sexta-feira, 18 de março de 2016

Nisennenmondai anunciam novo disco


As Nisennenmondai são três miúdas de Tóquio - Sayaka Himeno (bateria), Yui Aikawa (baixo) e Masako Takada (guitarra) - que têm vindo a tocar música instrumental juntas desde 1999. Desde o seu início, com um som barulhento e influências de Sonic Youth, DNA e This Heat, até agora, a banda aperfeiçoou e simplificou o seu som numa tonalidade mais minimalista, com ênfase nas possibilidades hipnóticas de repetição, criando um som que pode ser comparado a 'techno orgânico ".

A banda gravou um novo disco com o produtor Sherwood que resulta num disco com uma maior ênfase em pequenos detalhes rítmicos e em subtis toques dub. #N/A (literalmente, Nisennenmondai com Adrian Sherwood) é um novo álbum de estúdio que vê o trio japonês a filtrar os seus beats e jams através da mesa de mistura do legendário produtor dub. O novo single de avanço "#5" encontra-se igualmente disponível para audição.

#N/A tem data de lançamento prevista para 1 de abril via On-U Sound.


#N/A Tracklist: 
01. #1 
02. #2 
03. #3 
04. #4 
05. #5 
Bonus tracks: 
Nisennenmondai at Unit, Tokyo, 18 April 2015, live dub mix by Adrian Sherwood 
01. A' (live in dub) 
02. B-1' (live in dub)

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Lisbon Psych Fest na ZDB com Jacco Gardner e Helena Espvall


Este ano o Lisbon Psych Fest começa um dia mais cedo. A Galeria Zé Dos Bois acolherá, pela primeira vez, uma extensão do Lisbon Psych Fest com um encontro único entre o holandês Jacco Gardner e a sueca Helena Espvall. Num cenário diferente do habitual, onde se propõem novas formas de criação artística em torno da música mais livre, este concerto terá na sua essência influências do folk mais primordial e da música analógica. Uma atuação exclusiva para o festival - incentivando, assim, à improvisação e a encontros fugazes entre músicos.

Os concertos têm início às 22h00 do dia 14 de abril. Os bilhetes para o evento têm um preço de 8€.


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STREAM: B Boys - No Worry No Mind EP


Os nova-iorquinos B Boys estreiam-se em estúdio, este ano, pela Captured Tracks com o EP No Worry No Minduma expressão da dualidade e extensão do dadaísmo. Com Wire a surgir como principal influência musical, a sonoridade dos B Boys apresenta igualmente semelhanças a Parquet Courts. Apresentações feitas, o EP do trio encontra-se disponível abaixo para audição na íntegra.

No Worry No Mind EP é editado hoje, 18 de março, via Captured Tracks.


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Steve Gunn, Föllakzoid e White Fence no GNRation



Aos já anunciados Tim Hecker, Sensible Soccers, Filho da Mãe, Glockenwise e PZ, o GNRation adicionou mais seis nomes ao programa.

White Fence (na imagem) e Steve Gunn, que estiveram presentes na última edição do Paredes de Coura, vão a Braga dia 30 de Maio. O americano Josephine Foster vai apresentar o seu novo álbum no dia 9 de Abril, num concerto com lotação limitada a 100 pessoas. 

Os Föllakzoid vão regressar a Portugal dia 17 de Junho, para apresentar o seu mais recente disco, III. Os Capitão Fausto, que lançaram recentemente um novo single, "Amanhã Tou Melhor", tocam as novas canções a 14 de Maio. Outro artista nacional que visitará o GNRation nos próximos meses é B Fachada, que regressa a Braga a 25 de Junho.

O GNRation oferece a possibilidade de assistir a todos os espetáculos de música dos próximos meses através do passe trimestre música gnration. O passe, que custa 25€, garante entrada para os concertos de White Fence, Steve Gunn, Josephine Foster, Tim Hecker, Föllakzoid, Capitão Fausto e B Fachada.

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White Fence na Galeria Zé dos Bois em maio


O californiano Tim Presley, a.k.a. White Fence, vai actuar no dia 29 de maio em Lisboa, na Galeria Zé dos Bois. O artista americano volta assim a Portugal, para assinalar a primeira colaboração da Beefeater com a ZDB, depois de no ano passado ter vindo para dar um concerto no Festival Paredes de Coura. Ainda não se sabe se estará iminente um novo LP de White Fence, este que também vai passar pelo gnration no dia 30 de maio, em Braga.

