quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Malcontent abrem para Sad Lovers & Giants no Porto


Os portugueses Malcontent são a banda escolhida para a abertura do concerto de estreia dos ingleses Sad Lovers & Giants em Portugal, a 5 de fevereiro de 2016, no Hard Club, Porto. A banda apresentará assim os álbuns Love The Gun e Erased.

Os Sad Lovers & Giants estarão presentes ainda em Lisboa, a 6 de fevereiro na Caixa Económica Operária num evento organizado pel'A Comissão. Para ambos os concertos trazem na bagagem os seus álbuns mais conceituados como Epic Garden Music(1982) e Feeding the Flame(1983).

Os bilhetes para o concerto do Hard Club, Porto já podem ser adquiridos por pré-reserva via muzikismyoyster@gmail.com, tendo um custo de 18€.



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[Review] James Ferraro - Skid Row


9.5/10
Skid Row / Break World Records / novembro de 2015

James Ferraro é um dos maiores vultos do panorama da música experimental (para uma definição de música experimental, sigam este link). Este ano, o nativo de Nova Iorque regressa às edições com Skid Row, o seu mais recente LP e o sucessor conceptual de NYC, Hell 3:00 AM. Skid Row surge na sequência de War, um EP que Ferraro compôs este verão após ter testado pessoalmente o Bravemind, um simulador desenhado para ajudar os veteranos da guerra do Iraque a combaterem o transtorno de stress pós-traumático de que sofrem. A experiência hiper-realista da guerra do Iraque que o Bravemind permite ao seu utilizador marcou Ferraro e motivou-o a compor War, um retrato hiper-realista da nossa perspectiva em relação aos fenómenos bélicos. Diariamente, assistimos a inúmeros actos grotescos através de uma ecrã. E mesmo que não tenhamos uma real percepção das dimensões do horror dos actos que testemunhamos através dos media, não ficamos indiferentes aos mesmos. Para a maioria de nós — millenials ocidentais — a guerra é um fenómeno que apenas conhecemos dos jogos de vídeo, dos filmes e de livros de história. Não temos uma experiência do que é, de facto, viver o caos e o horror da guerra. Em WarFerraro procurou, através de composições sonoras abstratas, aproximar-nos dessa realidade ao exaltar a violência gráfica que todos os dias chega até nós através dos media e que nos traumatiza. Na perspectiva de aproximação ao horror, Skid Row é uma continuação de War. O ambiente sonoro que se vive nas ruas sinuosas e degradadas da Skid Row de Ferraro é mais "familiar", menos "exótico" do que as paisagens bombardeadas pelos soldados ao serviço da "paz" mundial em War, mas nem por isso é menos inquietante.



Um soldado a manusear o Bravemind.

In the spring of 2015 I had a chance to experience "Bravemind" the immersive virtual reality exposure therapy system designed for Iraq war veterans suffering from PTSD. Head-mounted display a tunnel into a virtual battlefield representing the shellshocked mind of warriors with PTSDburning oil fields , endless desert roads , flight of a drone scanning desert floors. as I wondered the virtual war zone, I felt artificial,surrounded by representations of human beings.. aggressive pixels eternally living the terrors of war played out in the simulated environment.. harsh gradient desert landscape.. immersion into full violent digital environment. the virtual battle field a map of shattered dreams/ war experiences constructed into a virtual space. trauma subspace of the warriors mind. trauma hits. the explosions , those sims are automatically prescribed sentience by the mind.when I took the head piece off I felt cognitive dissonance , the cyber violence of war had seeded deep into my subconscious mind. I felt like a surrogate for the trauma of war. felt dissociation in an orange sunset that enveloped the streets of Los Angeles in a daze.. driving around Downtown LA vaguely suicidal and enlightened, there was no difference from the simulation of war and the violence that occurs randomly and insistently in the world outside of Brave mind..so this is the prelude to Skid Row.. a shell shocked solider of digital war. 
Algumas palavras de James Ferraro sobre o seu EP War no SoundCloud.

