sábado, 11 de julho de 2015

Craft Spells com concerto único em Portugal


Os norte americanos Craft Spells têm concerto único agendado para Portugal a 4 de dezembro, resultado do trabalho da promotora portuense Muzik Is My Oyster que trará nos próximos tempos concertos de She Past Away, Sad Lovers And Giants e ainda os grandes Clan Of Xymox. O concerto, que marca a estreia da banda em terras nacionais, terá lugar no Hard Club - Porto e informações relativas a preços deverão sair brevemente.

A banda de Seattle apresentará assim o seu mais recente trabalho longa duração, Nausea, editado no passado ano pelo selo Captured Tracks.



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sexta-feira, 10 de julho de 2015

Trêsporcento lançam vídeo para "Homem Novo"


Os Trêsporcento estrearam hoje o vídeo do seu novo single, "Homem Novo" - tema que marca o regresso da banda a estúdio, quase três anos após as sessões que resultaram na edição de Quadro (Azáfama, 2012), o último disco de estúdio da banda. 

O vídeoclip, de Ricardo Oliveira, foi realizado com uma técnica de animação rudimentar e com o mínimo de manipulação digital e recria a visão do realizador sobre universo do "Homem Novo" e o seu processo de transformação. 


Afastados dos palcos desde inícios de 2014, a banda voltará aos concertos no verão, passando pela Casa da Avenida (Setúbal) no dia 23 de julho, pelo Summer Jammin na Nave.Transforma (Santa Cruz) no dia 30 de Julho, pelo Festival Bons Sons em Cem Soldos no dia 15 de agosto, pelo Festival Fim de Verão no Espinheiro no dia 5 de setembro, pelo Porto (detalhes a anunciar) no dia 12 de setembro e pelo Festival Nova Música (Lisboa) no dia 18 de setembro.

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quinta-feira, 9 de julho de 2015

Evols e HHY & The Macumbas entre os novos nomes do TRC ZigurFest

HHY & The Macumbas, Mahogany, Tar Feather, Evols, Plus Ultra e daily misconceptions são mais uma parte da armada que vai invadir Lamego nos dias 28 e 29 de agosto.


Os portuenses HHY & The Macumbas inauguram a segunda vaga de confirmações do TRC ZigurFest e vão testar a resistência das fundações do Teatro Ribeiro Conceição com o seu dub ritualístico e selvagem. Os Evols vão mostrar do que é afinal feito o tão aguardado novo disco, Evols II. Mahogany, que editou recentemente o belíssimo A House In Iceland, promete abraçar-nos com o seu calor e levar-nos o coração para outras coordenadas. A viagem prossegue nas mãos de João Zinho, que é como quem diz daily misconceptions. Com LOP ainda fresco, cria-se espaço para mergulhar nas paisagens e texturas sonoras sempre felizes do produtor radicado no Porto. E porque vamos precisar de combustível para o corpo, vamos levemo-nos pela brutalidade dos Plus Ultra, trio histórico do Porto que no recém-editado Vol. 1 volta a moldar o rock a seu bel-prazer. Por último, mas nunca menos importante, vamos poder escutar (e dançar) as novas matérias densas que Tar Feather (Diogo Tudela) tem estado a criar ao longo deste ano.

O TRC ZigurFest acontece nos dias 28 e 29 de agosto, no Teatro Ribeiro Conceição e em vários espaços da vizinha rua da Olaria. Estas confirmações juntam-se aos anteriormente anunciados Cave Story, azul-revolto e Corona.


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Patrick Watson regressa a Portugal em novembro


O artista canadiano ama o nosso país e está mais uma vez de regresso a Portugal. Depois de passagens por Portugal em 2012, no Festival Paredes de Coura, e em 2013, Lisboa e Santa Maria para apresentar Adventures in the Backyard, em 2015 é a vez de Patrick Watson passar pela Casa da Música para apresentar Love Songs for Robots, o seu quinto álbum de estúdio editado em Maio.O concerto está agendado para o dia 29 de Novembro e os bilhetes têm o custo de 25€.

Fiquem a conhecer o novo álbum do cantautor aqui mesmo:

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Girl Band anunciam álbum de estreia


Os Girl Band que se estreiam em território nacional em outubro, em mais uma edição do Mucho Flow, e um dia depois na Galeria Zé Dos Bois, acabam de anunciar a sua estreia nos álbuns de estúdio, através de Holding Hands With Jamie. O álbum foi gravado no estúdio Bowlane, em Dublin, e consistirá em nove canções inéditas. Ainda não foi revelado nenhum single de avanço.

