sábado, 14 de maio de 2016

Cave 45 apresenta Gordura e Juseph


No dia 25 de junho estarão presentes na Cave 45 Gordura, banda de Santa Maria da Feira, e Juseph de Vale de Cambra.

Gordura é um projeto recente tendo feito a sua estreia em palco no passado dia 29 de de abril no palco da Oliva Creative FactoryJá os Juseph já trabalham juntos desde 2009, ano em que se decidiram juntar numa garagem, e já andam na estrada desde 2010.
O preço dos bilhetes ainda não está definido, as portas da cave abrirão as 22h30.

O after ficará encarregue ao Amplifest, que irá passar a sua Amplimix.

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Vídeos da Semana #83


Esta semana veio cheia de surpresas no que toca a trabalhos audiovisuais, apesar de também merecerem menção os vídeos de Pet Shop Boys, Twin Peaks e U.S. Girls, destacamos abaixo os cinco que nos prenderam a atenção. A ordem é aleatória e há trabalhos de Iggy Pop, Minor Victories, MUNROE, Julianna Barwick e Steve Gunn para ver abaixo.

1 - Iggy Pop - "Sunday"

2 - Minor Victories  - "Breaking My Light"

3 - MUNROE - "Nothing Is Funny"

4 - Julianna Barwick - "Same"

5 - Steve Gunn - "Ancient Jules"

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sexta-feira, 13 de maio de 2016

Die Antwoord vão lançar uma mixtape


Os Die Antwoord estão de regresso aos discos, desta vez em formato mixtape, através de Suck On This que sucede assim o álbum Donker Mag (2014). Com o anúncio da mixtape a banda da África do Sul avançou igualmente com o primeiro single de avanço, "Dazed & Confused" em colaboração com o produtor GOD. O resultado pode ser ouvido abaixo.

Suck On This tem data de lançamento prevista para a próximo terça-feira, 19 de maio.


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Reverence Underground Sessions traz a Portugal Os Mutantes e Spectral Haze



O Reverence Underground Sessions anunciou duas novas sessões dos concertos que tem vindo a organizar no Sabotage Club. Desta feita os artistas convidados são os míticos brasileiros Os Mutantes a dia 7 de junho e Spectral Haze, Sun Mammuth e Earth Drivedia 21 de julho.

Os Mutantes marcam assim o seu regresso a Portugal após terem estado presentes no final do ano passado no Armazém F em Lisboa e no Hard Club no Porto. A banda brasileira responsável por clássicos, como o seu álbum homónimo (1968), é citada como uma das mais influentes e respeitadas bandas brasileiras. Lançou o seu último álbum em 2013, Fool Metal Jack. Após o concerto podemos ainda aproveitar a after com o DJ A Boy Named Sue.



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Não menos interessante será o dia 21 de julho onde as Reverence Underground Sessions contam com os noruegueses Spectral Haze e os portugueses Sun Mammuth e Earth DriveEsta noite promete ser um aquecimento para o Reverence Valada visto que as ultimas duas bandas estão confirmadas para a edição de 2016 do Reverence Valada. Spectral Haze estará também presente no Woodrock Fest como cabeça de cartaz.


Para além destas datas, este mês ainda vai contar com os Mão Morta no palco do Sabotage Club nos dias 27 e 28 de maio. As Reverence Underground Sessions tiveram origem na parceria entre o festival Reverence Valada e o Sabotage Club com intuito de partilhar com um publico mais vasto o melhor que existe da cena musical underground.

O concerto dos Mutantes decorrerá dia 7 de junho por volta das 22h30 e o bilhete custa 18€. Já a noite que juntará Spectral Haze, Sun Mammuth e Earth Drive será no dia 21 de julho com os concertos a começarem por volta das 23h00, sendo que os bilhetes custam 8€.

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Cartaz final do COCA'in'FESTA divulgado


No próximo dia 28 de maio, sábado, o COCA'in'FESTA regressa à famosa Rua da Independência em Monção para mais uma edição, que visa divulgar e apoiar a música portuguesa, dinamizando igualmente a cidade de Monção.

