sábado, 14 de março de 2015

Gala Drop na próxima edição do CCBeat a 19 de Março


Os Gala Drop continuam em apresentação II, o seu mais recente disco, editado em 2014, e preparam-se agora para a despedida ao vivo depois de uma digressão europeia que começou em Portugal (Guarda), seguiu por Espanha, França, Bélgica, Inglaterra, Alemanha, Holanda  e Itália

Assim, no próximo dia 19 de Março a banda sobe ao Pequeno Auditório do CCB, em Lisboa, para um concerto com início às 21.00H.

Bilhetes: 11,00€ - 13,50€


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Vídeos da Semana #41


Esta semana há de vídeos mais cómicos, nomeadamente "Basem Sabry" de of Montreal, aos mais tristes como "The Fall" de Petite Noir. Há ainda o português White Haus com "All I Ever Wanted", a banda surpresa Vision Fortune e ainda o clipe animado de Deerhoof, tudo para ver abaixo.

 1 - White Haus - "All I Ever Wanted"

2 -  of Montreal - "Bassem Sabry"

3 - Vision Fortune - "Back Crawl II"

4 - Deerhoof - Tiny Bubbles

5 - Petite Noir - "The Fall"


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Kendrick Lamar divulga "King Kunta"

Kendrick Lamar divulgou "King Kunta", mais uma faixa do seu vindouro LP.
To Pimp a Butterfly é o novo trabalho do Rei Kendrick e tem data de lançamento prevista para o dia 23 deste mês.
Abaixo deixamo-vos com a capa, a tracklist de To Pimp a Butterfly e a sua terceira faixa, correspondente ao novo single "King Kunta".
Recordamos que Lamar já divulgou, a par de "King Kunta", as faixas "i"
"The Blacker the Berry"

To Pimp a Butterlfy's Tracklist:

1. Wesley’s Theory
2. For Free? (Interlude)
3. King Kunta
4. Institutionalized
5. These Walls
6. U
7. Alright
8. For Sale? (Interlude)
9. Momma
10. Hood Politics
11. How Much a Dollar Cost
12. Complexion
13. The Blacker the Berry
14. You Ain’t Gotta Lie (Momma Said)
15. i
16. Mortal Man

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sexta-feira, 13 de março de 2015

Concerto de B Fachada em Évora




Na sexta feira santa B Fachada irá fazer uma aparição por terras alentejanas e com ele traz uma mão cheia de canções novas, compostas durante o seu ano de celibato.

Depois de ter anunciado o Fim em 2013, está de volta com um novo álbum homónimo, saído no final de 2014.
Catorze são também os trabalhos anteriores do cantor, que com esta nova produção reaparece com uma roupagem bastante inspirada em Zeca, o Zé Mário, Fausto, ícones da história musical portuguesa que tanto os alentejanos prezam.
Oiça-se, por exemplo, “Já o tempo se habitua” de Zeca Afonso que B Fachada faz questão de elevar a património discográfico.

Marquem nas vossas agendas: 3 de Abril, por volta das 22h na Soir Jaa em Évora.
Os bilhetes custam 6€ e podem ser reservados através do email: pointlist.music@gmail.com

 Será, certamente, um concerto abençoado.

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Wolf Alice revelam pormenores de 'My Love Is Cool' e lançam novo vídeo


Na passada semana os Wolf Alice mostraram uma nova faixa, "Giant Peach" em função do anunciado álbum de estreia My Love Is Cool. São agora conhecidos os pormenores do novo álbum, a respectiva cover art e tracklist, e ainda o novo trabalho audiovisual para o já conhecido "Giant Peach".

My Love Is Cool,  tem data de lançamento prevista para o dia 22 de Junho, via Dirty Hit Records.