Holding Hands With Jamie tem edição prevista para 25 de setembro via Rough Trade.

Holding Hands With Jamie Tracklist:
1. Umbongo 
2. Pears For Lunch 
3. Baloo 
4. In Plastic 
5. Paul 
6. The Last Riddler 
7. Texting an Alien 
8. Fucking Butter 
9. The Witch Dr.

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Andy Stott e Suuns & JIMH nas novas confirmações do Jameson Urban Routes


Depois dos La Femme a encabeçarem a primeira vaga de nomes da edição de 2015 do Jameson Urban Routes a organização volta novamente a surpreender e anunciou recentemente três novos nomes. As novas cpnfirmações são assim marcadas pela estreia do novo disco dos SUUNS em colaboração com o guitarrista Jerusalem In My Heart. Andy Stott e os portuenses HHY & The Macumbas juntam-se igualmente ao cartaz do festival que toma lugar entre 21-24 e 30-31 de outubro no Musicbox em Lisboa.

Os bilhetes diários têm um preço de 14€, por sua vez o passe geral custa 45€.

Cartaz [em atualização]:
22 de outubro - Galgo
24 de outubro - Inga Copeland, Andy Stott
30 de outubro - La Femme
31 de outubro - Suuns & The Jerusalem In My Heart

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Julia Holter vai lançar novo álbum em setembro


A artista norte-american Julia Holter vai editar mais um novo trabalho este ano. Trata-se de Have You In My Wilderness e é o quarto álbum de estúdio que a cantora de Art Pop edita na sua carreira. Este novo trabalho tem lançamento agendado para 25 de Setembro  via Domino e sucede o quase perfeito Loud City Song editado em 2013. "Feel You" é o primeiro single de Have You In My Wilderness.



Por favor regressa a Portugal ainda este ano!

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Yuck lançam "Hold Me Closer" como primeiro avanço do terceiro LP


"Hold Me Closer" é a música que marca o primeiro avanço dos Yuck do novo trabalho de estúdio, esperado para sair em 2016. O álbum encontra-se, presentemente, a ser produzido no estúdio da banda, em Londres, e sucede Glow & Behold, editado em 2013.

A banda que passou recentemente por Portugal, tinha já mostrado a faixa na abertura do concerto do INDOURO Fest, e "Hold Me Closer" é agora editado digitalmente. A faixa pode ser ouvida abaixo.


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Wand anunciam novo álbum


Os Wand já não são novos, depois da edição do segundo disco de estúdio, Golem, que recebeu destaque na lista dos melhores álbuns do primeiro semestre, a banda anunciou um segundo trabalho para este ano, intitulado de 1000 Days, para setembro e que marca a sua estreia pelo selo Drag City

Segundo a press release, as doze canções de 1000 Days foram gravadas em estúdios de Los Angeles e California. O primeiro single extraído da obra, "Stolen Footsteps", pode agora ser escutado abaixo.

1000 Days é editado a 25 de setembro via Drag City.


1000 Days Tracklist:
1. Grave Robber 
2. Broken Sun 
3. Paintings Are Dead 
4. Dungeon Dropper 
5. Dovetail 
6. 1000 Days 
7. Lower Order 
8. Sleepy Dog 
9. Stolen Footsteps 
10. Passage Of The Dream 
11. Little Dream 
12. Morning Rainbow

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quarta-feira, 8 de julho de 2015

Reportagem: Eat Bear + Toy + Clinic - Hard Club [Porto]


Quando os concerto de TOY e o de Clinic, no InDouro Fest, foram cancelados (devido à greve da TAP) foi feita a promessa de que estas bandas britânicas voltariam numa outra data. Cumprida a promessa, foi escolhido o dia 4 de Julho de 2015 para estes concertos que fazem encerramento da primeira edição do festival. A sala 1 do Hard Club foi o local escolhido para a sua realização.

