sábado, 20 de fevereiro de 2016

Hante junta-se a Lebanon Hanover e Zurich Dada no Hard Club


Hante, o projeto a solo da francesa Hélène de Thoury é o terceiro nome a juntar-se ao cartaz da programação da Muzik Is My Oyster, a 7 de maio no Hard Club - Porto, partilhando palco com Lebanon Hanover e Zurich Dada. Hante trará assim a sua synthwave numa noite que promete uma atmosfera bastante obscura.


O mais recente trabalho de Hélène de Thoury é This Fog That Never Ends,  editado em janeiro do presente ano pela Synth Religion e Stellar Kinematics. Os concertos têm início às 21h30.



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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Lush lançam novo EP em Abril



20 anos depois do seu último lançamento, os Lush regressam em 2016 com um novo EP. A banda mítica de shoegaze está de regresso com Blind Spot, de onde podemos retirar a faixa "Out Of Control", já disponível para aúdio e com direito a trabalho audiovisual. Blind Spot tem data marcada para dia 22 de abril e a tracklist pode ser vista em baixo, assim como o single de avanço.

Blind Spot:

Out Of Control
Lost Boy
Burnham Beaches
Rosebud

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Meatbodies e 800 Gondomar no Musicbox Lisboa


Os californianos Meatbodies, banda de Chad Ubovich (membro dos Fuzz), vai passar pelo Musicbox Lisboa no dia 21 de abril, passando ainda pelo Maus Hábitos no Porto no dia anterior. Com eles vêm os 800 Gondomar, a banda de garage rock, originária de Rio Tinto, vai abrir para os Meatbodies em Lisboa, numa noite que promete ser bastante quente para os que forem ao Musicbox.

O evento tem começo marcado para as 22h30, e os bilhetes custam 10 euros.


800 Gondomar


Meatbodies

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Tim Hecker regressa a Portugal em maio


Tim Hecker, um dos mais conceituados produtores, está de regresso ao nosso país para apresentar o sucessor do aclamado Virgins (2013), Love Streams, com lançamento agendada para 8 de abril via 4AD. Hecker vai atuar a 9 de maio (segunda-feira) no gnration (Braga) e a 10 (terça-feira) no Teatro Maria Matos (Lisboa).


Em Braga, os bilhetes custam 7€ e podem ser adquiridos através da bilheteira online – https://gnration.bol.pt –, locais habituais e balcão gnration. Em Lisboa, os bilhetes custam entre 7.50€ e 15€, e 5€ para menores de 30 anos.

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Vodafone Paredes de Coura com novas confirmações



O festival Vodafone Paredes de Coura tem novidades. Depois de anunciar o regresso dos grandes LCD Soundsystem, foram hoje confirmados mais três novos nomes para a próxima edição do festival minhoto, sendo estes os já muito conhecidos pelos portugueses Unknown Mortal Orchestra, o caótico duo britânico Sleaford Mods e a estreia em solo nacional dos The Bohicas. O festival realiza-se novamente na Praia Fluvial do Taboão entre os dias 17 e 20 de Agosto, com os passes gerais ao preço de 90 euros.








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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Bed Legs apresentam Black Bottle no Sabotage Club


Os Bed Legs vão apresentar o seu mais recente disco de estúdio, Black Bottle, editado a 29 de janeiro do presente ano. Este disco de estreia sucede o EP Not Bad(2014), com o qual conquistaram o público e a crítica nacionais. 

A banda composta por Fernando Fernandes (voz), Tiago Calçada (guitarra), Hélder Azevedo (baixo) e David Costa (bateria), apresenta assim Black Bottle no Sabotage Club, já este sábado, 20 de fevereiro pelas 23h00, com a primeira parte assegurada pelos Crude, e o mesmo é dizer uma lição de stoner feita de "restos de organismos com milhões de anos a serem queimados libertando 'rock' e psicadelismo para a atmosfera".

Os bilhetes têm um preço de 6€ com oferta de imperial. Informações adicionais aqui.




