sexta-feira, 4 de março de 2016

800 Gondomar apresentam novo EP no Sabotage Club



Os 800 Gondomar, banda natural de Rio Tinto, vão apresentar o seu novo EP no dia 25 de março, no Sabotage Club em Lisboa. A "banda mais perigosa da sua freguesia" vai trazer a festa à nossa capital, com novas músicas, e um concerto que promete ser tudo menos controlado. A acompanhar os 800 Gondomar vão estar os NOOJ, a nova banda lisboeta, formada por dois membros dos Old Yellow Jack, que vão ficar encarregues de abrir esta noite.

O evento tem começo previsto para as 22h30, e os bilhetes custam 5 euros, com oferta de um fino.


800 Gondomar



NOOJ

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Para a semana há O Children e Agent Side Grinder no Porto e em Lisboa


As promotoras A Comissão e a Muzik Is My Oyster continuam a trazer até Portugal excelentes projetos no campo do underground e é já para a semana que trazem o regresso dos ingleses O Children e dos suecos Agent Side Grinder a território nacional. O primeiro concerto das bandas acontece já na próxima sexta-feira, 11 de março no Hard Club - Porto, com abertura de Sexy And Color, enquanto o segundo toma lugar na Caixa Económica Operária, em Lisboa.

No Porto as portas abrem às 21h00 e os concertos começam às 21h30. Os bilhete têm um preço de 15€ até amanhã, passando a custar 17€ a partir de dia 6 de março. Em Lisboa as portas abrem às 22h00 com os concertos a iniciarem às 22h30. As entradas valem 15€ inclusive no próprio dia. Haverá ainda after party's para ambos os concertos. Todos os pormenores e biografia das bandas seguem abaixo, via press release.

Informações adiconais do concerto em Lisboa aqui, informações relativas ao concerto do Porto aqui.


AGENT SIDE GRINDER 


Os suecos Agent Side Grinder voltam a atuar em solo português depois da sua estreia no nosso país no Festival Entremuralhas o ano passado. Esta banda de Estocolmo constituída por Kristoffer Grip (voz), Johan Lange (sintetizadores), Henrik Sunbring (sintetizadores), Peter Fristedt (sintetizadores modulares e tape-loops) e por Thobias Eidevald (baixo) está junta desde 2005. O álbum de estreia vê a luz do dia em 2008 e desde então, os Agent Side Grinder já lançaram mais três álbuns de originais, sendo Alkimia (2015) o mais recente. Definem-se como um monstro eletro/post-punk/industrial e efetivamente o som dos Agent Side Grinder vai desde o post-punk, industrial, passando por eletrónica dark com inspiração Kraftwerkiana. Espera-nos uma noite empolgante pelos muitos fãs que não querem perder a oportunidade de ver a banda a atuar ao vivo. 



O.CHILDREN 


Também os londrinos O. Children regressam a Portugal pela segunda vez depois de uma passagem pelo festival Entremuralhas em 2014. A banda composta por Tobi O’Kandi (voz), Andi Sleath (bateria), Gauthier Ajarrista (guitarra) e Harry James (baixo) formou-se em 2008 e adotou o seu nome de uma canção de Nick Cave. Os O. Children vão com certeza trazer na bagagem temas do álbum Apnea (2012), bem como temas do álbum de estreia (2010), nomeadamente o aclamado "Dead Disco Dancer". O som dos O.Children vai buscar as suas raízes na música dark e melancólica produzida pelos Joy Division e é ao mesmo tempo inspirado pelas influências goth rock de bandas como os Sisters of Mercy e The Fields of the Nephilim.



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The Quartet Of Woah e Serushio atuam a 12 de março no Texas Bar


O Texas Bar vai receber mais uma noite Segunda embarção, com o selo da Capitão. As bandas que vão atuar a 12 de Março no espaço leiriense são os The Quartet Of Woah, Serushio e The Country Playground.

As embarcações do Capitão apresentam aos seus marinheiros não só a musica como também a arte no seu Mercado Negro no convés, com 6 artistas da região centro com exposições desde o artesanato, ilustração, Design e fotografia.

