sábado, 25 de abril de 2015

Westway LAB festival confirma 3ª edição para Abril de 2016

Fotografia: Os Fredericos
No seguimento do trabalho desenvolvido e dos resultados atingidos, está confirmada a terceira edição do festival Westway LAB no Centro Cultural Vila Flor em Guimarães a realizar-se em Abril de 2016. O conceito inovador do Westway LAB vai manter-se na próxima edição, incorporando as várias vertentes que o compõem: residências artísticas, talks e concertos que promovem a aproximação do festival com a comunidade local e promovem a divulgação dos artistas junto de um público internacional. 

A segunda edição do Westway LAB festival 2015 decorreu de 10 a 18 de Abril no Centro Cultural Vila Flor em Guimarães e trouxe concertos de Sensible Soccers, Noiserv, Blaudzun e Mr. Herbert Quain que encerraram o  festival.


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STREAM: Veil Of Light - Head​/​Blood​/​Chest


Após avançarem com "Purple" como primeiro single de avanço do novo EP Head/Blood/Chest, os Veil Of Light disponibilizaram esta semana o sucessor de Ξ (2014), para audição na íntegra via bandcamp da banda. Head/Blood/Chest foi editado a 23 de Abril via Beläten e pode agora ser ouvido abaixo.


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King Dude lança dois novos singles do novo LP


King Dude volta a Portugal em Maio e até lá continua a mostrar o resultado de Songs of Flesh & Blood - In The Key of Light, o seu mais recente anunciado álbum de estúdio, através das canções que o compõem. Assim, depois de avançar com "Death Won't Take Me", King Dude mostra agora "Desolate Hour" e "Rosemary".

Songs of Flesh & Blood - In The Key of Light tem data de lançamento prevista para 18 de Junho, pelo seu próprio selo Not Just Religious Music.



Songs of Flesh & Blood - In The Key of Light Tracklist:
1. Black Butterfly 
2. Deal With The Devil 
3. Death Won't Take Me 
4. Rosemary 
5. A Little Bit of Baby Gonna Make Me Wanna Live Again 
6. The Heavy Curtain 
7. Desolate Hour 
8. I Don't Wanna Dream Anymore
 9. Holy Water 
10. You Know My Lord 
11. Silver Crucifix

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Mac DeMarco lança Mini-LP em Agosto


Esta semana Mac DeMarco anunciou Another One um mini álbum composto por oito canções que sucederá assim o seu terceiro trabalho de estúdio Salad Days (2014). Este novo mini LP serve de mote à tour massiva de cinco meses que o cantor anunciou no mesmo dia e que terá passagem por Portugal em mais uma edição do NOS Primavera Sound. Em baixo é possível ver o novo vídeo que detalha o processo de composição deste novo trabalho.

Another One tem data de lançamento prevista para 7 de Agosto via Captured Tracks.


Another One Tracklist: 
01 - The Way You'd Love Her 
02 - Another One 
03 - No Other Heart 
04 - Just Put Me Down 
05 - A Heart Like Hers 
06 - I've Been Waiting For Her 
07 - Without Me 
08 - My House by the Water

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[Review] Mikal Cronin - MCIII


MCIII // Merge Records // Maio de 2015
5.7/10

Mikal Cronin já não é desconhecido, e, depois de dois álbuns bem recebidos pela crítica, o norte-americano volta a apostar numa instrumentalização denotada por sobre o seu vibe garage, inicialmente apresentado no álbum homónimo. No entanto o seu registo habitual nunca é abandonado, e Mikal Cronin volta a apostar num álbum de baladas, enriquecidas instrumentalmente, que tendem como resultado a um paralelismo entre trabalhos, o que faz deste novo registo como que, uma continuação de MCII (2013).

