sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Ciclo Pássaro encerra este sábado com Emmy Curl



Depois do regresso em outubro com as canções de JP Simões a tomarem conta do Museu da Vila Velha e com Weyes Blood e Sean Nicholas Savage no mês seguinte, o ciclo de música Pássaro encerra o seu primeiro ano de atividade com um concerto de Emmy Curl, no Museu de Numismática e Arqueologia de Vila Real.

O projeto dream pop de Catarina Miranda, ou Emmy Curl, como é conhecida no mundo artístico, já vem desde 2010, altura em que "Seafire And It's Waltz" apareceu na compilação dos Novos Talentos FNAC de 2010. Nesse mesmo ano foi editado seu EP de estreia, Birds Among The Lines, pela mão da Optimus Discos. A cantora e compositora natural de Vila Real editou também em 2012 um novo EP, Origins, mas só em 2015 é que se chegou o seu primeira longa-duração, Navia, apelando uma vez mais à nuvem transcendente e etérea do dream pop, soprada pela voz suave, pelos back vocals submersos em reverb e pelas melodias flutuantes da sua guitarra. As letras espelham sentimentos pessoais, relações humanas e amor, ora real, ora sonhado.


Bilhetes à venda na loja Traga Mundos e Museu de Numismática e Arqueologia de Vila Real. 

+

Reportagem: Aldeia - 10ª aniversário Lovers & Lollypops [Antiga Casa Moura, Porto]


Ás 14h00 horas deste último sábado na “Antiga Casa Moura” na Rua de Monchique, no Porto a editora e promotora Lovers & Lollypops decidiu abrir as portas à “Aldeia” para assinalar e comemorar o seu 10º aniversário, com concertos de duração até ás 6:00 da manhã do dia seguinte. A Lovers incentivou a deslocação até ao espaço por autocarro ou através de Uber e garantiu bons espaços onde comer e beber ao longo do evento. 

Pela primeira vez a maior parte dos artistas representados pela Lovers tocou no mesmo evento. Por volta das 14h45, fomos abalados por um conjunto de factores que nos fazia interiorizar cada vez mais este 10º aniversário, o espaço em ruínas, rústico e natural, a sonoridade de Medeiros/Lucas como primeiro concerto e iluminação com cores fortes e vibrantes nos palcos, criaram um ambiente descontraído e muito envolvente para este início de tarde que, citando a promotora, “tornam o regresso à civilização desnecessário”


Dreamweapon
Depois dos concertos de Jorge Coelho e Duquesa, já a meio da tarde, o ambiente começou a ganhar um pouco mais de irreverência através da sonoridade característica de Plus Ultra, que tocou a partir das 17h, seguindo-se pelos Dreamweapon que trouxeram um pouco mais de densidade e estrutura musical por volta das 17h45. Infelizmente, devido ao mau estar de Ana Miró, vocalista de Sequin, a sua performance vocal não esteve no seu maior auge, continuando na mesma com as batidas rítmicas eletrônicas usuais do dueto. Ás 19h05, Equations, que há pouco tempo confirmaram a sua presença em conjunto com KILLIMANJARO e Black Mountain no festival Tremor nos Açores, em Março, demonstraram o seu potencial em palco com a sua boa disposiçãoo, interação com o público e bom som. 


Equations
Houve performances, entre as 20h45 e 21h30, dos indonésios Senyawa e Memória de Peixe e às 23h Glockenwise. Às 22h15, a noite contou com o grande concerto dos Black Bombaim, muito descontraído, um ambiente quase psicadélico e uma reação do público extremamente boa, ouvindo-se por entre os gritos de apoio de um dos espectadores “ é bom produto caralho, mandem-se!”. Seguindo os esperados KILLIMANJARO, às 23h45, que com a sua sonoridade característica e audaciosa, trouxeram muita energia ao público, cantos em uníssono, moche e crowdsurfing. Como último concerto, presenciamos ainda a junção do “trio maravilha” Jibóia + Filho da Mãe + Ricardo Martins, que através do talento musicail dos três portugueses envolveu todo o público numa das melhores performances da noite. 


