sábado, 10 de outubro de 2015

Reportagem: Tomba Lobos + Peach Kelli Pop - Café Au Lait [Porto]

Num concerto organizado pela promotora MATERNIDADE, estrearam-se em Portugal na última quarta-feira as Peach Kelli Pop. Este é o projeto iniciado em 2009 a partir do qual Allie Hanson, baterista dos The White Wires, apresenta as suas canções a solo. A banda, que já lançou três álbuns, apresenta uma sonoridade com características twee pop e garage rock. 

A primeira parte do evento esteve a cargo de Tomba Lobos, cantautor português que lançou no início do ano o álbum Adeus.

Aproximadamente uma hora e um quarto, depois da hora para a qual estava marcado, começou o curto concerto de Tomba Lobos. Sozinho com a guitarra ao colo, o co-fundador da Gentle Records começou com uma música na qual a voz se misturava com a guitarra repleta de delay. Seguiram-se mais três agradáveis e calmas canções nas quais se destacou o uso de loops e efeitos. A última delas foi uma versão mais ambiente e atmosférica de "Fera", que resultou muito bem e foi tão boa ou melhor que a versão presente em Adeus.


Após um curto intervalo começou o concerto mais esperado da noite. As Peach Kelli Pop tocaram para um público ligeiramente maior, mas que não era sequer metade do que devia ser. Bem dispostas e faladoras nas pausas entre as músicas, apresentaram canções curtas e animadas, com uma sonoridade pouco variada mas nunca repetitiva, que puseram as cabeças a abanar. Malhas como "Princess Castle 1987", inspirada por Super Mario, "Eenie Meenie Minie Moe" e "Do the Eggroll" foram alguns dos destaques de um alinhamento que incluiu uma versão da theme song de Sailor Moon.

Várias das músicas beneficiaram de um som de bateria mais destacado e forte do que nas versões de estúdio, mas muitas delas ficaram também a perder devido ao volume da voz demasiado baixo, que em muitos momentos mal se distinguia. Felizmente este ponto negativo pouco afectou a qualidade do espectáculo, que pareceu ter satisfeito todos os presentes.



Texto e Fotografia: Rui Santos

+

Vídeos Da Semana #64


Esta semana a indústria do audiovisual trouxe vários vídeos da diferente gama de géneros musicais, uns em promoção de álbuns ainda por sair, outros em promoção de discos lançados recentemente. O resultado pode ser visto abaixo com os cinco vídeos que ainda não houveram sido partilhados na presente semana: U.S Girls, Majical Cloudz, Cheatahs, The Maccabees e Murals.


1 - U.S. Girls - "Sororal Feelings"

2 - Majical Cloudz - "Downtown"

3 - Cheatahs - "Signs To Lorelei"

4 - The Maccabees - "Spit It Out"

 
5 - Murals - "Violet City Lantern"


+

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Reportagem: Juan Wauters [Bad Bonn]


 
A Threshold Magazine teve o prazer de estar presente no Bad Bonn, na passada quinta-feira, para assistir ao concerto de Juan Wauters.

Nesta segunda passagem pela sala, o uruguaio nativo que agora vive em Brooklyn veio apresentar Who Me?, o seu segundo álbum lançado pela editora Captured Tracks, casa de Mac DeMarco, DIIV, Beach Fossils e muitos mais.

 
 
 
Depois de uma partida de pinball na máquina ao lado do palco, Juan, acompanhado somente pela sua guitarra subiu ao palco para tocar quatro músicas a solo, antes de convidar dois amigos a juntarem-se para o resto do set, um encarregue da percussão e teclados e outro das partes de harmónica e guitarra solo.

Alternando entre temas simples mas bonitos em inglês e em espanhol, Juan Wauters não demorou muito a encantar o público, não só com as suas músicas mas também graças aos seus passos de dança dignos de um Jonathan Richman da vida e piadas entre canções.
 
 
Depois de interpretar grande parte do seu reportório, nomeadamente os maiores êxitos da noite "Así No Mas", "Water" e "She Might Get Shot", o ex-The Beets voltou para dois encore, num dos quais fez uma belissima cover da "única música que gosta dos Black Sabbath", segundo o próprio, "Changes".

O único ponto fraco do concerto foi que pouco passou da marca dos quarenta e cinco minutos, mas, no geral foi um serão bem passado na companhia de Juan Wauters.

+

LA Priest entre os novos nomes do Vodafone Mexefest


 Juntaram-se hoje ao cartaz do Vodafone Mexefest mais 3 bons nomes da música actual. São eles LA Priest, Tó Trips e Castello Branco.

Sam Dust, dos extintos e muito dance-punk Late Of The Pier, tem um novo projeto chamado LA Priest com disco saído este ano. Inji é esculpido elegantemente de funk, disco e electro, não dispensando as guitarras. Melodicamente forte, pertence à classe dos registos em que a eletrónica ganha contornos de cariz pop, apetecíveis e dançáveis.



