sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Lovers & Lollypops: calendário de concertos março/abril


A Lovers & Lollypops volta à carga no próximo ano, entre março e abril, aos concertos tendo anunciado esta semana a vinda dos nova-iorquinos A Place To Bury Strangers, dos californianos Meatbodies e ainda a estreia dos Black Mountain em Portugal - após o anúncio da sua presença na próxima edição do festival açoriano TREMOR.

------------  março  ------------

Com um carreira a merecer ovações de sectores diferentes, desde os aficionados do riff até aos viciados em canções, os Black Mountain são o nome seminal do rock cósmico e de puxar ao headbang que faltava tocar em Portugal, estreando-se assim no Porto a 26 de março no Hard Club, Porto. Os bilhetes para o concerto dos autores de In the Future já se encontram à venda e custam 18€ antecipadamente. À porta, os preços por ingresso fixam-se nos 20€.


Os A Place To Bury Strangers têm concerto marcado a 29 de março no Maus Hábitos, com os bilhetes disponíveis a 10€. 



 ------------ abril ------------

Por fim, californianos Meatbodies, mais um dos frequentes terramotos que assolam a zona da Califórnia, são dos mais enérgicos grupos que se podem ver em concerto. A banda encerra a vaga de confirmações, desta semana, a 20 de abril, atuando no Maus Hábitos, Porto com entradas disponíveis a 8€.


De recordar que as três bandas actuam no Musicbox, em Lisboa, nos dias 28 de março, 30 de março e 21 de abril, respectivamente.


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Lebanon Hanover regressam a Portugal em maio


Os Lebanon Hanover, dupla que une a alemã Larissa Iceglass ao norte-americano William Maybelline, estão de regresso a Portugal pata dois concertos depois de se terem estreado em 2013 no Festival Entremuralhas. A banda estreia-se agora em Lisboa e no Porto a 6 e 7 de maio de 2016, respetivamente e trará na bagagem o seu mais recente disco Besides The Abyss, editado em fevereiro do presente ano.

O primeiro concerto terá lugar na Caixa Económica Operária, em Lisboa pelas mãos da produtora A Comissão, enquanto que no Porto tocarão no Hard Club, pela assinatura da já conceituada Muzik Is My Oyster. Ainda não são conhecidos os preços para os concertos nem respetivas bandas de abertura.


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O Children e Agent Side Grinder de regresso a Portugal


Depois da passagem pelo Entremuralhas em 2014, os britânicos O Children regressam em 2016 a Portugal para dois concertos a terem lugar no Hard Club, Porto pelas mãos da promotora Muzik Is My Oyster a 11 de março, e na Caixa Económica Operária, em Lisboa a 12 de março. Nos mesmos dias far-se-ão acompanhar pelos suecos Agent Side Grinder, que se estrearam no presente ano em Portugal, também no Festival Entremuralhas. Ainda não são conhecidos os preços dos bilhetes para ambos os locais, mas informações deverão surgir brevemente.

Os O Children trarão na bagagem Apnea(2012) devendo ainda apresentar novos temas a contemplar um novo álbum, ainda sem data anunciada. Por sua vez os Agent Side Grinder voltarão a apresentar Alkimia, disco editado este ano, desta vez no Porto e em Lisboa.




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Tó Trips em entrevista: " Setúbal é uma cidade que precisa de jogar mais com a prata da casa "

fotografia:João Manuel Sousa Santos

Após o concerto de Tó Trips na edição de 2015 do Festival FUMO conversámos um pouco com o artista sobre o seu recente trabalho.

Threshold Magazine- Em relação a este álbum, criado na Bica, poderá dizer-se que é uma reflexão dos sons de Lisboa, uma visita por Lisboa sendo tu o guia turista?

Tó Trips(TT)- Começou tudo duma afinação, criado em casa, de partilhas que um gajo fez com outras pessoas em que ao descobrires umas coisas estás a descobrir outras, foi o caso disto, um projecto que nunca iria sozinho conseguir ou fazer.

TM- Isto leva-nos à questão: quais as diferenças entre o Tó Trips a solo e o Tó Trips em Dead Combo, quais são as diferenças que o público costuma ver ou reparar?

