sábado, 11 de abril de 2015

Vídeos Da Semana #44


Abril abriu com muitos festivais novos por Lisboa e uma aposta em novos eventos, de cariz cultural, no Porto, com concertos grátis na Estação de São Bento. A nível internacional, além do Coachella, continua a apostar-se nos trabalhos a nível audiovisual. Abaixo para ver há, novos vídeos de Agent Side Grinder, Torres, Will Butler, Pallbearer e Mustache e os Apaches.

1 - Agent Side Grinder - "Giants Fall"

2 - Torres - "Sprinter"

3 - Will Butler - "Something's Coming"
3 - Pallbearer - "Watcher In The Dark"

5 - Mustache e os Apaches - "Todo Trem"

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Playlist: Warm-Up Indouro Fest


Entre 2 e 3 de Maio decorre em Gaia a primeira edição do Indouro Fest, o novo festival de música alternativa que promete revolucionar a cena underground no primeiro fim-de-semana de Maio. Os elogios não são demais e basta olhar para o cartaz de luxo para atingir a noção de que faltar a este evento implica perder bandas que tão depressa não marcarão presença em território nacional. Assim, e em modo aquecimento para o que acontecerá na cota superior da zona histórica de Gaia, no local emblemático do Mosteiro da Serra do Pilar (Palco 1) e no Jardim do Morro (Palco 2), segue abaixo uma playlist do melhor a não perder. São dez bandas, para começar a aquecer.
Os bilhetes diários têm um preço de 32€ e os bilhetes gerais custam 55€.

1 - Clinic - "The Equalizer"

2 - Tristesse Contemporaine - "Hell Is Other People"

3 - Whistlejacket - "March Hare"

4 - Yuck - "Get Away"

5 - Lur Lur - "Prayer"

6 - White Haus - "How I Feel"

7 - TOY - "Motoring"

8 - Electric Litany - "Feather Of Ecstasy"

9 - The Lost Rivers - "Fall"

10 - Rainy Days Factory - "Sorry"

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sexta-feira, 10 de abril de 2015

Reportagem: Sound Bay Fest - Room 5 [Lisboa]

A Threshold Magazine foi no passado dia 4 de Abril assistir à primeira edição do Sound Bay Fest, no Room 5, Cais do Sodré. O evento contou com a participação de várias bandas portuguesas tais como The Japanese Girls, Stone Dead, Black Bombaim, Killimanjaro e Jibóia. Cinco foram as bandas internacionais presentes, com grande destaque para os Radio Moscow, The Picturebooks e Tweak Birds.

