sábado, 25 de julho de 2015

Vídeos Da Semana #56


King Dude, Belle & Sebastian, Rodrigo Amarante, Screaming Females e Jenny Hval são os autores dos vídeos que se destacaram durante a semana. Os respetivos trabalhos audiovisuais, podem ser vistos abaixo.

1 - King Dude - "Death Won't Take Me"

2 - Rodrigo Amarante - "The Ribbon"

3 - Belle & Sebastian - "Perfect Couples"

4 - Screaming Females - "Empty Head"

5 - Jenny Hval - "Sabbath"

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sexta-feira, 24 de julho de 2015

[Review] Pega Monstro - Alfarroba

Alfarroba // Upset The Rhythm // julho de 2015
8.3/10

As Pega Monstro, dupla composta pelas irmãs Júlia (bateria) e Maria Reis (voz, guitarra, teclados), estrearam-se este ano com a londrina Upset The Rhythm, editora pela qual editam agora Alfarroba, segundo disco de estúdio, após a estreia com o homónimo Pega Monstro em 2012 pela Cafetra Records, selo fundado em parceria com amigos para retratar a cena garage punk em Lisboa. Conhecidas pela seu garage-rock em gravação lo-fi (eish, o Juno-60 Nunca Teve Fita), as Pega Monstro fazem música de adolescentes com letras de adolescentes e o segredo da coesão, que têm vindo mostrado ao longo destes últimos cinco anos encontra-se na simplicidade. Se no início, em "Paredes de Coura", a voz de Maria era tímida e introspetiva (a Moxila riu-se) cinco anos depois, em "Fiz Esta Canção" a voz reverberada passa a ser o ponto foco e abre-se à guitarra, que engloba um protagonismo tamanho.

Depois de uma produção na estreia com assinatura de B Fachada, a ser aclamado por muitos, esperava-se do seu sucessor uma boa defesa do trono. E em "És Tudo O Que Eu Queria" as Pega Monstro fazem-no tão bem através desse resultado da influente do tio B. O nome deste segundo longa duração deve-se ao facto de haver um número considerável de árvores de alfarrobas em Lagos, onde parte da família materna do duo era natural, e as férias de verão de infância terem sido passadas lá. E assim Alfarroba, produzido por Leonardo Bindilatti (Putas Bêbadas, Iguanas), pega em diversos assuntos desde o amor, crescimento, escrever músicas e apresenta uma sonoridade mais pensada, mas igualmente impulsiva. Em "Braço de Ferro", canção de avanço, ouve-se Maria a cantar "Tudo o que faço sem saber/ Não fiz nada"  e continua com "De ti não quero saber de ti", uma boa música para quem acaba de terminar relacionamentos, ou somente para servir de banda sonora, enquanto se choram umas lágrimas (Ouvir "Fado d'Água").

Alfarroba é um disco extremamente reflexivo na lírica, mostrado através de uma sonoridade que, ironicamente, por si, transmite vibrações mais positivas e menos pensadas. "Amêndoa Amarga" volta a reforçar essa reflexão, mas num modo adolescente revoltado. Há guitarras clássicas, elétricas com uma energia tamanha, riffs solidificados e uma voz a chamar pelo feedback da bateria, positivo, onde os acordes que a acompanham soam a fresco. 

As Pega Monstro continuam fiéis aos sentimentos instáveis, sentidos na construção da personalidade, e tecem, neste segundo longa duração, um disco que mostra que em Portugal se tem vindo a fazer muito boa música, na cena independente, nos últimos anos, e, que se continuam a produzir álbuns que merecem destaque pelo selo de qualidade. Talvez por isso, a fórmula de encerramento "Voltas Para Trás", seja tão bem aplicada, afinal Alfarroba é um disco para ouvir em loop, num verão que tarda em chegar e os desgostos amorosos são já coisas aborrecidas.

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HSY detalham disco de estreia


Os HSY ("Hussy"), banda oriunda de Toronto e conhecida pelo noise punk, anunciaram recentemente o seu primeiro registo longa-duração. Intitulado de Bask, o álbum começou a ser gravado na segunda metade de 2014 e trará os já conhecidos singles "Scratch", "Sally" e "Cyber Bully".  O álbum sucede o EP homónimo editado em 2013.