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STREAM: Kendrick Lamar lança álbum surpresa "untitled Unmastered"


Os últimos meses têm sido incríveis para Kendrick Lamar e seus fãs. Depois do lançamento do gigante To Pimp A Butterfly no ano passado e de 11 nomeações para os Grammys, dos quais foi vencedor em 5 categorias, K-Dot surpreende-nos com uma compilação de diversas faixas que não figuraram no seu último longa duração. untitled unmastered é o nome do seu novo projeto, composto por 8 faixas produzidas entre 2013 e 2016, dos quais se destacam as duas faixas apresentadas exclusivamente em atuações memoráveis nos programas "The Colbert Report", em 2014, e "The Tonight Show With Jimmy Fallon". O álbum encontra-se disponível para audição completa no link em baixo:

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quinta-feira, 3 de março de 2016

NOOJ em entrevista: "Agora toco com distorção em todas as músicas, o que em Old Yellow Jack nunca acontece"


Esta semana estivemos à conversa com os NOOJ, a nova banda formada por Miguel Afonso (bateria) e Skronk de Almeida (guitarra/voz), também membros dos Old Yellow Jack, em antevisão ao seu concerto com os espanhóis The Parrots, este sábado no Musicbox Lisboa


Threshold Magazine (TM) - Como surgiu este projeto?

Miguel (M) - Old Yellow Jack é a nossa outra banda, estamos a gravar um álbum há muito tempo, e como o álbum está bonito, e não tínhamos nada para fazer, criámos uma cena feia. (risos)

Skronk (S) - Epa tínhamos tempo, começamos a desenvolver umas coisas mais pesadas, mais punk, tipo Ought ou assim, e então, já que tínhamos tempo.

TM - E qual é a origem do nome NOOJ?

M - Queres a versão curta ou a versão longa?

TM - A versão que vocês quiserem. (risos)

M - A versão curta é... NOOJ é NOJO em açoriano. A versão longa é que nós gostamos de uma banda que são os No Age, e é um nome mais ou menos parecido.

S - No Age No Age... NOOJ, muito bom, super eléctrico. (risos)

TM - O que podemos esperar do vosso EP de estreia?

M - É mais ou menos o que andamos a tocar ao vivo, secalhar ali com algumas coisas diferentes a meio.


S - Talvez um cheirinho mais experimental do que tocamos ao vivo, e talvez umas surpresas electrónicas.


TM - O facto de serem amigos de longa data torna mais fácil o vosso processo criativo?

S - Epa sim, amigos de longa data...


M - Pelo menos.. somos.


S - 5 anos.


M - Já vi no facebook que a partir de 7 anos é um amigo para a vida, está quase. (risos)


S - Mas já tocamos juntos desde 2011.

M - E também crescemos musicalmente, por isso torna-se um bocado fácil, nós ouvimos as mesmas coisas sempre.

TM - E neste novo projeto há influências de Old Yellow Jack? Ou decidiram fazer uma coisa completamente nova?

S e M - Não, nada, zero.

S - Não podia haver mesmo.

TM - Era uma coisa mesmo nova não é?

S - Sim, o Miguel toca bateria de uma maneira completamente diferente do Filipe (baterista dos Old Yellow Jack), eu estou a tocar de outra maneira completamente diferente, agora toco com distorção em todas as músicas, o que em Old Yellow Jack nunca acontece.

M - Epa e não há baixo.

TM - Há alguma razão em específico para cantarem em português nos NOOJ? Dado que em Old Yellow Jack as letras são em inglês.

S - Isso era tipo um desafio.

M - O Skronk é o que escreve as letras, por isso ele tá tão habituado a escrever as letras em inglês, que foi um desafio que eu lhe lancei para escrever em português.

S - Ele disse "Tenta aí pá, tenta escrever em português", e eu disse "Ah... ok". (risos)

M - Foi para nos afastarmos mais de Old Yellow Jack, e ser em português é mais bonito ainda.

S - Até acho que estou a cantar de uma maneira completamente diferente nas duas bandas.

TM - Há planos para um LP?

M - Não, acho que só queremos lançar EP's mesmo.

S - Talvez daqui a uns anos.