Tó Trips é um dos guitarristas e músicos portugueses mais reconhecidos e apreciados. Tem marcado o Séc XXI com os Dead Combo na companhia de Pedro Gonçalves. No entanto, também a solo se faz o seu repertório. Depois de Guitarra 66, editou este ano o inebriante Guitarra Makaka: Danças A Um Deus Desconhecido. Disco feito de 6 cordas acústicas e de uma melancolia virtuosa a experimentar géneros como a morna ou outros incatalogáveis.

 
Do Rio de Janeiro, Castello Branco. É um dos nomes em destaque da nova música brasileira. Ainda assim, distingue-se dos demais pela capacidade lírica e reflexiva das suas palavras, cantadas sob camadas folk e pop e responsável por Serviço, uma pérola que ao vivo merece toda a atenção. A caminho de lançar o seu segundo disco de originais, Castello Branco vem ao Vodafone Mexefest, desta vez com banda, apresentar o seu disco de estreia, bem como alguns temas do seu novo álbum que sairá brevemente.
 
 
Já Confirmados:
Akua Naru; Anna B Savage; Ariel Pink; Benjamim; Benjamin Clementine;
BLOCO: Tropkillaz, Karol Conká, Mahmundi; Bully; Castello Branco; Chairlift; Da Chick; Do Amor; Ducktails; Georgia; LA Priest; Márcia; Patrick Watson; Peaches; Petite Noir; Selma Uamusse;
Seven Davis Jr; They’re Heading West e convidados; The Parrots; Titus Andronicus; Tó Trips; Villagers

O bilhete único para os dois dias do festival está à venda nos locais habituais, a 45€ passando a 50€ nos dias do Festival.

Já disponível na
App Store e Google Play está também a app do Vodafone Mexefest, onde os clientes Vodafone podem adquirir o bilhete único do festival com 5€ de desconto.

+

[Review] Dilly Dally - Sore


Sore // Buzz/Partisan Records // outubro de 2015
7.0/10

Oriundos de Toronto, os Dilly Dally deram os seus primeiros passos na cena musical como duo, formados por Katie Monks (irmã de David Monks dos Tokyo Police Club) e Liz Ball, na faculdade, pela compartilha de gostos musicais em comum, nomeadamente os The Pixies. Com influências musicais a mencionar Kurt Cobain, Christopher Owens e Pete Doherty, o duo  de guitarristas (que aprenderam a tocar por si próprios) fidelizou-se com o baterista Benjamin Reinhartz (Beliefs) e o baixista Jimmy Tony (Mexican Slang) para formar os Dilly Dally. Após uma série de 7'' singles, onde se inclui "Candy Mountain" e "Alexander", os canadianos estreiam-se agora nos discos com Sore, que conta com a produção de Josh Korody (Fucked Up, Greys) e Leon Taheny (Owen Pallett, Austra, Dusted). Anunciado em julho, foi uma excelente escolha apontar outubro como data para lançamento de um álbum, que traz uma banda sonora perfeita para ouvir em casa nos dias em que a chuva ameaça lá fora.

Com "Desire" a surgir como primeiro single de avanço os Dilly Dally mostravam a sua veia mais grunge pop, com Katie Monks a mostrar uma voz de personalidade particularmente semelhante, antes de ser sucedida por um dos riffs de guitarras mais marcantes da sua pequena discografia. Segundo a vocalista, "Desire" é sobre "a huge sexual release, but it’s also about fantasies, youth, and purity", e talvez seja por isso que, instantaneamente o público se sinta identificado logo com o single que serve igualmente de pontapé de avanço para a audição de Sore, na íntegra. Outro single que serviu igualmente de avanço para apresentação desta estreia foi "Purple Rage" que voltava a acentuar a aura grunge na voz de Monks e a traçar um esboço de mais uma canção lançada para se prender na cabeça do ouvinte. Em Sore, este primeiro lançamento, os Dilly Dally apresentam um álbum com uma instrumentação muito variada e uma mescla de sonoridades de diferente géneros, sendo portanto difícil enquadrar para já o quarteto de Toronto num género específico.

Em "Snake Head", o single mais curto dos restantes onze, os Dilly Dally apresentam uma tendência para o panorama do garage-rock feminino que tem surgido na Califórnia nos últimos anos. "Ballin Chain", que o antecede, é uma exploração que funciona dentro do mesmo género. Por sua vez,  "Next Gold" - que foi lançado inicialmente como single único -integra agora na tracklist de Sore, e apresenta a mistura de duas sonoridades completamente dispares, funcionando como uma conjugação entre o indie e o post-rock. "Get To You", segue-lhe as pisadas e trabalha na mesma conjugação entre sonoridades, apostando, no refrão, numa guitarra mais animada que posteriormente incorpora um mundo de distorção. Ah é este um dos momentos mais poderosos do álbum, para além de se ver aqui uma produção incrível (aquele riff de guitarra a tentar sobressair na nuvem sonora), "Get To You" apresenta, igualmente, uma banda de estreia a saber o que faz através da sua excelente criatividade de composição sonora.

