sábado, 21 de maio de 2016

Schonwald tocam a 3 de junho no Sabotage Club


Os Schonwald, duo formado por Alessandra Gismondi (voz e baixo) e Luca Bandini (guitarra e sintetizadores), são responsáveis por uma das mais peculiares sonoridades dentro da darkwave europeia. Da voz cristalina de Alessandra às atmosferas hipnóticas criadas por Luca, há shoegaze, post-punk e apontamentos psicadélicos, sempre sob uma nuvem melancólica.


Depois de se terem estreado em outubro de 2014, na Caixa Económica Operária, e de já ter passado o ano passado pelo norte de Portugal, os Schonwald regressam agora a território nacional para concerto único, a acontecer no próximo dia 3 de junho no Sabotage Club. Na bagagem trazem Between Parallel Lights, álbum que vêm apresentar a Lisboa.


O concerto, com início previsto às 23h00, tem a organização d'A Comissão. Os bilhetes têm um preço de 7€ e podem ser adquiridos no dia, à porta. Informações adicionais aqui.


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Vídeos da Semana #84


Voltamos à carga com os trabalhos audiovisuais que figuraram a semana, começamos em Portugal e acabamos no Brasil. Até lá há vídeos de PZ, Umberto, Peine Perdue, Hinds e Boogarins para assistir ali em baixo.

1 - PZ - "Bestas"

2 - Umberto  - "Drifters"

3 - Peine Perdue - "Presqu'île"

4 - Hinds - "Easy"

5 - Boogarins - "Benzin"


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sexta-feira, 20 de maio de 2016

Rïcïnn mostra novo single de avanço de Lïan, "Orpheus"


Rïcïnn é o projeto a solo de Laure Le Prunenec, a vocalista dos Corpo-Mente e também colaboradora nos projetos Igorrr, Öxxö Xööx e Ele Ypsis, entre muitos outros projetos paralelos que a rainha francesa do avant-garde tem. 

Com disco de estreia a sair já no próximo mês, Rïcïnn mostrou hoje mais um single retirado deste primeiro álbum, "Orpheus". Apesar de não ser bem um single novo, já que a versão demo era a única música disponível até à nova "Uma", segue abaixo a versão de estúdio, que integra Lïann.

Lïan tem data de lançamento prevista para 17 de junho via Blood Music.


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MEDEIROS/LUCAS levam canções do mar às Novas Canções da Montanha


Durante um ano, o ciclo de música Novas Canções da Montanha levará ao Espaço Miguel Torga quatro artistas portugueses que têm no poder da palavra uma das virtualidades da sua música. Iniciativa, que tem entrada livre, arrancou a 19 de março com concerto pela cantora Lula Pena e repete-se no próximo sábado, 21 de maio, com MEDEIROS/LUCAS

Numa iniciativa do Município de Sabrosa, quatro artistas portugueses de referência na área da música apresentarão concertos de entrada livre ao longo do ano no Espaço Miguel Torga, em São Martinho de Anta, freguesia que viu nascer um dos mais influentes poetas e escritores do século XX português.

Este sábado, 21 de maio, o ciclo regressa com MEDEIROS/LUCAS, projeto que junta Pedro Lucas e Carlos Medeiros na construção de uma nova topografia da música popular portuguesa. Terra do Corpo, o novo disco, que será o mote para o concerto no Espaço Miguel Torga, é uma continuação assumida e orgânica do trabalho iniciado com Mar Aberto (2015). 

Se no primeiro trabalho discográfico Medeiros e Lucas exploravam a ideia de viagem marítima como metáfora das viagens existenciais e da imaginação escapista, em Terra do Corpo a dupla vira-se para o corpo físico e para humanismos mais tácteis, mostrando-se como um dos projetos portugueses mais interessantes dos últimos anos.



Novas Canções da Montanha é uma iniciativa do Município de Sabrosa para o Espaço Miguel Torga, com o apoio do Município de Vila Real e Teatro de Vila Real. A programação e produção está a cargo da covilhete na mão

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Dragão Inkomodo e amigos atuam na Zaratan amanhã


A propósito do lançamento de Da Máquina Se Fez o Homem Ou Vice-Versa, Dragão Inkomodo convidou alguns amigos para fazer a festa na Zaratan (Rua de São Bento, 432, Lisboa) este sábado.

A setubalense Sudae (que este ano assinou o belíssimo Despejo! EP) e o lisboeta Random Gods (com um disco de estreia prestes a sair pela suíça Danse Noire) acederam ao convite e fecham o alinhamento para uma tarde que promete ser especial.

