sábado, 13 de junho de 2015

Sufjan Stevens mostra "Harsh Noise"


Em 2012, em função de um projeto colaborativo, com duração de apenas uma noite - One Night Stand-, Sufjan Stevens juntou-se ao violoncelista Gasper Claus, Bryce Dessner (The National) e Ben Greenberg (The Men) para criar o single inédito "Harsh Noise" numa apresentação, gravada em 2012, e que agora será lançada em formato double LP a 30 de junho, com edição limitada. 

Para além da faixa de Sufjan Stevens, o disco duplo contará ainda com músicas de Pedro Soler, Jessie Stein (The Luyas), David Moore (Bing and Ruth), Rémi Alexandre (Shorebilly), Ben Greenberg (The Men/Hubble/Uniform/The Zs), Jessica and Andy (She Keeps Bees), Emil Bognar-Nasdor (Dawn of Humans), Mauro Remiddi (Porcelain Raft) e Gaspar Claus

Sufjan Stevens lançou Carrie & Lowell a 30 de março.


+

Reportagem: NOS Primavera Sound 2015 - Parque da Cidade [Porto]


A quarta edição do NOS Primavera Sound aparentava ter um cartaz mais fraco que as suas antecessoras, no entanto, as cerca de 77 mil pessoas que, passaram pelo recinto este ano, provaram o contrário: foi a edição mais bem sucedida de sempre e para o ano há mais Primavera Sound, no Porto. A marcar no calendário: de 9 a 11 de junho.

Dia 1

Fotografia: Rui Santos
Dia de pulseira azul e dia marcado pelos aniversários no NOS Primavera Sound. Com uma com menor oferta de concertos, a nível quantitativo, este primeiro dia de festival apresentava, no entanto, nomes com grande peso na indústria musical e ainda uma oportunidade rara de ver nomes desses tão cedo por terras nortenhas, como os  Interpol, a Patti Smith e eventualmente FKA Twings, se entretanto não passar por um Vodafone Paredes de Coura. Mikal Cronin, Mac DeMarco e Caribou apresentavam-se como outras sugestões de interesse para chamar as pessoas que, ainda  que em clima de festa, teriam um início de sexta-deira marcado pelo trabalho. 


Bruno Pernadas
O dia abriu com Bruno Pernadas, um dos poucos portugueses no cartaz do festival. O músico e compositor apresentou o seu álbum de estreia, How Can We Be Joyful In A World Full Of Knowledge?. Em conjunto com mais oito pessoas em palco, Pernadas tocou o álbum na íntegra e apresentou uma excelente nova música, que ainda não foi lançada, no que foi um dos melhores concertos do dia.

Mikal Cronin

Não tardou muito até Mikal Cronin, e a sua banda, entrar no Palco Super Bock, o artista californiano veio ao Parque da Cidade apresentar o seu terceiro registo discográfico, MCIII, que não teve uma grande reação por parte da critica. O baixista da Ty Segall Band foi recebido de uma forma amena por parte do público, passando por músicas como “Get Along”, “Apathy” e “Weight”, notando-se claramente as variações entre um estilo musical mais melódico, e um mais caracteristico do garage-rock, havendo por vezes, fuzz e feedback capazes de nos rebentar os ouvidos. Foi no geral um concerto moderadamente bom, mas que nada teve haver com o último concerto do artista no Porto, com a Ty Segall Band, precisamente neste festival, que ficou na memória de muitas pessoas como um dos melhores concertos de 2014. 

Mac DeMarco

Fotografia: Rui Santos
Com um final de tarde a desenvolver-se, Mac DeMarco subiu a um Palco NOS que proporcionava a vista para um espaço do público bastante povoado. "Salad Days" marcava assim, o início de um concerto que seria, como expectável, mediano. Crowdsurfing e cantar os "Parabéns" são no máximo um espectáculo de entretenimento e de concerto teve-se pouco. No entanto há sempre a pausa para comer e fumar um cigarro e, sempre a acertar, Mac DeMarco traz na setlist "Cocking Up Something Good", que é posteriormente sucedida por "Ode To Viceroy". Num concerto que percorreu os dois últimos álbuns e ainda o novo EP, recentemente anunciado, o resultado geral foi, no entanto, pouco animador.

Interpol

Fotografia: Marcelo Baptista
Assumindo-se como os principais cabeça-de-cartaz do primeiro dia do festival, os Interpol deram um concerto muito bom, que não pareceu agradar a todos, mas certamente satisfez os fãs de Turn on the Bright Lights, o mais conceituado álbum da banda. A setlist incluiu sete canções do disco, incluindo as excelentes "Untitled" e "Stella Was a Diver and She Was Always Down". O resto do alinhamento abrangeu a maior parte dos outros álbuns, e incluiu músicas como "Evil", "Slow Hands" e a recente "All the Rage Back Home", a última a ser tocada. Apesar de alguns momentos mais aborrecidos a meio do concerto, devido a algumas músicas menos interessantes de Antics e Our Love to Admire, este foi um dos destaques do dia, e só não foi melhor porque não se ouviu "Obstacle 1" ou "NYC".