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PAUS no Centro Cultural de Ílhavo


Está confirmado um concerto de PAUS no Centro Cultural de Ílhavo, Aveiro, para o dia 26 de Fevereiro. Uma boa notícia para os fãs mais astutos do centro/norte. A banda vem apresentar o seu novo álbum "Mitra", o mote de um disco e de uma noite. É um título que mostra que PAUS é para além de uma banda, é também uma celebração de músicos que amam o que fazem. E quem quiser celebrar com eles, vai poder também contar com Cachupa Psicadélica, acabando a noite com dj set da banda. Marquem já presença!

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The Parrots no Musicbox Lisboa em março


Os espanhóis The Parrots, que deram 3 concertos em Portugal no ano passado, estão de volta a Lisboa para actuar no Musicbox, no dia 5 de março. A banda de garage-punk está de volta após um 2015 bastante atribulado, com um novo ep, Weed For The Parrots, e também uma mão cheia de datas pelo velho continente. Ainda estão por ser confirmadas mais bandas para este evento, como anunciado pelo Musicbox, as quais divulgaremos quando possível.

O evento tem começo marcado para as 22h, e os bilhetes custam 5 euros.


The Parrots

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IAMX mostra vídeo para "North Star" [Threshold Premiere]


O projecto a solo de Chris Corner, IAMX (Sneaker Pimps), que em 2015 editou o seu sexto álbum de estúdio Metanoia, lançou hoje um novo vídeo para o single "North Star", retirado do disco. Recorde-se que a banda passou no passado novembro pelo nosso país para um concerto muito interessante no Hard Club, Porto.

Em "North Star" Chris Corner é o ator principal num cenário caracterizado pela sua atmosfera dark. A montagem final leva o espetador a ambientes que vão desde a montanha a planícies de casas assombradas, como pano de fundo IAMX é filmado à luz de uma fogueira.

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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Reportagem: Pega Monstro + Éme [Galeria Zé dos Bois, Lisboa]


Foi no dia 14 de fevereiro, dia de S. Valentim, um domingo chuvoso e nada apetecível às saídas de casa, que as Pega Monstro vieram até a Galeria Zé dos Bois, acompanhadas por Éme, para dar o último concerto da sua tour europeia. O dia estava difícil para quem tentava chegar ao Bairro Alto, durante a tarde foi raro o momento em que não chovia, ou em que não se sentia o frio vento de Inverno. Mas mesmo assim, isto não impediu as irmãs Reis, ou Éme, de terem a casa esgotada só para estas duas bandas da Cafetra Records. O ambiente na ZDB era um bocado misto, havia pessoas que iam chegando ao Bairro Alto com a notícia do evento estar completamente esgotado, depois de terem passado pelo frio temporal dessa tarde só para estar ali. Os que tinham conseguido entrar na ZDB estavam confortáveis no bar, ou no aquário, à espera do primeiro concerto desta matiné. Pouco passava das 18 horas quando João Marcelo (a.k.a. Éme) entrou sozinho em palco, numa situação algo caricata, em que o artista não acertava com a afinação da sua guitarra, este dizia que a culpa era de não estar em digressão, e que não estava habituado às novas tecnologias de afinação, mas passado um bocado, o artista lisboeta finalmente acertou no seu tom, e assim começou o concerto.



Éme passou por algumas das suas malhas antigas, tais como “Um Lugar”, “Confusão” e “Lisa”, que iam sendo seguidas por um coro baixinho e tímido, num ambiente amoroso. O lisboeta ia agradecendo de uma forma carinhosa ao público, isto devido ao facto do aquário estar completamente cheio num dia de temporal. Houve até espaço para uma dedicatória ao dia de S. Valentim, onde Éme fez questão de tocar uma “música triste para caraças”, como anunciado pelo próprio. 




Findado este agradável set de abertura, que teve os merecidos aplausos por parte dos presentes, foi a altura das Pega Monstro entrarem em palco. As irmãs Reis vieram mais uma vez à Galeria Zé dos Bois, onde desta vez, tiveram a oportunidade de encerrar a sua tour europeia, numa espécie de segunda casa. As lisboetas começaram a festa com “Braço de Ferro” e “Branca”, ambas do seu último álbum, Alfarroba, e o público mais ansioso não hesitou em começar um pequeno mosh pit na frente, pequeno, mas dos bons. 