As portas abrem pelas 17h30 e a entrada custa três euros (os sócios têm entrada livre).

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quinta-feira, 19 de maio de 2016

A Marissa Nadler está a fazer um AMA no Reddit


A Marissa Nadler está neste momento online a responder às questões dos fãs, em função de mais um Reddit Music AMA. E parece que há regresso a Portugal na próxima tour europeia. 

A cantora edita amanhã o seu sétimo disco de estúdio, Strangers. Podem ler a review completa aqui.

Quanto às perguntas, para tudo o que quiserem saber, fica AQUI o link.


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Este sábado há Puce Mary no Teatro Rivoli


No próximo sábado, dia 21 de maio, em parceria com a Matéria Prima, o Teatro Municipal do Porto, apresenta o espetáculo de Puce Mary, em mais um concerto Understage.  Puce Mary, projeto a solo da artista sonora dinamarquesa Frederikke Hoffmeier,  atuará no próximo sábado no Sub-Palco do Teatro Rivoli

Desde 2010, Frederikke Hoffmeier tem vindo a afirmar-se dentro do restrito grupo de exploradoras femininas que conduzem a música experimental para um equilíbrio de géneros, contribuindo para um crescente enriquecimento do espectro sonoro. Com raízes no género musical power-electronics — o género evidenciado pelos finlandeses Pan Sonic, os suecos Skull Defekts ou os alemães Atari Teenage RiotPuce Mary explora os pontos de convergência entre a música noise, a música industrial e a composição contemporânea. 

O concerto é apresentado no âmbito do Understage, ciclo mensal de programação musical do Teatro Municipal do Porto. Os bilhetes para o concerto podem ser adquiridos por 5€. O espetáculo tem início marcado para as 22h00. 


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Ponte Party People anuncia primeiros nomes


O Ponte Party People está de volta à cidade de Braga já no início de julho e anunciou, para já, os três primeiros nomes a ingressar o cartaz: peixe:avião, Toulouse e Gin Party Sound System. O evento, de dia único, ocorre este ano a 2 de julho, no Parque da Ponte, para mais seis horas de música seguida, intercalada entre piscina, à tarde, e o palco principal, à noite. E é tudo à borla, isso mesmo entradas grátis.

Os peixe-avião certamente dispensarão apresentações, quer na sua cidade-berço, quer no panorama musical nacional. Contando com alguns trabalhos debaixo da manga (afinal, estão nestas andanças há cerca de 10 anos), os bracarenses editaram, no início deste ano, um novo disco que quebrou com o registo anterior e mostrou uns peixe:avião vestidos (e bem) de negro. Peso Morto é um indício da metamorfose da sonoridade que nasceu no pop e está, cada vez mais, a adensar-se e a sediar-se no experimentalismo. 


Diretamente de Guimarães, os recém-chegados Toulouse são ao que soaria uma festa apagada por aguaceiros repentinos, vagueando entre um território bucólico e um esperançoso e reinventando o indie surf que se pratica do outro lado do Atlântico pelos prodígios da Captured Tracks, chegando, mesmo, até ao post-punk. A sua mais recente edição, a cassete Juice, carimbada pela Revolve, conta com reworks de projetos electrónicos como Live Low e Al Lover. 


Nem só de gin tónico e de camisas floridas se fazem os Gin Party Sound System. Pregando a palavra da religião que é o Eurodance, o coletivo de 9 é o responsável por qualquer festa se desgovernar, com DJ-sets cheios de êxitos típicos dos anos 90 e de alguns dos prazeres pop mais escandalosos de sempre. No dia 2, é possível que saiam alguns “amén”s contrariados dali.

O Ponte Party People é organizado pela Câmara Municipal de Braga, a Lotação Variável e a Lovers & Lollypops. Todas as informações adicionais aqui.

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Este fim-de-semana há Soirée de regresso ao CAAA, Guimarães


Esta sexta e sábado, 20 e 21 de maio, respetivamente, as noites de Soirée  estão de regresso ao CAAA - Centro para os Assuntos de Arte e Arquitetura - em Guimarães para mais ciclos de música e cinema. Depois de na semana passada se ter estreado com concertos de EGBO, Larry Gus e Tiago, este fim-de-semana há espetáculos de Geneva Jacuzzi, Prince Rama e MVRIA, já amanhã, sexta feira 20 de maio e no dia seguinte, sábado, os ciclos musicais encerram com performances de Älfor JS, Blood Sport e Lynce.

