermaster”, mas eu estava no sítio certo, à hora certa, e com o estado de espírito ideal. Como já disse, serendipidade.


“Straight“ fala-nos da paixão não-correspondida e incompreendida. 
A “Now It’s Over“ idem.
Todos temos algo a dizer neste campo. Os A Place To Bury Strangers são humanos, afinal de contas.


A “Deeper” é um dos momentos mais altos do disco.
Aqui, os nossos medos mais profundos são matéria de exploração.
O sentimento, puro, nu e animalesco é despertado num palco daquilo que parecem vários amplificadores a serem levados ao extremo, Ackermann personifica uma personagem sombria, de voz grave e com um tom ameaçador, numa atmosfera em tudo semelhante à
 “Broken Little Sister” dos Death In Vegas, mas em mais pesado, naturalmente. 
O disco acaba com a “I Will Die”, tema que aborda a efemeridade da vida e o niilismo em que os A Place To Bury Strangers se colocam e através do qual se expressam.
Este tema marca o fim do disco. Fala-se de morte, afinal de contas.
E essa toma lugar vezes sem conta no tema, como se a repetição do acto provocasse um aumento exponencial da dor no indivíduo.
A voz de Ackermann assim denuncia a sentença, vezes e vezes repetidas.


Apesar dos meus highlights pessoais, o facto é que todo o álbum é meritório de audição.
Ao fim ao cabo, esta é uma longa narrativa — composta por 11 histórias — escrita com linhas de baixo sujas, percussão e cordas a dispararem de todos os lados e, é claro, verbalizada com ruído, distorção e crueza. E é na parte que toca à verbalização dos seus contos que os A Place To Bury Strangers se mostram profissionais experientes.
Profissionais na exploração e experimentação de erros analógicos, para que, por via do ruído, se possa descortinar aquilo que de mais cru e animalesco o selo do post-punk comporta, os A Place to Bury Strangers não se preocupam com a existência de ruído.
Pelo contrário, amplificam-no. Ele é matéria fértil para a construção das suas paisagens conturbadas, humanizadas apenas pela presença do homem, já que tudo o resto que o rodeia é alienígena. Ruído, se assim lhe quisermos chamar. 
As narrativas, essas de traços simples, são talvez o maior trunfo deste Transfixiation
Porque, afinal de contas, a vida é simples. As pessoas é que a tornam complicada.
E os A Place To Bury Strangers são, obviamente, humanos. Têm problemas normais, desilusões naturais e uma existência que podemos classificar como normal.
Como nós, eles existem num mundo que não presta, cheio de dor, sofrimento e imundície. Não é por acaso que as suas narrativas são envoltas numa densa camada de ruído. Este é representativo de todas as barreiras que existem na nossa vida: os gajos que dizem que não és capaz de levar a tua avante, a sorte que não te toca, a gaja/o gajo que não te quer, a vontade de desaparecer, as dores, o sofrimento, enfim, tudo o que a vida tem de mau.
Chamem-lhe energias negativas, chamem-lhe vicissitudes, o que entenderem, mas compreendam que a presença de ruído em Transfixiation serve um propósito:
metaforizar a existência humana.
A lírica luta para trespassar esta barreira sonora porque, afinal de contas, nada que preste nesta vida se obtém sem esforço. Isto também é representativo da luta do homem contra as vicissitudes da vida. Enquanto formos vivos, temos que lutar mais um dia, contra as vicissitudes, os desaires, o ruído.
A metaforização dos elementos da existência humana na música dos A Place To Bury Strangers é prova evidente do seu génio, da lucidez com que encaram a vida, sintetizando-a em música.
A sintetização da vida em música — Ou da música em vida? — é, para mim, a prova maior de que estamos perante uma das grandes bandas da nossa era.


Com poucas audições em cima e muito sentimento ainda a fervilhar, não preciso de mais elementos para formar a minha opinião sobre Transfixiation: estamos perante um dos grandes discos de 2015. Não se admirem de ver este disco em listas de tops do ano.
A par do LP dos Viet Cong, Transfixiation já tem um lugar marcado no meu top.
Apesar de tudo, alguns de vós poderão argumentar (e com alguma razão) que o ruído é o núcleo da sonoridade deste Transfixiation. Um núcleo demasiado grande, que abarca todos os restantes elementos passíveis de apreciação. E têm razão.
Mas vamos esclarecer uma coisa, em linguagem muito simples: quem não curtir música ruidosa e distorção, não vai curtir o Transfixiation, pura e simplesmente. 
Isto não é um disco para meninos. 
Aliás, os A Place To Bury Strangers não são uma banda para meninos.
São gajos que sofrem, gajos que estão revoltados com a vida, para quem escavacar guitarras, partir cordas e ensurdecer os nossos e os seus ouvidos são das poucas liberdades que a sua existência ainda lhes permite.
E apesar de não apreciarem o ruído enquanto forma de expressão, é o nosso dever defender até às nossas últimas forças o direito que os outros têm de se expressar livremente.
Eu pessoalmente defendo o ruído enquanto forma de expressão e acho que esta liberdade — e muitas outras — devem ser exercidas e ilibadas de culpa no seu exercício.
Também acho que a mensagem dos A Place To Bury Strangers deve fazer-se ouvir. 
E alto e em bom som.