Apesar da carga sonora de Skid Row ser menos densa que a de War — em War predomina uma percussão electrónica acutilante inspirada nas bandas sonoras dos primeiros FPS enquanto que Skid Row se aproxima dos domínios da r&b e da synth-pop — as expressões que a compõem dão corpo a uma Los Angeles distópica, onde reina a violência, a corrupção, o egocentrismo, o capitalismo desenfreado, a desumanidade e o caos. Todos estes conflitos fazem com que — à imagem de War — continue a pairar uma certa aura bélica sobre Skid Row. Mas agora a guerra não é somente contra os agentes do terror, mas sim contra todos os elementos que condicionam a nossa existência diária. O governo, os media, a propaganda, as mensagens subliminares, a política do medo e a sobrecarga de informação que nos chega diariamente e que asfixia os nossos sentidos são inimigos que não estavam presentes de forma tão expressiva em War. Skid Row continua a balada niilista sobre a vida urbana moderna iniciada em 2013 em NYC, Hell 3:00 AM

"Skid Row started as a collection of poems…It came first as words, then grew into becoming the lyrics of Skid Row. I was writing about the state of the world around me, living on what feels like the brink of societal collapse while also seeing high excess everywhere. All the sounds of the streets crept in—the blood and tears on the street, the echoing sirens in the early morning fog, soaked into the poetry—and it became evident that LA is a hyper-America. A place where violence (media and real life), excess and poverty, police exceptionalism & brutality, racism interact daily." 

Entrevista a James Ferraro in Thump




Videoclip do tema "Thrash & Escalate" de Skid Row
Sendo que este vídeo tem o cunho de Ferraronão deixa de ser curioso a maneira como este nos apresenta a Los Angeles: um misto de caos, poluição e alguns anjos perdidos. Esta é, de facto, a Los Angeles de Skid Row.


Apesar de Los Angeles ser a cidade dissecada neste Skid Row, esta metrópole é um mero reflexo de todas as cidades deste mundo pós-moderno, pós-internet, e progressivamente pós-humanidade. Excluindo a voz de Ferraro e dos ocasionais coros que acompanham o corpo sonoro, a restante humanidade ora é representada por uma caótica massa fónica que serve apenas de ruído — sendo que, por vezes, esse ruído é a totalidade do corpo sonoro da narrativa que nos está a ser apresentada — ou então é afónica, sem expressão. Skid Row é a metaforização de tudo aquilo que enfrentamos diariamente nesta nossa vida na pós-modernidade: desumanidade, conflito, sujidade, caos…todos os males que Pandora libertou sobre o nosso mundo e mais alguns que foram surgindo entretanto. Resta-nos a esperança, essa ilusão que nos permite acordar todos os dias com vontade de enfrentarmos o que quer que nos espera. Mas a verdade é que por mais distópicas que sejam as ruas de Skid Row, nós conseguimos encontrar algumas semelhanças com as ruas que percorremos todos os dias para o trabalho, para casa, para a escola, para onde quer que nós nos dirijamos diariamente neste mundo.


“All the sounds of the streets crept in—the blood and tears on the street, the echoing sirens in the early morning fog, soaked into the poetry—and it became evident that LA is a hyper-America. A place where violence (media and real life), excess and poverty, police exceptionalism & brutality, racism interact daily.” 
James Ferraro em entrevista à FACT Magazine sobre Skid Row

Acabo com as minhas considerações pessoais acerca deste Skid RowPela forma como me apanhou de surpresa, pelo seu rico corpo sonoro, pela maneira como me identifico com as linguagens usadas para construir este disco (a synth-pop dos 80 é o meu não-guilty pleasure) e pela forma como a lírica me marcou, Skid Row é, para mim, o melhor disco do ano 2015. Nada mais me irá surpreender este ano da maneira como este disco me surpreendeu. Foi o último disco que ouvi verdadeiramente este ano e ainda bem, porque foi o mais marcante. Skid Row é o sublime retrato da vida moderna que todos os millenials gostariam de ter escrito e que certamente subscrevem.