My Love Is Cool Tracklist:

1- Turn To Dust 
2 - Bros 
3 - Your Loves Whore 
4 - You’re A Germ 
5 - Lisbon 
6 - Silk 
7 - Freazy 
8 - Giant Peach 
9 - Swallowtail 
10 - Soapy Water 
11 - Fluffy 
12 - The Wonderwhy (Bonus Track)

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Waste Disposal Machine apresentam 'Debris' ao vivo


Os portugueses Waste Disposal Machine iniciam, no próximo sábado, uma série de cinco concertos que os levará a Leiria, Portalegre, Viseu, Lagos e Loulé. Estas cinco datas servem de promoção ao segundo álbum da banda, DEBRIS, editado em Maio de 2014 pela Thisco Records. O álbum pode ser ouvido de forma gratuita aqui

Todas as datas seguem abaixo, sendo que o primeiro concerto tem início já amanhã no Beat Club, em Leiria.

14 de Março: BEAT CLUB (Leiria) 
02 de Abril: QUINA DAS BEATAS | Centro de Artes do Espectáculo (Portalegre) 
04 de Abril: UNDERTINO | Estudantino Café (Viseu) 
22 de Maio: LAC | Laboratório de Artes Criativas (Lagos)
 23 de Maio: BAR BAFO de BACO (Loulé)


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Blur no Super Bock Super Rock


Após um grande concerto no Optimus Primavera Sound 2013, os Blur vão regressar a Portugal. A banda inglesa vai estar presente no Super Bock Super Rock, dia 17 de Julho.

Damon Albarn e companhia vão apresentar o novo álbum The Magic Whip, que sai dia 27 de Abril.

Estão também confirmados para o festival artistas como Noel Gallagher's High Flying Birds, dEUS, SBTRKT e Perfume Genius.


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Milhões de Festa com Michael Rother (Neu!), Cave Story e Live Low


Michael Rother é o novo nome a juntar-se ao cartaz da edição de 2015 do Milhões de Festa, onde apresentará o concerto Michael Rother plays Neu!, Harmonia & solo works. A notícia foi avançada esta noite pelo Público e, segundo a mesma fonte, o concerto incluirá ainda "reportório dos Neu!, temas dos Harmonia, e umas quantas aventuras a solo".

Ainda nas confirmações encontram-se ainda os caldenses Cave Story e os Live Low em apresentação de Tesla Tapes editado em 2015. 

O Milhões de Festa 2015 acontece entre 23 a 26 de Julho. Os bilhetes têm um preço 49,99€ [até 11 de Maio]. 




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Entremuralhas fecha cartaz e revela line up


Chegou ao fim a ansiedade: já é conhecido o cartaz da sexta edição do Entremuralhas a ter lugar no Catelo de Leiria. O anúncio foi dado ontem, via Unidade 304, e contou com quatro novas confirmações, e igualmente as últimas. Assim juntaram-se ao cartaz os franceses Igorrr, os alemães [:SITD:] e Art Abscons e para fechar, os russos Motorama a  trazerem na bagagem Poverty, o seu mais recente trabalho de estúdio. Juntamente com estes novos quatro nomes foi ainda revelada a programação por dias que pode ser consultada abaixo.

ENTREMURALHAS 2015

27 AGOSTO: 
LENE LOVICH BAND – 00h00 – Palco Corpo 
TYING TIFFANY – 23h00 – Palco Corpo 
PHANTOM VISION – 22h00 – Palco Corpo

28 AGOSTO: 
IGORRR – 01h30 – Palco Corpo 
[:SITD:] – 00h00 – Palco Corpo 
MOTORAMA – 22h30 – Palco Alma 
6 COMM – 21h00 – Palco Alma 
KELUAR – 19h00 – Igreja da Pena 
JORDAN REYNE – 18h00 – Igreja da Pena 

29 AGOSTO: 
LAIBACH – 01h30 – Palco Corpo 
AGENT SIDE GRINDER – 00h00 – Palco Corpo 
AND ALSO THE TREES – 22h30 – Palco Alma 
ART ABSCONS – 21h00 – Palco Alma 
ASH CODE – 19h00 – Igreja da Pena 
A DEAD FOREST INDEX – 18h00 – Igreja da Pena 