O concerto tem inicio marcado às 22h, e os bilhetes custam 10 euros.


White Fence

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quinta-feira, 17 de março de 2016

Janrik lança dois singles


Após o lançamento do EP Ode, Janrik traz-nos Músicas para ouvir com fones, dois singles que partem de gravações da Sé de Lisboa. Nestes dois singles podemos ouvir então um Janrik a entrar no domínio da música ambient.



Esta sexta-feira, dia 18, Janrik tem então concerto marcado no EKA PALACE pelas 22:30 onde apresentará Ode e os novos dois singles.

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Thee Oh See, SUUNS e mais no Paredes de Coura


Há muitas surpresas a juntarem-se ao cartaz da edição de 2016 do Vodafone Paredes de Coura, afinal há bons nomes a marcar presença de 17 a 20 de agosto na Praia do Taboão. 

Thee Oh Sees são a mais recente encarnação psicadélica da constante evolução pop-folk do cantor e compositor John Dwyer e já confirmados para o Reverence Festival Valada, não faltarão a Paredes de Coura para dar garage rock à malta. 


Embora o sucesso nas tabelas de Inglaterra seja um passo improvável na fama de uma banda de Kentucky, foi exatamente isso que os Cage The Elephant conseguiram alcançar. A banda regressa a Portugal com o novo álbum Tell Me I’m Pretty, os primeiros concertos desde as atuações estrondosas que ajudaram Matt Shultz na sua reputação como destemido animal de palco.


Os Suuns têm procurado fazer as coisas de forma diferente. A banda que estará este sábado a 19 de março em Ponta Delgada, via mais uma edição do Tremor, marcará presença em Portugal para mais um Paredes de Coura.


Por fim e bastante aguardado encontrava-se o regresso de Kevin Morby que se estreou em Portugal numa das salas que se perdeu em Aveiro, o Mercado Negro. Depois da passagem pelo Primavera e uma série de fãs conquistados, o cantautor volta em agosto.


Os passes gerais para a 24ª edição do Vodafone Paredes de Coura podem também ser adquiridos em BOL.pt, Ticketscript, Seetickets, Masqueticket e locais habituais (FNAC, CTT, El Corte Inglés, Worten,...) pelo preço de 90,00€.


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Quentin Sirjacq com dois concertos em Portugal


Quentin Sirjacq estreia-se a solo em Portugal com a apresentação do novo álbum Far Islands and Near Places amanhã no Salão Brazil, em Coimbra. No dia seguinte, 19 de março, ruma até Lisboa onde atuará no O Bom O Mau e O Vilão. O concertos têm início marcado para as 22h30 com os bilhetes a custarem 7€ no dia do concerto e 6€ até lá.

Quentin Sirjacq revela no seu piano a harmonia entre o clássico, a experimentação de ritmos modernos e o minimalismo. A conjugação da melancolia de Erik Satie com o transe minimalista de Steve Reich e a ascensão rítmica de Philip Glass resulta na originalidade das composições do pianista parisiense. 

O francês surgiu no circuito avant-garde em Amesterdão depois de completar os estudos no Royal Conservatory of the Hague, na Holanda, actuando por diversas vezes com o guitarrista avant-rock, Fred Frith, que o levou a estudar composição no Mills College, em Oakland, Califórnia. O seu talento e destreza culminaram em concertos com grandes nomes da música experimental, como Joëlle Léandre e William Winant.


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Reportagem: Sensible Soccers [ZDB - Lisboa]

Daniel José  ©
No sábado que passou fui até à Galeria Zé dos Bois, assistir ao concerto dos enormes de Vila do Conde. Estou pois a falar dos Sensible Soccers, banda que editou recentemente o novo disco Villa Soledade, e que esgotou com bastante antecedência o Aquário da ZDB, a 11 e 12 de março, para mostrar o sucessor do tão aclamado 8 (2014).

As expectativas eram mais que altas, e posso afirmar por todos os que estiveram presentes na sala completamente cheia, não foram defraudadas. O trio composto por Manuel Justo, Filipe Azevedo e Hugo Gomes fez-se acompanhar por André Simão, o qual foi responsável pelos ritmos do baixo e da bateria digital.

