sábado, 7 de maio de 2016

Reportagem: Capitão Fausto [Auditório Municipal do Pinhal Novo]


Esta sexta-feira que passou estivemos no Pinhal Novo para assistir à passagem dos já conhecidos Capitão Fausto. Chegámos por volta das 19 horas, assistimos ao soundcheck e estivemos ainda a conviver com a banda até à hora do jantar, hora pela qual fomos levantar as credenciais e tratar de aquecer para o concerto.

Credenciais levantadas começamos então o nosso aquecimento. Juntamo-nos a um grupo de jovens que se revelaram como ávidos conhecedores tanto da banda como de projectos para além da banda, como BISPO, Modernos, entre outros inseridos na discográfica Cuca Monga. À medida que as imperiais iam acabando, a noite ia descendo e o pátio do auditório enchendo. Podia-se esperar uma grande noite com boa música garantida.

Seguimos então também para o pátio do auditório e esperámos a abertura da porta que se deu minutos a seguir. Após isto, tivemos tempo de estar à conversa com Francisco Ferreira e Salvador Seabra, membros da banda, sempre com a habitual boa disposição, sentados a tentar fazer "o capitalismo rolar", como mais tarde, durante o concerto, Francisco nos diz quando o vocalista da banda fala à plateia em relação ao novo disco e ao facto de não o terem trazido para vender.

O recinto abriu-se. Uma correria para conseguir os melhores lugares. Pela primeira vez ia ver Capitão Fausto de uma maneira totalmente diferente e que se revelou ser uma boa experiência. Esperámos então sentados na que seria "frontline" ao som de bandas como Growlers e Youth Lagoon e de cantores como Kurt Vile e Kate Bush. Sentia-se a ansiedade do público no ar, esperava-se fervorosamente a chegada dos 5 elementos e assim que as luzes se desligam que começou o espectáculo.



A banda entra, sorridente e entusiasmada e começa logo com a primeira faixa do novo álbum, "Morro na Praia". O clima começa a aquecer, havia um coro muito organizado que era a plateia, a sala estava cheia e a banda fazia toda a gente mexer-se de forma irrequieta. O público acompanhava sempre o refrão, sentia-se cada guitarrada e cada momento em que Manuel Palha e Domingos Coimbra faziam os coros da música.

Surge então do nada "Litoral" e aí é a loucura total, até ao final do concerto foi sempre a subir, a nave estava a descolar após uma abordagem à população local. Após esta vêm os "Dias Contados", a música em que o público fecha os olhos e apenas ouve a melodia do piano e do orgão nos seus ouvidos. No final desta, Domingos fala ao público dizendo que é a primeira vez na digressão em que tocam sentados, antes deste concerto já tinham tocado no Lux e na Casa da Música e o público conseguia estar quase em cima da banda, o que para a banda era um pouco sufocante. Diz ainda que sabe bem, apesar de tudo, tocar para um público sentado e agradece.

Continua o espectáculo que ainda estava no início. Segue-se "Santa Ana" e logo começa o público a acompanhar Tomás nesta já conhecida música do grupo. Somos uns entusiastas diz Tomás após o término da canção e é então que nos surpreendem com "Ideias", música que não estava então no alinhamento inicial da banda. O auge do concerto é atingido quando é tocada "Flores Do Mal" e logo a seguir uma das famosas jams da banda. Estava tudo controlado pelos capitães.



Após esta, tocam "Semana em Semana", uma das muitas músicas introspectivas deste álbum. Nesta altura também existe uma lição de como afinar guitarras com Tomás Wallenstein que mostrava os seus dotes na afinação. Vem "Amanhã Estou Melhor" ou como no público se ouvia "Jarder" e claro, de novo e como sempre houve acompanhamento dum público que nunca deixou de batalhar.


E foi mesmo essa a música, "Célebre Batalha de Formariz" que toca em seguida. O concerto já ia no fim mas a banda estava no seu máximo, viam-se casacos a ser tirados, suor nas camisolas, estava uma atmosfera quente presente no auditório. 

O concerto acaba com "Nunca faço nem Metade". O público pede mais e Domingos é o único elemento a permanecer no palco, sempre muito simpático fala com o público e tenta convencer a banda a um encore. Consegue e é aí que tocam mais três grandes músicas, "Alvalade Chama Por Mim", Maneiras Más" e "Verdade". Assim acaba a nossa viagem a bordo da já grande nave dos que pareciam ter os dias contados, Capitão Fausto.