Fotografia: Marcelo Baptista

Dia 2

Fotografia: Rui Santos
Ao segundo dia o sol fazia-se finalmente sentir pelo Parque da Cidade. A estreia de Run The Jewels e Viet Cong em Portugal, e a despedida de nomes icónicos como The Replacements e Anthony and The Johnsons parecia ter movido uma população bem mais significante que no primeiro dia. Afinal, também era oportunidade única para ver Patti Smith e a banda a tocar, na íntegra, o clássico Horses, e o seu último concerto por terras nacionais depois da passagem no dia anterior pelo Palco Pitchfork num concerto acústico/spoken word.

Viet Cong

A decisão de trocar Patti Smith — a Grande Patti Smith — por um dos nomes emergentes do post-punk pode parecer, para alguns de vós, descabida e de uma perfeita ignorância. No entanto, para quem escutou milhentas vezes o novo LP, o EP e rejubilou quando se apercebeu que os ia poder ver ao vivo, a questão nem se coloca. E foi isso que motivou quem vos fala deste lado. Isso tudo, e o facto de saber que, apesar de nunca mais na vida ouvir nada de novo dos Women nem de nunca os ver ao vivo, eu estive lá quando uma boa parte deles calcaram o nosso país pela primeira vez. 

O concerto começou com o tema que dá início à obra dos Viet Cong: “Throw it Away”, a primeira faixa do EP CassetteSeguiram-se mais 3 faixas, todas do LP deste ano — considerado desde já um dos melhores aqui na redacção — “Bunker Buster”, “March of Progress” e a “Continental Shelf”. O concerto acabou com a “Death”, o último tema do LP. Um portento sonoro que ao vivo durou perto de 20 minutos (ou pelos menos assim o pareceu) que cruza o melhor do post-punk de compasso rápido com o drone arrastado das guitarras melancólicas e da cessante bateria. O tema acaba com a explosão da voz e dos instrumentos, um fim digno para uma estreia marcada por ansiedade e emoção de ambas as partes. O que dizem é verdade: existe amor à primeira vista.  

The Replacements

Fotografia: Rui Santos
Com concerto marcado para a mesma hora que os Electric Wizard e meia hora antes de Sun Kill Moon, os The Replacements que tocavam no Palco NOS, não conseguiram chamar muito a atenção do público, sendo um dos concertos menos povoados do palco principal ao longo dos três dias de festival. Ironicamente um dos melhores do segundo dia, e, segundo o vocalista Paul Westerberg, o último da banda. Afinal os que ficaram de início ao fim aproveitaram a última oportunidade de ver a banda ao vivo e ainda de aproveitar covers de Chuck Berry, Barbie Gaye e T-Rex, este último no encore. Num concerto bastante animado e com direito a guitarras a voar, o quarteto de Minneapolis deu uma performance numa sobriedade inexistente que resultou numa pequena população a dançar ao som dos anos 80. Grandes Velhos.


Spiritualized

Palavras para quê?







Fotografias: Marcelo Baptista

Antony and The Johnsons


Fotografia: Marcelo Baptista
Os ponteiros marcavam 00h15, todos os outros palcos encontravam-se sem concertos e começava então um dos melhores concertos do festival. Já com os elementos da orquestra nos seus devidos lugares e depois duma introdução do concerto com uma mulher num manto branco a apresentar uma espécie de dança, começa então o concerto. Atrás dos músicos são projetadas cenas de filmes japoneses, cenas algo desconcertantes e entra então Antony Hegarty, senhor(a) de uma voz inconfundível, todo vestido de branco também.
As primeiras notas de “I am The Enemy” são tocadas e mal se ouve a voz de Antony, todo o seu aspeto celestial faz sentido, parecia que um anjo tinha descido à Terra e que tudo naquele momento fazia sentido. Seguiram-se músicas como “Ghost”, “Another World”, “Cut the World” e “Blind” (Sim, aquela dos Hercules And Love Affair), esta última que foi das mais aplaudidas e que funcionou muito bem com a orquestra. O público sabia quando aplaudir, mantinha-se calado para ouvir a voz de Antony e acompanhava as partes que sabia, o respeito por quem estava no palco era imenso. Todo o concerto manteve-se bastante teatral em que todos os movimentos e tudo em palco fazia sentido em que talvez o único problema de todo o espetáculo foi o som que estava um bocado mais baixo do que seria preciso. “You Are My Sister”, “Her eyes underneath the ground” e “Hope There’s Someone” foram as músicas que terminaram um concerto que foi bem mais que isso, foi uma experiência que mostrou que a dor e a felicidade andam de mãos dadas.