Preços
Passe de 3 dias: 60€ || 80€ c/estadia (Até 30 de Abril). 
Dia 27 de Agosto: 20€ 
Dia 28/29 de Agosto: 35€ 
Dia 28+29 de Agosto: 60€

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Clan Of Xymox regressam a Portugal em setembro


Formados nos anos 80, na Holanda, os Clan Of Xymox constituem uma das maiores referências dos referidos anos da consagrada editora 4AD, ao lado de nomes como Bauhaus, Cocteau Twins, Dead Can Dance, Pixies, entre outros, tendo-se tornado pioneiros no estilo que posteriormente seria reconhecido com darkwave.

 Depois de uma série de passagens por Portugal, a banda regressa agora a 13 setembro ao Hard Club Porto, para um concerto único com a assinatura, mais uma vez, da grande promotora portuense Muzik Is My Oyster. Na bagagem trazem Matters of Mind, Body and Soul, álbum editado em Fevereiro de 2014.


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quinta-feira, 12 de março de 2015

Linda Martini em entrevista: "Estamos [...] com vontade de ter um disco feito este ano"



Após anunciarem a reedição dos EPs e álbuns até à Casa Ocupada e, em promoção dos mesmos, de um ciclo de concertos no mês de Março, ficámos com vontade de conversar com os Linda Martini.
Patos, cágados e o sino da Basílica da Estrela a badalar o meio-dia. Foi este o ambiente de fundo que envolveu a conversa solarenga que a Threshold Magazine teve com a já aclamada banda. Sabemos que um dos membros está fora, em tour com PAUS, mas a Cláudia Guerreiro (baixista) e o Pedro Geraldes (guitarrista) mantiveram-se em território nacional e dispuseram do seu tempo para nos responder a algumas questões.
Foi algo assim:

Threshold Magazine: Como é que acham que a banda evoluiu ao longo dos anos? Acham que o vosso processo criativo sofreu alterações?

Cláudia Guerreiro: Houve alterações, naturalmente, porque nós crescemos. Tínhamos vinte e poucos anos, agora temos trinta e poucos. É natural e desejável que algumas coisas mudem, senão ficaríamos parados no tempo. Quanto ao processo criativo, mudou porque entretanto perdemos um elemento pelo caminho.

Pedro Geraldes: Perdemos um interveniente. Mas o processo criativo mudou?

CG: Mudou um bocadinho. O facto de teres menos uma pessoa faz com que seja menos complicado [risos]. Descomplicas um bocadinho. Sai uma guitarra. O espaço que três guitarras ocupam é diferente do que o que ocupam duas. Mas o processo criativo é o mesmo.

PG: Tem sido mais ou menos o mesmo. Cada um tem as suas ideias e tentamos juntá-las num bolo apetecível. Para nós, pelo menos.

CG: Fazemos primeiro a música e no fim a letra, isso continua a ser igual. Raras vezes acontece o contrário. Tirando essas pequeninas coisas, continua mais ou menos a mesma coisa.

PG: Houve uma evolução porque também nos fomos conhecendo melhor como pessoas e como músicos. Como as nossas linguagens podem interagir, o que podemos contar uns dos outros e o que cada um pode dar. Há sempre surpresas, mas a evolução foi mais nesse sentido.

CG: Continua a aparecer tudo em ensaio.

PG: Há ideias que podem vir mais ou menos elaboradas de casa, mas depois passa tudo pelos nossos filtros e, coisas que vêm duma forma podem ficar doutra, completamente diferente. A composição é conjunta, desde o início.

TM: O facto de estarem a ensaiar para o ciclo de concertos no Musicbox trouxe-vos alguma nostalgia dos tempos em que eram uma banda menos mediática? Dos tempos em que tocavam em espaços mais pequenos?