A primeira parte foi feita por Eat Bear, uma banda de Garage Rock do Porto, que no dia anterior tinha estado na final do concurso de bandas da Antena 3 e também tinha actuado no palco secundário do InDouro Fest. Por volta das 21:30, apesar da sala quase vazia, entram em palco, começamos a ouvir “Won’t Spread The Word” e depressa nos rendemos às suas guitarras. A sala vai enchendo e começam a tocar o single, lançado este ano, “July” seguido de “Trust Found”, canção que partilha o nome com o LP inicial da banda e provavelmente a que gostamos mais de ouvir neste concerto. Bastante simpáticos falam de um EP que estão a preparar para este verão, certamente estaremos atentos a este lançamento. Acabam o concerto com o single “Skip Off” preparando-nos da melhor maneira para os concertos que se seguiram.

Setlist:
Won't Spread the Word
Wet
Higher Place
July
Trust Found
270 Fast Foward
Skip Off

Com uma sala já mais composta entram em palco os TOY, esta banda de rock psicadélico e post-punk de Brighton que era certamente das mais esperadas (até ser cancelado o concerto) no segundo dia festival, dia em que tocaram Yuck e British Sea Power. Regressando a Portugal depois de dois concertos em 2013 e outro em 2014, começam com “Dead & Gone” do primeiro álbum homónimo, seguida de “It’s Been So Long”, uma das melhores canções da banda, mas ambas com alguns problemas de som, o qual se encontrava bastante abafado. O público pouco se mexia talvez hipnotizado pela música ou a guardar energia para o concerto seguinte. Problemas de som resolvidos chegamos então a “Kopter”, faixa que encerra o álbum homónimo e, talvez, a que nos agradou mais. A apatia da banda e o carácter repetitivo da sua música são os pontos negativos a apresentar. Foram mostradas cerca de cinco canções novas talvez a integrar um novo álbum mas nem isso nos foi dito. Quase no fim temos “My Heart Skips A Beat” e “Motoring” os únicos momentos em que os vocais foram mais limpos e conseguimos perceber o que cantava Tom Dougall. Encerraram o concerto com “Join The Dots”, tema título do segundo álbum da banda. Infelizmente “Colours Running Out” não foi tocada.

Setlist:
Dead & Gone
It's Been So Long
Fall Out of Love
You Won't Be the Same
Jungle Games
Kopter
We Will Disperse
Left Myself Behind
Clear Shot
My Heart Skips a Beat
Motoring
Dream Orchestator
Join the Dots


Por volta da meia-noite vemos 4 indivíduos preparados para trabalhar num bloco operatório. São os Clinic e temos, assim, a sua estreia (tardia) em Portugal. A sala, apesar de não estar cheia, reúne um público bastante numeroso, havendo alguns fãs que trouxeram máscaras igual às da banda. Apesar das primeiras músicas não cativarem muito, há fortes aplausos e “Lion Tamer” consegue ser uma das grandes canções da noite. Quase todos os álbuns foram visitados e tivemos temas como “See Saw” e “You” do mais recente álbum Free Reign mas também “IPC Sub-Editors Dictate Our Youth” pertencente a um dos 3 EPs iniciais. Há bastante movimento em palco, Ade alterna entre a guitarra e teclados mantendo-se sempre nos vocais. Apenas o baixista se mantém sempre no seu instrumento e uma das partes foi feita com ausência de bateria. O público adora Clinic e os Clinic adoram o público. Toda a sala dançava, berrava, saltava e, sobretudo, dava razões para um regresso da banda britânica. Com “Walking With Thee”, um dos singles mais conhecidos e homónimo ao segundo álbum de estúdio, todos saltaram e cantaram sendo este o melhor momento dos três concertos. “Cement Mixer” foi outro ponto alto mas qualquer outra canção poderia ser destacada por variadas razões. Acabado o set principal são aplaudidos à altura do concerto e regressam para um encore. No fim deste encore o público quer mais, não existe algo como “um concerto demasiado grande de Clinic”, então, regressam para um segundo encore com a canção “The Return of Evil Bill” e encerrando, assim, o concerto que foi, sem dúvida, o melhor do InDouro Fest conseguindo até superar os excelentes concertos dos British Sea Power, Yuck e Tristesse Contemporaine. Após o concerto o baixista mencionou um novo álbum que está a ser preparado para o próximo ano, esperemos que regressem a Portugal para a sua apresentação.


Apesar dos percalços o InDouro Fest acabou da melhor maneira. Resta-nos desejar que para o próximo ano o festival traga bandas com a mesma qualidade e que tenha mais sorte com as condições atmosféricas.