A banda entrou em palco por volta das 22h10 e, sem demoras, deram início ao concerto com "Clausura", música hipnótica e introspectiva, carregada de sintetizadores. Seguiu-se "Villa Soledade", single que dá nome a este novo trabalho, levando a que o público se começasse a sentir mais solto, as pernas e as ancas a quererem mexer-se. "Bolissol" e "Nunca mais me esquece"continuaram com essa toada dançante, a primeira num tom mais vaporwave acompanhado pela guitarra de Filipe e a segunda a visitar terrenos mais africanos e gingões. Seguiram-se uns momentos de silêncio que levaram Manuel Justo a exclamar quase emocionado: "Estes momentos são do caralho".


Daniel José ©

"Ulrike" trouxe-nos a primeira amostra de 8 (que saudades deste discão), mas foi com "Sofrendo Por Você" que o concerto atingiu o seu auge. Não havia ninguém no Aquário que não estivesse contagiado por esta malha que bem podia andar por aí nos bailes populares. "Shampoo" deu continuidade aos movimentos frenéticos do público, apresentando-se como uma séria candidata aos malhões de Villa Soledade. Foi com este tema que o conjunto de Vila do Conde abandonou o palco pela primeira vez.

O público não se ficou, queria muito mais, como é óbvio. Aliás, estávamos a ter uma das noites das nossas vidas. Foi então que a banda regressou ao palco para interpretar "Zaire 1974" do EP fornelos tapes vol.1 (2012) e a épica "AFG", que coroou esta atuação como gloriosa. 
 Daniel José  ©
Villa Soledade mostra-se assim ao vivo como mais um excelente trabalho, explorando sonoridades e ritmos mais dançáveis. Há quem grite que eles são os maiores e nós concordamos plenamente. A banda responde: nem de perto nem de longe. A verdade é que saímos todos de barriga cheia da ZDB e que queremos vê-los mais vezes. Todas as semanas se for possível.


Texto: Rui Gameiro
Fotografia: Daniel José

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quarta-feira, 16 de março de 2016

STREAM: Underworld - Barbara Barbara, we face a shining future


Barbara Barbara, we face a shining future é o novo disco dos Underworld que se encontra disponível para audição na íntegra. O novo álbum sucede então Barking, editado em 2010, e tem data de lançamento marcada já para dia 18 de março. Para ouvir o álbum, é seguir o link em baixo:


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[Review] Death Index - Death Index


Death Index // Deathwish Inc // fevereiro de 2016
8.5/10

Os Death Index formaram-se o ano passado quando Carson Cox - o vocalista dos Merchandise se juntou a Marco Rapisarda, ex-baterista dos Crocodiles e o responsável pelas editoras Hell, Yes! e No Good (editoras de bandas Fresh & Onlys, Hurula, Dum Dum Girls, Love Inks, entre outras). Portanto da conjugação de dois nomes importantes e ativos na cena musical só poderia surgir boa coisa e os Death Index são uma das grandes surpresas de 2016, tudo devido ao disco de estreia homónimo. A base é o art punk e, através de guitarras noisy eletrizantes e uma percussão intensa, o duo traz à tona um álbum curtinho mas carregado de músicas enormes.

Death Index foi concebido e gravado entre Berlim, Tampa Bay e Itália (daí os títulos das canções serem escritos em línguas diferentes) e apresenta um álbum onde o tema principal incide sobre a morte - morte social, computacional e a violência animal. A cover-art é tremenda e diz muito sobre o álbum, especialmente por se apresentar a preto e branco. Passando à música, Death Index mostra dois músicos com influências musicais baseadas entre o experimentalismo dos Suicide e a fase post-hardcore dos Iceage, tendo como ponto forte a voz de Carson Cox, já bastante marcante e excelentemente bem inserida na sonoridade. Como primeiros avanços ficam marcados os singles "Dream Machine" - fuzz acelerado de dois minutos -, "Little 'N' Pretty" - música punk abrasiva - e mais recentemente "Fup", que se enquadra nos argumentos anteriormente expressos.