Em MCIII há uma tendência mais notada para o folk, embora Mikal Cronin sempre o embale com o seu toque power pop já anteriormente tecido no seu segundo álbum, afinal está comprovado os seus trabalhos em Ty Segall Band, e o fuzz abusivo estão de certa forma excluídos deste novo registo. A guitarra garage-folk de Mikal Cronin (2011) parece estar mais calma, mas mais bem trabalhada como se pode ouvir em "i) Alone". Mikal Cronin mantém o seu toque pessoal e continua a manter presente essa sonoridade avançada no álbum de estreia. "ii)Gold", é uma prova, auditiva, e para além de manter a sua sonoridade fiel, o músico norte-americano agarra naquilo que aprendeu com Ty Segall e aplica-o de uma forma bastante interessante por volta dos dois minutos e quarenta e cinco de avanço. A guitarra, de toque japonês, é embebida nos clássicos riffs distorcidos da guitarra eléctrica num final que se apresenta repentino, mas extasiante e a desejar mais. O grande single de MCIII é "iv)Ready", faixa que abre com aquilo em que Mikal Cronin é bom a fazer, a tocar guitarra. E apesar da composição base extremamente simples, acontece magia por volta dos dois minutos de avanço, e nessa pausa breve, Cronin arranca a distorcer a guitarra conterrânea, num dos melhores vinte segundos presentes neste terceiro trabalho de estúdio. Pena serem poucos os singles bons de MCIII que se contem pelos dedos.

Em "Feel Like", observa-se um Cronin novamente muito fiel ao seu registo anterior, mas a trazer um estagnação na musicalidade. Há uma semelhança muito próxima a singles como "Peace Of Mind" o que conduz a uma monotonia na sonoridade geral do compositor norte-americano. A aposta mais forte é ao nível dos violinos e apesar de construírem bons pormenores, apresentam um lado exageradamente melódico, face ao que era expectável neste novo trabalho de Mikal CroninAinda sobre esta monotonia, podem-se incluir as faixas "Turn Around" e "Made My Mind Up", ambas as quais poderiam fazer parte da tracklist do trabalho anterior, MCII, sem se notarem grandes diferenças na composição global deste. A guitarra desta última pode eventualmente ser marcante, mas não acrescenta nada de novo ao que Mikal Cronin nos mostrou anteriormente. 

E é esse o problema deste álbum, o problema de transmitir uma estagnação ao ouvinte que não deveria sequer ser denotada. Falta ao músico arriscar, usar as boas bases que tem e aplicá-las numa nova sonoridade. "v) Different" pode resultar como essa "nova sonoridade", mas não me refiro às músicas mais clássica e com violinos, falo sim de uma percussão denotada a marcar ritmo, juntamente com as guitarras lo-fi a desenharem um verão mais colorida, através dos seus diversos efeitos. MCIII cai assim na prateleira dos álbuns ouvidos, mas irrelevantes.


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Vídeos Da Semana #46


Numa semana pautada pelo trabalho, seguem abaixo os cinco vídeos que foram saíndo nos últimos cinco dias. Para ver há trabalhos audiovisuais de YUNG, Speedy Ortiz, Iron & Wine, Matthew E. White e Yak

1 - YUNG - "A Stain"

2 - Speedy Ortiz - "The Graduates"

3 - Iron & Wine - "Everyone's Summer of '95"

4 - Matthew E. White - "Feeling Good Is Good Enough"

5 - Yack - "Plastic People"


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STREAM: Boosegumps - ☺


, é o álbum de estreia de BOOSEGUMPS, o projeto da artista Heeyoon Won, que traz um pop lo-fi com melodias folk e que se encontra para audição gratuita no bandcamp oficial da banda. Com selo de edição pela própria artista, e gravado no seu quarto, ☺ pode agora ser ouvido na íntegra, recomendando-se fortemente a ouvir numa tarde de sol.


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PZ inicia hoje tour de apresentação do novo disco


Começa hoje a tour de apresentação do novo disco de PZ, que traz  Mensagens da Nave-Mãe, como pano de fundo. O álbum (CD e Digital) é editado na próxima segunda-feira, dia 27 de Abril, mas a Tour levanta voo já este sábado, dia 25, no espaço Maus Hábitos (Porto). As datas  seguem abaixo.