Texto: Francisco Lobo de Ávila
Fotografia: Rui Santos

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Os Girls Names têm novo single


Depois de The New Life, os Girls Names preparam-se agora para editar o seu terceiro trabalho de estúdio intitulado de Arms Around A Vision cujo primeiro single de avanço, "Zero Triptych", já é conhecido. O quarteto de Belfast avança agora com "A Hunger Artist" a segunda amostra deste novo longa duração que apresenta uma banda bem mais electrónica, e na onda new wave, que os seus percussores.

Ainda sobre o novo trabalho, o vocalista Cathal Cully avançou: "I'm not starving or anything, but I've practically been living hand to mouth since I was 22. Most guitar music now is just a playground for the rich middle classes and it's really boring and elitist. We're elitist in our own way, in that we're on our own and you can't fuck with us when we’ve nothing to lose. We've got nothing. We’ve never had anything. And we don't expect to. The only person I ever wanted to impress was myself. I've never got anywhere close to succeeding in doing that until this album. I'm proud of it. I think I can start saying I'm a musician now".

Arms Around A Vision  é editado a 2 de outubro via Tough Love Records.



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Autobahn editam "Society" como novo single


Os Autobahn, quinteto de post-punk do Reino Unido, continua a fazer previsões do seu álbum de estreia, Dissemble. Depois de "Beautiful Place To Die" e "Immaterial Man" a banda avança agora com "Society", como terceiro single da obra a ser editada no próximo mês. "Society" traz uma malhão de garage noise, que pode agora ser ouvido na íntegra abaixo.

Dissemble é editado a 21 de agosto pelo selo Tough Love Records.


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STREAM: Mac DeMarco - Some Other Ones


Mac DeMarco acaba de lançar o álbum instrumental Some Other Ones composto propositadamente em função do seu "BBQ Soundtrack". Segundo a nota de imprensa o músico compôs o presente álbum de 4 de julho até hoje, 8 de julho, data que assinala a edição do mesmo longa-duração, em formato digital. Some Other Ones é constituído por nove canções instrumentais que poderão ser escutadas abaixo.

O sue mais recente anunciado mini LP, Another One é lançado no próximo mês dia 7 via Captured Tracks.


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"After the Fall" é a nova música de Chelsea Wolfe


Chelsea Wolfe tem um novo single para o seu quinto álbum de estúdio Abyss. "After the Fall" é o segundo avanço deste novo trabalho que tem lançamento agendado para 7 de Agosto via Sargent House.

Espera-se que venha aí um grande trabalho  da cantautora tendo em conta a epicidade deste novo tema. 

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[Review] Pinkshinyultrablast – Everything Else Matters


Everything Else Matters //Club AC30// janeiro de 2015
7.4/10

Os Pinkshinyultrablast são um quinteto oriundo da Rússia que se estreou, em janeiro do presente ano, nos registos longa-duração através da edição de Everything Else Matters. O disco de estreia vem contracenar o shoegaze com o pop num cenário de aura instrumental bastante primaveril, resultando num revivalismo entre a primeira década do séc. XXI e a última do séc. XX. Os Pinkshinyultrablast surgiram pelo facto da banda ter percebido que as bandas locais de St. Petersburg soavam todas a um "indie" aborrecido, e, por quererem tocar algo "radicalmente diferente". Everything Else Matters resulta assim num álbum repleto de melodias lúdicas e composições finamente trabalhadas.

"Whish We Were", faixa de abertura do presente disco, vem trazer, na sua introdução, ritmos caracteristicamente japoneses, explorando ambientes de guitarras pesadas e ambientes de distorção pop. Em oito composições, os Pinkshinyultrablast conseguem proporcionar uma viagem no panorama musical independente dos últimos trinta anos, mostrando uma exploração bem conseguida na guitarra. A par dos sintetizadores, é na guitarra que os russos conseguem igualmente ir buscar elementos de variados géneros e conjugá-los, subtilmente, em cada faixa.

"Land's Ebd" resume-se a um início bastante semelhante aos trabalhos do última longa-duração dos Motorama, panorama que muda após os dois primeiros minutos. Há math-rock, algumas influências de And So I Watch You From Afar, a aura pop cantada na voz feminina de Lyubov e ainda algumas marcas do movimento noise e post-rock mais pesado da atualidade. "Ravestar Supreme", por sua vez, apresenta guitarras à DIIV, embebidas em sintetizadores e desnotadas por sobre uma distorção bastante mais suave que o comum, mas persistente. Em "Umi", um dos singles avançados de Everything Else Matters, a banda mostra mais uma das poucas faixas que encontram semelhanças nos trabalhos da banda estadunidense. Em suma, podem ser encontradas também influências do dream pop, entre outros subgéneros num formato noise.

