sábado, 2 de maio de 2015

Reportagem: Luna - Casa da Música [Porto]


Após 10 anos de ausência, 12 anos depois da sua última passagem pelo Porto, os Luna regressaram a Portugal para uma actuação na Casa da Música. A banda de Dean Wareham, mais conhecido pelo seu trabalho com os Galaxie 500, Britta Phillips, Sean Eden e Lee Wall tocou durante aproximadamente uma hora e meia para uma plateia não muito numerosa, mas que ficou certamente agradada com o indie pop do quarteto americano.

O concerto começou bem, com as duas faixas de abertura de um dos melhores álbuns da banda, Penthouse, "Chinatown" e "Slideshow by the Seashore". Seguiram-se músicas como "Malibu Love Nest", "Tracy I Love You" e "23 Minutes in Brussels", que terminou a primeira parte do concerto. Pelo meio houve tempo para alguns comentários dos músicos, bem dispostos e com boa presença de palco.



O alinhamento abrangeu a maior parte dos álbuns da banda e incluiu também versões de Velvet Undergroud ("Ride Into The Sun") e Serge Gainsbourg ("Bonnie and Clyde"), tendo esta última fechado o encore.

Foi um concerto bastante bom, repleto de canções agradáveis, momentos engraçados e bons solos de guitarra. Os Luna não estão ao nível dos Galaxie 500, mas ficamos felizes por terem passado por cá, até porque esta pode ter sido a última oportunidade que tivemos de os ver ao vivo. Caso a reunião continue durante os próximos anos ou seja apenas a primeira de várias, então cá ficamos à espera do seu regresso.









Texto: Rui Santos
Fotografia: Eduardo Silva

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sexta-feira, 1 de maio de 2015

Arthur Russell anuncia novo álbum


Arthur Russel tem novo álbum, Corn, que será composto por nove canções nunca antes editadas, e gravadas no período de 1982 a 1983, que agora foram remasterizadas a partir dos originais por Steve Knutson da Audika Records. Este novo álbum marca o regresso de Arthur Russel aos discos após Love Is Overtaking Me (2008). O primeiro single de avanço, "Ocean Movie", pode ser ouvido abaixo.

Corn tem data de lançamento a 9 de Junho pelo selo Audika Records.


Corn Tracklist: 

1. Lucky Cloud 
2. Corn 
3. Keeping Up 
4. See My Brother, He's Jumping Out (Let's Go Swimming #2) 
5. This Is How We Walk on the Moon 
6. Corn (Continued) 
7. Hiding Your Present From You 
8. They and Their Friends 
9. Ocean Movie

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GNRation celebra 2º aniversário com bilhetes a metado do preço


O GNRation comemora hoje, no primeiro dia de maio, dois anos de existência. Para celebrar o número par, a organização está a vender a metade do preço todos os bilhetes para todos os espectáculos da programação em vigor do trimestre de Abril a Junho. 

Isto significa que poderão ver o regresso da francesa Colleen ao nosso país, a apresentação do novo disco do guitarrista Peixe, a Nova Orquestra Futurista do Porto a homenagear a obra de Luigi Russolo, a residência artística dos Sensible Soccers com a artista visual Laetitia Morais, a abordagem de cariz contemporâneo ao canto tradicional minhoto no projeto Outros Cantos, e o workshop e concerto de Matmos, dupla de culto da música electrónica. Tudo por metade do preço.

Os bilhetes para os espectáculos desta promoção apenas podem ser adquiridos através da bilheteira online do GNRation e a promoção é válida apenas durante o dia de hoje.


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Lisboa recebe o primeiro concerto de Mute Swimmer


A Nariz Entupido, volta a organizar mais um concerto trazendo desta vez a palcos Mute Swimmer, o principal projecto musical do artista britânico Guy Dale. O artista visual e escritor de canções pouco convencionais aterra assim em Lisboa no próximo dia 5 de Maio, para aquele que será o primeiro de uma série de concertos que o artista tem marcados no próximo mês ao longo de todo o país.

Mute Swimmer apresentará Second, o seu trabalho mais recente de onde se retira o já conhecido "Song Against Itself". A presente digressão é o epílogo de uma Tour mais vasta que já passou por cidades como Zurique, Londres, Madrid, Copenhaga, entre outras. As restantes datas pelo país seguem abaixo.

