sábado, 24 de outubro de 2015

Vídeos Da Semana #66


O último fim-de-semana de outubro fica marcado pelos trabalhos audiovisuais das Hinds, YACHT, Neon Indian, Titus Andronicus e PROM que podem agora ser vistos na íntegra abaixo.

1 - Hinds - "Garden"

2 - YACHT - "I Thought The Future Would Be Cooler"

3 - Neon Indian - "Slumlord Rising"

4 - Titus Andronicus - "No Future Part IV: No FutureTriumphant"

5 - PROM - "I'll Teach You"

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STREAM: Adãomastor - ἀντί / θέσις


Depois de se terem dado a conhecer por demos, os Adãomastor, dupla que reúne José de Almeida (bateria, voz) a Tiago Lopes (guitarra), editam agora o seu primeiro registo longa duração que ganha o nome de ἀντί / θέσις. Composto por quatro canções, que conjugam diversos subgéneros desde o habitual post-rock a alguns elementos do psicadélico e post-metal, ἀντί / θέσις é um álbum que mostra uma evolução bastante positiva de uma banda que ainda se encontra a limar as suas arestas sonoras. 

ἀντί / θέσις foi editado na passada sexta-feira dia 23 de outubro via Villa L Dourado e pode ser escutado na íntegra abaixo, ou no bandcamp oficial da banda, aqui.


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Reportagem: Trêsporcento + Madame Luci [Musicbox - Lisboa]


Na passada sexta feira fomos até ao MusicBox, Lisboa, assistir aos concertos de Trêsporcento e Madame Luci

Chegámos à sala lisboeta por volta das 22h45 e já estavam em palco os Madame Luci, quarteto formado por João Bicho na voz, Hugo Furtado na guitarra, Nuno Canina na bateria e Nuno Lacerda no baixo. Os Madame Luci nasceram em 2012 e caracterizam-se por uma sonoridade rock. A banda prepara-se para editar o seu primeiro EP, Cara, no início de 2016.

As músicas são cantadas em português e apresentam uma boa lírica, a fazer recordar Ornatos Violeta da fase Cão! ou uns TV Rural. O single “Embuste” foi o grande destaque do concerto, tendo sido a última música interpretada. O público ajudou a entoar o refrão, dançando ao som da bateria.

Trêsporcento + Madame Luci @ Musicbox, Lisboa

Por volta das 23h45, os Trêsporcento entraram em palco com casa quase cheia. A banda começou o concerto com o seu mais recente single “Aguentem-se fracos” , na qual o guitarrista e vocalista Tiago Esteves partiu uma corda da sua guitarra. Seguiram-se duas músicas mais conhecida, “Elefantes Azuis” e “Não Chegues Tarde”, do primeiro álbum editado pela banda em 2011, Hora extraordinária. O público já estava bem aquecido e foi altura de lançar mais um tema bastante recente editado este ano. Falamos pois de “Homem Novo”. O concerto foi prosseguindo com um público bem animado e bem sabedor das letras da banda lisboeta. Foi com “Quero Que Sejas Minha” que chegou o primeiro momento mais “punk” do concerto. Tiago pegou no microfone e à Yannis Philippakis (para quem não sabe, vocalista dos Foals) desceu do palco e decidiu partilhar este momento intenso com o público. Este foi certamente um dos momentos da noite. “Veludo”, talvez um dos temas mais conhecidos da banda, mostrou-nos uma faceta mais melódica e pop dos Trêsporcento, e o público mais uma vez correspondeu energicamente entre saltos e palmas, entoando o refrão. Parecia ser a última da noite mas a banda voltou para um encore. “Cascatas”, com a ajuda dos Madame Luci, foi outro dos pontos altos da noite, terminando da melhor maneira esta bela noite de sexta-feira.

Texto e fotografia: Rui Gameiro

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sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Barreiro Rocks volta com 25 novos nomes


O Barreiro Rocks, festival mítico da Margem Sul organizado pela Hey Pachuco!, que trouxe a Portugal pela primeira vez nomes como Ty Segall ou Black Lips, volta para mais um ano no Barreiro, onde o melhor rock n'roll que se faz na actualidade tem uma expressão especial e visionária. Nomes como The Routes, The Parkinsons, The Sunflowers, Mighty Sands, 800 Gondomar, e muitos outros, contam entre os primeiros confirmados para a próxima edição deste festival, que vai decorrer entre os dias 4/5/6 de dezembro, no Grupo Desportivo Ferroviários do Barreiro, onde o festival vai contar com 3 palcos diferentes para acolher os seus artistas.

O preço do passe geral é de 30 euros, e os bilhetes diários são de 15 euros para o dia 4, 20 euros para o dia 5, e 10 euros para o dia 6.


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Death Grips anunciam novo álbum


Os Death Grips anunciaram o sucessor de The Powers That B, Botomless Pit, com um vídeo gravado em 2013 que conta com a presença da actriz Karen Black. Para além do seu título, ainda não foram revelados mais detalhes sobre o álbum.