M - Secalhar um EP com várias colaborações, mas isso é só falado.

TM - Pensam fazer uma tour depois de lançar o vosso EP?

M - Sim claro.

S - Sim isso claro, já temos datas marcadas.

TM - No outro dia vi que vão tocar com os 800 Gondomar, não é?

S - Sim, no Sabotage e depois no Maus Hábitos.

TM - E estão entusiasmados por abrirem para os Parrots no próxima dia 5?

S - Sim, já os tínhamos visto ao vivo. 

M - Embora haja derbi nesse dia. (risos)

TM - O que têm andado a ouvir ultimamente?

S - Andamos a ouvir bastante Parrots, e gostamos muito.

M - Temos andado a ouvir Deerhoof.

S - Muito Deerhoof, No Age, depois cá em Portugal...

M e S - Pega Monstro.

TM - O novo do Ty Segall não?

M - Ainda não ouvi, mas tenho curiosidade.

S - Já ouvi, ainda não ouvi com muita atenção, mas já ouvi os outros todos.

M - E o Slaughterhouse também é uma coisa influente em NOOJ.

TM - E pronto é isto!

M - É isto!

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Thee Oh Sees entre as novas confirmações do Reverence Valada


O Reverence Festival Valada 2016 anunciou hoje mais bandas que vão atuar a 8 de setembro, encerrando o cartaz desse dia. O alinhamento deste dia ficou a cargo do BLACK BASS - Évora Psych Fest e integra bandas internacionais assim como bandas nacionais da produtora e agência Pointlist.

O grande destaque vai para o regresso dos Thee Oh Sees ao nosso país, desta vez para apresentarem Mutilator Defeated at Last, editado no ano passado. Chain and the Gang, J.C. Satàn, Blaak Heat e Flavor Crystals compõe as confirmações internacionais, enquanto que The Sunflowers, Sun Mammuth e 800 Gondomar representam as cores da Pointlist em Valada.


Os bilhetes para o Reverence Festival Valada já se encontram à venda nos locais habituais.

Outras bandas já confirmadas: Killing Joke | The Damned | Mécanosphère | Ozric Tentacles | Dead Meadow | With The Dead | Silver Apples | Yawning Man | Nik Turner's New Space Ritual Band | The Cult os Dom Keller | LSD & The Search for GOD | The Papermoon Sessions | Farflung | Papir | Radar Men form the Moon | Oresund Space Collective | Pigs Pigs Pigs Pigs Pigs Pigs Pigs | Zone Six 

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quarta-feira, 2 de março de 2016

Bons Sons anuncia os 10 primeiros nomes


O festival Bons Sons celebra em 2016 o seu 10º aniversário. Para celebrar este acontecimento, foram convidados dez projetos sonoros que estiveram presentes em edições anteriores e cuja relevância os torna, ainda hoje, protagonistas da música portuguesa do momento.

Desbundixie (2006)
Deolinda (2008)
Kumpania Algazarra (2008)
Lula Pena (2010)
Danças Ocultas (2010) + Orquestra Filarmonia das Beiras
Joana Sá (2012)
Birds Are Indie (2012)
Sopa de Pedra (2014)
Lavoisier (2014)
D'Alva (2015)

A próxima edição do BONS SONS decorre de 12 a 15 de Agosto de 2016 em Cem Soldos, Tomar.

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Bad Bonn Kilbi revela cartaz da edição de 2016


O Bad Bonn anunciou esta manhã os artistas que tocarão no Bad Bonn Kilbi de dia 2 a 4 de junho. Entre eles estarão presentes Ty Segall, Minor Victories - banda composta por membros de Slowdive, Mogwai e Editors -, Parquet Courts, Metz, Föllakzoid, Cate Le Bon, Julia Holter e muitos mais.

Confiram a programação completa, já distribuída por dias, no site oficial do festival.