"Fast Money Kill" é o single de abertura de Death Index e apesar dos seus curtos cinquenta e quatro segundos de duração, trata-se de uma introdução estrategicamente bem conseguida na medida em que prende logo o ouvinte (num nicho específico do mercado musical) e o impulsiona a continuar a explorar o restante disco. As músicas têm todas uma identidade peculiar e torna-se interessante e motivador  tentar desvendar cada característica ao longo das constantes reproduções. Sobre o facto de ser um disco que explora o conceito da morte, é importante referir a música "JFK", uma alusão ou não a John F. Kennedy, poderia retratar facilmente o cenário de um holocausto nuclear. 

"Patto Con Dio" encerra o álbum e trata-se da música com maior duração, a mais experimental e a única que apresenta duas fases neste primeiro disco. Falando em músicas com desenvolvimentos interessantes, "Lost Bodies" é a única música que sai dentro das linhas de ritmo que os Death Index já nos estavam a habituar. Há linhas de sintetizadores simples e, com mais uns minutos de avanço, a voz secundária, juntamente à voz principal, faz relembrar Bahaus, em "Bela Lugosi's Dead". Portanto o que é diferente aqui não é mau e "Lost Bodies" é um single que musicalmente se enquadra no cenário que o seu título descreve.

Em suma, temos aqui um dos álbuns a ingressar a lista dos melhores de 2016. Há fluidez musical, uma banda pronta a arrasar palcos ao vivo e o resultado é um disco que se quer ouvir. Apesar dos seus vinte e quatro minutos de duração - que por serem breves quebram qualquer monotonia expectável - Death Index mostra uma banda que sabe o que quer e fá-lo bem, O disco está todo disponível ali em baixo, para audição na íntegra.




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Reportagem: The Soft Moon [Musicbox - Lisboa]


No sábado passado fui até ao Musicbox assistir ao muito aguardado e esgotado concerto de The Soft Moon, projeto de Luis Vasquez que se estreou no nosso país na última edição do festival Paredes de Coura, e que no dia anterior tinha atuado no Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães.

A noite já ia longa, pois ainda há alguns minutos me encontrava no concerto de Sensible Soccers na Galeria Zé dos Bois. Cheguei ao Cais por volta da meia noite e logo me dirigi ao Musicbox, não tendo chegado a tempo da atuação de Alforjs


Alforjs @ Musicbox

Perto da meia noite e meia, entraram em palco o baterista e o baixista de serviço que acompanham o projeto nas atuações ao vivo. Começaram as batidas ritmadas e o som tenebroso oriundo do baixo, e só depois Luis entrou em palco.

Numa escuridão total, foi a oportuna "Black" a dar início ao concerto. Música digna de uma banda sonora produzida por John Carpenter, tornou a atmosfera abrasiva e sufocante, como a preparar-nos para o vendaval que aí vinha. Seguiram-se "Dead Love" e "Parallels", do álbum homónimo editado em 2010, e "Machines", de Zeros (2012), e só então é que Luis se dirigiu à audiência em tom simpático "Hello Lisbon, this our first time here".



O concerto foi prosseguindo em ritmo frenético e o single "Far", do último álbum Deeper (2015), levou o público ao delírio. Toda a conjugação de escuridão com luzes intermitentes e nervosas (quase "epilépticas", diria), sintetizadores arrepiantes, baixo angustiante, berros sombrios e percussão violenta, tornou este momento num dos mais alto de toda a noite para quem se encontrava na sala lisboeta.

O alinhamento do concerto contou ainda com mais alguns temas do álbum homónimo, como "Circles", single que me deu a conhecer o projeto em 2010, e "Into the Depths", assim como do álbum Zeros  - "Zero" e "Insides". Do novo álbum Deeper ouviram-se "Try", "Wrong" e a fantástica "Being", música que também constituiu um dos pontos altos do concerto, encerrando-o. Luis despediu-se com "You guys are great! We love you" e abandonou o palco com os restantes elementos.



O público, ainda com muita energia, exigia o regresso do trio ao palco com uivos e palmas. E eis que passado uns minutos, o seu desejo foi concedido, com um encore de duas músicas, "Die Life" e "Want". Luis ergue a guitarra bem alto no final como se estivesse a saudar o público pelo seu grande apoio nesta performance de alto nível. 

Ao fim de uma hora de concerto, este chegou mesmo ao fim. Tanto a banda como a audiência saíram satisfeitos do Musicbox. A verdade é que ao vivo a música de Soft Moon permite uma experiência mais íntima e introspectiva, obrigando-nos a sentir na pele a vibração e o terror, e somos sugados para o negrume que nos é transmitido pela música produzida por Luis Vasquez.


