sábado, 16 de abril de 2016

Capitão Fausto em entrevista



Horas antes do concerto dos Capitão Fausto na Casa da Música, tivemos a oportunidade de entrevistar o vocalista e guitarrista da banda, Tomás Wallenstein.

Threshold Magazine (TM) - Quais são as principais diferenças entre este álbum e os anteriores, na tua opinião?

Tomás Wallenstein (TW) -  Normalmente acho que não nos cabe muito a nós estar a fazer uma análise de nós próprios. Acho que isso podia ser uma pergunta que eu te faria a ti ou que tu farias a um crítico. Há diferenças evidentes, por mais não seja nas escolhas sónicas, na maneira de gravar, nos tempos das canções, nos sons das guitarras... nos temas das letras um bocadinho, apesar de serem no geral uma constante, as coisas sobre as quais escrevo.



TM - O Pesar do Sol estava quase terminado em 2012, mas só foi lançado em 2014. O novo disco aproveitou muitas ideias anteriores ou foi composto quase só depois do Pesar o Sol?

TW - Nós começamos em Março do ano passado, portanto é um disco bastante 2015. Ou seja, sai agora, mas apanhou a maior parte de 2015.

TM - Há alguma música do disco que destaques, por alguma razão em especial?

TW - Não. Há umas de que que eu gosto mais ou a que me eu me afeiçoo mais, mas não destaco nenhuma.

TM - Como é que avalias os discos anteriores e a evolução da banda? Costumas ouvir algumas músicas antigas?

TW - Raramente ouço, sejam antigas ou novas. Já as ouvi muitas vezes, só para misturar.

TM - Esforçam-se para não repetirem a vossa sonoridade de álbum para álbum ou há uma evolução natural?

TW -
Acho que é natural, ou seja, acho que existe a percepção quando começam a sair coisas de que está um bocadinho diferente e vamos agarrando algumas ideias mas é relativamente instintivo. 

TM - Como é que costuma ser o vosso processo de composição?

TW - Somos os cinco em conjunto, à volta de ideias que passam a existir no momento ou que venham de antes, e a partir daí vai tudo crescendo, mas começa com os cinco.

TM - Vocês têm um EP não editado e é um bocado difícil encontrar essas músicas actualmente. Já pensaram em recolher essas e outras músicas que vão ficando para trás numa compilação ou em concertos?


TW - Talvez...não propriamente, não sentimos a necessidade disso.

TM - Antes dos Capitão Fausto a maior parte da banda tinha outro projecto, os IC19. Também tinhas alguma banda anterior?

TW -
Tinha algumas. Tive algumas bandas de passagem, basicamente.


TM - Como é que os vossos outros projectos, da Cuca Monga, influenciaram a criação do novo álbum?

TW -
Não sei muito bem como. Acho que o facto de nós gastarmos tempo a fazer coisas que são, à partida, diferentes do estamos habituados dá-nos uma experiência que nós não tínhamos antes, portanto hão de ter influenciado mais ou menos. Agora como, não sei.


TM - Quando surge ideia já sabes directamente se vai para um projecto ou para o outro?

TW -
Sim, já sei para que banda é que vai, normalmente.


TM - Há algum género específico que tenciones explorar num projecto no futuro?

TW -
Não.


TM - Vão ser acrescentados em breve projectos novos ao plantel da Cuca Monga?

TW - Não sei...é possível. É capaz de surgir aí coisas novas. Para já, nada revelável.

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METZ e John Reis juntos em EP para o Record Store Day


Hoje é dia de mais uma edição anual do Record Store Day. Fruto disso há uma série de lançamentos novos e colaborações interessantes que têm vindo a ser divulgadas durante a semana e que serão editadas fisicamente hoje. Uma delas é o novo EP de duas faixas que junta os canadianos METZ com o guitarrista John Reis (Drive Like Jehu) aka Speedo/Slasher.

Como antevisão deste mini EP foi lançado esta semana o primeiro single de avanço, "Caught Up" que itegra o EP homónimo editado hoje pela Swami Records, com edição limitada a 2.000 cópias.


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STREAM: Guided By Voices - Please Be Honest



Os Guided By Voices já se separaram e reuniram algumas vezes e, apesar de ser" uma espécie" de regresso, traz direito a novo álbum, Please Be Honest. O disco foi todo composto e gravado por Robert Pollard e marca o regresso dos Guided By Voices aos discos depois da separação em 2014. 