5 de Maio: Sociedade Guilherme Cossoul, Lisboa 
6 de Maio: Associação Zona Livre, Vila Real 
7 de Maio: Casa de Ló, Porto 
8 de Maio: Cine Teatro João Verde, Monção 
9 de Maio: CAL Associação Cultural, Ponte de Lima 
10 de Maio: Arquivo Municipal, Fafe


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quinta-feira, 30 de abril de 2015

Cinco Discos, Cinco Críticas #4

Börn EP // Total Negativity // Abril de 2015
8.5/10

Os Börn foram uma das melhores descobertas na imprensa neste último mês, essencialmente por virem de terras de nomes como Björk e Sigur Rós. Apesar de não serem novos nos discos, com este homónimo, de curta duração, o quarteto vem trazer algo de refrescante e igualmente bem feito dentro do género do revivalismo do post-punk actual. Börn EP é mais que uma viagem aos finais dos anos 70, quando os Siouxsie and The Banshees começavam a dar que falar, é uma marca contemporânea que conjuga a distorção com a abertura na guitarra, à la de The Sound, baixos com influências de Joy Division e uma voz marcante que traz uma exploração do melhor da punk feminina nos vocais. "Einskis virði" é o registo de um dos melhores tracks dos últimos tempos, há shoegaze e uma guitarra que regista um loop infinito de sensações. 
Sónia Felizardo


 // Self-Released // Abril de 2015
7.3/10 
Há muito tempo que não ouvia lo-fi fresco tão bom. , o álbum de estreia de BOOSEGUMPS, o projeto da artista de New Jersey, Heeyoon Won, está cheio de melodias marcantes como "MARCH SADNESS" e "FADEAWAY". Nele conseguimos sentir toda aquela atmosfera etérea que é caracterizada pelo lo-fi com as melodias quase que, flutuantes no espaço, e as letras depressivas. Neste álbum conseguimos ouvir aquele som de amadorismo que recebíamos quando ouvimos Crazy For You de Best Coast pela primeira vez, mas não é para menos, este álbum foi gravado no quarto do artista! No geral, o álbum faz-nos sentir como se estivéssemos debaixo da sombra de uma árvore num dia quente de Primavera enquanto apreciamos os bonitos sons da Natura. Um óptimo começo para um artista pequeno em crescimento.
Júlio de Lucena

If You're Reading This It's Too Late // Cash Money Records // Fevereiro de 2015
7.6/10 
O rapper canadiano não pára de nos surpreender. Depois do galardoado Nothing Was The Same (2013) ninguém estava à espera de uma mixtape tão forte como esta, que, sem quaisquer avisos, foi posta para compra no iTunes; e sim, disse certo, é uma mixtape, não um álbum. O criador do YOLO (ninguém quer saber de Strokes), nesta mixtape não faz nada à temática das letras que não tenha feito antes, mas é a maneira como ele as aborda de uma maneira mais matura que nos conquista, nunca esquecendo a espécie de corrente que se prega durante toda a mixtape que é o 6 como vemos em "6 God", "Star67", "6 Man", "You & The 6", "6PM in New York" e a minha favorita, "Know Yourself", que é acompanhada com um "Running through the 6 with my woes" como hook. Os instrumentais para a mixtape são sem qualquer dúvida um Drake diferente mas um Drake mais capaz de fazer o que quer fazer com a sua música e com isto supostamente quer preparar-nos para o que vai ser o seu novo álbum de estúdio, dando-nos uma espécie de aperitivo do que está para vir. Eu não sei em relação a vocês, mas eu estou a adorar o aperitivo.
Júlio de Lucena

Like So // Self-Released // Março de 2015
7.3/10

shindigs é o projecto a solo de Beejay Buduan, um músico californiano que vive na Coreia do Sul, iniciado após o fim da sua antiga banda, ClockartsLike So é o 3º EP em 2 anos e mantém a sonoridade dos trabalhos anteriores, um pop lo-fi simples e agradável, com reverb na voz e som limpo nas guitarras. Apesar de ter uma duração inferior a 20 minutos, há tempo para frases catchy, boas melodias, ritmos dançáveis e canções descontraídas apropriadas para aliviar a tensão após um dia cansativo. shindigs não traz nada de novo ao género musical em que se insere, mas não é esse o seu objectivo, e músicas como "Like So" e "Durum Durum" fazem com este seja um disco que merece ser ouvido. Para quem gostar, recomendo também os EP's anteriores. Está tudo disponível para streaming e download gratuito aqui.
Rui Santos

You, Whom I Always Hated // Thrill Jockey // Janeiro de 2015
7.9/10

Os Thou e os Body, duas da maiores instituições do metal norte-americano actual juntaram-se para nos trazer o LP You, Whom I Always Hated. A anterior empreitada desta dupla — o EP Released From Love — deu-nos uma amostra daquilo que You, Whom I Always Hated nos reservaria. Temos neste LP mais da mesma mágica fórmula: a letra niilista dos Thou, o industrial dos Body, a distorção, sujidade e groove de uma das principais bandas da cena do slugde do Louisiana — Há outro tipo de sludge? — e muito barulho. Tal facto não é surpreendente, dado que ambas as bandas são, a título individual, das mais ruidosas no seu campeonato. E quem bem que soa o ruído. A tendência para atribuir títulos às faixas ao estilo de Damien Hirst perdura. Porém, a complexidade não se mede em palavras, mas sim naquilo que estas comunicam. E estas letras niilistas, transportadas pelas cordas vocais de Bryan Funck e com tempo para homenagear os escritos de Trent Reznor numa cover à "Terrible Lie", tornam esta peça sonora uma das mais negras do ano.
Esperemos que alguém tenha o bom senso de trazer os Thou e os Body a Portugal este ano, para concertos a solo e enquanto dupla.
Eduardo Silva

