sábado, 5 de setembro de 2015

STREAM: Gui Amabis - Ruivo em Sangue


Gui Amabis volta a presentear-nos com um novo disco, Ruivo em Sangue, que se encontra disponível para streaming e download gratuito, aqui.  Se, no seu primeiro trabalho autoral, o músico e produtor paulistano Gui Amabis foi buscar a ancestralidade nas memórias luso-africanas, neste terceiro disco, Gui volta mais ruivo do que nunca. Composto e gravado entre São Paulo e Lisboa, Ruivo em Sangue, apresenta-se como o retrato de uma solidão insólita de caminhar à deriva pelas ruas da capital portuguesa.

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STREAM: V/A - Antologia


Em celebração das cinco edições do TRC ZigurFest, a Zigur Artists propôs os seus artistas a escolher um tema do catálogo, para depois o recriar à sua imagem. O conjunto dessas propostas resultou numa compilação de 10 singles com participação de artistas como azul-revolto, daily misconceptions, Mr. Herbert Quain, Twisted Freak, entre outros. 

Editada a 28 de agosto, o primeiro dia do festival, Antologia, encontra-se agora disponível para audição na íntegra e compra digital, via bandcamp.


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Ghost estreiam-se em Portugal para dois concertos


Os Ghost vão estrear-se em Portugal em apresentação do terceiro disco de estúdio, Meliora, editado no passado dia 21 de agosto. Inseridos na Black to the Future tour, os concertos acontecem nos dias 27 e 28 de novembro, no Hard Club, Porto e no Paradise Garage, em Lisboa, respetivamente.

Conhecidos pela forte teatralidade, por atuarem mascarados e roupas características, os suecos Ghost começam a chegar, cada vez mais, a muitas pessoas fora da cena do metal.

Os concertos têm início às 20h00 e os bilhetes têm um custo de 22€. A abertura de ambos os concertos fica a cargo dos suecos Dead Soul, que se estreiam igualmente em território nacional.




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Tim Hecker, Powell e Luke Abbott fecham cartaz do Semibreve


A decorrer em Braga de 30 de outubro a 1 de novembro, o Semibreve volta em 2015 com a sua quinta edição. O cartaz encerrou esta sexta-feira com Tim Hecker, Power, o fundador dos Diagonal, Luke Abbott, André Gonçalves e Die Von Brau que se juntam a Vessel, Klara Lewis, Dopplereffekt, entre outros, anteriormente confirmados. 

A ocorrer entre o Theatro Circo, o complexo de artes GNRation e a Casa Rolão, o Semibreve apresenta este ano treze concertos e dez instalações, por um preço de 30€ (passe geral).


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Vídeos da Semana #59


Depois de duas semanas de pausa, com Paredes de Coura e o Entremuralhas a ocupar os respetivos fins-de-semana, voltamos, desta vez, com trabalhos audiovisuais de Girl Band, PINS, Girlpool, The Dead Weather e Lucy Rose. Tudo ali em baixo.

1 - Girl Band - "Pears for Lunch"

2 - PINS - "Dazed By You"

3 - Girlpool - "Pretty"

4 - The Dead Weather - "I Feel Love (Every Million Miles)"

5 - Lucy Rose - "Till The End"

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sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Amplifest 2015: uma nota sobre as quatro edições anteriores


Nos próximos dias 19 e 20 de setembro, o Amplifest regressa à cidade Invicta. Celebrando a sua quinta edição, este festival que, tal como a organização diz, não é um mero festival (“Not a festival, na experience”), é bem mais do que isso, é um experiência cultural indescritível e imperdível. Apenas com duração de um fim-de-semana, organizado pela Amplificasom, este ano o Amplifest conta com nomes nacionais, como Filho da Mãe e Atillla, e com grandes músicos estrangeiros, Metz, William Basinski e Noveller,  entre outrous, tudo para ver no Hard Club, na cidade do Porto, entre os dias 19 e 20 deste mês. Até lá, uma revisão às edições passadas.


2011


Com nomes como Godflesh e Acid Mothers Temple, o Amplifest estreia-se como festival no Hard Club, no Porto, no ano de 2011, entre o fim-de-semana de 29 e 30 de outubro. Esta primeira edição celebra o produto de cinco anos de programação por parte do Amplificasom, que sempre demonstrou uma ambição e audácia, tão características da mesma.