Num espaço que tanto funcionará como uma sala de cinema e um palco, os filmes serão intercalados com concertos de bandas nacionais e internacionais, gerando diálogos, confrontos e perspectivas inesperadas. Restam assim, para ver, seis filmes, quatro bandas e dois DJs distribuídos pelas duas sessões, com escolhas que verbalizam as marcas identitárias das duas entidades organizadoras, ambas vimaranenses.

 Os bilhetes diários têm um preço de 5€. As Soirées têm início às 22h00. Todas as informações adicionais poderão ser encontradas aqui. Os ciclos de música e cinema têm a organização da Revolve e da Bando à Parte.


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Luísa Sobral, They’re Heading West e Benjamim no Mini NOS Primavera Sound 2016


O Mini NOS Primavera Sound está de regresso ao Parque da Cidade, no dia 29 de Maio, domingo, e vai contar com concertos de Luísa Sobral, They’re Heading West com convidados e Benjamim. Para além das actuações, os projectos Noiserv nas tuas Mãos, Crassh Babies, Os jornais do Gepeto, Kids Jam Sessions e OVIS marcarão presença com workshops e experiências que vão tornar o dia memorável. O evento começa às 14h e a entrada é livre.

Foram 10 mil as pessoas que se deslocaram até ao Parque da Cidade para assistir à primeira edição do Mini NOS Primavera Sound que procura celebrar o espírito da Primavera em família 

A pensar na bem-estar das famílias, o Mini NOS Primavera Sound volta a contar com o Espaço Conforto, uma tenda onde pais e filhos podem descansar e conviver abrigados do sol. 

NOTA: A realização deste evento está condicionada consoante as condições meteorológicas.

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Saint Agnes apresentam novo single "Sister Electric"


Os Saint Agnes, uma das bandas ao vivo mais excitantes da cena de Londres, vai editar a 17 de junho o novo single "Sister Electric" com o sela da Death or Glory Gang Records.

A banda de blues-rock powerhouse formada em 2014 senta-se confortavelmente ao lado da psicadelia dos The Jesus And Mary Chain, com que atuaram este ano no Cosmosic Festival, em Manchester, assim como do acid rock dos Uncle Acid and The Deadbeats. A química, essa parece vir de bandas como The Kills e Black Rebel Motorcycle Club, mas com um aspecto mais western.

A eléctrica "Sister Electric" foi gravada no estúdio analógico Soup Studios e representa o primeiro de uma série de single editados deste modo. Produzido pela própria banda, é a primeira gravação feita com o novo baterista Andy Head.

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Programação do Salão Brazil: 19 a 21 de maio

Älforjs
O Salão Brazil, Coimbra, tem uma programação interessante e bastante diversificada nos próximos dias 19, 20 e 21 de maio. Fiquem a conhecer um pouco mais de cada projeto.


Quinta, 19 de Maio, 22h
ÄLFORJS


De Lisboa, Älforjs é o trio constituído por Bernardo (contrabaixo) e Raphael (bateria), que se encontraram pela primeira vez num workshop de Carla Bozulich, no Out.fest Barreiro. O trio fica completo com Mestre André (saxofone, electrónica), amigo de longa data dos dois. Lançado a 1 de Maio de 2016, Jengi é o nome do primeiro trabalho discográfico da banda, lançado em colaboração pela Silent Water e Burro DiscosBilhete: 3€


Sexta, 20 de Maio, 22h30
RITA BRAGA + O GRINGO SOU EU


Rita Braga é cantora e multi-instrumentalista. No seu trabalho a solo tem-se dedicado a um repertório pouco usual de canções em mais de dez línguas, para além das composições originais e bandas sonoras. Geralmente atuando a solo, contou com colaborações pontuais com músicos como Victor Coyote, David Chazam, Presidente Drógado, Borts Minorts, Felix Kubin, Dorit Chrysler, Vítor Rua ou The Legendary Tigerman e formou bandas espontâneas que a acompanharam no Brasil ou na Suécia.


'O Gringo Sou Eu' é Frankão, brasileiro que se fez músico na periferia da cidade industrial de Volta Redonda - RJ, a viver em Portugal desde 2010. Participou em projetos como HHY & The Macumbas ou Samba Sem Fronteiras, e criou este projeto cujas influências se localizam no hip-hop, reggae, Miami Bass e Funk carioca. Bilhete: 6€.