                                                           

Setlist:
Morro na Praia
Litoral
Dias Contados 
Santa Ana
Tem de Ser
Supernova 
Corazón
Mil e Quinze
Flores Do Mal
Ideias 
Semana em Semana
Amanhã Estou Melhor
Célebre Batalha de Formariz
Nunca Faço Nem Metade

------------------Encore----------------
Alvalade Chama Por Mim
Maneiras Más 
Verdade

Fotografia: Carlota Pais

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sexta-feira, 6 de maio de 2016

Cinco Discos, Cinco Críticas #15

Yesterday You Said Tomorrow // Revolve // abril de 2016

7.0/10


Os EGBO, projeto de Iuri Landolt em colaboração com amigos, lançaram em 2012 o seu primeiro EP sinkin’ ships, onde se integraram facilmente na cena eletrónica lisboeta. Três anos depois de XYZ (2013), os EGBO regressam agora com Yesterday You Said Tomorrow que recebe selo da editora vimaranense Revolve, numa edição limitada a 50 cassetes. Composto por dez canções, de onde primeiramente se conheceu "silley beamz", Yesterday You Said Tomorrow mostra um EGBO com uma identidade a aproximar-se a um XXYYXX de 2012. "sty hydrtd" é um exemplo dessa aproximação, embora com um início mais semelhante aos trabalhos de Balam Acab, na altura do EP See Birds. Yesterday You Said Tomorrow é eletrónica minimal com linhas de baixo experimentais e uns beats de quando em quando. Um disco interessante para ouvir antes de adormecer.


Sónia Felizardo


Crab Day//Drag City// abril de 2016

8.5/10 

Após Mug Museum (2012) e um período de tempo em conjunto com Tim Presley, em DRINKS, Cate Le Bon regressa aos álbuns a solo. Crab Day é o segundo álbum da artista galesa, um álbum que nos cativa como consegue cativar cativar em Mug Museum. Começa com "Crab Day" uma faixa mexida, que nos faz querer dançar feitos loucos pela pista.É um álbum em que se vê mais influências folk, mais influências de outros projectos, um álbum menos melancólico mas, mesmo esse bocado característico de Le Bon continua na sua lírica. As suas letras conseguem mostrar a mensagem de uma relação acabada, de amores não correspondidos. Um excelente álbum, que consegue prender de início ao fim, uma viagem pelos sentimentos através da esquizofrenia sonora e de um esquema de letras quase Dadaísta. Depois de Me oh My e Mug Museum consegue trazer-nos de novo uma lufada de boas músicas.
Duarte Fortuna


Still Life of Citrus and Slime // In The Red // maio de 2016


7.1/10



O californiano Charles Moothart, membro dos Fuzz e da ex-Ty Segall Band, estreou-se a solo no passado dia 8 de abril com Still Life of Citrus and Slime, que foi editado via In The Red sob o nome de CFM (Charles Francis Moothart). Este álbum foi escrito durante dois meses de isolação propositada, devido a separação de Charles com a sua namorada de longa duração, e ex-companheira na Ty Segall Band, Emily Rose Epstein. Saradas estas feridas, Charles Moothart surge então como CFM em Still Life of Citrus and Slime. O álbum começa com “You Can’t Kill Time”, onde uma bateria e um sintetizador hipnotizantes invadem os ouvidos logo desde princípio, mas terminando com um fim abrupto. Os pontos fortes deste álbum vão para “Lunar Heroine”, o primeiro enérgico single de avanço a este álbum, e também “Brain of Clay”, “Glass Eye” e “Habit Creeps”, onde os solos cheios de fuzz e a voz distorcida de Charles, evidentes nestas malhas, são um elemento comum em quase todo o álbum. “The Wolf Behind My Eyes”, que seguiu num registo semelhante a “Lunar Heroine”, enérgica com os elementos já referidos, e “Still Life of Citrus and Slime”, que oferece algo diferente ao resto do álbum com um instrumental agradável, finalizam este álbum de um género onde é muito difícil haver inovação. E mesmo que Still Life of Citrus and Slime não ofereça algo de novo ao garage, não deixa de ser um bom álbum para os aficionados do género. 