2012


Depois de uma primeira edição bem sucedida, o Amplifest regressa em 2012 à cidade do Porto. Godspeed You! Black Emperor, Bohren & Der Club of Gore e Black Bombaim foram os nomes que marcaram a segunda edição deste festival. A música acompanhada com exposições culturais é mais uma vertente única do Amplifest, proporcionando uma divulgação de arte rica e enriquecedora. A configuração do espaço dirigido para o espetáculo muda, tal com a duração do festival: o primeiro dia do festival deu-se na sala Passos Manuel, no dia 26 de outubro, enquanto o resto dos dias ( 27 e 28) celebraram-se no Hard Club.

2013


A terceira edição do Amplifest continua, tal como as anteriores edições, a combinar concertos com exposições culturais, filmes e exibições. Detentor de um ambiente único, proporcionando uma experiencia diferente de qualquer festival. Na edição de 2013, foi acrescentado um palco na ribeira do Porto e, grandes nomes atuaram na cidade Invicta: Black Bombaim & La La La Ressonance, Chelsea Wolfe, Uncle Acid and The Deadbeats e A L’est de L’enfer são apenas alguns dos muitos nomes desta grande terceira edição do Amplifest, que decorreu a 19 e 20 de outubro de 2013.

2014


A última edição do Amplifest foi, sem sombra de duvidas, umas das melhores edições que o festival já teve. Com Alhousseini Anivolla, Ben Frost, Peter Brotzmann & Steve Noble, Marissa Nadler, Pharmakon (finalmente, depois do concerto cancelado em 2013) e Swans, alguns dos mais relevantes nomes do cartaz do ano passado, o Amplifest 2014 subiu as expetativas face ao futuro do festival. Continuando com as ímpares exposições e concertos como oportunidades únicas que ver bandas únicas ao vivo, foi no Hard Club nos dias 4 e 5 de outubro, que ocorreu a última edição do Amplifest

Este ano, o Amplifest comemora 5 anos de música, exposições, filmes, conversas com músicos, experiência únicas, num ambiente ímpar e na cidade do Porto, no Hard Club, a não perder, no próximo fim-de-semana de 19 e 20 de setembro.


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Reportagem: Entremuralhas 2015 [Castelo de Leiria] - 3º dia


Ao terceiro e último dia, o Entremuralhas parecia infindável, isto porque quanto mais subia, mais se tinha que subir, no entanto, era tudo fogo de vista. Apontado como o dia com mais concertos interessantes, para o mais vasto público, a organização expandiu, para este último dia exclusivamente, a entrada a 1037 pessoas, ao invés das habituais 737. Com cerca de metade dos espectadores oriundos de diversos países da união europeia e, uma divergente oferta musical, no dia de encerramento, o Entremuralhas fazia história nesta sexta edição. Para além do regresso dos célebres Laibach, nomes como And Also The Trees, Agent Side Grinder e A Dead Forest Index, assumiam-se como grandes apostas para um dia em que Art Abscons traria um concerto performativo de ficar na memória. E as t-shirts que se viram por lá também não poderiam ficar esquecidas: público de Swans, Dead Can Dance, Joy Division (e aquelas giras dos No Joy Division, no Pleasure at All?), Clan Of Xymox, The Cure, Death In June, entre outros, um obrigado. E um obrigado à Fade In por, acima de todo o profissionalismo, ter feito uma edição memorável. As saudades já apertam.


A Dead Forest Index


Depois de se terem estreado em Portugal o ano passado na abertura do concerto das Savages, no Hard Club, Porto, os A Dead Forest Index estrearam o Palco da Igreja da Pena com "Tide Walks", retirada do mais recente EP Cast Of Lines, enquanto se apresentavam como um duo. O público, que se estreava nos A Dead Forest Index em formato ao vivo, ficou impressionado com os vocais de Adam Sherry que eclodiam numa voz bastante feminina face ao mostrado em estúdio. Vestidos de preto, prosseguiram com "No Paths", "A New Layer", "Distance" e alguns singles novos. "Cast Of Lines", que por si só é um single de difícil assimilação, mostrou como uma banda ao vivo pode surpreender e fazer surtir nos espetadores algo que nunca antes houveram experienciado; o fim de um concerto que deixou o público com um sorriso na cara e a pedir por mais.