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STREAM: Boogarins - Manual


O segundo álbum de estúdio dos brasileiros Boogarins vai ser editado para a próxima semana, no dia 30 de Outubro, via Other Music. Felizmente, a banda disponibilizou para audição gratuita Manual através do Souncloud. Os brasileiros actuam no MusicBox, Lisboa, a 14 de Novembro, e no Maus Hábitos, Porto, a 15 de Novembro. 

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quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Tremor anuncia Capitão Fausto e Killimanjaro na 2ª edição


O Tremor regressa à ilha de São Miguel, nos Açores, nos dias 15, 16, 17, 18 e 19 de Março. Capitão Fausto, Zeca Medeiros e Killimanjaro são as primeiras confirmações do abalo cultural cujo epicentro será a cidade de Ponta Delgada.

Numa organização conjunta entre a YUZIN Agenda Cultural, a Lovers & Lollypops e o curador independente António Pedro Lopes, o Tremor é um evento de cinco dias de intensa actividade tectónica, cujas fissuras criadas servirão de catalizador para a criação futura. 


Os dias que precedem o principal não se resumirão apenas a concertos, sendo enriquecidos com os já míticos "Tremores na Estufa" (concertos+viagem+ experiência surpresa na ilha) workshops, projecção de filmes, residências artísticas, palestras e actividades para escolas e crianças. 

Os bilhetes custam 20€ em antecipação e podem ser já adquiridos AQUI. A partir de 15 de Março, os bilhetes passam a valer 25€ dando acesso mediante a lotação de cada espaço, a todas atividades do festival.

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Savages terminam novo álbum e lançam single



As Savages anunciaram que o seu novo álbum, Adore Life, está pronto e disponibilizaram um novo single, "The Answer", cujo vídeo foi gravado em Lisboa. O disco sai dia 22 de Janeiro do próximo ano.

A tracklist é a seguinte:


1- The Answer 
2- Evil 
3- Sad Person
4- Adore
5- Slowing Down the World
6- I Need Something New
7- When in Love
8- Surrender
9- T.I.W.Y.G.
10- Mechanics

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Vashti Bunyan a 31 de Outubro na Culturgest


Com apenas três álbuns gravados ao longo de 44 anos, Vashti Bunyan é uma artista de culto da canção britânica, de uma delicadeza única, com uma voz que anda entre a melodia e os sussurros. A fragilidade e a intimidade da música de Bunyan escondem uma admirável história, onde muita da sua inspiração vem das próprias, por vezes duras, experiências e viagens.

Vashti Bunyan foi descoberta quando tinha 20 anos, em meados da década de 60, pelo manager dos Rolling Stones, Andrew Loog Oldham, logo depois de ter abandonado as Belas Artes para se dedicar à música. Assinou contrato com a Decca e o seu primeiro single, "Some Things Just Stick To Your Mind", escrito por Mick Jagger e Keith Richards, foi um sucesso. A crítica falava de “a nova Marianne Faithful” ou de “Bob Dylan no feminino”.

À fama súbita seguiu-se um período complicado – outros singles não foram editados e Bunyan, sentindo-se desiludida com a indústria musical de Londres, desiste do contrato. Depois de um período a viver debaixo de telas nos arbustos por detrás da Ravensboume College of Art, decide comprar um cavalo e uma carroça e partir, em 1968, com o seu namorado para a Escócia, numa sonhadora tentativa de encontrar uma colónia de artistas criada pelo cantautor folk Donovan na Isle of Skye. Nada encontrou, mas foram as experiências vividas ao longo de dois anos de viagem que inspiraram o seu primeiro álbum, Just Another Diamond Day, produzido por Joe Boyd e que conta com a participação de membros dos grupos The Incredible String Band e Fairport Convention. Quando o álbum é lançado, em 1970, já Bunyan tinha abandonado novamente a cidade, indo primeiro viver com a Incredible String Band para as Borders Escocesas, depois para a Irlanda – uma vez mais com cavalos, carroças, cães e crianças – e voltando à Escócia para viver nas Terras Altas.


O álbum foi um fracasso comercial. Vasthi Bunyan desistiu da música e dedicou-se, nas décadas seguintes, à sua família, em especial aos seus três filhos. Só no final dos anos 90, quando resolveu fazer uma busca na internet pelo seu nome, percebeu que Just Another Diamond Day se tinha tornado um álbum de culto, que havia uma vasta plateia de fãs dispostos a pagar milhares de libras por uma cópia original. O álbum acabou por ser reeditado em 2000, influenciando artistas como Devendra Banhart e Joanna Newsom. Bunyan participou depois em discos de Banhart e Animal Collective, até que, em 2005, 35 anos depois do seu primeiro álbum, grava o aclamado Lookaftering com a Fat Cat Records.




Vashti Bunyan despede-se agora dos discos com Heartleap, um álbum subtil mas ao mesmo tempo intenso, que se move entre memórias, sonhos e momentos de uma maravilhosa tranquilidade. Sabemos que ela nos delicia com a sua música apenas quando tem algo para dizer e que a Culturgest Porto vai receber aquele que será, muito provavelmente, o seu último concerto em Portugal pela mão da Filho Único  e os bilhetes têm o custo de 5€. Vashti Bunyan estará na véspera, dia 30 de Outubro, no Teatro Maria Matos, em Lisboa.

