quinta-feira, 14 de abril de 2016

Filho da Mãe em entrevista


Antes do concerto, tivemos a oportunidade de entrevistar o artista que iria tocar mais tarde, na Casa da Avenida, Filho da Mãe.

Threshold Magazine (TM)  - 1, 2 ,3 estamos no ar.

Filho da Mãe (FM) - Siga então.

TM - Sabemos que o teu nome verdadeiro é Rui Carvalho, de onde e como surge o nome Filho da Mãe?

FM - Epá…não teve grande processo de criação. Eu quando comecei a tocar não queria tocar com o nome Rui, tornava a coisa mais séria, ainda por cima tocando sozinho. Daí que surge o Filho da Mãe, como um nome para retirar a seriedade e o peso que nós guitarristas que tocamos sozinhos temos.

TM - Depois de Palácio e Cabeça, o que podemos esperar do novo álbum Mergulho?

FM - Vais mesmo ter de ouvir e depois vens me dizer! *risos* É um álbum quase na mesma linha, com mais tempo, mais trabalhado, acho que no geral tem vindo a ser bem recebido.

TM - Muito diferente do trabalho que tens com o Ricardo Martins?

FM - Totalmente! São coisas muito diferentes, aqui estou sozinho e exploro outras sonoridades do que com ele que faz a parte da percussão toda e dá outro estilo, outro ritmo à musica.

TM - Como tem reagido o público ao teu novo álbum?

FM - Eu costumo ter públicos diferentes, sabes? Há vezes em que nem eu sei como é que reagiu e só depois do concerto é que vêm com o: “Foi brutal, curti mesmo muito pá”. E claro que fico contente mas é sempre algo que nunca irei saber ou quando sei, costumam ser só reações positivas *risos*

TM - Quais foram as maiores influências neste álbum?

FM - Pá, nunca temos uma influência fixa, eu ouço imensa música e dos mais variados géneros o que faz com que não tenha tido influências que me façam dizer “foi tal”

TM - Como se fosse Carlos Paredes?

FM - Carlos Paredes é influência e também mentor de todos nós que tocamos guitarra, poderá ser uma das influências mas, nunca nada de fixo a influenciar este novo trabalho e, trabalhos anteriores.

TM - Já tinhas passado por Setúbal? O que achas da cidade e do seu público?

FM - Ora deixa cá ver *risos* última vez aqui foi também com a Experimentáculo, faz 3 anos, e fui bem recebido, como espero ser hoje claro. Em relação à cidade…eu gosto pá, sabes, eu gosto desta cidade, gosto de vir até aqui porque é bonita esta cidade e gosto de vir cá tocar.

TM - A proximidade de casa ajuda nesse sentido?

FM - *risos* Sim, ajuda. Mas, gosto mesmo desta zona e gosto mesmo de vir cá tocar.

TM - Para finalizar a entrevista: O que tens ouvido ultimamente?

FM - Eu ultimamente…deixa cá pensar…tenho ouvido muito jazz apesar de não me veres com cara de gajo que ouça jazz, ando ouvir jazz. Ando a ouvir muito música do Mali, música africana por causa da minha mulher que vai fazendo uns dj sets e…tenho ouvido muita música que passe assim dos anos 80, dos anos 80 sim, sem dúvida.

TM - Da nossa parte é tudo, obrigado!

FM - Obrigado eu!