TT- Dead Combo é uma banda! Sou eu e o Pedro, não é? É uma outra identidade embora uma pessoa note aquilo que um gajo aprende e aí vêem-se as diferenças entre as duas “personalidades”.

TM- Este ano tens andado em tour, como é que o público te tem recebido?

TT- Epá…tem recebido bem, umas vezes toco com um arranjo de percussões, outra vezes  com um arranjo semelhante a este e têm-me recebido bem, de norte a sul, sim!

TM- Aqui em Setúbal tiveste um público completamente rendido, do início ao fim, que achas da cidade de Setúbal? Já estiveste cá com Dead Combo, foi um regresso. Voltavas?

TT- Já conheço esta cidade! Já toquei aqui imensas vezes, e acho que é uma cidade bonita, uma bela cidade, come-se bem, bebe-se bem, é fantástico! Às vezes, como à bocado estávamos a falar, dissemos que Setúbal é uma cidade que precisa de jogar mais com a “prata da casa”, uma cidade em que devia haver mais bandas que é o que me admira! A “prata da casa” por vezes é o que faz a diferença, uma cidade grande e com um bom Festival como este, que vai trazer bons nomes ainda. Também ao jantar, falei que já toquei com bandas daqui, uma mais hardcore e outra com Um Corpo Estranho, que são uma boa amostra do produto local.

TM- Assim como o Tio Rex, que já atuou “contigo”.

TT- Olha não sabia! Mas sim, também…

TM- Este ano, que tens ouvido mais? Qual é que achas que é o álbum deste ano tanto a nível nacional, como a nível internacional?

TT- Eu não sou gajo de escolher álbuns do ano mas o que tenho ouvido é o dos Keep Razor Sharp, acho uma banda assim boa portuguesa e com futuro. A nível internacional, deixa cá ver…há aquele gajo americano, que tocou no Lux, assim com umas malhas sujas…o gajo tem várias bandas…é da Califórnia…não me lembro do nome espera aí!

TM- Ty Segall?

TT- Exatamente! Eu curti da cena dele (FUZZ) mas epá não sou um gajo de dizer qual o álbum do ano porque ouço de tudo mesmo!

TM- Então é tudo. Boas Festas, obrigado!  

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Marching Church estreia-se em Portugal em fevereiro

Fotografia: Paul Phung
Marching Church o projeto a solo de Elias Bender Rønnenfelt, vocalista dos já icónicos Iceage vai estrear-se "a solo" em Portugal pelas mãos da Revolve, onde se fará acompanhar pela banda, que conta com membros de Lower e Puce Mary.

O artista e companhia apresentarão This World Is Not Enough, o disco de estreia que foi editado no presenta ano pela enigmática Sacred Bones. A banda estará assim presente em Portugal para dois concertos a terem lugar em Lisboa e no Porto. O concerto de estreia está agendado para o próximo dia 27 de fevereiro e terá lugar no Maus Hábitos, pelas 22h00. O concerto de Lisboa tem lugar no dia seguinte, a 28 de fevereiro, na Galeria Zé dos Bois. Ainda não foram revelados os preços dos bilhetes para o Porto. Os bilhetes de Lisboa terão um custo de 10€.


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quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

A Place to Bury Strangers regressam a Lisboa e Porto em março


A banda norte-americana A Place to Bury Strangers
vai regressar ao nosso país em março de 2016 depois da sua passagem pelo Reverence Valada em 2014.

O primeiro concerto acontece no Maus Hábitos a 29 de março, promovido pela Lovers & Lollypops, e tem o custo de 10€. O segundo concerto ocorre no dia seguinte, no Musicbox, Lisboa.

A banda de noise rock revestido por shoegaze vem apresentar o seu mais recente trabalho, Transfixations, editado este ano. 

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Bed Legs editam "Black Bottle" em Janeiro de 2016


Os Bed Legs nasceram em Braga em 2011 e são um quarteto formado por Tiago Calçada na guitarra, Hélder Azevedo no baixo, David Costa na bateria e Fernando Fernandes na voz. Caracterizam-se por uma sonoridade forte e energética, fruto de uma mescla musical que vai desde os anos 60 até aos dias de hoje, situada algures entre a reivindicação de um Blues musculado e o descomprometimento do Rock n Roll, 

Em Janeiro de 2014, lançam o seu primeiro Ep intitulado Not Bad e em 2015, gravaram o seu primeiro longa duração intitulado Black Bottle que vai ser lançado em Fevereiro 2016. "Vicious" é o primeiro single do álbum de estreia dos bracarenses.