Please Be Honest segue agora disponível para audição completa na íntegra, via soundcloud. O último disco da banda, até à data, era Cool Planet (2014).

Please Be Honest é editado a 22 de abril pelo selo GBV Inc.


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Vídeos da Semana #81


Depois de uma semana de pausa, regressamos esta semana não com cinco, mas com sete vídeos para rever o que se passou na semana do audiovisual. Com uma série de produções para o Record Store Day, lançamentos independentes e ainda um cover, os vídeos de PINS, The Flaming Lips, FoalsBlock Party, Xiu Xiu, Misersable e Troller estão disponíveis ali.

1 - PINS - "Trouble"

2 - The Flaming Lips - "Space Oddity - [David Bowie's cover]"

3 - Foals - "Rain"

4 - Bloc Party - "Virtue"

5 - Xiu Xiu  - "Into The Night"

6 - Miserable - "Stay Cold"

7 - Troller - "Storm Maker"

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Lebanon Hanover cancelam concertos em Portugal


Os concertos dos Lebanon Hanover em Portugal, que estavam agendados para 6 e 7 de maio, em Lisboa na Caixa Económica Operária e no Porto, no Hard Club, respetivamente, foram cancelados. O anúncio foi dado pela própria banda via rede social facebook, por volta das três da tarde de sexta-feira e segue anexado abaixo. 


Face ao cancelamento a Muzik Is My Oyster (promotora do Porto) ainda se encontra a aprimorar o lugar onde acontecerão os restantes dois concertos agendados para o mesmo dia, sendo eles da francesa Hante. e dos Portugueses Zurich Dada.

Em Lisboa , A Comissão mantém o lugar dos concertos e para já tem ainda só confirmada a presença de Hante. Informações adicionais deverão ser reveladas brevemente.



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sexta-feira, 15 de abril de 2016

Julia Kent e Joana Guerra tocam no Carpe Diem a 3 de maio


O Nariz Entupido traz até Lisboa, mais concretamente ao Carpe Diem, no próximo dia 3 de Maio Julia Kent. Da violinista conhecem-se as diferentes colaborações - SwansAnthony and the Johnsons, Devendra Banhart. Black Tape for a Blue Girl e Norah Jones.

A artista vem apresenta o seu mais recente trabalho, Asperities (2015), álbum este, que da Mojo à Drowned in Sound tem merecido os mais rasgado elogios - “Evocativamente negro” e “A delicadeza e graciosidade das suas composições faz de Asperities o mais completo trabalho de Julia até ao momento”, respetivamente.




A primeira parte do concerto fica a cargo de Joana Guerra, cantautora e violoncelista cuja música transita entre a canção, a experimentação acústica e a improvisação com um lado ruidoso gentil. Em 2013, edita o seu primeiro disco a solo, Gralha, e para 2016, prepara o lançamento de novo disco a solo.



Os Bilhetes têm o custo de 8€.

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STREAM: Pussywhips - Pussywhips


Os Pussywhips formaram-se no início de 2014 em Coimbra, de uma índole sónica caracterizada pela alta velocidade e correspondente volume. Porta-vozes de um sistema de crenças alternativo, procuram a mediação entre o plano místico e o mundano, o conspirador e o céptico, em busca da verdade que possa permitir uma hipótese de transcendência não-escapista colectiva.

No passado dia 11 de abril editaram o seu primeiro EP homónimo, composto por 5 temas nos quais a electricidade é uma constante. Pussywhips EP serve como paisagem sonora para um ambiente de carácter distópico e não necessariamente musical, e pode ser ouvido aqui na sua totalidade.

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quinta-feira, 14 de abril de 2016

Filho da Mãe em entrevista


Antes do concerto, tivemos a oportunidade de entrevistar o artista que iria tocar mais tarde, na Casa da Avenida, Filho da Mãe.

Threshold Magazine (TM)  - 1, 2 ,3 estamos no ar.

Filho da Mãe (FM) - Siga então.

TM - Sabemos que o teu nome verdadeiro é Rui Carvalho, de onde e como surge o nome Filho da Mãe?

FM - Epá…não teve grande processo de criação. Eu quando comecei a tocar não queria tocar com o nome Rui, tornava a coisa mais séria, ainda por cima tocando sozinho. Daí que surge o Filho da Mãe, como um nome para retirar a seriedade e o peso que nós guitarristas que tocamos sozinhos temos.

TM - Depois de Palácio e Cabeça, o que podemos esperar do novo álbum Mergulho?