Tiago Farinha




On Vacation // International Feel Recordings // fevereiro 2016

6.5/10

Após o lançamento de dois álbuns no ano passado, o produtor canadiano CFCF (nome artístico de Michael Silver), regressa aos discos com On Vacation. Este disco, tal como o seu nome indica, tem a particularidade de trazer à memória vários destinos, por exemplo, "Sate Padang", a primeira faixa, relembra uma praia com várias palmeiras, talvez, até uma ilha ou "Arto" que transporta a mente para um destino mediterrânico, uma pequena aldeia italiana(?). Esta particularidade acaba, também, por ser um defeito pois para ativar estas memórias/pensamentos tem de recorrer àquilo que já foi feito, não trazendo nada de novo, tornando-se, assim, em mais um álbum no meio de tantos, mais um conjunto de sons. "Pleasure Center" talvez seja a faixa mais original, sendo que, para o conseguir teve de renunciar à premissa do disco. On Vacation é apenas um disco de passagem, quase que um passeio, um jogo cujo objectivo é descobrir que som lembra o quê, infelizmente, não perdurará, servirá apenas como um pequeno exercício mental. 

Francisco Lobo de Ávila



Aa // LuckyMe Recordings // Março de 2016


7.6/10

Aa é o álbum de estréia de Baauer, o produtor do fenómeno de internet, em 2012, "Harlem Shake". Desde então pouco se tinha ouvido do produtor para além de um EP titulado de ß que pouco ou nada foi comentado. Com Aa, Harry Bauer Rodrigues sai das sombras para lançar um álbum cheio de faixas potentes para dominar os dancefloors de todo o mundo com o seu EDM tão fortemente influenciado pelo hip-hop, tendo incluído vários artistas em ascenção e artistas que já têm o seu próprio nome, entre eles podemos encontrar Future, M.I.A. e Pusha T. É um álbum de 13 faixas com pouco mais de meia hora; parece ser pouco tempo para tanta faixa mas o álbum está construído de forma a que haja sempre uma certa introdução para elevar a faixa seguinte. Apesar de todos os bangers que o álbum oferece, existem 3 faixas que merecem ser mencionadas com mais força: "GoGo!", a faixa mais eletrónica e dubby do disco perfeita para os dancefloors; "Sow", a faixa altamente influenciada pelo funk brasileiro que usa inclusive uma sample de "Jonathan da Nova Geração" de Jonathan Costa; e obviamente "Temple", a faixa com um som muito mais oriental que tem como convidados M.I.A. e G-DRAGON (um rapper emergente na Coréia do Sul). Sumariamente, se estão à procura daquela playlist de festa e dança, esqueçam o Spotify e oiçam este disco porque é muito melhor.

Júlio de Lucena

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STREAM: James Blake - The Colour in Anything


O britânico James Blake lançou hoje o seu terceiro álbum de originais, seguindo a moda mais recente de Beyoncé e Drake, apanhando todos de surpresa. The Colour in Anything é o nome deste novo trabalho que nos chefa via Republic Records.

The Colour in Anything é o sucessor do aclamado e vencedor do Mercury Prize de 2013, Overgrown, contando com a participação de Justin Vernon (Bon Iver) em "I Need a Forest Fire" e de Frank Ocean na escrita de canções. O álbum foi produzido por Rick Rubin e é constituído por 17 temas, incluindo os temas "Modern Soul", apresentada em fevereiro, e "Timeless", apresesentada em abril

The Colour in Anything já está disponível na íntegra para audição gratuita.


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quinta-feira, 5 de maio de 2016

Novo álbum de James Blake sai à meia-noite



O terceiro longa-duração de James Blake, The Colour in Anything, vai ser lançado hoje, à meia-noite. O músico inglês apresentou num programa de rádio da BBC duas das novas canções: "I Need a Forest Fire", com a colaboração de Bon Iver, e "Radio Silence".

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Birds Are Indie no Maus Hábitos esta sexta


Os conimbricences Birds Are Indie, banda de Joana, Jerónimo e Henrique, editaram a 10 de março o seu terceiro disco de estúdio, Let’s pretend the world has stopped. Este trabalho reflete sobre a vontade de parar o Mundo e ver o que acontece, numa altura em que o presente se parece tornar obsoleto tão rapidamente.