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Jameson Urban Routes: Para lá dos cabeças de cartaz


A 9ª edição do Jameson Urban Routes não só é feita de La Femme, Suuns & Jerusalem in My Heart, El Guincho ou Andy Stott. Estarão também presentes muitos projectos, tanto nacionais como internacionais, sobre os quais pouco se conhece e que certamente darão muito que falar num futuro próximo. Aqui vão alguns dos destaques do que se vai passar no MusicBox nos próximos dias.

Telepathe

Os Telepathe são um duo americano de electro/synthpop originário de Brooklyn formados por Melissa Livaudais e Busy Gangnes. Formaram-se em 2004 com o nome de Wikkid e uma sonoridade “proggy-punk", como descreveu Gangnes. Muito desse som foi transportado para o que são agora os Telepathe, adicionando electrónica, mais sons e texturas. A dupla vem apresentar Destroyer a Lisboa em função da sua tour europeia, o segundo álbum de originais da banda editado em inícios de agosto pela sua editora BZML records, sucendendo Dancemother de 2009. Destroyer foi originalmente gravado em 2012, após o duo ter-se mudado para Los Angeles, mas o seu lançamento foi adiado constantemente devido a burocracias de editoras e da indústria musical. Este trabalho foi inspirado pelas batidas de Miami, pelos trabalhos antigos de Madonna e pelas complicações e desentendimentos em relações.


23 de Outubro, 0h00


Nicola Cruz

Nicola Cruz é um produtor de electrónica francês, com ascendência sul-americana, vivendo e trabalho atualmente em Quito, Equador, no coração dos Andes. A sua música apresenta uma natureza bastante pessoal, sendo a paixão pela terra dos seus antepassados a sua principal inspiração. Nos últimos anos embarcou numa viagem espiritual pelas paisagens dos Andes, pelas suas culturas e rituais e isso é facilmente audível nas sua música orgânica, misteriosa e hipnótica. O minimalismo misturado com sons ambientes, sampling e sintetizadores caracterizam a sua sonoridade. Nicola já trabalhou em diversos projectos, tais como instalações de som, gravações de ambiente e bandas sonoras, tendo também colaborado com Nicolas Jaar. Vem ao musicbox dar início à tour europeia de apresentação de Prender el Alma, o novo álbum que será editado no final do mês via ZZK Records.


23 de Outubro, 2h30




Inga Copeland

Alina Astrova, mais conhecida por Inga Copeland no mundo da música, é um das metades que faz parte de Hype Williams, projecto em que colaborava com o enigmático Dean Blunt. A produtora russa, agora a solo, tem explorado ao longo da sua carreira uma sonoridade virada para a electrónica experimental e a pop hipnagógica. Inga vem até ao MusicBox mostrar o seu primeiro álbum Because I’m Worth It, editado no ano passado, o qual conta com 8 músicas que misturam loops atmosféricos, percussão desconcertante e excertos ocasionais de spoken-word.


24 de Outubro, 22h30



Ricardo Remédio

Após o envolvimento em várias projectos musicais como os Löbo, depois como RA (aka Rei Abvtre), Ricardo Remédio está agora a trabalhar em nome próprio. Natureza Morta é o primeiro álbum do artista e o seu lançamento está previsto para o próximo ano, com o selo da Amplificasom. O álbum foi produzido Daniel O'Sullivan (Mothlite, Grumbling Fur, Ulver) e masterizado por James Plotkin (Khanate, OLD, Scorn) e trata-se de uma viagem pelo coração da máquina, vibração techno-industrial que não procura simplesmente o ouvinte: alimenta-se dele, qual quadro canibal.

31 de Outubro, 22h30



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terça-feira, 20 de outubro de 2015

[Review] Basset Hounds - Basset Hounds


Basset Hounds // NOS Discos // outubro de 2015
7.5/10

A música portuguesa tem visto, no presente ano, muito bons discos a serem editados e os Basset Hounds vieram consolidar, com este álbum homónimo de estreia, que são uma das bandas cujo disco em edição merece algum destaque. Formados em 2011 e, após uma série de concertos pelos lugares mais underground, (outros nem tanto, como o caso do NOS Alive) e três demos, foi com a edição do single "Over The Eyes" - primeira extração desta estreia - que a banda natural de Lisboa ingressou na compilação dos novos talentos da FNAC e posteriormente fidelizou-se com a promotora La Dolce Productions para edição do mesmo em março do presente ano. A demarcarem-se numa sonoridade lo-fi que abraça o surf pop, os Basset Hounds mostrariam apenas um pedaço do que viria a ser o presente Basset Hounds. O resultado comprovou-se alguns meses depois quando "Swallow Bliss" se começou a ouvir por aí fora. O shoegaze e o dream pop mostram-se agora como pontos cruciais na concepção das ideias e a sonoridade resultante caracteriza os últimos anos de trabalho dos Basset Hounds como banda e algumas das suas referências musicais.

