sábado, 12 de setembro de 2015

Vídeos da Semana #60


Findado mais um fim-de-semana, é tempo de rever os trabalhos audiovisuais que foram saindo ao longo dos últimos sete dias. Viet Cong, Kurt Vile, LA Priest, Jenny Hval e Majical Cloudz são assim os responsáveis pelos vídeos, a ver abaixo.

1 - Viet Cong - "Bunker Buster"

2 - Kurt Vile - "Life Like This"

3 - LA Priest - "Lady's In Trouble With The Law"

4 - Jenny Hval - "Take Care of Yourself"

5 - Majical Cloudz - Silver Car Crash


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sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Clube Z regressa a 19 de setembro c/ Flaming Tits, Old Yellow Jack e O Cão da Morte


O Clube Z está de regresso à Galeria Zé dos Bois, desta feita, como prolongamento do Verão. Tacos, coronas e rock’n’roll é e sempre será a premissa. Nesta edição poderão ser vistos concertos dos misteriosos Flaming Tits, que se estreiam em Portugal, representando o underground punk siberiano, os Old Yellow Jack e O Cão da Morte, projeto de Luís Gravito que fará as honras de abrir o serão em concerto de sala-de-estar. O terraço estará lá, para os intervalos.

Os bilhetes têm um preço de 4€.


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STREAM: Battles - La Di Da Di

Os Battles disponibilizaram  La Di Da Di, o sucessor de Gloss Drop (2011) para audição gratuita na íntegra, uma semana antes da sua edição. Do álbum já são conhecidos os singles "FF Bada" e "The Yabba", o restante disco pode agora ser escutado abaixo.

La Di Da Di tem data de lançamento prevista para 18 de setembro via Warp.


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Corrina Repp estreia-se em Portugal para dois concertos


A singer-songwriter norte-americana Corrina Repp, que conta já com uma carreira discográfica de 17 anos, anunciou recentemente a sua tour europeia que contempla duas datas em território nacional, onde se estreará, em apresentação do seu mais recente trabalho de estúdio The Pattern Of Electricity, editado em maio do presente ano.

The Pattern Of Electricity, que marca o primeiro trabalho a solo da artista em cerca de 10 anos, será apresentado a 20 de outubro no Passos Manuel, Porto e no dia seguinte, a 21 de outubro, no Espaço Carpe Diem, em Lisboa.


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STREAM: Ought - Sun Coming Down


Os Ought vão lançar na próxima semana o seu segundo trabalho de estúdio que sucede o muito aclamado More Than Any Other Day(2014) e, uma semana antes do seu lançamento, o quarteto de Montreal disponibilizou o trabalho para escuta na íntegra, que pode ser ouvido abaixo. Juntamente com o stream, a banda lançou datas para a tour europeia que não contempla Portugal.

Sun Coming Down tem data de lançamento prevista para 18 de setembro via Constellation Records.


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Muse de regresso a Portugal


Os Muse vão regressar a Portugal para apresentar o seu mais recente álbum, Drones. A banda vai actuar na MEO Arena (Lisboa) no dia 2 de Maio do próximo ano.

Os bilhetes começam a ser vendidos dia 19 de Setembro a preços entre os 35 e os 50 euros.


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quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Ermo, Pista, Tundra Fault entre outros no Braga Music Week


São já seis os nomes que farão parte da nova edição do Braga Music Week, que decorre entre 25 de setembro a 3 de outubro pelos diversos espaços da cidade de Braga. Depois de conhecidos já Bed Legs (1 de outubro) e The Missing Link (26 de setembro), a organização do evento avançou hoje com mais quatro novas confirmações que ficam a cargo dos libaneses Postcards (2 de outubro), dos bracarenses Ermo, que tocarão no primeiro dia de festival, a 25 de setembro, no GNRation, Tundra Fault, que mostrará os temas do seu álbum de estreia e para finalizar, os PISTA que trazem Bamboleio, o seu disco de estreia até ao centro histórico de Braga, a 26 de setembro.

Além das confirmações musicais, o Braga Music Week volta a contar com o BUM - Braga Urban Market, que ficará encarregado de mais um dia de feira e convívio. A nova edição do Braga Music Week decorrerá no Convento do Carmo, GNRation, Sé La Vie, Centro Histórico, Mavy, Projéctil, Juno, Escola Secundária, Estúdio 22 e Subura.