O festival, organizado pela Porta Onze em parceria com a Câmara Municipal de Monção, junta agora aos já confirmados Savanna, Quelle Dead Gazelle, Tiago Miranda e Jonathan, os rockeiros Glockenwise e os tropicais Pista.  

Os concertos têm início previsto para as 16h00. As entradas são gratuitas. Informações adicionais aqui.



Cartaz Completo:
- Glockenwise 
- Savanna 
- Pista 
- Quelle Dead Gazzele 
- Tiago Miranda Dj Set 
- Jonathan Dj Set

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Il Tempo Gigante e Jewels tocam a 22 de maio na Carpe Diem [CANCELADO]


A Nariz Entupido está de regresso aos concertos e já no próximo dia 22 de maio traz até à Carpe Diem, no Bairro Alto, Lisboa concertos do dinamarquês Il Tempo Gigante - que passa por Portugal para outros quatro concertos em função da tour europeia e Jewels, projeto a solo de Júlia Reis, baterista das Pega Monstro.

Il Tempo Gigante, nome artístico de Rolf Hansen, cria atmosferas de uma intensidade rara através de um virtuoso e original uso de loops, guitarra e voz. Tece as suas composições como de uma teia se tratasse, duradouras e ao mesmo tempo reveladoras de um segredo inatingível. Até Lisboa o músico traz na bagagem o seu mais recente disco, Watch It Watch.

Jewels é o projecto a solo de Júlia Reis, baterista de Pega Monstro e d’Os Passos em Volta. Desta vez, com canções mais simples, mais curtas e mais calmas, Júlia entrega-se através do teclado e da voz. O projeto teve início em janeiro de 2013, quando o EP de três músicas Só No Fim, produzido pel’O Cão da Morte, passou a estar disponível no Bandcamp da Cafetra Records.

Os concertos têm início às 21h30 e as entradas para os concertos têm um preço de 7€. Reservas para: geral@narizentupido.com. Informações adicionais aqui.



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Atualização 19 de maio


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Reportagem: Aqui É Puro FUN [Titanic Sur Mer - Lisboa]


© Vera Marmelo
Foi no passado dia 7 de maio, um sábado chuvoso e nada apetecível a sair de casa, que o Titanic Sur Mer se encheu para assistir ao primeiro aniversário da Puro Fun, que contou com vários nomes conhecidos da cena musical em Lisboa. A tarde ia-se aproximando cada vez mais da noite, e o vento, que já durara o dia inteiro, não fazia misericórdia às pessoas que chegavam cedo ao Cais do Sodré. Guardando-se os chapéus-de-chuva onde era possível, as primeiras pessoas iam entrando no Titanic Sur Mer com uma sensação de alívio, pois lá dentro não havia frio nem vento, mas sim cheiro a comida mexicana e cerveja. Meia hora depois do previsto, o Éme subiu ao palco Fun para abrir as hostes da noite, que já se adivinhava promissora pela quantidade de pessoas que iam chegando ao Cais. O artista da Cafetra Records, que subiu sozinho ao palco, tocou num clima agradável e acolhedor, enquanto as luzes se apagavam no céu por cima do rio Tejo, atrás dele. Músicas como ‘Um Lugar’, ‘Partilhar a Vida’ e ‘Lisa’, esta última que finalizou o concerto, fizeram parte deste concerto de abertura, que pela altura do final já contava com o Titanic Sur Mer quase cheio.

© Vera Marmelo
© Vera Marmelo
O ambiente agora era mais relaxado, já ninguém se lembrava do tempo lá fora, os amigos conviviam alegremente de cerveja na mão, e também, já se ia sentindo o cheiro a marijuana no ar. E foi neste clima que o Luís Severo subiu ao palco Puro, primeiro sozinho, e depois acompanhado pela sua banda, onde tocaram vários temas do seu novo álbum, Cara D’Anjo. ‘Santo António’ e o single ‘Ainda é Cedo’ foram algumas das músicas que foram tocadas neste set, que deu um bom seguimento a abertura de ÉmeOs concertos seguiam de rajada, a alternar entre os dois palcos deste evento, mal havia tempo para ir ao bar ou à casa de banho, mas isto tudo num bom sentido, significava que a festa não ia parar tão depressa. Logo de seguida vieram as Pega Monstro, compostas pelas irmãs Júlia e Maria Reis, a banda têm andado bastante ativa nos últimos tempos, com várias datas pela Europa fora. Os últimos concertos da banda lisboeta têm deixado algo a desejar, havendo pouco espaço para músicas devido aos interludes excessivamente longos, o que é uma pena tendo em conta o repertório das Pega Monstro e o seu potencial de dar um excelente concerto. 