Jungle
          
Ariel Pink, Run The Jewels ou Jungle? Era a pergunta que muitos fizeram de certeza, até porque foi talvez a hora que tinha as piores sobreposições mas bem, quem escolheu Jungle certamente não ficou arrependido. Com música já antes do concerto em si começar, o público já tinha entrado no “mood” e num concerto com imensos pontos altos e de alegria, em que estar parado era extremamente difícil pois a música da dupla inglesa é completamente contagiante, os Jungle conseguiram dar um dos melhores concertos do festival. E ninguém que esteve no concerto vai-se esquecer do fim em que a “Time” teve uma versão alongada e que apenas nos deixou mais felizes. Sem dúvida que os Jungle sabem fazer festa como poucos sabem.

Run The Jewels

Aqui na redacção, já éramos fãs de EL-P e Killer Mike antes dos dois titãs se unirem e decidirem tomar de assalto o mundo do hip hop. Como tal, as expectativas que tínhamos para o concerto do NOS Primavera Sound eram elevadas, ainda para mais depois de ver o concerto da dupla em Barcelona via Youtube. À semelhança do que se sucedeu em Barcelona, o concerto abriu com a mítica “We Are The Champions” dos ainda mais míticos Queen, seguida pela entrada em palco da dupla de MCs que estavam prestes a estrear-se em Portugal.

Prontamente a guitarra de Brian May e a voz de Freddie Mercury fizeram silêncio para que se ouvissem os primeiros graves da “Run The Jewels”, a banda sonora de-facto da dupla. A partir desse momento, deu-se uma explosão de energia que não cessou até ao final do concerto. Todas as malhas foram escutadas. A “Early”, a “Blockbuster Night”, a “Lie, Cheat, Steal”, a “36’’ Chain” e mais outras tantas até ao habitual final com “A Christmas Fucking Miracle”. Ou pelo menos, assim o pensámos, mas a dupla foi durante todo o dia 5 de Junho bombardeada com pedidos via Twitter pela “Angel Duster”. E estes deuses do hip hop, na sua benevolência, decidiram actuar em nosso favor. 

Esta explosão de energia mostra o poder catedrático do hip hop, um género que continua a ser, na opinião da Threshold, representado de forma bastante magra nos festivais de Portugal. Porém, ficamos felizes em constatar que a tendência de ignorar o hip hop está progressivamente a acabar. O ano passado foi Kendrick Lamar. Este ano foram os Run The Jewels.
Sabe-se lá o que os deuses da programação do NOS Primavera Sound nos reservam para 2016.

Movement

Com o Palco Pitchfork apenas com concertos naquela hora, os australianos Movement tiveram direito a um público ainda bem considerável, segundo a banda, o maior que já tiveram. E apenas com um EP editado o grupo não tinha muito para tocar mas não desiludiram. Além de terem de tocado uma versão da “Hold On, We’re Going Home”, tocaram também as músicas do EP em que “Us” foi a mais celebrada. Apesar do curto concerto, os Movement conseguiram por o Parque da Cidade do Porto a mexer, e bem.

Dia 3

Fotografia: Rui Santos
O último dia do Primavera, e o dia com mais concertos interessantes, a decorrer ao mesmo tempo, foi, comparativamente aos seus antecessores, o melhor dia dos três, em termos qualitativos, face aos concertos oferecidos. No cartaz oportunidades de ver Ride, Underworld (a interpretar na íntegra dubnobasswithmyheadman), Babes In Toyland e Einstürzende Neubauten certamente pela última vez. Ainda em nomes memoráveis Thurston Moore e a banda traziam o seu mais recente disco The Best Day, editado o ano passado, e a oportunidade de ver 1/3 de Sonic Youth ao vivo. A fechar o palco ATP, uma das surpresas da noite, os candianos Ought.

Thurston Moore Band

Fotografia: Marcelo Baptista
Thurston Moore apresentou-se com a sua banda, no segundo dos sete concertos que iriam tomar lugar no Palco ATP, neste último dia de festival. Com "Forevermore" a abrir uma setlist que seria composta, no total, por seis canções, Thurston Moore, e companhia, deixaram na alma do mais atentos um espectáculo memorável no início de um final de tarde bastante quente. Houve ainda tempo para ouvir grandes singles como "Speak To The Wild" e "Grace Lake" e ainda duas novas canções a incorporar um novo álbum "Cease Fire" e "Turn On". 


Foxygen

Fotografia: Rui Santos
Num concerto que dividiu opiniões, os Foxygen surpreenderam a maior parte do público com um espectáculo diferente do normal. Nove pessoas em palco, incluindo três bailarinas, momentos de humor, lutas de espadas e um vocalista energético e excêntrico marcaram um concerto no qual foi dado um grande destaque às músicas de We Are the 21st Century Ambassadors of Peace & Magic e não às do mais recente álbum da banda, felizmente. Nem todos pareceram ficar agradados com a confusão em palco, mas muitos cantaram e gritaram em vários momentos do que foi um dos mais originais concertos do festival. Entre os seus principais pontos positivos encontram-se "Shuggie", a longa e excelente "Teenage Alien Blues" e a última música da setlist, "Everyone Needs Love".