Os The Japanese Girl, banda que marcou presença na terceira edição do Cosmis Mess,foram os primeiros a entrar em palco, meia hora depois do previsto devido a alguns atrasos na organização. O trio nortenho formado por Bruno, Corinna e Emanuel deram um bom concerto tendo em conta que o público ainda estava a chegar à sala, interpretando alguns temas do seu mais recente registo A Tea with Tiggy Kasumi. Com um sonoridade entre o garage e o psicadélico, fizeram-nos lembrar a espaços os Murdering Tripping Blues.
Como a fome já apertava tirámos uns minutos para ir jantar, pelo que perdemos algumas músicas da actuação dos espanhóis 1886. O concerto foi morno e caracterizado por um hard rock genérico com algumas influências psicadélicas.
Os terceiros a actuarem foram os Stone Dead, banda de Alcobaça que também esteve presente na terceira edição do Cosmic Mess. Podemos afirmar que foi aqui que começou o verdadeiro aquecimento para o que aí vinha, com o público a começar a sentir o rock nas veias. O quarteto interpretou temas do seu último The Stone John Experience, editado em 2014, destacatando-se músicas como “Evil Monkey” e “Stone John”. Consideramos que os Stone Dead são uma grande promessa do stoner rock português e isso foi bem visível na sua actuação, por isso no futuro só podemos esperar boas novidades destes rapazes.
Às 22h30, os franceses Libido Fuzz entraram em palco. O trio que acompanhou os Radio Moscow na sua tour europeia, veio apresentar temas do seu EP editado em 2013 We’re a Heavy Psychedelic Boogie Band, título que define a sua sonoridade na perfeição. Nesta altura já o público se encontrava electrizado com o fuzz e os riffs distorcidos que ecoaram no Room 5. O principal destaque da actuação vai para a interpretação do tema “I Was Made on the Desert Road”.
Por volta das 23h15 entraram em palco os barcelenses Black Bombaim. O que se passou nos próximos 45 minutos pode ser descrito como uma espécie de transe. O trio constituído por Ricardo na guitarra, Senra na bateria e Tojo no baixo interpretou na íntegra o seu último álbum editado em 2014, Far Out. Foi sem dúvida alguma um dos melhores concertos do festival, envolto numa atmosfera recheada de distorção e heavy riffs, com a bateria a ter um desempenho notável. Em suma, estamos perante a melhor banda de stoner rock nacional e uma das melhores da Europa.
Depois de problemas técnicos que ocuparam alguns minutos, o duo alemão de guitarra e bateria, The Picturebooks, começou o seu primeiro concerto em Portugal, mostrando um puro blues rock, mas muito mais pesado. Começaram o concerto com “PCH Diamond”, tema do último álbum Imaginary Horse, e desde logo Fynn Claus Grabke se mostrou incansável, tocando guitarra com uma energia e emoção que veio a rasgar com a atmosfera stoner que pairava. O concerto seguiu, com Philipp Mirtschink sempre em grande na bateria, e depois de uma paragem de 30 segundos devido a mais problemas técnicos, o duo impressionou o público com uma cover de Madonna, “Lucky Star”, uma cover pesada bem ao nível do concerto. A banda acabou o concerto com a sua música mais ouvida, “Your Kisses Burn Like Fire”, o que certamente agradou aos maiores fãs, concluindo assim um excelente concerto que fez com que o público se começasse a mexer. 
À 1h20, os Radio Moscow entraram em palco e podia advinhar-se o que ia acontecer na próxima hora. O público ansioso celebrou com aplausos e assobios que inundaram o Room 5, prometendo assim a festa na próxima hora. Os Radio Moscow, compostos agora por Parker Griggs, Anthony Meier e Paul Marrone começaram assim mais um concerto em Portugal, mostrando o seu psych rock muito ao estilo de Led Zeppelin, com músicas de longa duração (a chegar aos 10 minutos) e solos duradoros, mas sem saturar os fãs, pois Parker Griggs pôs uma energia na guitarra de tal forma que fez os presentes vibrar completamente com o concerto, perdendo a noção de “tempo”. Ambiente era então de festa, como previsto, e não demorou muito até o moshpit e o crowdsurfing rebentarem em força, o que acabou por durar o concerto todo, rara sendo a oportunidade para descansar. Foi neste ambiente que o concerto foi rumo ao fim, passando por músicas do álbum Brain Cycles, como “250 Miles” e “No Good Woman”, esta última que serviu para fechar a actuação do trio americano de quase uma hora, e com muito sucesso, o suor a pingar e os sorrisos que as pessoas tinham na cara no final comprovaram que este foi, claramente, o grande concerto da noite. 
Pouco tempo já os Killimanjaro se encontravam em palco. O trio de Barcelos, que marcou presença na primeira edição do Cosmic Mess, veio dar o seu último concerto de uma longa tour europeia ao Sound Bay. O recinto esvaziou um bocado depois de Radio Moscow, mas isto não impediu a banda de ser destruidora em palco, mostrando o seu heavy-rock com influencias de thrash-metal, pesado e cheio de energia, que pós as pessoas mais cansadas e resistentes de Radio Moscow a malhar, mesmo esta tendo sido uma festa mais reduzida. O concerto acabou com o agradecimento sentido da banda, que mesmo vindo de uma longa tour pelo “velho continente”, ainda teve forças para dar um concerto fantástico na capital. 
Depois de uma passagem extensa por Portugal, os Tweak Bird passaram por Lisboa para dar o seu último concerto nacional antes de seguir caminho para outras terras. Antes de começar, o duo americano simpatizou com os presentes enquanto fazia o soundcheck, falavam alegremente e à vontade com as pessoas atrás da mesa de mistura, e depois de uma introdução feita em uníssono pelos dois membros da banda, sempre bem dispostos, o concerto teve ínicio. Os dois irmãos Bird distribuiram o seu blues rock pesado por um público mais cansado e reduzido, que mal respondia ao fuzz que inundava o Room 5, estava agora uma atmosfera fraca, fruto das horas a que a banda actuou. No tempo que estiveram em palco, Ashton e Caleb Bird passaram por musicas como “Weird Oasis”, “Greens”, e “She Preach”, todas elas pertencentes a Any Ol' Way, o último álbum da banda. Mas infelizmente, a mando da organização, os Tweak Bird abandonaram o palco antes do previsto, concluindo assim um concerto que poderia ter sido muito melhor, se tivesse tido uma melhor hora, e por consequente, um melhor público.
Jibóia, que vai passar pelo Cosmic Mess IVno próximo dia 22 de Abril, foi dar o último concerto do Sound Bay para pôr toda a gente que restava em transe. Oscar Silva (aka Jibóia) é único, o estilo psicadélico que criou, juntando as suas raízes hindu com a sua dedicação entre guitarra e sintetizador, é algo de especial, pois Jibóia pôs todos os presentes no Room 5 a dançar sem controlo às 4h da manhã, mesmo estando o reduzido público cansado de uma noite cheia de concertos. Oscar ia largando os riffs da sua guitarra distorcida para se dedicar completamente à voz e as teclas, o ambiente era surpreendentemente de festa, para as horas altas que eram. Jiboia decidiu terminar a actuação com “Kungpipi”, música que está presente no seu primeiro EP, concluindo assim um concerto que acordou os poucos sobreviventes do festival para dançar.
Às 4h30 deu-se início a uma sessão de DJ set mas com o cansaço acumulado e com os almoço de Páscoa já no pensamentos, dirigimo-nos para casa com a sensação de que a primeira edição do Sound Bay Fest teve uma organização à altura e cá estaremos se para o ano quiserem repetir. 