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Strange Wilds anunciam álbum de estreia

Os Strange Wilds assinaram com a Sub Pop o ano passado e o fruto dessa parceria surge agora no álbum de estreia da banda Subjective Concepts. Juntamente com o anuncio  deste novo disco, o trio de Olympia, WA avançou com o primeiro single deste novo trabalho, "Pronoia", um single recheado de guitarras grunge e ritmos punk.

Subjective Concepts tem data de lançamento prevista para 24 de Julho via Sub Pop.


Subjective Concepts Tracklist:
1. Pronoia 
2. Starved For 
3. Autothysis 
4. Don't Have To 
5. Egophillia 
6. Oneirophobe 
7. Disdain 
8. Pareidolia 
9. Terrible 
10. Lost and Found 
11. Outercourse

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Ash Code lançam vídeo para "Crucified"


Os italianos Ash Code, que se estreiam em Portugal na sexta edição de Entremuralhas, lançaram na passada semana o trabalho audiovisual para "Crucified", mais um single retirado do seu álbum de estreia Oblivion (2014). 

Neste vídeo é possível ver recortes de fragmentos da performance da banda ao vivo.


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Daughn Gibson lança novo single de 'Carnation'


Daughn Gibson anunciou recentemente a edição do seu terceiro trabalho de estúdio, Carnation, sucessor do 2013 Me Moan. Após revelar "Shatter You Through", o primeiro avanço deste novo disco, Gibson apresenta agora "It Wants Everything", uma música essencialmente  construída em torno de uma explosão que ocorre por volta dos dois minutos e meio de avanço.

Carnation tem data de lançamento prevista para 8 de Junho via Sub Pop.


Carnation Tracklist: 
1. Bled to Death 
2. Heaven You Better Come In 
3. Shatter You Through 
4. For Every Bite 
5. Daddy I Cut My Hair 
6. A Rope Ain’t Enough 
7. I Let Him Deal 
8. Shine of the Night 
9. Runaway and the Pyro 
10. It Wants Everything 
11. Back With the Family

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YAK lançam novo single, "Distortion"


Os londrinos YAK vão lançar o seu EP de estreia, Plastic People, no próximo mês, e até lá têm mostrado já a sua sonoridade base, nomeadamente nos já conhecidos singles "Smile" "Plastic People", cujo vídeo foi editado a semana passada. Para os mais ansiosos a banda partilhou hoje o último single que faltava ser conhecido, "Distortion", e que poderá ser ouvido abaixo.

Plastic People tem data de lançamento prevista para 25 de Maio pelo próprio selo Octopus Electrical e Fat Possum Records.


Plastic People Tracklist:
1 - Plastic People 
2 - Smile 
3 - Distortion

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Titus Andronicus anunciam novo álbum


O novo álbum dos Titus Andronicus é, segundo o vocalista Patrick Stickles, uma ópera rock de 93 minutos em cinco actos, composta por 28 músicas, e com sete segundos de intervalo incluídos. Em The Most Lamentable Tragedy, a banda incluirá covers dos The Pogues e de Daniel Johnston. Sobre o álbum o frontman frisou ainda "I love rock and roll — just regular LPs give me a lot of pleasure. I have another, equally strong love for pieces of art that have different standards in place for, like, what makes them excellent, you know? I wanted to work on a macro level and a micro level. You can enjoy [this album] for three minutes and it’s just a good time. Or you can invest 93 minutes and hopefully you’ll get something else out of it."

The Most Lamentable Tragedy tem data de lançamento prevista para 28 de Julho pelo selo Merge Records.