Babes In Toyland

Grandes Velhas. Com concerto sobreposto aos de Foxygen e Damien Rice não seria previsto que as Babes In Toyland, famosas na cena grunge feminina do grunge fossem atrair qualquer pessoa e foi por isso que nos fizemos acompanhar do baterista dos Viet Cong ao longo do cocerto dete trio feminino que se reuniu para tour recentemente. "Bruise Violent" foi o pontapé de saída para um concerto que contemplou ainda outros grandes singles como "Bluebell", "Vomit Heart" e "Sweet '69" que mostraram uma presença vocal de Kat Bjelland, completamente invejável após estes anos. Curiosamente com o primeiro álbum as Babes In Toyland chamaram a atenção de Thurston Moore, que as convidou a acompanharem-no na sua tour pela europa. Acabaram por tocar depois e mostrar uma veia grunge inesgotável. Se não acabarem de vez é para rever.

Kevin Morby

Pela terceira vez em Portugal e, segunda no Porto, Kevin Morby subiu ao palco Pitchfork pela primeira vez em formato trio, acompanhado pelo baterista de tour Justin Sullivan e pela baixista H. Hawkline.  Entre um público pouco desperto, no entanto, foi com "Harlem River" que Kevin Morby viu os aplausos mais intensos após as primeiras três canções anteriormente tocadas. "All Of My Life" recebeu igualmente um feedback bastante positivo, e mostrou ali um concerto que receberia o maior reconhecimento dos três dados num espaço de um ano, em território nacional. Com direito ao habitual cover de "I Hear You Calling", original de Bill Fay, Kevin Morby fechou o concerto com "Parade", sem direito a "Slow Train".
Einstürzende Neubauten

Fotografia: Marcelo Baptista
Se já a distribuição dos palcos não foi simpática para os Einstürzende Neubauten, o horário também não o foi, ter que tocar grande parte do concerto ao mesmo tempo que Death Cab For Cutie e Damien Rice não é fácil nem merecedor para uma das bandas mais geniais do industrial. Apesar disso tiveram ainda um público considerável que esperava pelos alemães enquanto no palco víamos bidões, roldanas, canos, molas e bem mais. A banda do enorme “Haus Der Lüge” entra em palco e sem esperarmos ouvimos as primeiras notas do baixo da “The Garden”, a voz de Blixa mostra-se ainda melhor que em estúdio, uma das melhores vozes do festival. E de seguida teve talvez o momento de maior espanto para além dos berros de Blixa (Ninguém se esqueceu de certeza) foi quando vemos um braço duma retroescavadora cheia de metais a deixá-los cair aos bocado, sem dúvida que o espírito da “Haus der Lüge” (Música que em brincadeira apresentou como se fosse nova) esteve lá e foi representada de forma incrível. “Sabrina” e “Susej” foram mais algumas canções que foram apresentadas durante um concerto que merecia muito mais que o público e o palco que teve e onde o silêncio e o barulho estavam presentes permanentemente. Naquele que foi a par de Underworld, o melhor concerto do dia e dos melhores do festival, os alemães mostraram que fazer barulho todos fazem, mas quem merece reconhecimento é quem o sabe fazer bem, tal como eles.

Fotografia: Marcelo Baptista


Death Cab for Cutie

A estrear-se em Portugal estiveram os Death Cab for Cutie, que em 2012 cancelaram o seu concerto no primeiro Primavera Sound em Portugal. A banda tocou apenas 3 músicas do seu novo álbum e apresentou canções de várias fases da sua carreira para um público que misturava grandes fãs dos americanos com curiosos que não os pareciam conhecer muito bem. "I Will Possess Your Heart" abriu o concerto da melhor maneira num dos momentos que conseguiram captar a atenção de todos. "The New Year" foi outro dos destaques do concerto. Este terminou com toda a gente a cantar "Transatlanticism", a melhor música da banda. Chegaram três anos atrasados, mas valeu a pena a espera.

Ride

Fotografia: Marcelo Baptista
Os Ride não são um dos nomes mais memoráveis do shoegaze, e o concerto que deram no Palco NOS, também não foi um dos mais memoráveis do festival. Difícil de explicar, mas nem a "Vapour Trail", um dos maiores êxitos da banda inglesa fez despertar no público um apreço que se comparasse a My Bloody Valentine ou Slowdive em anos posteriores. Ou talvez seja só uma ironia caraterística do estilo. É no entanto de relembrar a performance de "Leave Them All Behind", estrondosa música de abertura que prometia um concerto memorável, "Seagull" e "Dreams Burn Down". Ainda assim, saudades shoegaze.

