sábado, 23 de maio de 2015

Festa de Encerramento do "Um Ao Molhe"

Depois de vários concertos e paragens por todo o país e fora dele, o UM AO MOLHE, primeiro festival itinerante de one-man-bands está a chegar ao fim. 
No dia 29 de Maio volta a casa numa festa de encerramento que promete fazer jus aos quatro meses de festival. 
O Passos Manuel foi o local escolhido para a festa, que vai reunir uma vez mais no mesmo espaço alguns dos melhores projectos nacionais de bandas de um Homem só. 

Este festival é uma iniciativa do colectivo portuense Antes Cowboy que Toureiro e tem como objectivo promover uma amostra do que de melhor se tem feito ao nível de bandas de um homem só em Portugal e criar um circuito sólido para o crescente número de músicos emergentes. 

Os concertos arrancam a partir das 22h00 e a entrada é 5€. 

LINE-UP 
22h00 | Dawn:Bird no sítio das almofadas
22h15 | Coelho Radioactivo no auditório 
22h45 | Captain Boy no outro sítio das almofadas 
23h00 | The Missing Link na cave 
23h30 | Blac Koyote no auditório 
00h00 | Amador no bar 
00h30 | Jacketx na cave 
01h00 | LASERS no auditório 
01h30 | Twisted Freak na cave 
02h00 | daily misconceptions no auditório 
02h00 | LASER (dj set) 

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sexta-feira, 22 de maio de 2015

[Review] Ghost Dance 7' - V/A (e retrospectiva do movimento emo)


Ghost Dance // Slave Cut Records // 1994
8.0/10

A acompanhar o (re)surgimento de algumas bandas que se debruçam novamente sobre o estilo emo tão bem conseguido nos anos 90 e início dos 00, decidi mostrar-vos (pelo menos àqueles que ainda não conheciam) uma compilação, a qual acho fulcral para a compreensão do género. Não desde os primórdios (à semelhança de Rites Of Spring, Embrace, Moss Icon, etc) mas dos anos em que as bandas emo catapultaram para os tops mundiais. 

De seu nome Ghost Dance, é raríssima em formato físico, tal como a maioria delas (dou um beijo a quem me arranjar uma), esta compilação data de 1994, saiu pela Slave Cut Records, e conta na sua tracklist com temas inéditos de bandas tão conhecidas como os Braid, Cap'n Jazz, Embassy conjugadas com bandas menos conhecidas mas não menos boas, que nunca singraram comercialmente (como os Indian Summer). Decidi fazer esta review porque achei que já era tempo de desmistificar o género (não gosto de lhe chamar isto mas torna-se mais fácil à compreensão) e corromper todo o hate em que movimento emo foi envolto no pós-2004, entrando, posteriormente, em decadência até à sua (quase) extinção. 

Convém realçar que bandas como My Chemical Romance, Tokio Hotel, Panic! At The Disco, etc não são emos por usarem eyeliner... longe disso... a maioria das bandas relevantes do movimento e das quais me debruçarei neste pequeno texto, não usavam eyeliner nem se auto-mutilavam ou outras coisas quaisquer que o povo sempre gostou de inventar. É verdade que a palavra se tornou curriqueira e pejorativa, muito por culpa de todo o buzz que os media criaram à volta de um estilo que nasceu e devia ter morrido (ou continuado) no underground. E, claro, depois do sucesso vem o interesse. Não admirou, portanto, que depois de bandas como os Thursday, Dashboard Confessional ou The Get Up Kids terem feito sucesso, surgissem inúmeras bandas a copiar a sua fórmula sem terem nada de muito relevante a dizer e/ou a acrescentar, com o único objectivo de fazerem dinheiro com um género que vendia, deturpando assim toda a mensagem das bandas originais. É o lado negro da música, mas adiante. Ghost Dance, sendo sucedida mais tarde pelas The Emo Diaries (da Deep Elm Rec), quando o estilo emo atingia o seu auge, apresentaria o que de melhor se faz dentro do movimento e prova, aos mais desatentos, que se tratava de um género bastante arrojado com muitas influências do pós-hardcore (que entretanto surgia) e algumas de jazz (como é o caso de bandas como os American Football, de que tanta gente fala agora). 