The Most Lamentable Tragedy Tracklist: 
01 “The Angry Hour” 
02 “No Future IV: No Future Triumphant” 
03 “Stranded (On My Own)” 
04 “Lonely Boy” 
05 “I Lost My Mind (+@)” 
06 “Look Alive” 
07 “The Magic Morning” 
08 “Lookalike” 
09 “I Lost My Mind ( DJ )” 
10 “Mr. E. Mann” 
11 “Fired Up” 
12 “Dimed Out” 
13 “More Perfect Union” 
14 “[Intermission]” 
15 “Sun Salutation” 
16 “(S)HE SAID / (S)HE SAID” 
17 “Funny Feeling” 
18 “Fatal Flaw” 
19 “Please” 
20 “Come On, Siobhan” 
21 “A Pair of Brown Eyes” 
22 “Auld Lang Syne” 
23 “I’m Going Insane (Finish Him)” 
24 “The Fall” 
25 “Into the Void (Filler)” 
26 “No Future Part V: In Endless Dreaming” 
27 “[ seven seconds ]” 
28 “Stable Boy” 
29 “A Moral”

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quarta-feira, 29 de abril de 2015

Pop Dell'Arte, The Parkinsons entre outros no 2º aniversário do Sabotage


O Sabotage Rock Club celebra o segundo aniversário nos próximos dias 30 de Abril a 2 de Maio. Cumpre uma vez mais o objectivo a que se propôs: o de funcionar como sala de concertos com agenda regular de quinta a sábado. Ao fim de dois anos, o Sabotage inscreveu o seu nome no circuito da música portuguesa, afirmando-se como uma referência nas digressões de bandas emergentes, e de outras já estabelecidas. Com a preocupação de servir os músicos e os melómanos num espaço a que desejem voltar, o Sabotage vai-se tornando uma referência da noite lisboeta. 

Esta festa é um festival com um cartaz diversificado de qualidade indiscutivel. São três noites em festa com concertos de Pop Dell’Arte, Volcano Skin, The Parkinsons + The Jack Shits e Bruto & The Cannnibals

 30 de Abril 
Pop Dell’Arte + Volcano Skin | Entrada: 10€ | Abertura de Portas: 22h00 
01 de Maio 
The Parkinsons + The Jack Shits | Entrada 10€ | Abertura de Portas: 22h00 
02 de Maio 
Bruto & The Cannnibals | Entrada 7€ | Abertura de Portas 22h00


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Angel Olsen em Portugal

Angel Olsen visitar-nos-à neste fim de verão.

A cantautora que editou o ano passado o Burn Your Fire For No Witness já confirmou a sua presença no Manta, em Guimarães, para o dia 5 de Setembro e, no dia 8, no Trienal de Arquitectura de Lisboa, num evento que é promovido pela Zé dos Bois


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Grave Babies anunciam 'Holographic Violence'


Os Grave Babies estão de regresso aos trabalhos de estúdio, dois anos depois de Crusher, e anunciaram a edição de um novo álbum, Holographic Violence, para este verão. Juntamente com este anúncio, a banda de Seattle avançou ainda com o primeiro single, "Eternal (On & On)", a ouvir abaixo.

Sobre o disco, a nota de imprensa revela: "Holographic Violence is a lesson in authenticity as we must look deeper into the subject matter for the finer details, instead of skimming the surface and believing we have things right at a mere glance."

Holographic Violence tem data de lançamento prevista para 24 de Julho via Hardly Art Records.


Holographic Violence Tracklist:

01. Eternal (On & On) 
02. Beautiful Lie 
03. Try 2 Try 
04. Something Awful 
05. Punishment (Only A Victim) 
06. Metal Me 
07. Pain Iz Pleasure 
08. Positive Aggression 
09. N2 Ether 
10. Concrete Cell 
11. War

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TV On The Radio no Vodafone Paredes de Coura


Depois do cancelamento dos concertos que os TV On The Radio tinham anunciado para Fevereiro, a banda volta agora a confirmar o seu regresso para o icónico festival Paredes de Coura. Actuando a 19 de Agosto, os TV On The Radio apresentarão assim o seu mais recente disco, Seeds, o primeiro álbum composto na íntegra após o desaparecimento do produtor, baixista e amigo de longa data, Gerrad Smith.

O festival decorre entre os dias 19 e 22 de Agosto, na Praia Fluvial do Taboão, em Paredes de Coura. Os passes gerais têm um preço de 85€.

Já confirmados: 
19 de Agosto: TV On The Radio
20 de Agosto: Tame Impala, Father John Misty, White Fence, Pond, Fuzz 
21 de Agosto: The War on Drugs, Mark Lanegan, Temples, Charles Bradley, Iceage, Waxahatchee, Allah-Las, Steve Gunn 
22 de Agosto: Natalie Prass, Woods


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Slum Village e Chance The Rapper no Sumol Summer Fest


Chance The Rapper, jovem rapper de Chicago que com apenas 22 anos, é um dos nomes do hip-hop mais falados do momento e estreia-se no próximo dia 3 de Julho em território nacional, no Palco Sumol, onde será cabeça de cartaz. Assumindo a influência dos géneros acid jazz, soul, r&b e blues, as composições ricas de melodia e contemporaneidade de Chance The Rapper foram conhecidas sob formato mixtape com 10 Day e Acid Rap, onde saíram os êxitos "Juice" e "Smoke Again".