25 de Abril - Maus Hábitos - Porto 
26 de Abril - Mercado de Música Independente - Lisboa 
01 de Maio - Fnac NorteShopping - Porto 
02 de Maio - Fnac Santa Catarina - Porto 
09 de Maio - Casa Azul - Barcelos 
15 de Maio – Teatro-Cine de Torres Vedras 
22 de Maio - FIMU - Belfort - França 
30 de Maio - Serralves em Festa - Porto 
30 de Maio - Musicbox - Lisboa 
12 de Junho - FNAC Faro - Faro 
12 de Junho - Os Artistas - Faro 
13 de Junho - FNAC GUIA Algarve - Faro 
11 de Julho - Beat Club - Leiria 
16 de Julho - Super Bock Super Rock - Lisboa


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DIIV anunciam novo álbum



Os DIIV anunciaram o seu 2º álbum. O seu nome será Is The Is Are e irá sair no Outono deste ano pela Captured Tracks.

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sexta-feira, 24 de abril de 2015

Chelsea Wolfe vai editar novo álbum no verão

A americana Chelsea Wolfe, que no ano passado actuou no Milhões de Festa, tem novidades para este ano. Dois anos após o aclamado Pain is Beauty, sucede-se Abyss, o quinto álbum de estúdio da cantautora.
Abyss vai ser editado via Sargent House e para já só se sabe que o lançamento está previsto para o verão.
O novo foi anunciado num trailer onde se podem ouvir excertos da uma nova música "Iron Moon".

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Os Health voltaram às edições

Os Health, uma das instituições maiores do noise norte-americano, voltaram às edições anunciando Death Magic, o seu mais recente LP.
O Get Color de 2009 a título individual e a banda sonora do Max Payne 3 foram os últimos esforços dos Health.
Agora, em 2015, chega-nos hoje o anúncio de um novo LP e a divulgação de uma nova faixa, "New Coke".
Lembramos que os Health nos visitam na edição deste ano do NOS Primavera Sound.


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quinta-feira, 23 de abril de 2015

Éme e Coelho Radioactivo tocam amanhã no Porto


Coelho Radioactivo, Éme, e o dj Ell Granada, apresentam-se amanhã, 2 de Abril, no mês de reabertura do espaço Alma em Formol, com nova curadoria por David Ferreira e David Machado e Dora Vieira (membros da editora portuense Favela Discos). 

Ell Granada é um DJ Aveirense que devia ser conhecido como uma das maiores enciclopédias musicais portuguesas. Coelho Radioactivo e Éme são dois músicos que se têm vindo a mostrar como dois grandes cantautores tendo tido os seus últimos discos, Canções Mortas e Último Siso, respetivamente. Os dois artistas apresentam-se a solo, num registo intimista, à guitarra eléctrica. Todas as informações adicionais aqui.

Entradas: 3€


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The Legendary Tigerman ao vivo no Sabotage a 29 de Abril


Paulo Furtado, o artista também conhecido como The Legendary Tigerman, é um dos poucos músicos de rock, em Portugal, com um percurso inigualável e uma carreira a solo cuja dimensão internacional não conhece precedentes. 

No próximo dia 29 de Abril  o  músico marca a sua estreia, há muito aguardada, no Sabotage Club, em Lisboa. Uma oportunidade histórica para assistir à sua actuação num verdadeiro clube de rock, num espaço onde a palavra intimista cumpre o seu significado. A noite continua ainda com o DJ A Boy Named Sue

Entrada: 7€



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quarta-feira, 22 de abril de 2015

Youth Worship (Asobi Seksu) anunciam álbum de estreia


James Hanna, o guitarrista e formador dos extintos Asobi Seksu anunciou recentemente a edição do primeiro trabalho sob o nome de Youth Worship, o seu novo projecto como banda que conta também com a participação do baterista Larry Gorman da banda extinta em 2013. O álbum de estreia sucede assim o EP1, editado em Setembro do ano passado. "Eternal Scene", o primeiro single de avanço, conta com a participação de Wata da banda japonesa Boris e apresenta-se como uma malha de dreampop com algumas marcas de shoegaze e post-punk. 

Ainda no bandcamp os Youth Worship estão a permitir o streaming de duas novas músicas a fazer parte deste álbum homónimo, "Spinners" e "Come Alive" mais um track com um elemento da banda Boris, Atsou. Poderão ouvir ambos os tracks aqui dentro.

Youth Worship tem data de lançamento a 30 de Junho pelo próprio selo, Self Harm Records.