The Soft Moon @ Musicbox

Texto: Rui Gameiro
Fotografia: Carolina Colaço Pereira

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terça-feira, 15 de março de 2016

Roly Porter confirmado no Amplifest


O Amplifest confirmou hoje mais um nome. Roly Porter junta-se assim aos já confirmados Neurosis, Mono e Anna Van Hausswolff. Roly Porter editou, em Janeiro, o seu mais recente longa duração The Third Law, um dos lançamentos mais interessantes da música eletrónica deste ano. 
O Amplifest realiza-se entre os dias 19 e 22 de Agosto, numa edição especial de 4 dias com o alargamento às salas Cinema Passos Manuel e Cave 45, onde atuarão os franceses Aluk Tudolo, no primeiro dia e Steve Von Till no último. Os bilhetes já se encontram disponíveis a 75€ para a Weekend Experience e 89€ para a Extended Experience, que engloba os quatro dias do festival.


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Favela au Lait #26 com Tundra Fault, Nils Meisel e Nul




A residência da Favela Discos no Café Au Lait, Porto, decorre todas as quintas feiras desde setembro passado. Esta semana, #26, podemos contar com concertos de Tundra Fault, Nils Meiser e Nul, inseridos no festival itinerante de one man bands UM AO MOLHE.Os concertos são na cave, sempre à pala.

2 3 H 0 0
NUL

Nul é o projecto a solo de Dora Vieira (Bezbog, Favela Discos) que explora as possibilidades standardizadas de um teclado electrónico intercaladas com melodias cantadas e vozes flutuantes.



2 3 H 3 0
NILS MEISEL

Nils Meisel é sound designer e músico de descendência Luso-Germanica ora residente em Berlim, ora Porto ou onde o trabalho chamar. Tem trabalhado principalmente na área do teatro e performance. Interessa-se pela exploração do fenómeno sonoro e composição experimental e improvisação. Fusco é um projeto dedicado aos sintetizadores/máquinas de ritmos analógicos navegando entre composição minimalista e complexidade de drones, com muito sub-baixo e sequencias Krautrockianas "a la" Klaus Schulze.



0 0 H 0 0
TUNDRA FAULT

Tundra Fault é um projecto de música electrónica techno experimental de Miguel De, 22 anos, a trabalhar em Braga. Com influências em vários artistas da música electrónica, como The Field, Machinedrum, SHXCXCHCXSH, Conforce, Porter Ricks, Jon Hopkins e Throwing Snow, a criação de Whole nasceu de uma vontade de falar sobre a sexualidade e a forma como os corpos se relacionam pelo toque. 

Whole acaba assim por se tornar numa exploração das relações interpessoais em que a pessoa não existe, mas apenas o corpo, um corpo sem cabeça, sem identidade; e finalmente, da procura por essa mesma identidade. Com uma sonoridade agressiva e negra, procurou-se atingir a ténue linha que separa o agradável do nefasto neste tipo de relações.



0 1 H 0 0
FAVELA TITO SOUNDSYSTEM

O Tito é o senhor de robe que se passeia pela Favela, lançando fogo pelas pontas dos dedos esbeltos, já aparados pelo corta-unhas. Ao contrário da Elsa, não se fechou no quarto até ser Rei, suprimindo os seus poderes. Usa-os constantemente para lançar as chamas sobre os que ouvem as suas descobertas shamânicas via Internet. Consta-se que prepara um novo golpe de Estado à sua condição de humano e é considerado um individuo perigoso por todas as polícias, mas quem o conhece sabe que a sua alma é boa.

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MEDEIROS/LUCAS lançam novo single "Sede"


MEDEIROS/LUCAS mostraram hoje mais um novo tema de Terra do Corpo, segundo álbum de originais da dupla, com edição agendada para 5 de abril via Lovers & Lollypops. "Sede" é o nome da música, que contou com a colaboração de Carlos Barretto, apresentando-se como uma inquietação contemplada em voz alta, com traços niilistas e sarcásticos, carregada pela voz de Carlos Medeiros, pelas melodias de Pedro Lucas e pelo contrabaixo de Barretto

"Sede" pode ser aqui escutada.