Os Slum Village nasceram há quase duas décadas e meia, e são hoje uma referência no hip hop mundial e um dos nomes mais reconhecidos do género na cidade de Detroit. No próximo dia  4 de Julho, e depois de uma passagem pelo nosso país com lotação esgotada, o  colectivo sobe assim ao Palco Sumol onde apresentará o seu mais recente disco, Evolution que conta com a colaboração de nomes reconhecidos do hip hop norte-americano como Havoc, Focus, J. Ivy, DJ Jazzy Jeff, Big Pooh e Blu. 


Bilhete diário: 40€ 
Passes gerais s/ campismo: 55€


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Swans começam a gravar novo álbum em Setembro


Os Swans anunciaram no Facebook que vão começar a gravar o seu próximo álbum em Setembro. A banda partilhou no Youtube vídeos de versões ao vivo das músicas "Just a Boy" e "A Little God in My Hands".


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terça-feira, 28 de abril de 2015

Keep Razors Sharp, Old Yellow Jack e BISPO entre as primeiras confirmações do Indie Music Fest

O Indie Music Fest anunciou os seis primeiros nomes do cartaz. São eles os Keep Razors Sharp, Old Yellow Jack, BISPO, Les Crazy Coconuts, Solution e os Thunder & Co. O evento decorre nos dias 3, 4 e 5 de Setembro, no Bosque do Chopal, Paredes, Porto. Os primeiros 150 passes gerais custam 15€ e estão à venda de 1 a 31 de Maio. Para mais informações do evento fiquem atentos à nossa página de facebook.

Para ficarem a conhecer um bocado melhor das bandas que vão actuar, oiçam as nossas sugestões.






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Refused, banda histórica de Hardcore, editam novo álbum 17 depois

Os Refused, uma das bandas mais marcantes do Hardcore punk que em 2012 actuaram no nosso país no Optimus Alive, voltaram ao estúdio para editarem o seu quarto álbuns de originais, 17 anos após o mítico The Shape of Punk to Come. O novo registo terá o título Freedom e tem lançamento agendado para 30 de Junho, via Epitaph Records.

O primeiro avanço deste novo trabalho é o tema "Elektra", o qual podem ouvir aqui:

Freedom Tracklist:
01. Elektra
02. Old Friends / New War
03. Dawkins Christ
04. Françafrique
05. Thought Is Blood
06. War on the Palaces
07. Destroy the Man
08. 366
09. Servants of Death
10. Useless Europeans

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segunda-feira, 27 de abril de 2015

A Place to Bury Strangers em entrevista: "Adoro Portugal. As duas vezes que tocámos lá foram uma loucura!"




No passado dia 18 fomos ao Bad Bonn ver os A Place to Bury Strangers e aproveitámos para entrevistar Oliver Ackermann, guitarrista e cantor da banda, depois do excelente concerto que deram. 

Threshold Magazine: Parabéns, o concerto foi mesmo muito bom! Deve ter sido o concerto mais pequeno desta digressão, não?

Oliver Ackermann: Obrigado! Hmm, não tenho a certeza. Também tocámos num barco em França há uns dias, e só cabiam lá umas 150 pessoas. Parecia que estávamos a tocar num submarino.

TM: E também tocam em grandes festivais...

OA: Ya, às vezes. Tocamos tudo em todo o tipo de sítios. Festivais, salas grandes, salas pequenas... Países diferentes, pessoas diferentes, há países onde o pessoal curte ouvir música meia "fodida", noutros nem tanto.

TM: E preferem dar concertos mais pequenos como é o caso deste, ou festivais?

OA: Para mim é-me igual, desde que sinta que o público está a gostar de nos ver. Às vezes posso estar mesmo cansado e achar que vai ser um concerto de merda, mas depois o público é brutal, e outras vezes é ao contrário, estou super entusiasmado, chego lá e o concerto é uma merda (risos).

TM: Li numa entrevista qualquer que estão fartos de serem comparados a bandas shoegaze, mas durante o vosso concerto lembrei-me do concerto que vi dos My Bloody Valentine, principalmente por causa do volume a que tocam. 

OA: Eu não me importo. Os outros membros é que não acham muita piada porque eles não são lá muito fãs desse tipo de música, mas eu cresci a ouvir cenas dessas. Quando era novo e comecei a tocar guitarra era obcecado pelos My Bloody Valentine, Slowdive, Jesus and Mary Chain, The Cure, Cocteau Twins e essas bandas todas, por isso consigo perceber porque é que somos tão comparados a esse tipo de bandas, e até concordo que em certos aspetos somos parecidos. Também vi os My Bloody Valentine algumas vezes em 2013 ou em 2014 e eles abusam (risos). 

TM: Vêem-se como uma banda do mainstream do underground, ou crêem que já não existe um “underground”?