Alguém que trate do regresso destes gajos a Portugal rapidamente por favor. 


Transfixiation's Tracklist:

1. Supermaster
2. Straight
3. Love High
4. What We Don't See
5. Deeper
6. Lower Zone
7. We've Come So Far
8. Now It's Over
9. I'm So Clean
10. Fill The Void
11. I Will Die

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Einstürzende Neubauten no NOS Primavera Sound


A apresentação do line-up do festival só começa às 18:30, mas os Einstürzende Neubauten já confirmaram a sua presença no NOS Primavera Sound. De acordo com o seu site oficial, a banda alemã irá actuar no dia 6 de Junho, o terceiro e último do festival.

O Primavera Sound realiza-se este ano entre 4 a 6 de Junho no Parque da Cidade do Porto.

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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

NOS Primavera Sound 2015: As nossas apostas


Foi em 2012 que a organização do Primavera Sound decidiu partilhar com o Porto alguns dos melhores artistas que se deslocam ao Primavera Barcelona (que comemora a sua quinceañera este ano) colocando desde então a invicta no mapa dos grandes festivais que se realizam em Portugal. Volvidas 3 edições do NOS Primavera Sound (ex-Optimus Primavera Sound) e com a aproximação da 4ª edição, deparamo-nos mais uma vez com a dúvida eterna: quem vem?
A Threshold não tem a resposta a esta pergunta. 
No entanto, nós aqui na redacção sabemos que bandas e artistas queremos ver a actuar no Parque da Cidade. 

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Duarte Marques do Carreiro


Já com algumas décadas de carreira em cima, e depois de serem headliners na 1ª edição do Reverence Valada, os Electric Wizard podem muito bem voltar a passar por Portugal neste Primavera e repetir no Porto aquilo que nos deram no Cartaxo: um concertão do outro mundo.



A par dos Slowdive e dos MBV, os Ride são uma das bandas pioneiras no movimento shoegaze. Mesmo depois da sua separação em 1996, a banda continuou a aumentar a sua base de fãs e com o seu regresso às actuações, o concerto do Primavera será certamente imperdível. 

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Eduardo Silva

A dupla formada pelo rapper Killer Mike e pelo produtor/rapper EL-P somam dois brilhantes LPs já editados desde o início da parceria, que remonta ao ano de 2015. Ambos artistas com extensas carreiras a solo, agora, em 2015 e ainda com o RTJ2 quente nas nossas memórias, eles trazem mais uma vez à península ibérica a sua lírica acutilante e os beata produzidos pelo EL-P (eu sempre disse que ele era um dos Grandes).
Esperemos que a passagem dos Run The Jewels pelo Primavera Sound desta vez inclua o Porto.



Dylan Carlson é o capitão ao leme dos Earth, um fenómeno do movimento drone-doom.

Por várias vezes o colectivo reinventou-se em termos de sonoridade, e, sem excepção, o seu último trabalho — o LP Primitive and Deadly — contou com a presença de elementos vocais nas suas faixas.

A desolação como tema nuclear na sonoridade dos Earth — talvez por algum momentâneo estado depressivo dos músicos, talvez pelas recordações de Kurt Cobain — é a sua assinatura sonora. Ritmos lentos e pesarosos que já tivemos oportunidade de escutar em Portugal por algumas vezes. 
Esperemos que 2015 seja o ano do seu regresso.


Das cinzas dos Women, eis que surgiram os Viet Cong

Do Canadá não vêm só autênticas orquestras de post-rock nem trios de noise-rock. 

Da Calgary que os viu nascer — e parte deles, morrer — os Viet Cong são um colectivo de post-punk no activo desde 2013. 
O EP Cassette marcou o início da sua jornada, que atinge novos patamares com a edição do LP homónimo Viet Cong.