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Três novos nomes no Mucho Flow


Depois dos já confirmados Girl Band, Pega Monstro, Sun Blossoms e Circuit des Yeux, o Mucho Flow adiciona agora mais três nomes a ingressarem o cartaz da edição de 2015. A ter lugar no CAAA, em Guimarães, no próximo da 10 de outubro, juntam-se agora aos já anunciados, Filho da Mãe & Ricardo Martins, LAmA e Smartini.

O Mucho Flow, organizado pela Revolve, parte assim para a sua terceira edição, depois de, nos anos anteriores, ter apresentado concertos de Amen Dunes, Bitchin Bajas, Cave e Radar Men From the Moon, entre outros.

Os bilhetes para o festival já se encontram à venda, na last2ticket, por um preço de 15€.



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American Football a compor novas músicas



Os American Football revelaram numa entrevista que estão a compor novas músicas e poderão lançar um novo álbum. A banda que se reuniu em 2014 tem apenas um álbum, lançado em 1999.

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quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Os beats brasileiros vêm à Avenida!


O Vodafone Mexefest começa esta quarta feira com mais três novas confirmações e desta vez com todo o ritmo e beats emergentes nos subúrbios brasileiros.

Tropkillaz é um duo de DJs brasileiros que começaram na vida eletrónica em 2012 tendo já eles passado este ano pela versão brasileira do Tomorrowland este ano. O duo tem um som muito semelhante ao que se é de esperar de artistas como Diplo e Major Lazer introduzindo à cena eletrónica brasileira o trap.

Karol Conka é a aposta para líder de rapper feminina brasileira do momento fazendo frente com o grupo Pearls Negras, sendo ela considerada a Azealia Banks brasileira e tendo entre as suas influências grandes nomes do rap feminino como Nicki Minaj  e Lauryn Hill. Karol com pouco menos de 4 anos de carreira já tem vários singles que mudaram a rádio brasileira, salientando-se "Boa Noite" e, claro, "Tombei ft Tropkillaz". Tem apenas um álbum lançado em 2013, Batuk Freak, mas é esperado mais um para ano.


E por fim temos Marcela Vale, conhecida como Mahmundi, que, ao contrário dos seus colegas, é mais calma. Toda a música de Marcela tem um cheiro a verão, a uma brisa quente de final de tarde deitado nas praias de Copacabana. A sua estética baseada num synthpop e lo-fi levou-a a receber alguns prémios dentro do arsenal brasileiro tendo já lançado dois EPs completamente produzidos pela a artista.



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Amplifest 2015: “Não é um festival, é uma experiência”


Nos próximos dias 19 e 20 de setembro, o Amplifest regressa à cidade Invicta. Celebrando a sua quinta edição, este festival que, tal como a organização diz, não é um mero festival (“Not a festival, na experience”), é muito mais do isso, é um experiência cultural indescritível e imperdível. 

Apenas com duração de um fim-de-semana, organizado pela Amplificasom, este ano o Amplifest conta com nomes nacionais, tal como Filho da Mãe e Atillla, e com grandes músicos estrangeiros, tais como Metz, Altar of Plagues e Amenra. Baseado no conceito de não predispor apenas concertos ao seu público, o Amplifest dispõem de conversas exclusivas com artistas, visualizações de filmes e exposições, a decorrer ao longo de dois dias, o que torna este festival único e diferente dos demais que ocorrem ao longo do ano no nosso país. 

Já faltam menos de duas semanas para o Porto receber a nova edição do Amplifest nas salas do HardClub para um fim-de-semana cultural e eclético, prometendo uma edição memorável que seguramente ficará na história deste festival.


Texto: Ana Carvalho dos Santos

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Reportagem: Vodafone Paredes de Coura 2015


À 23ª edição, o Vodafone Paredes de Coura ficou marcado pelo esgotamento dos passes diários. A enchente de povo, a somar à "enchente" de música, fizeram história no Paredes de Coura e, só quem foi, pode guardar na memória as condições meteorológicas bruscas que se viveu lá, além dos excelentes momentos na praia fluvial. 

Primeiro  Dia


Quando  se chegou ao recinto, no primeiro dia, já estava a decorrer o concerto dos Ceremony, banda de post-punk californiana. Apesar de terem dado um concerto razoável, sentiu-se que o grupo não estava preparado para tocar num palco tão grande e, de certeza, que teriam beneficiado de um concerto mais tardio no palco secundário. De seguida foram os Blood Red Shoes a atuarem no mesmo palco e as coisas tomaram um rumo melhor. O rock energético da banda conseguiu contagiar o público que respondeu com ainda mais energia, não só com moshpits e crowdsurfs, mas também ao cantar algumas das canções mais populares da banda como "It's Getting Boring By The Sea" e "I Wish I Was Someone Better". 