Ash Code


Com uma entrevista na calha, os Ash Code eram uma das grandes expectativas do dia, especialmente pelo recente Oblivion, que até então houvera recebido críticas bastante positivas da imprensa especializada, e, pelo facto de se apresentarem como mais uma estreia em Portugal. Curiosamente resultou num dos concertos mais pobres dos três dias de festival. A abrir o palco com "Self Destruction", logo se denotaram as fragilidades dos italianos, ao vivo, quando a voz de Alessandro começou a surgir. O som geral, dos sintetizadores e samples sonoras, encontrava-se demasiado baixo para o que a voz pedia e, nem depois de "Epty Room", "Unnecessary Songs" e o homónimo "Oblivion", o trio parecia atingir as expectativas mínimas que muitos tinham do que seria a sua performance ao vivo. O ponto alto, aconteceu quando se começou a ouvir a percussão de "I Can't Escape Myself", que pelo menos deu para entreter os fãs dos The Sound. Umas trocas entre guitarristas e vocalistas depois, culminaram a performance com "Out". 



Art Abscons


Os Art Abscons subiram ao Palco Alma em formato quarteto, todos vestidos a rigor com pelo menos alguma parte do rosto coberta por máscaras. O público, ali presente, preparava-se para assistir a um concerto de neofolk teatral que deixava um espaço muito grande aberto à curiosidade sobre o resultado de ver Art Abscons ao vivo. "Somnium I", retirado de Spektral Magik(2008), serviu de mote para o avanço até às filas da frente. Quem ia chegando mais tarde acomodava-se pelas encostas, ou subia até aos pontos estratégicos do castelo para conseguir um bom campo de visão. No palco, um espetáculo incrível com "Der Verlassene Hain", "Somnium II". "Erscheinung!" e "Morgendämmerung" como pano de fundo. Espaço ainda para o baterista pedir ao público para julgar o personagem principal, onde o enforcamento foi a escolha final. Depois de uma ressurreição e uma chuva de rebuçados para o público, os Art Abscons despediram-se com "Niemandsgebet" daquele que foi um dos concertos que mais atenção que prendeu do público. Schön. 



And Also The Trees


Depois de se terem estreado em Portugal, em 2010, mais uma vez pelas mãos da Fade In, os And Also The Trees apresentavam-se agora em Leiria, no emblemático castelo para encerrar o Palco Alma. Formados no Reino Unido, em 1979, os AATT trouxeram 36 anos de carreira e uma setlist a contemplar os grandes êxitos da sua longa discografia. Numa abertura a remontar a 1989, os And Also The Trees abriram com "Prince Rupert" de Farewell To The Shade e, os grandes aplausos sentiram-se assim que Simon Huw Jones subiu ao palco. Num total de doze músicas, e num concerto a ser notado pelo som excessivamente alto, os And Also The Trees foram, no entanto, os responsáveis por um dos melhores concertos deste último dia. Sem esquecerem "Dialogue", "A Room Lives in Lucy", "Only" e "Slow Pulse Boy" os britânicos veriam uma multidão a aplaudir ao findar de cada canção e, a vontade de ouvir mais, cada vez mais acrescida. Já a prepararem a despedida com "Missing", foi em "Rive Droite" que os And Also The Trees se disseram adeus.



Laibach


Com "Eurovision" escolhida para abrir o concerto, os Laibach apresentaram-se em formato quinteto naquele que seria o penúltimo concerto do dia. Uma multidão bastante maior, comparativamente aos dias precedentes, preenchia já uma área quadrada bastante abrangente do recinto do Palco Corpo e, com " The Whistleblowers", a começar fazer-se ouvir, começava também a sentir-se os primeiros segundos de saudades de um festival que só voltava para o ano e de uma banda incerta no seu regresso. Com "Resistance Is Futile", "Alle Gegen Alle" e "Love On The Beat" a marcarem os momentos mais extasiantes do concerto, os Laibach fecharam com o palco com "See That My Grave Is Kept Clean", cover original de Blind Lemon Jefferson, para um público a aplaudir como nunca antes. 
Muitos assobios, muitas palmas e uma vontade enorme de rever os Laibach num encore, permitiram que os eslovenos se reunissem e decidissem, em alguns minutos, regressar de novo ao palco. Com um encore a abrir com a famosa "Opus Dei (Life Is Life)" foi, após afirmar "You are a fantastic audience", que Milan Fras voltou a promover um pequeno momento de interação com o público onde este teria de repetir "oh", um determinado número de vezes decidido pelo vocalista. Posto isto, e  um "everybody dance now", os Laibach encerraram o concerto com "Tanz Mit Laibach". Memorável.