Um sábio da internet afirmou que podemos estar perante a banda que dá inicio ao pós do post-punk. Seja como for, estamos perante uma das melhores bandas que o post-punk underground viu nascer. 
Esperemos que o Porto seja um destino para eles, em Junho.

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Helder Lemos


A banda de John Dwyer é, sem dúvida, das melhores bandas da atualidade.
Já andam desde 2005 a lançar pelo menos um álbum por ano e nunca desiludem.
No ano passado, lançaram Drop, um dos melhores álbuns do ano e deram o melhor concerto do Festival Paredes de Coura, por isso nunca é cedo demais para voltarem. 


Sam France e Jonathan Rado ficaram-nos a dever uma depois de terem anulado a sua presença na edição de 2013 do festival. Apesar de entretanto terem lançado um álbum menos bom que We Are The 21st Century Ambassadors of Peace And Magic, os Foxygen deram um grande espetáculo no Late Show do David Letterman portanto está na hora de virem a Portugal.


Mikal Cronin esteve presente na última edição do Primavera, mas como baixista de Ty Segall. A solo, o californiano escreve canções pop das boas, como é possível constatar ouvindo MCII, álbum que lançou em 2013. Á música melódica de Mikal Cronin caíria que nem ginjas durante uma tarde ensolarada no Parque da Cidade.

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Joana Pardal


A última vez que o vimos por cá foi no Lux a apresentar o Mature Themes com o seu projecto, Ariel Pink's Haunted Graffiti. Dois anos foram suficientes para elevar a sua carreira com nome a solo a praticamente todos os tops internacionais com o seu fresco e vibrante Pom Pom.
O artista já marca presença no cartaz do Primavera Sound de Barcelona e dificilmente não fará parte da lista de nomes que serão anunciados por cá, já na próxima sexta. Resta esperar e deliberar se o possível concerto em território nacional nos apresentará o Ariel Pink excêntrico ao qual nos temos vindo a habituar.



O quarteto de Montreal é uma das grandes expectativas e antecipações para o Primavera.
Com um álbum e um EP lançados o ano passado e críticas a favor, fazemos figas para que a sua visita a Barcelona se prolongue à cidade do Porto. Um dos motivos de grande ansiedade é a expectativa de um concerto que faça jus à sua sonoridade enérgica, efervescente e crua, que nos chocalhe os ossos e nos alimente de adrenalina. Ficamos à espera de confirmação da estreia da banda em Portugal.

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Júlio de Lucena


O fundador do grupo de hip-hop/rap OFWGKTA nunca se estreou em Portugal. Já os espanhóis têm mais sorte que nós e já o receberam em 2011 e este ano marca presença pela segunda vez no Primavera Sound Barcelona. Uma coisa temos certeza, ele está a trabalhar num álbum novo, mas ainda mais importante, será isto um sinal que Portugal vai ouvir pela primeira vez o flow do polémico autor de "Yonkers"?



No ano passado a banda londrina de shoegaze apresentou-se no Paredes de Coura com o seu LP de estreia homónimo e, pelo que ouvi dizer, deram um concertaço pelas margens do Taboão.
Com sorte este ano repete-se mas desta vez no Parque da Cidade do Porto para introduzir-nos ao possível novo álbum que está para vir.



A última vez que os Death From Above 1979 vieram a Portugal foi à edição de 2011 de Paredes de Coura. Estava previsto que voltassem em 2013 no Optimus Alive mas cancelaram o que deixa a banda que fez a música para o sample de "Untrust Us" (RIP Crustal Castles) em dívida para connosco. Se eles vierem ao NOS Primavera Sound só será provada mais uma vez que tudo é melhor no Porto.

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Rui Gameiro



Foi na primeira edição do Primavera Sound no Porto, em 2012, que os Spiritualized, a banda de space rock comandada por Jason Pierce responsável por um dos melhores álbuns da década de 90 — Ladies and Gentlemen We Are Floating in Space nos brindaram com a sua presença. Na altura vieram apresentar o seu álbum Sweet Heart Sweet Light. Era de valor que em 2015 regressassem à Invicta e tocassem algo novo em modo de preparação para o novo trabalho que está previsto para este ano, assim como os clássicos “Come Together”, “Broken Heart”, “Cop Shoot Cop” e mesmo a mais recente “Hey Jane”. O porto quer “dorgas”, por isso façam o favor de nos visitar.