Bask tem data de lançamento prevista para 11de setembro via Buzz Records.



Bask Tracklist:
1. Acid Peel 
2. Slush Puppy 
3. Feeder 
4. Sally 
5. Scratch 
6. Cyber Bully 
7. Woulda Coulda 
8. Interlude 
9. Valour 
10. Dr. Death

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Reverence Festival Valada: Horários Completos


Foram revelados os horários completos da segunda edição do Reverence Festival a decorrer entre 27 e 29 de agosto, no Cartaxo, na aldeia de Valada. Com cerca de 50 bandas distribuídas por três palcos - Rio, Praia e Reverence - a programação completa pode ser consulta abaixo. 

À programação musical, junta-se uma programação cultural mais alargada que inclui artes plásticas, artes performativas e uma mostra de cinema temática. Durante o festival, o público tem também acesso a outros momentos de lazer proporcionados por parceiros locais como atividades aquáticas, passeios pelo rio em barcos típicos e a possibilidade de provar a melhor gastronomia local.


Dia 27 

Palco Rio (Em parceria com Lisbon Psych Fest) 
Luna Marada - 17:00 
Beautify Junkyards - 17:40 
Galgo - 18:50 
Chicos de Nazca - 20:00 
Purple Heart Parade - 21:10 
The Vickers - 22:20 
Keep the Razors Sharp - 23:40 
Jeff The Brotherhood - 01:00

Dia 28 

Palco Rio 
Brahma Loka - 14:00 
The Dead Mantra - 15:10 
Yawning Man - 16:20 
The Warlocks - 18:00 
Electric Eye - 02:00 
Saturnia - 03:20 
Sunrise Jam - 05:00 

Palco Praia 
Bom Marido - 14:30 
Fuzz - 15:40 
Novella - 16:50 
Grave Pleasures - 18:00 
Cheatahs - 19:10 
Black Rainbows - 20:20 
Dewolf - 21:30 Ufomammut - 22:40 
Stoned Jesus - 23:50 
Ancient River - 01:00 
Blown Out - 02:10 
Los Waves - 03:20 
The Blue Drones - 04:30 

Palco Reverence 
Process of Gulit - 19:00 
Bizarra Locomotiva - 20:10 
Alcest - 21:30 
Jon Spencer Blues Explosion - 23:00 
Sleep - 00:30

Dia 29 

Palco Rio 
Jennifer - 14:00 
The Alterred Hours - 15:10 
Spectres - 16:30 
Electric Moon - 17:50 
Magic Castles - 02:00 
Dead Ghosts - 03:20 
Sunrise Jam - 04:40 

Palco Praia 
Celica XX - 14:30 
Jaguwar - 15:40 
Fast Eddie Nelson - 16:50 
Miranda Lee Richards - 18:00 
Calibro 35 - 19:10 
The Act-Ups - 20:20 
One Unique Signal - 21:30 
Echo Lake - 22:40 
The Jackshits - 23:50 
Samsara Blues Experiment - 01:00 
Lamina - 02:30 
Ghost Hunt - 03:40 
Acid Acid - 04:50 

Palco Reverence 
1000 Russos - 19:00 
Joel Gion & Guests - 20:30 
Sean Riley & the Slowriders - 22:00 
Amon Duul lI - 23:30 
The Horrors - 01:00

Bilhetes

Passe 3 Dias: 
65€ de 1 de julho a 26 de agosto 
70€ de 27 a 29 de agosto 

Bilhetes diários: (sexta ou sábado): 
40€ de 1 de Julho a 26 de agosto 
45€ de 27 a 29 de agosto 

Bilhetes Quinta-Feira: 
10€ de 13 de fevereiro a 26 de agosto 
15€ a 27 de agosto


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Wax Idols de volta aos discos


As Wax Idols, estão de volta com novo álbum, American Tragic, resultado da assinatura com a nova editora, Collect Records. O terceiro álbum de estúdio, da banda liderada por Hether Fortune (White Lung), sucede assim Discipline And Desire (2013) e vê já revelado o primeiro single de avanço "Lonely You". Com os habituais elementos do rock gótico, mas mais próximo da sonoridade dominada nos final dos anos 80, que no seu início. A ouvir abaixo.