A origem do nome por trás dos Basset Hounds inclui também um pouco do que o quarteto lisboeta apresenta neste álbum, uma música de certo modo pachorrenta mas igualmente agressiva à semelhança dos cães desta raça que são bastante amigáveis apesar de serem cães de caça. E é essa conjugação que se manifesta no presente álbum. Logo em "Sound", música de abertura, é possível denotar essa face: há um início muito à la DIIV que, no pico do seu desenvolvimento, acaba por sofrer uma quebra de compasso repentina mostrando uma aura musical completamente diferente. "Oscilations", sem grandes mudanças rítmicas, vai igualmente de encontro ao encontro das harmonias iniciais de "Sound".

Uma das grandes surpresas do álbum encontra-se em "Medley". Completamente alocada dos restantes singles, quanto a um rótulo musical, é igualmente a canção mais curta do álbum e serve como excelente introdução a "Take Time", single já conhecido nas atuações ao vivo. Com uma energia imparável ao longo de toda a música e com a aplicação base da sobreposição de loops é no entanto, no seu final, que os Basset Hounds apresentam um single que se quer ouvir mais, trazendo igualmente à memória o rock independente do início dos anos 00. "Bossa", por sua vez, explora algum tropicalismo e rock espacial, géneros muito característicos da música nos últimos anos. O mesmo acontece, posteriormente, em "Arabica", uma das grandes composições desta estreia. Apresentando-se como um single bastante equilibrado é numa abordagem mais psicadélica que os Basset Hounds apresentam uma das fórmulas base, que é aplicada por aí fora até "Desire", single que encerra o álbum.

Basset Hounds apresenta uma estreia que satisfaz, mostrando uma banda confiante no seu trabalho e com muitos caminhos possíveis no futuro. Há uma aplicação eficiente das bases adquiridas de nomes relevantes na música - que resulta em canções bem feitas e interessantes - mas deixa no entanto margem uma margem para a falta de um elemento inovador. Os grandes detalhes de Basset Hounds denotam-se nos pequenos riffs, de potencial enorme, que se encontram escondidos pelos seus cerca de quarenta e três minutos de duração. Como produto final esta estreia afirma-se através de uma belíssima produção, com assinatura de Guilherme Gonçalves, e pelo facto de colocar o ouvinte em diferentes zonas de conforto. Um bom pontapé de entrada para a lista dos álbuns nacionais a ter em consideração este ano.




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STREAM: Glockenwise - Heat



Heat, o terceiro album da banda barcelense já se encontra disponivel para audição na integra na Vodafone.FMO álbum tem lançamento previsto para 26 de Outubro, foi gravado nos estúdios Sá da Bandeira e será selado pela Lovers & Lollypops.


Depois de uma mini-tour europeia, a banda tem três concertos de apresentação marcados, dia 24 em Guimarães, 30 no Porto e 31 em Lisboa.

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Bispo em entrevista


Após o concerto de Bispo na edição de 2015 do Indie Music Fest estivemos à conversa com Domingos Coimbra e Francisco Ferreira sobre este projecto.

Threshold Magazine - Vocês já vieram cá, o ano passado, como Capitão Fausto. O que acham do Indie Music Fest?

Domingos Coimbra(DC) - Eu acho fantástico. Quando tocámos cá, o ano passado, estava bastante gente, foi um dos concertos que me marcou, no verão, foi dos últimos até. Foi muito fixe. A cena de vir cá tocar com as nossas duas bandas, Bispo e Modernos, El Salvador não veio mas acho que também teria sido uma boa aposta. Vir cá tocar e saber que o festival está perto de estar esgotado foi bastante fixe e o concerto correu muito bem.

TM - Conseguem comparar o concerto de Capitão Fausto com o de Bispo hoje?

Francisco Ferreira (FF) - Não, não dá para comparar. São duas bandas que tocam música diferente, se tocamos música diferente a reacção, das pessoas, vai ser diferente.

DC - Por um lado Capitão Fausto é bastante mais conhecido. Quando uma banda é mais conhecida as pessoas costumam ter uma reacção mais imediata às músicas. No caso de Bispo só temos duas músicas gravadas por isso o concerto é um bocado uma incógnita, de certeza, que muita gente não sabia ao que vinha mas a ideia com que fiquei do concerto foi que conseguimos causar, de uma maneira geral, uma boa onda. A malta dançou sem conhecer as músicas e é um bocado disso que vive Bispo porque nós nunca gravamos um disco, até vamos gravar agora, e os concertos vivem muito dessa energia que se cria. Os concertos podem correr bem e outros dias podem correr mal, hoje foi um dos dias que correu bem mas Capitão Fausto acho que também correu bastante bem, aqui.

TM - Estavam à espera que o público aderisse da maneira que aderiu ou esperavam um concerto mais calmo?

FF - Não costuma ser calmo. Mesmo que estejam 20 pessoas não faz sentido o concerto ser calmo. Acho que nos divertimos e as pessoas se divertem mais se puxarmos pelo máximo delas. Ficamos surpreendidos este é o dia 0 do festival mas estava cheio e deu para dançar, só temos coisas boas a dizer. 

DC - Foi dos concertos que nos correu melhor e não tocávamos há algum tempo. O Francisco tocou bastante bem.