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terça-feira, 21 de abril de 2015

Modernos, BISPO e El Salvador com concertos no norte



As bandas Modernos, BISPO e El Salvador, da editora Cuca Monga, vão actuar em Leiria, no Porto e em Guimarães. As datas dos concertos são as seguintes:

30 de Abril - Texas Bar, Leiria
1 de Maio - Café Au Lait, Porto
2 de Maio - Associação Cultural do Convívio, Guimarães

O preço dos bilhetes ainda não foi divulgado.

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Converge no Amplifest

Os Converge, uma das maiores instituições do hardcore/punk, vão visitar-nos no Amplifest.
Esta é a primeira confirmação do festival que tem lugar no Hard Club, no Porto.
Este ano, o Amplifest festeja-se entre os dias 19 e 20 de Setembro.

Consta que no concerto dos Earth a Amplificasom vai revelar mais nomes do cartaz…

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Indie Music Fest apresenta primeiros nomes do cartaz a 25 de Abril

O Indie Music Fest vai apresentar no próximo sábado, 25 de Abril, os primeiros nomes do festival que vai decorrer de 3 a 5 de Setembro no Bosque do Choupal. O evento de apresentação da 3ª edição do festival vai decorrer no Espaço A, em Freamunde e conta com os concertos de Bed Legs e Carnival Tales, duas das bandas que actuaram na última edição do festival em 2014.




Estão também garantidas para o final actuações do DJ Nuno Forte e dos DJ's officiais do Indie Music Fest, Tiago Nalha e 34.

A entrada tem o custo de 3€ e os concertos começam às 22h30.

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segunda-feira, 20 de abril de 2015

Super Bock Super Rock traz Gala Drop, Duquesa e PZ ao Palco Antena 3


A 21ª edição do Super Bock Super Rock viu hoje as primeiras confirmações para o palco Antena 3, a realizarem-se no primeiro dia do festival, a 16 de Julho. Juntam-se assim ao cartaz Gala Drop em apresentação do seu mais recente longa-duração II, Duquesa que trará a pop do seu mais recente EP homónimo e PZ, que trará na bagagem Rude Sofisticado (2012).

Já confirmados: 

Dia 16 de Julho 
Palco Super Bock - Sting, Noel Gallagher’s High Flying Birds, The Vaccines, Milky Chance, Madeon 
Palco EDP - SBTRKT, Little Dragon, Perfume Genius, King Gizzard & The Lizard, Kate Tempest 
Palco Carlsberg - Toro Y Moi, Mirror People, Xinobi 
Palco Antena 3 – Gala Drop, Duquesa, PZ 
Dia 17 de Julho 
Palco Super Bock - Blur, Jorge Palma & Sérgio Godinho, dEUS, The Drums 
Palco EDP - Bombay Bicycle Club, Savages, Kindness, Sinkane 
Palco Carlsberg - Gramatik, MGDRV, Stereossauro 
Dia 18 de Julho 
Palco Super Bock - Florence + the Machine, FFS (Franz Ferdinand & Sparks), Crystal Fighters, Rodrigo Amarante 
Palco EDP - Banda do Mar, Unknown Mortal Orchestra, Palma Violets, Benjamin Clementine, Modernos, Captain Boy 
Palco Carlsberg - Criolo, Throes + The Shine, Djeff Afrozila

Preços:
Passe 3 dias: 95€ | Bilhete Diário: 50€


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Festa de apresentação da Sister Ray traz 12 bandas ao Porto a 25 de Abril


A editora, agência e promotora Sister Ray, dá no próximo dia 25 de Abril, uma festa de apresentação oficial, que contará com doze nomes do panorama nacional, e decorre no Rádio Bar, Porto, das 18h00 às 24h00 com entrada gratuita. Pelo espaço, a Sister Ray apresentará a fadista Helena Sarmento, os Plaza, The Weatherman, Bang Bang Romance, Olavo Lüpia, Cavemen, The Lemon Lovers, Carbon, The Wild Booze, Nuno da Costa Pereira, O Incrível Homem Bomba e os Our New Lie.