O ambiente agora era de uma festa mais enérgica, esta que provavelmente se fazia ouvir por grande parte do Bairro Alto, o que não é nada surpreendente vindo do duo que pisava o palco. Uma das coisas que distingue as Pega Monstro de muitas outras bandas é a emoção nas letras, os sentimentos que as irmãs Reis nos transmitem, através da sua música, faz com que a experiência de ver Pega Monstro ao vivo seja algo de muito especial. A banda lisboeta tocou grande parte de Alfarroba, passando por músicas como “Não Consegues”, “Amêndoa Amarga” e “Voltas Pra Trás”, além das que já foram referidas anteriormente.





Todas estas músicas foram interpretadas pelas Pega Monstro de uma maneira incrível, com mérito também para todos os presentes que contribuíram para o ambiente vibrante sentido no aquário. No final, viam-se caras cheias de satisfação a abandonar a ZDB, provavelmente com os ouvidos ainda a zumbir, mas completamente satisfeitas por estes concertos, o que certamente compensou toda a chuva, mau tempo, e desgostos do dia de S. Valentim.


Texto: Tiago Farinha
Fotografia: Vera Marmelo (retiradas do Facebook da ZDB)
Vídeo: Francisco Correia (retirado do YouTube da Cafetra Records)

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Disclosure no Super Bock Super Rock'16



Os Disclosure estão de volta a Portugal. Depois de terem atuado no Super Bock Super Rock em 2014, os irmãos Lawrence regressam ao festival no dia 14 de Julho, onde irão apresentar o mais recente disco Caracal, de 2015. Neste dia irão também atuar nomes como The National, Jamie xx e Villagers




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Monte Isola + Half Asleep em Portugal esta semana


Monte Isola é o nome que Myriam Pruvot, artista sonora radicada em Bruxelas, escolheu para o seu projeto a solo. O seu primeiro álbum Niebla foi lançado em 2013 pela editora francesa Wild Silence. Monte Isola joga com as noções de espaço e de duração e posiciona-se na fronteira entre a folk residual e a música concreta. Ao vivo é acompanhada pelo multi-instrumentista Thomas "TSEG" (dos Why the Eye).

Convidada pela Festas Productions, a artista propôs um concerto duplo com Half Asleep, projeto a solo de Valérie Leclercq que conta com cinco discos no currículo, editados maioritariamente pela francesa We Are Unique! Records.

Os dois projetos encontram-se a partir de hoje em Portugal onde darão cinco concertos, promovidos pela Associação Terapêutica do Ruído e no concerto de Vila Real pela Dedos Biónicos, as datas e os respetivos locais podem ser consultados abaixo.

17/02 - Montemor-o-Novo - Oficinas Do Convento 
18/02 - Lisboa - Zaratan - Arte Contemporânea (Bi-Ciclo) 
19/02 - Porto - O Meu Mercedes Bar 
20/02 - Bragança - Bô Bar Concerto 
21/02 - Caldas da Rainha - Grémio Caldense

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[Review] Pop. 1280 - Paradise


Paradise // Sacred Bones Records // janeiro de 2016
5.5/10

Os nova-iorquinos Pop. 1280 iniciaram carreira em 2008 intitulando a sua música/género musical de cyberpunk. O vocalista Chris Bug e o guitarrista Ivan Lip decidiram recrutar membros que nunca tinham tocado um instrumento e juntaram-se ao "baixista" John Skultrane e ao "baterista" Andrew Smith, que não fazem atualmente parte da banda. O primeiro longa-duração oficial do quarteto surgiu apenas em 2012, sob o nome de The Horror, levando o selo da conceituada Sacred Bones Records, editora com que se estrearam em 2010 aquando da edição do EP The Grid. Um ano depois de The Horror editam Imps of Perversion e seis anos depois da estreia na Sacred Bones, o quarteto lança agora Paradise, o terceiro disco de estúdio, cuja análise segue descrita adiante.