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Cinco Discos, Cinco Críticas #13

Stable As The Earth Stops Spinning // edição de autor // outubro de 2015
8.0/10

Os Then They Flew são um promissor quinteto de post-rock instrumental, localizado em Lisboa, que se estreou a 24 de outubro com o seu primeiro registo Stable as the Earth Stops Spinning. É talvez difícil caracterizar este álbum como um álbum de 'post-rock puro', uma vez que este está recheado de ritmos lentos e melodias delicadas, reminiscentes de ambient rock, que contrastam fortemente com trechos pesados e intensos, onde as três guitarras criam um ambiente musical denso. Aqui as músicas não seguem uma estrutura tradicional, vão sim evoluindo como se contassem histórias de viagens repletas de ricos cenários e momentos dramáticos, deixando o resto à imaginação do ouvinte. Tudo isto pode ser sentido e ouvido em Stable As The Earth Stops Spinning, disco que pode ser descarregado gratuitamente do bandcamp oficial. De destacar as músicas "Rooftop" e "Owls" como um bom ponto de partida à audição deste primeiro registo.

Martinho Mota


New View // Frenchkiss Records //Janeiro de 2016
6.0/10

New View é o novo álbum de Eleanor Friedberger, cantautora americana que fez parte do duo The Fiery Furnaces. A sonoridade do álbum é a mesma do seu antecessor, um indie pop agradável, mas pouco original. Infelizmente, não há tantas canções a destacar como em Personal Record. Nenhuma das músicas consegue estar ao nível de, por exemplo, “Stare At the Sun” e “I Am the Past”. “He Didn’t Mention His Mother”, “Cathy With the Curly Hair” e “Two Versions of Tomorrow” são os principais pontos positivos de um conjunto de canções repetitivo e, no geral, nada memorável. Não é um mau álbum, a voz de Eleanor Friedberger é tão agradável como sempre e não há nenhuma música que dê vontade de passar à frente, mas muitas delas não são realmente boas. Faltam melhores melodias e mais inovação. New View é um disco que pode agradar aos fãs de indie pop simples e genérico, mas se já não gostam de Eleanor Friedberger, não é com este álbum que vão passar a gostar.
Rui Santos



WALL EP // Wharf Cat Records // janeiro de 2016
8.3/10

WALL é uma banda de Nova Iorque, que transporta qualquer um dos seus ouvintes de volta aos anos 70/80, devido ao seu post-punk bastante característico desta época. Estrearam-se no passado mês de janeiro com o EP homónimo que, apesar da sonoridade “antiga”, aborda temas modernos como podemos perceber em “Fit The Part” em que Sam York canta sobre os vários papeis que temos de desempenhar na vida quotidiana, as várias “caras” que uma pessoa tem de usar para se integrar na sociedade “How many faces worn in one day?”, "My blood's the same I know it is just the exterior changes” e “Looking in the mirror to the face of a stranger, know the heart but not the face” ou, por exemplo, em “Cuban Cigars” que critica a imunidade perante a lei dos mais poderosos e ricos “These guys, they think they’re the modern(…) They think they’re safe from the law cause they think they are the modern(…)these guys, they’ve got the money”. Todas as músicas deste EP podem caracterizar-se pela sua rapidez e curta duração, características comuns ao movimento punk com a diferença de os seus instrumentais serem bastante harmoniosos. Não é difícil de comparar vocais de “Cuban Cigars”, apesar de mais agressivos, a certas passagens de “Whip It”, a famosa música dos Devo. WALL são uma banda a seguir atentamente pois, com este EP, conseguem mostrar a capacidade de resgatar uma sonoridade quase esquecida e introduzir-lhe elementos modernos. 