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quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Bloc Party no Super Bock Super Rock 2016


Os Bloc Party são a nova confirmação do Super Bock Super Rock. A banda de Kele Okereke vai atuar no Parque das Nações no dia 15 de Julho para apresentar o seu próximo álbum HYMNS, a editar no dia 29 de Janeiro. Os  Bloc Party juntam-se assim ao já confirmado Mac Demarco e atuam no palco Super Bock.



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Pop Dell’Arte apresentam “Panoptical Days” no Sabotage Club a 18 de Dezembro


Os Pop Dell'Arte regressaram em 2015 para celebrarem o seu 30º aniversário com o espectáculo "Panoptical Days". O espectáculo cujo nome é inspirado no conceito de panóptico (Bentham, Foucault) e remete para uma reflexão sobre a liberdade, a vigilância e as relações de poder nas sociedades contemporâneas, marcadas pela hegemonia da comunicação, vai passar pelo Sabotage Clubna próxima sexta-feira, 18 de dezembro, depois da passagem pelo CCB dia 5 de Dezembro.


Neste espectáculo a banda passa em revista os seus 30 anos, mostrando também novos temas que farão parte do novo álbum a sair em 2016

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Phase regressam passados 14 anos para um concerto a 26 de Dezembro


Uma das bandas que marcou os anos 90 no movimento musical de Leiria está de volta. Falamos dos Phase, quarteto que regressa agora com a formação original - Luís Mendes, Ricardo Fiel, Filipe Rocha e Nuno Filipe - depois de uma década ocupada em projetos como Sean Riley & The Slowriders, David Fonseca, Born A Lion, The Allstar Project ou Dr. Majick. Os Phase fizeram Pop e Shoegaze como nunca se tinha ouvido por Portugal e depois de ”Dreams to Heaven” maquete de 1998, lançaram 52 minutes of Your Time em 2000, onde até a Rachel Goswell (Slowdive) marcou presença.

Foi numa noite em que todos se encontraram num bar, por mero acaso, que decidiram voltar ao estúdio. Neste regresso a banda decidiu pegar em temas que só tinham sido gravados em maquetes caseiras e dar-lhes nova vida. "State of Mind" é já o primeiro esboço dessa ideia. 


Não sabemos se vem aí uma nova fase dos Phase, mas sim que a banda vai atuar no Beat Club, Leiria,a 26 de Dezembro, numa espécie de “Omnichord dos Hospitais” (concerto no sábado entre o Natal e o Ano novo promovido pela Omnichord Records). No ano passado foram os Born A Lion e a apresentação dos Twin Transistors, este ano é o regresso dos Phase. O concerto começa às 00:30h e os Bilhetes custam 5€.

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Bons Sons regressa em 2016 de 12 a 15 de Agosto


O festival Bons Sons vai regressar em 2016 para celebrar o seu 10º aniversário. A aldeia de Cem Soldos vai voltar a encher-se de gente e música portuguesa em 2016, de 12 a 15 de Agosto, estando várias surpresas preparadas.

O passe de 4 dias já se encontram à venda por apenas 25€, sendo este um óptimo presente de Natal.

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terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Foto-Reportagem: Humanoid + Marvin [O Meu Mercedes Bar - Porto]


Na passada segunda-feira fomos até ao O Meu Mercebes Bar a ver os concertos de Humanoid e Marvin. As jovens bandas do género fuzz e stoner onde apresentaram o seu mais recente material discográfico. Vejam em baixo o registo fotográfico de João Monteiro.

Humanoid + Marvin @ O Meu Mercedes Bar

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The Soft Moon em entrevista: "Estávamos a tentar ir a Portugal há 5 anos"


No final de Agosto, uma semana após a sua atuação no festival Paredes de Coura, estivemos à conversa com Luis Vasquez, mentor do projeto The Soft Moon, no Nox Orae Festival, na Suíça.