Million dollar smiles, lattes & police brutality.Excess and fiscal ambiguity.Media violence & Lamborghini dreams, all under one surveillance video texture.The desert landscape, like tupperware housing digital smog.K9's and glistening acid rain,wash away the sentient blood that stains the palm tree city.An Escalade® burns on the freeway.The drone of helicopters hum above head, in a desert backdrop commuters in traffic requite a speed of 20 mph pass the gleaming semiotic debris.the sushi elite & the poor all anonymous in an unforgiving freeway fatality,an undiscerning system.Man on the highway, through a walkie talkie speaker, barefoot on the slick asphalt.As the sunsets, the sky burns a fusion of metal and silhouetted palms.and a hyper real civilization is rendered by it's idealism, at war with the gravity of reality..Rendered by it's traffic culture, it's culture of police brutality and gang violence, media saturation and racism, it's glamorization and solipsism, rendered by the tabloid of it self. 
Algumas estrofes da autoria de James Ferraro in Thump

Ferraro é um millenial que, como todos nós, há muito saiu da esfera do status quo, questionando-se a si próprio e a outros sobre o sentido da vida no mundo moderno. Será que a vida moderna se resume a uma série de rituais contra-natura com o intuito de ganharmos dinheiro, termos empregos, comprarmos coisas, a fim de mantermos um status quo que é, em última instância, nocivo para nós próprios? Será que a vida se resume a isto? Eu espero sinceramente que não. Haverá algo mais depois disto? Ninguém sabe. 

Mas o que é que tu fizeste hoje para mudar este mundo em que vivemos?



Consegues dizer-me, na realidade, em que mundo nós vivemos?

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terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Dark Door ingressam cartaz do Entremuralhas 2016


Os italianos Dark Door, dupla composta por Mario D’aniello (voz e sintetizador) e Federica Velenia (sintetizador), são o quinto nome a juntar-se ao cartaz da sétima edição do Festival Entremuralhas. A banda oriunda da fértil cena underground que fervilha na cidade de Nápoles estreia-se assim em Portugal onde apresentará o álbum Post Mortem editado no passado dia 8 de dezembro, bem como os EP's 53° e Abracadabra.

O Festival Entremuralhas decorre entre 25 a 27 de agosto de 2016, no Castelo de Leiria. Ainda não é conhecido o alinhamento das bandas por dia.


Artistas já confirmados: 
Dark Door, Frustrarion, Geometric Vision, IANVA e Silent Runners.

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Prata da Casa:10 Horas Non-stop de concertos agitam Barcelos a 26 de Dezembro


No próximo sábado, 26 de dezembro, há Prata da Casa em Barcelos, evento que tem por objetivo criar impacto cultural e pauta-se pela entrada livre e contribuição voluntária de todos os envolvidos. Concertos de Glockenwise, La La La Ressonance, Black Bombaim, Ratere, Duquesa, Dear Telephone, Tresor & Bosxh e Homem em Catarse distribuem-se por três locais emblemáticos da cultura urbana da cidade: bar e auditório do Circulo Católico de Operários de Barcelos (CCOB), Bar do Xano e a Pop Cave.

A Prata da Casa arrancará pelas 16 horas e terminará às 2 da manhã, contabilizando dez horas non-stop de música produzida em Barcelos. Público só saberá espaços onde artistas tocam quando chegarem aos locais.

Progama:
 16h - Bar Do Xano 
17h - Pop Cave - Celso Cunha 
18h - CCOB 
19h - Pop Cave - Celso Cunha 
20h - Bar CCOB 
22h - Bar Do Xano 
23h - CCOB 
00h - CCOB [lotações limitadas à capacidade das salas]

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Winter Severity Index + HAPAX em Portugal em abril


As italianas Winter Severity Index visitam Portugal no próximo ano, mais especificamente a cidade do Porto, em apresentação do seu álbum de estreia, Slanting Ray editado em 2014 e apontado como um dos melhores discos dentro da cena do post-punk / coldwave. O duo (trio, em formato ao vivo) será acompanhado pelos também italianos HAPAX que abrirão o concerto numa onda mais synthpop à anos 80, marcada pela voz soturna de Michele Mozzillo. 