Há no geral, em Sore, uma tendência para o uso dos efeitos via pedal, nomeadamente o fuzz e a distorção e, essas novas experimentações, criam muito bons riffs que fazem deste álbum um trabalho a ter em consideração este ano. Apesar de haver músicas que se assumem como particularmente chatas no início, é a partir do sua metade que o público denota uns Dilly Dally a apostarem em novos acordes e a fazerem boas criações na grande indústria das bandas novas. "Witch Man", por exemplo, tem um elemento marcante ao longo da sua reprodução, (seja um grito de características específicas ou uma guitarra particularmente interessante) e apresenta um final ainda mais épico, havendo mais uma vez a tendência pela afinação da guitarra dos The Strokes. E é esse um dos aspetos que torna Sore num álbum interessante, o facto de haver tão bons riffs em quase todas as músicas que compõem o álbum e, o facto da curiosidade de ver o quarteto ao vivo acrescer a cada reprodução. A verdade é que Sore ao vivo deve resultar numa experiência lúdica extremamente poética, a ouvir aqui.


+

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Horários Mucho Flow Divulgados

O festival Mucho Flow realiza-se já este sábado e os horários já se encontram disponíveis. A terceira edição do festival vimaranense a decorrer no CAAA - Centro para Assuntos de Arte e Arquitetura - conta com nomes como Girl Band, Circuit des Yeux, Filho da Mãe e Ricardo Martins, Pega Monstro e Sun Blossoms e os bilhetes custam 15 euros.



+

LCD Soundsystem vão reunir-se em 2016


Os LCD Soundsystem de James Murphy acabaram em 2011, mas, de acordo com o site Consequence of Sound, vão voltar em 2016 e serão cabeças-de-cartaz em no mínimo 3 grandes festivais nos EUA e Reino Unido. 

Ainda não foi feito nenhum anúncio oficial relativamente ao regresso da banda, mas a DFA Records, da qual James Murphy é um dos fundadores, fez um retweet da notícia original.



+

Passatempo: Ganha 1 bilhete duplo para ver os La Femme no Jameson Urban Routes [Vencedor Anunciado]


O Jameson Urban Routes celebra em 2015 a sua 9ª edição nos dias 22,23,24,30 e 31 de outubro, no Musicbox, Lisboa. Nesta edição estarão presentes nomes como El Guincho (DJ Set), Andy Stott, La Femme, Suuns & Jerusalem In My Heart, entre muitos outros.

Infelizmente os bilhetes diários para o dia 30 de outubro, dia da actuação dos franceses La Femme, dos portuenses The Sunflowes, Xinobi (Live), Hyenah e Mike Stellar, encontram-se esgotados.


Em parceria com o Jameson Urban Routes estamos a oferecer 1 bilhete duplo para o dia 30 de Outubro. Por isso se queres ser um dos contemplados só tens de participar neste passatempo e seguir as instruções em baixo:

1- Seguir a Threshold Magazine e o Jameson Urban Routes no facebook.

2-Gostar do post referente ao passatempo no facebook.


Aproveitem esta oportunidade para assistarem ao Jameson URBAN Routes no dia 30 de Outubro.
Posted by Threshold Magazine on Thursday, 8 October 2015

3- Partilhar o post acima referido, em modo público, com a hashtag #ThresholdMagazineJUR, e identificar 3 amigos na publicação. 

O passatempo acaba no dia 16 de Outubro, às 23:59 e os prémios serão sorteados de forma aleatória através da plataforma https://www.random.org/.

Boa sorte!



Os bilhetes para os outros dias ainda se encontram disponíveis e estão à venda na bilheteira online e locais habituais por €14 (passe diário) e €45 (passe geral).

Update: A vencedora é Leonor Oliveira e será contactada em breve. Parabéns! Obrigado a todos os participantes. 

+

Batida atua esta sexta no GNRation


Projeto de Pedro Coquenão passa por Braga para apresentar o mais recente disco, Dois, elogiado solenemente pela crítica especializada. Com o selo de uma das mais importantes editoras de música do mundo, a Soundway Records, Dois, faz ponte entre Portugal, Angola e o mundo. Dois foi conspirado e transpirado na sua garagem durante os últimos dois anos e inclui uma nova série de colaborações com Spoek Mathambo, Duncan Lloyd (Maximo Park) ou François & The Atlas Moutains, entre outros.

Ao vivo envolve artistas cúmplices nas percussões, dança, teatro e poesia, contextualizados por imagens de arquivo escolhidas a dedo, outras filmadas e ainda artefactos que compõem esta ideia muito própria.


Batida atua no GNRation esta sexta-feira, 9 de Outubro, pelas 22:30. As portas abrem uma hora antes, 21:30.

Os bilhetes custam 9€ e podem ser adquiridos através da bilheteira online – https://gnration.bol.pt –, no balcão do GNRation e nos locais habituais. 

+

Basset Hounds apresentam novo álbum no Teatro do Bairro



No próximo dia 17 de outubro o Teatro do Bairro (Bairro Alto, Lisboa), receberá o concerto de apresentação do álbum de estreia homónimo dos Basset Hounds, a ser editado no próximo dia 12 de outubro pela NOS Discos - data a partir da qual será possível ouvir o disco na íntegra em www.nosdiscos.pt. Em celebração do presente acontecimento, a banda de Lisboa, que se caracteriza pela linguagem própria, perdida entre o shoegaze, o jangle-pop e o surf convidou ainda mais dois nomes em ascensão na cena musical portguesa: Ghost Hunt e Tøuløuse, havendo ainda direito a DJ Set. 