Texto: Rui Gameiro e Tiago Farinha
Fotografia: Rui Gameiro

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Jacco Gardner em Portugal


Jacco Gardner vai regressar a Portugal em Maio. O holandês estará no Musicbox, em Lisboa, dia 16 de Maio, e no Hard Club, no Porto, dia 17.

O músico vai apresentar o seu próximo álbum, Hypnophobia, que será lançado dia 4 de Maio.

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Tape Junk editam segundo disco a 11 de Maio


Em 2013, os Tape Junk lançaram The Good & The Mean disco editado pela Optimus Discos que rapidamente recebeu elogios bastante positivos da crítica especializada e igualmente do público. Agora os Tape Junk estão de regresso, através de um segundo disco homónimo a ser editado no próximo mês. "Six String And The Booze", o segundo single de avanço pode ser ouvido abaixo, juntamente com o respectivo vídeo.

Segundo a nota de imprensa, "O facto do disco ter sido registado num espaço relativamente pequeno, sem qualquer isolamento dos instrumentos, e dos músicos apenas conhecerem metade das músicas que iam gravar quando chegaram à aldeia de Alvito foi algo que imprimiu uma particular energia e espontaneidade às gravações. O resultado é um álbum mais cru e mais imediato."

Tape Junk, que viu a sua data de lançamento inicial adiada,  sairá agora a 11 de Maio via Pataca Discos.


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"Songwriter's Circle" leva três nomes ao Musicbox Lisboa a 20 de Abril


No seguimento das residências artísticas em que vão estar envolvidos no Westway LAB 2015, em Guimarães, Fabrizio Cammarata, cantautor Siciliano, e Vítor Hugo, dos Moonshiners regressam a Lisboa e trazem consigo outros artistas para reforçar uma noite centrada nas canções, letras e música, de três projectos: Moonshiners, Fabrizio Cammarata e Inmyths. Pretende-se que seja uma noite intimista com showcases de trinta minutos num momento de grande cumplicidade com o público. 

Dia 20 de Abril marca o regresso de Fabrizio Cammarata a Portugal, e o lançamento digital do novo EP dos Moonshiners: Good News For Girls Who Have No Sex Appeal.Os concertos realizam-se no Musicbox e os bilhetes para o evento custam 5€. 

MOONSHINERS (PT) 24:00 H
FABRIZIO CAMMARATA (IT) 23:15 H
InMYTHS (PT) 22:30H

20 de abril | 22:15H | Musicbox, Lisboa



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