O nome Sister Ray foi escolhido pela canção do Lou Reed nos Velvet Underground, como inspiração e referência. E também não é por acaso a escolha do dia 25 de Abril para a festa da sua apresentação oficial. Pretende-se que esta seja simbólica de uma forma de estar e de trabalhar quer com os músicos, quer com os demais colaboradores e parceiros, num conceito que passa pela edição e representação de bandas e projectos musicais da área metropolitana do Porto, tendo por lema "O Novo Som do Porto". Todas as informações adicionais poderão ser encontradas aqui.


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STREAM: BÖRN - s/t EP


Os islandeses Börn são um quarteto de post-punk onde a voz feminina é explorada de forma bela e como consequência relembra o que melhor se fazia nos anos 80 quando os Siouxsie and The Banshees eram uma das principais bandas influentes no género. 

A banda edita agora um novo registo desta vez em formato curta duração, que volta a receber um título homónimo, através de quatro singles que podem agora ser ouvidos na íntegra. Um malhão de punk com guitarras distorcidas à mistura. É ouvir!


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Run The Jewels lançam "Bust No Moves"


Os Run The Jewels partilharam este fim de semana o primeiro single  de avanço do novo EP editado no Sábado em função de mais um Record Store Day. "Bust No Moves", a faixa de abertura deste curta duração, está assim disponível para audição, abaixo, numa colaboração com o rapper SL Jones


Run The Jewels Record Store Day 12" Tracklist 

01. Bust No Moves feat. SL Jones 
02. Pew Pew Pew 
03. Love Again 
04. Blockbuster Night Pt. 2

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Novidades no Reverence Valada


Depois da confirmação dos históricos Amon Düül, eis que nos chegam mais 4 nomes para o cartaz do Reverence Valada.
São eles os Man Or Astroman?, os Pity Sex, os Black Rainbows e os Celica XX.


Os Man Or Astroman? são uma das maiores instituições do garage rock/surf rock actual e contam com mais de 20 anos de estrada.
Os Pity Sex são um dos nomes mais sonantes da nova vaga de shoegaze. Os norte-americanos que já fizeram tours com os Nothing e os Whirr misturam o shoegaze com o noise, o punk, o lo-fi e, por vezes, o grunge. 

Os Black Rainbows visitam-nos em Agosto para nos mostrar o melhor do psicadélico arraçado de stoner e para nos provar que Itália não vive só dos Ufomammut.
Os Celica XX vêem de Madrid e trazem-nos o seu shoegaze /dream pop.
Tudo acontece na pacata vila de Valada, entre os dias 27 e 29 de Agosto.
A melhor parte disto tudo?
O cartaz ainda não está fechado.

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INDOURO FEST: Horários divulgados


Já foram divulgados os horários para a primeira edição do INDOURO FEST, o novo mini-festival de música, a ter lugar em Gaia, surgindo como resultado da parceria entre A Ilha dos Flamingos e a Câmara Municipal de Gaia, e a realizar-se entre 2 e 3 de Maio de 2015. Esta primeira edição, irá ser realizada em plena cota superior da zona histórica de Gaia, no local emblemático do Mosteiro da Serra do Pilar (Palco 1) e o Jardim do Morro (Palco 2).

Após ter sido divulgado o cartaz geral, estão agora disponíveis os horários das actuações por banda, nos respectivos palcos. A consultar abaixo.


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Holly Herndon em Portugal

Holly Herndon visita-nos no mês de Julho, na 5ª edição dos Jardins Efémeros.
Os Jardins Efémeros é uma iniciativa promove o livre acesso à cultura na cidade de Viseu e a dinamização do seu centro urbano e histórico durante pouco mais de uma semana.
Se noutras edições o seu cartaz era pautada pela sua ecleticidade em termos musicais, este ano as apostas da programação parecem estar focadas na vanguarda da EDM e da IDM. Nada a apontar nesse aspecto.
Holly Herndon junta-se assim a grandes como QUILTLAND, Puce Mary, Caterina Barbieri e ao veterano Lubomyr Melnyk.

Recordamos que Platform saí no dia 19 de Maio e conta com edição da prestigiada 4AD.