FF - O Domingos também.

DC - Eu deixei cair uma baqueta na primeira música.

TM - E o Salvador?

FF - O Salvador, epah, se não tocar bem é despedido. Por isso toca sempre bem.

DC - Salvador, estás despedido.

FF - Mas não está, ele tocou bem hoje.

DC - Só para assustar. (risos)

TM - Quando lançaram os singles Cancun e Timeless Neon usaram videojogos como uma espécie de complemento da música. As vossas outras músicas também têm uma ligação a um videojogo?

DC - Eu gostava que todas as musicas tivessem uma relação a um video jogo mas a cena dos jogos é um bocado minha e do Francisco que somos gamers de longa data. A minha primeira com o Francisco foi: ele estava a falar de Final Fantasy, para aí há quinze anos, e eu, no primeiro dia de aulas, vi que ele estava a falar de Final Fantasy e virei-me para ele "jogas Final Fantasy?" e ele disse "jogo" "eu também, olha sou o Domingos" "sou o Francisco" e ficamos amigos. Ou seja nós, em Bispo, sempre quisemos aquela ideia de musica de videojogo, ou seja, quando estás a jogar um jogo às vezes passas quatro horas na mesma parte e aquilo está sempre a repetir a mesma porcaria e é giro conseguir fazer músicas com essa fórmula, a ideia que tudo se repete e isso está também, de certa forma, ligado ao prog rock. Em relação aos dois singles, Cancun foi a primeira música que o Francisco e eu fizemos juntos. A versão que temos gravada é quase um ensaio que tivemos uma vez, começamos a tocar cada um a sua coisa, gravamos e gostámos daquilo que fizemos e quando fomos gravar outra vez ficou mais ou menos a mesma coisa. A primeira malha de Bispo foi a Cancun, foi um bocado de improviso e aquilo que improvisamos, na altura, foi o que ficou a canção. A Timeless Neon já foi com o Manel porque ele entrou um bocadinho de nada depois, tivemos uns dois ensaios antes de ele entrar. Já foi uma musica mais pensada do inicio ao fim toda em computador e é muito difícil de reproduzir ao vivo, já tentamos mas temos de treinar um bocadinho mais, tem muitos teclados. 

FF - A Timeless Neon ainda não tentamos ao vivo, apenas em ensaio.

DC - A ideia para a Timeless Neon era fazer tudo com sons 8-bit como era para o gameboy, aqueles soundbanks em 8-bit. Eu desafiei o Francisco a fazer um video em 3D e ele sacou um programa para fazer videos em 3D e agora domina o Unity.

TM - Foram vocês que fizeram os dois jogos?

DC - Eu fiz o primeiro ele fez o segundo. Eu fiz o Cancun com o RPG Maker 2000, um clássico. E o Ferreira fez com o unity.

TM - Estão a pensar lançar mais músicas brevemente?

DC - Estamos a trabalhar num disco mas agora com o disco de Capitão Fausto vai ficar um bocado mais em standby mas vai ser gravado, em principio para o ano também gostávamos de lançar o disco de Bispo.

TM - Quando lançarem esse disco vão acompanhá-lo com um videojogo?

FF - Eu gostava, a banda sonora ser o disco.

DC - Fazer um jogo inteiro com o disco todo. Era capaz de ser uma ideia gira mas aquilo dá mais trabalho que o que parece.

TM - Qual é a vossa banda sonora de videojogos preferida?

DC - Para mim é Final Fantasy VII do Nobue Uematsu. Ferreira, a tua é diferente.

FF - Pah, é um mix dificil porque eu gosto muito do Final Fantasy X porque em termos de composição é muito mais adulto tipo o VII tem grande som, o som 8-bit é muito bom, mas as malhas do X são tipo lindas, são mesmo tipo grandes músicas.

DC - Nós somos grandes, grandes, grandes fãs de Final Fantasy. O Manel não tanto, ele não acha graça nenhuma, não gosta, aliás. Diz que o sistema de batalha é uma seca.

FF - Não gosta do jogo mas gosta da música e, no nosso caso, é isso que interessa.

TM - Podem falar um bocado sobre o que têm preparado para o album?

DC - São algumas das músicas que temos tocado ao vivo. Queremos ter algum cuidado a fazer o disco porque a cena de fazer musica de dança é que tem de haver uma atenção extra às coisas, o disco de Bispo vai dar mais trabalho que qualquer outro porque é preciso ter imensa atenção aos pormenores e por isso vai ser um processo mais lento a ideia é ter um disco bastante bem produzido. 

FF - As músicas são muito diferentes e quando se ouve não fazem lembrar nada, no geral. Isso é o mais divertido nem sabemos muito bem o que vai soar, andamos à procura e a explorar ali o território da música electrónica mas que não faz lembrar grande coisa e isso é mesmo muito divertido.

TM - Que mais influencias, para além da repetição, têm da música dos videojogos?

FF - Nós temos secções em que ficamos a repetir a mesma coisa mas no fundo isto é tipo musica electrónica mas com verso, refrão, verso, refrão.