FM - Vais mesmo ter de ouvir e depois vens me dizer! *risos* É um álbum quase na mesma linha, com mais tempo, mais trabalhado, acho que no geral tem vindo a ser bem recebido.

TM - Muito diferente do trabalho que tens com o Ricardo Martins?

FM - Totalmente! São coisas muito diferentes, aqui estou sozinho e exploro outras sonoridades do que com ele que faz a parte da percussão toda e dá outro estilo, outro ritmo à musica.

TM - Como tem reagido o público ao teu novo álbum?

FM - Eu costumo ter públicos diferentes, sabes? Há vezes em que nem eu sei como é que reagiu e só depois do concerto é que vêm com o: “Foi brutal, curti mesmo muito pá”. E claro que fico contente mas é sempre algo que nunca irei saber ou quando sei, costumam ser só reações positivas *risos*

TM - Quais foram as maiores influências neste álbum?

FM - Pá, nunca temos uma influência fixa, eu ouço imensa música e dos mais variados géneros o que faz com que não tenha tido influências que me façam dizer “foi tal”

TM - Como se fosse Carlos Paredes?

FM - Carlos Paredes é influência e também mentor de todos nós que tocamos guitarra, poderá ser uma das influências mas, nunca nada de fixo a influenciar este novo trabalho e, trabalhos anteriores.

TM - Já tinhas passado por Setúbal? O que achas da cidade e do seu público?

FM - Ora deixa cá ver *risos* última vez aqui foi também com a Experimentáculo, faz 3 anos, e fui bem recebido, como espero ser hoje claro. Em relação à cidade…eu gosto pá, sabes, eu gosto desta cidade, gosto de vir até aqui porque é bonita esta cidade e gosto de vir cá tocar.

TM - A proximidade de casa ajuda nesse sentido?

FM - *risos* Sim, ajuda. Mas, gosto mesmo desta zona e gosto mesmo de vir cá tocar.

TM - Para finalizar a entrevista: O que tens ouvido ultimamente?

FM - Eu ultimamente…deixa cá pensar…tenho ouvido muito jazz apesar de não me veres com cara de gajo que ouça jazz, ando ouvir jazz. Ando a ouvir muito música do Mali, música africana por causa da minha mulher que vai fazendo uns dj sets e…tenho ouvido muita música que passe assim dos anos 80, dos anos 80 sim, sem dúvida.

TM - Da nossa parte é tudo, obrigado!

FM - Obrigado eu! 

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Novas confirmações no Milhões de Festa



Esta quinta-feira o Festival de Barcelos, Milhões de Festa, confirmou mais nomes para a sua próxima edição.

Juntam-se então ao plantel dos Milionários, JIBÓIA, Sun Araw em formato banda, que tem residência no espaço gnrationo colectivo de rap em trap Goth Money Records e Disco Extendes, da Extended Records.

O plantel está cada vez mais composto e a equipa do emblema triangular tem o seu festival marcado para os dias 21 de julho a 24 de julho.

Os bilhetes encontram-se à venda nos locais habituais pelo preço de 75€.




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Miss Lava lançam “Sonic Debris” a 20 de maio


Os Miss Lava são um quarteto de Heavy Rock n' Roll formado por Johnny Lee na voz,  J. Garcia na bateria, K. Raffah nas guitarras e R. Ferreira no baixo. Em 2008 editaram um EP homónimo, seguido dos álbuns Blues For The Dangerous Miles (2009) – votado pela Loud! como um dos 5 melhores álbuns nacionais desse ano - e Red Supergiant (2012).

Em 2016 a banda lisboeta está de regresso com Sonic Debris, terceiro longa duração com lançamento mundial pela norte americana Small Stone Records a 06 de Maio (digital) e 20 de Maio (cd e vinil).

Sonic Debris testemunha a exploração de novas paisagens sonoras pela banda, consequência de um processo criativo mais aberto e inclusivo, que levou os Miss Lava a projetar estilhaços sonoros distorcidos, asteroides psicadélicos e bestas obscuras. O disco é, de facto, uma viagem sónica com uma diversidade ainda não evidenciada pela banda. 

O disco foi produzido Fernando Matias e a Miss Lava, misturado por Benny Grotto (Slapshot, Sasquatch, Lo Pan) em Boston e masterizado por Chris Goosman (Greenleaf, Acid King, Wo Fat, Night Stalker) em Chicago.