A dupla americana de hip-hop, Shabazz Palaces, formada por Palaceer Lazaro e Tendai 'Baba' Maraire, que ainda em 2014 esteve em Lisboa a apresentar o seu mais recente Lese Majesty, no Jameson Urban Routes. Tendo em conta que o norte do país também merece ouvir o que de melhor se tem feito no hip hop experimental nesta década, seria um bom nome para se ouvir no palco Pitchfork a altas horas da noite.



Caso os The Strokes venham ao Porto nesta edição dos NOS Primavera Sound, a probabilidade de Julian Casablancas se fazer acompanhar pelo seu gangue conhecido por The Voidz é bastante alta. Em 2014 foram responsáveis por Tyranny, um disco controverso marcado por muitas experimentações, onde Julian dá asas à sua imaginação ao longo de mais de uma hora. “Human Sadness” é um dos destaque desse novo tralbalho, assim como “Where No Eagles Fly”onde o rock encontra uma vertente sci-fi. Mesmo sabendo que Julian às vezes parece um bocado preguiçoso no que diz respeito a actuações ao vivo, seria interessante ver e ouvir como é que este novo trabalho resulta ao vivo.

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Rui Santos



Após uma actuação em Lisboa o ano passado, o músico inglês poderá voltar ao nosso país este ano. O produtor é um dos grandes nomes da IDM da actualidade e foi o responsável por um dos melhores álbuns de música electrónica dos últimos anos: Immunity, lançado em 2013.
Seria uma escolha excelente para fechar o palco Pitchfork num dos dias do festival.

Estiveram em Portugal o ano passado antes de lançarem o seu último álbum, El Pintor.
O quinto longa-duração do trio (ex-quarteto) foi um dos melhores álbuns da banda - talvez mesmo o seu melhor - e marcou o seu regresso a uma boa forma, que não alcançavam há vários anos.
Se estiverem presentes no Porto esta Primavera, será um concerto a não perder!

Uma das mais celebradas reuniões realizadas o ano passado. Os American Football são os autores de um dos álbuns emo mais conceituados de sempre e irão proporcionar uma oportunidade única aos seus fãs, se estiverem presentes no NOS Primavera Sound. Esperemos que a sua estreia em Portugal seja confirmada esta sexta-feira.


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Sónia Felizardo


O Kevin Morby é certamente um artista a marcar presença na edição de 2015 do Primavera Sound. Não no dia de abertura, mas provavelmente nos fará companhia na tarde de sexta-feira ou sábado. Depois de uma estreia incrível em Aveiro, foi no Porto que nos despedimos com um abraço apertado e uma promessa de regresso. Será que o voltaremos a ver brilhar no Porto?



As Babes In Toyland marcaram os anos 90 na cena do punk-rock. As probabilidades da banda passar por Portugal são elevadas já que o trio de Minneapolis anunciou recentemente a reunião para uma tour Europeia, cuja passagem já tem data agendada para o vizinho de Barcelona.

Os The KVB já não são desconhecidos em terras portuguesas. O duo de post-punk composto por Nicholas Wood & Kat Day passou em 2013 pelo Porto e Bragança e encontra-se actualmente em tour europeia. As datas para o Primavera Sound de Barcelona já estão confirmadas. Resta agora saber se Portugal é também escolha para a apresentação de Out Of Body.


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Tomás Carneiro



Um dos cabeças de cartaz que enchia as medidas a muitos era sem dúvida alguma Antony and The Johnsons. A voz única e mágica de Antony Hegarty aliada aos bonitos instrumentais da banda que o acompanha com a noite no Parque da Cidade e temos uma combinação perfeita para um concerto lindo e memorável em que a perfeição de "Hope There's Someone" ou de "For Today I Am a Boy" entre muitas mais pode ser ouvida. E para o vosso bem, levem lenços.



Depois de nos terem trazido o álbum homónimo o ano passado e de cá terem passado na edição de 2014 do NOS Alive, se os Jungle marcarem presença no NOS Primavera Sound temos festa assegurada para a noite. Malhões como "Time" e "Platoon" prometem animar qualquer palco e nada melhor que acabar um dos dias a dançar.

Já desde 2008 que o caos dos icónicos alemães Einsturzende Neubauten não se faz sentir em Portugal. Uma das bandas mais geniais na arte de harmonizar barulho com início de carreira em 1980, os Einsturzende Neubauten com uma passagem no NOS Primavera Sound mostrariam a todo o público português de como o barulho é bem mais que barulho e temas imensos como " Feurio!" e " MoDiMiDoFrSaSo" são apenas dois exemplos do que esta banda conseguiu e ainda consegue.



:Fingers Crossed:

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