Threshold Magazine (TM) – O concerto correu bem?

Soft Moon (SM) – Sim, estávamos todos demasiado embriagados, bebemos demasiado hoje.

TM – Mas foi muito bom na mesma. 

SM – Obrigado!

TM – Vocês tocaram em Portugal pela primeira vez, no festival Paredes de Coura. Como é que foi a experiência?

SM  Foi fantástico. Um dos melhores concertos da minha vida. Estávamos a tentar ir a Portugal há 5 anos e por alguma razão não estávamos a conseguir. Mas finalmente conseguimos e esperamos voltar.

TM  A sério?! Como é que foi a primeira interação com o nosso país?

SM – Os fãs foram fantásticos, assim como a comida. Foi um dia incrível. Estavamos cheios de energia em palco devido ao público que estava a puxar por nós.

TM – A vossa setlist é bastante eclética, sendo constituída pormmúsicas de todos os álbuns. Chegaram a considerar um concerto só com músicas do álbum novo ou acham que isso seria demasiado negro?

SM  Não tem a ver com o facto de ser muito negro ou profundo, mas sim com o facto de tocarmos músicas para os fãs que nos conhecem desde o início. Assim conseguimos tocar um bocado de cada álbum e agradamos todo o tipo de fãs. 

TM – Podemos considerar Deeper um álbum mais profundo e negro?

SM – Todos os trabalhos são profundos, difíceis de interpretar emocionalmente. Às vezes, até as músicas do primeiro álbum são mais difíceis de tocar do que as deste último. Isso depende de quanto tempo já passou desde que as músicas foram compostas. Quando toco o primeiro álbum ao vivo dói bastante porque foi algo a partir do qual cresci há 5 ou 6 anos atrás. É interessante olhar para o passado e tocar essas canções. Também no futuro Deeper será muito difícil de tocar, assim que for altura de seguir em frente e olhar para trás, para estas novas canções, também bastante pesadas e emocionais. Neste momento ainda não tive muito para pensar nessas canções que escrevi, ainda estou a viver dentro delas. Mas assim que o tempo passar vou crescer naturalmente como pessoa. 

TM – Ainda te sentes triste quando tocas as músicas mais antigas?

SM – Eu estou sempre triste. Eu não o mostro, tento ser feliz à superfície. É por isso que faço este tipo de música. 

TM – Então tocas este tipo de música para te exprimires?

SM – Eu escrevo este tipo de música porque quero ser feliz. Eu quero derrotar a tristeza. Eu não quero estar triste e nem estou a dizer “Oh, sou um gajo deprimido”. Eu faço músicas tristes porque quero superar esses sentimentos, estou farto de me sentir assim.

TM – Essas músicas antigas, ainda as sentes como se fossem tuas?

SM – Claro, elas vão ser sempre os meus “bebés” numa certa maneira. Estas canções são muito pessoais e representam mini-capítulos da minha vida, em que tento descrobrir-me e superar certos sentimentos. Serão sempre pessoais, não importa o tempo, até no futuro quando for um ciborgue. É por isso que escrevo tudo.

TM – Na penúltima vez que assisti a um concerto dos Soft Moon, vocês tocaram para um público pequeno. Há alguma diferença em tocar num grande festival como Paredes de Coura?

SM – Não há diferença para mim. Quando eu atuo, estou sempre a ir ao meu interior e a transformar-me. Não interessa, pode ser apenas para uma pessoa, pode ser para um grande festival. Eu não vejo nada disso, eu apenas entro nas canções. 

TM – Então não te importas como é o público?

SM – Claro que importo e consigo senti-lo. A maioria das vezes eu fecho os meus olhos e não preciso de olhar para a multidão, eu apenas sinto-a. Consigo sentir essa ligação 

TM – Quando ouves pessoas a cantar as tuas músicas, como é que te sentes?

SM – É um bom sentimento. Qualquer um que cante as minhas músicas, bastante honestas e profundas sobre a realidade e coisas assim, posso logo dizer que estamos ligados. 

