sexta-feira, 17 de junho de 2016

Aqueles álbuns que deves ouvir antes do Super Bock Super Rock #1


O Super Bock Super Rock vai este ano para a sua 22ª edição, decorrendo pelo segundo consecutivo no Parque das Nações. Com um mês ainda pela frente até os dia 14,15 e 16 de julho, está na hora de começarmos a ouvir as bandas e os discos que mais nos marcaram ao longo da vida. 

Fiquem aqui com os álbuns essenciais à sobrevivência no festival à beira Tejo.

Iggy Pop - The Idiot


The Idiot foi o álbum de estreia de Iggy Pop a solo, composto e gravado em colaboração com David Bowie em 1977. Marca um afastamento da sonoridade punk e hard rock da banda de Iggy, os Stooges, sendo muito comparado aos álbuns Low e Heroes, de Bowie, muito por culta dos seus efeitos eletrónicos e atmosfera introspectiva. Um dos marcos da música post-punk, industrial e eletrónica, representa uma das maiores influências de bandas como Joy Divison, Depeche Mode, Nine Inch Nails. Curiosamente, foi este o álbum que Ian Curtis estava a ouvir quando decidiu por termo à sua vida.


The Idiot funciona também com uma influência para o último trabalho de Iggy Pop, Post Pop Depression, editado este ano, por isso podemos esperar que algumas dos seus temas sejam interpretados no Palco Super Bock a 15 de julho



Kendrick Lamar - To Pimp a Butterfly


To Pimp A Butterfly é o terceiro álbum de Kendrick Lamar. Editado no ano passado, impõe-se como uma das mais brilhantes fábulas da música contemporânea e desde já como um dos marcos da história do hip hop. Mas não só de hip hop se faz o tão aclamado To Pimp A Butterfly, envolvendo vários elementos do free jazz, soul, funk, spoken word, muito por culpa dos colaboradores que ajudaram na produção: Flying Lotus, Snoop Dogg, Pharrel Williams, Sufjan Stevens, Kamasi Washington, Thundercat, entre outros.

As letras são ricas, as mensagens são fracturantes e a sua malha instrumental brilhante e complexa. Exploram uma variedade de temas políticos e pessoais que dizem respeito à cultura africo-americana, desigualdade racial, depressão e discriminação.

Será que ao vivo To Pimp A Butterfly é tão impressionante como em estúdio? 

Espermos que a criatividade e paixão com que foi produzido este disco possa dar lugar a uma atuação única e brilhante no palco Super Bock a 16 de julho.




Fidlar - Fidlar


Os californianos FIDLAR, compostos por Zac Carper na guitarra, Brandon Schwartzel no baixo, e pelos irmãos Max e Elvis Kuehn a preencher a bateria e a guitarra, respetivamente, são uma banda de skate punk originária de Los Angeles. Formados em 2009, sob o nome ‘Fuck the Clock’, Zac e Elvis conheceram-se em trabalho num estúdio de música, onde gravaram as suas primeiras músicas no tempo livre, mais tarde lançadas sob o nome FIDLAR (Fuck It Dog Life’s A Risk). Com EP’s bem recebidos pela imprensa, e já com uma base de fãs considerável devido à internet, os FIDLAR lançaram então o seu primeiro álbum, de nome homónimo, em janeiro de 2013. 

Este álbum rapidamente se tornou num clássico do punk americano, onde é difícil apontar uma ou duas músicas que se destaquem devido à sua coesão explosiva. Conhecidos pelos seus concertos enérgicos e sem limites (pois também, não se poderia esperar outra coisa de uma banda punk da California), os FIDLAR vêm estrear-se em Portugal ao Super Bock Super Rock, dia 16 de julho no palco EDP, num concerto a não perder para quem gosta de pura jarda.




Glockenwise - Leeches


Diretamente de Barcelos, no coração do belo norte de Portugal, os Glockenwise são um quarteto de rock oriundo da cidade do Galo. O seu primeiro longa duração, Leeches, editado em 2013, lançou a banda nortenha para grandes palcos como o NOS Primavera Sound e o Vodafone Paredes de Coura, ambos nesse mesmo ano, tendo dado um grande concerto no festival courense. 

Composto por 8 músicas, por onde se destaca "Leeches", música com o mesmo nome deste álbum, a estreia dos Glockenwise nas longas edições fez-se com sucesso, mostrando-nos um lado mais pop do rock, um punk mais descontraído e sem grandes complicações. Como Nuno Rodrigues disse no Sabotage Club há uns tempos em concerto de abertura para os Go!Zilla em tom de gozo - “Nós somos os Glockenwise, tocamos músicas com 3 acordes como as bandas de punk, só que somos mais paneleiros”. 

O que acaba por ser um bom resumo informal do que é este álbum, existindo aqui a conjugação da energia do punk, com as letras mais sentidas e sensíveis do pop. Dia 15 de julho é quando os Glockenwise vão actuar no SBSR, no palco Antena 3, ao lado de outros artistas nacionais como Capitão Fausto e Pista, não percam esta festa.



Os bilhetes têm o custo de 95€ para passe de 3 dias e 50€ para bilhete diário. Podem ser adquiridos nos seguintes locais: Blueticket, Call Center Informações e reservas 1820 (24 horas), no Facebook, FNAC, lojas Worten, El Corte Inglês, ABEP, Portimão Arena; Turismo de Lisboa; lojas Media Markt; Bilheteiras MEO Arena; rede PAGAQUI; Agências Top Atlântico. Place & Tickets.