DC - Depois repete a mesma formula e acaba em fade out. Há uma ou outra um bocadinho diferentes mas a ideia é a da repetição, a música tem de viver de três ou quatro partes e vai-se repetindo, como num jogo. Mas há muita gente que não acha nada música parecido a música de jogo.

TM - Quando começaram Capitão Fausto pensaram que, em algum ponto da vossa carreira, iriam ter um projecto como Bispo? 

FF -  Não, nem uma banda nem outra. Surgiu naturalmente como uma necessidade, juntamo-nos para tocar e achamos que "bora gravar isto", não foi nada premeditado.

TM - Onde acham que Bispo é melhor recebido?

DC - À noite, bem tarde. Quanto mais tarde melhor. E no Norte.

FF - Sim, mas no fundo depende da hora

TM - O que têm ouvido nas ultimas semanas?

DC - Eu tenho ouvido o novo disco do Kurt Vile, Allah-Las e, como sempre, Beach Boys, desta vez, um disco chamado Sunflowers não conhecia mas gosto muito e Juan Wauters. E tu, Ferrari?

FF - Tenho ouvido o novo dos FIDLAR

TM - É tudo. Obrigado!




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Nicolas Godin, dos AIR, entre as novas confirmações do Vodafone Mexefest


Em vez dos habituais três nomes, desta vez foram anunciados quatro projectos musicais para o cartaz do Vodafone Mexfest. São eles Roots Manuva, Nicolas Godin, Cachupa Psicadélica e Janeiro.

Roots Manuva é um dos nomes mais reconhecidos nomes e referência do hip hop mundial. Letrista de excelência, MC poderoso e incomparável, com os seus discos ou nas incontáveis colaborações, tem garantido lugar garantido na história da Música e estreia-se em Portugal pela mão do Vodafone Mexefest. Trabalhou com Gorillaz, The Maccabees, Leftfield, Coldcut ou The Cinematic Orchestra entre outros, e lança agora Bleeds, um disco imparável e que será com toda a certeza alvo de protagonismo no concerto do Festival. Com produção e participação de Fred, Four Tet, Adrian Sherwood e Switch, Bleeds será, com certeza, mais uma obra-prima na sua carreira.


Nicolas Godin, uma das metades dos Air, banda que marcou uma geração com discos que juntam, de forma fortemente melódica, a pop à eletrónica, resolveu agora experimentar-se a solo. Para tal, inspirado na música e génio de Glenn Gould e de Bach, lança Contrepoint. O disco, que conta com a participação de Gordon Tracks (vocalista francês), Marcelo Camelo, o autor italiano Alessandro Barrico, o guitarrista Connan Mockasin e o coro Macedónio F.A.M.E.'S, é pautado de imensos ritmos, polivalente de géneros, orgânico e eletrónico, mas com um cariz conceptual protagonista: cada canção inclui um excerto de uma peça de Bach, muitas vezes impercetível. 



Das Caldas da Rainha, mas nascido em Cabo Verde, Cachupa Psicadélica. O músico vem apresentar o seu longa duração de estreia Último Caboverdiano Triste e  onde estão reunidos sons africanos com os do rock, numa harmonia que traz também uma vertente experimental e vibrantemente psicadélica.


Henrique Janeiro, só Janeiro nas coisas da música, é um jovem autor, intérprete e multi-instrumentista português que se estreia com um EP homónimo. Por lá, muitos estilos, palavras em português e um traço composicional que, claramente, promete projetar Janeiro para um brilhante futuro.


Já Confirmados:

Akua Naru; Anna B Savage; Ariel Pink; Benjamim; Benjamin Clementine; BLOCO: Tropkillaz, Karol Conka, Mahmundi; Bombino; Bully; Cachupa Psicadélica; Castello Branco; Chairlift; Da Chick; Demob Happy; Do Amor; Ducktails; Georgia; Glockenwise; Janeiro; LA Priest; Márcia; Nicolas Godin; Patrick Watson; Peaches; Petite Noir; Roots Manuva; Selma Uamusse; Seven Davis Jr; They’re Heading West e convidados; The Parrots; Titus Andronicus; Tó Trips; Villagers

O bilhete único para os dois dias do festival está à venda nos locais habituais a 45€, passando a 50€ nos dias do Festival.

Já disponível na App Store e Google Play está também a app do Vodafone Mexefest, onde os clientes Vodafone podem adquirir o bilhete único do festival com 5€ de desconto.

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segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Cellos Rock regressa a Barcelos em novembro

Cellos Rock 2014 © Lino Silva
Depois de em 2014 se ter mudado para uma nova casa, apresentando um line-up 100% nacional e dois dias do festival completamente esgotados, o Cellos Rock já tem marcadas as datas para a edição de 2015 contando para já com Gala Drop e Filho da Mãe e Ricardo Martins, que se juntam agora aos já confirmados The Glockenwise.

Agora, de regresso ao auditório do Círculo Católico de Operário de Barcelos (CCOB), espaço que acolheu a primeira edição, o festival mais antigo de Barcelos, invadirá a sala no fim-de-semana de 20 e 21 de novembro com o melhor da nova música portuguesa.