Sábado, 21 de Maio, 17h / 22h
MONO/STEREO: o maior pequeno festival do mundo

800 Gondomar + Wipeout Beat + Alien Church (Johnny Luv & Marquis Cha Cha) + Surma + A Jigsaw + Subway Riders + Alexandre Valinho Gigas


A 2ª edição do MONO/STEREO – o maior pequeno festival do mundo, não tem carrosséis, tendas de comida, poeira, freebies, nem sequer patrocínios. Tem música, poesia, mais música, alegria, gente boa no palco e na sala. É feito por quem gosta de música, para quem gosta de música. O festival começa às 17h com atuações de Subway Riders, a JigsawSurma e continua, a partir das 22h, com Alien Church, Wipeout Beat, 800 Gondomar. O Festival conta ainda com declamação de poesia, por Alexandre Valinho Gigas. Bilhete: 8€. Tarde 5€ | Noite 5€

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Favela au Lait #35 com Tomba Lobos e HHY+Favela


A residência da Favela Discos no Café Au Lait, Porto, decorre todas as quintas feiras desde setembro passado. Esta semana, #35, podemos contar com concertos de Tomba Lobos, projecto que junta HHY (Jonathan) a alguns membros da Favela Discos (Tito Frito, João Sarnadas (Coelho Radioactivo), Nuno Loureiro, David Ole, Dora Vieira, Henrique Apolinário e luz de Inês Castanheira). Os concertos são na cave, sempre à pala.

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TOMBA LOBOS 

Tomba Lobos é o pseudónimo de José Cardoso, artista que tem vindo a construir uma das carreiras mais interessantes em Portugal não só nos campos da ilustração e design, mas também no campo da música. Nunca abandonando o aconchego ronfônho do lo-fi, por vezes encontramos canções completamente despidas, somente à guitarra e voz em falsete, embebidas em reverbs e ecos, por vezes encontramo-las frenéticas, guiadas por percussões sintetizadas, cheias de fuzz e distorção, outras vezes nem umas nem outras, encontramos belos exemplos de pop assombrado. 


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HHY + FAVELA 

A convite da Favela Discos unem-se mundos para fazer respirar um esqueleto celeste. O seu pilar vertebral é Jonathan Saldanha e as costrelas são o Tito Frito, o João Sarnadas, o David Ole, a Dora Vieira, o Nuno Loureiro, e o semi-estreante Henrique Apolinário. De uma outra faz-se luz com a Inês Castanheira. HHY conduz Favela. Dá ordem ao caos, mas não governa. Forma um espetáculo extraordinário para ritmos de um universo que já raramente é nosso, mesmo separado apenas por momentos. 


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DISCO TRANSISTOR


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quarta-feira, 18 de maio de 2016

Festival Contracorrente anuncia mais 4 nomes para a edição de 2016


São quatro as bandas que acabam de atracar no pequeno cais do Rock n’ Roll instalado na Praia Fluvial de Merelim, a 5 e 6 de Agosto, para receber a segunda edição do Festival Contracorrente.

Bed Legs, Fast Eddie Nelson, Astrodome Paraguaii juntam-se agora a aos já confirmados Mr. Miyagi e The Black Wizards, fazendo crescer para 6 o número de bandas confirmadas nesta edição do Festival Contracorrente.

Entre 5 e 6 de Agosto todos os caminhos vão dar à Praia Fluvial de Merelim, em Braga, para mais uma edição do Festival Contracorrente.

Em breve haverá mais novidades sobre bilhetes.






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Warm-up Indie Music Fest 2016 no Plano B a 27 de maio


No dia 27 de maio, sexta-feira, o Plano B, no Porto, receberá a festa warm-up da edição de 2016 do Indie Music Fest, a partir das 00h30. Com duração até às 06h00, a noite reserva muitas surpresas, entre elas: confirmações de lineup, novidades em relação ao camping e detalhes da programação diurna da 4ª edição do festival da música independente nacional.

O cartaz da noite será composto por alguns dos nomes que já passaram pelas várias edições do Indie Music Fest e que mostrarão, numa experiência em formato DJset, as suas influências musicais. Cada banda ocupará 20 minutos da cabine do Plano B , prometendo, assim, uma noite para recordar.

São elas: The Lemon Lovers, The Lazy Faithful, Solution, Elias, Malcontent, Robotic Session, Vanger, Budapest Fight Club, Trust Youth, Goah, Baixo Soldado, IMF SoundSystem e muito mais. Os atuais e os futuros indies poderão ainda ver uma exposição de fotografia desde a primeira edição do Indie Music Fest, pela lente da fotógrafa portuense Carolina Barbot.