© Vera Marmelo
© Vera Marmelo
© Vera Marmelo
Não havendo tempo para paragens, os Qer Dier, que contam com membros dos Mighty Sands, seguiram-se imediatamente no palco Puro. Com uma sonoridade mais virada para o psych, a banda não teve aqui um concerto muito relevante para o bom desenrolar desta noite. O ambiente agora era mais de farra, horas depois das portas terem aberto, as pessoas presentes no Titanic Sur Mer já contavam com algumas imperiais em cima, que com a ajuda do THC, contribuíam para um clima mais alegre e conversador. Clima esse que ficou mais enérgico quando os Modernos, a banda composta por 3 membros dos Capitão Fausto, entraram em palco com ‘Só se te parecer bem II’, a primeira música do seu último EP. Tocaram toda a sua curta discografia, com destaque para ’24’, ‘Sexta-feira’ e ‘Casa a arder’, onde o moshpit expressava o que estava a acontecer naquele armazém do Cais, as letras a serem cantadas, e os abraços na multidão, representaram bem o que aquele concerto foi nesta noite. 

© Vera Marmelo
© Vera Marmelo
© Vera Marmelo
De seguida vieram os Gala Drop, que mesmo com uma audiência ligeiramente reduzida devido às horas tardias, não deixaram de ter aqui um dos melhores concertos do evento. Os seus ritmos tropicais, aliados ao psicadélico, fizeram muitos dos que restavam no Titanic Sur Mer fechar os olhos e dançar livremente, os fortes que resistiam, uns mais cansados que outros obviamente, mas mesmo assim com forças suficientes para continuar a festa. Festa essa que seguiu com Jibóia, o projeto de Óscar Silva que já é habitual a ser-se ouvido em horas tardias, como foi aqui e em tantos outros eventos. O som é o que já estamos habituados, o teclado Casio e a guitarra processados por inúmeros pedais continuam lá, excepto que agora a cobra toca com Ricardo Martins na bateria, desde o lançamento do seu novo álbum, Masala. O ambiente era o mesmo, os ritmos orientais de Jibóia não fizeram o Titanic Sur Mer arrefecer, a festa e a dança continuava pela noite a dentro. 

© Vera Marmelo
© Vera Marmelo
© Vera Marmelo
© Vera Marmelo
A seguir veio um dos concertos mais estranhos e agradáveis da noite, o concerto de Maio Coope djumbai djazz, não há bem palavras para explicar o que se passou. Foi estranho porque não se estava a espera de ouvir uma banda fortemente influenciada pela música africana, tendo em conta as outras bandas do evento. Mas por outro lado, djumbai djazz encaixou perfeitamente tanto como no evento, como na hora a que tocaram. A boa disposição de Maio e os ritmos africanos da banda fizeram o Cais tremer de dança, e também, acordar algumas almas que já se julgavam perdidas. Por esta altura já eram 4 da manhã, o cansaço agora era inevitável, o Titanic Sur Mer estava metade do seu auge de lotação naquela noite, algumas bebedeiras e pedradas já começavam a ter as suas consequências, o que foi o ambiente perfeito para os BISPO virem fechar a noite. A banda lisboeta, também formada por membros dos Capitão Fausto, parecia ter saído de um jogo de 8bits, com os seus uniformes de bispo e a espada provavelmente comprada num bazar chinês por 2 euros e meio. A aesthetic dos BISPO inundou o Cais de Sodré num último esforço de fazer perdurar o espírito de festa, missão essa que cumpriram com distinção, tendo os últimos passos de dança da noite sido prova disto. 