CG: Nós continuamos a tocar em espaços pequenos, tanto é que vamos tocar no Musicbox. É um espaço para duzentas e poucas pessoas, a diferença é que vão ser três concertos. Mas continuamos a fazer esses concertos. Ainda no ano passado demos três concertos em Coimbra, Porto e Maia em salas deste tipo. Não passámos a ser uma banda de festival, só. Tocamos em festival, mas continuamos nos espaços pequenos, portanto essa parte da nostalgia não existe porque nunca deixámos de fazer isso. Nostalgia com as músicas… Continuámos a tocar as mesmas músicas, são poucas aquelas que nós nunca mais revisitámos. Por isso nostalgia acho que não se aplica.

TM: Temos na nossa equipa quem já tenha visto Linda Martini pelo menos 10 vezes. O que é que um fã acérrimo pode esperar de novo deste ciclo de concertos?

PG: O que garantidamente pode esperar são os discos tocados na íntegra, nós nunca garantimos isso quando damos concertos [risos]. Dependendo do dia em que vai, pode esperar alguns inéditos ao vivo que nós não costumamos tocar ou que nunca tocámos até então.

CG: Que basicamente só vai acontecer no primeiro dia.

PG: Sim, vai acontecer mais no primeiro dia. No segundo, temos o “Quarto 210” que também é uma música que não costumamos tocar. Já fomos tocando. Mas normalmente é mais esquecida por nós e o pessoal até costuma pedir para tocarmos.

CG: No fundo, as músicas que ficam esquecidas desta vez vão estar lá todas.

PG: Acho que é o factor mais especial do concerto é esse. Tocarmos os discos na íntegra e saber que aquelas músicas vão ser tocadas.

CG: E além disso vamos ter os discos à venda. Também é uma coisa que acontece poucas vezes.

PG: Vamos ter merchandise novo, também.

CG: Vamos ter uma banca que vai parecer que estamos na H&M.

PG: Temos umas coisas novas fixes. Vai ser um concerto de Linda Martini. Estamos com vontade e esperamos que seja divertido que o público esteja lá connosco também.

TM: Vão tocar algumas músicas, por exemplo, do EP Marsupial, que incluem instrumentos pouco comuns na vossa sonoridade. Como é que se estão a preparar para interpretá-las?

PG: No Marsupial tens a “Intrusa” que tem um beat electrónico e tem um trompete. Nunca a tocámos ao vivo, nem sequer a gravámos ao vivo porque era uma coisa muito feita em casa, uma ideia muito simples que achámos piada e quisemos utilizar no disco. Mas temos uma versão tocada pela banda. Não a tínhamos, tivemos que preparar.

CG: A verdade é que nem para o disco fizemos isso.

PG: Pois, no disco era o beat, uma guitarra por cima e um trompete.

CG: A única pessoa que tocou aquela música foste tu [Pedro Geraldes].

PG: Sim. Agora temos uma versão disso ao vivo e como banda. Estamos a ensaiar. Eu não costumo tocar trompete e nessa música faço aquela linha de trompete. Aquilo às vezes sai-me bem outras vezes não [risos], mas seja o que deus quiser. Depois temos  outra, a “Parada”, que também tem umas nuances um bocado diferentes daquilo que costumamos fazer… estamos a ensaiar.

CG: Sim, aquilo tocava-se em Korg, teclado, e agora adaptou-se para a guitarra. Portanto basicamente foi adaptar aquilo a concerto e a quatro pessoas. Sem magia de técnicos [risos], vai ser mesmo só o que conseguirmos fazer e pronto.

TM: Em 12 anos de existência, sentem que houve algum momento em que sentiram que cumpriram aquilo que idealizavam para a banda? O sentimento de dever cumprido?

CG: Eu acho que nós sentimos isso a cada álbum e ao mesmo tempo não. Se o sentíssemos completamente, parávamos e não fazíamos mais. Mas se não sentíssemos também não continuávamos. Portanto, eu acho que quando constróis e lanças um álbum sentes que cumpriste o teu objectivo.