Dan Deacon

O concerto do Dan Deacon foi, para quem viu, um dos mais memoráveis do Primavera. Apesar de uma performance onde o produtor se estendeu demasiado em conversas, o resultado da sua atuação fez uma multidão abrir um círculo entre si e celebrar um São João bem mais alternativo que o tradicional. Os manjericos eram tomados pelas plantas que o público emanava no ar e todos dançavam, num concerto em formato duo, com percussão produzida em tempo real. "Where those god damn plants come from?", perguntava Deacon, era tempo de festejar antes do veredicto: Underworld,  Pharmakon ou Ought?

Ought

Os Ought começaram a ver o seu nome reconhecido após a edição do álbum de estreia More Than Any Other Day e, a visitar em primeira mão o país, apesar de tocarem ao mesmo tempo que Underworld, puderam tocar para um público que se encontrava ansioso para os acolher nesta que seria a primeira impressão do país. Ainda bem que  se esperou no cansaço até às duas horas da manhã para assistir a um concerto que superou as expectativas dos muitos ali presentes. Com setlist a contemplar "Beautiful Blue Sky", um dos mais recentes singles da banda de Montreal, que eventualmente integrará um novo trabalho, "Pleasant Heart" e "Today, More Than Any Other Day" os Ought mostraram que, apesar de novos, sabem bem fazer aquilo que lhes compete em palco. "Gemini" fechou a ultima das dez músicas tocadas até ali e deixou nos fãs a expectativa de voltarem brevemente. A ver.


HEALTH

O quarteto de Los Angeles sobreviveu à extinção dos Crystal Castles e rapidamente conseguiu destacar-se da dupla assinando algum do melhor noise/punk/electro-noise punk/eish que comidela de cornos/o que quer que vocês lhe queiram chamar. Sintetizando: os HEALTH são ruidosos, tocam forte e tocam rápido. Não é música para meninos. Nem o seu concerto no NOS Primavera Sound foi para meninos.

De onde quer que assistíssemos à performance dos HEALTH, o nosso corpo ia castigar-nos posteriormente via dor de ouvidos. Mas manda o bom-senso, o respeito e o YOLO que uma banda desta magnitude mereça uma plateia respeitável. Como tal, assistimos ao concerto muito perto das grades. De toda a violência sonora e da impressionante performance do quarteto, discernimos malhas como a “TEARS” que integrou a banda-sonora do Max Payne 3, a marcante “CRIMEWAVE” e a “NEW COKE”, o malhão do vindouro “Death Magic”.

Os HEALTH não só foram um dos melhores concertos do NOS Primavera Sound, como também se revelaram capazes de oferecer um after à altura do festival.

Por cá, já sentimos a falta deles. E do NOS Primavera Sound.

+

Widowspeak lançam novo álbum em setembro


Molly Hamilton e Robert Earl Thomas, mentores do projeto Widowspeak, estão de volta com All Yours, o novo longa-duração do duo que sucederá Almanac (2013). Juntamente com o anúncio do novo álbum, os Widwspeak divulgaram os singles "Girls" e o homónimo "All Yours". Ainda sem tracklist revelada, no entanto, os dois singles parecem manter os traços de dream pop comuns, nos seus trabalhos, adicionando ainda uma sonoridade country. 

All Yours tem data de lançamento prevista para 4 de setembro via Captured Tracks.


+

sexta-feira, 12 de junho de 2015

X-Wife em Paredes de Coura


Os portugueses X-Wife, que lançaram recentemente o seu novo single, "Movin' Up", vão estar presentes na próxima edição do festival Paredes de Coura. Ainda não foi confirmado o dia do concerto da banda.

O festival decorre entre os dias 19 e 22 de Agosto, na Praia Fluvial do Taboão, em Paredes de Coura. Os passes gerais têm um preço de 85€. 

Os artistas cuja data de actuação já foi confirmada são os seguintes:

19 de Agosto: TV On The Radio, Slowdive
  20 de Agosto: Tame Impala, Father John Misty, White Fence, Pond, Fuzz 
21 de Agosto: The War on Drugs, Mark Lanegan, Temples, Charles Bradley, Iceage, Waxahatchee, Allah-Las, Steve Gunn
 22 de Agosto: Natalie Prass, Woods, Ratatat, Lykke Li

+

And So I Watch You From Afar com dois concertos em Portugal em novembro

Os norte-irlandeses And So I Watch You From Afar, que este ano editaram o seu quarto álbum de estúdio HEIRS vão actuar no nosso país em Novembro. Os concerto estão agendados para 4 e 5 de Novembro, no MusicBox Lisboa e no Hardclub, Porto,  respectivamente. 
Não é a primeira vez que o grupo de post e math rock de Belfast passa pelo nosso país, contando com a presença na edição de 2013 do festival Paredes de Coura, em 2012 no Plano B.

Em jeito de preparação, oiçam na íntegra o mais recente trabalho da banda.