O disco de estreia, foi gravado na íntegra nos Black Sheep Studios em agosto de 2014, por Guilherme Gonçalves(Cóclea/Gala Drop) – à exceção do single "Over The Eyes" - o qual colabora nas faixas "Bossa", "Young" (guitarra adicional) e "Marr" (congas).  

Os bilhetes para o concerto têm um preço de 7€. As portas têm abertura às 22h30, sendo que as primeiras entradas receberão uma cópia física do disco de estreia. Os horários de atuação podem ser consultados abaixo.



Basset Hounds Tracklist:
1. Sound 
2. Swallow Bliss 
3. Oscilations 
4. Bossa 
5. Arabica 
6. Marr 
7. Young 
8. Over The Eyes 
9. Medley 
10. Take Time 
11. Desire

Informações Úteis:
Dia 17 de outubro, no Teatro do Bairro, em Lisboa. 
Rua Luz Soriano, 63 (Bairro Alto),1200-246 Lisboa. 
Abertura de portas: 23h30.
Bilhete - 7 € 
Bilhete + Disco - 10 €

Alinhamento 
00:00 - 00:30 | Ghost Hunt 
00:45 - 01:25 | Tøuløuse
01:40 - 02:30 | Basset Hounds 
02:30 - 04:00 | Gin Party Soundsystem


+

Trêsporcento no MusicBox a 16 de outubro


Após um verão na estrada marcado por passagens no Festival Bons Sons, NOS Em D' Bandada e Festival Nova Música, os Trêsporcento vão tocar no dia 16 deste mês, na capital, mais concretamente no Musicbox, num concerto que serve para fechar o ciclo visto que a banda irá concentrar-se a CemPorCento na gravação do novo disco a sair em 2016.

O objetivo deste concerto é mesmo o de fazer uma grande festa, agradecer a quem esteve presente, e antecipar o que se poderá ouvir em 2016, como o single “Aguentem-se os Fracos”, gravado quando o vocalista da banda Tiago Esteves esteve em Sidney.
O concerto de encerramento de ciclo contará ainda com um “warm up”, onde vai haver um DJ Set de Pedro Moreira Dias, da Vodafone.fm, e com um concerto dos Madame Luci, quarteto de rock cantado em português, apresentando o seu EP de estreia Cara.


Os bilhetes para esta “festa” terão o preço de 7€.

+

Foi divulgada a capa de "Thank Your Lucky Stars", o novo LP dos Beach House


Durante a madrugada de hoje, os Beach House divulgaram mais pormenores sobre Thank Your Lucky Stars, o seu vindouro LP. Além da divulgação da capa e da tracklist de Thank Your Lucky Stars, ficámos a saber que este LP será mais uma edição da mítica Sub-Pop
Thank Your Lucky Stars tem data de lançamento prevista para o dia 16 de outubro deste ano. Este álbum será o sexto longa-duração do colectivo de Baltimore e o segundo que lançam este ano (o primeiro foi o Depression Cherry).

Lembramo-vos que os Beach House nos vão visitar em novembro deste ano (no dia 23 no Armazém F e no 24 no Sá da Bandeira) e que além de trazerem na bagagem dois álbuns para nos apresentar ao vivo, teremos ainda o guitarrista Dustin Wong na primeira parte dos certames.

Em baixo, deixamo-vos a tracklist de Thank Your Lucky Stars e com o Depression Cherry.

1.Majorette
2.She's So Lovely
3.All Your Yeahs
4.One Thing
5.Common Girl
6.The Traveller
7.Elegy to the Void
8.Rough Song
9.Somewhere Tonight

+

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Dustin Wong apoia a digressão nacional dos Beach House


Dustin Wong é um virtuoso da guitarra e hábil paisagista sonoro inscrito nas fileiras da prestigiada Thrill Jockey. Wong irá acompanhar os Beach House na sua vindoura digressão europeia, sendo que a primeira parte dos certames do Armazém F (23 de novembro) e do Sá da Bandeira (24 de novembro) estará a seu cargo. 

+

Os Beach House anunciaram um novo LP

Ainda o Depression Cherry mal assentou poeira e os Beach House já anunciaram através do Twitter um novo trabalho, com data de lançamento prevista ainda para este ano.


O vindouro LP chama-se Thank Your Lucky Stars, tem data de lançamento prevista para o dia 16 de outubro, e ao que tudo indica, vai ser um álbum mais experimental do que seus antecessores.
Seja como for, Thank Your Lucky Stars chegará mesmo a tempo de o ouvirmos — e ao também recente Depression Cherry — na vindoura digressão dos Beach House, que vai passar por Portugal, mais especificamente pelo Armazém F (23 de novembro) e pelo Sá da Bandeira (24 de novembro).


À falta de mais pormenores acerca de Thank Your Lucky Stars, fiquem com o Depression Cherry.