American Tragic tem data de lançamento prevista para dia 16 de outubro via Collect Records.


American Tragic Tracklist: 
1. A Violent Transgression 
2. Lonely You 
3. I'm Not Going 
4. Deborah 
5. Goodbye Baby 
6. Glisten 
7. Severely Yours 
8. At Any Moment 
9. Seraph

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quinta-feira, 23 de julho de 2015

[Review] Chelsea Wolfe - Abyss

Abyss // Sargent House // agosto de 2015
9.4/10

Chelsea Wolfe chamou a atenção na midia essencialmente a partir da edição do seu segundo trabalho de estúdio, Apokalysis (2011), um álbum registado pela produção lo-fi, que marcou em "Pale On Pale" onde a cantautora californiana apresenta uma aura negra, marcada pelos riffs do doom metal. Dois anos depois, com Pain Is Beauty(2013) Chelsea Wolfe mostraria uma forte aposta na sua voz melancólica envolta por um experimentalismo, caracterizado ao nível da guitarra.  À semelhança de Apokalypsis(2011), a cover art de Abyss, quinto disco de estúdio, vem demarcar igualmente uma referência a um trabalho mais obscuro apesar das diferenças a níveis sonoros Neste último, a persistência de uma produção extremamente bem trabalhada por sobre a mancha obscura, deixada nos últimos registos, resulta numa obra prima na carreira da artista.

Acerca de Abyss, Chelsea Wolfe disse em entrevista que o álbum "is meant to have the feeling of when you’re dreaming, and you briefly wake up, but then fall back asleep into the same dream, diving quickly into your own subconscious" e, esse estado subconsciente é denotado logo em "Carrion Flowers", faixa de abertura, onde a cantautora projeta a sua voz sobre um doom industrial comparável a Author & Punisher, por exemplo. A produção com assinatura de John Congleton, que trabalhou anteriormente com St. Vincent e Swans, leva Chelsea Wolfe a tecer em Abyss o extremo da tristeza e solidão que o humano pode experienciar. "After The Fall" representa a tomada de consciência após o referido colapso. Chelsea Wolfe amadureceu e trouxe o que se quer ouvir. Oh "Crazy Love", tanto amor.

"Iron Moon" é transcrito numa produção cáustica e desafiadora a retratar uma tristeza de verão que se prolonga em baladas como "Maw". Em "Grey Days", o mais recente single de avanço, a californiana ergue um dos grandes destaques do disco, senão o maior, através, mais uma vez, da sua sonoridade experimental. A introdução de violinos leva a uma recriação do ambiente de paralisia do sono, experienciado pela própria, na incapacidade temporária de mover, falar ou reagir ao tentar adormecer, ou mesmo acordar. "Survive" mostra a mesma experiência, porém sob um pano de fundo diferente e extremamente bizarro. Mais à frente, "Color Of Blood" e "The Abyss", voltam a mostrar os traços de inovação no seu trabalho e afirmam em Chelsea Wolfe o título das mentoras de um álbum a merecer destaque nas primeiras posições dos tops do ano. Há estados que só conseguem ser expressos pelas conjugações de diversos elementos e Abyss é um disco que explora em qualquer um algum tipo de sensação. A fechar com "Dragged Out".



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Palco eletrónico do Indie Music Fest com novas confirmações


Depois de Solution como a primeira confirmação eletrónica, IVVVO, CVLT E TERZI são os novos para as noites mais compridas do Indie Music Fest, que irá ter lugar no Bosque do Choupal, em Baltar, de 3 a 5 setembro. 

Com um cartaz de luxo nacional, os confirmados até ao momento são Linda Martini, Modernos, Brass Wires Orchestra, Keep Razors Sharp, Thunder & Co., Capitães da Areia, Plus Ultra, Bispo, Les Crazy Coconuts, Toulouse, Old Yellow Jack, Stone Dead, Taipa + The BlackBirds, Big Red Panda, The Electric Reeds, Solution, Malcontent, Eat Bear, Adeus Jupiter, Miss Titan, The Black Zebra, Baixo Soldado, Cave Story, The Sunflowers, Astrodome, Moonshiners, Los Black Jews, The White Knights, The Gypsies, David Lobão, Ivvvo, Solution, CVLT e Terzi. Num total de 33 artistas já confirmados, o Indie Music Fest 2015 reserva ainda muitas mais surpresas e novidades para breve.

