quinta-feira, 28 de abril de 2016

Eyeglasses For The Masses - Novo disco de The Weatherman música a música



Eyeglasses For The Masses é o quarto disco da carreira de Alexandre Monteiro aka The Weatherman, e nasceu de uma procura genuína pela autenticidade da escrita de canções pop, de uma crença em ser possível mover tudo e todos com o poder de uma grande canção. 

Tendo como motor a glorificação da fragilidade humana e das rupturas causadas pelo amor como necessárias para fazer o mundo seguir em frente, o disco remete para a herança da pop anglo-saxónica dos finais dos 60’s e inícios dos 70’s, do psicadelismo, do encanto e do desencanto hippie, da mística sensual da era espacial, do misticismo cósmico cujo paralelismo poderá ser encontrado nas palavras desenfreadas de poetas da beat generation.

Estivemos à conversa com Alexandre Monteiro sobre o significado das canções que compõem Eyeglasses For The Masses, álbum com edição de autor a 29 de abril.


1- At The In Between

Esta é sobre uma retrospectiva após uma separação, em que se reconhece de uma forma nostálgica mas realista o que correu mal. 

2- To The Universe

É sobre a incapacidade de agir no momento certo…. deixar o universo resolver o que nós não conseguimos.

3- A Kind Of A Bliss 

É sobre solidão… não propriamente sobre “estar só”, mas o tipo de vazio interior que a vida superficial nas grandes cidade propicia. 

4- Now And Then 

É uma canção simples sobre os sentimentos mais puros que surgem quando se está apaixonado. 

5- Eyeglasses for the Masses 

Este tema nasceu ao piano numa tarde de forma totalmente espontânea, e senti-me preso a ele de tal maneira que fiquei a tocá-lo non stop durante horas seguidas. A decisão de baptizá-la com o título do disco veio já numa fase tardia.

6- Endless Expectations

Esta poderia ser considerada um “medley”. Eu tinha composto as três partes separadamente, até que se fez luz na minha cabeça e percebi que encaixavam de forma perfeita. A letra diz-nos que por termos expectativas infinitas podemos acabar mal. 

7- Unpack My Mind 

Pode-se dizer que esta música é sobre a sensação de que o mundo é novo depois de um relação terminada. 

8- ICE II 

Esta fala sobre mudanças abruptas de sentimentos - o fogo que rapidamente se transformou em “gelo”. 



9- One Of These Days

Esta foi composta na “ressaca” de uns concertos que fiz pela Holanda no ano passado. Apercebi-me que vencer na música é tão difícil, fez-me pensar no tipo de mensagem que eu quereria transmitir se algum dia tivesse que parar, e surgiu esta: “one of these days the light will provail over the darkness”, que também é um reflexo de como eu vejo o mundo por vezes, com um misto de melancolia e esperança.

10- Good Dreaming 

Estava-me a preparar para tentar tocar o “River” da Joni Mitchell, até que subitamente o primeiro acorde levou-me para um outro lugar. Surgiu numa noite ao piano, em que estava a beber whisky e me estava a sentir nostálgico. Pensei no facto de ter conseguido ao longo destes anos sempre manter o sonho vivo, apesar de todas as adversidades. E que provavelmente foi a parte mais importante de tudo. 

11- Calling All Monkeys 

A inclusão deste tema no disco foi um dilema, porque por um lado encaixa no conceito do disco, mas por outro lado, tem um contexto diferente em termos de sonoridade em relação às outras canções. Acabei por resolver incluí-la, mas como faixa extra. Esta música tem um propósito específico, que é ser um alerta vermelho sobre a Humanidade, concretamente sobre as acções do Homem em relação a si mesmo e ao planeta. Nenhum outro ser vivo foi tão nefasto para com este planeta como o Homem, e isso dá que pensar, especialmente tendo em conta que somos a espécie mais inteligente, logo a que tem mais condições para tornar este sítio um lugar melhor.