Francisco Lobo de Ávila



Too Much Flu Will Kill You // Adega Records // Fevereiro de 2016
7.5/10

Os Miami Flu são o mais recente embrião musical a ser parido pelo eixo São João da Madeira / Oliveira de Azeméis / Santa Maria da Feira/ Vale de Cambra. Bandas como os Al-Fujayrah e os Lululemon cruzam influências, instrumentação e ideia em Miami Flu, o biproduto de uma infância passada nos anos 90 a jogar jogos de vídeo, amadurecida à custa do consumo de doses copiosas de música psicadélica. A estética sonora lo-fi dos Miami Flu é acompanhada por uma capa de cd retro, inspirado nos jogos de vídeo dos anos 80-90, quando o 8-bit era rei, os telemóveis eram muito maiores e mais caros e quando a cocaína era a droga de eleição. Tudo isto evidencia muitas horas passadas a ver Miami Vice, muito polegares gastos a jogar Mega Drive. e muitas horas passadas a ouvir Brian Jonestown Massacre, os primeiros dos Pink Floyd e a fase mais psicadélica dos Beatles. Este não é um disco subtil no que toca a homenagear as suas referências. Aliás, a atmosfera tropical, quente e febril de uma Miami dos anos 80 na qual o colectivo nos quer envolver pode parecer-nos algo “forçada”, demasiado exagerada na estética e na forma para nos soar a algo de natural, verosímil. Mas o mais interessante é precisamente a espontaneidade deste projeto e o pouco pensamento que foi dado a procurar justificar a arte, tempo esse que foi gasto em PRODUZI-LA. Qual é o sentido em juntar anos 80, Miami, jogos de vídeo e música psicadélica? Qual é a grande explicação que sustenta e une todos estes conceitos num bolo coeso em vez de ser simplesmente um monte de referências nostálgicas, acordes orelhudos e letras juvenis? Mas mais importante, será que é mesmo necessária uma densa base de sustentação teórica, quando a música soa assim TÃO BEM? Nestes tempos conturbados da pós-internet comunista onde toda a informação e ferramentas digitais que a humanidade alguma vez produziu estão facilmente acessíveis aos seus utilizadores, é possível para um jovem nascido nos anos 90 fazer um disco que não só se inspira nos anos 80, mas que, de certa forma, VIVE nos anos 80. Não os anos 80 que viram a queda do muro de Berlim ou o Carlos Lopes a ganhar o ouro em LA enquanto os russos estavam a esburacar o Afeganistão, mas uma versão alternativa dos anos 80. Uma espécie de anos 80 2.0, quentes, febris e ainda mais psicadélicos, nascidos no contexto da pós-internet. O mundo precisa de mais gajos como os Miami Flu: gajos que fazem música simplesmente porque esta soa bem.

Continuem que eu quero ouvir mais. 

Eduardo Silva


A Coliseum Complex Museum // Jagjaguwar // Janeiro de 2016
7.3/10


Os canadianos The Besnard Lakes vêm de Montreal e chegam a 2016 com o seu quinto álbum de estúdio, A Coliseum Complex Museum. Começaram em 2003 pelas mãos do casal Jace Lasek e Olga Goreas, mantendo sempre uma sonoridade que vagueia entre o etéreo e a psicadelia, muito característica de géneros como o shoegaze e dreampop. Neste novo trabalho, juntaram-se ao alinhamento da banda um novo teclista e um novo guitarrista, mas a sonoridade da banda, rica em crescendos e texturas, permanece. O álbum tem como temática as obsessões pelo paranormal e artes negras, sendo povoada por criaturas mitológicas (“Bray Road Beast”, “Golden Lion”), ao mesmo tempo que se encanta com a beleza dos fenómenos naturais (“The Plain Moon”, “Nightingale”). As canções que se mais destacam neste disco são “Pressure Of Our Plans” e “The Plain Moon”, pela sua objetividade e distorção. A Coliseum Complex Museum é um álbum facilmente audível, mas que não ficará por muito tempo na memória. Produzido e gravado pela banda, apresenta uma sonoridade instalada na sua zona de conforto. Em edições futuras, seria bom que um colaborador externo levasse banda a outros terrenos. Em suma, a banda cumpre e a boa produção salva o álbum de ser genérico, no entanto fica aquém de The Besnard Lakes Are the Dark Horse (2007) e The Besnard Lakes Are the Roaring Night (2010).

Rui Gameiro

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terça-feira, 1 de março de 2016

Bad Bonn anuncia lançamento de songbook e desvenda concertos de Março

 
O Bad Bonn anunciou que, para festejar o 25° aniversário da sala, lançará um songbook com tablaturas de vários músicos que já por lá passaram, desenhadas pelos próprios. Entre o lote de artistas, estão presentes Thurston Moore, Mac DeMarco, Panda Bear, Wire, Flaming Lips, Unknown Mortal Orchestra, Angel Olsen e muitos mais. O livro será lançado dia 10 de Março na mítica Rough Trade East em Londres, no dia 11 no Imito Kilbi Festival na mesma cidade, e dia 16 no próprio Bad Bonn. Podem ver em baixo todos os artistas presentes no songbook, e fazer a pre-order do mesmo aqui.