+

Anunciada edição especial do álbum de estreia de Courtney Barnett



O primeiro álbum de Courtney Barnett, Sometimes I Sit and Think, and Sometimes I Just Sit, lançado em Março deste ano, terá direito a uma nova edição com conteúdo extra. Esta edição irá incluir um cover de "Close Watch" (John Cale), b-side do single "Kim's Caravan", versões ao vivo de músicas dos seus EP's, um poster e algumas polaroids tiradas pela cantora. A tracklist completa é a seguinte:

1. Elevator Operator
2. Pedestrian at Best
3. An Illustration of Loneliness (Sleepless in NY)
4. Small Poppies
5. Depreston
6. Aqua Profunda!
7. Dead Fox
8. Nobody Really Cares if You Don’t Go to the Party
9. Debbie Downer
10. Kim’s Caravan
11. Boxing Day Blues
12. Lance Jr (Live at The Electric Lady Studios)
13. Canned Tomatoes (Live at The Electric Lady Studios)
14. Scotty Says (Live at The Electric Lady Studios)
15. History Eraser (Live at The Electric Lady Studios)
16. Avant Gardener (Live at The Electric Lady Studios)
17. David (Live at The Electric Lady Studios)
18. Close Watch (Written by John Cale)


+

Colaboração de Run the Jewels e Jack White à vista?



Após uma colaboração num concerto de Jack White no início deste ano, parece que Run The Jewels estão de novo ligados ao músico, sugerindo uma possível colaboração no próximo álbum do duo americano.

Apesar de ainda não existir qualquer confirmação, os músicos encontraram-se no passado dia 5 de outubro, e posaram para a foto acima, na qual Killer Mike, Jack White e El-P fazem o inconfundível fist and gun, partilhando a foto no twitter com a hashtag "RTJ3JW", o que iniciou os rumores de uma possível colaboração, visto que Run The Jewels já anunciaram que estão a trabalhar no sucessor de Run The Jewels 2, lançado em 2014.

É ainda possível que o duo esteja apenas a trabalhar com a editora de White, Third Man Records, mas a foto e a hashtag sugerem sem dúvida algo mais e, a ser verdade, é um projeto pelo qual todos ansiamos. 




+

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Benjamin Clementine em Portugal para cinco concertos


Após uma excelente actuação na 21ª edição do Super Bock Super Rock, Benjamin Clementine, regressa a Portugal. O autor de "At Least For Now", um dos albuns que mais nos agradou este ano, irá actuar primeiro no Theatro Circo, em Braga, dia 22 de Novembro. Dia 24 estará em Aveiro, no Teatro Aveirense, dia 25 na Casa da Música, no Porto, e dia 27, como já tinha sido anunciado, dará um concerto no Vodafone Mexefest, em Lisboa. Finalizará a sua passagem por terras lusitanas dia 28 de Novembro, em Faro, no Teatro das Figuras.

Os bilhetes para os concertos de Aveiro e de Faro estão à venda por 15€ e o inicio do concerto marcado para as 21:30h enquanto que no Porto têm o custo de 23€ e o inicio do espectáculo será às 22h. Os bilhetes para o Theatro Circo estarão à venda a partir de dia 9 de Outubro.



+

[Review] Suuns and Jerusalem In My Heart - Suuns and Jerusalem In My Heart


Suuns and Jerusalem In My Heart // Secretly Canadian // abril de 2015
7.4/10

Suuns and Jerusalem In My Heart é um LP que surge da colaboração dos Suuns com o Jerusalem In My HeartFalemos primeiro dos Suuns

Os canadianos Suuns são um dos bastiões do circuito do rock alternativo atual. No ano de 2013 lançaram Images du Futur, o seu mais recente trabalho. Em Images du Futur, os Suuns continuaram a explorar o filão de experimentalismo que funde a EDM com o rock. O mesmo filão que tinham aberto com Zeroes GQ


O malhão do disco, na opinião do autor desta crítica.

Agora, em 2015, lançaram Suuns and Jerusalem In My Heart em colaboração com o Jerusalem In My HeartEm que medida este álbum constitui um digno sucessor de Images du Futur?
Não constitui. Suuns and Jerusalem In My Heart procura ocupar o seu próprio espaço. Um espaço distante dos universos distópicos criados pelos Suuns, aproximando-se um pouco mais das paisagens quentes do médio oriente, de onde Jerusalem In My Heart é nativo. 
Mas quem é, exactamente, Jerusalem In My Heart?

Jerusalem In My Heart é Radwan Ghazi Moumneh, um artista multimédia libanês radicado em Montreal. A sonoridade de Moumneh enquanto Jerusalem In My Heart é caracterizada por um denso manto de cordas, vocais, foleys e outros elementos sonoros que dão vida a uma atmosfera rica e exótica, digna de uma qualquer paisagem luxuriante do médio oriente. Uma paisagem exótica para nós — gente do ocidente — mas que faz parte das raízes de Moumneh. E é esta paisagem à qual Moumneh procura dar vida no seu trabalho enquanto Jerusalem In My Heart.