Os concertos têm ambos o custo de 16€ e podem ser adquiridos na Amplistore, Hard Club, Louie Louie Porto, Materia Prima, Piranha - Loja de Música, Black Mamba - Burgers & Records e Bunker Store.

+

Veil Of Light estreiam-se em Portugal para dois concertos

Fotografia: Holger Salach
Os suiços Veil Of Light  vão estrear-se em Portugal em novembro, para dois concertos, a ter lugar em Lisboa e Porto. O primeiro tem a assinatura da editora portuense Muzik Is My Oyster, e acontece a 13 de novembro no Hard Club, Porto, e no dia seguinte, a 14 de novembro na Caixa Económica Operária, com a assinatura d'A Comissão.

Veil Of Light, que começou como um projeto a solo, em 2012, editou recentemente o EP Head/Blood/Chest, sucessor do álbum de estreia Ξ (ksi) (2014) e ambos os trabalhos serão o mote de apresentação para os referidos concertos, ainda com preços e horários ainda por revelar.


+

Princess Chelsea regressa a Portugal para concerto único


Em mote da apresentação do seu mais recente editado disco, The Great Cybernetic Depression, a cantora neo-zelandesa Chelsea Nikkel, aka Princess Chelsea, tem regresso marcado em Portugal, dois anos depois da sua estreia, no Plano B, e igualmente com data única, e no Porto, mas desta vez a ter lugar no RADIO Bar. 

 O concerto, resultante da parceria entre a Sister Ray e a Ilha dos Flamingos acontece no próximo dia 27 de junho, com início por volta das 22.00H.


+

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Shaun Fleming (Foxygen) anuncia novo álbum de Diane Coffee


Os Foxygen, que passaram na passada semana por Portugal, em função da suposta última tour de sempre da banda, parecem não ter um futuro particularmente bom de tal modo que os seus membros apostam em carreiras a solo paralelas. Shaun Fleming, o baterista atual, anunciou mais um álbum sobre o seu pseudónimo Diane Coffee. Intitulado de Everybody's a Good Dog, este novo trabalho de estúdio sucede My Friend Fish(2013).

Everybody's a Good Dog, é lançado a 4 de setembro pelo selo Western Vinyl.


Everybody's a Good Dog Tracklist: 
1. Spring Breathes 
2. Mayflower 
3. Soon to Be, Won't to Be 
4. Down in the Current 
5. Tams Up 
6. GovT 
7. Everyday 
8. Duet (ft. Felicia Douglass) 
9. Too Much SpaceMan 
10. I Dig You 
11. Not That Easy

+

CocoRosie anunciam novo álbum, regressam a Portugal


Que as irmãs CocoRosie vão estar em Portugal, para dois concertos, já não é bem novidade, mas o duo de pop experimental anunciou hoje planos para o lançamento do sucessor de Tales of a Grass Widow(2013). O título e a data de lançamento ainda não foram tornados oficiais, mas a dupla compartilhou a seguinte informação e comunicado de imprensa:

"This will be our sixth record! Like many of our past records, we wrote and gathered much of the material at our farm studio in the south of France with minimal equipment, vintage toys and antique instruments. Going back to a '4-track' style approach, we limited ourselves to essential, acoustic accompaniment, played by us, and select percussion, toys from our old suit cases dating back to the "La Maison" days. Unlike our more psychedelic/electronic explorations of the last two records, our latest songs have a dusty southern feel with old-timey poetry. We ended up in Argentina where we finished the recordings and mixed the record with engineer Nicolas Kalwill with whom we've worked on two previous records. The spirit of Buenos Aires added to our already teen-romance-nostalgic-mood where we spontaneously shot a music video casting over 30 local girls."

As mais recentes músicas, que farão parte do registo, "Hairnet Paradise" e "Big and Black", podem ser igualmente previstas no vídeo abaixo.

Datas em Portugal
6 de julho - Porto, Portugal - Casa Da Musica 
7 de julho - Lisboa, Portugal - Tivoli


+

Foals anunciam novo álbum


Os Foalsque anteontem lançaram um teaser para o álbum que iria suceder o Holy Fire de 2013, confirmaram hoje que este já tem data marcada para a sua estreia, a 28 de Agosto. O seu nome será What Went Down e leva o selo da Warner Music

Para além disto a banda vai lançar um single que dá nome ao álbum dia 16 de Junho e com isto partilhou também a tracklist para o álbum, a capa do mesmo e mais um teaser.



Tracklist:
01 What Went Down
02 Mountain at My Gates
03 Birch Tree
04 Give It All
05 Albatross
06 Snake Oil
07 Night Swimmers
08 London Thunder
09 Lonely Hunter
10 A Knife in The Ocean



+

Vincent Von Flieger + Izzy Bunny a 16 de junho na SMUP


A associação cultural Nariz Entupido​ em parceria com a SMUP ​trazem no próximo dia 16 de junho os concerto de Vincent Von Flieger ​+ Izzy Bunny​, ao sótão da SMUP – Parede​. 