>> mais fotografias do concerto de Laibach

Agent Side Grinder


Para os fãs do post-punk, a estreia dos suecos Agent Side Grinder era a mais aguardada da noite, terminado o concerto dos And Also The Trees. Com disco novo na mão, os Agent Side Grinder apresentaram uma tracklist focalizada em Alkimia, o seu mais recente disco de estúdio, sem esquecer os singles mais conhecidos, como "Look Within",  "Mag 7" e "Wolf Hour" de Hardware(2012). Donos de uma sonoridade algures perto do electro industrial, os Agent Side Grinder subiram ao Palco Corpo numa performance a ser marcada pelos passos de dança muito característicos do vocalista Kristoffer Grip. Em mais um concerto com direito a encore, os suecos subiram a palco com um convidado especial, Dirk Evens, a fim de interpretar "Go (Bring It) Back", antes de encerrarem o Entremuralhas, sozinhos, com "Die To Live", retirado de Irish Recording Tape(2009). Um concerto muito bem conseguido, sem falhas a apontar. Foi uma excelente escolha para a despedida, que voltem em breve.


 >> mais fotografias do concerto de Agent Side Grinder


Texto: Sónia Felizardo
Fotografia: Martinho Mota


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Dia de arranque do Jameson Urban Routes pode ser visto online


O primeiro dia do Jameson Urban Routes, que acontece a 22 de outubro terá entrada livre a partir das 22h00. Com concertos gratuitos de Cave Story, Pega Monstro e Galgo, juntamente com Pilooski e Magazino no Palco Clubbing, será disponibilizado ainda um live streaming do evento, com a assinatura da Tradiio. Este live streaming trasmitirá os primeiros três concertos da noite, e pode ser acedido, no próprio dia, aqui.






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Sun Blossoms lança disco de estreia


Sun Blossoms, "bedroom project" de Alexandre Fernandes, anunciou hoje o seu álbum de estreia, homónimo. O álbum que viu "Friend" como primeiro single de avanço, encontra-se agora disponível para audição gratuita na íntegra, e para compra digital ou física (cassete vermelha) limitada a 100 unidades via Revolve. Poderão ouvir o álbum aqui.

Além do álbum, Sun Blossoms avançou com teledisco para o single "Flower Eyes", a ver abaixo.


Poderão ver os Sun Blossoms ao vivo:
12 de setembro @ Mundo Quesadilla, Damas, Lisboa 
19 de setembro @ Festival Para Gente Sentada, Braga
10 de outubro @ Mucho Flow, Guimarães






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Zola Jesus também no Porto

© cheryl georgette
Zola Jesus, cujo regresso por Portugal está marcado para 3 de novembro no Musicbox Lisboa, tem agora mais uma data confirmada, desta vez no Porto. O concerto acontece dois dias antes, a 1 de novembro e terá lugar no Maus Hábitos, com assinatura da Amplificasom. Em mote encontra-se Taiga, o mais recente disco editado o ano passado.

O concerto tem início marcado às 22h00. Os bilhetes têm um preço de 15€.


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quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Amplifest - Horários revelados



Já foram revelados os horários para a próxima edição do Amplifest, a decorrer nos dias 19 e 20 de Setembro, no Hard Club (Porto). O cartaz do festival conta com nomes como Converge, Altar of Plagues, METZ e Amenra

Os passes gerais custam 59€ e os bilhetes diários 39€. O Amplipack, que inclui o passe geral, uma t-shirt exclusiva, uma tote bag, um caderno e uma palheta tem o preço de 80€.

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Vodafone Mexefest anuncia mais três nomes


A edição de 2015 do Vodafone Mexefest, que conta já com nomes como Ariel Pink, Patrick Watson, Ducktails, entre outros, no cartaz, vê agora mais três artistas a figurar o cartaz: Selma Uamusse, Benjamin Clementine e Villagers. De 27 a 28 de novembro, a Avenida da Liberdade enche-se de música.