OA: (risos) Eu acho que nós ainda somos uma banda underground, nem me consigo imaginar a tocar numa banda "mainstream". Se for esse o caso [sermos uma banda mainstream do underground] é uma loucura (risos). A minha forma de pensar ainda é a mesma de quando eu era um puto e gravava música em casa. Nós nunca tentamos fazer música para agradar ao público, tentamos fazer sempre uma cena que nos soe bem a nós. 

TM: Sim, mas mesmo assim, no Reverence Valada do ano passado por exemplo, foram headliners. 

OA: Ya, foi brutal, ainda nem acredito que isso aconteceu. 

TM: Uma das coisas que nós destacámos na review do vosso último trabalho — o Transfixiation — e talvez esta seja uma característica transversal a todos os vossos temas foi o uso do ruído como metáfora para a vida. 
Basicamente, descrevemos as vossas músicas enquanto ruidosas porque a vida é também o é. Ruidosa, suja, barulhenta e violenta, e o único escape que temos é lutar, gritar e fazer ver a nossa causa até ao fim. Estamos correctos na nossa leitura? 

OA: Por acaso nunca tinha pensado nisso (risos), mas sim. Às vezes a vida é lixada e acho que isso se reflecte na nossa música. Nós nunca tentamos que a nossa música soe a uma coisa específica, é tudo muito puro e natural.

TM: O que vos influenciou durante a escrita deste Transfixiation?

OA: Tchi, tanta coisa. Vimos muitos concertos excelentes na Death by Audio. Os The Dreams deram um concerto brutal lá. Os Yonatan Gat também, que é uma banda do gajo dos Monotonix. Hm... não sei, fomos influenciados por muitas coisas diferentes.

TM: Como é que vocês escrevem? Todos juntos, ou um de vocês tem uma ideia e trabalham a partir daí?

OA: Neste álbum tentámos escrever tudo todos juntos. Achamos que é a melhor maneira de fazer um álbum porque cada um toca partes que lhes dizem muito pessoalmente. O Robbie, por exemplo, adora tocar bateria e se fosse eu a tocar de certeza que não ia soar tão bem porque ele é um monstro. Por isso sim, este álbum foi praticamente todo escrito por nós os três. E sinceramente até prefiro assim, faz-me sentir que faço mesmo parte duma banda e isso para mim é uma cena tão romântica e espectacular.

TM: Gravaram-no na Death by Audio?

OA: Sim.

TM: Então foi o último álbum que gravaram lá, certo?

OA: Sim, infelizmente. Só o primeiro álbum é que gravei noutro sítio, os outros foram todos gravados lá. 

TM: Como é que foi quando vos anunciaram que iam ter que fechar? Tentaram lutar contra isso ou não valia a pena?

OA: Foi uma merda, fiquei mesmo triste. O que nós fazíamos ali era ilegal, e mesmo assim durou durante 9 anos. Tivemos muita sorte de ter a oportunidade de fazer todas as cenas maradas que lá fizemos durante tantos anos seguidos. Nós sempre soubemos que ia acabar por acontecer, só não sabíamos quando. Ainda tentamos lutar mas sem nenhuma esperança. Éramos nós contra a Vice, que têm bué dinheiro para advogados e essas cenas todas, e nós não. Durante os últimos tempos em que lá estivemos eles fizeram-nos cenas que nem lembram ao diabo, tentaram inundar-nos, houveram pessoas que vieram lá nos ameaçar com cenas horríveis. Chegaram a mandar com bué pó lá para dentro durante um concerto, e o pessoal ficou sem conseguir respirar. Às seis da manhã iam para a porta fazer barulho com buzinas e cenas do género sabendo que nós dormíamos lá. Destruíram montes de obras de arte de várias pessoas etc. Mas pronto, não pudemos fazer nada contra isso. Como disse há bocado eles têm bué dinheiro e nós não. Nós éramos uma associação sem fins lucrativos, todo o dinheiro das entradas ia para as bandas. Nós só estávamos lá para ajudar a cena e também porque em Nova Iorque não há grande coisa para fazer, os putos saem de casa e andam metidos em drogas duras e cenas do género, por isso acho que é importante haver espaços como este para combater esse tédio. 


TM: E vão tentar abrir outra cena do género?

OA: Sim, acho que sim, mas ainda é um bocado cedo demais para fazer isso. Nós mudámos as nossas cenas para outro armazém, mas por enquanto ainda não temos espaço para dar concertos lá. Mas quando esta digressão acabar vou tentar fazer com que isso aconteça.

TM: Têm medo que a cena DIY desapareça?