Os concertos, organizados pela Darkland Events, acontecem a 1 de abril de 2016 no Heavens Club, com um início previsto para as 22h15. 

Os HAPAX estarão igualmente presentes no dia seguinte, a 2 de abril na Caixa Económica Operária, com selo d'A Comissão.



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segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Kendrick Lamar no Super Bock Super Rock 2016



Kendrick Lamar, o responsável por To Pimp a Butterfly, um dos mais aclamados álbuns do ano, tem regresso marcado ao nosso país, depois da sua passagem pelo NOS Primavera Sound em 2014.
A ocasião? 
A 22ª edição do Super Bock Super Rock. O rapper vai atuar no Parque das Nações a 16 de julho, no palco Super Bock, juntando-se a um cartaz que já conta com nomes como The National, Jamie XX, Mac DeMarco, Kurt Vile e Bloc Party.

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Zurich Dada abrem para Lebanon Hanover no Porto


A dupla portuense Zurich Dada será a responsável pela abertura do último concerto dos Lebanon Hanover em território nacional a acontecer no próximo ano, a 7 de maio no Hard Club, Porto. Depois de terem visto cancelado o concerto de abertura para Veil Of Light em prol do concerto "quase-surpresa" de IAMX, o duo de synthpop apresentará agora os temas do seu segundo EP, a ser editado no próximo ano.

Já os Lebanon Hanover fecharão a sala com a darkwave habitual dos três primeiros trabalhos, apresentando ainda os novos registos do mais recente trabalho de estúdio, Besides The Abyss. Ainda não são conhecidos os preços dos bilhetes, mas informações deverão surgir brevemente, via Muzik Is My Oyster.


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Foto-Reportagem: Christmas Fest [Estalagem S. Miguel - Oliveira de Azeméis]

Stone Dead © António Gomes
No passado dia 5 de dezembro a Estalagem de S. Miguel, em Oliveira de Azeméis, recebeu a terceira edição do Christmas Fest que este ano contou com a presença de Plus Ultra, Stone Dead, Astrodome, The Black Wizards, It Was The Elf, Hugo Pé Descalço e Nyobe. A foto-reportagem do sucedido, pelas lentes de António Gomes e Pedro Campos Pereira segue destacada, em baixo. Como extra, o Aftermovie dos concertos.

ASTRODOME



HUGO PÉ DESCALÇO



IT WAS THE ELF



NYOBE



PLUS ULTRA



STONE DEAD



THE BLACK WIZARDS



VER GALERIA COMPLETA

Christmas Fest @ Estalagem S. Miguel





Fotografia: António Gomes e Pedro Campos Pereira



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domingo, 20 de dezembro de 2015

As 15 revelações nacionais de 2015


Com a chegada de mais um final de ano é altura de fazer as diversas listas do melhor que 2015 nos trouxe na música. Deste modo a redação voltou a repetir a dose do ano passado e realizou a lista dos discos, EP's e singles nacionais que se mostraram como revelações do ano, através dos seus potenciais trabalhos. 

Sem uma ordem definida, temporal ou qualitativa, segue abaixo a lista das quinze bandas/artistas nacionais que marcaram o presente ano com os seus primeiros trabalhos. 

Sun Blossoms // LP


Whole // LP


Adeus // LP


Bamboleio // LP


Basset Hounds // LP


Suor Noturno // Single


EP5 // EP


Costela Ofendida // EP


The Tide // EP


Cara D'Anjo // LP


BIG PINK vol.1 // EP


Spider Tracks // EP


Costa // EP


Timeless Neon // Single


Leviatã // EP

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