Jibóia + Filho da Mãe + Ricardo Martins
A noite continuou ainda com DJ Lynce vs DJ Quesadilla e os franceses Acid Arab, que se prolongaram até ao final desta grande iniciativa para festejar o 10º aniversário da Lovers, que esteve ainda mais completa com o Merch muito acessível, desde crachás a 1€, t-shirts de 5 a 10€ e zines a 2,5€.

Aldeia - 10ª aniversário Lovers & Lollypops @ Antiga Casa Moura

Texto: Patrícia Ribeiro
Fotografia: João Monteiro

+

Luís Severo apresenta 'Cara D'Anjo' amanhã na ZDB

Depois de dois anos a escrever novas canções e a tocar pelo país inteiro, Luís Severo anunciou o lançamento do seu quarto longa duração, Cara d’Anjo, pela primeira vez sem o signo d'O Cão da Morte

Produzido pelo próprio, com o precioso auxílio de Filipe Sambado, este novo trabalho revela-nos a sua maturidade no ofício da canção e transparece a sua qualidade enquanto letrista e o seu charme na descrição do amor no espaço urbano e suburbano. 



E é já este sábado, às 18h, que Luís Severo vem mostrar o seu Cara d’Anjo à Galeria Zé dos Bois, sendo acompanhado por Alexandre Rendeiro na guitarra e coros, Bernardo Álvares no baixo e contrabaixo e Diogo Rodrigues na bateria. A primeira parte do concerto ficará a cargo de Calcutá, projeto folk de Teresa Castro, membro dos Mighty Sands (ex-Los Black Jews).



Os bilhetes custam 5€, sendo a entrada gratuita para sócios, e estão disponíveis na Tabacaria Martins e ZDB. 

+

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Sobre o concerto dos Beach House no Sá da Bandeira...


Eu já ando nestas andanças de zines há alguns anos — 4 anos, para ser preciso. Durante esses 4 anos, fui agraciado com grandes oportunidades na minha carreira de redactor/fotógrafo/videógrafo ao serviço de várias zines. Porém, como é natural, já levei as minhas negas. Algumas vezes fiquei à porta deste ou daquele concerto. E quando isso acontece, por vezes vou, por vezes não vou — uma coisa é compromisso profissional, outra é o gosto pessoal VS tempo VS dinheiro. Quando levo uma nega a uma credencial para um concerto, não tenho por norma escrever nenhum artigo sobre o mesmo. Acredito que a credencial de imprensa é uma moeda de troca justa pelo meu trabalho e pelo tempo que demorarei criar e a aprimorar os conteúdos para apresentar, além da acrescida responsabilidade que tenho de, de facto, apresentar alguma coisa. 

Portanto, quando não há credencial, essa responsabilidade passa para quem foi acreditado. 

Uma das minhas negas mais recentes foi para o concerto dos Beach House, no Teatro Sá da Bandeira, um concerto para o qual já tinha bilhete comprado desde outubro, ao qual assisti na qualidade de mero espectador. Normalmente, eu nunca escreveria um artigo sobre qualquer concerto que fosse sem credencial. Mas algo se passou no Sá da Bandeira que merece ser partilhado, algo acima da música que preencheu aquela carismática sala durante cerca de 3 horas. 

No dia 13 do mês passado, toda a gente viu o que aconteceu no Bataclan, em Paris. Naquele momento, toda a gente que vai a concertos regularmente — incluindo eu — se arrepiou de medo, ao pensar que aquele momento surrealista se poderia tornar real para si, eventualmente. Não acrescentaremos nada a tudo aquilo que já foi dito e sendo a Threshold Magazine é uma revista de música, ficamos felizes pelo facto dos Eagles of Death Metal terem encontrado dentro de si forças para voltarem aos palcos e até à cidade onde a tragédia aconteceu. 


Mas recuemos até ao dia 24 de novembro e ao Teatro Sá da Bandeira, até ao momento em que Dustin Wong — esse virtuoso da guitarra — já tinha acabado o seu set há alguns minutos e em que toda a plateia aguardava de luzes acesas a entrada dos Beach House em palco. 