Paradise é um álbum com uma estética de difícil assimilação principalmente pelo facto de ter como base o industrial e algum noise rock, géneros que tão facilmente podem ser odiados como adorados. Depois, porque é um álbum sobre os males que à tecnologia trouxe ao mundo moderno, uma “avaliação” que facilmente é feita tendo em conta uma opinião subjetiva e, ainda, porque aposta fortemente em baterias eletrónicas e sons sintetizados. Isto torna-se mais claro ao ouvir “Pyramis On Mars”, primeiro single de avanço deste terceiro disco, que abre logo num ambiente sinistro provocado pelos referidos sintetizadores e violoncelos. Um single que musicalmente funciona como uma representação de um pesadelo trazendo ainda referências ao horror-punk apresentado nos primeiros trabalhos.

A maior fraqueza no industrial é não conseguir prender o ouvinte e mantê-lo motivado com o passar do tempo e os Pop. 1280 tentam contrariar este efeito reproduzindo em guitarras barulhentas a áurea cibernética. O resultado, apesar de bom, reflete um disco que só se deixa ser escutado em alturas muito específicas. "Phantom Freighter", "In Silico" e "Chromidia" são três bons exemplos desta conjugação que resultam numa pequena amostra por si só muito monótona e consequentemente aborrecida (o noise também não facilita).

No final são poucos os singles que são realmente bons a ponto de conseguirem fortalecer uma audição prolongada face à concorrência enorme que existe no mercado. O single homónimo "Paradise" é uma das surpresas do álbum e uma das músicas mais importantes neste trabalho. É aqui que se abre espaço para pensar realmente nos problemas da tecnologia na vida moderna. O presente single poderia facilmente ter sido usado por Stanley Kubrick na banda sonora do 2001, Odisseia no Espaço, se tivesse sido produzido nos anos 60, pena não haver a tecnologia a que hoje se tem acesso no mundo musical. Talvez aqui os Pop. 1280 soassem a algo como Pierre Schaeffer, como o demonstram na introdução de "Rain Song", a música mais inventiva deste terceiro disco.

Uma nota não traduz um disco porque este é feito de músicas boas e músicas menos boas. Veja-se para já que Paradise tem três músicas muito boas que, se servirem de base para o próximo disco dos Pop. 1280, a banda fará certamente um dos melhores discos de sempre da sua discografia, e pode fazê-lo se souber conjugar este método com o cyberpunk com que os próprios se caracterizam. Paradise é, no seu todo, um disco "ok", com músicas mais apropriadas para experienciar ao vivo que ouvir propriamente em disco; não deixa de ser um disco mau, é apenas menos bom.

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Oiçam: The Miami Flu


Os Miami Flu são a nova banda de Pedro Ledo e Tiago Sales, membros dos Lululemon, que se juntaram a João Vilar (Al Fujayrah) e Tiago Campos (Twin Chargers) neste novo projecto. 

Influenciados pelo psicadelismo dos anos 60 e 70 e por videojogos como Megaman e Streets of Rage, os Miami Flu apresentam um rock de qualidade, com bons riffs e sons dos teclados a fazer lembrar os videojogos dos anos 80. Músicas como "A Kid Again" e "Carried Away" demonstram imediatamente o talento do quarteto, que tem tudo para ser uma das principais revelações portuguesas de 2016.

O álbum de estreia da banda sai dia 22 deste mês e estará disponível para download gratuito no site da banda. Fiquem atentos.

Entretanto, o seu primeiro single, "Vicious Pill", já está disponível no bandcamp:

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Jungle confirmados no LISB_ON Jardim Sonoro



Os Jungle são a nova confirmação do festival LISB_ON Jardim Sonoro. A banda norteamericana regressa a Portugal para a terceira edição do festival lisboeta, depois de terem atuado pela última vez no Nos Primavera Sound 2014. O LISB_ON  Jardim Sonoro volta a decorrer no Parque Eduardo VII durante os dias 9, 10 e 11 de stembro e os passes gerais podem ser comprados pelo preço de 50 euros.



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terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Portões do inferno abertos em Lisboa

Behemoth + Mgła + Secrets Of The Moon em Portugal a 25 de outubro


Os polacos Behemoth regressam a Portugal, dois anos depois de terem estado no agora extinto Vagos Open Air, para subirem ao palco do Paradise Garage, em Lisboa, no dia 25 de outubro num concerto em nome próprio, sendo que desta vez atuarão num recinto fechado, prometendo uma maior intimidade e, certamente, mais intensidade, para com os fãs. 