Falando da música presente neste disco - a primeira faixa "Sugar Pill" dos Indian Summer, banda que esteve no ativo durante um ano (1993-1994) demonstra muito bem aquilo que já mencionei: uma dinâmica suave com o vocalista cantando de modo dissonante, em crescendo, até acabar num fantástico riff com o cantor a dar tudo de si. “Theme For Memory” dos From Ashes Of (não confundir com os belgas From Ashes Rise), é um malhão às antigas que funciona bem no pós-apocalipse do tal comprimido de açúcar e detentora de um riff que poderia ter sido muito bem utilizado por uns Smashing Pumpkins. Os Third Rail Rhyme apresentam-nos a "Double Helix" que demora cerca de seis minutos a funcionar na sua plenitude. Altos e baixos em todo o lado, controlados por uma parte groovy rápida, algo matemática, que fez a passagem dos crescendos e minuendos típicos do género para algo mais livre e experimental. Quebras rítmicas que nos fazem gelar o coração e dissonâncias constantes são o prato do dia desta música. O fim, esse, é um autêntico comboio em descarrilamento. Pouco se sabe acerca desta banda sendo este o único registo áudio existente da mesma. Pena, porque um LP disto tinha tudo para ser bom.

Os Embassy entram em cena com a música mais hardcore da sua carreira e de todo o disco. "His Years" é uma típica canção emocore, vocais e liricismo intenso – o que se quer. Chegamos ao ponto alto do disco, com a chegada dos já, relativamente, “famosos” Cap'n Jazz. Destes pouco há a dizer, são uma das bandas mais famosas desta época do movimento, lançando o seu primeiro e único disco um ano depois desta compilação sair. E sim, é mesmo isso que estão a pensar, "Blue Grass" é a versão primordial de “Bluegrassish”, faixa 8 de Shmap' n Shmazz (ou Burritos, Inspiration Point, Fork Balloon Sports, Cards In The Spokes, Automatic Biographies, Kites, Kung Fu, Trophies, Banana Peels We've Slipped On and Egg Shells We've Tippy Toed Over – o nome original), o tal primeiro disco da banda e contribuidor para a história do género. É interessante comparar esta primeira versão com a que todos nós conhecemos (a do disco) visto as duas terem pouco em comum para alem da letra e de algumas notas. 

Se os Cap'n Jazz são os mais famosos, os Braid são os mais bem sucedidos pelo simples facto de ainda existirem atualmente e contarem com cinco álbuns no seu currículo, o último dos quais lançado no ano passado. Porém, a sua sonoridade sofreria diversas alterações ao longo dos anos e já nada tem a ver com aquela que é apresentada aqui com "Elephant": uns Braid muito mais rápidos e distorcidos do que aqueles que reconhecemos em "Frame And Canvas". Mais uma pérola.

A terminar mais uma dos Embassy, a única banda repetida, que mantem o power deixado pelos Braid conjugado com um valente groove aliado a uns vocais intensíssimos, ora falados ora gritados de forma algo desesperante. "How Can You?" acaba com este autêntico documento sonoro. Com isto, espero que tenha semeado alguma curiosidade em vós para investigarem algumas das bandas aqui mencionadas e quem sabe se não encontram uma banda que adoram num género que antes tomavam como fraco e não merecedor de atenção. Àqueles que já conheciam: mais uma escuta não fará mal a ninguém.

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STREAM: 10 000 Russos - 10 000 Russos LP


O álbum de estreia dos portugueses 10 000 Russos já se encontra disponível para audição gratuita na íntegra. O álbum assinala a primeira edição com a label Fuzz Club Records e é composto por um total de cinco canções que roçam na cena psych-rock. Deste novo disco já era conhecida anteriormente a faixa "Karl Burns", que segue abaixo juntamente com as restantes quatro faixas. 

10 000 Russos LP foi editado na passada quarta-feira, dia 20 de maio pela Fuzz Club Records.


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Destroyer anuncia novo álbum


Destroyer, o projecto a solo de Dan Bejar (The New Pornographers), prepara-se para editar um novo trabalho de estúdio que sucederá assim o longa-duração Kaputt (2011). Poison Season, vê assim revelados os seus pormenores, tracklist e cover art, bem como "Dream Lover", o primeiro single de avanço que poderá ser ouvido abaixo.

Poison Season  tem data de lançamento prevista para 28 de agosto via Merge Records.