Jerusalem In My Heart é o produtor de Suuns and Jerusalem In My Heart. É natural que se notem traços dessa paisagem ao longo de todo o álbum. No entanto, a paisagem descrita em Suuns and Jerusalem In My Heart uma versão mais conturbada das paisagens criadas por Jerusalem In My Heart nos seus trabalhos a título individual. Os foleys e cordas foram catalisados por electricidade, kraut e motorik. O resultado final é uma sonoridade exótica e quente — com a influência da produção de Jerusalem In My Heart — enclausurada numa qualquer distopia, corrompida por guitarras elétricas e pela dominância de elementos da EDM.


O anúncio da colaboração entre os Suuns e o Jerusalem In My Heart surgiu na primavera de 2015. Quando Suuns and Jerusalem In My Heart foi anunciado, ficámos surpreendidos. De que forma iria o rock frio dos Suuns conviver com a electrónica quente de Jerusalem In My Heart? A “Gazelles In Flight” — a primeira faixa do álbum a ser divulgada — deixou-nos curiosos por mais. As diferenças entre os traços sonoros dos canadianos Suuns e do libanês Jerusalem In My Heart eram, na altura evidentes, mas o resultado denunciava uma espécie simbiose entre os dois traços sonoros. O tempo veio a provar que aquilo que escutámos na “Gazelles in Flight” se viria a repetir ao longo de todo o disco.


Não são visíveis quaisquer semelhanças entre Suuns and Jerusalem In My Heart e os trabalhos que ambos os artistas desenvolvem a título individual. A atmosfera que se sente no álbum não é própria dos Suuns. A futurista e fria linha de montagem sonora, na qual são encaixados os instrumentais de uma banda rock “normal” — guitarra, baixo e bateria — com elementos EDM e lírica delirante foi parcialmente abolida. A atmosfera é quente. Sente-se o calor da primavera árabe, ainda que este álbum tenha sido gravado no quase-inverno de 2012. Mas apesar deste calor exótico, a sonoridade de Suuns and Jerusalem In My Heart distancia-se daquela criada por Jerusalem in My Heart a título individual. Os elementos eléctricos e maquinais — nomeadamente o drone e o motorik — são, em Suuns and Jerusalem In My Heart, demasiado proeminentes para uma paisagem que se imporia como harmoniosa caso se este álbum se tratasse de um trabalho a título individual de Jerusalem In My Heart.


Como dissemos antes, Suuns and Jerusalem In My Heart foi gravado no quase-inverno do ano de 2012, mais precisamente no mês de Novembro. No entanto, o seu lançamento foi adiado, porque cada uma das partes envolvidas no álbum estavam prestes a lançar discos — os Suuns o Images du Futur e Jerusalem In My Heart o Mo7it Al-Mo7it. E o curioso é que, apesar de todos os trabalhos terem sido editados sensivelmente na mesma altura, Suuns and Jerusalem In My Heart reserva uma grande distância dos discos lançados a título individual pelos seus respetivos autores. 
Cremos, portanto, que Suuns and Jerusalem In My Heart nasceu da livre expressão de ambos as partes envolvidas dos seus respectivos géneros musicais. Esta livre expressão foi gradualmente alimentada por um processo de feedback contínuo, no qual os Suuns e o Jerusalem In My Heart trabalharam de forma intensiva em perfeita sinergia simbiótica. O resultado final — Suuns and Jerusalem In My Heart — reclama o seu próprio espaço. Um espaço bastante distante do seu ponto de partida, no qual não podemos afirmar que uma das partes se sobrepõe à outra. Se faixas como a “In Touch” destacam a veia eletrónica dos Suuns, na “3attam Babey” e na “2amoutu I7tirakan” é proeminente a atmosfera e o traço de Jerusalem In My Heart, visível inclusive no título das faixas. Mas em todas as etapas de Suuns and Jerusalem In My Heart há um contributo mútuo. Sejam os vocais e foleys de Jerusalem In My Heart ou as cordas e o drone da instrumentação dos Suuns, ambas estas influências convergem em Suuns and Jerusalem In My Heart. E, em última instância, é atingido o ponto de equilíbrio. Não há sobreposição de nenhuma das partes nesta relação simbiótica que são os Suuns and Jerusalem In My Heart.


Desta colaboração pontual resultou este LP, Suuns and Jerusalem In My Heart. Falta saber se o eixo Montreal-Beirute continuará ativo para mais edições no futuro ou se este trabalho é um fim em si mesmo. Caso a colaboração dos Suuns and Jerusalem In My Heart acabe com este Suuns and Jerusalem In My Heart, é uma lástima. Há aqui ideias muito boas e percurso muito viável de se explorar. Caso a colaboração perdure, aguardamos por mais.

A edição deste ano do Jameson Urban Routes oferece-nos uma montra privilegiada para este projeto, ao ter agendado uma atuação dos Suuns and Jerusalem In My Heart para o dia 31 de outubro deste ano.

Os Suuns and Jerusalem In My Heart.


Ao que parece, as performances ao vivo dos Suuns and Jerusalem In My Heart não são centradas na reprodução das faixas de Suuns and Jerusalem In My Heart, mas sim na recriação emotiva das várias etapas que formaram a composição do álbum — com a devida margem para experimentações e derivações sonoras. Caso o projeto Suuns and Jerusalem In My Heart continue, serão presenteados com uma estreia do coletivo em Portugal. Caso os Suuns and Jerusalem In My Heart desapareçam a seguir à tour, serão presenteados com um momento único e irrepetível. 