Para além de Carlos BarretoTerra do Corpo conta ainda com a participação dos já residentes no projecto Ian Carlo Mendonza e Augusto Macedo, de um duelo de guitarras protagonizado por Tó Trips (Dead Combo) e Rui Carvalho (Filho da Mãe) e das vozes de Selma Uamusse e de António Costa (Ermo).

A viagem também já está marcada para alguns palcos:

27 de Abril - Aquário, ZdB, Lisboa
30 de Abril - Passos Manuel, Porto

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Bons Sons confirma mais 7 nomes


Keep Razors Sharp, Golden Slumbers, Cristina Branco, Flak, Few Fingers, Grutera e Bonecos e Campaniça são os novos nomes a serem adicionados ao cartaz do Festival Bons Sons, juntando-se a Desbundixie, Deolinda, Kumpania Algazarra, Lula Pena, Danças Ocultas + Orquestra Filarmonia das Beiras, Joana Sá, Birds Are Indie, Sopa de Pedra, Lavoisier e D'Alva.



 A próxima edição do evento decorre de 12 a 15 de Agosto de 2016 em Cem Soldos, Tomar.

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SpiritFest 2016 traz Gnoomes, Galgo e Sun Blossoms a Bragança


O SpiritFest está de volta dia 26 de Março! O festival sem data fixa, sem preço fixo, sem local fixo e que teima em acontecer só por acontecer, regressa à cidade Bragança para mais uma edição cheia de música intensa.

A 5ª edição vem confirmar a teimosia e a vontade da Dedos Bionicos em fazer acontecer um evento de contornos inéditos, apostando num cartaz de caris eclético e revivalista. O cartaz conta com um nome internacional, os russos Gnoomes. Os portugueses Galgo, The Black Zebra, Sun Blossoms, Can Cun, Henrique Rodrigues e dgtldrmr completam o cartaz.



O SpiritFest decorrera no pavilhão dos BVB, espaço gentilmente cedido pela União de Freguesias de Bragança que este ano apoio a festival.

Os bilhetes custam 6€, em que 1.5€ reverte a favor da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Bragança.

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STREAM: Birds Are Indie - Let's Pretend The World Has Stopped


Os conimbricences Birds Are Indie, banda de Joana, Jerónimo e Henrique, editaram a 10 de março o seu terceiro disco de estúdio, Let’s pretend the world has stopped. Este trabalho reflete sobre a vontade de parar o Mundo e ver o que acontece, numa altura em que o presente se parece tornar obsoleto tão rapidamente.

O novo trabalho foi editado em formato digital e CD, sendo inteiramente composto, gravado, misturado e masterizado pela banda. Let’s pretend the world has stopped pode ser ouvido aqui na íntegra:


Consultem aqui os próximos concertos da banda:

12 Março - COIMBRA - Fnac - 17:00
18 Março - OEIRAS - Fnac - 18:30 
19 Março - LISBOA - Casa Independente - 22:00 
31 Março - ZARAGOZA (Espanha) - La Lata de Bombillas - 21:00
01 Abril - BARCELONA (Espanha) - Concerto Secreto - 21:00
02 Abril - MADRID (Espanha) - Fotomatón (+ Tiger & Milk) - 21:30
08 Abril - AVEIRO - Associação Cultural Mercado Negro - 22:00
09 Abril - BRAGA - Fnac - 16:00
09 Abril - BRAGA - Convento do Carmo (+ Homem em Catarse) - 22:30
10 Abril - VN GAIA - Fnac- 16:00
28 Maio - COIMBRA - TAGV - 21:30
06 de Maio - PORTO - Maus Hábitos - 22:30
Agosto - CEM SOLDOS - Festival Bons Sons

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gnration assinala 3º aniversário com dia aberto


O gnration vai celebrar a 30 de abril o seu terceiro aniversário com um open day de concertos, dj sets, exposições, instalações e oficinas para os mais novos, entre outras atividades. Situado na capital de distrito mais jovem do país e uma das mais jovens da Europa, o projeto resultante da Braga 2012: Capital Europeia da Juventude tornou-se um polo de referência cultural no país.

Os Sensible Soccers, Glockenwise, PZ e Filho da Mãe são as bandas convidadas para atuar no evento, que terminará com dj sets dos Sensible Soccers e da Rádio Universitária do Minho, que também estará presente e transmitirá uma emissão especial a partir do local.