O quarteto composto por Nergal, Inferno, Orion e Seth não virão sozinhos sendo acompanhados pelos congéneres, Mgla, banda bastante consistente na qualidade de álbuns que tem lançado, sendo que em 2015 Exercises In Futility, foi considerado por inúmeros críticos como um dos melhores álbuns de metal do ano, e também pelos alemães Secrets Of The Moon, liderados por sG, que viram o seu reportório crescer com o álbum Sun, provando que o black metal não necessita ser algo tão inacessível. 

O concerto surge após a primeira volta da tour Europa Blasphemia, graças ao grande sucesso desta surgiram novas datas de concertos durante o mês de outubro por toda a Europa. Os bilhetes estarão disponíveis a partir de 18 de fevereiro, e os preços ainda não estão disponíveis.


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Dawn of Midi e OZO atuam amanhã no GNRation


O GNRation apresenta duas propostas que espelham as novas linguagens do jazz no próximo dia 17 de fevereiro. Oriundos de Brooklyn, Nova Iorque, os Dawn of Midi assumem a forma instrumental de um trio clássico de jazz: juntam um piano clássico, um contrabaixo e uma bateria. Mas, apesar dessa forma, a música que produzem foge às noções pré-estabelecidas daquilo que se considera geralmente “jazz”: aqui não há swing nem improvisação aberta. Aakaash Israni (contrabaixo), Amino Belyamani (piano) e Qasim Naqvi (bateria) trabalham uma música minimal.

A partir da base instrumental clássica inventaram um universo sonoro alternativo, assente na repetição de um padrão rítmico e melódico de modo obsessivo. Sendo minimal, a música do trio não é estática, vai evoluindo - mas vive num desenvolvimento lento. Ao longo de três discos - First (2010), Live (2011) e Dysnomia (2013) – o trio foi aperfeiçoando a sua fórmula altamente original, não encontrando paralelo na atualidade: combina de forma única um profundo minimalismo, ritmos que poderiam ser roubados às profundezas de África, um abstracionismo ímpar. 

Mecânica e repetitiva, esta é a música que os Kraftwerk fariam se tivessem nascido na era pós-moderna em formato de trio de jazz. Isto não é jazz para fãs de jazz, isto é jazz para fãs de eletrónica minimal e repetitiva. 

Na mesma noite atuam os portugueses OZO, que se apresentaram ao mundo com o disco de estreia A Kind of Zo, lançado na Shhpuma Records.


O concerto começa às 22h e tem o custo de 5€. Bilhetes na bilheteira online – https://gnration.bol.pt –, balcão gnration e locais habituais.

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[Review] Youthless - This Glorious No Age


This Glorious No Age // NOS Discos // Março 2016
9.0/10

This Glorious No Age, apesar de apenas o álbum de estreia, marca o regresso dos Youthless que, após o lançamento de Telemachy, o primeiro EP da banda, abrandaram devido a uma lesão de Alex, o baterista e vocalista. Este primeiro longa duração destaca-se, também, por conter participações de Francisco Ferreira, João Pereira, Chris Common, Francisca Cortesão e Duarte Ornelas. Apesar de ser uma nova fase de Youthless ainda são facilmente comparáveis a Death From Above 1979 não só devido à sua composição (um duo composto por um baixista e um baterista que também utiliza sintetizadores) mas também graças a toda a sua energia. 

Os singles de avanço, "Golden Spoon" e "Attention", fazem prever o que devemos esperar deste disco: uma certa semelhança ao estilo musical de Telemachy e um quase total afastamento da sonoridade de singles como "Drugs" ou "Good Hunters". O álbum nunca pára, pouco é o silencio que se encontra entre faixas, pelo contrário, está repleto de pequenos interlúdios que garantem, de um modo perfeito, a continuidade do album (isto é mais notório na transição "Lightning Bolt"/"Skull and Bones" ou também na "ponte" que os 7 segundos de "Smersh" fazem entre "Neu Wave Suicide" e "Mechanical Bride" tendo um resultado incrível). 