Apesar de ter chegado tarde às mãos, Everything Else Metters é um álbum que merece ser escutado com atenção. Os Pinkshinyultrablast mostram, no geral, uma sonoridade que apetece ouvir num ano em que o verão tarda em chegar. "Marigold" a melhor malha do álbum, fecha assim a estreia dos russos nas edições de longa duração, e, para além de os levar a comparações a My Bloody Valentine e Slowdive, conclui ainda um álbum bem conseguido para uma estreia. Um mimo para relaxar.

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We Are Open Season II com White Haus


Chegou o segundo capitulo da We Are Open Season. No próximo dia 18 de julho no Maus Hábitos a W'ROS recebe White Haus e Expawn (aka Expeão - Faca Monstro Crew) em formato Dj Set. Será uma edição bem especial e com um horário alargado. 

A partir das 23h30 o salão nobre receberá os habituais Drop the Saiyan, sendo que mais tarde a sala de concertos abre portas para receber Expawn e White Haus. Às 18h (e porque o calor aperta em julho) a esplanada do Maus Hábitos irá acolher um sunset programado pela organização We Are Open Season. Nesse mesmo espaço as marcas de roupa "Undecided" e "Majin Iguana" irão expor e colocar a venda os seus produtos durante todo o evento. Informações adicionais aqui

Preços e Horários:
 White Haus. Expawn. Drop the Saiyan. (23h30 - 05h00 » três euros e meio) 
Sunset W'ROS (18h00 - 20h00 » entrada livre) 
Exposição: Majin Iguana (18h00 - 20h00) - Undecided (18h00 - 20h00 / 00h00 - 02h00)


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Dead Weather, banda de Jack White e Alisson Mosshart, com álbum novo em Setembro


Os Dead Weather, super grupo que junta Jack White, Alisson Mosshart dos The Kills, Dean Fartita dos Queens of the Stone Age e Jack Lawrence, vão editar o seu terceiro álbum de estúdio em Setembro. Dodge & Burn é o sucessor de Sea of Cowards editado em 2010, e tem o selo da Third Man Records

Recordemos o primeiro álbum da banda, editado em 2009

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terça-feira, 7 de julho de 2015

O que esperar do Bons Sons #2


Após termos começado a desbravar o cartaz do festival, esta semana, vamos conhecer melhor a aldeia que nos irá acolher de 13 a 16 de Agosto.

Cem Soldos, que será a aldeia que acolhe o festival (e consequentemente os seus visitantes), situa-se a 5Km de Tomar. Há registos desta aldeia que datam do século XII. Actualmente tem cerca de 1000 habitantes que mantêm as tradições vivas e actuais. Um dos objectivos futuros do festival é ter uma presença na aldeia todos os dias não se cingindo só aos 4 dias de Agosto. 

Vamos, então, conhecer mais alguns nomes pertencentes à edição deste ano:


Tranglomango



Tranglomango é um grupo composto por Catarina Almeida, Ricardo Augusto, Bruno Pinto, Ana Bento, Miguel Rodrigues. Todos os temas são originais do grupo, talvez até transbordem mesmo originalidade pois têm a capacidade de juntar dois géneros musicais contrastantes. Às letras claramente influenciadas pela música tradicional portuguesa e ao acordeão juntam-se os elementos musicais do género rock. Deve ser destacada, também, a boa voz de Catarina Almeida.

“Deu o TRANGLOMANGO na música portuguesa!”




Minta & Brook Trout


Francisca Cortesão (também pertencente à banda de Bruno Pernadas, artista de quem já falamos nas últimas semanas) e Mariana Ricardo são, respectivamente, Minta e Brook Trout. A sua música tem base no country e acaba no rock. Em actividade desde 2006, têm 2 álbuns e um EP tendo sido Olympia, o segundo álbum, considerado pela crítica nacional um dos melhores álbuns de 2012.




Nidia Minaj


Nidia Minaj é uma das artistas mais jovens deste cartaz, tendo apenas 18 anos. Minaj junta elementos da música electrónica aos do kuduro. Este ano lançou o seu primeiro EP, Danger, tendo este sido editado pela Principe, editora responsável pelos EPs do DJ Nigga Fox (também presente no cartaz) e do DJ Marfox.




