quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Reportagem: La Luz [Casa Independente - Lisboa]


No passado domingo, num agradável dia onde o Sol dava os seus últimos raios de verão, foi marcado o regresso das americanas La Luz à amável Casa Independente. Quem viu a banda a andar pelo local notou desde logo uma coisa. As raparigas estavam de volta a casa, quer seja pelo seu ‘à vontade’ na Casa Independente, ou pela contagiante alegria que se via nas suas caras. Antes do concerto, foram várias as pessoas que quiseram chegar cedo ao Intendente para aproveitar este fim de tarde, fazendo proveito do agradável espaço que a Casa tem para esta altura do dia. Pouco depois das 19h, as La Luz entraram em palco para começar a tão esperada festa, 'Sleep Till They Die' foi a primeira música que as raparigas nos apresentaram esta tarde, onde nos trouxeram uma setlist semelhante à do ano passado, tirando uma ou duas surpresas.


Sempre com uma simpatia e um ‘à vontade’ incrível, a banda de Seattle ia interagindo com o seu público ao longo do concerto. Já no ano passado, as La Luz mostraram sempre uma excelente disposição na Casa Independente, propondo desafios que só os mais corajosos teriam coragem em alinhar, com crowdsurf e danças à mistura. Este ano aconteceu exactamente o mesmo, um rapaz (que mais tarde soubemos chamar-se João) subiu ao palco para servir de tradutor à banda em troca de um shot de tequilla, num momento que proporcionou bastantes risadas aos presentes, e que acabou com o João a fazer crowdsurfing para ganhar um álbum do quarteto que pisava o palco. 

No meio de algumas músicas novas, a banda americana ia também aceitando pedidos do público, tocando assim ‘Pink Slime’ por intervenção de um dos presentes. As pessoas iam desfrutando do surf rock que as La Luz emanavam do palco, com ritmos dançáveis enquanto o Sol se punha lá fora, tendo este sido o ambiente na Casa Independente durante todo o concerto. Aqui reinou sempre a boa disposição e o sentimento de uma festa intima, parecíamos estar todos em casa ali, a desfrutar de um excelente concerto, em família. 

Até para o ano La Luz? Esperemos que sim. 

Texto: Tiago Farinha