“In The Arms of The Freaks” é o primeiro single de Sonic Debris e pode ser ouvido aqui mesmo:


A banda irá lançar-se à estrada para promover o álbum. As primeiras datas confirmadas são:

23 Abr – Canecas Fest, Paços de Ferreira
24 Abr - SWR Barroselas Metal Fest
16 Mai - Sabotage, Lisboa, c/ Black Rainbows (IT)
25 Mai – Stairway Club, Cascais, Festa de lançamento de disco

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The Weatherman regressa com novo álbum “Eyeglasses For The Masses”


Eyeglasses For The Masses é o quarto disco da carreira de Alexandre Monteiro aka The Weatherman, e nasceu de uma procura genuína pela autenticidade da escrita de canções pop, de uma crença em ser possível mover tudo e todos com o poder de uma grande canção. 

Tendo como motor a glorificação da fragilidade humana e das rupturas causadas pelo amor como necessárias para fazer o mundo seguir em frente, o disco remete para a herança da pop anglo-saxónica dos finais dos 60’s e inícios dos 70’s, do psicadelismo, do encanto e do desencanto hippie, da mística sensual da era espacial, do misticismo cósmico cujo paralelismo poderá ser encontrado nas palavras desenfreadas de poetas da beat generation.

"Calling All Monkeys" é o single mais recente de Eyeglasses For The Masses, álbum com edição de autor a 29 de abril, e pode ser ouvido aqui mesmo.




O disco foi gravado nos estúdios Hertzcontrol em Caminha por Marco Lima, produzido por Alexandre Monteiro e Alexandre Almeida, e misturado nos SoundHill Studios no Porto por João André. A masterização foi realizada em Los Angeles pela mão do galardoado Brian Lucey (Arctic Monkeys, Black Keys, The Shins, Beck, Sigur Ros, entre outros).

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Rïcïnn anuncia disco de estreia, Lïan


Rïcïnn é o projeto a solo de Laure Le Prunenec, a vocalista dos Corpo-Mente e também colaboradora nos projetos IgorrrÖxxö Xööx e Ele Ypsis. Depois de no passado ano ter saído o primeiro single oficial do álbum de estreia, "Orpheus" - a ouvir aquiRïcïnn apresenta agora nove novas músicas que exploram acima de tudo a língua sobre uma aura neoclássica, experimental e neobarroca. A sua voz é uma ferramenta de condução emocional, tendendo assim a evitar palavras que impeçam a expressão vocal. Para esse fim Rïcïnn criou a sua própria língua.

O resultado? Uma dança celestial com direção para explosões de terror. Algumas das composições do álbum têm mais de sete anos. É importante ainda referir que no single "Ohm" existe um som resultante de uma sonda que orbita Saturno, que foi disponibilizada pela NASA.

Lïan tem data de lançamento prevista para 17 de junho via Blood Music.



Lïan Tracklist:
1. Uma 
2. Onde 
3. Orchid 
4. Sïen Lïan 
5. Little Bird 
6. Orpheus 
7. Drima 
8. Lumna 
9. Ohm 
10. Laid in Earth (H. Purcell)

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Grizzly Bear de volta ao estúdio para gravarem novo álbum


Os norte-americanos Grizzly Bear, banda que passou pelo NOS Primavera Sound em 2013, vão voltar ao estúdio no próximo mês para gravarem o sucessor de Shields, editado em 2012, segundo um tweet da banda.
A banda anunciou também que vai atuar na campanha do democrata Bernie Sanders, tal como os Vampire Weekend e Dirty Projectors. Recordemos aqui "Sun In Your Eyes", música que encerra brilhantemente Shields.

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BADBADNOTGOOD apresentam nova música


Os BADBADNOTGOOD, banda prodígio de Toronto, Canada, que levou tantas pessoas a apaixonarem-se por jazz nos últimos anos, trouxeram-nos hoje mais um tema, "Speaking Gently", um pouco na onda de um Mac DeMarco mais virado para o Jazz. Este novo tema fará parte do novo álbum, IV, ainda sem data de edição prevista. Recorde-se que a banda editou em 2015 Sour Soul, álbum colaborativo com Ghostface Killah.



Além de "Speaking Gently", a banda apresentou no ano passado dois temas novos, "Velvet" e "Timewave Zero", que ainda não se sabe se farão parte de IV. Resta nos aguardar por mais novidades.