Depois de uma recente e espantosa passagem por Portugal, Benjamin Clementine está de volta para um concerto absolutamente imperdível, onde apresentará o seu álbum de estreia, At Least For Now editado em janeiro deste ano. 


Villagers é o projeto do multi-instrumentista Irlandês, Conor O’Brien. Com os dois primeiros discos foi nomeado para vários Mercury Prize e lançou este ano o belíssimo Darling Arithmetic, que servirá de mote para o concerto no Vodafone Mexefest.




Selma Uamusse é, indubitavelmente, uma das grandes vozes do momento. Tendo colaborado com nomes como Rodrigo Leão, Nu Jazz Ensemble ou WrayGunn, a moçambicana prepara o lançamento do seu trabalho de estreia, um disco que juntará os sons africanos, temperando ainda as composições com eletrónica, psicadelismo e outros registos. Para ver e ouvir no Vodafone Mexefest.




Artistas já confirmados
Akua Naru, Anna B Savage, Ariel Pink, Benjamin Clementine, Ducktails, Patrick Watson, Selma Uamusse, Titus Andronicus, Villagers

O bilhete único para os dois dias do festival está já à venda nos locais habituais, a 40€ até ao dia 30 de setembro, passando a 45€ a partir de 1 de outubro e a 50€ nos dias do Festival.

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STREAM: Petite Noir - La Vie Est Belle/Life Is Beautiful


Com lançamento na próxima semana, o disco de estreia de Petite NoirLa Vie Est Belle/Life Is Beautiful, encontra-se agora disponível para audição gratuita na íntegra, cortesia da NPR. Sobre o novo disco, Yannick Illunga avançou "new African aesthetic. It’s very rooted but at the same time it’s just about having a free mind, and not closing your mind off to any type of music. It’s about freeing yourself and not just listening to one kind of music"

La Vie Est Belle/Life Is Beautiful tem data de edição a 11 de setembro via Domino Records.


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Os Yung têm novo single


Os dinamarqueses YUNG partilharam recentemente "God" como novo single de avanço de These Thoughts Are Like Mandatory Chores EP. O quarteto, que recebera até então comparações a Iceage e Lower, apresenta agora um single a apostar num território díspar. "They always walk away / Oh God I wish they’d stay".

These Thoughts Are Like Mandatory Chores tem data de lançamento prevista para 18 de setembro via Though Love.



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Os Grandaddy estão a gravar novo disco


O vocalista dos Grandaddy, Jason Lytle, revelou que a banda se encontra atualmente a gravar um novo disco. E é o primeiro disco dos californianos desde que se reuniram e 2012, e igualmente o sucessor de Just Like the Cat Fambly (2006).

O disco ainda se encontra nas primeiras fases de gravação. Num tweet, sobre o acompanhamento das gravações, Jason Lytle  remete ao disco The Slump Sophtware(2000), que será o resultado do novo "GD LP", tendo no mínimo 16 canções. Ainda não há qualquer single divulgado.




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Braga Music Week de 25 de setembro a 3 de outubro


O Braga Music Week está de volta este ano com mais nove dias de música espalhados pelos diversos espaços da cidade de Braga. Com data de acontecimento compreendida entre 25 de setembro a 3 de outubro, o Braga Music Week terá ainda, como ofertas, feiras urbanas, workshops, showcases e quizz nights, distribuídos pelos pontes chave da cidade. 

Quanto aos concertos, os artistas a constituírem o lineup desta terceira edição do BMW serão revelados nas próximas horas. 



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Cinco Discos, Cinco Críticas #8