Para detentores do passe-geral para a edição de 2016 do festival o acesso é gratuito durante toda a noite (terás de o mostrar), enquanto que o bilhete para o público em geral custa 5€ (consumíveis). Durante a noite serão ainda sorteados passes-gerais para a 4ª edição do Indie Music Fest, idas à área de backstage e merchandising oficial do festival.

O Indie Music fest está de volta para a sua 4ª edição nos dias 1, 2 e 3 de setembro. O Melhor Micro-Festival do país, pelo segundo ano consecutivo ,estenderá os palcos, a natureza e alegria a vários nomes nacionais, mas os de presença já confirmada são Savanna, The Walks, Muay, Wilde Apes e o artista da casa, Solution.



Depois de receber pela segunda vez o prémio de Melhor Micro-Festival em Portugal, o Indie Music Fest promete aos festivaleiros mais indie do país muita arte, performances e, acima de tudo, a melhor música portuguesa alternativa da atualidade, em concertos ora intimistas, ora mais festivos.

Os passes-gerais – com direito a campismo - para a 4ª edição da celebração artística mais independente do país estão disponíveis, ao preço de 25€. Podem ser adquiridos junto dos locais habituais e em www.bol.pt.

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Killimanjaro têm novo single



Os Killimanjaro têm novidades. A banda natural de Barcelos está de volta com um novo EP e já é possível ouvir o seu primeiro single. Shroud será o nome do novo trabalho da banda que já tem data de lançamento marcada para dia 16 de Junho. Fiquem então com o vídeo do primeiro single revelado, "Hurry Burry, realizado por André Mendes e Diogo Lima


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Vilar de Mouros 2016 com 10 novos nomes


Cinco dias depois de termos as primeiras noticias da edição de 2016 do histórico festival, o Vilar de Mouros, surpreende com dez novas confirmações, sendo as internacionais (quatro delas) bandas de grande importância e influencia na música em geral.

Echo & The Bunnymen, Happy Mondays, Peter Hook e Tindersticks são, então, os projectos internacionais que se juntam a Milky Chance  e começam a dar forma ao cartaz da edição de 2016 deste festival. Também foram confirmados os portugueses António Zambujo, Blasted Mechanism, David Fonseca, The Legendary Tigerman, Linda Martini e Tiago Bettencourt.

Relembramos que o Vilar de Mouros 2016 irá decorrer entre os dias 25 e 27 de agosto e os bilhetes ainda não se encontram à venda.

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terça-feira, 17 de maio de 2016

BADBADNOTGOOD vão lançar "IV" a 8 de julho


Os canadianos do jazz de influência hip-hop BADBADNOTGOOD vão editar no próximo dia 8 de julho o seu quarto álbum de estúdio, IV, com o selo da Innovative Leisure.

O novo trabalho é rico em colaborações, contando com o toque de artistas como Sam Herrings (Future Island), Mick Jenkins, Kaytranada, Colin Stetson e Charlotte Day Wilson.

A música "Times Moves Slow", que conta com Sam Herrings, estreou hoje no programa de Zane Lowe na rádio Beats 1. Oiçam-na abaixo.



A capa e o alinhamento do novo disco foram também disponibilizados.


IV:
01 And That, Too
02 Speaking Gently
03 Time Moves Slow [ft. Sam Herring]
04 Confessions Pt. II [ft. Colin Stetson]
05 Lavender [ft. Kaytranada]
06 Chompy's Paradise
07 IV
08 Hyssop of Love [ft. Mick Jenkins]
09 Structure No. 3
10 In Your Eyes [ft. Charlotte Day Wilson]
11 Cashmere

Enquanto esperam por dia 8 de julho oiçam aqui as restantes faixas que já se conhecem deste novo álbum.

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Reportagem: Favela Au Lait #33 [Café Au Lait - Porto]


Nesta semana (há duas semanas) o Favela Au Lait trouxe um trio de música experimental que, apesar de se ter juntado há pouco tempo, tem bastante importância graças aos seus constituintes: Alex Zhang Hungtai, mentor do projecto Dirty Beaches, David Maranha e Gabriel Ferrandini, que contam com várias colaborações com enormes músicos nacionais e internacionais.