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Benjamim lança “Auto Rádio” em documentário e apresenta novo single “Volkswagen”


Verão de 2015. Quatro amigos partem na mais longa digressão de datas consecutivas de que há memória na história da música portuguesa. 5670 kms a bordo de uma carrinha Volkswagen Golf de 1996. Benjamim viajou do coreto de Alvito até à Gafanha da Nazaré, com etapa especial no Festival Bons Sons, na aldeia de Cem Soldos. A acompanhá-lo na estrada, António Vasconcelos Dias, músico da banda, Manuel San Payo, técnico de som e Gonçalo Pôla, realizador-documentarista.

Gonçalo, o homem da câmara, captou a estrada nacional, a auto-estrada, os concertos, os ensaios de som, os quartos de hotel, as pensões, as discussões, a condução segura, os mergulhos na piscina e a chuva que se abateu sobre o palco. Isto para além das muitas entrevistas, das horas de sessões de gravação do disco – desde a sua concepção – e o desespero da busca pela escrita em português, território novo para o escritor de canções que até aí só assinava em inglês.


Tal como o disco, o filme Auto Rádio é uma viagem pelo país, pelas canções e pela música. Fala sobre Afife, sobre a Guiné, sobre concertos esquecidos no terreiro da Aldeia da Pedralva ou sobre fazer música em Portugal; é uma ode à dureza da estrada, aos concertos falhados, aos bem sucedidos, aos discos, à rádio, ao Verão e ao país, enquanto conta a aventura insólita de uma longa jornada por Portugal quase inteiro numa carrinha carregada de equipamento até ao tejadilho. Além disso, como documentário que é, mostra-nos inúmeros detalhes sobre as canções; descodifica-as e contextualiza-as.

O lançamento do documentário é acompanhado pelo lançamento de um novo single – desta vez, e apropriadamente: “Volkswagen”. A canção cheira toda a Primavera, evoca escapadelas, pede os vidros do carro todos abertos e dá vontade de acelerar na marginal.


A antestreia do documentário acontece a 20 de Maio no Cinema Ideal, em Lisboa, com o apoio da Antena 3.

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Prince Rama com dois concertos no nosso país


Prince Rama é o projeto musical das irmãs Taraka e Nimai Larson fundado em Brooklyn corria o ano de 2007. Conjugando sonoridades como o synthpop e a neo-psicadelia, este duo editou no passado mês de março o seu novo álbum de estúdio, Xtreme Now, com o selo da Carpark

Xtreme Now é, como bem indica o nome, o disco mais poderoso, confiante e feroz das Prince Rama até ao momento. Escrito no decurso de 2012, depois de um período de isolamento na Estónia onde, de acordo com as próprias, experimentaram uma experiência de quase-morte que parece tê-las transportado para a consciência de um hiato tempo-espaço, no qual é possível assumirmos a existência de vários períodos de tempo. Este álbum trata sobretudo a corporativização da arte e o consumo exagerado de vídeos de desporto e bebidas energéticas.

     

O duo vem até Portugal no mês de maio apresentar Xtreme Now. A 20 de maio atuam no Centro para para os Assuntos de Arte e Arquitectura, Guimarães, e a 25 de maio passam pelo Musicbox, Lisboa, num concerto inserido nas Heineken Series e com o custo de 10€.

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Festival Bons Sons adiciona mais sete nomes ao seu cartaz


Mais nomes se juntam ao extenso cartaz do BONS SONS 2016: a voz de Carminho, o Fandango de Luís Varatojo e Gabriel Gomes, Isaura como revelação, Da Chick no funk, as viagens etéreas dos Dear Telephone, o pós-rock épico dos Indignu [lat.] e a discoteca indie de Cláudia Duarte.



O evento que se realiza em Cem Soldos, Tomar, de 12 a 15 de Agosto, vai contar também com Sensible Soccers, Pega Monstro, Best Youth, Les Crazy Coconuts, LODO, Madalena Palmeirim e Alentejo Cantado.Keep Razors Sharp, Golden Slumbers, Cristina Branco, Flak, Few Fingers, Grutera e Bonecos, Desbundixie, Deolinda, Kumpania Algazarra, Lula Pena, Danças Ocultas + Orquestra Filarmonia das Beiras, Joana Sá, Birds Are Indie, Sopa de Pedra, Lavoisier e D'Alva.

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ZigurArtists apresenta Combustão Lenta #3 no Desterro (Lisboa)


A terceira noite em Combustão Lenta no Desterro proporcionada pela Zigur Arstists conta com Berlau, guitarrista nos surrealistas Blaze and the StarsDragão Inkomodo, produtor incansável prestes a estrear-se na família Zigur e que vai apresentar uma obra propositadamente criada para esta noite na companhia de Sudae. A entrada é exclusiva a sócios do Desterro, pelo que para os não sócios acrescem os 3 euros da quota anual.


