quinta-feira, 3 de março de 2016

NOOJ em entrevista: "Agora toco com distorção em todas as músicas, o que em Old Yellow Jack nunca acontece"


Esta semana estivemos à conversa com os NOOJ, a nova banda formada por Miguel Afonso (bateria) e Skronk de Almeida (guitarra/voz), também membros dos Old Yellow Jack, em antevisão ao seu concerto com os espanhóis The Parrots, este sábado no Musicbox Lisboa


Threshold Magazine (TM) - Como surgiu este projeto?

Miguel (M) - Old Yellow Jack é a nossa outra banda, estamos a gravar um álbum há muito tempo, e como o álbum está bonito, e não tínhamos nada para fazer, criámos uma cena feia. (risos)

Skronk (S) - Epa tínhamos tempo, começamos a desenvolver umas coisas mais pesadas, mais punk, tipo Ought ou assim, e então, já que tínhamos tempo.

TM - E qual é a origem do nome NOOJ?

M - Queres a versão curta ou a versão longa?

TM - A versão que vocês quiserem. (risos)

M - A versão curta é... NOOJ é NOJO em açoriano. A versão longa é que nós gostamos de uma banda que são os No Age, e é um nome mais ou menos parecido.

S - No Age No Age... NOOJ, muito bom, super eléctrico. (risos)

TM - O que podemos esperar do vosso EP de estreia?

M - É mais ou menos o que andamos a tocar ao vivo, secalhar ali com algumas coisas diferentes a meio.


S - Talvez um cheirinho mais experimental do que tocamos ao vivo, e talvez umas surpresas electrónicas.


TM - O facto de serem amigos de longa data torna mais fácil o vosso processo criativo?

S - Epa sim, amigos de longa data...


M - Pelo menos.. somos.


S - 5 anos.


M - Já vi no facebook que a partir de 7 anos é um amigo para a vida, está quase. (risos)


S - Mas já tocamos juntos desde 2011.

M - E também crescemos musicalmente, por isso torna-se um bocado fácil, nós ouvimos as mesmas coisas sempre.

TM - E neste novo projeto há influências de Old Yellow Jack? Ou decidiram fazer uma coisa completamente nova?

S e M - Não, nada, zero.

S - Não podia haver mesmo.

TM - Era uma coisa mesmo nova não é?

S - Sim, o Miguel toca bateria de uma maneira completamente diferente do Filipe (baterista dos Old Yellow Jack), eu estou a tocar de outra maneira completamente diferente, agora toco com distorção em todas as músicas, o que em Old Yellow Jack nunca acontece.

M - Epa e não há baixo.

TM - Há alguma razão em específico para cantarem em português nos NOOJ? Dado que em Old Yellow Jack as letras são em inglês.

S - Isso era tipo um desafio.

M - O Skronk é o que escreve as letras, por isso ele tá tão habituado a escrever as letras em inglês, que foi um desafio que eu lhe lancei para escrever em português.

S - Ele disse "Tenta aí pá, tenta escrever em português", e eu disse "Ah... ok". (risos)

M - Foi para nos afastarmos mais de Old Yellow Jack, e ser em português é mais bonito ainda.

S - Até acho que estou a cantar de uma maneira completamente diferente nas duas bandas.

TM - Há planos para um LP?

M - Não, acho que só queremos lançar EP's mesmo.

S - Talvez daqui a uns anos.

M - Secalhar um EP com várias colaborações, mas isso é só falado.

TM - Pensam fazer uma tour depois de lançar o vosso EP?

M - Sim claro.

S - Sim isso claro, já temos datas marcadas.

TM - No outro dia vi que vão tocar com os 800 Gondomar, não é?

S - Sim, no Sabotage e depois no Maus Hábitos.

TM - E estão entusiasmados por abrirem para os Parrots no próxima dia 5?

S - Sim, já os tínhamos visto ao vivo. 

M - Embora haja derbi nesse dia. (risos)

TM - O que têm andado a ouvir ultimamente?

S - Andamos a ouvir bastante Parrots, e gostamos muito.

M - Temos andado a ouvir Deerhoof.

S - Muito Deerhoof, No Age, depois cá em Portugal...

M e S - Pega Monstro.

TM - O novo do Ty Segall não?

M - Ainda não ouvi, mas tenho curiosidade.

S - Já ouvi, ainda não ouvi com muita atenção, mas já ouvi os outros todos.

M - E o Slaughterhouse também é uma coisa influente em NOOJ.

TM - E pronto é isto!

M - É isto!