O preço dos bilhetes, assim como a data e locais de venda, serão revelados em breve. Mais nomes serão anunciados nos próximos dias.




O festival Cellos Rock é uma organização da Associação Rock Na Barragem, com apoio da Câmara Municipal de Barcelos e da Casa da Juventude, e produção da promotora covilhete na mão. A curadoria artística está pelo quarto ano consecutivo a cargo de Ilídio Marques, jornalista e promotor cultural natural de Barcelos. A conceção gráfica está, também pelo quarto ano consecutivo, a cargo do ilustrador local Bruno Albuquerque.


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Bombino junta-se ao cartaz do Vodafone Mexefest


Na semana passada foram adicionados mais 3 projectos musicais à edição de 2015 do Vodafone Mexefest. Foram eles Bombino, Glockenwise e Demob Happy.

Bombino vem a Lisboa em função da sua World Tour, onde apresentará o futuro novo álbum. Nascido numa comunidade Tuaregue, tem no espírito nómada muita da inspiração para a sua música. Com dois discos internacionalmente reconhecidos, Agadez e Nomad, este último gravado e produzido por Dan Auerbach dos The Black Keys no seu estúdio de Nashville, Bombino é um virtuoso e distinto guitarrista e vocalista, vibrante de estilo e capaz de harmonizar os sons de África com os clássicos do rock‘n’rol de nomes como Jimi Hendrix


Os portugueses Glockenweise vão editar terceiro disco de originais, Heat, e sem medo de arriscar com os seus riffs puros e diretos de guitarra, numa música sem pretensiosismos ou vaidades. 



Também de rock se faz a música do quarteto de Brighton, Demob Happy. Formados por Matthew Marcantonio no baixo e voz, Thomas Armstrong na bateria e pelos guitarristas Matthew Renforth e Adam Godfrey, existem desde 2008, mas só agora se estreiam com o explosivo Dream Soda. Um dos discos rock do ano, que nos remete para as sonoridades de nomes como os Nirvana ou os Queen Of The Stone Age.


Já Confirmados:
Akua Naru; Anna B Savage; Ariel Pink; Benjamim; Benjamin Clementine; BLOCO: Tropkillaz, Karol Conka, Mahmundi; Bombino; Bully; Castello Branco; Chairlift; Da Chick; Demob Happy; Do Amor; Ducktails; Georgia; Glockenwise; LA Priest; Márcia; Patrick Watson; Peaches; Petite Noir; Selma Uamusse; Seven Davis Jr; They’re Heading West e convidados; The Parrots; Titus Andronicus; Tó Trips; Villagers

O bilhete único para os dois dias do festival está à venda nos locais habituais a 45€, passando a 50€ nos dias do Festival.

Já disponível na App Store e Google Play está também a app do Vodafone Mexefest, onde os clientes Vodafone podem adquirir o bilhete único do festival com 5€ de desconto.

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domingo, 18 de outubro de 2015

Cave Story em entrevista "Queremos lançar alguma coisa ainda este ano"


Durante o Indie Music Fest tivemos a oportunidade de conversar com Gonçalo Formiga, Pedro Zina e Ricardo Mendes, mais conhecidos como Cave Story
Os Cave Story estarão presentes no Jameson Urban Routes onde também estarão nomes como El Guincho (DJ Set), Andy StottLa FemmeSuuns & Jerusalem In My Heart...

Threshold Magazine(TM) - O que é que vocês acham do Indie Music Fest?

Pedro Zina(PZ) - É a nossa primeira vez aqui. Estamos a conhecer e até agora estamos satisfeitos.

TM - Nunca tinham ouvido falar antes ou...

Gonçalo Formiga (GF) - Sim, já tinhamos ouvido falar.

TM - Mas nunca tiveram curiosidade em aparecer cá?

PZ - Não, também somos de um bocadinho longe, mas quem sabe numa próxima edição.

TM - E tendo em conta o público que já está cá no campismo, como é que é acham que vai ser o concerto hoje?

PZ - Parece-me que vai correr bem. Ainda não estivemos muitos atentos aqui ao ambiente.

Ricardo Mendes (RM) - Fizemos só o soundcheck e correu bem.

PZ - Está tudo em ordem, o palco é fixe, o ambiente é fixe. Tudo indica que vai ser um bom concerto.

TM - O vosso nome é baseado no jogo Cave Story. Têm mais alguma influência do jogo além do nome? Porque é que escolheram o nome desse jogo?

PZ - Era um jogo que nos estávamos a jogar na altura em que formamos a banda. Pá, nomes é sempre aquela cena.

GF - Podes fazer as relações que entenderes. Na nossa cabeça fazemos as relações que entendemos. Mas no geral foi só “o nome é giro” e gostamos do jogo por isso vamos usar. Por acaso até tivemos o approval do criador.

TM - Vocês sentem algum tipo de apoio por parte da vossa cidade, das Caldas, ou acham que há completamente falta de apoio à arte, a música em específico?

GF - Da música em específico, como assim? Das instituições, tipo da Câmara ou assim?

TM - Sim da própria câmara em ceder espaços para concertos e assim, quando estavam a começar.