Com três álbuns editados nos últimos dois anos, Berlau move-se entre o drone, os field-recordings e a música contínua para construir uma linguagem única e muito própria - veja-se “Repetence”, peça criada para guitarra eléctrica e Google Translate a partir do artigo “Projecto Continuado. Apontamentos sobre Repetição e Diferença”, de Salomé Lopes Coelho. Ao Desterro traz Berlau II , concebido a partir de um conjunto de gravações de campo feitas em Lisboa na primeira metade de Junho de 2015, no âmbito do exercício “Re-ouvir a cidade”, durante o Festival Pedras ‘15.




Big beat, techno lo-fi ou pop vaporizada. Todos estes géneros convivem pacífica e logicamente nas colagens vívidas que Dragão Inkomodo (Nuno Vicente) tem vindo a imaginar no seu quarto e que, a pouco e pouco, começam a surgir em palco com a mesma vitalidade e liberdade que lhe conhecemos em disco. Apesar de estar prestes a editar o primeiro disco com chancela ZigurArtists, nesta noite vai apresentar uma peça única, criada a meias com Sudae, também ela dona de uma pop vaporosa e contagiante. Deixemo-nos surpreender.

 

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PISTA anunciados no Vira Pop'16


Os PISTA são a mais recente confirmação do Vira Pop 2016. A banda do Barreiro, cuja sonoridade se caracteriza por bike rock e rock tropical, vai até Parque das Termas de Caldela apresentar o seu mais recente ábum, Bamboleio, editado no ano passado.




O Vira Pop' 16 decorre dia 18 de junho, no Parque das Termas de Caldela, e conta já com Delorean, Holy Nothing e DJ Firmeza. A entrada é livre.

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quarta-feira, 13 de abril de 2016

Sensible Soccers tocam no Salão Brazil no próximo sábado


Os Sensible Soccers continuam na sua tour nacional de apresentação do mais recente trabalho de estúdio editado em março, Villa Soledade. No próximo sábado é a vez do Salão Brazil receber os autores de 8 (2014), primeiro-longa duração da banda que obteve enorme reconhecimento da imprensa nacional enquanto um dos melhores discos editados em 2014. 



Os bilhetes custam 8€, sendo que podem ser adquiridos antecipadamente nas lojas Coimbra Concept Store, Gang of Four, Mau Feitio e Mercearia de Arte por 7€. Reservas podem ser feitas através de salaobrazil@gmail.com.

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Rock Nordeste regressa a 1 e 2 de julho


Dois anos depois de regressar com um novo formato, o Rock Nordeste está de volta para o terceiro ano. A 1 e 2 de julho, sexta e sábado, respetivamente, os melhores nomes da música portuguesa apresentam-se no Parque Corgo, margem esquerda do Rio Corgo, e no Auditório Exterior do Teatro de Vila Real. A entrada é livre e oferece dois dias repletos da melhor música que se faz no país.



O festival, que nas duas anteriores edições levou mais de vinte e duas mil pessoas à relva do Parque Corgo, assume uma aposta no melhor da atualidade da música moderna portuguesa. Pelo festival, ao longo de duas edições, passaram nomes como Dead ComboCapicuaBatidaMoullinexpeixe:aviãoSensible SoccersGlockenwiseThroes + The Shine ou Octa Push.

O festival Rock Nordeste é uma iniciativa da Câmara Municipal de Vila Real.

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Babyfather (Dean Blunt) atua no Musicbox a 17 de junho


Em jeito de celebração do décimo aniversário do Musicbox, Dean Blunt (Hype Williams) regressa ao nosso país a 17 de junho com a sua nova aventura, Babyfather. O artista britânico traz na bagagem o álbum de estreia do seu novo projeto, BBF Hosted by DJ Escrow, editado no passado dia 1 de abril via Hyperdub e que conta com colaborações de Arca e Mica Levi
Este novo trabalho é o longa-duração mais poeticamente poderoso e inteiro, retratando questões de raça, fronteiras, música, legitimação, leis da rua e de mercado.



A noite, construída em parceria com a Filho Único, conta também com a atuação de Caveira, Hipster Pimba, e DJ SET's de Svengalisghost e Filho Único.