PG: Sim, é bom esse sentimento de missão cumprida mas nós também nunca definimos objectivos claros… Queremos ter isto ou aquilo. Há esse sentimento geral de que as coisas estão a correr bem e sentimo-nos gratos e satisfeitos connosco próprios. Por outro lado há sempre uma insatisfação. Acabas de gravar um disco e ficas sempre naquela… epa isto não saiu bem como eu queria, vamos lá fazer o próximo, para ir mais por aqui ou para tentar explorar mais aquilo ou aqueloutro. Eu acho que é isso que nos faz querer continuar a fazer e fazer diferente.

CG: Ah, houve um objectivo que foi cumprido… Temos finalmente os discos todos em vinil [risos].

TM: Houve algum concerto que vos ficou na memória como o melhor que já deram até agora?

CG: Nós costumávamos responder uma coisa a essa pergunta, mas entretanto deixámos de responder essa mesma coisa, porque são tantos concertos que… epa os concertos não são perfeitos, longe disso. Não são todos incríveis do princípio ao fim. Imagina, hoje dás um concerto incrível mas amanhã vais dar outro e também pode ser incrível. Nós costumávamos dizer que o Paredes de Coura de 2007 tinha sido ‘o concerto’. E tinha, porque nunca lá tínhamos tocado e foi inesperado. Não aconteceu nada demais, mas para nós foi demais. Tínhamos muito público, não estávamos à espera de tanta gente. Toda a gente a cantar e a reagir muito bem naquele espaço muito bonito, mas a verdade é que a sensação desse concerto já foi superada algumas vezes, não sei se por algum em especial…

PG: Há concertos em que há qualquer coisa que se alinha e são mágicos. Há qualquer coisa especial. Outros que não, não sei se depende de nós, provavelmente sim, mas não sei muito bem do quê. 

CG: No fundo estamos no mesmo país, com o mesmo público, com os mesmos hábitos, com os mesmos promotores, as coisas acontecem mais ou menos sempre da mesma maneira. Quando fomos para Barcelona sentimos diferença, não propriamente pela positiva. Quando mudas de ambientes sentes mais essas diferenças, mas eu acho que enquanto estivermos por aqui… A verdade é que talvez os concertos mais pequenos marquem mais…

PG: Maus Hábitos, eu ia falar nisso. O concerto que demos no Maus Hábitos, o ano passado, foi incrível mesmo. Foi a loucura, uma sala muito pequenina, calor, o pessoal a transpirar por todo o lado.

CG: O concerto esteve para não acontecer depois de cair um granizo absurdo.

PG: Choveu dentro da sala, nós pensámos que já não ia haver concerto. Entretanto acreditámos que a coisa se ia resolver, com um optimismo que o pessoal olhava e dizia – hum, não vai dar… [risos]. Já estava quase a chover em cima dos amps e nós a pensar… epa se calhar vamos ter que pensar em cancelar o concerto. Mas ele acabou por acontecer e foi incrível. Dos concertos assim mais recentes acho que esse foi dos mais fortes.

CG: Mas antes disso tínhamos tocado no Ritz, no ano anterior, em Maio, e foi incrível. As coisas vão sendo substituídas por novas memórias. O que é fixe… não ficamos presos a uma memória antiga de “ai nessa altura é que era”.

TM: Lembram-se de algum sítio onde gostassem muito de tocar mas que ainda não tenham tido oportunidade?

CG: No mundo? [risos].

TM: No mundo! Nunca pensaram fazer uma tour europeia?

PG: Gostávamos de tocar no Brasil! Pensamos muitas vezes nisso.

CG: Eu gostava de tocar em todo o lado, só que lá está… o espaço é fixe, mas se tu chegas lá e não tens ninguém porque ninguém te conhece não é fixe. Por isso, sim curtia, mas também gostava de ter muito público, onde quer que fosse.

PG: Gostávamos de tocar no Coliseu. Aqui em Portugal acho que era fixe. Um dia, quem sabe quando. Se tocássemos no Coliseu era bom sinal.

CG: Não é uma coisa muito difícil de conseguir, mas já se sabe que ficas em dívida com a sala.