Depois do concerto dos Blood Red Shoes veio o momento mais difícil do festival: esperar pelos Slowdive. A mítica banda de shoegaze dos anos 90 era, para muitos, a maior atração do festival e certamente que quem os nunca tinha visto não ficou desiludido. Com um começo bastante interessante, interpretando temas de Pygmalion e Just For A Day, como "Catch The Breeze" e "Crazy For You", foi quando entraram no território de Souvlaki que atingiram o auge do concerto. As primeiras notas de "Machine Gun" deixaram logo os fãs eufóricos e, em "When The Sun Hits", foi bonito ver as pessoas das primeiras filas a cantar como se não houvesse amanhã. Mas o momento mais especial foi quando o grupo tocou "Dagger" e "Alison" de seguida, momento esse que com certeza partiu muitos corações na audiência. 
Segundo Dia


No segundo dia de festival subiu-se mais cedo para poder assistir ao set das Hinds e as espanholas não desiludiram. Com uma espécie de garage rock divertido estilo Black Lips, as quatro raparigas souberam cativar os espectadores já presentes no festival com malhas catchy, e também interagindo com eles, chegando a convidá-los até ao seu acampamento perto das "duchas". No final do concerto ainda houve espaço para uma cover da clássica "Davey Crockett" das xxx

Tim Presley, mais conhecido por White Fence, agora acompanhado por Cate Le Bon, também deu um bom concerto, apesar de não ter superado as expectativas. Um concerto demasiado centrado no último trabalho de estúdio e, mesmo assim, deixando de lado algumas das melhores músicas como "Like That" e "Wolf Gets Red Faced". Valeu sobretudo pelo lado mais punk que apresenta com a banda ao vivo. 

Quem encerrou o palco Vodafone FM foram os Iceage, que já tinham atuado no festival em 2013. Agora com Plowing Into The Field Of Love na bagagem, os dinamarqueses meteram o palco secundário a abarrotar. Mas, tal como no concerto de White Fence, a banda focou-se demasiado no último álbum e deixou de fora grande parte de New Brigade e de You're Nothing, o que fez com o que o concerto fosse menos agitado do que poderia ter sido. Os pontos altos da actuação foram sem dúvida "Ecstasy", a última música do primeiro registo do grupo, e "Forever", o primeiro single saído de Plowing Into The Field Of Love. De resto, durante grande parte do concerto, os Iceage pareciam estar sempre a criar tensão para depois acabarem com os temas antes deles explodirem, o que, passado uns tempos, tornou-se aborrecido.

Já no palco principal, o concerto do lisboeta Paulo Furtado, mais conhecido por The Legendary Tigerman, foi repetitivo e aborrecido, tendo poucos momentos que se destacaram pela positiva. Mesmo assim conseguiu animar grande parte do público antes do concerto dos Tame Impala

Apesar de se terem focado demasiado no novo álbum, Currents, e de terem alterado desnecessariamente a sonoridade das musicas mais antigas, os Tame Impala deram um concerto muito bom. Músicas como "It is Not Meant to Be", "Apocalypse Dreams" e "Elephant", que pôs toda a gente a saltar, compensaram momentos mais fracos como a exageradamente longa "Let it Happen" e a extremamente aborrecida "Cause I'm a Man". Ficaram a faltar, entre outras, "Solitude is Bliss" e "Half Full Glass of Wine", mas Kevin Parker e companhia não desiludiram e mostraram que ainda estão em boa forma.


Terceiro Dia

A abrir o palco principal estiveram os X-Wife. A banda portuense, que já tinha atuado em Paredes de Coura em 2003, deu um concerto agradável que pareceu satisfazer os seus maiores fãs, mas que não convenceu completamente a maior parte do público. "Keep on the Dancing", "On the Radio" e o novo single "Movin' Up" foram os principais pontos positivos da atuação

Os Allah-Las, quarteto proveniente de LA, proporcionaram um belo pôr do sol aos espetadores já presentes no recinto. A pop psicadélica característica do sítio de onde vêm deu origem a um dos melhores concertos do dia 21, e foi especialmente bom voltar a ouvir temas como "Tell Me (What's On Your Mind)" ou ainda "Catamaran".  Já Mark Lanegan, ex-vocalista dos Queens Of The Stone Age, deu um concerto aborrecido no qual o único momento memorável foi uma cover da clássica "Atmosphere" dos Joy Division