Poison Season Tracklist:
1 - Times Square, Poison Season 
2 - Dream Lover 
3 - Forces From Above 
4 - Hell 
5 - The River 
6 - Girl in a Sling 
7 - Times Square 
8 - Archer on the Beach 
9 - Midnight Meet the Rain 
10 - Solace’s Bride 
11 - Bangkok 
12 - Sun in the Sky 
13 - Times Square, Poison Season II

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quinta-feira, 21 de maio de 2015

Girl Band são o primeiro nome confirmado para o Mucho Flow 2015


Foi hoje revelada a data da terceira edição do Mucho Flow que o ano passado trouxe até Guimarães Amen DunesCAVE, The Vacant Lots, Bitchin’ Bajas, Sculpture, e Toulouse. A decorrer novamente no edifício CAAA, em Guimarães, o Mucho Flow de 2015 acontecerá no próximo dia 10 de outubro e conta já com os irlandeses Girl Band como o primeiro nome a ser confirmado. 

O quarteto masculino apresentará assim os temas de The Early Years, o mais recente curta-duração, editado em abril passado pelo selo Rough TradeO Mucho Flow tem a assinatura da promotora Revolve.


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Cinerama no NOS Primavera Sound

Cinemara, o side-project de David Gedge, é a mais recente adição ao cartaz - até então fechado - do NOS Primavera Sound
Gedge, mais conhecido pelo seu trabalho nos icónicos Wedding Present, traz-nos ao Parque da Cidade do Porto os seus Cinerama e a reinterpretação dos temas de Valentina - o derradeiro LP dos Wedding Present - marcando assim os pontos de convergência e confronto entre ambos os seus projectos. 

Para ver no Parque da Cidade do Porto, no dia 4 de Junho.


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Horda 130 abrem para Clan Of Xymox


Os portuenses Horda 130, trio que se junta à casa dos novos artistas portugueses, são a banda responsável pela abertura do concerto único dos icónicos Clan Of Xymox em Portugal, a acontecer dia 13 de setembro no Hard Club, Porto, mais um evento com a assinatura da Muzik Is My Oyster. A banda encontra-se em processo de gravação do seu EP de estreia e para já são conhecidos apenas dois singles "Monkey" e "Trees", que poderão ser ouvidos abaixo.

Os concertos para 13 de setembro têm início às 21.30H e têm u preço de 20€. [17€ para quem apresentar o bilhete do concerto dos Chameleons Vox].



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quarta-feira, 20 de maio de 2015

Reportagem: Maio Maduro Maio - Hard Club [Porto]


Na passada sexta-feira, dia 15 de Maio, fomos até ao Hard Club, Porto, para assistir à primeira edição do festival Maio Maduro Maio. No cartaz pautavam os portugueses 10 000 Russos, os londrinos Desperate Journalist e, a encabeçar a noite, a banda natural de Manchester, The Underground Youth. É de congratular, desde já, a promotora portuense Muzik Is My Oyster, que tem sido pioneira em trazer bandas internacionais que dificilmente tão cedo cá voltarão. E o resultado foi igualmente uma noite incrível, com direito a um dos melhores concertos do ano a receber a assinatura dos The Underground Youth. Antes de partir para o que se passou no final da noite de sexta feira convém no entanto referir o que aconteceu antes.

10 000 Russos


Com os concertos a terem início, tal como previsto, por volta das 21.45H, e numa sala semi cheia, os 10 000 Russos subiram ao palco da Sala 2 para apresentarem os temas do recente lançado álbum de estreia homónimo. Num concerto com uma duração aproximada de cerca de 40 minutos, os portugueses deixaram uma marca do psych rock bastante denotada entre o público. A abertura estava feita e os pedais, ligados. A aura psicadélica de "Karl Burns" era simulada nas luzes e o baterista encarregava-se de descrever a emoção pela voz, manipulada pelos entusiastas efeitos dos diversos pedais. Não se resumiria só à voz, e a sonoridade dos 10 000 Russos era igualmente manipulada via pratos, tarolas e claro na guitarra e no baixo. O resultado: muita distorção e uma boa abertura, apesar de repetitiva. Depois de uma saída abrupta, e dos amplificadores a implorarem para ser desligados, o "pós-encore" dos 10 000 Russos aconteceu. O trio entra em palco, não para tocar, mas para desligar todo o som.