X ANOS MUSICBOX, Filho Único
22H30 . HIPSTER PIMBA
23H00 . CAVEIRA
00H00 . BABYFATHER
01H15 . FILHO ÚNICO (DJSET)
03H00 . SVENGALISGHOST (DJSET)

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STREAM: Rui Maia - Everything Is Changing


Rui Maia, música e produtor dos X-Wife e do projeto indie-disco Mirror People, editou esta semana o seu primeiro álbum a solo, Fractured Music. Gravado no final de 2015, no seu estúdio em Lisboa, apenas com sintetizadores analógicos e um gravador de fita, Fractured Music já se encontra disponível para audição gratuita na íntegra, abaixo.

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Favela au Lait #30


A residência da Favela Discos no Café Au Lait, Porto, decorre todas as quintas feiras desde setembro passado. Esta semana, #30, podemos contar com concertos de Bezbog + Panelas Depressão, Coconut Sound System e Instituto Fonográfico Tropical.Os concertos são na cave, sempre à pala.

2 3 h 0 0
BEZBOG + PANELAS DEPRESSÃO

Bezbog são os mestres do Noise da Favela Discos, e a banda da editora que mais circulou o submundo das pequenas festas que andam aí pelas "Filós" e "Almas em Formois" deste mundo. As Panelas Depressão já começam a ganhar um estatuto quase de culto nesses mesmo locais de liberdade cultural que já practicamente habitam. Nesta noite vamos assistir à união imprevisível do duo. Psico-pimba-noise? não sabemos...



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COCONUT SOLAR SYSTEM

COCONUT SOLAR SYSTEM surge na Costa do Marfim, de uma colaboração entre Aceloria e DJ.V/A e assume variadas acções: Construção de um soundsystem solar; Acções musicais na rua ;  Acções em murais colectivos. 
O disco de FOUFOU SOUND SYSTEM, a ser editado pela Favela Discos no final da semana, leva-nos da praia à pista de dança, passando por um encontro com uma feiticeira num táxi e um casamento em Treichville. Foi feito em três dias a partir de Soundscapes de Engarrafamentos; Samples de Hits de Coupé-Décale; Cantos de Cultos e Seitas; Aloko; Vendedores de espadas; Graves pesados; Guitarras Roubadas; Percussões completamente ao lado. Contem ainda uma colaboração com Douda Mohamed Kone na faixa “Coconut Factory”. Os processos alternativos de criação do duo FRANGO ASSADO SOUND SYSTEM envolvem cortar loops com katanas, a beber cocos na praia.


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INSTITUTO FONOGRÁFICO TROPICAL

O instituto fonográfico tropical é uma colecção crescente de discos de vinil que afloram um contorcionismo musical entre duas vogais, do semba para o samba, passando a jusante de uma tranche de cúmbias, coladeras, soukous, e o diabo em saiotes com palmeiras.


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terça-feira, 12 de abril de 2016

Reportagem: Herra Makikuisma + Filho da Mãe [Festival FUMO - Setúbal]


Cheguei à cidade ainda caía a tarde, com muito tempo pela frente fomos até à Casa da Cultura beber uns finos para aquecer antes dos concertos que iriam acontecer na Casa da Avenida em Setúbal.

A baixa da cidade já começava a ficar vazia, a bonita baixa de Setúbal perde o seu encanto neste momento, quando fica abandonada e poucas pessoas começam a circular por ela.
Fomos até ao local do concerto e ainda tive tempo de estar à conversa com o promotor do ciclo de concertos FUMO e dirigente da Experimentáculo, Pedro Soares, que vai tocando à campainha da Casa da Avenida procurando adiantar algum trabalho.

As expectativas estavam em cima, na noite em que Filho da Mãe regressava a Setúbal. Poder-se-ia dizer que esta afirmação é normal mas, estando numa cidade como Setúbal é difícil atrair público e isso faz-se notar pela concentração de pessoas à entrada do recinto. Entrámos e ainda ajudámos a preencher uns bilhetes para vender, começavam-se a ouvir mais vozes, mais pessoas a bater à porta e a ver se a bilheteira abria.

Após a “ajudinha” a preencher bilhetes, subi até ao bar para beber mais um “copinho”. O bar da Casa da Avenida é um bar/cozinha/tudo menos bar, é acolhedor como todo o edifício, é a nossa própria casa e isso é que leva também as pessoas a irem a concertos do ciclo da FUMO.