Quarto Dia


Às 15h00, no Jazz na Relva, tocaram os Serushiô. O duo de blues rock do Porto foi uma das maiores surpresas do festival, dando um concerto muito bom que, mesmo com chuva, pôs o público ao rubro. Houve crowdsurfing, mosh e um encore não planeado que aconteceu apenas devido à insistência do público, que queria ouvir mais uma música. Com um alinhamento principalmente focado no mais recente dos três EP's da banda, os Serushiô conseguiram animar uma tarde chuvosa com músicas como "Out for Love", "Boogie Song" e "Bluesman of this Town" com um concerto muito superior ao de Legendary Tigerman, dois dias antes.

No Palco Principal, os Temples começaram bem, mas não demoraram muito tempo até se tornarem aborrecidos. As novas músicas não convenceram completamente e as já lançadas são melhores em estúdio do que ao vivo. Podia ter sido pior, mas devia ter sido melhor.

Os Fuzz, banda composta por Ty Segall, Charlie Moonheart (The Moonhearts, Ty Segall Band) e Chad Ubovich (Meatbodies, Mikal Cronin) apresentaram-se pela primeira vez em Portugal e, como era de esperar, foram um dos pontos altos do festival, se não O ponto alto do festival. Com uma setlist composta por maior parte do álbum de estreia e também com espaço para temas novos, o trio de garage/stoner-rock destruíu por completo o palco Vodafone FM, um pouco à imagem do que os Thee Oh Sees tinham feito o ano passado. E, tal como no ano passado, o público deu tudo, não só cantando cada nota de cada riff, mas também com moshpits e crowdsurfs constantes, chegando ao ponto em que até os membros da banda ficaram surpreendidos. Apesar de ser difícil escolher o melhor momento do concerto, a música "What's In My Head", com a audiência toda a cantar, foi sem dúvida um deles.

A fechar o palco principal estiveram os Ratatat. Repetitivos, aborrecidos e muito desinteressantes, destacaram-se mais pelos estranhos vídeos que passavam nos ecrãs e pelos bons efeitos de luz do que pela música. Uma boa altura para recarregar energias (e telemóveis) antes de The Soft Moon.



Texto: Hélder Lemos e Rui Santos
Fotografia: Ana Carvalho dos Santos

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terça-feira, 8 de setembro de 2015

Foto-Reportagem: MAGAFEST - Casa Independente [Lisboa]


No passado dia 5 de setembro fomos até ao Magafest, na Casa Independente em Lisboa, ver concertos de Carlos Bica e Noberto Lobo, Filho da Mãe, Garcia da Selva, Lula Pena, Minta & The Brook Trout, Jibóia, Silence Is A Boy e Simão. O resultado pode ser visto abaixo, em formato foto-reportagem.

Carlos Bica e Noberto Lobo




Filho da Mãe





Garcia da Selva



Lula Pena




 Minta & The Brook Trout 






Simão






Fotografia: André Leão

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O Indie Music Fest regressa para o ano entre 1 a 3 de setembro


A quarta edição do Indie Music Fest já tem data marcada. Depois de uma edição histórica, a trazer grandes nomes do panorama musical da atualidade como Linda Martini, Keep Razors Sharp, Brass Wires Orchestra, Thunder & Co, entre outros, a organização do festival avançou hoje com as novas datas para a edição de 2016.

A acontecer no habitual Bosque do Choupal, em Baltar, a quarta edição do Indie Music Fest tomará assim lugar de 1 a 3 de setembro.


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Daniel Knox + Alek Rein a 13 de setembro na St. George's Church


Daniel Knox, escritor e pianista,  apresentar-se-á no próximo domingo em mais um evento com o selo da Nariz Entupido, onde se fará acompanhar por Alek Rein, projeto do artista multidisciplinar Alexandre Rendeiro, que ficará responsável pela primeira parte. O concerto, com início marcado pelas 21h30, terá lugar na  St. George's Church, na ​Rua de São Jorge em Lisboa e os bilhetes têm um preço de 8€.

Possuidor uma dimensão onírica ao alcance de poucos, a lírica e o timbre de voz tão característico de Daniel Knox torna-o tão imediatamente identificável. O seu mais recente e homónimo trabalho - Daniel Knox ​(Carrot Top Records) - é alvo tanto da admiração de um público atento, como das mais elogiosas críticas por publicações da especialidade, e servirá de mote para o concerto de domingo.