Antes do concerto começar a cave do Café Au Lait já se encontrava cheia. No inicio os três músicos tocaram apenas instrumentos de percussão. Ocasionalmente Alex Hungtai juntava à mistura musical, impossível de causar indiferença, o seu saxofone ou a sua voz, mantendo, assim, o ritmo alucinante que todo o concerto teve. A energia dos instrumentos era transmitida para o público e para o ambiente, ficando um calor quase insuportável na cave. O melhor momento do concerto foi uma, provável, invocação da Patty Smith quando Alex agarrou o microfone e começou a cantar "Horses, Horses, Horses[...]Horses". O concerto durou cerca de 40 minutos e apesar de difícil de classificar ou definir foi excelente principalmente devido à sinergia entre os músicos e à enorme demonstração da qualidade dos mesmos. 





Pouco depois entraram em palco os Vozzyow, uma banda que mal conhecia (apenas sabia que tinham sido confirmados no Milhões de Festa 2016). Foi a estreia da banda galega em território português e, apesar de já estar menos público, a sala ainda se encontrava bastante composta. O segundo trio da noite tinha um género bem definido e bastante diferente do que se tinha ouvido anteriormente, punk-rock. Pouco ou nada o concerto anterior tinha preparado para esta continuação, guitarradas que lembram claramente Rage Against The Machine e uma voz com alguma distorção à qual não é dada grande importância porque, tal como a banda me disse posteriormente, "o foco são os instrumentos". Era possível perceber a importância que este concerto estava a ter para a banda, o seu primeiro fora de Espanha, pois todas as pausas existentes foram dedicadas a agradecer aos presentes.

Setlist:
Infusion
Al igual sufres tu mucho Chopin

Las magnificas aventuras de Lord Tuges el autentico hijastro

Calorias
Severo revés
Bócio
Dadoobos
Fagot si
Pelo peligro
El Pueblo


Depois do concerto ainda tive oportunidade de falar, mesmo que com alguma dificuldade pois o meu espanhol não é o melhor, com a banda. Mostraram-se entusiasmados em relação ao concerto no Milhões de Festa 2016 e disseram querer ver El Guincho e GOAT, neste mesmo festival. Também mencionaram um novo EP, a sair em setembro, Phil Collins' Boys EP. Mais uma vez fui sem saber o que esperar dos concertos do Favela Au Lait e fui surpreendido pela positiva. Esta quinta-feira será a sua 35ª edição e contará com Tomba Lobos, HHY & Favela e Disco Transistor.

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THEESatisfaction terminaram


Depois de sete anos lado a lado, o duo formado por Stasia Irons e Catherine Harris-White mais conhecido por THEESatisfaction chegou ao fim. Pelo caminho, o duo de Seattle editou dois álbuns de estúdio, awE naturalE (2012) e EarthEE (2015), e passou pelo nosso país em 2015, para atuações na Galeria Zé dos Bois e no Milhões de Festa.

Num comunicado oficial publicado no Tumblr da banda, pode se ler que as artistas decidiram crescer e levar as suas carreiras individuais ao próximo nível. 

Para quem quiser, em baixo está o comunicado na íntegra:
After seven years of creating, touring, pushing boundaries and breaking through glass ceilings, THEESatisfaction has decided to end the group. We have decided to grow and take our individual careers to the next level.
Having been on the road every year since our first with very few breaks, it is time for us to rest, reflect & grow independently. We are grateful to our family, friends, fans, our agent Robin Taylor and our recording label Sub Pop for the ongoing support.
 Sincerely, THEESatisfaction

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Kayo Dot e The Leaving também vêm ao Amplifest


Há mais novidades no cartaz do Amplifest 2016. Os nova-iorquinos Kayo Dot e The Leaving juntam-se agora aos já confirmados Altarage, Aluk Todolo, Anna Von Hausswolf, Caspian, Downfall of Gaia, Hope Drone, Kowloon Walled City, Minsk, Mono, Neurosis, Névoa, Oathbreaker, Prurient, Roly Porter, Sinistro, Steve Von Till Tiny Fingers.

O regresso dos Kayo Dot a Portugal acontece a 20 de agosto, sábado, no palco do Amplifest. Por sua vez, The Leaving, projeto a solo de Frederyk Rotter, tem concerto marcado para a noite de encerramento da Extended Experience do Amplifest, a ter lugar no Passos Manuel no dia 22 de agosto. 