Desperate Journalist



Após uma pausa entre concertos, a sala 2 do Hard Club mostrava-se bem mais composta, e com um público menos destemido e cada vez mais próximo do palco. O quarteto Desperate Journalist marcava a sua estreia em palcos nacionais e havia uma massa populacional bastante curiosa para ver a performance dos londrinos ao vivo. Com o álbum de estreia homónimo na bagagem e uma identidade muito própria, a banda abriu o concerto com "Hesitate", e continuou a percorrer a tracklist do álbum de estreia, merecendo especial destaque singles como "Happening", com um sistema de luz bastante bem inserido e ainda o recente "Control". Curiosamente este último curiosamente a levar a vocalista Jo Bevan a comparações ao legendário Ian Curtis, pelo visual semelhante entre ambos. A terminar, os Desperate Journalist apostaram na única música tocada até ali, que não pertencera a este novo álbum, "Organ", um dos primeiros singles da banda, a ter um fecho muito positivo, com público a aplaudir, calorosamente. 








The Underground Youth 


O espaço entre o palco e o público tornara-se inexistente. Estava-se perante uma sala carinhosamente composta para receber a banda mais aguardada da noite, os The Underground Youth. Com "Lost Recording" a abrir o concerto, e novo álbum recentemente anunciado, Haunted, a banda destacou ainda a "In Sofia's Reflection"e "In The Dark I See", do álbum The Perfect Enemy For God. No entanto os singles de Mademoiselle acabariam por não aparecer. Um dos momentos assinaláveis acontece quando os primeiros acordes de "Morning Sun" começam a ouvir-se na pequena sala do Hard Club. O público não lhes é indiferente, e curiosamente, à semelhança do famoso clipe da música, o público começa a dançar e a mostrar grande entusiasmo. Há uma esfera cultural que se apodera das almas mais envergonhadas e as faz libertarem-se. Algo muito bonito de se ver. 







Os The Underground Youth ainda não tinham, no entanto, mostrado uma despedida épica do país. Caberia, ali, ao vocalista Craig Dyer incorporar um membro do público, e, eis que num salto o microfone e o vocalista se encontram ao mesmo nível do público. Dyer sussura "I Love You", palavras que se resumem a um dos momentos mais entusiasmantes do concerto. "Rules of Attraction" fazia os casais trocarem beijinhos e os mais solitários a acompanharem-se de um enorme sorriso esbugalhado enquanto saltavam, batiam palmas e dançavam como nunca pela noite fora. "I Fucking Love You" gritava já Craig acompanhado de Mark Kendrick, no baixo e David Mapson na guitarra. No palco via-se o teclista e a baterista Olya, a dispensar os pratos, juntamente com algum público que agora adquiria a visão da banda. Era assim o adeus, o adeus para um encore que ainda traria "Dreaming With Maya Deren" e "Drown In Me" como fim. Um dos melhores concertos de 2015, se não o melhor até à data.







A primeira edição do Maio Maduro Maio foi muito positiva e veio afincar que a cultura musical está a crescer no Porto e mais uma vez prestigiar o nome da MIMO que nos últimos anos a tem mantido bastante activa. Espera-se assim, por mais uma edição deste "mini festival" para o próximo ano, que terá a nossa presença garantida.


Reportagem: Sónia Felizardo
Fotografia: Mário Jader

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[Review] Unknown Mortal Orchestra - Multi-Love

Multi-Love // Jagjaguwar // Maio de 2015
2.2/10

Não são precisas muitas palavras para descrever Multi-Love, o terceiro álbum de longa duração dos Unknown Mortal Orchestra. Depois de um segundo álbum, II, a garantir-lhes um nome na cena musical, e ainda a mencionar, a produção do primeiro álbum dos Wampire pelo baixista Jacob Portrait - que em 2013 ainda teve algum impacto na imprensa - era esperado que ao terceiro álbum, a banda dividida entre a Nova Zelândia e a América, voltasse a apostar na guitarra característica das grandes malhas como "No Need For A Leader" e "Swim and Sleep (Like A Shark)". 

Mentira. 

Ao que parece os efeitos pirosos da electrónica, a níveis vocais, e com uma aura pop intragável, conseguiram subir à cabeça dos Unknown Mortal Orchestra, o que se reflecte neste terceiro longa duração.  