Até ao dia 31 de julho estão ainda disponíveis os passes gerais com preço promocional de 20€ com campismo e transferes grátis da estação da CP para o recinto e vice versa, sendo que o valor aumenta para 25€ no dia 1 de agosto. Os bilhetes estão à venda nos locais habituais.


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Darkstar anunciam novo álbum


Os eletrónicos Darkstar, que perderam o ano passado o vocalista, voltaram à formação inicial em duo, composto por James Young e Aiden Whalley e anunciam agora Foam Island, o novo trabalho de estúdio a sair no final do terceiro trimestre. O álbum vê "Pin Secure" como faixa de avanço e a voz leva a assinatura de Aiden Whalley.

Foam Island é editado a 25 de setembro via Warp Records.


Foam Island Tracklist: 
1. Basic Things 
2. Inherent in the Fibre 
3. Stoke the Fire 
4. Cuts 
5. Go Natural 
6. A Different Kind of Struggle 
7. Pin Secure 
8. Through the Motions 
9. Tilly's Theme 
10. Foam Island 
11. Javan's Call 
12. Days Burn Blue

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Michael Gira parte corações com um presente


Michael Gira, o frontman da lendária banda no wave novaiorquina, esta madrugada anunciou o término da tour do conceituado álbum lançado no ano passado, To Be Kind. Gira não ficou por aí e também disse que dia 1 de Setembro, os Swans voltavam ao estúdio para gravar o seu último álbum e consequentemente a sua última tour. Para além disso também foi dito que um álbum ao vivo chamado The Gate como fonte de angariação fundos para terminar o seu último álbum irá ser lançado também em breve. Gira promete que o novo álbum de estúdio está destinado a ser uma besta insáciavel. Ainda, o porta-voz de Swans não sabe o que será da banda depois deste último álbum e tour mas que gosta da sensação de incerteza.

Será então caso para dizer Swans Are Dead? Ou apenas mais um hiatus de 10 anos?


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O que esperar do Bons Sons #3


Regressamos à aldeia para mais uma paragem. Desta vez, vamos conhecer os diferentes palcos que vão receber os 46 artistas que fazem parte desta edição do Festival Bons Sons

No festival vão haver 8 palcos: Lopes-Graça, Giacometti, MPAGDP (Música Portuguesa a Gostar Dela Própria), OuTonalidades, Eira, Auditório, Aguarela e Garagem. Todos estes palcos se encontram em pontos estratégicos da aldeia como, por exemplo, a igreja de S. Sebastião (palco MPAGDP), Largo do Rossio (palco Lopes-Graça) ou a antiga eira comunitária (palco Eira). 

Posto isto, vamos conhecer mais alguns dos artistas presentes na edição deste ano:

Janeiro


Henrique Janeiro é um cantor, autor e compositor lisboeta. Este ano lançou o seu primeiro álbum, Janeiro, tendo este uma enorme diversidade de estilos musicais, já que todas as canções são bastante diferentes. Uma das faixas (4-Tereza e Tomás) tem grandes influências no Jazz contrastando com, por exemplo a segunda faixa que tem um registo mais Pop e Electronico-experimental.



Tio Rex


Tio Rex é um cantautor setubalense e a sua música tem fortes influências no Folk. Editou este ano o álbum Ensaio Sobre A Harmonia, que é composto por canções bastante interessantes e causadoras de reflexão, sendo a grave voz de Tio Rex um elemento de coesão. 