TM – Estás num editora (Captured Tracks) muito marcada pela sonoridade dream pop de bandas como Mac DeMarco, Wild Nothing, Beach Fossils e DIIV. Como é que explicas que a tua sonoridade seja tão diferente dessas bandas?

SM – O Mac DeMarco está nesta editora há bastante tempo e ele é tem sido bastante popular recentemente. Também estou na editora há bastante tempo. Eu sempre me destaquei mas agora acho que me destaco mais, talvez não na melhor maneira. Eu gosto de me destacar e sentir como o outsider da editora. Eu pensei em juntar-me a editoras maiores no passado mas se te juntares a elas podes perder-te porque há tantas outras bandas. Na Captured Tracks nós somos relevantes mas também não somos os mais populares, mas isso não é algo que me preocupe. Permite-me ser diferente como sou na vida real. Se estivesse numa editora maior talvez não fosse tão diferente, nem sequer seriamos reconhecidos como o somos agora.

TM – Achas que no quarto álbum vais continuar com esta sonoridade mais negra ou vais regressar à tua sonoridade mais old school?

SM – Não faço ideia, não gosto de pensar no futuro nem no que vou escrever. Eu prefiro viver esta vida de momento e quando for altura de escrever o próximo álbum, os sentimentos que saírem estarão lá presentes. Pode ser mesmo qualquer coisa. 

TM – E consegues adiantar-nos algo desse novo álbum?

SM – Ainda é muito cedo para saber. Eu estou a escrever mas nada ainda de muito concreto. Estou sempre a escrever quando não estou em tour.

TM – Porque é que escolheste o nome The Soft Moon em vez de Luis Vasquez?

SM – Eu não sou um tipo de pessoa que mostre a sua personalidade ou o meu carater. Eu gosto de me expressar através de outro nome para mostrar o meu outro lado.

TM – Tendo em conta que os Soft Moon são considerados uma das bandas principais do post-punk moderno, achas que, de algum modo, o género sofrerá mudanças ou poderá cair em decadência?

SM – É uma questão interessante. Não sei bem. Eu acho que tudo entra em decadência e passa por ciclos diferentes. Essa coisa tem de bater no fundo para depois voltar ao seu auge. Tudo são ciclos, não importa o quê. 

TM – Quais são as tuas principais influências?

SM – É apenas a minha vida. A música é a autobiografia da minha vida. O som que produzo é provavelmente inspirado pela infância. 

TM – E algumas bandas serviram dessa tal influência?

SM – Sim, bastantes. Michael Jackson, Prince, Guns N’ Roses, Metallica, Slayer. Tudo o que ouvi ao longo da vida. 

TM – Eu pensava que ouvias Joy Divison.

SM – Eu apenas ouvi Joy Division depois a começar este projeto. Eu conhecia algumas das canções. 

TM – Que músicas tens ouvido ultimamente?

SM – Eu ouço muitas coisas antigas de quando era novo. Black Flag, Dead Kennedy, Fugazi, entre outros.

TM – É engraçado que essas bandas não são nada parecidas com The Soft Moon. 

SM – Tu não consegues ouvir essas parecenças mas eu consigo. Quando aprendi a tocar guitarra, estas eram as bandas que eu ouvia, por isso há uma espécie de influência não tão direta mas mais no meu subconsciente.

TM – Obrigado pela conversa. Cheers!

SM – Cheers!

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Thee Oh Sees lançam novo single, "Fortress"


Os californianos Thee Oh Sees estão de regresso aos singles depois de terem presenteado os fãs este ano com Mutilator Defeated At Last editado em maio pelo habitual selo de John Dwyer, Castle Face Records. "Fortress", o mais recente single, foi retirado das sessões de gravação de Mutilator Defeated At Last e será o A-side do 7'' single a ser editado em fevereiro do próximo ano. A banda lançará igualmente no próximo ano um novo álbum de estúdio, esperado para a primavera.

Com data expectável de edição prevista para 12 de fevereiro, "Fortress" pode para já ser ouvido na íntegra, abaixo. 