Em Fevereiro, quando os Unknown Mortal Orchestra tornaram oficial o lançamento de Multi-Love, através do single homónimo, já se adivinhava um futuro pouco promissor. Notavam-se influências dos Hot Chip com umas paneleirices que se ouvem quando se passa nas montras da Bershka e afins, e o single tornava-se cada vez mais insuportável ao passar do tempo. O melhor era ignorar tudo e ouvir posteriormente o álbum na íntegra. O álbum saiu, e o resultado seria mais que previsível: Multi-Shit

Não querendo, no entanto, induzir no ouvinte uma opinião errada, é importante que se passe à exploração mais detalhada deste terceiro trabalho de estúdio, tendo como já adquirida a habitual sonoridade dos Unknown Mortal Orchestra. "Like Acid Rain" à semelhança do já comentado "Multi-Love" vem trazer uma sonoridade electro-pop que, como single, poderá eventualmente funcionar como um hit de verão, mas, no entanto é mais uma peça de lixo musical produzido. Se em II, os UMO apostavam numa sonoridade mais psicadélica, típica nos inícios dos anos 10 do presente século, em Multi-Love apostam em baterias digitais, modificações vocais que se aproximam ao mais mau que a pop pode ter, e produzem-nos com samples que conferem aos tracks uma certa impossibilidade de prolongar a sua audição. 

Em "Can't Keep Checking My Phone", curiosamente, começa-se a ouvir qualquer coisa. Na referida track há uma aposta numa introdução bastante semelhante aos trabalhos de Django Django, no entanto, ao longo dos segundos volta-se ao que os anteriores três singles haviam mostrado. "Extreme Wealth And Casual Cruelty" é dos poucos singles minimamente aproveitáveis deste novo trabalho do trio, e possivelmente o único single que é possível de ouvir nas primeiras audições do início até ao fim. O saxofone, que funciona aqui, como um elemento novo na sonoridade dos Unknow Mortal Orchestra, acaba por resultar bem. No entanto, para já, e possuindo uma curta discografia, é uma aposta demasiado arriscada, e, inserida neste mau álbum, não resulta consequentemente como algo positivo. "The World Is Crowded", "Stage Or Screen" e "Necessary Evil" são alguns bons exemplos do quão mau uma banda deve estar para editar um disco assim. 

Em nove singles não há um que se consiga sequer apontar como muito bom, todos parecem apresentar erros, essencialmente a níveis de coerência sonora. Há muita produção, mas pouca entrega como artistas. Quanto à inovação, é visível um lado mais clássico, mas a voz de Ruban Nielson torna-se demasiado garrida e pouco harmónica. Multi-Love é, em suma, um álbum completamente dispensável de ouvir. Se ainda não o fizeram, não o façam.


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Milhões de Festa avança com novos nomes


A organização do Milhões de Festa avançou hoje com novos onze nomes que  actuarão junto à piscina, no palco Ginga Beat Red Bull Music Academy Radio. As portas estarão assim abertas durante as tardes dos dias 24, 25 e 26 de Julho para actuações de Branko, LAmA e DJ sets de Chris Menist + Maft Sai. Mas as confirmações não ficam por aqui. Chancha Via Circuito, o californiano Al Lover e ainda os PISTA, uma das bandas revelação nacional do presente ano.

Ainda para o mesmo palco estão confirmados, os Yong Yong, LAmA (aka Shela, de If Lucy Fell e ex-PAUS), a pop distorcida dos nozTocha Pestana e o noise ambiental de MMMOOONNNOOO. Os finais de tarde serão assegurados por DJ sets de Chris Menist + Maft Sai (Paradise Bangkok) e Concorrência.



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terça-feira, 19 de maio de 2015

BranMorrighan leva An experimental Jet Set, Trash & No Star Night! ao Musicbox


Depois do êxito que foi a sua festa de aniversário, no dia 3 de junho o blogue BranMorrighan vai voltar a invadir o Musicbox, Lisboa, e desta vez conta com concertos de Surma, Twin Transistors e Les Crazy Coconuts.

Local: Musicbox Lisboa
Bilhete: 5€

Horários:
Abertura de Portas – 21h30
Surma – 22h
Twin Transistors – 22h45
Les Crazy Coconuts – 23h30

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STREAM: Thee Oh Sees - Mutilator Defeated At Last


Os Thee Oh Sees estão a disponibilizar o seu mais recente trabalho, Mutilator Defeated At Last, para audição gratuita, em modo de celebração da sua edição, via Castle Face Records. Para além do streaming, a banda de John Dwyer  está a oferecer igualmente o álbum para download, apenas e unicamente, hoje.


