sexta-feira, 25 de março de 2016

[Review] Mondo Drag - The Occultation of Light


The Occultation of Light // RidingEasy Records // 26 fevereiro de 2016
8.0/10

Naturais de Oakland e acabados de lançarem o seu 3º álbum, apresento-vos Mondo Drag, banda que visitará terras lusitanas no Sound Bay Fest que decorrerá dias 29 e 30 de Abril. Esta banda foi uma das maiores surpresas do ano passado para fãs de rock psicadélico e progressivo com o seu segundo álbum (self-titled),  aparecendo em inúmeras listas dos melhores álbuns de 2015 para diversos bloggers.

Nesta terceira aventura (segunda lançado pela RidingEasy Records), a banda continua a explorar o som com influências de bandas como Hawkwind, King Crimson, Yes, Goblin ou Magma, bem ao estilo dos anos 70. No entanto, a pergunta que fica é: qual a diferença entre estes dois álbuns?

Comparando estes dois álbuns, podemos afirmar que a banda se mostra mais segura e com uma técnica mais refinada. O arranque desta viagem cósmica é com “Initiation”, aquecimento para os ouvidos e a mente do ouvinte. O sintetizador de John Gamino marca passo nesta trip. Sem quebrar o ritmo, “Out of Sight” apresenta um hard rock direto com guitarradas de fazer inveja aos antecessores que inspiraram Mondo Drag. A música extra, “Ride the Sky”, segue o mesmo caminho, lembrando o amor que a banda tem pelo rock n' roll.



Em “Rising Omen” a nave que nos transporta desacelera para tempos mais lentos, levando o ouvinte a apreciar o psicadelismo. “Incendiary Procession”, uma ode ao rock psicadélico moderno, está dominada por sintetizadores, uma batida constante de bateria e por efeitos sonoros que parecem retirados de uma ficção científica de categoria B. “The Eye” vive num ambiente minimalista e num misterioso crescendo psicadélico, com influências orientais, que mais parece um piscar de olhos aos The Doors

Já a faixa “In Your Head (Part I & II)” (que faz justiça ao seu nome) desenrola no sentido oposto, uma vez que começa numa grande intensidade e acaba numa paisagem calma. “Dying Light”, ultima faixa do disco, pretende mostrar o que estes homens melhor sabem fazer. Tudo começa com um arrebatador solo de sintetizador, seguido de uma secção inclinada para o groove, pontuado pelo baixista e baterista, e termina com uma hipnótica jam protagonizada pelas guitarras e sintetizadores.

Em The Occultation of Light, Mondo Drag provam que são uns exímios instrumentalistas e que vieram, não para serem uns músicos que prestam tributo às suas bandas favoritas, mas que querem deixar uma marca na cena, e com o seu próprio som.