Dissemble // Tough Love // agosto de 2015
7.3/10

Dissemble marca a estreia dos ingleses Autobahn nos discos depois de dois EP's que chamaram a atenção da crítica pela sonoridade punk que apresentavam, merecendo comparações aos primeiros trabalhos de Public Image Limited. Agora mais "crescidos" e voltados para um revivalismo do post-punk, com influências de Bauhaus confirmadas, os Autobahn apresentam um álbum com singles bastante interessantes do ponto de vista sonoro, em que se encontra uma conjugação dos acordes dos anos 80, com o toque ressurgente da atualidade. Um dos singles a tomar de impacto o ouvinte encontra-se no homónimo "Dissemble", onde a aura do início do post-punk e rock gótico que tomavam de assalto a imprensa musical nos finais da década de 70 serve como uma mas valia na sua composição. Posteriormente, encontram-se "Society" e "Ostententation" dois malhões de punk que mostram uma proximidade à sonoridade apresentada nos dois primeiros curta-duração. Posteriormente em "Passion" é possível voltar a encontrar esta identificação inicial. Um dos pontos altos a reter de Dissemble é a voz bastante característica de Craig Johnson, que se adequa perfeitamente ao estilo e o eleva a comparações que vão de Andrew Eldritch a Ian Curtis. No entanto, no geral, o álbum de estreia dos Autobahn não tece algo que não se esperasse. Sabe-se apenas que, enquanto mantiverem o teclado afastado das composições, merecem ser uma banda a ter em atenção.

Sónia Felizardo


 
Weed For The Parrots // Luv Luv Luv // junho de 2015
7.8/10

Os The Parrots são uma banda espanhola de garage rock, que no passado dia 22 de junho editaram mais um EP, Weed For The Parrots. Os madrilenos, que passaram por Portugal ainda há pouco tempo, pelo Maus Hábitos (no Porto) e pela Galeria Zé dos Bois (em Lisboa), apresentaram assim o seu último EP antes de começarem as gravações do seu primeiro álbum, no qual o trio já está a trabalhar, conforme divulgado no facebook da banda. Os The Parrots conseguem neste EP um trabalho sólido, onde podemos destacar todas as músicas de forma consistente, havendo um contraste entre uns Parrots mais calmos, como por exemplo, em “To The People Who Showed Me Their Love While I Was Here” e “White Fang”, e uns Parrots mais enérgicos, em “Terror” e “All My Loving” (cover dos The Almighty Defenders). O trio madrileno mostrou que conseguiu preparar bem o seu primeiro álbum, através deste EP bem conseguido, o que nos deixa ansiosos por esse primeiro longa duração, e também, depois dos enérgicos concertos que a banda deu quando passou por cá pela primeira vez, pelo regresso a Portugal.
 
Tiago Farinha


DEATH MAGIC // Loma Vista // agosto de 2015
8.0/10

Depois da brilhante banda sonora do Max Payne 3, os HEALTH voltaram às edições com DEATH MAGIC, o seu mais recente LP.
DEATH MAGIC é, na sua essência, uma prova à nossa resistência. Durante 40 minutos do LP, somos massacrados por um corpo sonoro que oscila entre a disco, o noise, o industrial a pop, intercalado com os vocais monocórdicos de Jake Duzsik. Podíamos pegar nesses factos e dizer que DEATH MAGIC não contém muito de valor porque a experiência se resume a isto. Mas estaríamos a fazer uma leitura muito superficial daquilo que se passa neste LP. Afinal de contas, só os HEALTH são capazes de manter a harmonia da forma ao combinar valores tão dispares na sua composição sonora. O angelical com o profano, o sedutor com o hediondo, o amor com a violência, a carícia com a agressão. Combinações chocantes e aparentemente contraditórias. Mas afinal, é de extremos que se pauta toda a obra dos HEALTH. A voz angelical de Jake Duzsik é interposta com o rugido dos sintetizadores, as cordas dilacerantes e a força musculada da (por vezes) dupla percussão. A tensão é um elemento de constante presença neste álbum. O ritmo é possante. A lírica é visceral. E a experiência deste disco é, em última instância, massacrante. Resistam interpretar DEATH MAGIC como uma batalha, na qual os nossos sentidos têm que resistir para transpor todas as diferentes fases de violência e imundície do LP. Interpretem sim todo o processo de audição do LP como uma espécie de catarse, uma limpeza espiritual necessária para se descobrir a beleza que jaz por detrás do horrendo neste DEATH MAGIC.

Eduardo Silva



Hallelujah // Ad Noiseum // dezembro de 2012
7.5/10

Já há vários anos que a música clássica e o metal andam de mãos dadas, no entanto, encontrar uma caótica mistura de death-metal, música barroca e breakcore já não é tão comum. Em Hallelujah, o último longa-duração de estúdio do compositor e multi-instrumentalista francês Gautier Serre, mais conhecido por Igorrr, pode-se encontrar um complexo espectro sonoro protagonizado por riffs pesados, sons eletrónicos, growls, canto clássico e até uma galinha. Os momentos mais intensos são frequentemente cortados de forma inesperada por seções suaves que, por sua vez, são interrompidas abruptamente por mais caos, deixando o ouvinte permanentemente numa expectativa do que virá a seguir. Hallelujah não é um álbum para todos, apenas para os mais aventureiros e aqueles que não temam perde-se na insanidade do universo musical de Igorrr.