Do black metal à música clássica contemporânea, ao jazz, ao gótico e a tantas outras linguagens – nunca os Kayo Dot trilharam duas vezes o mesmo caminho em todo um percurso que sempre se mostrou tão ambicioso quanto multifacetado. Mas cada mudança de direcção e cada contraste estético são, para o colectivo nova-iorquino liderado por Toby Driver, parte de uma visão artística que lhes está inscrita no código genético: um olhar focado no futuro e na procura de geografias musicais inexploradas. Com obras lançadas, entre outros selos, pela Tzadik de John Zorn, pela Hydra Head e pela Flenser Records, os Kayo Dot têm um novo elemento na discografia: o futurista e labiríntico Plastic House on Base of Sky




Frederyk Rotter, o vocalista, guitarrista e principal compositor dos suíços Zatokrev, encontra em The Leaving, o seu projecto a solo, um espaço onde deixa de lado o peso e a carga decibélica da sua principal banda para se aventurar por composições contemplativas, de raiz acústica, que segundo o próprio são “reminiscentes de um rio silencioso e inexplorado”.



O Amplifest decorre entre 20 e 21 de agosto no Hard Club, Porto. Ainda em modo festival dia 19 de agosto há warm-up com Aluk Todolo, na Cave 45 e, dia 22 de agosto, a festa de despedida com Steve Von Till e o anunciado The Leaving, no Passos Manuel, tudo no Porto. 

O passe para os quatro dias pode ser adquirido por 89€. O bilhete para 21 e 22 de agosto custa 75€. Os bilhetes diários ainda não têm preço divulgado. Informações adicionais aqui.


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Marvel Lima lançam single "Fever"


Oriundos de Beja, os Marvel Lima vêm provar que no Alentejo também há sonoridades que merecem ser ouvidas. O quinteto que junta vozes, percussões, sintetizadores, guitarras, baixo e bateria, recria a ambiência distorcida de uma viagem temporal entre os anos originais do rock psicadélico e a música contemporânea de hoje, com um forte tempêro mediterrâneo e assumida influência latina.

Em 2014 apresentaram o seu primeiro single "Mi Vida, com o pretexto de cartão-de-visita do seu álbum de estreia, música essa que lhes permitiu marcar presença em alguns palcos nacionais como Musicbox e Galeria Zé dos Bois e eventos como 20 XX Vinte, organizado pela editora Lovers and Lollypops, entre outros.

Após uma breve paragem em estúdio, anunciam assim o lançamento do segundo single “Fever”, outra amostra do álbum homónimo que sairá em Setembro do presente ano, gravado e misturado na pontiaq studios, com selo da editora pontiaq.



Nos próximos meses, Marvel Lima vão andar por muitos lados:

-Galeria do Desassossego (Beja), 21 de maio
-Musicbox, 2 de junho
-DAMAS Bar (Lisboa), 24 de junho
-Milhões de Festa , 21 e 24 de julho

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Oiçam: Odyssey Os Argonautas


João Alves, 22 anos, músico e técnico de som é Odyssey os Argonautas


E o que é Odyssey Os Argonautas?

São sons que exploram o imaginativo, criado por muitas ambiências e texturas. 
João é um artista independente e fez tudo como quis, tentando passar a sua visão. Tocou, gravou, mixou tudo e até fez a própria capa do duplo single homónimo, editado no início deste mês.



Estivemos à conversa com João sobre o seu projeto Odyssey Os Argonautas, o seu single duplo, as suas influências, o processo de composição, o seu futuro álbum e atuações ao vivo.

Projeto: Odyssey Os Argonautas

Começei este projeto para passar o que quero dizer às pessoas, em busca de uma dimensão sonora. Só o próprio nome para mim já explica imenso o projeto. Trata-se de uma odisseia em que eu e as pessoas que estão a ouvir se tornam argonautas. Muito resumidamente, um argonauta é um descobridor que vai à procura dos seus ideais. O meu projeto será isso, uma odisseia em que estou à procura, à descoberta, tendo já uns ideais e sentimentos que quero transmitir às pessoas.

Single duplo

Este duplo single ainda é mesmo só uma ínfima parte do projeto num todo. Quis lançar este duplo single, mesmo só estas duas músicas porque me fez sentido ser só estas duas, pela sua composição sonora. Quis que funcionasse como uma introdução para o meu som, para o que quero e o que vem aí.

Neste single duplo imaginava uma travessia do deserto - um deserto em termos de ideias, ideais, seguimentos de vida e o próprio custar da vida, por muitos fatores, mente humana, politica, economia, em que há no fim uma realização do ideal que quero atingir e por onde vou seguir, do que quero com este projeto. Os instrumentos que uso, a ambiência e o sentir-se muito arabesco conseguiram recriar esse espaço sonoro. 