OA: Não, bem pelo contrário. Acho que cada vez que uma cena como a Death by Audio fechar, vai abrir outra ainda maior. As grandes corporações vão continuar a tentar meter a cena DIY abaixo, mas isso nunca vai acontecer. As pessoas vão continuar a querer fazer cenas elas próprias, quer seja agendar concertos ou outra cena qualquer. E uma das razões para eu o fazer também foi para mostrar a essas pessoas que elas são capazes de o fazer. Nós temos uma empresta, que nem é bem uma empresta, que agenda concertos, fabrica pedais de efeitos, edita álbuns e muito mais. Por isso se nós conseguimos, toda a gente consegue. 

TM: O que é que têm ouvido durante esta digressão? Vi no Facebook que fizeram um post com uma letra dos Smiths. São fãs da banda?

OA: (risos) Ya, gosto muito deles. Isso foi uma piada, só escrevemos isso porque estávamos em Manchester. Ouvimos bué cenas diferentes, depende da nossa disposição. Uma banda que se chama Babyland, da Califórnia. Guardian Alien, Creedence Clearwater Revival... (risos). Muita coisa. 

TM: O que se segue para os A Place To Bury Strangers? Quando é que estão a pensar gravar material novo outra vez?

OA: Desta vez vamos tentar gravar enquanto andamos em digressão. Duas músicas do último álbum foram gravadas na Noruega e foi muito fixe. Acho que era uma cena fixe de se fazer, tipo gravar o álbum em vários estúdios de amigos e assim e ver o que acontece. Vamos ver, se não funcionar vamos fazer tudo sozinhos outra vez. 

TM: Tipo os Foo Fighters? (risos) Acho que também gravaram uma música por cidade ou uma cena parecida.

OA: Não me acredito! (risos) Sendo assim retiro o que disse, acho que não vamos fazer isso. 

TM: Estão a pensar tocar em Portugal este ano?

OA: Espero bem que sim, acho que vamos lá tocar mas não tenho a certeza. Mas gostava muito, adoro Portugal. As duas vezes que tocámos lá foram uma loucura. 

TM: Sendo assim, ainda nos vemos por lá! Muito obrigado e até à próxima.

OA: Obrigado a vocês, até um dia destes!

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STREAM: Oiseaux-Tempête - ÜTOPIYA?


ÜTOPIYA? é o segundo álbum longa duração dos Oiseaux-Tempête, e é editado na próxima segunda-feira, dia 4 de Maio, em formato dulplo LP pelo selo Sub Rosa. Este novo trabalho de estúdio conta com onze faixas extremamente bem produzidas e que trazem em si uma obscuridade sublime e minimalista, apresentando assim um álbum caracterizado por aportar música psicologicamente densa. 

ÜTOPIYA? pode agora ser ouvido na íntegra, em baixo.


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la flag anunciam tour ibérica


Na próxima sexta-feira dia 1 de Maio os la flag arrancam com a recém anunciada tour ibérica que passará por, Badajoz, Bilbao, Gorliz, Oviedo, Vigo, Bembibre e terminará com uma mantiné em Lisboa. No concerto de Bilbao a banda actuará com os God Is An Astronaut, que também tem passagem marcada por Portugal, a 3 e 4 de Maio. O lugar de actuação da data de 9 de Maio ainda será anunciado. 

A tour terá como mote a apresentação do mais recente álbum da banda, spargelzeit.


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STREAM: And So I Watch You From Afar - Heirs


Os And So I Watch You From Afar disponibilizaram hoje para audição gratuita o seu mais recente álbum, Heirs. O sucessor de All Hail Bright Futures(2013), já tinha visto avançadas as faixas "Wasps" e "Run Home" e pode agora ser ouvido na íntegra em baixo. 

Heirs é editado no próximo dia 4 de Maio pelo selo Sargent House.


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domingo, 26 de abril de 2015

INDOURO FEST - Quatro bandas a explorar

CLINIC
Formados por volta de 1984 em Liverpool pelos actuais guitarristas Ade Blackburn e Jonathan Hartley, e inicialmente conhecidos sob o nome Sunny Rainy Afterlife, foi em 1997 que os actuais membros mudaram o seu nome oficial para Clinic. Em 1999 assinaram a Domino Records que lhes garantiu a edição da compilação de estreia, auto-intitulada, e que incluía os três primeiros curta duração da banda. Um ano depois a banda editava Internal Wrangler, o álbum de estreia, que receberia aclamações excelentes pela crítica especializada. Mas os Clinic ainda estavam a preparar o público para a bela discografia com que nos têm vindo a premiar nos últimos anos. Walking Thee(2002) é para mim, no entanto, o disco que viu os Clinic aclamarem-se como uma das melhores bandas da actualidade e, apesar da mudança de sonoridade que hoje encontramos ao ouvir Free Reign II (2013), onze anos depois, Walking Thee veio trazer um álbum projectado para uma era futura. A introdução e excelente conjugação dos elementos básicos com a melódica e o clarinete desenhou neste trabalho o retrato de um álbum muito desejado a ouvir no próximo dia 2 de Maio em Gaia. A homónima "Walking Thee" não pode faltar.