Programa
10:00 às 04:00
entrada livre 

Serviço Educativo 
Coderdojo 10:00 > 12:00 – sala de conferências 
Melopeias (sessão 1) 11:00 > 12:00 – sala multiusos 
Primeiros Bits 11:00 > 19:00 – startups 
Melopeias (sessão 2) 15:00-16:00 – sala multiusos

Música 
Glockenwise 17:00 – blackbox 
Sensible Soccers 22:00 – blackbox 
RUM Soundsystem 22:00 > 02:00 – pátio exterior 
Filho da Mãe 23:00 – sala multiusos 
PZ 00:00 – blackbox 
Sensible Soccers Dj Set 02:00 > 04:00 – sala multiusos

Instalação 
10:00 > 02:00 
Non Human Device #3, por Boris Chimp - galeria gnration 
Urban Algae Folly Extended, uma instalação sonora por Rui Dias - galeria INL 

Cinema / Vídeo 
10:00 > 02:00 
Projeção de Documentários: Outros Cantos, Sonic Boom: Artist In Residence, (re)gnration -sala serviço educativo 
Projeção de vídeos Braga International Video Dance Festival - escadas

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segunda-feira, 14 de março de 2016

Iggy Pop vem ao Super Bock Super Rock a 15 de julho


Amigos, acalmem-se! 

Iggy Pop foi confirmado no Super Bock Super Rock, voltando a atuar em Portugal depois da sua passagem pelo Optimus Alive em 2011. A lenda traz na bagagem o seu mais recente álbum Post Pop Depression, álbum colaborativo com Josh Homme, dos Queens of the Stone Age. 


Iggy vai atuar a 15 de julho no palco Super Bock, juntando-se a Massive Attack & Young Fathers, Bloc Party, Mac DeMarco, Kwabs  e Petite Noir.

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Daily Misconceptions mostra novo single


Daily Misconceptions está de volta com novo single "Insomnia Trap", segundo de Our Little Sequence of Dreams que irá ser lançado no dia 28 de março. O single vem acompanhado de uma reinterpretação do produtor Mr. Herbert Quain e podem ouvi-lo aqui mesmo.

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NOS Club traz Peaches à Casa da Música em Abril


A próxima edição do NOS Club, a decorrer na Casa da Música do Porto, traz a canadiana Peaches no dia 9 de Abril. Numa edição especial, o evento irá decorrer pela primeira vez durante dois dias e trará artistas como Moullinex, Da Chick, DJ Switch, Dj Profokiev (feat. Klara Rundel), Dj Bispo, Alex Metric e a já referida Peaches, que irá apresentar o mais recente longa duração Rub na sala Suggia.

O preço dos bilhetes varia entre os 10 euros, para o dia 8 de Abril no Bar Casa da Música (DJ Switch+Dj Profokiev (feat. Klara Rundel) , 12 euros na Sala 2 (Moullinex, Da Chick) no dia 9 de Abril e 15 euros na Sala Suggia (Peaches), também no dia 9 de Abril.


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Sean Riley & The Slowriders com mais novidades sobre o novo álbum


Os Sean Riley & The Slowriders adiantaram hoje mais informações sobre o quarto disco de estúdio. Ainda sem título, o novo trabalho é editado a 8 de Abril, tendo a capa (em cima) e o alinhamento (em baixo) sido disponibilizados. 
Por enquanto, "Dili" é o único tema que se conhece. Relembrem-no aqui.


Alinhamento:

intro: Flying Back
Dili
Dark Rooms
Swimming Pool Blue
Wherever You Go
Gipsy Eyes
Greetings
Pearly Gates
Today Forever
outro: S-Bahn

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Rui Maia mostra novo single do seu álbum a solo


Rui Maia, música e produtor dos X-Wife e do projeto indie-disco Mirror People, prepara-se para editar o seu primeiro álbum a solo, Fractured Music. Gravado no final de 2015, no seu estúdio em Lisboa, apenas com sintetizadores analógicos e um gravador de fita, Fractured Music tem edição marcada para 11 de Abril, tanto em formato digital como em vinil.

"Everything is Changing" é o primeiro single do álbum a solo e explora uma
sonoridade electrónica com influências techno, onde os sons mais abstractos e as batidas
fortes e minimalistas têm maior destaque.