Muitos dos temas presentes neste longa duração já tinham sido ouvidos ao vivo nos concertos da banda, na segunda metade de 2015, o que aguçou a curiosidade para escutar o resultado final em estúdio. "Skull and Bones", "Mechanical Bride" e "High Places" captavam mais atenção que as restantes, algo que também acontece em estúdio, apesar de todas as músicas serem excelentes estas destacam-se pela sua singularidade. A faixa que partilha o titulo com o álbum, apesar de muito boa, é a que menos impressiona tendo quase uma função semelhante à dos interlúdios, acrescentar dinâmica ao registo garantindo a continuidade do mesmo.

This Glorious No Age a princípio pode soar um pouco estranho a quem não ouviu Telemachy ou "Attention" mas a sua qualidade é inegável. Apesar de apenas estarmos no inicio do ano atrevo-me a dizer que será um dos melhores álbuns nacionais de 2016. "All hail this glorious no age".

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Tiago Guillul regressa em 2016 com 'Bairro Janeiro'


Tiago Guillul está de regresso aos discos seis anos após (2010). Em 2016, o artista apresenta-nos Bairro Janeiro, bairro onde cresceu, na fronteira entre a Amadora e Queluz. O álbum foi gravado na Igreja da Lapa com a ajuda de Luís Severo, no Verão de 2015, proporcionando captar a essência dos sons e a acústica do salão principal, sem quaisquer efeitos. Isto levou a que Bairro Janeiro soe como os discos antigos da FlorCaveira, característicos pela sua baixa fidelidade. 

Bairro Janeiro é o disco nº 50 da FlorCaveira, criada em 1999, e tem como primeiro avanço o single "True Believer".

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The Underground Youth de regresso a Portugal para três concertos


O ano passado os The Underground Youth estiveram em Portugal. Um ano depois, a banda regressa agora terras nacionais novamente para dois concertos. O primeiro acontece  a 12 de abril no Club de Vila Real, terra onde a banda iniciou a tour do ano passado; a 14 de abril o grupo dirige-se até ao Hard Club, Porto onde, no ano volvido, se despediu do país em função da edição do Maio Maduro Maio. O terceiro e último concerto, com data já anteriormente divulgada, acontece no dia seguinte, a 15 de abril, em função da segunda edição do Lisbon Psych Fest.

A banda reeditou recentemente um dos álbuns mais conceituados da carreira, Mademoiselle.


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Cold Cave com novo single


Os Cold Cave lançaram um novo single intitulado de "Nothing Is True But You", que se encontra disponível para compra em formato Flexi Disc de 7''. O single sucede a recentemente cover de "Your Silent Face", original dos New Order e pode ser ouvido na íntegra abaixo, juntamente com o seu trabalho audiovisual.

O último disco de Cold Cave data de 2015 sob o título de Full Cold Moon, uma compilação de uma série de singles do vocalista Wesley Eisold, a solo, disponível através Deathwish Inc.


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10 000 Russos vão atuar no Eindhoven Psych Lab em junho


Os portuenses 10 000 Russos actuarão na edição de 2016 do Eindhoven Psych Lab, nos Países Baixos durante os dias 10 e 11 de junho.

O Eindhoven Psych Lab que decorre nas antigas instalações da fábrica da Phillips tem-se vindo a cimentar como um importante acontecimento que reúne artistas musicais, visuais e cientistas sonoros, conjugando numa paisagem industrial, o mantra sonoro e visual que tem vindo a fazer as delícias dos milhares de fãs do género que todos os anos para lá rumam nos inícios de Junho.


Na edição deste ano vai contar, para além da presença dos 10 000 Russos, com os suecos Goat, os chilenos Follakzoid, os ingleses GNOD e os norte-americanos White Hills, entre mais nomes a anunciar brevemente.


A banda está também a preparar um tour europeia entre 13 de abril e 15 de maio, para promover a segunda edição do seu disco de 2015 via Fuzz Club Records, assim como de um split em 10 polegadas com os londrinos The Oscillation com edição da Fuzz Club.