+

The Other Side: A Pink Floyd Experience com concertos em Lisboa e no Porto


Os The Other Side: A Pink Floyd Experience, banda tributo dos legendários Pink Floyd, preparam-se para regressar aos palcos, com um espectáculo titulado de "Shine on Tour 2015". Este espectáculo tem o objectivo de comemorar 40 anos de "Wish You Were Here", com uma duração prevista de 3 horas, na qual a banda também dará destaque a temas emblemáticos dos Ingleses. Sendo uma comemoração, as músicas do "Wish You Were Here" serão todas tocadas na íntegra, começando por "Shine On You Crazy Diamond" e acabando na "Shine On You Crazy Diamond (Part 6-9)", tal como no disco.
O espectáculo também terá cenários propícios para uma experiência audiovisual e sonora única, familiar no universo da banda mítica e surpreenderá todos pela sua grande qualidade e intimidade, com um rock progressivo e composições únicas que ainda abalam as novas gerações. 
Os concertos decorrerão no dia 9 de Outubro, próxima sexta, no Paradise Garage (Lisboa) e, no dia 10, Hardclub (Porto). 

+

Os Tortoise voltaram

Os Tortoise, um dos bastiões do post-rock, voltaram às edições ao anunciarem The Catastrophist, aquele que será o seu mais recente LP. 


O anúncio de The Catastrophist vem por término a uma pausa de 6 anos que ficou marcada pela edição do Beacons of Ancestorship no ano de 2009. The Catastrophist tem data de lançamento prevista para o dia 22 de janeiro do ano que vêm e conta com edição da prestigiada Thrill Jockey.


Entretanto, fiquem com "Gesceap", o single de The Catastrophist.



+

The Glockenwise vão lançar terceiro álbum no final do mês


Depois de Leeches (2013) abrir um novo capítulo para os Glockenwise, depois de projectos paralelos e de dois anos de nojo, o quarteto barcelense volta aos lançamentos com Heat, o terceiro longa-duração e mais maduro registo da sua carreira. O álbum tem lançamento previsto para 26 de Outubro e será selado pela Lovers & Lollypops.

Os concertos de apresentação já estão marcados e acontecem a 30 de Outubro, no Teatro Municipal Rivoli do Porto, e a 31 de Outubro, na Galeria Zé dos Bois de Lisboa. A 24 de Outubro, os barcelenses antecipam-se ao disco com uma actuação no Centro Cultural Vila Flor de Guimarães.

Heat foi gravado nos Estúdios Sá da Bandeira, no Porto, e é o registo da maturidade dos Glockenwise, que trazem para o seu garage rock elementos mais negros, ora com a saturação shoegaze, ora com as cadências post-punk, sem descurar nos ganchos, mais gritantes e arrebatadores. O single “Up To You” é até agora a única música conhecida de Heat.



Tracklist de Heat:
1. Cardinal
2. Heat
3. Eyes
4. Time (Is a Drag)
5. Tide
6. Up to You
7. (Not a) Try Hard
8. Interludio
9. Lasting Lies

+

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Black Bass-Évora Psychadelic Fest com mais 4 nomes no seu cartaz

O Black Bass-Évora Psychadelic Fest que se realizará nos dias 20 e 21 de novembro, na Sociedade Joaquim António D’Aguiar – SOIR-JAA anunciou mais quatros bandas. Ainda faltam anunciar mais 6 bandas.





+

Entrevista: Peixe:Avião


Durante o Bons Sons tivemos a oportunidade de conversar com José Figueiredo, baixista, e Luís Fernandes, guitarrista, dos Peixe:Avião que, neste momento, estão a preparar o seu quarto álbum de estúdio.

Threshold Magazine (TM) - O que é que acham do Bons Sons?

José Figueiredo (JF) - Eu estive cá o ano passado mas como público. Acho que é evidente que é uma ideia interessante e diferente. É um festival numa aldeia portanto torna logo o cenário diferente, tudo é diferente: interações com o espaço, com as outras pessoas...de uma maneira geral acho espectacular. Mesmo o tipo de música que se ouve cá, ouve-se muita música diferente sem ser um festival de música alternativa ou de música étnica, por exemplo.

TM - Que bandas já viram ou vão ver?

Luís Fernandes (LF) - Ainda não vimos nada porque chegamos há dez minutos (risos). Mas aquilo que gostávamos de ver: hoje, os nossos amigos Long Way To Alaska que já são companheiros de longa data, o Tó Trips, o cartaz é bastante apelativo, o próprio Camané, Eduardo Raon. Eu gostava, pessoalmente, de ter visto o Bruno Pernadas.

TM - Aqui vai uma pergunta cliché: Qual é a origem do vosso nome?

LF - Acho que não tem nenhuma explicação lógica. Na altura em que andávamos à procura de um nome surgiram várias hipóteses, nenhuma das quais nos agradava e já havia uma letra feita para um tema que tinha esse "peixe:avião" lá para o meio e achamos que era estranho o suficiente para causar alguma estranheza.