Do nada, toda a gente ouve um estouro que dura não mais do que um segundo. Toda a gente deixa de respirar durante um segundo. O que foi isto? Uma coluna mal conectada deu um estouro, nada mais. Mas este som, este momento de dúvida causou o pânico durante um segundo. Toda a gente olhou em volta, toda a gente duvidou de toda a gente e, passado o pânico, toda a gente se riu da situação. Porém, toda a gente começou a falar do episódio do Bataclan pensando, por um segundo, que o pior se tinha dirigido para cá, que algum terrorista se tinha aproveitado de um concerto de casa cheia em dia de jogo de futebol para repetir os acontecimentos do negro dia 13 de novembro de Paris. 

Jogos de geopolítica internacional à parte, a verdade é que cá pelo nosso país, nada de grave aconteceu naquela noite de novembro no Sá da Bandeira além de um magnífico concerto dos Beach House. Tudo aquilo que eu esperava da dupla de Baltimore que apesar de ser uma das bandas que mais visitou o nosso país nos últimos anos, esta foi a primeira vez que tive a oportunidade de os ver ao vivo.

Tirei algumas fotos em 35mm do concerto que dariam alguma substância a esta crónica, mas ainda não revelei o rolo. Mas esta crónica não é sobre o concerto, é sobre as pessoas e a sua relação com a música.

Nada de trágico aconteceu naquela noite. Mas nós, os fãs da música, ficámos traumatizados. Eu próprio confesso aqui o receio que senti naquele breve e asfixiante segundo. Depois desse segundo, ri-me e continuei a desfrutar do concerto. Mas a verdade é que não esqueço o que senti. Aliás, duvido que qualquer pessoa que tenha estado no Sá da Bandeira naquela noite de novembro tenha esquecido o que sentiu. É precisamente contra esse sentimento que temos que lutar com todas as nossas forças para o abolir das nossas mentes. Só assim poderemos viver a nossa vida livremente, sem medo. 

Não há uma solução fácil para todos os problemas do mundo, mas enquanto estes perduram, nós — cidadãos normais — podemos apenas viver as nossas vidas, praticar o bem e esperar pelo melhor. E acima de tudo, viver sem medo. Mais grave que ter medo, é não saber quem/o que temer. Se deixamos o medo tomar conta de nós, das nossas vidas, então para que serve a nossa vida? Simplesmente para termos medo de algo/alguém?

+

Foals no NOS Alive 2016


Os Foals foram hoje confirmados para o festival Nos Alive. A banda britânica regressa ao nosso país para apresentar o mais recente disco What Went Down no palco principal do Passeio Marítimo de Algés no dia 8 de Julho, juntando-se assim ao já confirmado Father John Misty.


+

Octa Push com novo álbum em 2016


Os Octa Push vão lançar mais um novo álbum de estúdio em 2016, sucedendo a Oito, álbum editado em 2013 pela inglesa Senseless Records. "Barbara" é o primeiro single do novo trabalho e conta com a participação de Cátia Sá, Ary, Alex Terrakota e Pedro Coquenão (Batida). Este novo tema parte do poema "Endechas à Bárbara Escrava", de Luís Vaz de Camões, prestando homenagem às ligações entre Portugal e os PALOP.



  A dupla composta pelos irmãos Bruno e Leonardo Guichon contam, no novo disco, com a participação de músicos de diversas gerações e que fazem a ligação entre Portugal e os PALOP, nomeadamente, Tó Trips (Dead Combo), Maria João Grancha, Batida, Cátia Sá, José Braima Galissá, Alex Terrakota, Ary ou Cachupa Psicadélica, havendo também lugar para uma versão autorizada de um tema de Zeca Afonso

Dia 18 de Dezembro dão um concerto no Pequeno Auditório do CCB, onde irão apresentar temas do novo trabalho de originais e onde terão, em palco, alguns convidados como Tó Trips (Dead Combo), Cátia Sá, Alex Klimovitsky e Ary.

Bilhetes: 
13,50€ (laterais), 11,00€ (laterais), 25% para menores de 25 anos e maiores de 65 (2ª plateia e balcões), 20% para grupos de 10 a 50 pessoas, 5% para titulares de cartão Fnac, 5€ para profissionais ou estudantes da área do espectáculo.

+

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Pixies no Nos alive 2016



Os Pixies são a mais recente confirmação do festival Nos Alive. A banda de Blank Francis regressa a Portugal depois de ter atuado no Nos Primavera Sound em 2014, altura em que apresentava o mais recente disco Indie Cindy. Os Pixies atuam dia 7 de Julho no palco Nos.