© Vera Marmelo
© Vera Marmelo
© Vera Marmelo
© Vera Marmelo
No final do concerto, o teclista Francisco Ferreira, mais conhecido como Ferrari, saltou do palco a gritar as palavras ‘LA PIÑA COLADA C’EST LA MALDICION’, palavras essas que se fizeram ouvir bem com a ajuda dos presentes, tendo este momento especial, que podia bem resumir a noite, dado o evento como terminado para muitas pessoas. Umas que iam embora, felizes e satisfeitas por esta excelente festa de aniversário, outras que ainda ficaram até o sol raiar com a ajuda do DJ QuesadillaResumindo e concluindo, foi do caralho. 


Texto: Tiago Farinha
Fotografia: Retiradas do blog da Vera Marmelo

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Rodrigo Amarante de regresso a Portugal


Rodrigo Amarante é um dos mais interessantes cantautores brasileiros do momento e está de volta a Portugal para uma mini digressão que contará com 5 concertos em locais diferentes. O membro dos Los Hermanos e Littlle Joy apresenta-se novamente a solo no nosso país e tem passagem marcada para as cidades de Lisboa, Faro, Leiria, Aveiro e Braga, onde se poderão ouvir as maravilhosas canções de Cavalo, álbum editado em 2014, assim como canções que poderão vir a fazer parte de um aguardado segundo álbum. 

28 Junho - Lisboa, Teatro Tivoli BBVA
29 Junho - Faro, Teatro das Figuras
30 Junho - Leiria, Teatro José Lúcio da Silva
1 Julho - Aveiro, Teatro Aveirense
2 Julho - Braga, Theatro Circo


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The Sunflowers lançam novo álbum em setembro


Os The Sunflowers, a banda panque do Porto que já não é desconhecida aos ouvidos de ninguém, vai lançar o seu primeiro álbum em setembro, de nome The Intergalactic Guide to Find the Red Cowboy, com direito a formato físico e digital. O primeiro single deste álbum, 'Hasta La Pizza/Rest in Pepperoni', que conta com o Frederico Ferreira dos 800 Gondomar na harmónica, já pode ser ouvido aqui em baixo. 
Oiçam.

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quinta-feira, 12 de maio de 2016

Stone Roses têm novo single


Os Stone Roses anunciaram para hoje o lançamento do primeiro single da banda britânica em 22 anos. Mais de duas décadas depois do lançamento do infame segundo álbum Second Coming , a banda pioneira do movimento madchester regressa com um novo single, "All For One", que poderá vir a fazer parte do aguardado terceiro álbum da banda de Ian Brown.


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Black Rainbows apresentam "Stellar Prophecy" em Leiria e Lisboa


Depois de nos terem visitado em 2015 para actuar no Festival Reverence Valada, o heavy-psych trio italiano Black Rainbows regressa ao nosso país para apresentar o seu novo longo-duração Stellar Prophecy, lançado a 15 de Abril pela Heavy Psych Sounds. A banda italiana vai passar pelo Texas Bar, Leiria, a 15 de Maio, pelas 17 horas. 

Na primeira parte estarão os Bad Pig, power-trio da Figueira da Foz que acabou de lançar A/ Traça, o seu segundo EP. Os bilhetes custa 6€ se foram reservados para yayayeahmusic@gmail.com,e 8€ no próprio dia. A banda vai também atuar no Sabotage Club, Lisboa, no dia seguinte.

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Shield Patterns anunciam "Mirror Breathing"


O duo de Manchester Shield Patterns, formado por Claire Brentnall e Richard Knox, está a preparar o lançamento do seu segundo registo de estúdio. Mirror Breathing é o sucessor do aclamado Contour Lines (2014), foi escrito e gravado no estúdio da banda, Cloud Blunt Moon studio, e tem lançamento previsto para 2 de setembro via Gizeh Records.

O novo álbum conta com a participação da violoncelista Julia Kent (Antony and the Johnsons / The Leaf Label).

O primeiro avanço de Mirror Breathing é o tema "Dusk" e pode ser ouvido abaixo.