JF - Esta pergunta é o vocalista que responde, ele dá exactamente a mesma resposta mas de uma maneira mais interessante.

TM - O que se pode esperar do vosso concerto? Vão mostrar alguns temas do próximo álbum?

JF - Vamos. Vamos mostrar alguns temas do próximo álbum mas o concerto será essencialmente temas do álbum homónimo. 

TM - Neste quarto álbum de estúdio, vão continuar a apostar numa vertente mais experimental e electrónica, semelhante àquela que nos mostraram no vosso terceiro álbum homónimo em 2013? O vosso single “Quebra” parece apontar nesse sentido.

JF - Sim, este ultimo álbum, o homónimo, já foi uma quebra (risos)...já tinha sido um pouco um corte em relação aos nossos trabalhos anteriores por isso acho que este será mais uma continuação.

LF - Em todo o caso acho que chamar "electrónica e experimental" é um bocado abusador, não é experimental nem nada que se pareça, pode é ser um pouco mais arriscado dentro da música pop também pela forma e instrumentação um pouco, também tem muita electrónica, é verdade. Mas procuramos essa estranheza, de facto. 

TM - Podem adiantar-nos detalhes sobre o proximo album?

LF - Neste momento não há muito a dizer sobre o álbum. É certo que não irá sair este ano, ainda não gravamos na totalidade, gravamos parte dele da qual tiramos um single. Como iríamos ter vários concertos este verão queríamos assinalar o regresso ao estúdio. E agora estamos a finalizar o que falta para o disco que vai ser gravado este ano e que sairá no próximo ano.

TM - O que vos inspira para a criação das músicas?

JF - Eu acho que é mais ou menos como as outras pessoas, são coisas da tua vida, coisas da vida de pessoas que conheces, coisas do mundo. Nada de mais.

LF - A forma de compor tem mudado ao longo do tempo, principalmente no ultimo disco, de facto, houve um corte com os anteriores em que compúnhamos não em banda mas a partir de trechos de música, já feitos, que montávamos em estúdio. Basicamente gravávamos antes de tocar as músicas em banda. Agora não, agora compomos os cinco na sala de ensaio. 

TM - Com estes trabalhos mais recentes acham que chegaram à sonoridade que sempre pretenderam?

JF - O objectivo e o prazer da coisa é sempre experimentar coisas novas é claro que quanto mais tempo passa mais apurada será a nossa sonoridade, desejavelmente, pelo menos, senão é porque estamos a fazer alguma coisa mal. Mas não, não estávamos à procura desta sonoridade quando começamos, cada álbum que vai passando procuramos uma nova sonoridade. Há alturas de maior corte, como houve entre o homónimo e os anteriores, mas não faz sentido pensar que um dia vamos fazer um álbum e dizer "é este". Aí acabaria a banda

TM - Quais são vossas influências?

JF - Como banda acho que não, cada um de nós tem influencias diferentes

LF - Ter um modelo a seguir nunca tivemos mas nós todos consumimos muita música e isso influencia-nos, naturalmente. Ninguém está isento de influências. Talvez será por isso que a nossa música vai mudando, vamos ouvindo coisas diferente. Mas nunca tivemos uma banda que disséssemos "esta banda é a nossa banda favorita e vamos fazer como eles", isso nem é um bom caminho.

TM - Daqui a uns dias vão abrir o palco princiapl de Paredes de Coura para nomes como Legendary Tigerman, Father John Misty e Tame Impala. Estão nervosos com a responsabilidade?

JF - É um privilégio mas acho que não estamos nervosos, pois não? (risos)

LF - A primeira vez que fui a Paredes de Coura foi em '99 e na altura nem tocava, se calhar, e sempre pensei que gostava de tocar naquele palco, era um sonho de adolescente mas também nunca me preocupei muito com isso, na verdade, e vai ser espectacular mas nenhum de nós está nervoso.

TM - Gostavam de fazer uma tour europeia para promover o próximo album?

JF - Teoricamente acho que sim mas essa questão nem se põe. Mas escrito no papel ou em palavras soa bem.

LF - Se fosse curtinha.

TM - Onde é que o público é mais forte em Portugal? 

JF - Não faço ideia. Tem mais a ver com o contexto de cada concerto.

LF - Isso não é uma coisa muito fácil de responder

TM - Onde gostavam mais de tocar?

JF - Em Portugal não sei mas o Olympia de Paris...(risos)

LF - Não sei, em Portugal já tocamos em vários sítios.

JF - Hoje é Bons Sons, quinta-feira é Paredes de Coura.

TM - O que têm ouvido nas ultimas semanas?

JF - Tenho ouvido muito Beach Boys mas isso não é novidade. Não tenho ouvido assim nada de especial. Mas o Luís aposto que sim.

LF - Tenho ouvido o disco de uma norte americana chamada Jessica Pratt, o disco é muito bom. O novo dos Wilco também é um disco fixe assim no contexto "indie" salvo melhor designação. Tenho ouvido bastante Jim O'Rourke.

TM - É tudo, muito obrigado!

+