Martinho Mota


Through // Self-released // setembro de 2015
6.7/10

Far Warmth é o projeto de Afonso Ferreira, jovem estudante de Produção Artística em Lisboa, e que, com apenas 17 anos, já lança o seu primeiro disco de longa duração. Through é um álbum muito melancólico que gira todo em torno de um ambiental sombrio em que, no seu desenrolar, sente-se aquele mal-estar, que temos quando uma relação não resulta, desenvolver-se e tomar forma de uma grande depressão que nos devora por dentro floreada com lindas melodias de teclado: isto nota-se muito bem na terceira faixa de Through (curiosamente a mais longa do disco com quase 9 minutos), "Never Satisfying", porque a maneira de como Afonso cria uma atmosfera quase que de esperança no ínicio da música que pouco depois se transforma num típico cenário do final de "Romeu e Julieta", é a perfeita descrição do que se sente quando alguém nunca se acha suficiente. Apesar disso o álbum ainda é muito verde, pormenores que poderiam ter sido aperfeiçoados infelizmente não foram e depois uma problemática constante de toda a música ambiental ainda não completamente cozida que é a semelhança muito grande entre faixas. Isso, no entanto, não é razão para dizer que Through é um mau álbum, pelo contrário, foi por esse mesmo caminho que grandes artistas teceram o seu fado e se Far Warmth continuar neste caminho acredito que venha a ser um dos grandes músicos portugueses da cena ambiental/experimental.
Through estará disponível para download e compra digital dia 8 de Setembro mas se querem já matar alguma curiosidade oiçam já aqui o seu primeiro single, "Again", faixa que fecha o álbum com todo o frio que seria de esperar, o voltar outra vez à mesma merda.
Para terem mais um acrescento de como o álbum soa podem visitar o Bandcamp do artista aqui!
Júlio de Lucena


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quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Reportagem: Entremuralhas 2015 [Castelo de Leiria] - 2º dia


Depois de um primeiro dia bastante positivo, não só em termos de concertos, mas também pelas excelentes condições das estadias low-cost, este ano, disponibilizadas pela Fade In, nos camarotes do Estádio de Leiria, e pelo excelente profissionalismo. As energias para o segundo dia encontravam-se em níveis elevados e, a ansiedade de assistir à estreia do produtor Igorrr era apontada como um dos momentos altos da noite pela maioria do público que se encontrava pelo recinto neste segundo dia de festival. O regresso dos Motorama, e a estreia dos 6 Comm, para o concerto de despedida da carreira, eram igualmente outros forte motivos que trouxeram até ao castelo de Leiria o mais diverso espécime de público. 

A Jigsaw


Com o cancelamento do concerto da neozelandesa Jordan Reyne, os portugueses A Jigsaw ficaram encarregues de a substituir para o primeiro concerto do segundo dia do festival, a ter lugar na magnífica Igreja da Pena. Em formato duo, os portugueses abriram com "Red Pony", música retirada de Like The Wolf(2010) para um concerto que faria a temperatura da Igreja da Pena aumentar, com o percorrer da setlist. Vestidos ambos de camisa e calças escuras, João Rui e Jorri apresentariam a compilação No True Magic, através de "Them Fine Bullets", "No True Magic", "Without The Prize" e "Hardly My Prayer". Desacompanhados da prometida Tracy Vandal para a interpretação de "Black Jewelled Moon", os A Jigsaw brindaram o público com "Bring Them Roses", em apresentação de um disco cujo principal foco se situa na aceitação da mortalidade.



Keluar


Depois de uma tripla e recente passagem por Portugal os "alemães" Keluar eram responsáveis pelo concerto de encerramento do Palco da Igreja da Pena do dia 28 de agosto. A dupla entrou a abrir com "Instinct", single retirado do mais recente EP, Panguna, que mereceu um positivo destaque no concerto, vendo apresentadas ao vivo também as restantes faixas "Panguna" e "Volition". Num concerto competente, o produtor Sid Lamar entreteu o público com o seu exótico jeito de dançar, enquanto Alison Lewis se ocupava com a voz e bateria digital. Além do mais recente EP o duo apresentou também alguns temas de Vitreum, disco editado em junho do ano passado, e igualmente de Ennoa EP, que marcou a estreia da banda nos trabalhos de estúdio. 