Claire Brentnall falou sobre Mirror Breathing:
The album for me is about feeling connected; exploring what it means to be a friend, to be in love, to be an individual, to be part of a collective unconscious. It's about the beauty of imperfection, of making mistakes, and the discoveries that are made by chance as we learn to exist.

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Quelle Dead Gazelle apresentam "Maus Lençóis"


A dupla post-rock de influências africanas formada pelo guitarrista Pedro Ferreira e pelo baterista Miguel Abelairaestá de regresso. Falamos pois dos Quelle Dead Gazelle, banda que em 2013 editou o seu primeiro EP, tendo atuado em palcos como o NOS Alive, Milhões de Festa, Paredes de Coura e Serralves em Festa.

Em 2016 trazem-nos Maus Lençóis, álbum de estreia gravado por Makoto Yagyu e Fábio Jevelim, nos estúdios HAUS em Lisboa. 

“Pedra-Pomes” é o primeiro single deste novo trabalho e marca a primeira etapa do regresso do duo às edições, com um longa-duração que nos chega a 13 de Maio pelas mãos da Cultura Fnac e Turbina. 

A banda vai atuar hoje em Leiria, no Covil da Preguiça, amanhã no Maus Hábitos, Porto, e sábado no Musicbox, Lisboa.

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Slowdive a gravar novo álbum


Os Slowdive, reunidos desde 2014, já começaram as gravações do seu novo álbum. A vocalista e guitarrista Rachel Goswell confirmou numa entrevista que o álbum deverá ser terminado no final de Julho.

O novo disco será o primeiro da banda desde Pygmalion, de 1995. 

Entretanto, Rachel Goswell tem estado a trabalhar também no seu novo projeto, Minor Victories, cujo primeiro álbum será lançado este ano.

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Metronomy regressam em 2016 com novo álbum


Os britânicos Metronomy, projeto liderado por Joe Mount, estão de volta. Numa entrevista à BBC Radio 1, o  artista revelou no programa de Annie Mac que o novo álbum da banda se chamaria Summer 08, com lançamento agendado para 1 de julho. 

O sucessor de Love Letters (2014) foi gravado principalmente por Joe ao longo de duas semanas, e segundo o próprio é mais dançante. O título Summer 08 é uma referência ao último verão em que o artista esteve livre. 

O tema "Old Skool" serve de avanço para o quinto álbum de estúdio dos Metronomy, contando com a presença de Mix Master Mike (Beastie Boys). Oiçam-no aqui.

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Concurso nacional de bandas Reverence Valada Festival 2016


O Reverence Valada Festival está a preparar um concurso nacional de bandas que dará a oportunidade a dois novos projetos de integrarem a programação oficial do festival na edição de 2016.

Bandas de todo o país podem concorrer. Para isso só têm de submeter a sua candidatura através do email concurso@reverencefestival.com, indicando o que os motiva, incluindo os links das suas páginas de Soundcloud ou Youtube. A data limite de participação é dia 6 de junho.

De todas as bandas que submeterem as suas candidaturas serão escolhidas seis finalistas, três bandas nacionais e três bandas do distrito de Santarém, que, no dia 16 de julho, têm oportunidade de provar a qualidade do seu trabalho ao vivo no Centro Cultural do Cartaxo na presença do júri responsável pela escolha dos vencedores.
 
Das seis bandas que participam da final, serão escolhidas duas bandas, uma nacional e outra local, para ocuparem os dois slots disponíveis no cartaz Reverence Festival de 2016.

O júri do concurso de bandas Reverence Festival é composto por dois representantes da Antena 3, António Freitas e Nuno Calado, Ana Búzio e João Borislav responsáveis pelo programa Future Echo e Carlos Montês e André Beda responsáveis pelo programa Ruído Alternativo ambos da Tejo FM, rádio local parceira deste concurso.

O Reverence Festival acontece nos dias 8, 9 e 10 de setembro no Parque de Merendas de Valada, Cartaxo, e integra mais de 50 das melhores bandas de rock underground nacionais e internacionais, incluindo The Sisters of Mercy, The Brian Jonestown Massacre, Killing Joke e The Damned.