Começavam a chegar as primeiras pessoas à sala batiam as 21 e poucos, quase a hora do primeiro concerto, Herra Makikuisma, com quem tive oportunidade de falar um pouco e saber a sua experiência em Portugal. Soube que era a sua terceira vez no nosso país e que adorava o público. Segundo ele, somos dos melhores públicos pois conseguimos manter-nos atentos durante o concerto e por sermos “very talkative”. De resto, Herra diz-nos que Portugal é muito bom ou nas palavras do próprio: “Good country, different from Finland, very warm I like it a lot”.

O seu concerto começou pouco passava das 22 horas, algumas pessoas ainda na varanda da Casa a conversar, a fumar o seu cigarro, outra sempre mais atentas, na sala de concerto a ver actuar o finlandês que nos trouxe uma mala cheia de experiência. Assim que comecei a ouvir, lembrei-me de nomes como Bonnie 'Prince' Billy, Bill Callahan, e deixei-me levar.


A cada música que passava e soavam as palmas, o finlandês sempre muito humilde, retirava o seu chapéu em sinal de agradecimento. Foi um bom aquecimento para Filho da Mãe, nome pelo qual toda a gente esperava. Chega muito descontraído e senta-se, o concerto começa e, desta vez, estou no centro da sala. Queria estar mesmo a sentir o concerto. Não falhou.


Assim que o concerto se inicia, começa-se a ver o público reunido na Casa da Avenida, a fechar os olhos e a abanar a cabeça, a sentir o concerto. Filho da Mãe começa então a dar uma lição de música a todos. Fiquei sempre de olhos fechados e cada vez que acabava uma música era sempre inesperado. Sem fôlego. O público aplaudia.

Rui Carvalho ou Filho da Mãe é um entertainer para além das várias qualidades que tem e isso fez-se notar durante todo o concerto. Logo na terceira música apresenta-nos uma faixa do seu primeiro álbum e diz-nos: “Não sei se me lembro mas vou tocar com uma outra textura. Ah! Calma, a música chama-se Sobretudo e não Textura!”, pelo que o público consegue soltar umas gargalhadas. Nessa mesma faixa, o artista apercebeu-se que estava a ser fotografado, pelo que diz: “Não, não! Vou continuar a olhar para ti até parares, malta como eu não fica bem em fotos pá". E de novo ouvem-se alguns risos.

O concerto estava a correr mesmo bem, existia harmonia entre o artista e o seu público. Filho da Mãe conseguiu dominar do início ao fim com as suas guitarradas fortes, o dedilhar fervoroso. Apercebemo-nos de que o concerto estava a chegar ao fim quando numa das paragens, Filho da Mãe começa a fazer um pouco de propaganda, claro que com motivos para o fazer, nunca deixando de dedilhar ouve-se: “Então trouxe uns cds para vender, estão aí, comprem que eu tenho esta guitarra e já está assim velha, dizem que sou bom nisto e preciso duma guitarra nova”.

Ouvem-se aplausos e risos e prossegue mais uma vez o concerto. A última música chegava e para Filho da Mãe, poderia chamar-se “Vamos Dormir, já está na hora, muito obrigado da minha parte, obrigado por terem estado aqui”. Mas não, acaba o concerto com uma chapada musical, guitarra forte, a levar o público a suspirar no final e a aplaudir.

O concerto podia ter terminado aqui. Ouviam-se os suspiros fortes, pessoas sem fôlego. Tudo menos isso, regressa então ao “palco” e presenteia-nos com mais uma música do seu primeiro álbum. Após isso sim, acabou. Foi bonita a festa pá, ficámos todos contentes, viam-se os rostos estupefactos e extasiados, ouviam-se: “Que sova, foi brutal, muito diferente do que esperava”.

Setúbal tem disto, leva o “poucos mas bons” a sério. Falta na cidade um espaço para mais concertos, que valorize a música de locais que estiveram presentes e com quem falámos como por exemplo Tio Rex. Faz falta a Setúbal algo mais sem ser as costumeiras discotecas comerciais que enchem durante o fim-de-semana, faz falta dignificar a música rock, um espaço para o rock em Setúbal.

A Casa da Avenida tem sido excelente, apresentando-nos Tó Trips e agora Filho da Mãe que no mesmo espaço não desiludiu. Mas e se quisermos ver uma banda de estilo diferente? Decerto que não punham bandas rock a tocar num espaço como a Casa da Avenida.

É preciso atrair e agarrar público na zona de Setúbal, não dar a impressão que temos de ir a Lisboa para ter um bom concerto, temos condições é tempo de acordar a cidade adormecida. Concluindo, foi mais uma noite de FUMO, que hajam mais e sempre assim, a subir na consideração de todos.

  Fotografia: João Santos

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