Manuel Cruz


Manel Cruz não é, certamente, um dos nomes desconhecidos do cartaz. Este reconhecimento por parte do público deve-se ao seu trabalho como vocalista dos extintos Ornatos Violeta, dos Pluto, dos Supernada e Foge Foge Bandido (sendo este o nome do seu projecto a solo e o que, provavelmente nos vem mostrar). Esta paragem na aldeia está incluída na série de concertos “Estação de Serviço”, um momento de reflexão sobre os projectos passados, os do presente e os do futuro. Podemos esperar, então, uma viagem à carreira musical de Manel Cruz



Benjamin


Benjamim é o novo projecto de Walter Benjamim. Depois de 4 anos em Londres, Benjamim, opta por um novo começo, desta vez, cantando em português. Já prometeu novo álbum, Auto-Rádio, ainda para este ano e mostrou-nos dois singles, “Quando os Teus Passos” e “Tarrafal”. Ambos os singles apontam para um grande regresso de Benjamim, veremos o que nos espera na aldeia. 



D'Alva


D’Alva (estilizado como D'ΛLVΛ) é um projecto que resulta da colaboração entre Alex D’Alva Teixeira e Ben Monteiro. Apesar da banda ser relativamente recente, os D'ΛLVΛ,  não têm medo do palco reinando a boa disposição e a energia. O ano passado foi editado, pela NOS Discos, #batequebate, o seu primeiro álbum que apresenta fortes influências da música Pop. Singles como L.L.S e Frescobol traduzem o que é D'ΛLVΛ. D'ΛLVΛ é energia, é dança, é diversão. Não há duvida que esta dupla irá deixar toda a aldeia a dançar.



OCO


Oco é uma banda formada em 2004 que produz musica com foco experimental e ambiente. O ano passado, ano em que a banda comemorou 10 anos de existência, foi lançado o seu 3º álbum Beyond Dust and Bones que se traduz numa verdadeira viagem ao Oriente.



Duquesa


Duquesa é o projecto a solo de Nuno Rodrigues, também guitarrista e vocalista dos The Glockenswise. Duquesa, eterno apaixonado, lançou no ano passado o seu primeiro EP Duquesa sendo grande parte das músicas sobre o amor. “True” é sobre namoros à distância mas há sempre tempo para um hino à terra natal (Abade Neiva) “Abade Nation”. Podemos esperar grandes coisas deste projecto que nos trouxe um dos melhores EPs do ano passado.



DJ Tenreiro


Pedro Tenreiro já é DJ desde os anos 80. Desde o início dos anos 90, foi DJ residente em bares como o Aniki Bobó, o Meia Cave ou o Trintaeum. Actuou em vários locais conhecidos em Portugal e ao lado de muitos outros DJs. Faz assim a sua aparição na aldeia para a pôr a dançar.


Polifonia de Arões


Polifonia de Arões ou Grupo de Folclore Terras de Arões é um grupo existente desde 1997. O seu objectivo é manter vivas as canções de outros tempos, fundindo os costumes e modos de vida antigos com o presente.

Texto: Francisco Lobo de Ávila

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quarta-feira, 22 de julho de 2015

Fuzz anunciam novo álbum para Outubro

Depois de várias dicas nos últimos meses, de que a banda estava em estúdio a gravar o seu segundo álbum, os Fuzz anunciaram hoje II. E com este anúncio, a banda do incansável Ty Segall, que vai passar pela próxima edição do Vodafone Paredes de Coura, estreou dois novos singles, "Pollitnate" e "Rat Race", que podem ser ouvidos em baixo. 

Este novo LP vai ser editado via In The Red Records, no dia 23 de Outubro, em formato de CD e LP duplo.



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James Blake mostra nova música do novo álbum


James Blake prepara-se para editar um novo álbum de originais em breve, que será intitulado Radio Silence. Durante o concerto no Latitude Festival 2015, Blake revelou que está a trabalhar na sucessor do tão aclamado Overgrown, editado em 2013, tendo apresentado o tema título do novo trabalho.

Numa entrevista à revista Esquire, Blake confirmou as colaborações de Kanye West e Justin Vernon no seu terceiro álbum de estúdio. Não é a primeira vez que Blake e Vernon trabalham juntos, tendo colaborado no tema "Fall Creek Boys Choir", do EP Enough Thunder (2011).

Vejam em baixo a interpretação do novo tema no Tampa's Big Guava Fest.

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terça-feira, 21 de julho de 2015

Mark Lanegan e Beth Orton fazem cover de "Your Kisses Burn"


Mark Lanegan e Beth Orton juntaram-se para uma cover do hit de 1988 "Your Kisses Burn", de Marc Almond e Nico. A faixa foi a última de Nico antes do seu falecimento. A faixa pode ser ouvida abaixo.