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quarta-feira, 11 de maio de 2016

Frigs anunciam EP de estreia


Os Frigs, quarteto oriundo de Toronto, têm vindo a ser conhecidos pelas suas performances ao vivo com a banda a apresentar influências que vão do grunge à la PJ Harvey ao post-punk dos primeiros discos dos Sonic Youth

Esta semana a banda anunciou o seu primeiro trabalho de estúdio, que segue sob o formato curta-duração, e trará quatro singles inéditos. Intitulado de Slush, para além da cover-art e tracklist divulgadas, os Frigs avançaram ainda com "God Hates A Coward" para single de avanço.

Slush tem data de lançamento previsto para 10 de junho via Arts & Crafts.


Slush EP Tracklist: 
1. Diana 
2. Ringworm 
3. God Hates A Coward 
4. TV

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Messer Chups regressam a Bragança a 12 de maio


Os Messer Chups estão de regresso a Portugal e vão partir a louça toda com o seu Trashy Sci-Fi Horror Surf-Rock. Banda sonora ideal para um filme B porno de vampiros surfistas no velho oeste. Esta banda Russa é responsável por essa indescritível mixórdia musical num grau de bizarrice só possível numa colisão entre Ed Wood, The Cramps, um Theremin e vodka contaminada.

O concerto é já amanhã no Praça 16 e os bilhetes custam 6€. A banda vai passar também pela Cave 45, Porto, no dia 13, Sabotage Club, Lisboa, no dia 14, e Sociedade Recreativa Artística Farense, no dia 15 de maio.

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Thee Oh Sees anunciam álbum ao vivo


Os californianos Thee Oh Sees, que vão passar por Portugal em dose dupla este verão, anunciaram um álbum ao vivo via Castle Face, tendo este sido gravado ao longo de 3 noites em São Francisco. Este LP duplo, de nome Live in San Francisco, também vai contar com uma série de filmagens ao vivo da banda, e o primeiro single de avanço, 'Web' (Mutilator Defeated at Last), já pode ser ouvido aqui em baixo.



Live in San Francisco:

01  I Come From the Mountain
02 The Dream
03 Tunnel Time
04 Tidal Wave
05 Web
06 Man in a Suitcase
07 Toe Cutter Thumb Buster
08 Withered Hand
09 Sticky Hulks
10 Gelatinous Cube
11 Contraption

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Reportagem: Full of Hell + the body [Cave 45 - Porto]

No passado dia 26 de Abril, teve lugar no Cave 45 mais uma das sessões que antecede o Amplifest, um festival que é cada vez mais uma referência no que toca a ilustrar o que de melhor se faz/fez no panorama do metal. Nesse serão, os Full of Hell voltaram até à cidade do Porto e fizeram-se acompanhar dos the body.

E como correu essa noite? 


Bem…primeiro subiram a palco os Full of Hell. Os norte-americanos incorporam na sua arte todas as características da santíssima trindade do grind: tocam rápido, alto e carregam na distorção. Os vocals, esses não enganam: são roubados ao death metal. E nesta digressão, trazem um novo álbum na bagagem — o Amber Mote in the Black Vault — que é exactamente igual a todos os restantes álbuns anteriores dos Full of Hell: um gajo aos berros sobre cenas angustiantes, uma instrumentação furiosa e uma sensação de profundo niilismo a acompanhar tudo isto. Tudo coisas de que nos gostamos, portanto. E, sem surpresas, devo dizer que foi um concerto do caralho. Para mim, foram melhores que no Amplifest 2015 e a porrada foi maior, sem sombra de dúvidas. Uma coisa é ver Full of Hell da plateia, outra completamente diferente é vê-los ao nosso nível, separados apenas pelas colunas que debitam a sua grotesca mensagem.



Mas os Full of Hell nós já conhecíamos O que dizer dos body?