Vincent Von Flieger​ (Alemanha) tem a capacidade secreta de tornar a matéria mais pesada no mais leve dos corpos. Com Vincent tudo é espontâneo. Começou assim a sua carreira a solo, quando a editora sediada em Inglaterra – Woodland – pediu para que realizasse o seu primeiro concerto a solo. A partir daqui seguiram-se várias tournées pela Europa e, agora o músico apresenta-se pela primeira vez em Portugal. 


Izzy Bunny ​vem dos matos algarvios munida de guitarras chinesas. Escreve canções sobre deuses, desenhos animados, fantasmas, pedras, bicicletas, entre outros. a produção é bastante reduzida e o skill também. O EP de estreia, Izzy Bunny Is Easy Listening​, gravado num quarto bolorento nas Caldas da Rainha em 2013, será a base da sua apresentação dia 16.


+

Slowdive em Paredes de Coura


Como já tínhamos avançado esta semana os Slowdive, banda mítica de shoegaze, são o novo nome a juntar-se ao carta do Paredes de Coura atuando assim, no primeiro dia de festival, a 19 de agosto juntamente com os já confirmados TV On The Radio.

No seio do movimento shoegaze, os Slowdive formaram-se em 1989, em Reading, editando até 1995 três discos de originais. Com o primeiro single homónimo, a banda entrou desde logo para os tops do Reino Unido. Neil Halstead disse recentemente à Pitchfork que a obra da banda reflecte a vontade de criar uma “enorme experiência sensorial”. Em 2014 os Slowdive regressaram à estrada, numa digressão que começou em festivais de música europeus, nomeadamente o NOS Primavera Sound e chega agora ao Vodafone Paredes de Coura.


O festival decorre entre os dias 19 e 22 de Agosto, na Praia Fluvial do Taboão, em Paredes de Coura. Os passes gerais têm um preço de 85€. 

Já confirmados: 
19 de Agosto: TV On The Radio, Slowdive
  20 de Agosto: Tame Impala, Father John Misty, White Fence, Pond, Fuzz 
21 de Agosto: The War on Drugs, Mark Lanegan, Temples, Charles Bradley, Iceage, Waxahatchee, Allah-Las, Steve Gunn
 22 de Agosto: Natalie Prass, Woods, Ratatat, Lykke Li

+

quarta-feira, 10 de junho de 2015

[Review] Slaves - Are You Satisfied?


Are You Satisfied? // Virgin EMI // junho de 2015
5.4/10

Os Slaves são Isaac Holman (voz, bateria) e Laurie Vincent (guitarra, voz) e fazem garage-punk oriundo de Kent, Reino Unido. Formados em 2012 e com Sugar Coated Bitter Truth(2013), a apresentar-se como EP de estreia, ironicamente de longa duração, foi em 2014 e com apenas uma série de singles lançados que os Slaves começaram a tecer um grande movimento envolto à sua sonoridade. Assinaram com a Vrigin EMI, editora pela qual lançaram no início do presente mês, Are You Satisfied?, o álbum de estreia que na primeira semana lhes garantiu lugar no top10 dos UK Albums Chart. As razões pareciam fáceis, "The Hunter", "Feed To Mandatary" e "Cheer Up London", as primeiras três amostras do álbum eram uma boa entrada para o prato principal.

"Sockets" é o primeiro single do álbum que se apresenta como novo, para os conhecedores do trabalho do duo, e, o pontapé de entrada para uma audição mais afincada de Are You Satisfied?. No entanto, e tendo em conta que a guitarra é uma base na personalidade do som dos Slaves, "Sockets" parece não acrescentar nenhum riff novo que não se tenha ouvido já nos trabalhos dos grandes do garage rock, e essa sensação permanece nas audições de "Despair and Traffic", "Do Something" e "Live Like An Animal", esta última com uma sonoridade bastante próxima aos primeiros trabalhos dos Arctic Monkeys. Há ainda a "She Wants Me Now" que nos leva a viajar até ao início do século e relembrar The Hives "Hey" que por sua vez é uma mistura de Thee Oh Sees, Ty Segall e companhia com riffs de System Of A Down. Nada que soe muito bom ao longo das audições consecutivas. 

"Ninety Nine", a faixa que de longe mais se destaca nesta estreia, é um malhão de pust-punk, envolto em sintetizadores camuflados que acaba por trazer, em si, uma amostra de que os Slaves conseguem, no entanto, inovar dentro do género. Pena que sejam poucas as músicas que se levam ao pódio juntamente com a referida. 

Are You Satisfied? apresenta, ainda, algumas falhas que se encontram no facto do duo apostar fortemente num género que não se enquadra, de todo, ao tempo musical vivido na atualidade. Mostra o estilo da "british life", e será um álbum muito aclamado no país de origem, mas não traz canções suficientemente fortes para se tornarem marcantes a nível mundial. Outro aspeto menos positivo encontra-se no single homónimo "Are You Satisfied?", um balada ao piano que se encontra completamente dispersa das outras doze canções e seria completamente dispensável deste primeiro longa-duração. 