Mark Lanegan e a banda tocarão a 21 de agosto em mais uma edição do Vodafone Paredes de Coura.


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Wolfmother anunciam edição expandida do 10º aniversário do LP de estreia


Os Wolfmother editaram o seu álbum de estreia, o homónimo Wolfmother, em 2005 e, dez anos após o lançamento, os australianos vão reeditar a obra, em formato duplo LP, que conterá igualmente b-sides, remixes, demos e gravações ao vivo. O LP também será editado em vinil.

Sobre as demos que estarão presentes no álbum, o vocalista Andrew Stockdale avançou: "We just banged out that whole record in one day. And you can hear it's pretty close to where the record actually ended up. I can't believe we were that good and we hadn't toured, we hadn't made any records before, we had no experience. It's like, 'What the hell was going on?'".

Wolfmother é editado em formato LP duplo no próximo dia 25 de setembro via Interscope/UMe.


Wolfmother Tracklist: 
Disco 1: 
1. Dimension 
2. White Unicorn 
3. Woman 
4. Where Eagles Have Been 
5. Apple Tree 
6. Joker & The Thief 
7. Colossal 
8. Mind's Eye 
9. Pyramid 
10. Witchcraft 
11. Tales From The Forest Of Gnomes 
12. Love Train 
13. Vagabond 
14. The Earth's Rotation Around The Sun† 
15. Vagabond (Acoustic Version)† 
16. Joker & The Thief (Loving Hands Remix)† 
17. Woman (Mstrkrft Remix) 18. Love Train (Chicken Lips Malfunction Remix)† 

Disco 2 (demos, B-sides and live): 
1. Dimension (Demo)* 
2. White Unicorn (Demo)* 
3. Woman (Early Days Demo)*
 4. Apple Tree (Demo)*
 5. Not Goin' Home (Joker & The Thief – Demo)* 
6. Colossal (Demo)* 
7. Pyramid (Early Jam Demo)* 
8. Witchcraft (Rehearsal Room Demo)* 
9. Love Train (Rehearsal Room Demo)* 
10. Vagabond (Rehearsal Room Demo)* 
11. Woman (Live)† 
12. Tales From The Forest Of Gnomes (Live)* 
13. Mind's Eye (Live)* 
14. Dimension (Live)† 
15. Where Eagles Have Been (Live)† 

* previously unreleased 
† previously unreleased in North America

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Kurt Vile revela detalhes do novo álbum


Depois de anunciar uma tour massiva ao lado dos seus companheiros The Violators, Kurt Vile está de regresso à midia desta vez com os detalhes do já anunciado disco b'lieve i'm going down. A obra esperada para o outono vê agora reveladas a cover art, tracklist e respetiva data de lançamento, bem como o primeiro avanço em formato single "Pretty Pimpin", a ouvir abaixo.

b'lieve i'm going down tem data de edição prevista para 25 de setembro via Matador Records.


b'lieve i'm goin down Tracklist: 
1. Pretty Pimpin 
2. I'm an Outlaw 
3. Dust Bunnies 
4. That's Life, tho (almost hate to say) 
5. Wheelhouse 
6. Life Like This 
7. All in a Daze Work 
8. Lost My Head There 
9. Stand Inside 
10. Bad Omens 
11. Kidding Around 
12. Wild Imagination

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Schonwald fazem cover de "Rescue" de Echo & The Bunnymen


Os italianos Schonwald, que passaram em Portugal em fevereiro do presente ano, em apresentação do mais recente disco Dream For The Fall (2014), pegaram em "Rescue", original dos Echo & The Bunnymen e reformularam a sua sonoridade para uma cover mais electro-rock e dream pop. O resultado pode ser ouvido e baixado, abaixo.


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STREAM: Titus Andronicus - The Most Lamentable Tragedy


Os Titus Andronicus vão editar na próxima semana o seu novo registo The Most Lamentable Tragedy, que inclui covers de Daniel Johnston e dos The Pogues. O álbum, composto por vinte e nove canções, como uma duração de cerca de 98 minutos, pode agora ser ouvido na íntegra, abaixo, cortesia da NPR.