Fractured Music vai ser apresentado em formato "Live Act" um pouco por todo o país:

16 Abril | Centro Cultural Vila Flor | Guimarães
21 Maio | Plano B | Porto
28 Maio | Convento do Carmo | Braga

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domingo, 13 de março de 2016

And Also The Trees vão lançar novo álbum


Os And Also The Trees são uma banda com uma carreira notável. Ativos desde 1979, a banda inglesa prepara-se agora para lançar o seu décimo terceiro disco de estúdio, Born Into The Waves que sucede assim Hunter Not the Hunted (2012).  Inspirado pelos concertos recentes da banda - Ucrânia, Roménia, Lituânia e Japão - o álbum evoluiu de quatro peças compostas pelo guitarrista Justin Jones sobre as canções de amor de cada parte separada do mundo. 

Segundo o vocalista Simon Jones "There are no traditional loves songs here but love, as an emotion and a force is at the core of the album and threads through the songs - light and dark, energizing and destructive - the sense of travel and place was also important as it helped us explore loves’ more diverse nature especially that as an opposing power to hate". O primeiro single de avanço do novo trabalho, "Your Guess" pode ser ouvido abaixo.

Born Into The Waves tem data de lançamento prevista para 18 de março. 




Born Into The Waves Tracklist:
01 - Your Guess 
02 - Hawksmoor & the Savage 
03 - Winter Sea 
04 - Seasons & The Storms 
05 - The Sleepers 
06 - Bridges 
07 - The Bells of St. Christopher’s 
08 - Naito-Shinjuku 
09 - Boden 
10 - The Skeins of Love

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[Review] Yuck - Stranger Things

Stranger Things // Balaclava/ Mamé Records // fevereiro de 2016
6.0/10

Os Yuck estrearam-se em 2011 com o homónimo Yuck que os projetou à escala mundial por ressuscitarem o melhor do indie rock dos anos 90, levando-os a serem comparados com My Bloody Valentine - no primeiro álbum - e Pavement. Em abril de 2013, Daniel Blumberg, o vocalista, co-compositor e guitarrista principal, deixou a banda (tendo posteriormente formado o seu projeto a solo - Hebronix) e Max Bloom, o outro guitarrista e formador da banda, passou a assumir a voz dos Yuck [Ed Hayes entrou na banda como guitarrista]. Em setembro do mesmo ano os Yuck lançaram o segundo disco de estúdio Glow & Behold que, como esperado, não iria fazer jus à estreia, onde a presença do shoegaze se apresentava bem mais afincada e a voz de Blumberg bem mais acertada.

Apesar dos baixos, os londrinos mantiveram-se firmes e cinco anos depois da estreia apresentam o seu terceiro disco de estúdio, Stranger Things. O primeiro single de avanço surgiu já em 2015 com "Hold Me Closer", uma das músicas que a banda vinha já a apresentar ao vivo; recorde-se que no Indouro Fest houve oportunidade de a ouvir. Em janeiro voltou-se a poder ouvir nova canção, "Hearts In Motion" que antevia mais uns minutos do que seria o resultado final deste novo trabalho. Mês e meio depois e Stranger Strings está cá fora. O problema é que os Yuck definitivamente não são mais o que eram/foram em 2011.




Embora tenham conseguido trazer um álbum bastante coerente, na medida em que apresenta uma conjugação coesa da sonoridade dos dois primeiros álbuns, os Yuck caem no erro da monotonia e o seus singles depressa se tornam aborrecidos. A título de exemplo oiça-se o homónimo "Stranger Things" e "As I Walk Away": acordes simples, um ritmo constante e jogos de vozes que se tornam facilmente aborrecidos - e nem a aura Strokiana aos três minutos e meio, da primeira música, a safa. 

No entanto há alguns singles bastante interessantes, que ao vivo deverão soar como Peaches & Cream. "I'm Ok" é um bom exemplo, "Yr Face" é outro. Afinal ainda parece haver uma sonoridade repescada do primeiro álbum, que bom. 

Stranger Things é um álbum giro mas cansa se for escutado constantemente. No fundo, a fase do sucesso dos Yuck ainda continua guardada em 2011. Há singles dispensáveis, mas os Yuck conseguem pelo menos manter a música de abertura e de encerramento com um potencial incrível. Se pudesse escolher uma música deste álbum destaco mais uma vez "Yr Face", single que não deve ser ignorado.


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