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segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Girls Names de regresso a Portugal


Os britânicos Girls Names anunciaram recentemente o seu regresso a Portugal, para dois concertos, em apresentação do seu terceiro trabalho de estúdio Arms Around a Vision, a ser editado no próximo dia 2 de outubro via Though Love.  Depois de terem tocado em três cidades, o ano passado, a banda regressa agora ao Porto, mas desta vez atuando no Café Au Lait, a 26 de outubro, com selo da Lovers & Lollipops e, no dia seguinte, a 27 de outubro, o quarteto dirige-se até à capital para um concerto a ter lugar no Sabotage Club, com carimbo da Ícaro Productions.

Os preços dos bilhetes para o Porto custam 8€ e o concerto tem início agendado para as 21h00. Já o concerto em Lisboa terá um custo de 5€ com hora marcada às 22h30.


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William Basinski no MusicBox a 18 de setembro


O norte americano William Basinski vai actuar em Lisboa a 18 de Setembro, fazendo parte do Musicbox Heineken Series, séries de concertos dedicadas a mostrar as tendências e linhas mais seminais da música urbana contemporânea. O produtor vem a Portugal mostrar o seu mais recente Cascade editado em Abril deste ano, passando também pelo Amplifest, no Hard Club, Porto. 



William é responsável por uma das maiores obras de música electrónica ambiental, The Disintegration Loops.

A noite contará ainda com o Jerome Faria, Mr. Herbert Quain e CRUZ.

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Reportagem: Bill Kouligas - Culturgest [Porto]

No passado dia 3 de setembro, a lisboeta Filho Único organizou mais um concerto no edifício da Culturgest no Porto. Desta vez, foi a estreia de Bill Kouligas — o mentor da PAN — em Portugal.


A PAN, para aqueles que não a conhecem, é uma das labels que mais tem apostado em artistas emergentes da cena IDM. Lee Gamble, Heatsick e Helm são alguns dos figurões que viram o seu trabalho editado pela PAN. A edição mais recente da label é o LP de estreia de M.E.S.H., o Piteous Gate. Mas falemos do homem que está por trás da PAN.


Bill Kouligas — por vezes também conhecido pelo pseudónimo Family Battle Snake — é um artista sonoro radicado em Berlim, a partir de onde tem comandado a PAN e colaborado com numerosos artistas como Sudden Infant, Christian Weber, RLW e Destroy All Monsters. Ao longo deste percurso que teve início mais ou menos no ano de 2007, Kouligas lançou alguns EPs e Splits, remixou algumas faixas e participou em duas sessões da prestigiada Boiler Room no formato DJ Set.


Agora, em 2015, Bill Kouligas decidiu finalmente editar o seu primeiro LP em nome próprio. 
A apresentação desse LP — que, para já, ainda não tem título nem data de lançamento prevista — dá mote a esta tour. Em Portugal, Kouligas passou pela sede da Culturgest no Porto e pelo Museu do Chiado. Foi na Culturgest que a Threshold assistiu à performance do produtor helénico.

Ao longo de sensivelmente uma hora, escutámos aquele que será o novo álbum de Kouligas. E, ao longo de uma hora, a forma do som que Kouligas produziu variou entre o monolítico — com a exaltação de um único elemento sonoro — a repetição — através da sobreposição e multiplicação até à exaustão de um ou mais fragmentos sonoros — e o noise — a mistura de todos os elementos sonoros e sua uniformização através da adição de uma camada suja e corrupta da distorção sonora. A convergência de todas estas linguagens sonoras produziram uma viagem chocante e variada nas suas paisagens. Uma viagem que nos surpreende a cada esquina, que poderíamos perfeitamente confundir com os universos criados por grandes mestres da IDM tais como Tim Hecker, William Basinski e até Andy Stott. Mas Kouligas não se identifica a 100% com apenas uma destas personagens. Diríamos sim que esta viagem acrescenta mais um ponto a esses universos, destacando e convergindo o que de melhor eles contém.


Decisão acertada por parte da Filho Único em escolher uma sala mais acolhedora como é a da Culturgest para esta performance: um momento emotivo de Kouligas no qual apresentaria pela primeira vez ao público o seu vindouro LP. 
Mas agora que está feita a primeira amostra deste belíssimo LP, impõe-se uma sala maior para acolher Bill Kouligas no seu regresso. Uma sala com dimensões proporcionalmente ajustadas às sonoridades deste LP: épicas.

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