Influências

Influências do meu som, não considero que tenho diretas. Percebo que o meu som faça lembrar essas influências por gostar mais de certas bandas, tais como Pink Floyd, Tame Impala, Temples, Sun Ra, King Crimson, Ravi Shankar, entre outras. Estas são bandas que aprecio bastante. Acho que no início da carreira de um músico as influências estão muito presentes. 

Sinto também que tenho bem delineado o meu projeto e que consigo ter uma identidade própria. No entanto, sinto ainda que tenho nos meus sons alguma influência de certas bandas que gosto. Para mim o álbum vai ser um bom ponto para definir melhor o meu som e ter uma identidade própria, apesar de sentir também que consegui com este duplo single uma sonoridade bem composta e própria num todo.

Composição

O processo criativo para mim está muito bem delineado. Este projeto é quase como criar uma odisseia/epopeia, em que com cada álbum vou contando histórias, criando espaços sonoros, que acho que façam sentido com a parte da história onde vou. 

No processo criativo eu imagino as músicas na minha cabeça, ou estou a tocar e certas composições nascem. Depois só tenho que as por totalmente cá para fora, o som num todo, no papel, na gravação. Daí um grande trabalho no processo da composição, porque queria soar como eu imaginava as músicas. Imagino a cena, o desenrolar das cenas na minha cabeça e só depois passo para o nível sonoro, escolhendo certos instrumentos e linhas que permi criar a dimensão sonora do meu som.

Quis ser eu a fazer tudo. Já estive noutros projetos e quando nem todas as pessoas estão mesma sintonia eles custam a arrancar, ou há choque de ideias. Eu com este tinha uma ideia já muito definida e queria passá-la como eu a imagino. E por conseguir fazer todos os aspectos como tocar, mixar sozinho, segui em frente, não estando dependente de ninguém. Aprendi a tocar tudo sozinho, andei no conservatório, onde estudei percussão, mas não o completei. Foi o que meu deu a formação musical, e com essa formação aprendi por mim sozinho piano, guitarra e baixo.

Também tirei o curso de Som na Restart onde então aprendi a misturar música, Ao saber todos os aspectos de como tocar e mixar para realizar o meu projeto, e por ter uma ideia deste projeto como o quero passar as pessoas muito bem definida, não necessito de pessoas para realizá-lo. 

Fazer tudo sozinho não é nada fácil, há muita dor de cabeça porque não estou dividido em 4 ou 5 pessoas, então o processo de criação não é tão rápido. Passar uma sonoridade num todo estilo banda, sozinho também não é fácil. Ainda me falta aprender muito tecnicamente cada instrumento e dominar o próprio som como quero, até a nível de técnico de som. Formei-me há pouquíssimo tempo em som (7 meses), então ainda não domino a parte de mixagem como quero. Tenho ainda que trabalhar muito a esse nível

Até a própria capa fui eu a realizá-la. Inicialmente era para ser uma bastante diferente, e já estava decidido que ia ser outra capa porque era o que eu inicialmente tinha imaginado. Mas ao andar a ver uma ideias, aconteceu um acidente que se tornou num bom acidente. Senti que esta capa era mais criativa e apelativa e que no fundo tinha mais relação com a imagem que cria passar de som.

Concertos

Para tocar as minhas músicas ao vivo vou precisar de músicos que me acompanhem. Quero ter mais reportório musical e preciso de encontrar elementos para poder fazê-lo, mas só depois de praticarmos bastante para conseguir passar musicalmente o que quero ao vivo. Para mim um álbum e um espectáculo são duas abordagens diferentes. 

Quero manter a minha identidade clara ao vivo e ao mesmo tempo dar um concerto memorável. Antes de lançar o próximo álbum gostaria de dar uns espectáculos ao vivo por isso também não falta muito tempo para que isso aconteça.

Expectativas para o álbum

Em termos pessoais, espero que o álbum corra como imagino. Sinto que ainda falta praticar muito. Tenho que me tornar num músico melhor, melhores composições musicais, tocar melhor e ser um técnico de som ainda melhor para conseguir passar a dimensão sonora que quero. Estou só dependente de mim, por isso é trabalhar muito até estar ao nível que quero estar.

Já tenho a ideia do álbum construída daí querer lançar este single duplo à parte. Para mim a ideia que queria do single duplo não encaixa no álbum, já que nele falo de outras coisas. 

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