É já amanhã que o trio visita a cidade Invicta para mostrar o seu novo trabalho no Maus Hábitos. Os bilhetes custam 4€ e o concerto começa às 22h30.

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Sun Kill Moon e SUMAC no Porto em mais uma Amplifest Session



A Amplificasom confirmou hoje mais uma Amplifest Session que irá juntar Sun Kill Moon, SUMAC e Mamiffer

Sun Kill Moon  já tinha presença marcada em Lisboa no dia 8 de Julho e editou este ano Jesu/Sun Kill Moon, álbum que junta o homem dos Red House Painters a Jesu, o projeto de Justin Broderick. Os SUMAC são Aaron Turner (Isis e Old Man Gloom), Brian Cook (Russian Circles e Botch), e Nick Yacyshyn (Baptists), e apresentam-se no nosso país pela primeira vez para apresentar o mais recente What One Becomes, lançado pela Thrill Jockey. Por último, estão presentes nesta sessão também os americanos Mamiffer, que se estreiam também no nosso país onde apresentarão o mais recente The World Unseen.

Com 2016 a marcar o décimo aniversário da Amplificasom, esta Amplifest Session vai se destacar como um evento de solidariedade que será conhecido como o dia Renascer, cujas receitas reverterão inteiramente para as causas sociais promovidas por esta instituição.

A Renascer é uma Instituição de Solidariedade Social sem fins lucrativos que tem como principal objectivo combater a exclusão social e a desigualdade de oportunidades através de actividades de carácter humanitário e social direccionadas a famílias carenciadas, seniores e crianças.

A próxima Amplifest Session realiza-se no Hard Club no dia 9 de Julho e o preço dos bilhetes é de 20€, à venda online na AMPLISTORE, e nos próximos dias nas lojas Louie Louie, Matéria Prima, Piranha, Black Mamba e Bunker Store.








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[Review] MADA TREKU - Learning Exercises on How to Move On


Learning Exercises on How to Move On || Favela Discos || Abril de 2016
7.5/10

MADA TREKU é o heterónimo de Nuno Loureiro, um jovem realizador e produtor audiovisual portuense, e Learning Exercises on How to Move On é o disco que este lançou via Favela Discos, marcando a sua estreia nas edições musicais. Na génese de Learning Exercises on How to Move On, reside o desejo de traduzir uma obra audiovisual em expressão puramente sonora, havendo a clara “intenção de interpretar a personagem principal de Milennium Mambo”. 
"Taipei. A voice off-camera looks back ten years to 2000, when Vicky was in an on-again off-again relationship with Hao-Hao. She's young, lovely, and aimless. He's a slacker. Cigarettes and alcohol fuel her nights. We see bits of her life: when Hao-Hao steals his father's Rolex and the police detain them; when she gets a job as a club hostess, where she meets Jack, who becomes her patron and protector; when Hao-Hao comes to the club, insisting on talking to her; when she visits Yubari, Japan, for its film festival in the dead of winter; when Jack must go to Japan to straighten out trouble caused by one of his acolytes. Does Vicky have any expectations? Does time simply pass"?
Sinopse do Millenium Mambo roubada ao IMDB.
Eu não vi o filme inteiro, mas vi-o meio na diagonal via youtube e li algumas críticas e sinopses. Não posso afirmar, portanto, que Learning Exercises on How to Move On me evoque memórias do Millenium Mambo. Em mais do que um sentido, este disco soa-me ao Palmbonen II, o disco que Palmbonen compôs após passar o verão inteiro a consumir copiosas quantidades de episódios de X-Files. Creio que o Nuno tem em mente a mesma ideia que Palmbonen tinha ao editar Palmbonen II: homenagear a obra audiovisual e o seu realizador — Millenium Mambo e Hou Hsiao-Hsien — incluindo o seu nome lado-a-lado do seu neste trabalho, como forma de agradecimento pelas horas em que este o entreteu e inspirou. 