+

Jamie XX e Mac DeMarco confirmados no Super Bock Super Bock


O britânico Jamie Smith, conhecido no mundo da música como Jamie XX, membro dos The XX, e o canadiano Mac DeMarco, a sensação indie que ainda este ano passou pelo NOS Primavera Sound, são os dois novos nomes a serem adicionados ao cartaz do Super Bock Super Rock, o qual já conta com The National e Kurt Vile. O produtor britânico que este ano editou o tão aclamado pela crítica In Colour vai atuar dia 14 de julho no Palco EDP, enquanto que o canadiano vai atuar no dia 15 de julho também no mesmo palco.

+

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Cassete de Marshstepper ao vivo no Laboratório das Artes editada pela Revolve


Na passada sexta-feira dia 4 de abril a Revolve, editora vimaranense, editou a cassete dos Marshstepper ao vivo no Laboratório das Artes, o concerto que aconteceu há pouco mais de um ano em Guimarães com o Alex "Dirty Beaches" a abrir.

A cassete da performance no Laboratório das Artes, a 15 de novembro de 2014, tem uma duração de 26 minutos e pode ser comprada por um valor de 6€, aqui. Esta retrata assim uma experiência multi-linguística de noise e eletrónica da banda norte-americana. Pela sua natureza, é uma mutilação de um espectáculo visual, sonoro e performativo maior do que todos os formatos de música da natureza artística da Ascetic House, a que Revolve acrescenta mais uma frequência.

O resultado em preview pode ser escutado abaixo.



+

Silent Runners juntam-se ao cartaz do Entremuralhas 2016


Os holandeses Silent Runners, quinteto formado por Jan Meulendijks, Joep Gerrits, Stanley Op’t Root, Frank Smolenaers e por Dolf Smolenaers, o seu carismático e irrequieto vocalista, cujo timbre, confere identidade à banda são o terceiro nome a juntar-se ao cartaz do Entremuralhas 2016. A banda que tem apenas um EP homónimo na discografia, trará assim ao público pelo menos os seis temas que o compõem e que contam com Ryan Morey (Arcade Fire, Patrick Watson) na masterização.

A sétima edição do Festival Entremuralhas decorre de 25 a 27 de agosto de 2016. Ainda não é conhecido o alinhamento das bandas por dia.

Já confirmados:
Silent Runners, Frustration, IANVA


+

Reportagem: Craft Spells + Toulouse [Hard Club - Porto]


Na passada sexta-feira, 4 de dezembro de 2015, os norte-americanos Craft Spells aterraram pela primeira vez em território nacional para um concerto único que teve lugar no Hard Club com abertura dos vimaranenses Toulouse, em mais um evento cunhado pela Muzik Is My Oyster. Com início marcado e cumprido para as 22h00 a sala dois do Hard Club esperava assim, numa noite fria, uma sala bastante quente onde aproximadamente uma centena de pessoas se ia desinibindo numa noite com o dream pop a impôr território.

Toulouse


A entrar no palco a horas certas, os Toulouse apresentaram o primeiro concerto com nova formação e, em formato quarteto, abriram a noite numa introdução aos novos singles que estarão presentes no primeiro longa-duração de estúdio ainda sem data de lançamento divulgada. Numa setlist composta por oito canções, os Toulouse começaram a ouvir os primeiros aplausos, a sério, no já hit de carreira, "Tero!", embora a bateria ainda soasse numa sonoridade muito seca. Mas estava aqui o ponto de partida para um concerto que sofreria uma evolução bastante positiva no geral. Após uma música, ainda com alguma contenção a nível instrumental, foi em "Betarie" que os Toulouse mostraram que o hype que tem vindo de encontro ao seu nome faz algum sentido. Em mais um single inédito a banda mostrou uma coordenação musical muito bem elaborada, enquanto o baixista gadelhudo apresentava, timidamente, mais algumas curiosidades sobre a banda, introduzindo igualmente um novo elemento na composição, o teclista/guitarrista cujo nome não apontei. Em suma, e numa despedida com "Ghyll", o quarteto de Guimarães mostrou um concerto que deixou os espetadores bastante satisfeitos e com expectativas bastante altas face ao novo trabalho. É esperar para ouvir.