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segunda-feira, 18 de maio de 2015

Chris Eckman (The Walkabouts) com três concertos em Portugal


O vocalista e letrista dos The Walkabouts, Chris Eckman, está de regresso a Portugal para apresentar Harney Count, o seu mais recente álbum. Eckman produziu o álbum acompanhado pelo contrabaixista Ziga Galeb que o acompanha ao vivo na digressão em Portugal. A sua passagem por terras nacionais contemplará desta forma três concertos que podem ser consultados abaixo. A primeira parte destes espectáculos é assegurada pelos portugueses a Jigsaw, representados por João Jorri e João Rui em formato duo.

21 de Maio - Salão Brazil, Coimbra 
22 de Maio - Casa das Artes de Arcos de Valdevez 
23 de Maio - Cine Teatro João D´Oliva Monteiro, Alcobaça 


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Sun Kil Moon divulga nova música



Mark Kozelek, mais conhecido como Sun Kil Moon, divulgou mais uma canção do seu próximo álbum, Universal Themes. O tema chama-se "Garden of Lavender" e será a 6ª faixa do disco.

Tracklist:
1. The Possum
2. Birds Of Flims
3. With A Sort Of Grace I Walked To The Bathroom To Cry
4. Cry Me A River Williamsburg Sleeve Tattoo Blues
5. Little Rascals
6. Garden Of Lavender
7. Ali/Spinks 2
8. This Is My First Day And I'm Indian And I Work At A Gas Station 



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Lower Dens regressam a Portugal para dois concertos


Os Lower Dens, banda de Jana Hunter, regressam a Portugal em Novembro para apresentar o seu mais recente trabalho de estúdio Ecape From Evil. A banda tem assim passagem por Lisboa e Braga a 21 e 22 de Novembro, respectivamente.

A 21 de Novembro os Lower Dens sobem ao palco da Galeria Zé dos Bois, em Lisboa e no dia seguinte, a 22 de Novembro actuarão na Blackbox do GNRation, em Braga. Os bilhetes têm um preço de 8€, para Lisboa, e 7€ em Braga.


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STREAM: Cajado - Anta do Livramento


Há nos Cajado uma sujidade tão pura e natural que nos lembra e liga imediatamente à terra, qualquer que seja a terra – a nossa, a tua ou a deles. Gravado nos SlowDriver Studios por Joel Fausto e Daniel Catarino, Anta do Livramento é uma espécie de banda-sonora para uma terra imaginária, que se encontra agora disponível para audição gratuita na íntegra.

Anta do Livramento tem data de edição no próximo dia 25 de Maio pelo selo Capote Música.


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The Maccabees confirmam novo álbum


Os The Maccabees confirmaram hoje os detalhes do já esperado novo álbum cujo single de avanço, "Marks To Prove It", já houvera sido avançado. O álbum recebeu hoje o nome do referido single e foi revelada igualmente a tracklist e cover art do mesmo. Em baixo é igualmente possível ver o vídeo para "Marks To Prove It".

Marks To Prove It tem data de lançamento prevista para 31 de Julho via Fiction.


Marks To Prove It Tracklist: 

1. Marks To Prove It 
2. Kamakura 
3. Ribbon Road 
4. Spit It Out 
5. Silence 
6. River Song 
7. Slow Sun 
8. Something Like Happiness 
9. WW1 Portraits 
10. Pioneering Systems 
11. Dawn Chorus

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domingo, 17 de maio de 2015

STREAM: Dirty Fences - Full Tramp


Com edição prevista na próxima terça-feira, os nova-iorquinos Dirty Fences disponibilizaram esta semana Full Tramp para audição gratuita na íntegra. O álbum traz algumas influências do garage-rock, com tonalidades de rock'n'roll igualmente notáveis.

Full Tramp tem data de edição prevista para 19 de Maio via Slovenly Recordings.


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Vídeos Da Semana #48


Numa semana pautada pela passagem dos The Underground Youth pelo norte de Portugal, revelação de novos nomes para o Reverence Valada Festival e para o Forte Festival, foram, como usualmente, surgindo novos vídeos de discos que têm saído ao longo do ano. Assim para (re)ver há trabalhos audiovisuais de L'Orange & Jeremiah Jae, Spoon, Ratatat, José González e Squarepusher.

1 - Spoon - "Inside Out"

2 - José González - "Open Book"

3 - L'Orange & Jeremiah Jae - "Death Valley"

4 - Squarepusher - "Stor Eiglass"

5 - Ratatat - "Intro"


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