E, de facto, aqui não há nenhum pastiche. Uma obra dissocia-se da outra e tem a sua própria expressão individual. A atmosfera sonora pesada e sombria de Learning Exercises on How to Move On — em particular nas faixas “Eye Candy” e a “Dawn” — evoca-me o Dark Red, o disco que Shlohmo compôs para através dele exorcizar os seus demónios interiores. Se pensarmos que este Learning Exercises on How to Move On surge a partir da película Millenium Mambo, não é de todo descabido pensarmos em estabelecer paralelos — ambos remetem para universos de perda e auto-destruição, um deles no mundo real e o outro no mundo da ficção. E se interpretarmos o universo ficcional presente no núcleo de Learning Exercises on How to Move On, encontramos em “Qishu” — a faixa na qual reside o coração do álbum — o momento mais dançável de todo o disco, com uma percussão bastante vincada, aproximada ao universo da tech house e provavelmente inspirada nas cenas de clubbing de Millenium Mambo


Still de Millenium Mambo.

Learning Exercises on How to Move On assume-se, antes de mais nada, como um trabalho ansioso.
À primeira vista, Learning Exercises on How to Move On assume uma forma confusa e abjecta, visto que conjuga díspares influências e gêneros musicais. E nós, enquanto massa crítica, podemos escolher acreditar que Learning Exercises on How to Move On é um trabalho que vive no vácuo, sem ligação com o futuro de MADA TREKU e que deve portanto ser analisado como tal. E, se assim for, pouco foi concretizado e resta-nos apenas afirmar que o Nuno é um grande produtor de sonoridades e que andou a beber inspiração de todas as fontes corretas. Porém, eu recuso-me a classificar este álbum dessa maneira. Learning Exercises on How to Move On denuncia um espirito criativo que transcende a natureza deste EP.

Eu sei que o Nuno tem mais para nos oferecer, e quero acreditar que este EP é um apalpar do terreno, uma etapa necessária para MADA TREKU atingir a sua matura forma de expressão. Quero acreditar que MADA TREKU tem muito mais para dizer e que a ansiedade que esteve por detrás deste Learning Exercises on How to Move On é a característica que denuncia o nervosismo do Nuno aquando da edição do seu primeiro EP. O que dizer? Como dizer? O que incluir e o que deixar de fora? Preocupações normais de um perfeccionista. E a destemida atitude de ainda assim editar este EP revela o cariz experimental da obra e a vontade do Nuno de desafiar o status quo e produzir alguma coisa. E nesse sentido, eu acredito que Learning Exercises on How to Move On é um estudo, um conjunto de exercícios de aprendizagem para se chegar a um estado de maturação. E sendo assim, nenhuma desta ansiedade me afecta nem tampouco elimina a minha ânsia para ouvir mais. Os estudos querem-se assim: destemidos. Não se pode deixar nada de fora nos rascunhos. 




Aguardo ansiosamente por um estudo final, por um disco que me revele a forma final de MADA TREKU. Porque nesta instância, o projeto carece de maturação. Maturação não em termos de destreza — o Nuno é claramente um produtor sonoro competente, capaz de construir cenários sonoros — mas sim em termos da sua mensagem — o que, de facto, MADA TREKU quer dizer e o lugar que pretende ocupar. 
Até lá, julguem por você próprios o trabalho do Nuno, já que ele disponibilizou o Learning Exercises on How to Move On de forma gratuira via soundcloud

A minha curiosidade ele já a angariou, mas eis que chego ao final da minha decima audição do EP e não receio dizer que ele angariou a minha atenção.

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Capitão Fausto em concerto no Pinhal Novo



Os Capitão Fausto vão esta sexta-feira pisar solos mais a sul de Lisboa mais concretamente Pinhal Novo. Vão então dar mais um concerto da sua tour Capitão Fausto Têm Os Dias Contados

 O concerto será então no auditório da Biblioteca Municipal do Pinhal Novo, a bilheteira abrirá por volta das 21 horas e o concerto terá início pelas 22 horas. Os bilhetes têm o preço de 5 euros 

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Mundo Quesadilla com curadoria no Milhões de festa 2016


A hora do queijo chegou. Esta sexta-feira o Milhões de Festa anunciou uma curadoria pelo DJ Quesadilla que nos traz o seu Mundo Quesadilla.

Após confirmação também esta semana de curadorias de Riding Pânico e Desconcierto Cultural, chega a vez de DJ Quesadilla trazer a Barcelos Orchestra Elastique, os espanhóis Extraperlo, My Expensive Awerness e ainda Qer Dier.