Próximos concertos em Portugal

18 fev - Sabotage - Lisboa
19 fev - SMUP - Parede
20 fev - Espaço Maioral - Rio Maior

Próximos concertos fora de Portugal

5 de março - London Fields Brewery, Londres, Inglaterra
27 de março - Santiago do Chile, Chile

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Ringo Deathstarr atuam no Sabotage Club a 21 de março


Os texanos Ringo Deathstarr estão de regresso ao nosso país depois da sua passagem pelo Reverence Valada em 2014. A banda vem até ao Sabotage Club, num evento inserido Reverence Underground Sessions, mostrar o seu mais recente álbum editado em 2015, Pure Mood.

A primeira parte ficará a cargo da leiriense Surma. Os bilhetes custam 8€ e estão à venda no Sabotage Club. As portas abrem às 22h.

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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Dream Wife anunciam EP de estreia


As power pop Dream Wife partilharam "Hey Heartbreaker" o primeiro avanço do EP de estreia homónimo anunciado para o próximo mês. O single sucede um cover de "Fuck The Pain Away" dos Peaches e é o primeiro single oficial  das londrinas a integrar esta primeira estreia curta duração. 

Dream Wife tem data de lançamento prevista para 11 de março via Cannibal Hymns.


Dream Wife Tracklist:
1. Hey Heartbreaker 
2. Everything 
3. Lolita 
4. Kids

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Omnichord Records celebra 4 anos com 5 novas edições


A Omnichord Records, editora leiriense, nasceu em 2012 e assume-se como uma editora e representante de vários músicos, trabalhando e promovendo as várias sonoridades que nos merecem uma imensa devoção. 

Passados quatro anos a editora sopra velas com cinco edições a caminho - regressos de First Breath After Coma e Nice Weather For Ducks aos discos (ambos com apresentações no CCBeat), a estreia de Surma, dos Whales (vencedores da última edição do Festival Termómetro) e dos Twin Transistors (confirmados para o Lisbon Psych Fest) - e ainda concertos de Few Fingers + Surma, a acontecerem no próximo dia 19 de fevereiro na Casa Independente.  Os bilhetes têm um preço de 4€ e os concertos têm início marcado para as 22h00.

Para além destes cinco lançamentos, a editora de Leiria em 2016 vai apresentar mais singles e vídeos para Les Crazy Coconuts, Few Fingers, Bússola e vai ter novidades do mítico colectivo de post-rock The Allstar Project e do compositor e pianista André Barros.


Biografia, via PR:

Os Few Fingers são Nuno Rancho e André Pereira e em palco fazem-se acompanhar por Luís Jerónimo e Paulo Pereira. Nuno Rancho é músico dos Dapunksport e dos Bússola, colaborou com os Indignu, liderou os Team Maria e, a solo, já lançou três discos e foi Novo Talento Fnac. André Pereira formou-se no Guitar Institute em Londres e tem acompanhado formações como Ultraleve, Team Maria ou Quem é o Bob?

Surma é Débora Umbelino, original de Leiria, mas o que nos traz vem de paisagens bem mais exóticas. Surma, é o seu projecto one-woman-band, onde domina teclas, samplers, cordas, vozes e loop stations em sonoridades que fogem do jazz para o post-rock, da electrónica para o noise e nos levam para paragens mais ou menos incertas, com paisagens desconhecidas e muito prazer na viagem.


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Galgo preparam-se para gravar novo registo


No ano passado os Galgo apresentaram-se, em formato curta duração com EP5 que os remeteu para uma das revelações nacionais do ano. O quarteto lisboeta prepara-se agora para entrar em estúdio no início de março em função da gravação do segundo registo de originais que ocorrerá nos estúdios HAUS, em Lisboa.

Até lá a banda andará em tour por todo o país a mostrar os temas do EP de estreia, bem como novas músicas. Em destaque estará a festa a ter lugar no Sabotage, em Lisboa, a 25 de fevereiro, onde o coletivo se apresenta juntamente com Jasmim, o projecto cantautoral de Martim (Mighty Sands), na companhia de Violeta (flauta) e Pedro Chaby (bateria). A noite será ainda completada pelo djset de Casper Klausen (vocalista dos Efterklang).