Pelo menos tentaram.


+

Destruction Unit anunciam novo álbum


Dois anos depois da edição de dois álbuns Void e Deep Trip, o último dos quais marcaria a estreia dos Destruction Unit pelo selo Sacred Bones, o quinteto de Phoenix, Arizona, acaba de anunciar mais um novo trabalho de estúdio, e o segundo a receber o selo de uma das editoras mais conceituada da atualidade. Negative Feedback Resistor foi produzido pelos  The Ascetic House e Joe Cardamon em 2015, com a ajuda da Adult Swim. "If Death Ever Slept", o primeiro single de avanço, pode ser ouvido abaixo.

Negative Feedback Resistor tem data de edição prevista para 18 de setembro pelo selo Sacred Bones Records.


Negative Feedback Resistor Tracklist:
1. Disinfect 
2. Proper Decay 
3. Salvation 
4. Chemical Reaction/Chemical Delight 
5. Animal Instinct 
6. Judgement Day 
7. If Death Ever Slept 
8. The Upper Hand

+

terça-feira, 9 de junho de 2015

Os Foals estão de volta


Os Foals lançaram hoje um novo teaser, com uma duração de doze segundos, dois dos quais apresentam um snippet de um expectável single inédito. Apesar de extremamente curto, o teaser mostra que os Foals estão de volta e que eventualmente o sucessor de Holy Fire(2013) sairá no final deste ano.

Em recente entrevista à Q, o vocalista Yannis Philippakis avançou ainda: "We felt that the spread on ‘Holy Fire’ was good but on this we wanted to push it out even further, so the extremes were further apart. The heavier songs are heavier, the poppier songs are poppier and weirder."


+

[Review] Institute - Catharsis

Catharsis // Sacred Bones // junho de 2015
7.9/10

Formados em Austin em 2013 os Institute editaram esta semana o seu álbum de estreia Catharsis pela Sacred Bones editora pela qual lançaram o EP Salt, o ano passado, e pela qual o trio se viu responsável de abrir a tour dos Destruction Unit. A banda, que inclui membros dos Wiccans, Glue, entre outros, começou a chamar a atenção dos media através dos seus concertos ao vivo, onde o vocalista Moses Brown encara o espírito punk dos concertos, mostrado através da sua expressão facial e do sotaque imprestável. O crowdsurfing, vem incluído quando o público adere à sonoridade. Tirando essa característica mais punk e garageira é na vertente do post-punk que os americanos se destacam e apresentam, assim, um disco com traços revivalistas  e, em geral, um álbum bastante interessante para este primeiro semestre do ano.

Em entrevista o frontman Moses Brown avançou "I want it to be like Iggy Pop,". "Just super classic, 'Duh, that’s punk.' It’s just like a nod. I don’t know; no one else is doing straight-up stuff like this right now." Curiosamente os Institute formaram-se por acidente, Brown tinha gravado uns singles a solo e quando o atual baixista, Adam Cahoon, os ouviu quis entrar na banda que ainda não existia. Depois do EP de estreia homónimo, pela Deranged Records, e do 7'' Giddy Boys, os Institute assinariam pela Sacred Bones para Salt EP, composto por cinco singles, e, em menos de um ano, editarem o seu primeiro álbum de estreia Catharsis. Num longa duração a mostrar nove singles inéditos, há que se prestar a devida atenção.

Catharsis apresenta-se como um álbum influenciável num tempo onde é difícil escolher um género que seja dominante  na indústria musical. Isto porque neste primeiro longa-duração os Institute apresentam mais um pedaço do revivalismo do final dos anos 70, que tem tido uma adesão muito significativa nos últimos anos. Bandas como os Iceage e Holograms já têm o seu nome associado aos anos 10 do século XXI, e ouvindo a pequena discografia da banda originária de Austin, prevê-se nesta um bom nome para se comparar às referidas e fazer história numa década perdida. Há, ainda neste álbum de estreia, similaridades aos trabalhos de The Sound, em "Leathernecks" e, "No Billowing Wind", apresenta-se como um hino a "Bela Lugosi's Dead" dos Bauhaus. "Untitled" também merece aqui destaque mas no monopólio dos Joy Division.

Apesar de Catharsis ter um início bastante garage, que por si só, se torna num género pouco inovador e bastante estável, é a partir de "Untitled" que se encontram grandes pérolas. "Cheaptime Morals" é um punk cru que em formato ao vivo resultará numa atmosfera de música psicologicamente densa; "Christian Right" um single longa-duração que certamente fará as delícias dos espectadores que se encontram em outras atmosferas. As promotoras portuguesas que fiquem atentas, é de os trazer cá.

+