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segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Geometric Vision confirmados no Entremuralhas 2016


Depois de se terem estreado em Portugal no passado dia 4 de setembro no Heaven’s Bell, Porto, os italianos Geometric Vision encontram-se de regresso ao país desta vez como a quarta confirmação para a sétima edição do Festival Entremuralhas. Com dois álbuns na calha - Dream(2013) e Virtual Analog Tears(2015) - o trio dá corpo a canções de toada fria, tecidas, de forma equitativa, entre o dedilhado de guitarras ao mais refinado “dream-pop” britânico da sua era seminal e o adorno synth. A banda apresentará assim, no palco da Igreja da Pena temas como “Joy”, “Panic”, “Stranger”, “Solitude Of The Trees”, “Another Day Without Blue”, “We Have No Time” entre outros..

Festival Entremuralhas decorre entre 25 a 27 de agosto de 2016, no Castelo de Leiria. Ainda não é conhecido o alinhamento das bandas por dia.

Já confirmados:
Frustrarion, Geometric Vision, IANVA  e Silent Runners.


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Killing Joke e Silver Apples vêm ao Reverence Valada em 2016


O Reverence Valada anunciou hoje os primeiros 12 nomes da sua terceira edição, mesmo a tempo dos fãs terem esta prenda no seu sapatinho no próximo dia 25. O grande destaque vai para os históricos do post-punk e do rock industrial Killing Joke, banda inglesa que vem ao nosso país apresentar o seu décimo quinto álbum de  estúdio editado este ano, Pylon.


O festival não fica por aqui no que diz respeito às grandes referências musicais. Há também os Silver Apples, mítico nome do psicadelismo do final dos anos 60 e Nik Turner's New Space Ritual Band, banda de Nik Turner (ex-Hawkwind), com alguns antigos elementos da banda inglesa. 




A juntarem-se a estes três nomes principais há também os Ozric Tentacles, banda inglesa de space rock que vem apresentar Technicians of the Sacred (2015), With The Dead, banda inglesa que junta os Cathedral e os Electric Wizard, Yawning Man, Papir, Paper Moon Sessions, encontro entre Papir e Electric Moon, Farflung , Radar Men From The Moon , Zone Six e Øresund Space Collective

De recordar que nesta 3ª edição o dia 8 de setembro terá curadoria a cargo do Évora Psych Fest, sucedendo a curadoria do Lisbon Psych Fest em 2015, assim como atuações mais longas e menos sobreposições entre bandas potenciando a experiência de todos os festivaleiros.

O Reverence Valada vai regressar ao Parque de Merendas de Valada, Cartaxo, para a sua 3ª edição, a 8, 9 e 10 de setembro. Os bilhetes para o festival já se encontram à venda. O passe de 3 dias custa 50€ de até dia 31 dezembro; 55€ de até dia 30 abril; 60€ até dia 30 de junho; 65€ até dia 31 de julho; 70€ até dia 31 de agosto; 80€ a partir de 1 de setembro. 

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Reportagem: Tó Trips [Festival FUMO - Setúbal]


Chegamos já a noite era cerrada na pacata cidade de Setúbal mas, hoje a noite esteve dividida por um lado por um jogo de bola, por outro por mais um concerto do Festival FUMOTó Trips era o artista, ainda nem as portas estavam abertas já se reuniam pela entrada do velho edifício que é a Casa da Avenida.

A entrada para obter a credencial dá-se minutos após e aí começa a ansiedade de todos por ver “Tó Tripas”. A sala começava a ganhar vida, nas paredes podiam-se observar réplicas de pintores desde Warhol a Magritte o que dava um aspeto acolhedor ao que iria ser o palco de Tó nesta noite que por enquanto era fria. Passam apenas 10 minutos das 22 e entra Tó Trips de copo em punho, a plateia começa a sentar-se e seguimos o concerto de muito perto.

Antes de começar, como tudo não é perfeito, existiram problemas de som mas como Tó Trips não é pessoa acanhada, disse, “Caga nisso” e assim começou, acapella.
O concerto começa então com uma pequena introdução acerca do álbum Guitarra Makaka: Danças a um Deus Desconhecido.



Após isto começa o concerto. “First God” é a primeira a ser ouvida e faz com que a plateia se renda, obrigando muitos a ouvir o concerto de olhos fechados. No entanto era preciso estar de olhos bem abertos para observar Tó Trips a dominar totalmente a guitarra, a fazer como que amor com a guitarra e a lembrar-nos Carlos Paredes a nível de sonoridade, mostrando-se solto e com movimentos agressivos.