YUCK
Apesar de existir uma grande quantidade de bandas recentes a tocar indie rock e noise pop, os Yuck foram uma das que mais se destacaram nos últimos anos. Já têm dois LP's e foram comparados a bandas como Sonic Youth, Dinosaur Jr. e Pavement. Em 2011 lançaram o homónimo álbum de estreia, um disco bastante bom, com malhas como "Get Away" e "The Wall", duas das melhores músicas da banda. O segundo álbum saiu dois anos depois, já sem o vocalista e guitarrista Daniel Blumberg (agora mais conhecido por Hebronix), mas com a mesma qualidade de anteriormente. Após um concerto em Portugal o ano passado, onde tocaram uma cover da "Age of Consent", dos New Order, o quarteto está de volta a Portugal e será certamente um dos destaques do Indouro Fest.

WHISTLEJACKET

Prestes a lançar um EP e a marcarem a sua estreia em Portugal, os londrinos Whistlejacket são uma das bandas a ter em atenção no cartaz deste Indouro FestEstes britânicos tomam inspiração dos nirvana e do post punk, produzindo o seu próprio shoegaze: uma mistura de noise, entrelaçada com dream pop e psicadelismo. Shoegaze do bom, portanto. Somam dois álbuns até à data — o YULE e um ep chamado EP — e preparam-se para lançar o seu terceiro trabalho: mais um EP. Seria de esperar que uma banda com tão pouco trabalho editado tivesse pouco para mostrar. Mas tal não é o caso. A mistura de todas as suas influências converte-se num output complexo em termos de sonoridade. E dada a sua vinda ao Indouro, estamos perante a oportunidade única de ver uma banda no início da sua franca expansão. Todos seremos testemunhas do que os londrinos são capazes no dia 3 de Maio.

British Sea Power

Os British Sea Power vêm de Brighton no Sul de Inglaterra, localidade junto ao mar que poderá ter influenciado na escolha do nome, e formaram-se no ano 2000. Sendo uma das bandas inseridas no movimento revivalista do post-punk que marcou o fim dos anos 90 e o início dos anos 00, foi em 2001 que  lançaram o seu primeiro single “Fear of Drowning”. Este viria a ser incluído no primeiro álbum editado em 2003, The Decline of British Sea Power, mostrando-se como um óptimo cartão-de-visita da banda, numa altura em que o indie rock era responsável pelo imenso airplay nas rádios desse mundo. Os primeiros 5 minutos do álbum começam de uma maneira crua e agressiva, um pouco a lembrar os The Fall. Essa energia vai-se desvanecendo com o passar das músicas mas isso não quer dizer que a qualidade também se dissipe. No geral, não se trata de um clássico, mas mesmo assim representa um trabalho sólido, repleto de influências dos Pixies, e o melhor que o British Sea Power nos mostraram até à data.

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Sobre os Chameleons…

No mesmo dia em que os Luna nos visitam e no qual há 16 anos atrás desapareceu Adrian Borland — a alma dos Sound — é também de destacar que, exactamente daqui a uma semana, os Chameleons nos visitam mais uma vez.
Bem, não os Chameleons “Chameleons”, mas os Chameleons Vox, uma banda liderada pelo seu eterno frontman Mark Burgess, dedicada à manutenção do legado dos Chameleons.
Mas, quem foram os Chameleons?

Bem…a par dos Sound, os Chameleons serão provavelmente uma das bandas mais significativas do underground do post-punk.
Pode parecer redundante usar o vocábulo "underground" e "post-punk" juntos dado que o post-punk não é, nunca foi, nem será alguma vez um género para a apreciação de massas, mas a verdade é que a banda produziu alguns dos maiores hinos do movimento e, em troca, receberam magras aclamações e parco reconhecimento.
E assim continuaram, com algumas pausas pelo meio, até ao ano de 2003.
Foi nesse ano que os Chameleons desapareceram.
Entretanto, surgiram os Chameleons Vox, liderados por Mark Burgess, o mentor espiritual dos Chameleons.
Cabe a Burgess personificar o legado dos Chameleons.
Através do seu baixo e da sua voz, podemos continuar a ouvir imortais temas como “Less Than Humans”, “Lufthansa” e “Don’t Fall”.

Portugal foi agraciado com duas datas — 3 de Maio no Hard Club e 5 de Maio na Caixa Económica Operária — daquela que supostamente será a última digressão de Burgess e dos Chameleons Vox. 
Estamos, portanto, perante a derradeira oportunidade de ver um dos maiores marcos do post-punk bem de perto. 
Para alguns será a primeira vez. Para outros, será a segunda ou terceira. 

Mas para nós todos, será a última vez. 


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