Estes nomes juntam-se então aos restantes nomes de curadorias com o exemplo de Marvel Lima, Quelle Dead Gazelle, Uppercut, Malandrómeda e Vozzyow.

O cartaz começa assim a compor-se os seus bilhetes estão à venda pelo preço de 50€ até dia 9 de maio, após essa data passarão a 55€.






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quarta-feira, 4 de maio de 2016

Galiza desembarca em Barcelos


Após ontem a confirmação do regresso de Riding Pânico com uma curadoria, hoje o Milhões de Festa trouxe-nos mais três nomes directamente de terras vizinhas, da Galiza.



O festival já tinha contado com a presença de bandas de terras galegas como os anunciados Puma Pumku, Unicornibot, Disco Las Palmeras!, Guerrera.



Este ano foram convocadas as bandas Malandrómeda, Vozzyow e Uppercut.



Esta equipa galega é então "treinada" pela promotora Desconcierto Cultural.



Os bilhetes encontram-se a 50€ até dia 9 de maio em seguida passarão para 55€ 


                                       
                                        

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Ought lançam vídeo para "Beautiful Blue Sky"


Depois de um tempo sem grandes novidades, em função do projeto paralelo de spoken-word de Tim Darcy, os Ought encontram-se de regresso aos media desta vez via novo vídeo para um dos primeiros singles de avanço de Sun Coming Down - "Beautiful Blue Sky". 

O novo vídeo apresenta uma atmosfera bastante minimalista projetada na rotina de um único personagem envolvido. Com o volver do vídeo o espetador acaba por acompanhar o personagem principal numa espécie de dança contemporânea.

 "I'm No Longer Afraid To DanceTonight".


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Minor Victories e Capitão Fausto confirmados no Festival Vodafone Paredes de Coura



Os Minor Victories são um supergrupo formado por Rachel Goswell (Slowdive), Stuart Braithwaite (Mogwai), Justin Lockey (Editors) e James Lockey (Hand Held Cine Club). O grupo formou-se em 2015 e tem álbum previsto para dia 3 de Junho, via Fat Possum e Play It Again Sam, e marcam a sua estreia no festival Vodafone Paredes de Coura. A juntar-se ao supergrupo britânico, estão os portugueses Capitão Fausto que irão regressar ao festival minhoto para apresentar o mais recente Capitão Fausto Têm os Dias Contados. 

O Festival Paredes de Coura realiza-se entre os dias 17 e 20 de Agosto na Praia Fluvial do Tabuão e os bilhetes já se encontram disponíveis nos locais habituais ao preço de 90€ (passe geral).





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STREAM: Oiseaux-Tempête - Unworks & Rarities [Threshold Premiere]

© Céline Rodriguez
Os Oiseaux-Tempête, dupla francesa de post-rock e free jazz formada por Frédéric D. Oberland e Stéphane Pigneul (ambos membros de Farewell Poetry e Le Réveil des Tropiques), vão editar um novo álbum a 13 de maio com o selo da Sub Rosa. O disco recebe o nome de Unworks & Rarities e trata-se de uma compilação de lados B gravados entre 2012 e 2015, incluindo uma colaboração com G.W. Sok (The Ex) e Gareth Davis. 

O novo trabalho sucede assim ÜTOPIYA?, editado no ano passado. Depois dos singles "Quai de l'Exil" e "The Strangest Creature on Earth", que conta com a participação de G.W. Sok, vocalista dos históricos The ExUnworks & Rarities já pode ser agora escutado na íntegra abaixo.

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terça-feira, 3 de maio de 2016

Tim Hecker apresenta novo disco "Love Streams" em Braga.



Tim Hecker, um dos nomes mais conotados da música ambient e experimental, apresenta novo disco segunda-feira no gnration, em Braga, e um dia depois no Teatro Maria Matos, em Lisboa. 

Três anos depois do aclamado Virgins, o canadiano Tim Hecker está de regresso aos discos com Love Streams, disco que marca a sua estreia na conceituada editora britânica 4AD, atual casa para nomes como The National, Beirut ou Bon Iver. Gravado ao longo dos últimos dois anos no Greenhouse Studios, em Reiquejavique, capital da Islândia - onde partes de Virgins e Ravedeath, 1972 foram também gravadas -, Love Streams contou com a colaboração da teclista Kara-Lis Coverdale e dos sopros de Grímur Helgason, ambos colaboradores no anterior Virgins. O novo disco conta também com a participação da Icelandic Choir Ensemble, dirigida pelo referente compositor islandês Jóhann Jóhannsson. 