Craft Spells



A marcar a estreia em Portugal para o último concerto da atual tour europeia de Nausea, os norte-americanos Craft Spells mantiveram o alinhamento esperado da noite e abriram o palco por volta das 23h00. O quinteto abriu o concerto com o single "From The Morning Heat", retirado da estreia Idle Labor, álbum datado de 2011. Já a preparar o público, pouco numeroso, o quinteto começou a apresentação do seu segundo trabalho de estúdio, Nausea, com "Komorebi", "Twirl" e "Dwindle", respetivamente. O público começava assim então a ficar menos inibido e lentamente começavam a dar os primeiros passos de dança, num concerto onde o surf-rock, dream pop e lo-fi marcavam os ritmos.








De volta a Idle LaborJustin Paul e companhia apresentavam agora os primeiros acordes de "Party Talk" que despertaram, automaticamente no público, um sorriso na cara e a coragem para responderem de volta aos apelos de conversa do vocalista baixinho de meias brancas. Mas o que iria surpreender, neste concerto de despedida de tour europeia, era uma espécie de "Craft Spells a tocar Smiths" e "The Fog Roses High" a servir como pano de fundo. A despedida estava a aproximar-se e sem rodeios, Justin anunciou que a banda iria tocar mais duas músicas apenas, e que depois era aquela fase do público aplaudir por um encore, mas que essa fase não ia acontecer e seriam ouvidas apenas mais duas canções.

Para a despedida ficou um dos grandes singles que os Craft Spells editaram nos últimos anos de carreira, "Scandinavian Crush", que deixou todo o público presente a levar-se pelo ritmo da música e a dançar em aquecimento para "You Should Close The Door". Um concerto extremamente bem conseguido e uma surpresa muito bem recebida por todos os presentes. A fechar, a promessa de Justin Paul e banda voltarem em breve a Portugal. Num NOS Primavera Sound? Talvez, sim, talvez não. 

A Muzik Is My Oyster provou mais uma vez a excelente qualidade dos concertos que tem organizado no último ano, e trouxe mais um dos concertos de 2015 a reservar com carinho na lista dos mais fofos do ano.







Texto: Sónia Felizardo
Fotografia: Martinho Mota

+

The Japanese Girl apresentam novo álbum no Armazém do Chá a 11 de Dezembro


Os The Japanese Girl vão passar pelo Armazém do Chá a 11 de Dezembro para apresentarem o seu mais recente trabalho de estúdio Sonic-Shaped Life, um dos melhores álbuns de psych rock editados este ano no nosso país. O concerto começa às 23h30 e tem o custo de 3,5€ com oferta de 1 bebida de pressão. Recordemos então Sonic-Shaped Life.

+

domingo, 6 de dezembro de 2015

Reportagem: Os Mutantes + O Gringo Sou Eu [Hard Club - Porto]


No dia 1 de Dezembro fomos ao Hard Club, no Porto, para ver o regresso dos grandes Mutantes, banda emblemática do movimento Tropicalista que dominou a música popular brasileira no final dos anos 60 e uma das mais importantes bandas da música psicadélica brasileira e internacional.

A noite começou com a divertida atuação de Frankão, também conhecido por O Gringo Sou Eu, que nos trouxe os ritmos brasileiros do samba e sertanejo fundidos com o hip hop de intervenção, mas com muito humor, com Frankão a dirigir-se para o meio do público, cantando e interagindo com os que o rodeavam dançando.



Depois de uma boa primeira parte, era a vez dos tão aguardados Mutantes. A banda outrora composta por Arnaldo Baptista, Rita Lee e Sérgio Dias, conta agora apenas com o último na sua formação, fazendo-se este acompanhar por outros membros. Sérgio Dias, agora bem mais velho e com a voz bastante rouca, mantém-se exímio na guitarra e é capaz de solos maravilhosos e de som muito caraterístico, como confirmado em “Jardim Elétrico”, o lado mais progressivo da banda do álbum com o mesmo nome. “A Minha Menina” foi anunciada como um tema muito velho e, de facto, é, mas o público dançou, cantou e pulou ao som daquela que é, provavelmente, a música mais marcante da Tropicália. A banda brasileira tocou mais alguns clássicos como “Bat Macumba” e “Le Premier Bounher Du Jour”, passando também por “Balada do Louco”, um dos momentos mais bonitos deste concerto, com o público a cantar em uníssono levando os braços ao peito ao som desta bela balada. Já próximo do fim do concerto, mais um clássico, desta feita para “Ando Meio Desligado”, com direito a mais um belíssimo solo de Sérgio Dias.