The Most Lamentable Tragedy é editado no próximo dia 28 de julho via Merge Records.


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MAGAFEST traz Filho da Mãe, Jibóia, Noberto Lobo à Casa Indepedente em Setembro

A segunda edição do MAGAFEST está aí! 


O festival é a celebração das MagaSessions, sessões musicais que acontecem no Saldanha na casa de Inês Magalhães desde 2012. Um espaço invulgar de concertos únicos e íntimos, onde se divulga e promove músicos já estabelecidos no panorama musical português, bem como novos talentos que fazem a sua estreia na casa, por onde já passaram mais de 40 espectáculos ao longo de 3 anos, apresentando aos convidados as mais diversas experimentações sonoras.

O MAGAFEST nasceu em 2014 e apresentou-se com um cartaz que contava com nomes como JP Simões, Norberto Lobo, Bruno Pernadas, Tiago Sousa, João Lobo, Memória de Peixe, entre outros.

A segunda edição está agendada para o dia 5 de Setembro das 18h às 2h na Casa Independentevoltando a afirmar-se como um dos mais importantes festivais de música alternativa de Lisboa trazendo Norberto Lobo, Carlos Bica, Filho da Mãe, Lula Pena, Silence Is a Boy, Minta & The Brook Trout, Garcia da Selva, Simão e Jibóia.


Os bilhetes custam 15 euros, estão à venda nas plataformas MagaSessions e Casa Independente.

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segunda-feira, 20 de julho de 2015

[Review] Tame Impala - Currents


Currents // Interscope Records // Julho de 2015
6.4/10

Como qualquer outro clichet indie, depois de um grande álbum, segue-se um sucessor um pouco mais aquém das expectativas. Vimo-lo acontecer com vários artistas como Mac Demarco The Growlers e o novo dos Tame Impala não é excepção mas também não é propriamente o que faz a regra. Para já temos que ter em conta que Lonerism, o antecessor, foi a versão melhorada de tudo o que Innerspeaker tinha para nos oferecer; um álbum maciço que pavimentou a estrada do psych-pop e psych-rock moderno com um baixo que serviu de debulhadora para outros do mesmo género. Para ultrapassar um álbum destes, Kevin Parker tinha que fazer o impossível, mas ele é humano e Currents surgiu.

Para se ouvir Currents e apreciar o que ali foi feito, é precisa uma grande capacidade de adaptação, não só porque perdemos o santo baixo mas porque todo o álbum é construído à base de sintetizadores e riffs de guitarra repetitivos mas cativantes. Os singles não representam, de todo, o que o álbum é, e lembro-me muito bem até de comparar músicas como "Yes, I'm Changing" e "'Cause I'm A Man" (singles terrivelmente mal escolhidos) a uma versão low budget do que os The Holydrug Couple tinham feito com Moonlust, álbum editado este ano. Mas tirando essas duas faixas e mais uma ou duas, o álbum não é mau. É diferente, o próprio Kevin diz que está a mudar, e o interessante no álbum é que ele tem uma grande coesão entre as faixas, como se se encaixassem como peças de um puzzle. "Let It Happen", por exemplo, é um óptimo primeiro single, apesar de ser pretensiosamente extensa sem um grande propósito, é quase uma cassete que fica encravada a meio e depois retoma ao seu curso normal, que se encaixa na perfeição com a faixa seguinte "Nangs", uma faixa bastante etérea deitada numa nuvem de synths. Em sequência temos então "The Moment" que parece uma música que foi feita para saltitar num bosque feito de doces, é muito dreamy, até me atrevo a comparar com uns cheiros a The Turtles. E o álbum vai sempre seguindo esta nova estética que, embora mais difícil de engolir, é bastante apreciável no certo humor e disposição. Uma faixa que também se deve dar alguma ênfase em Currents é a faixa que fecha o álbum, "New Person, Same Old Mistakes" é uma música que tem toda uma certa misticidade nela, os sintetizadores vão num fluxo musical completamente diferente do resto do álbum sentindo-se uma carga melancólica muito mais pesada, e por isso se destaca do resto do álbum e ainda bem que se destaca.