Datas dos concertos: 
19 de fevereiro - PORTALEGRE, CAE . 22H00 
20 de fevereiro - ÉVORA, CASA DOS BONECOS. 22H00 
25 de fevereiro - LISBOA, SABOTAGE. 22H00 
26 de fevereiro - DARC, FIGUEIRA DA FOZ . 22H00 
27 de fevereiro - AQUI BASE TANGO, COIMBRA . 22H00

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Diogo Augusto regrava Frank Sinatra


Diogo Augusto ainda não tinha projectos suficientes. Seja nos The Jack Shits, nos Los Saguaros ou a solo, enquanto Hell Hound, Diogo Augusto habituou-nos a estar presente, sempre com o rock n' roll e derivados na ponta dos dedos. Entretanto, um exílio forçado no longínquo Belize colocou esses projectos num hiato. No entanto, graças à internet e a uma guitarra comprada em Nova Orleães, acabámos por ter notícias suas mais cedo do que o esperado.

Agora em nome próprio, Diogo Augusto regrava o monumento que é Frank Sinatra Sings For Only the Lonely, um dos melhores discos que a música já nos ofereceu. A responsabilidade é grande, mas Diogo Augusto não faz aqui um disco de versões. É antes uma reinterpretação, estando para A Voz assim como Seu Jorge esteve para David Bowie.

O disco só terá edição digital, a partir da Experimentáculo Records, mas será apresentado de forma diferente. Ao longo das próximas semanas, sete sites musicais nacionais aliaram-se ao lançamento e apresentarão em exclusivo dois temas. Ou seja, todas as terças e quintas sairá para a internet uma das canções do disco.

A Threshold Magazine é uma das felizes contempladas no que toca a ouvir o disco e, claro, em participar neste projecto e em breve apresentará exclusivamente duas faixas.

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Indie Music Fest regressa a 1,2 e 3 de setembro


O Indie Music Fest já tem datas para sua 4º edição. O festival que em 2015 recebeu pela segunda vez o prémio de Melhor Micro-Festival em Portugal irá decorrer nos dia 1,2 e 3 de setembro.

Por enquanto ainda não há novidades no cartaz, sabendo-se apenas que se irá manter a tradição de um lineup nacional de excelência, eclético e composto por artistas consagrados, mas também por muitos projetos em ascensão que despertam a curiosidade de muitos.

A primeira novidade desta celebração artística independente é a oportunidade de adquirir aqui os primeiros 100 passes-gerais (com direito a campismo) por apenas 20€ com a oferta de uma t-shirt oficial do Indie Music Fest, que poderá ser levantada aquando da troca do bilhete pela respetiva pulseira.

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Festival Rescaldo: 19 a 27 de fevereiro [Culturgest/ ZDB]


O Festival Rescaldo vai para a sua nona edição e este ano realiza-se em Lisboa, nos habituais espaços da Culturgest e da Galeria Zé dos Bois. O festival decorre de 19 a 27 de fevereiro, focando-se nas mais promissoras músicas “sem rede” e sem género do panorama nacional. 

Este ano a programação dedica-se ao coroar de artistas cujas carreiras se têm fortificado através da expansão e reconhecimento internacional e à promoção de colaborações musicais inéditas, como é o caso do encontro dos Black Bombaim com o saxofonista alemão Peter Brötzmann.

A programação completa do evento pode ser aqui consultada:

Sexta, 19 de Fevereiro | 21h30 | Pequeno Auditório da Culturgest

Filipe Felizardo





Sábado, 20 de Fevereiro | 21h30 | Pequeno Auditório da Culturgest

Timespine (Tó Trips, Adriana Sá e John Klima)



Quinta, 25 de Fevereiro | 21h30 | ZDB (Galeria Zé dos Bois)




Sexta, 26 de Fevereiro | 21h30 | Garagem da Culturgest



Sábado, 27 de Fevereiro | 21h30 | Garagem da Culturgest





Os bilhetes custam 6€ (preço único); Desconto de 40% na compra de bilhetes para os 4 dias na Culturgest

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