Com a partida da banda, o público pedia mais e entoava-se o refrão de “Panis et Circenses”. Regressados ao palco para o encore, Sérgio Dias, que fazia nessa mesma noite 65 anos, foi recebido com uns parabéns cantados pelo público, que em troca recebeu uma inesperada cover da mítica “Sunshine of Your Love”, dos Cream, seguida da tão desejada “Panis et Circense”, faixa de abertura do incrível álbum homónimo de 1968. Como se isto não chegasse, a banda regressou para um segundo encore, onde tocou a famosa “Baby”, com o público a cantar alto e bom som as rimas caricatas de Rita Lee, que tão bem conheciam. 

É certo que os Mutantes já não são os mesmos, que a vivacidade de Rita Lee já não lá está e que Sérgio Dias está cada vez mais velho e sem energia, mas o concerto conseguiu ser surpreendentemente competente e divertido para um público que, apesar de saudosista, era essencialmente jovem e que certamente saiu do Hard Club bastante satisfeito.

Os Mutantes + O Gringo Sou Eu @ Hard Club

Texto: Filipe Costa
Fotografia: Ana Carvalho dos Santos

+

Esta semana é a Single Week 4 da Gentle Records


Em 2012, na cidade do Porto, a Gentle Records apresentava-se como uma nova editora com um lema em jeito de promessa, talvez ameaça: “vamos tomar conta dos vossos ouvidos com os nossos discos”. Tudo isto, claro, com muita gentileza, que se traduz no facto de os seus lançamentos, digitais, serem tendencialmente gratuitos.

A editora tem vindo a alargar lentamente o seu núcleo de artistas e já conta com 37 títulos no seu catálogo, sendo Cara d’Anjo, o novo disco de Luís Severo, o mais recente. A Gentle é ainda a casa de artistas como Coelho Radioactivo, Flamingos, Moxila e Tomba Lobos, entre outros.

Depois de três edições, podemos dizer que esta é já uma tradição da Gentle, que anuncia agora a sua quarta SINGLES WEEK – uma semana especial durante a qual é editado um single por dia, de vários artistas da editora ou de convidados. Vai acontecer entre os próximos dias 7 e 13 de Dezembro, de acordo com o seguinte calendário:

07/12 – Flamingos
08/12 – Izzy Bunny
09/12 – Tomba Lobos
10/12 – João Nada
11/12 – Filipe Sambado + Vaiapraia
12/12 – Nicolau
13/12 – Luís Severo

+

Há Sarau de Natal da Pataca Discos no dia 11 de Dezembro


No próximo dia 11 de Dezembro, pelas 22h, no Ateneu da Madre Deus, em Lisboa, irá decorrer o Sarau de Natal Pataca Discos. Podem contar com atuações de vários projetos representados pela editora como Benjamim, Tape Junk, Bruno Pernadas, Real Combo Lisbonense, Julie and The Carjackers e You Can't Win, Charlie Brown.


Haverá também animação musical extra a cargo de Quem És Tu, Laura Santos?, Top Off The Flops e Rui Toscano.

Os bilhetes custam 10€ (bilhete simples) e 15€ (entrada + compra de 1 cd).

+

Humanoid, Marvin e Fuzzil tocam amanhã n'O Meu Mercebes Bar


Amanhã há festa n'O Meu Mercebes Bar com Humanoid, Marvin e Fuzzil. As jovens bandas do género fuzz e stoner colidem com um grande concerto onde vão apresentar o seu mais recente material discográfico. O Meu Mercebes Bar localiza-se na baixa do porto, mais concretamente na Rua Lada 30, 4050-328. A entrada tem um valor de 3 euros, com abertura das portas por volta das 22h30.




+