A sala também já desvendou as bandas que lá tocarão durante este mês, sendo dia 24 o ponto alto, com Soviet Soviet e Ringo Deathstarr. Confiram a programação completa aqui.

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Rhye e Orelha Negra no Super Bock Super Rock '16


O festival Super Bock Super Rock confirmou mais três nomes para a edição deste ano, entre eles os Orelha Negra, que atuam no palco principal no dia 16 de Julho, a estreia nacional de Lion Babe no palco Carlsberg do dia 15 e o regresso da dupla norte-americana Rhye, que atua no mesmo dia no Palco EDP. O festival realiza-se mais uma vez no Parque das Nações durante os dias 14, 15 e 16 de julho e os bilhetes já se encontram disponíveis ao preço de 95€ (passe geral) e 50€ (passe diário).







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M83 regressa em Abril com novo álbum


Anthony Gonzalez, aka, M83, vai editar um novo trabalho em abril, que dá pelo nome de Junk. O sétimo disco de M83 sucede o aclamado Hurry Up, We're Dreaming (2011), chegando às lojas a 8 e abril com o selo da Mute. Por enquanto ainda não mais informações àcerca deste novo trabalho. De recordar que M83 tem presença marcada no NOS Alive a 9 de julho.

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METZ, Black Lips e Real Estate no Rock in Rio


O Rock in Rio anunciou hoje a programação do Palco Vodafone, aka Palco Alternativo. O grande destaque vai para a atuação dos canadianos Metz, que regressam ao nosso país depois da sua passagem pelo Amplifest em 2015. Black Lips, Real Estate, Boogarins e Hinds completam os nomes internacionais que vão pisar este palco de 19 a 29 de maio. No contigente nacional, temos os Keep Razors Sharp, Sensible Soccers, Glockenwise, Capitão Fausto e B Fachada.


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The Kills vão lançar novo álbum em Junho


A dupla formada por Alison Mosshart e Jamie Hince, mais conhecida por The Kills, está de volta aos trabalhos de estúdio. Ash & Ice é o quinto álbum da banda e tem lançamento agendado para 3 de junho via Domino Records. A produção deste novo álbum foi da responsabilidade de Jamie e John O'Mahoney (Metric e The Cribs).

O primeiro avanço de Ash & Ice é o tema "Doing It To Death", o qual pode ser ouvido aqui. A banda também partilhou a capa do novo trabalho (abaixo).






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Reportagem: Marching Church + Papaya [Maus Hábitos - Porto]


O passado sábado, 27 de fevereiro, foi marcado pelos concertos dos Marching Church - a estrearem-se em Portugal - e Papaya que decorreram na sala de concertos do Maus Hábitos, Porto, pelas mãos da conceituada promotora e editora vimaranense Revolve

Papaya


Marcado para as 22h00 em ponto, foi só por volta das 22h15 que os Papaya subiram a palco para apresentar o mais recente EP Três/III e o EP Dois/II e Um/I. Em formato trio, com Ricardo Martins na bateria, Óscar Silva na guitarra e Bráulio Amado no baixo, a banda tocou aproximadamente quarenta minutos do concerto que marcava a sua estreia ao vivo no Porto. Não era a estreia esperada para abrir Marching Church, no entanto. A amplificação estava extremamente alta e as distorções de guitarras e efeitos sonoros à la Thee Oh Sees não resultaram ali ao vivo, a abrir para um projeto internacional "performista". 





Portanto foi  um concerto bastante banal e aborrecido, vá, mas de extrema importância. Afinal se não fossem os Papaya o concerto dos Marching Church decorreria apenas com uma guitarra.