O concerto decorria e caía tão bem como a bebida que já faltava a Tó, foi rápido mas deu ainda tempo para apresentar “uma cena nova”. “Pina Colata” a nova música, que faz lembrar ritmos espanhóis, mais triste mas sempre cheia de ritmo.

Assim acabou o concerto do Festival FUMO que ainda nos deu tempo para trocar umas palavras com o próprio Tó Trips, entrevista que sairá em breve.

SETLIST:
1-First God
2- #
3-Danças
4-Baía Das Negras
5-Cuca
6-Makumba Das Fonças
7-Makaka
8-Pedra Lume
9-Migratória
10-Até Cair
11-Suga Blues

12-Pina Colata


Fotografia: João Manuel Sousa Santos

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Wolf Alice no NOS Alive


Os londrinos Wolf Alice vão atuar no nosso país pela primeira vez, sendo um dos nomes que se junta ao cartaz do NOS Alive'16. A banda britânica vem mostrar o indie rock do seu primeiro álbum de estúdio editado este ano, My Love is Cool, no dia 7 de julho, no Palco Heineken. O cartaz do NOS Alive já conta com grandes nomes como Father John Misty, Pixies, Foals, M83, entre outros.


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LODO apresentam novo EP a 19 de Dezembro em Cem Soldos


Os LODO são fruto da dinâmica musical de Cem Soldos, esse grande palco para a melhor música portuguesa. Surgiram em 2013 pelas mãos de João Rufino, João Cotovio, Bernardo Ferreira e Carlos Silva e encontram a sua linguagem na combinação de influências do pós-rock de várias latitudes. Dois anos depois da primeira prestação ao vivo, de concertos no NOS Alive e Festival Termómetro, gravam o seu primeiro trabalho, composto por 5 temas originais.


A banda vai apresentar este novo trabalho no Auditório da Associação SCOCS, em Cem Soldos (Tomar), no dia 19 de Dezembro (22h). O evento contará com o concerto de abertura de SURMA, produto de outro polo crescente de produção musical, Leiria, com quem partilham a exploração dos universos da electrónica e do rock progressivo. 

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O que o Musicbox nos tem para oferecer em 2016


O Musicbox está já a preparar o novo ano com uma excelente e diversificada programação, da qual se destacam os concertos de Hinds, Black Mountain e Damien Jurado. Consultem aqui a programação até agora disponível dos concerto que vão decorrer na sala lisboeta.

Dengue Dengue Dengue || 8 Janeiro || 00h00 || 10€



A dupla Dengue Dengue Dengue formada por Filipe Salmon e Rafael Pereira vem até Lisboa mostrar os seus ritmos tradicionais peruanos e sul-americanos envolvidos em techno, dancehall jamaicano e o dub hipnotizante que marcam o seu novo disco, com edição prevista para o início do ano. As suas performances ao vivo com auxilio de uma forte componente visual confere-lhes o posto de um dos mais interessantes projetos de tropicália electrónica.




Hinds || 5 Fevereiro || 22h30 || 8€



Como já tínhamos anunciado anteriormente, as madrilenas Hinds, ex-Deers, vêm até Lisboa mostrar o seu primeiro álbum de estúdio, Leave Me Alone, sendo uma óptima oportunidade para conhecer as canções deste quarteto de garage rock. O concerto acontece com o apoio da Mucho Flow.



Black Mountain || 28 Março || 22h30 || 18€


Os Black Mountain fazem a sua estreia nacional e fazem parte de uma lista de concertos especiais que o Musibox irá anunciar ao longo de 2016 e que servirão para assinalar o seu décimo aniversário. A banda canadiana de rock psicadélico tem várias datas no nosso país além do concerto no Musicbox: Tremor, de 15 a 19 de Março, e Hard Club, Porto, a 26 de Março.