GF - Não, nós tocámos muito nas Caldas mesmo assim. Nem nos podemos queixar. Aí não tem tanto a ver com a Câmara. Acho que há muitas pessoas com boas intenções, mas a questão é saber se as pessoas sabem o que fazer ou não. E acho que é isso que acontece nas Caldas, as pessoas têm boas intenções no geral, parece-me, mas às vezes não sabem exactamente como fazer as coisas. É preciso mais experiência. Mas depois ao mesmo tempo há sempre grupos e associações que se mexem, que fazem as coisas acontecer da maneira certa.

TM - Então acham que tiveram sorte no local onde começaram?

GF - Sorte e não só. Nós fazemos parte dessas associações e já criámos sítios para ter concertos, já promovemos concertos, já fizemos essas cenas. Há sempre alguém que primeiro faz a cena mas depois tu podes criar a tua própria coisa desde que haja 10 a 20 pessoas a querer ir ver.

PZ - Se queres que as coisas corram bem és tu que tens de fazê-las acontecer.

TM - Como é que vocês se conheceram?

PZ - Eles os dois andaram juntos na natação, já quando eram putos, para aí desde os 4 anos. E eu supostamente também andava mas não os conheci nessa altura. E então começamos para aí em 2012, conheci estes marmanjos em 2012 e passado um bocado começamos a tocar os três.

TM - Por alguma razão em específico, assim para algum evento ou juntaram-se, “olha vamos”…?

GF - Queríamos ter uma banda e achamos que éramos as pessoas indicadas para ter uma banda.

TM - Sentiram logo uma certa química?

GF - Sim, sim.

TM - Então agora falando  um bocado do vosso EP, Spider Tracks, que influências é que tiveram na sua  criação?

PZ - O nosso ep  foi uma espécie de  coletânea que  tínhamos vindo a criar ao longo de algum tempo, de alguns meses.  Foi mais um processo de seleção de músicas que na nossa ótica ganhou uma coerência engraçada no final. Juntando música a música ficou ali algo com significado.

TM - E quanto a influências?

GF - Tudo o que nos ouvimos e gostamos  vai influenciar na criação dos nossos sons, das nossas texturas,  para as cenas que queremos dizer de alguma forma  há sempre muita coisa. É claro que há coisas o que gostamos mais do que outras mas não dá mesmo para dizer “É tal e qual  aquela cena mas com outras letras”.

TM - Não  sentiram do tipo "vamos fazer parecido com aqueles tipos porquê eles se exprimem da maneira que eu quero, então, vou fazer uma coisa semelhante”.

RM - Fazes isso mas de maneira não consciente. Fazes isso com muitas delas com cenas tipo estilos.

GF - A música é assim que acontece, ninguém faz de outra maneira. Há pessoas que tentam quebrar completamente todos os cânones das coisas, inclusive a mutação musical que vem desde os gregos, há pessoas que tentam cortar com isso. Há imensos exemplos, tipo avant-garde norte americano, e há pessoas que ainda hoje tentam atingir essas coisas. Nós não, nós fazemos música pop, música rock, música que está nessa onda e que tem estas e aquelas influências e tudo aquilo que nós pudermos eventualmente ouvir e que nos influencie.

TM - Qual foi a maior dificuldade que tiveram na criação do EP?

GF - Juntar dinheiro para comprar o material e depois aprender a mexer nele. Não foi bem uma dificuldade, foi mais um desafio.

TM - O que gostaram mais na criação do vosso trabalho?

PZ - Tudo, gravá-lo, produzi-lo.

GF - Sentires que estás a criar uma coisa que mexes num botão e que aquilo muda para uma coisa que podes gostar mais ou menos e podes moldar.

TM - Estão a preparar alguma coisa nova de que possam já falar?

PZ - Temos estado a tocar, fazer músicas novas. Queremos lançar alguma coisa ainda este ano mas um álbum só para o ano que vem.

TM - Quando começaram a tocar esperavam alcançar algum sucesso como o que têm agora?

GF - Não queríamos sucesso por sucesso, queríamos tocar e para isso precisas de sucesso. As pessoas quererem saber da tua música e sentir que as pessoas gostam da tua música sem seres só tu, também é bom.  

TM - Em que festival ou sala gostariam de tocar?

PZ - Aqui.

TM - Algum festival maior, por exemplo Nos Primavera Sound ou Vodafone Paredes de Coura?

PZ - Pode ser Primavera e Paredes, já que não fomos.

TM - Onde gostaram mais de tocar?

PZ - Gostamos em Barcelos, por exemplo, no Barreiro, no Montijo, em Monção… Sei lá, muitos sítios.

TM - Em que zona do país são melhor recebidos?

PZ - Não dá para definir, cada espaço é um espaço.

GF - Em Lisboa costuma estar mais cheio.

TM - O que têm ouvido nas últimas semanas?

PZ - Eu tenho ouvido The Fall.

GF - Eu tenho ouvido…não sei…o que é que tens ouvido?

RM - O que eu tenho ouvido não posso dizer senão eles ficam envergonhados.(risos) Tenho ouvido, por exemplo, Total Control e também Bad Bad Not Good.

TM- É tudo. Obrigado!

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