Chip King e Lee Buford são os body, uma das maiores instituições do noise atual. Em 17 anos de carreira, eles já colaboraram com alguns dos maiores nomes do metal atual — aliás, a sua colaboração mais recente é precisamente com os Full of Hell — e somam entre EPs LPs e álbum colaborativos mais do que uma quinzena de trabalhos. Eles eram a grande surpresa da noite: primeiro, por serem uma estreia absoluta; segundo, porque as expectativas eram altas. Queríamos todos nós — os fãs — testemunhar quanta daquela energia que está presente nos trabalhos de estúdio se mantém num concerto. Qual seria a expressão dos the body sobre a pressão do cumprimento das expectativas dos fãs que estão perante deles naquele momento à espera de ficarem surdos — no mínimo dos mínimos.

A realidade ficou muito além das expectativas. 


Esqueçam qualquer comparação ou qualquer tipo de fantasia que possam conceber nas vossas mentes acerca daquilo que, de facto é, assistir um concerto dos body. Se são ignorantes ao ponto de achar que são capazes de imaginar essa experiência, o vosso cérebro está a pregar-vos uma grande partida. Em CD, os body são brilhantes. Ao vermos um vídeo deles, ficamos impressionados. Ao vivo, somos esmagados. Não só fiquei quase surdo, como também boquiaberto: the body ao vivo é uma experiência em nada igual a ouvirmos um cd deles. Somos envolvidos pelo som até ao ponto de não conseguirmos raciocinar. Uma espécie de nirvana alcançado através do ruído, um estado superior de consciência no qual não conseguimos pensar em mais nada porque, pura e simplesmente, o ruído não nos deixa pensar em nada. Mas o ruído dos body não é uma massa amorfa. São címbalos gigantes, a voz desesperada do Chip e a sua guitarra que ora toca notas claras, ora é transfigurada pelos seus moduladores sonoros.

Ao fecho desta redacção saiu nos media a notícia da próxima Amplifest Session, na qual vão atuar Mark Kozelek com o seu projeto Sun Kil Moon, Sumac e Mamiffer, estes dois últimos em estreia absoluta em Portugal. Por esta noite que aqui se relatou, por essa que se adivinha grandiosa e por muitas outras que entretanto já passaram, ficam as memórias e o desejo de mais uma vez agradecer à Amplificasom por continuar a proporcionar-nos noites como estas. Noites dedicadas aos fãs de música por oposição ao mercantilismo dos espetáculos musicais baseados em tabelas. 

Deixo-vos apenas, em jeito de despedida, uma pergunta:

Para quando os Thou?

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Oiçam: Giant Gutter From Outer Space


Atenção cibernautas simpatizantes do heavy metal, stoner rock com tons noisy, ou simplesmente simpatizantes da música mais pesada: os Giant Gutter From Outer Space não podem ficar esquecidos entre a coleção de bandas por ouvir. Formados em 2014, numa conjugação entre baixo e bateria, Hernan Oliveira e Johnny Rosa trazem uma música que não passa despercebida a qualquer ouvido. O nosso não ficou de lado e em três edições os Giant Gutter From Outer Space explicam porquê.

Amigos de longa data e com a motivação em fazer música pesada, experimental e crua, lançaram o seu primeiro EP, intitulado de set adrift, em outubro de 2015 contendo cinco músicas que exploram esta vontade inicial na procura de uma sonoridade. Apesar do lento desenvolvimento das composições há músicas que valem a pena continuar a ouvir pela surpresa que trazem envolta. "in spit of all" é um bom exemplo, esperar até ao final vale muito a pena.


O segundo registo de estúdio viria a surgir uns meses mais tarde, já em 2016, em formato curta duração e sob o nome stumm, contendo dois novos singles inéditos. "sturm", o primeiro single de avanço vem apresentar uns Giant Gutter From Outer Space mais calmos no seu início - o que não deixa de surpreender - mas sempre fiéis à sonoridade stoner rock.




Em Black Bile, disco com aproximadamente 40 minutos de duração, os Giant Gutter From Outer Space oferecem um álbum que traz algumas novidades face à sonoridade apresentada até então, embora exiba ainda algumas arestas por afinar. Há cinco canções de certa forma distintas entre si e, aos que até agora foram conquistados, recomenda-se vivamente a audição de "joy and misery".

Posto isto, o que importa: a interessante exploração rítmica do baixo na música progressiva dos anos 60/70 e da bateria na música vanguardista e experimental. O resultado fica abaixo.



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