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domingo, 19 de abril de 2015

Reportagem: Lisbon Psych Fest - Teatro do Bairro [Lisboa]


DIA 1
22h04 - Tess Parks
Quando o concerto começou, a artista já tinha aquecido o Teatro do Bairro com algumas musicas durante o soundcheck. O recinto ainda estava um pouco vazio, mas os presentes já estavam atentos. Desde logo começou a distribuir um rock calmo, com guitarradas pelo meio das músicas, e com a voz rouca de Tess Parks, perfeita para o seu estilo musical. Depois da primeira musica seguiu com "Cocaine Cat", música que colaborou em estúdio com Anton Newcombe (The Brian Jonestown Massacre), durante a performance desta, foi possível viajar pelo meio das emoções que Tess exprimia na letra, ao fechar os olhos, o que foi um dos pontos altos da noite. Tess Parks, sempre bem disposta e faladora a animar o público, acabou a sua actuação com "Somedays", o que concluiu assim um concerto bonito para abrir a noite e o festival. Fim do concerto - 22h40. 

22h50 - PAUW 
Pouco depois de Tess Parks ter abandonado o palco, o quarteto holandês PAUW veio mostrar um rock psicadélico por vezes mais mexido, por vezes mais calmo. Depois da primeira música, “Abyss”, a banda agradeceu a Lisboa e explicou como o nome deles não significava "pau" em português, mas sim “pavão”, fazendo soltar risadas pelos presentes. Muita gente assistia o concerto do balcão, como se o concerto fosse uma sessão de cinema, mas os que estavam a assistir da plateia aproveitavam os momentos mais energéticos para dançar. Antes de acabar, a banda ainda disse que conduziu durante 24 horas para estar no Lisbon Psych Fest, concluindo de seguida com o seu famoso novo single "Shambhala", o que foi um excelente concerto que fez acordar o público.


23h50 - thelightshines 
A banda londrina começou o concerto quase de repente, arrancando directamente do soundcheck, sem avisar ninguém. O recinto já estava, agora, cheio para ouvir o rock psicadélico dos thelightshines, as pessoas iam falando com os amigos, desfrutavam assim o concerto e a noite. Tocavam riffadas distorcidas pelo meio de algumas músicas, o que transformava o psicadélico calmo dos thelightshines em algo mais enérgica e rockalhada, com muito bom resultado, pois os presentes agradeciam esta transformação a dançar. E foi neste ambiente que o concerto seguiu rumo ao final, resultando num concerto geral bastante bom. - Fim do concerto - 00h30 

00h55 - Black Market Karma 
O festival continuou com Black Market Karma, banda inglesa com cinco membros, que mostrou um psych rock pesado com músicas enérgicas em que as guitarradas eram frequentes. A atmosfera era muito boa, os presentes começavam a dançar nas partes mais mexidas das músicas, e o público ia aplaudindo forte a banda. O quinteto acabou o concerto com uma nova música, enorme riffada distorcida, que para o fim tornou-se extensa e repetitiva demais (aproximadamente 10 minutos), duas pessoas ainda saltaram para o palco, e o baixista, alinhando na brincadeira, colocou os dois homens a tocar pandeireta, o que concluiu assim um concerto razoável, em ambiente de festa. Fim do concerto - 01h50 

02h15 - Keep Razors Sharp 
Com o recinto já menos cheio devido à hora tardia, os Keep Razors Sharp entraram em palco para nos saudar com "Five Miles", tema do álbum homónimo lançado este ano. O público estava mais cansado, mas ainda assim celebrou esta entrada. A banda não demorou muito até inundar o Teatro do Bairro com a sua enérgica malha " 9th", o ambiente era de festa pelos sobreviventes, mas, infelizmente, seguiram-se alguns problemas técnicos com a guitarra de Luís que ocuparam alguns minutos, durante “Salt Flats”, o que não fez desesperar os fãs, nem impediu que o concerto continuasse em grande. Quando anunciaram a última música, os Keep Razors Sharp chamaram ao palco “um amigo que esteve a beber uns copos com eles”, e logo a seguir a estas palavras, Paulo Furtado (aka The Legendary Tigerman) entrou em palco para tocar “Africa on Ice” com a banda - entrada que provocou vários aplausos. Depois de terem saído do palco, os Keep Razors Sharp voltaram para um encore e acabaram a noite em grande com “I See Your Face”, concluindo assim a noite com um dos melhores concertos do Lisbon Psych Fest