PG: Sim, é mais pelo espaço… a mística… Mas eu continuo a insistir, eu adorava ir tocar ao Brasil. Rio de Janeiro, São Paulo…

TM: Hão-de lá ter os vossos fãs…

CG: Sim, eu acho que sim. Há muita gente do Brasil a vir falar connosco. Era lindo. Ainda por cima já tivemos contactos nesse sentido e depois nunca acontece nada, é frustrante. Mas, para já, não me importava de começar a sair de Portugal continental [risos]. Ir para as ilhas… Devia ser muito mais fácil e parece que não. Já estive a fazer um ‘pressingzinho’ este ano… estou a trabalhar nisso [risos].


TM: Como foi partilhar o palco com bandas como os míticos The Jesus and the Mary Chain e Sonic Youth?

CG: Isso de partilhar palcos é um bocado um mito. A banda está cansada, eles vêm de tour, querem é descansar.

PG: Cada um está no seu camarim. Podes-te cruzar com eles… cruzei-me com o Thurston Moore e com a Kim Gordon. Aconteceu quando nós tocámos no Paredes de Coura, em 2007, no concerto que a Cláudia falou há pouco, e em que partilhámos o palco com Sonic Youth. E foi tipo… ainda no outro dia estávamos a ensaiar na garagem, íamos tocar às casas ocupadas da vida, em circuitos muito pequeninos, e super felizes com a coisa… de repente estamos aqui a tocar com Sonic Youth no mesmo palco. Dá-te assim um choque forte e relativizas tudo. Ficas tipo wow… [risos] alguma coisa está a correr mesmo bem. Tocámos também no Alive com uma banda que gosto muito, TV On The Radio. Mas depende das pessoas, eu não sou aquele tipo de gajo que gosta de ir ter com eles e dizer – olá, então tudo bem? Adoro a tua banda e tal. Mas é prestigiante de alguma forma.

CG: É fixe, mas a verdade é que a interacção não acontece. Também porque nós não somos gajos chatos, nem temos nada para dizer. Vou lá dizer o quê? “Eh olá, curto bué o teu trabalho”. E o gajo vai ficar… eh pa, boa… fixe [risos]. Mas com Sonic Youth, por acaso, acho que o Hélio no fim falou com o baterista e o gajo era o maior bacano da vida. Só que é isso, não queremos chatear. Se nós próprios estamos cansados e estamos mais numa de estar no nosso camarim, imagina eles que vêm de tours.

PG: E já são velhotes… [risos]

CG: Se falasses de Nirvana… aí se calhar respondia-te doutra maneira.


TM: Numa altura em que catalogar uma banda só pelo género rock parece algo vago, vocês consideram-se uma banda de rock ou algo mais?

PG: Consideramo-nos uma banda rock. Mas também quantos estilos é que existem dentro do rock? Quantas formas de tocar rock é que existem? Eu percebo a necessidade de meter a coisa dentro duma caixinha, mas nós próprios tentamos não fazer isso. Tentamos não ser só uma coisa. Não queremos ser limitativos e estar a impor essas restrições logo à partida.

CG: Mas é normal que te ponhas numa gaveta bem larga como é a do rock. Porque se alguém quiser procurar novas bandas do género…

PG: Sim, claro. Somos uma banda rock. De guitarras, baixo, distorções, bateria. Estava era a contrapor um bocado a ideia de termos que especificar, dentro do rock, qual é o que nós fazemos. Nós tentamos não o fazer.

CG: Até porque num álbum podemos ir para outro tipo de rock. Se falares do Marsupial e do Casa Ocupada, são dois discos muito diferentes. Diferentes tipos de rock. Por isso acho que rock serve perfeitamente.


TM: Como é que lidaram com o mediatismo de Turbo Lento?

CG: Bem. Sabemos que a coisa foi mais divulgada, saiu em mais jornais ou revistas, mas a verdade é que não foi assim tão mais diferente. Não estamos no programa da manhã da RTP. Isso também são tudo opções nossas, não que tenha havido algum convite. Também decidimos para onde é que queremos disparar e o que nos interessa. Não foi muito diferente daquilo que tínhamos e do que esperávamos.