Teeth of The Sea || 8 Abril || 22h30 || 10€


Os ingleses Teeth of The Sea vêm até ao Cais do Sodré mostrar o trabalho mais recente, High Deadly Black Tarantula, editado este ano com o selo da Rocket Recordings. Este novo trabalho assume influências em nome como Aphex Twin, Angelo Badalamenti e Throbbing Gristle, apontando também a universos sonoros próximos do Chicago footwork e black metal.



Lust for Youth || 16 Abril || 23h00 || 8€


Os Lust for Youth decidiram deixar para trás a electrónica mais negra patente em International e exploraram novos territóris electrónicos no novo disco. Os suecos apresentam neste trabalho um universo lo-fi próximo dos primeiros anos dos Depeche Mode, Pet Shop Boys e New Order.



Damien Jurado || 4 Maio || 22h30 || 12€


O cantautor de Seattle Damien Jurado vai regressar ao nosso país para apresentar as histórias folk do sucessor de Brothers and Sisters of the Eternal Son, álbum editado em 2014. 

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domingo, 13 de dezembro de 2015

[Review] Corpo-Mente - Corpo-Mente


Corpo-Mente // Blood Music // março de 2015
10/10

Formados inicialmente como uma dupla, por dois elementos constituintes do extremo e inventivo projeto musical Igorrr - Gautier Serre e Laure Le Prunenec-, os Corpo-Mente são atualmente um quinteto francês. Corpo-Mente, o álbum de estreia editado em março do presente ano, é o resultado do excelente trabalho que conjuga os vocais únicos e de personalidade singular, com um multi-instrumentalismo a incorporar elementos da música barroca, neo-folk, algum breakcore, entre outros. Para quem já está habituado à miscelânea musical de Igorrr, os Corpo-Mente trazem um trabalho que será facilmente assimilável, em termos auditivos. Já aos que são novatos no assunto, espera-lhes um dos melhores álbuns do ano em termos de inovação musical. A obra é prima, os Corpo-Mente são mestres.

"Scylla" é o single que abre este homónimo e serve para introduzir na perfeição o conceito deste projeto. Existe uma questão filosófica sobre o facto dos fenómenos mentais parecerem diferentes dos corpos que dependem, que ficou conhecida pelo problema mente-corpo. A expressão é igualmente usada no contexto da parapsicologia, a fim de justificar comportamentos paranormais. "Scylla" inicia assim o dualismo que Corpo-Mente representa no seu todo, culminando já num domínio musical completamente díspar em "Encell", uma balada, de início ao fim, com a tonalidade vocal de Prunenec completamente controlada.

Falando de singles notórios não se pode deixar de referir "Arsalein", o segundo single da tracklist e um dos primeiros singles de avanço desta estreia. Com instrumentos muito característicos da sua eletrónica, Gautierre Serre pinta o palco sonoro pelo qual Laure Le Prenenec ecoa a sua voz poderosa, conduzindo o ouvinte a diversos cenários enquanto este é consumido por outros tantos estados espíritos. Já "Fia" faz mais uma pausa nos ritmos agressivos, à semelhança de "Encell" e traz mais uma música de personalidade calma onde a guitarra recebe a atenção fulcral.

"Dorma" é mais um dos singles surpresa do álbum, onde através de uma introdução ao piano, e um pouco disfarçada, os Corpo-Mente mostram uma excelente exploração de vários instrumentos, abrindo ainda espaço ao violino numa conjugação intrínseca muito bem conseguida e ainda numa produção a merecer uma salva de palmas (ouvir "Ort" após o minuto 2.15). Falando ainda de singles a surtir admiração é de referir "Equus", que mostra uma semelhança face ao grande  "Four Seasons - Winter" do Vivaldi, denotando mais uma vez que os Corpo-Mente não são apenas mais uma banda numa panóplia de bandas novas, mas tratam-se de um quinteto a ter em atenção nos próximos anos pela excelente qualidade das suas composições, acima de tudo. 

É bonito chegar ao fim de um álbum e não ter defeitos ou críticas a apontar e Corpo-Mente é sem margem de dúvidas um dos melhores álbuns que a imprensa musical recebeu no presente ano e possivelmente na última década. Não há qualquer falha. Mais que um álbum pós-moderno, esta estreia dos franceses Corpo-Mente é uma peça de arte manufacturada e repleta de uma instrumentação genial. Maravilha.


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