DIA 2 
22h30 - Basset Hounds 
Os portugueses Basset Hounds foram os escolhidos para abrir o segundo dia do festival, com um rock psicadélico virado para o surf. A atmosfera era amena, pois o recinto ainda não estava cheio, mas alguns dos que já estavam presentes dançavam. Infelizmente, o baterista anunciou "Temos um set curtinho mas é sempre a dar tudo”, e não demorou muito até fecharem o concerto com "Over the Eyes", malha que vai estar no primeiro álbum da banda a ser editado este ano. Em grande, com uma guitarrada pelo meio que causou palmas e com outra guitarra a raspar o chão, os Basset Hounds terminaram assim um set curtinho, mas energético, de meia hora, que serviu para abrir o olho às pessoas que vieram mais cedo para o Teatro do Bairro

23h15 - My Expensive Awareness
Seguiram-se os My Expensive Awareness, banda de psych rock espanhola, que veio pela primeira vez a Portugal para dar um concerto no Lisbon Psych Fest, tendo passado uns dias antes por Évora. Vieram mostrar um psicadélico mais ameno, deram um espectáculo diferente, mas que obviamente entreteu o público, pois alguns ainda dançavam na fila da frente. O ambiente estava um pouco mais fraco que em Basset Hounds, mas o recinto mais cheio, a vocalista esteve sempre simpática com o público, agradeceu por se estrearem em Lisboa nesta primeira edição do festival. E foi neste ambiente que o concerto teve fim, com o cheiro do incenso que a banda tinha aceso no palco a inundar a plateia. Fim do concerto - 00h00 

00h20 - Desert Mountain Tribe
Os Desert Mountain Tribe, trio britânico com um psych rock mais pesado, vieram de seguida para fazer acordar alguns dos presentes. As pessoas iam descendo do balcão do Teatro do Bairro para a plateia ao som da guitarra distorcida e da voz destruidora de Jonty Balls. A energia que a banda distribuía gerou uma atmosfera vibrante. O ambiente era agora de festa, embora com alguns problemas técnicos, que cortaram a voz durante uma música, mas que não impediu as pessoas de continuarem a sentir o concerto. A última música começou calmamente, com Jonty Balls a tocar gentilmente os acordes, o que causou um “fechar de olhos” a muitas pessoas, mas a óbvia guitarrada distorcida chegou, conseguindo-se sentir a emoção na voz de Jonty, que agradeceu no final ao público pela boa resposta ao longo do concerto. 

01h20 - dreamweapon 
Pouco tempo depois, a banda portuense, dreamweapon, entrou em palco para dar continuidade à noite. Vieram a Lisboa a pouco dias de editarem o seu primeiro disco, pela editora Lovers & Lollipops, já com algumas músicas novas na manga. A atmosfera estava mais fraca e o recinto mais vazio, mas isto não impediu a banda de distribuir o som espacial das suas guitarradas distorcidas, através de músicas longas e pesadas, que puseram alguns dos presentes a navegar pelo espaço. O estilo dos dreamweapon é muito próprio, alguns pareciam desfrutar do concerto, outros nem tanto, e isto fez o Teatro do Bairro esvaziar-se aos poucos, o que também se devia às altas horas que eram. E foi neste ambiente que o concerto terminou, tendo sido bom para as pessoas que o desfrutaram. 

02h30 - The Vacant Lots
Depois de vários minutos de soundcheck, os The Vacant Lots vieram para dar o último concerto da noite e do festival. O Teatro do Bairro já estava muito mais vazio que o seu auge, mas isto não impediu o duo americano de dar um dos melhores concertos do festival: a energia que pairava assim o comprovava, a guitarra energética de Jared Artaud sucedeu numa tentativa de acordar o público cansado. Na última musica, Jared saiu de rompante do palco, ainda voltando para um encore logo de seguida, onde tocou, no meio do público uma guitarrada notável. O ambiente era incrível, mesmo já sendo 3h30 da manhã, no entanto as pessoas ainda tinham energias para dar um último passo de dança, terminando assim a primeira edição do Lisbon Psych Fest em grande, que foi muito bem conseguida e nós deixou ansiosos pelo próximo ano. 03h30 - Fim do concerto.


Texto: Tiago Farinha
Fotografia: Joana Pardal

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