Trêsporcento



Trêsporcento é o grupo constituído por Tiago Esteves, Lourenço Cordeiro, Salvador Carvalho, Pedro Pedro e António S. Moura. Com o seu início em 2009, este grupo foca-se, sobretudo, no género Rock. Em 2014 foi editado o seu primeiro álbum ao vivo intitulado Lotação 136, este ano, regressam com um novo single “Homem Novo”, sendo este o seu primeiro original desde o segundo longa duração, Quadro, em 2012. Afastados dos palcos desde o fim do primeiro trimestre de 2014 regressam, assim, numa pequena tour que tem a Cem Soldos como terceira paragem.



Xinobi



Xinobi, ou Bruno Cardoso, é um músico e produtor pertencente ao colectivo e editora Discotexas, ao qual também pertencem artistas como Moullinex, Da Chick Mr. Mitsuhirato. Fazendo actuações um pouco por todo o mundo ainda consegue ter tempo para voltar ao seu país de origem e actuar, para nossa felicidade, na aldeia. O seu primeiro álbum foi editado em 2014 tendo 1975 como nome, incidindo nos géneros disco e funk.



Texto: Francisco Lobo de Ávila

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Ought com novo álbum este ano


Os Ought vão lançar o seu segundo álbum, Sun Coming Down, dia 18 de Setembro através da Constellation Records

Já é possível ouvir uma música do sucessor de More Than Any Other Day, "Beautiful Blue Sky".

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Yung Lean oferece "Crystal Clear Ice" para download gratuito


O sueco Yung Lean, conhecido pelo seu rapper experimental, partilhou recentemente um novo single, "Crystal Clear Ice", cujo download gratuito foi disponibilizado no soundcloud. 

 O memso single foi lançado como parte da integrante da série de singles da Adult Swim, cujo single de Owen Pallett já  é conhecido. Run The Jewels, Danny Brown e Flying Lotus também fazem parte da mesma série, embora os respetivos singles ainda não tenham sido divulgados.

"Crystal Clear Ice" foi produzido por Yung Sherman, e pode ser ouvido abaixo.


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Indie Music Fest 2015 com Cave Story, The Sunflowers, Los Black Jews e muito mais


Cave Story, The Sunflowers, Astrodome, Moonshiners, Los Black Jews, The White Knights, The Gypsies e David Lobão são os novos confirmados para as festividades do Indie Music Fest no Bosque do Choupal em Baltar de 3 a 5 Setembro.

Com um cartaz que promete ser de luxo nacional, os confirmados até ao momento são Modernos, Brass Wires Orchestra, Keep Razors Sharp, Thunder & Co., Capitães da Areia,Cave Story, Plus Ultra, Bispo, Les Crazy Coconuts, Toulouse, Old Yellow Jack, Stone Dead, The Sunflowers, Astrodome, Moonshiners, Los Black Jews, The White Knights, Taipa + The BlackBirds, Big Red Panda, The Electric Reeds, Solution, Malcontent, Eat Bear, Adeus Jupiter, Miss Titan, The Black Zebra, Baixo Soldado, The Gypsies e David Lobão. Num total de 29 artistas já confirmados, o Indie Music Fest 2015 reserva ainda muitas mais surpresas e novidades para breve.

O Indie Music Fest regressa nos dias 3, 4 e 5 de Setembro, com o Bosque do Choupal que será palco da celebração artística independente e vem com a responsabilidade do prémio de “Melhor Micro Festival” ganho na última edição dos “Portugal Festival Awards”, mas com a intenção de ainda melhorar o Festival do Bosque

Até ao dia 31 de Julho estão ainda disponíveis os passes gerais com preço promocional de 20€ com campismo e transferes grátis da estação da CP para o recinto e vice versa, sendo que o valor aumenta para 25€ no dia 1 de Agosto. 

Os bilhetes estão à venda na plataforma www.bol.pt, lojas Fnac, Worten, SportZone,Ctt e nos locais habituais.

Oiçam aqui algumas músicas das novas confirmações do Indie Music Fest.
















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segunda-feira, 6 de julho de 2015

Goat lançam novo single


Os Goat, que marcaram presença na edição de 2014 do festival Paredes de Coura, em apresentação do mais recente longa-duração Commune, apresentaram recentemente no festival Glastonbury um novo single. Intitulado de "It's Time For Fun", a música vê agora a sua versão de estúdio mostrada publicamente.