Mas o meu grande problema com Currents, para além da má escolha de singles, é que as melhores faixas do álbum não têm mais do que dois minutos; "Nangs", "Gossip" e "Disciples" são as estrelas neste álbum, e eu atrevo-me a capitalizar "Gossip", uma faixa de apenas 55 segundos, e esta sim merecia a duração de "Let It Happen"; as melodias na música parecem todas unir-se numa escada pronta para dar um espaço para uns Tame Impala à antiga descerem e voltarem do céu porque, bem, estão mortos. Vi escrito em algum lado que Currents era um álbum que descansava à sombra dos vocais de Kevin Parker: um absurdo digo eu; durante toda a duração do álbum Kevin parece estar, não só, a arrastar-se para cantar como usa o falsetto em demasia como se fosse a única maneira que algo iria resultar. Finalizando, Currents precisa sim de algumas arestas limadas, mas dada a experiência, Innerspeaker também precisava e a banda conseguiu dar a volta à situação, portanto pensem neste novo álbum apenas como um protótipo para algo muito grande que virá suceder.

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Ty Segall reedita Ty-Rex em LP expandido


Ty Segall anunciou que vai compilar os seus velhos EPs Ty-Rex numa reedição em formato longa duração. O LP reúne assimas oito canções editadas nos EPs Ty-Rex e acrescenta uma cover inédita de  "20th Century Boy", do T. Rex.

O primeiro  EP foi lançado em formato um seis-canção em edição exclusiva para o Record Store Day de 2011 e incluiu covers de "Buick Mackane" dos The Sliders e u"Fist Heart Might Dawn Dart" dos A Beard of Stars. Em 2013, o prolífico californiano editou também para Record Store Day, mais um EP do mesmo nome acrescentando covers de "The Motivator" e "Black Cat (Wizard's Hat).".

Ty-Rex é editado a 27 de november via Goner Records


Ty-Rex Tracklist: 
1. Fist Heart Mighty Dawn Dart 
2. Buick Mackane 
3. The Slider 
4. Woodland Rock 
5. Cat Black 
6. 20th Century Boy 
7. Salamanda Palaganda 
8. Elemental Child 
9. The Motivator

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Unknown Mortal Orchestra novamente em Portugal


Estiveram presentes na última edição do Super Bock Super Rock, mas vão voltar a Portugal outra vez ainda este ano. 

Os Unknown Mortal Orchestra vão actuar no Armazém F (Lisboa) no dia 13 de Novembro e no Hard Club (Porto) no dia seguinte.

Armazém F | 13 de novembro

Abertura de portas: 20h00
Início do espetáculo: 21h00

Hard Club | 14 de novembro


Abertura de portas: 19h00
Início do espetáculo: 20h00

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Concertos de SEASE + Vaarwell + Golden Diskó Ship no MUSICBOX 25 Julho



Dia 25 de Julho o MUSICBOX recebe, pelas 22H, três bandas dentro dos géneros Indie Pop/Alternativo, SEASE, Vaarwell e Golden Diskó Ship.

SEASE é um trio de Indie Pop formado em 2013 por Miguel Laureano, Rita Navarro e Gonçalo Vasconcelos. O grupo conheceu-se em 2011 no Cais do Sodré onde começou a ser criado o EP de estreia When Lost At The Ocean, A Fellow Comes Out. Este foi lançado em Março de 2015 em formato digital para download gratuito aqui.


Os Vaarwell são Margarida Falcão, Ricardo Nagy e Luís Monteiro, um trio de indie pop nascido em Lisboa em finais de 2014. O EP de estreia Love and Forgiveness chegou a lojas online e plataformas de streaming no dia 25 de Maio. «Branches» - tema de avanço do EP, foi escolhido por Henrique Amaro para integrar a colectânea Novos Talentos FNAC 2015.


Golden Diskó Ship é Theresa Stroetges , uma jovem multi-instrumentalista e vídeo-artista com sede em Berlim que se apresenta ao vivo como uma orquestra de uma pessoa. As suas paisagens sonoras imaginativas, passando de linhas melódicas delicadas para os arcos de feedback e distorção texturizada, ganhando mérito pelas suas colagens de som acústico e electrónico.


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