6 Comm


Os 6 Comm formaram-se em 1986 quando Patrick O-Kill, vocalista e membro fundador dos Death In June, abandonou a banda e decidiu rumar novos caminhos. Depois de 29 anos de carreira os 6 Comm anunciaram o seu fim e o Entremuralhas foi o festival de escolha para a despedida daquele que seria, igualmente, o concerto de estreia dos ingleses em território nacional. A abrir com "Doubt To Nothing", original dos Death In June, mas numa arranjo musical próprio, os 6 Comm presentearam ainda os fãs com os clássicos "Foretold", "Born Again" e "Calling", todos escritos nos Death In June, mas apresentados em versões diferentes. Um dos momentos altos do concerto chegou aquando da performance de "Othilia", a sétima música de um total de dez que seriam ouvidas na abertura do Palco Alma.





Motorama


Para um público vestido de negro, mas mais frequentador de concertos e festivais, os russos Motorama encontravam-se como uma das apostas elevadas do segundo dia de festival. No concerto de encerramento do Palco Alma, uma multidão embebida de espectadores, uns que reviam o concerto e outros tantos que se estreavam ali a vê-los, ficaram surpreendidos pela ausência da baixista Irene Parshina, quando os Motorama subiram ao palco em formato quarteto. A abrir concerto com "Corona", retirado do mais recente álbum, Poverty, os Motorama premiaram o público ainda com "Dispersed Energy", "Heavy Wave", "Red Drop" e "Lottery", retiradas do referido disco. Dos álbuns passados fica o registo de "To The Sout" e "Rose In The Vase", retirados de Calendar(2012) e ainda "Alps" e "Ghost", retirados de Alps(2010). O resultado? Um dos concerto mais fofinhos do festival. 





[:SITD:]


[:SITD:], os cabeças de cartaz do dia dois, foram os responsáveis pelo concerto menos conseguido do dia. A abrir o Palco Corpo com "Dunkelziffer", a banda de eletro-industrial facilmente convenceria o pessoal menos sóbrio a uma noite para "abanar o capacete", contudo, aqueles que, nem com os finos a 1,50€ conseguiriam alcançar um estado menos consciente, iam abandonando os lugares da fila da frente em direção a um lugar nas escadas, uma ida à casa de banho, uma sandes de porca ou à loja de merchandising. Tudo surgia como um motivo para passear longe das primeiras filas do concerto dos [:SITD:], até mesmo o facto de cantarem alemão. Nem com "Revolution", a mostrar o início de um fim de performance, o público pareceu mostrar algum. Findado "Snuff Machinery", os [:SITD:] abandonaram o palco para um concerto sem encore.


Igorrr



Repostas as energias, começaram a ouvir-se os aplausos. Os Igorrr estreavam-se em Portugal ali, e encontravam-se em primeiro lugar nas bandas extremas e inventivas que o Entremuralhas trouxera a palco até então. Pelo menos, a curiosidade era um dos fatores que fazia circular as pessoas, rapidamente, das escadas das senhas das bebidas até a um lugar bem posicionado e com boa visão. "Scarlatti 2.0", retirada do álbum Hallelujah(2012) era já a segunda música de avanço e, a voz de Laure Le Prunerec, juntamente com uma criatura vistosa do vocalista Laurent Lunoir convenciam os fãs a aproximarem-se cada vez mais do palco. A celebrarem uma década de existência, os franceses presentearam o público por uma viagem de Maigre EP(2014) a Nostril (2010), sem esquecer os grandes êxitos como "Pavor Nocturnus", "Excessive Funeral", "Infinite Loop", "Tendon" e "Tout Petit Moineau". Igorrr pareceu incrível e, apesar dos excessivos pedidos do público para um encore - depois de um concerto marcado pela interação de Laure com o público das primeiras filas - Gautier Serre e companhia não regressaram mais. Para recordar, o final, com a fusão de "Half a Poney" e "Unpleadant Sonata". Que voltem em breve.




Fotografia: Martinho Mota

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