"Its Time For Fun" tem edição física disponível a partir de 7 de agosto via Rocket Recordings e SubPop (USA). O single pode ser ouvido abaixo.


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Os melhores discos do primeiro semestre


Terminado o primeiro semestre do ano, a redação da Threshold Magazine elaborou uma lista com vinte e cinco álbuns relevantes a ter atenção. Sem o intuito de separar álbuns nacionais de álbuns internacionais, fica em baixo a lista dos melhores trabalhos que se foram ouvindo ao longo do semestre.

25 - Moon Duo - Shadow Of The Sun


24 - Marching Church - This World Is Not Enough


23 - Tomba Lobos - Adeus


22 - Lebanon Hanover - Besides The Abyss


21 - Death Grips - Fashion Week


20 - BadBadNotGood & Ghostface Killah - Sour Soul



19 - Panda Bear - Panda Bear Meets The Grim Reaper



18 - Vitorino Voador - O Dia Em Que Todos Acreditaram

17 - Bizarra Locomotiva - Mortuário



16 - Wand - Golem


15 - The Beautify Junkyards - The Beast Shouted Love



14 - Institute - Catharsys


13 - Jenny Hval - Apocalypse, Girl


12 - Metz - II


11 - Björk - Vulnicura


10 - A Place To Bury Strangers - Transfixiation


"E essa mensagem é ruidosa e introspetiva. E sem surpresas, também o é TransfixiationO primeiro tema “Supermaster” é uma balada introspetiva, um retrato. A narrativa fala-nos de um indivíduo deslocado da realidade e cheio de dúvidas, que se tornou irreconhecível aos seus olhos. (...) Todos temos algo a dizer neste campo. Os A Place To Bury Strangers são humanos, afinal de contas."

9 - The Soft Moon - Deeper


"Por fim, uma excelente composição noise, em "Being". O seu início, em formato gravação cassete, reproduz em loop "I can't see my face/ I don't know who I am/ What is this place?/ I don't know where I am". Puro noise até aos últimos minutos. O mais recente trabalho de The Soft Moon não é um disco para qualquer ouvido."

8 - Father John Misty - I Love You, Honeybear

"Em suma, considero I Love You, Honeybear um álbum incrivelmente bem planeado, desde as letras a todo o mecanismo sonoro que as acompanha. Se há um lado paródico e sarcástico em certos momentos, há também um lado explicitamente emocional, tudo incorporado em músicas que vão desde o acústico lentinho às harmonias poderosas."
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7 - Atillla - V

"V é essa resposta pela qual todos temos vindo a procurar nos últimos anos e que nunca ninguém achou. Atillla descreve a sua descoberta tão bem em "Ritos Fúnebres", o seu desenvolvimento em "Marcha da Cinza" e a conclusão de todo o processo em "Colapso". O sétimo chakra está ativado."
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6 - Viet Cong - Viet Cong


"Inseridos num estilo cimentado por bandas como os Wire e os The Velvet Underground, os Viet Cong procuram marcar a sua posição e prestar homenagem de uma maneira geral a tudo o que de bom se fez no Post-Punk e no Lo-Fi. Notáveis."

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5 - Thee Oh Sees - Mutilator Defeated At Last


A esta altura do campeonato já não é preciso apresentar os Thee Oh Sees a ninguém. Já é costume que a banda liderada por John Dwyer lance, pelo menos, um álbum brutal por ano e Mutilator Defeated At Last só vem reforçar esta teoria. Neste segundo álbum depois do hiatus, os Thee Oh Sees continuam na linha de Drop, com um som mais repetitivo influenciado pelo movimento do rock alemão dos anos setenta, mas mantendo mesmo assim toda a agressividade de álbuns como Carrion Crawler / The Dream e Floating Coffin, excepto nos temas "Holy Smoke" e "Sticky Hulks" onde apresentam uma sonoridade completamente diferente da que nos tinham apresentado até então.
Hélder Lemos
4 - Spectres - Dying