Com mais de 15 anos de carreira, Tim Hecker é um nome incontornável da música eletrónica nos dias que correm. Vencedor de um prémio Juno, Hecker passou a última década a habitar uma interseção única entre o ruído, a dissonância e a melodia. Nas suas variadas e celebradas obras observa-se um enlace muito forte entre fontes digitais e orgânicas. O resultado é uma estética híbrida que relembra a abstração eletrónica e o minimalismo psicadélico. Com larga experiência de palco, contexto no qual se revela um mestre contemporâneo do volume e textura, tem apresentado as suas obras no Institute of Contemporary Art (Londres), Primavera Sound (Barcelona), Unsound Festival (Cracóvia), All Tomorrow’s Parties (Minehead), Fondation Cartier (Paris), Bimhuis (Amesterdão), Columbia University’s Miller Theatre (Nova Iorque), entre outros. 

Além do seu trabalho de composição a solo, Hecker tem trabalhado com músicos como Oren Ambarchi, David Bryant (Godspeed You! Black Emperor), Daniel Lopatin (Oneohtrix Point Never) e Aidan Baker. A obra de Hecker inclui ainda comissões para dança contemporânea, bandas sonoras de filmes e várias composições. 

Tim Hecker apresenta Love Streams a 9 de maio (segunda-feira) no gnration (Braga) e a 10 (terça-feira) no Teatro Maria Matos (Lisboa). Em Braga, os bilhetes custam 7€ e podem ser adquiridos através da bilheteira online – https://gnration.bol.pt –, locais habituais e balcão gnration. Em Lisboa, os bilhetes custam entre 7.50€ e 15€, e 5€ para menores de 30.


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Favela Au Lait - Programação de Maio


Maio traz consigo mais uma adição ao leque de formatos pelos quais a Favela Discos se expande, multiplica e cria nesta residência no Café au Lait

O grande destaque vai para Alex Zhang Hungtai (Dirty Beaches) + David Maranha + Gabriel Ferrandini, que atuam no Café Au Lait já no próximo dia 5 de maio. Neste dia atuam também INNIT BRUVV + Challenger e Vozzyow.

A 12 de maio atuam Lucifer’s Ensemble, Xamano e Afonso Macedo. A 19 de maio atuam Tomba Lobos, HHY & Favela e Disco Transistor. Por último, há Daikiri, Favela Live System e GVERN/KA.


Fiquem a conhecer melhor os projetos que vão atuar nesta quinta-feira:

2 3 h 0 0
ALEX ZHANG HUNGTAI + DAVID MARANHA + GABRIEL FERRANDINI

Alex Zhang Hungtai é o homem por detrás de projetos como Dirty Beaches ou Last Lizard. Em 2014, a convite da ZDB e do Teatro Maria Matos, visitou Lisboa para um concerto único intitulado Landscapes in the Mist (ainda sob o nome Dirty Beaches). O encontro com Gabriel Ferrandini e David Maranha aconteceu numa outra visita ao país e resultou num concerto (no palco do Maria Matos) em torno da obra de Coltrane. Last Train to God Knows Where deixou uma impressão de tal modo forte que os três músicos decidiram prosseguir o projeto. Trata-se, portanto, de uma rara oportunidade para ver três notáveis músicos em mais uma fase de uma aventura sónica de contornos singulares.

0 0 h 0 0
VOZZYOW

Os galegos Vozzyow nascem da frustração e da ira, conceitos que sintetizam com perfeição na sua música. Última geração de uma cena galega que se afirma com cada vez mais força, os Vozzyow têm no seu disco Petroglifos Mogor uma energia como que pontapeia caras alheias. Por onde passam deixam salas queimadas pela palpitação gritante do som, dos compassos impossíveis e da destreza técnica e carisma que são inversamente proporcionais à sua tenra idade.

0 1 h 0 0
INNIT BRUVV + DJ CHALLENJAH

Como sempre, a entrada é gratuita e a bebida é melhor. 