Marching Church


Os Marching Church foram os responsáveis para que muitos suportassem a chuva e as escadas até ao quarto andar do Maus Hábitos, afinal, o projeto que começou pelas mãos de Elias Bender Rønnenfelt, o já icónico vocalista dos Iceage, apresentava-se em palco com elementos das bandas Lower e Puce Mary. Em formato "six man band" os elementos subiram ao palco para dar início à música mais longa (em termos de duração) de uma setlist que trouxe apenas três músicas do disco de estreia This World Is Not Enough, "Calling Out A Name".



Foi a partir da segunda música que os Marching Church começaram a esculpir as primeiras demos que certamente estarão presentes num segundo disco de estúdio, a esperar para breve. Um trago no copo e "Information" era anunciada como o próximo single a ouvir. Estava ali o público em pulgas para ouvir os singles mais conhecidos e, completamente focados na performance os Marching Church davam ali a conhecer em inédito as coisas novas que têm vindo a preparar. À quarta música, já focalizado no seu personagem a representar em palco, Elias apresentava um single cujo nome ficou percebido como "Innocent Pigeon" e ia de encontro à sonoridade explorada na segunda metade do disco de estreia. 




A juntar ao solo de bateria que se fez ouvir na sala, foi em "Part Of Life" (creio que foi assim que Elias a nomeou) que se deu juz ao trompete  com um mini solo a abrir para mais uma música que se apresentava como novidade. "Hungry For Love", "Living In Doubt" ou "King Of Song" foram singles que ficaram de fora da setlist e, na sua ausência, começaram a abandonar a sala de concertos os primeiros espetadores; ouvia-se como pano de fundo uma balda sobre a água com todos os elementos em voz secundária, à excepção do baterista. "Up A Hill" surgiu em palco já em tons de despedida.



A finalizar Elias e companhia despediram-se do público através de um cover de "Dark End Of The Street", original de James Carr e dos poucos singles tocados de This World Is Not Enough. Em mote de despedida "Sweet Dreams" foi a última frase da banda ao público portuense antes de abandonar o palco, num concerto sem encore.




Texto: Sónia Felizardo
Fotografia: Martinho Mota

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Chelsea Wolfe tem novo single


Chelsea Wolfe lançou o ano passado um dos álbuns memoráveis de 2015, Abyss, e agora está de regresso com o novo single de 7'' - "Hypnos" - que será lançado juntamente com "Flame", dois b-sides que ficaram de fora do terceiro disco de estúdio. O primeiro b-side "Hypnos" pode para já ser escutado abaixo, via soundcloud.

Será igualmente lançada uma deluxe edition de Abyss que trará as referidas músicas e ainda as versões demo de "Grey Days", "Simple Death" e "Survive". 

"Hypnos / Flame" será editado no próximo dia 1 de abril via Sargent House

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segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Ganso apresentam vídeo para 'Lá Maluco'


Os GANSO são um conjunto de cinco rapazes lisboetas com jeito para a festa. Ontem lançaram o seu primeiro videoclip para o tema "Lá Maluco", do seu EP de estreia Costela Ofendida, lançado pela editora Cuca Monga em Novembro de 2015.

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STREAM: Filho da Mãe - Mergulho


Rui Carvalho o mentor por trás do projeto Filho da Mãe anunciou o seu terceiro trabalho de estúdio, intitulado de Mergulho

Mergulho foi gravado no Mosteiro de Rendufe, em Amares e produzido por João Brandão sendo fruto de uma residência artística proporcionada pela associação Encontrarte-Amares. As datas completas dos próximos concertos de apresentação de Mergulho poderão ser consultadas abaixo.

O disco tem data de edição prevista para 7 de março via Lovers & Lollypops, no entanto já podem ouvi-lo na íntegra no site da Antena 3.

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The Tallest Man on Earth, CHVRCHES, Sharon Jones e Ryley Walker em Paredes de Coura


CHVRCHES, The Tallest Man on Earth, Sharon Jones & the Dap-Kings e Ryley Walker são as mais recentes confirmações para o festival Vodafone Paredes de Coura, que irá decorrer entre 17 e 20 de Agosto.

Os outros artistas que já integram o cartaz são LCD Soundsystem, Unknown Mortal Orchestra, Sleaford Mods e The Bohicas.

Os passes gerais estão à venda por 90 euros.


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