Distorção é uma das palavras chave a ter em consideração antes de se partir para a audição de Dying. Este disco marca a estreia da banda de Bristol, Spectres, nos longa-duração, e nos últimos meses tem arrancado críticas muito positivas da imprensa especializada. E não é para menos, de facto Dying é um dos melhores álbuns que por aqui se ouviu nestes primeiros meses. E uma pena não ter passado antes, na altura de Hunger EP(2013), o primeiro trabalho de estúdio da banda em formato curta-duração. Dying é um disco muito coeso e muito bem conseguido. A capa do álbum descreve-o na perfeição, há barulho, revolta e os sinais de uma banda que pretende revolucionar uma década na cultura musical. Todas as músicas possuem uma similaridade que as interliga, a fim de se reproduzir num álbum como o resultado de apenas uma única canção. Um achado neste primeiro semestre do ano.
Sónia Felizardo
3 - Sufjan Stevens - Carrie & Lowell

Sufjan Stevens regressou em 2015 aos trabalhos em nome próprio com Carrie & Lowell,  o seu sétimo álbum de estúdio. Este novo disco trata-se de um regresso ao folk por parte do cantautor depois da sua aventura pela electrónica em 2010 em The Age of Adz, e teve como inspiração a morte da sua mãe, Carrie, em 2012, e as viagens que ficaram marcadas na sua infância. Os grandes destaques deste álbum marcado pela dor, nostalgia e morte vão para o tema “Death with Dignity”, “Fourth of July”, onde Sufjan canta “ We’re all gonna die” e “No Shade in the shadow of the cross”. Carrie & Lowell mostra-se como um dos melhores trabalhos que o artista já editou na sua carreira, em pé de igualdade com o mais entusiasta Illinois.

Rui Gameiro

2 - Courtney Barnett - Sometimes I Sit and Think, and Sometimes I Just Sit


Após dois EP’s, Courtney Barnett lançou o seu primeiro longa-duração. A sonoridade é a mesma de sempre, mas o álbum não se torna uma imitação inferior dos trabalhos anteriores da cantautora australiana. As guitarras elétricas e o estilo de cantar muito característico, a fazer lembrar Stephen Malkmus dos Pavement, continuam presentes e são bem vindos. Sometimes I Sit and Think, and Sometimes I Just Sit é uma sucessão de malhas indie rock muito consistente. Não faltam refrões catchy e músicas viciantes, como “Pedestrian at Best” e “Elevator Operator”, que merecem ser tocadas em loop durante algum tempo, e nem as canções mais compridas se tornam cansativas. “Kim’s Caravan” e “Small Poppies” vão aumentando a intensidade à medida que avançam, permitem a Courtney mostrar os seus dotes na guitarra e encaixam muito bem no disco. Disco este que é uma confirmação de que Courtney Barnett sabe o que faz e é a autora de algum do melhor indie rock da actualidade. Uma artista a não perder de vista nos próximos anos. 

Rui Santos

1 - Kendrick Lamar - To Pimp A Butterfly



Finalmente, o disco que reuniu o consenso de toda a redacção: o magistral To Pimp A Butterlfy, de Kendrick Lamar.
Uma magnífica fábula sobre o capitalismo, a vida, a morte, a fama, a comédia e a tragédia, encapsulada em várias faixas. Cada faixa conta uma parte mais ou menos distinta da mesma história. Tudo está ligado em To Pimp A Butterfly. Nada é fruto da sorte neste LP. Trabalho, dedicação e paixão são os pilares deste álbum. Isso, e claro, as palavras de uma vida vivida no gueto. Gueto esse que ajudou Lamar a ver com clareza aquilo que o rodeia e a lidar com a fama da melhor maneira, da única maneira que conhece: a virar as suas atenções para quem nunca se esqueceu dele. A sua família, os seus amigos, Compton...todos estes elementos são protagonistas maiores na magnânima fábula de To Pimp A Butterlfy. Nos anos 90, os NWA colocaram Compton no mapa com o seu gangsta rap incendiário. Em 2015, Kendrick torna a pôr este bairro nas bocas do mundo devido à sua lírica aguçada e ao seu respeito pela sua terra natal.
A produção deste álbum é de luxo, bem como o leque de convidados. Somam-se participações de ilustres como o veterano George Clinton, Kamasi Washington (uma pérola do jazz que foi revelada com To Pimp A Butterlfy) e Thundercat, um dos elementos da prestigiada Brainfeeder.
Mais poderia ser dito sobre este LP, mas para isso haverá o espaço de dissertação* apropriado para nos estendermos a dissecar To Pimp A Butterfly. Para já, deixamo-vos com a mais alta das recomendações para que não deixem que este LP vos passe ao lado.
*A review está a caminho amigos. Está bastante atrasada, mas está a caminho.

Eduardo Silva

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