PG: Tem sido gradual. De álbum para álbum temos tido um pouco mais de atenção. Nunca houve aquele momento em que dum momento para o outro ficámos super conhecidos e estávamos no programa da manhã ou a ser falados na televisão a toda a hora. As coisas vão acontecendo e nunca houve essa surpresa de termos de nos adaptar porque toda a gente nos conhece na rua. Somos bastante discretos, até. A coisa vai acontecendo e temos tido visibilidade.

TM: Já têm músicas novas ou há planos para um novo álbum brevemente?

PG: Já, já temos algumas músicas na manga. Nenhuma delas completa. Temos planos para novo álbum, só precisamos de fazer as músicas [risos].

PG: Sim já temos ideias de músicas. Temos algumas fechadas… duas ou três, uma ou duas.

CG: Fechámos, mas sem letra.

PG: Sim, fechámos instrumentalmente. Se é aquilo que vai ficar no final… ainda estamos muito no início e estamos com vontade de explorar outras ideias e tentar outras abordagens. Estamos a compor. Estamos focados nisso e com vontade de ter um disco feito este ano. Quando é que sai e se vai estar feito, não sabemos. Mas temos esse objectivo e estamos a trabalhar nisso.

TM: Alguma vez pensaram em editar um álbum do tipo greatest hits?

[risos]
CG: Vinte anos, vinte canções. Talvez quando tivermos vinte anos.

PG: Preferia que não, sinceramente [risos].

TM: Para terminar, queremos saber o que têm andado a ouvir nas últimas semanas.

CG: Eu ando com um problema. Não consigo sair do médio oriente. Cada vez que vou ouvir música só me dá para ouvir coisas tipo Tinariwen, Ali Farka, Mariem Hassan… É só pessoal que eu quase nem sei o nome. Mas só me apetece ouvir aquele rock do Mali, do médio oriente. Não sei, estou um bocado agarrada a isso.

PG: Tenho ouvido o primeiro álbum de Suicide, acho fixe. Aline Frazão, também. A Tribe Called Quest… tenho ouvido música. Há fases em que vais ouvindo mais um tipo de música, como a Cláudia estava a dizer, mas tenho ouvido música dispersa. De Suicide, tenho curtido muito o primeiro álbum deles.

CG: Se o Hélio estivesse aqui dizia-te logo uma série de discos que tinham acabado de sair.

PG: Sim, eu só oiço música antiga.

TM: É tudo. Obrigada pela disponibilidade e até à próxima.

Aqui ficam as datas dos próximos concertos:

19 Mar – Teatro de Vila Real, Vila Real (estreia)
20 Mar – Teatro Municipal da Guarda, Guarda (estreia)

21 Mar – Teatro Aveirense, Aveiro (estreia)
26 Mar – Musicbox, Lisboa (“Linda Martini” + “Marsupial”)
27 Mar – Musicbox, Lisboa (“Olhos de mongol”)

28 Mar – Musicbox, Lisboa (“Casa ocupada”)

(as datas para o Musicbox já esgotaram)


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Villagers revela pormenores de 'Darling Arithmetic'


Darling Arithmetic é o novo álbum de Villagers, previamente anunciado, e que vê agora avançados os seus pormenores, nomeadamente a cover art e respectiva tracklist. Para além dos referidos, Conor O’Brien, o principal nome por trás do projecto, avançou ainda com um novo single de avanço, "Hot Scary Summer" que sucede o já conhecido "Courage".

Darling Arithmetic tem data de lançamento prevista para 13 de Abril, via Domino Records.



Darling Arithmetic Tracklist:

1 - Courage 
2 - Everything I Am Is Yours 
3 - Dawning On Me 
4 - Hot Scary Summer 
5 - The Soul Serene 
6 - Darling Arithmetic 
7 - Little Bigot 
8 - No-one To Blame 
9 - So Naïve

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