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The Sunflowers abrem para Tomorrows Tulips no Porto


Os Tomorrows Tulips vão regressar a Portugal já este mês para dois concertos, a 25 e 26 de maio atuando assim no Porto e em Lisboa, respetivamente. As bandas responsáveis pela abertura dos concertos já são agora conhecidas e os The Sunflowers são assim a dupla responsável pela primeira parte do concerto dos Tomorrows Tulips no Porto. Para os que ainda não sabiam os Mighty Sands farão a abertura do concerto em Lisboa. 

No Porto, a 25 de maio os Tomorrows Tulips atuam no Café au Lait, Porto e em Lisboa atuam na Galeria Zé dos Bois. Os bilhetes para o concerto no Porto têm um preço de 5€ e em Lisboa têm um preço de 8€. A banda californiana traz a Portugal o mais recente disco/EP iNdy rock royalty comb.


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Riding Pânico com curadoria no Milhões de Festa


É verdade, após já terem pisado o solo de Barcelos enquanto banda, os Riding Pânico regressam ao Milhões De Festa desta vez como curadores.
Esta curadoria irá também contar com a presença de Quelle Dead Gazelle e Marvel Lima
Durante esta semana irão conhecer mais curadorias que animarão as tardes quentes do Palco Taina. 

Estas bandas juntam-se então à curadoria da Baba Yaga´s Hut que conta com a presença de Part Chimp, Tomaga e Evil Blizzard 
O festival decorrerá dos dias 21 a 24 de julho e o preço dos bilhetes até dia 9 de maio é de 50€ 







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Alex Zhang Hungtai (ex-Dirty Beaches), David Maranha e Gabriel Ferrandini atuam no Salão Brazil a 4 de maio


Na proxima quarta-feira, 4 de maio, Alex Zhang Hungtai, David Maranha e Gabriel Ferrandini vão formar um trio improvável e atuar no Salão Brazil.

Alex Zhang Hungtai é o homem por detrás de projetos como Dirty Beaches ou Last Lizard. Em 2014, a convite da ZDB e do Teatro Maria Matos, visitou Lisboa para um concerto único intitulado Landscapes in the Mist (ainda sob o nome Dirty Beaches).

O encontro com Gabriel Ferrandini e David Maranha aconteceu numa outra visita ao país e resultou num concerto (no palco do Maria Matos) em torno da obra de Coltrane. Last train to God Knows Where deixou uma impressão de tal modo forte que os três músicos decidiram prosseguir o projeto. 

Trata-se, portanto, de uma rara oportunidade para ver três notáveis músicos em mais uma fase de uma aventura sónica de contornos singulares. Os bilhetes custam 5€ e podem ser reservados através de salaobrazil@gmail.com.

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The Japanese Girl em tour por Espanha


Depois da tour nacional de apresentação de Sonic shaped Life, os The Japanese Girl preparam-se para uma tour espanhola, onde tocarão o disco de estreia, editado com selo Munster Records em 2015. 

O arranque da tour acontece a 5 de Maio, na Funhouse, em Madrid, onde os nacionais se apresentam com os Thee Clogs. Sexta, dia 6 de Maio, os The Japanese Girl avançam para o Rock and Roll Circus, em Léon. A finalizar, a participação no Festival Una Explosion en La Garage, em Guadalajara. Para abanar a cabeça e, assim, evitar o risco de uma surdez total.


No plano nacional, os The Japanese Girl estão já confirmados para o Reverence Valada. A banda portuense actua no parque de meredas de Valada a 9 de Setembro. Para os próximos tempos estão também alinhadas actuações em Leiria, a 13 de Maio, e no Sabotage, em Lisboa, a 14.

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The Weatherman toca para os macacos!


Quem já está familiarizado com “Calling All Monkeys” o mais recente single do músico portuense, não irá estranhar o que irá acontecer no dia 16 de Maio, às 16 horas, no jardim zoológico da Maia. 

Com a intenção declarada de chamar a atenção para os erros da Humanidade, o músico irá apresentar-se frente a macacos e apontar falhas à nossa demanda que perspectiva o mundo enquanto sítio melhor. 

O evento será transmitido em directo no canal de Youtube do músico.

Eyeglasses for the Masses, o quarto disco de The Weatherman, foi editado a 29 de Abril. O concerto de apresentação está marcado para 21 de Maio no Passos Manuel, no Porto.

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