sexta-feira, 10 de junho de 2016

STREAM: Rïcïnn - Lïan


A espera acabou. Já é possível ouvir na íntegra o disco de estreia da Rïcïnn, Lïan. A mentora do projeto, conhecida por integrar bandas como Igorrr e Corpo-Mente, apresenta agora o álbum completo para audição gratuita, uma semana antes da sua edição. 

Algumas das composições do álbum têm mais de sete anos de idade, e mesmo assim, mantém-se muito pós-modernas. É importante ainda referir que no single "Ohm" existe um som resultante de uma sonda que orbita Saturno, que foi disponibilizada pela NASA.

Lïan tem data de lançamento prevista para 17 de junho via Blood Music.


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quinta-feira, 9 de junho de 2016

Killimanjaro editam novo EP "Shroud"


A banda barcelense Killimanjaro vai editar a 16 de junho o sucessor do álbum Hook, de 2014. Shroud é o novo EP da banda, contando com 3 temas inéditos que partem do metal que estão habituados a praticar até à pop que perdura nos nossos ouvidos.

"Hurry, Bury" foi o primeiro avanço deste novo trabalho, tendo direito a um trabalho audiovisual realizado pela dupla André Mendes e Diogo Lima.


Shroud andará em digressão nos próximos meses por palcos nacionais e não só.

16/06 - Sabotage (Lisboa) 
17/06 - Parqe (Caldas da Rainha) 
18/06 - Texas Bar (Leiria) 
19/06 - Woodstock 69 (Porto) 
01/07 - StoneFest (Piedras Blancas, ES) 
02/07 - Cachan (Santiago de Compostela, ES) 
14/07 - MEO Marés Vivas (V.N. de Gaia) 
16/07 - Azure Fest (Angra do Heroísmo) 
23/07 - WoodRock Fest (Figueira da Foz)

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Local Natives regessam aos discos com "Sunlit Youth"


A banda de Los Angeles Local Natives anunciaram o lançamento do terceiro álbum de estúdio, Sunlit Youth, com edição a 9 de setembro via Infectious Music / Loma Vista Recordings. Em abril a banda quebrou um ano de silêncio com um concerto em São Francisco, onde apresentaram o primeiro tema novo em três ano, "Past Lives".

Esta semana, a banda estreou a faixa de abertura de Sunlit Youth, "Villainy", no programa de rádio Beats1, de Zane Lowe. Esta nova música vem acompanhada de um novo vídeo realizado por Andrew Droz Palermo. 


A banda disponibilizou também a artwork e o alinhamento de Sunlit Youth:


Sunlit Youth tracklist
1. Villainy
2. Past Lives
3. Dark Days
4. Fountain Of Youth
5. Masters
6. Jellyfish
7. Coins
8. Mother Emanuel
9. Ellie Alice
10. Psycho Lovers
11. Everything All At Once
12. Sea Of Years

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quarta-feira, 8 de junho de 2016

Favela au Lait #38 com LAmA, Zé Braga, MADDO


A residência da Favela Discos no Café Au Lait, Porto, decorre todas as quintas feiras desde setembro passado. Esta semana, #38, é especial porque coincide com a abertura do NOS Primavera Sound e com o aniversário de um dos fundadores desta ogiva nuclear: o Tito. Isto é a feste de anos para os amigos pobres do Tito que não têm dinheiro para bilhetes nem amigos para conseguirem safar uma credencial.

Esta noite podemos contar com concertos de LAmA, Zé de Braga e MADDO. Os concertos são na cave, sempre à pala.

2 3 H 0 0 
Zé de Braga 

O Zeze é o gajo mais fixe do mundo. Mas engana todos porque sabe que ninguem duvida dele. Nunca engana em benefício próprio mas sim para o deleite de todos os que o rodeiam exceptuando, lá está, quem está a ser enganado, que nunca leva a mal porque o Zeze é o gajo mais fixe do mundo. Baixista nos Equations de dia e gajo mais fixe de noite, o Zeze vem apresentar-nos o seu projecto a solo, germinado numa residência artística do GNRation em Braga. 

0 0 H 0 0 
LAmA 

O projecto LAMA nasce apoiado na intuição de que a música já lá está e nós servimos apenas como veículo para a tornar mais concreta. Adquirimos assim, quer como executantes, quer apenas como ouvintes, o papel de intérpretes no verdadeiro sentido da palavra, onde cada um interpreta, à sua maneira muito singular, aquilo que já existe sob outra forma. A musica será, na melhor hipótese, a soma dessas partes. Desde o Milhões de Festa de 2015 que LAmA é um fã do Bagabomb.


0 1 H 0 0 
MADDO 

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Reportagem: B Fachada + Éme [Casa Hipólito - Torres Vedras]


No passado sábado fomos a Torres Vedras, ao mítico refeitório da Casa Hipólito, apoiar o “novo coletivo de jovens que quer fazer qualquer coisa”. Chamam-se Margem, prometem agitar a cena cultural da zona Oeste, e têm cumprido a promessa, tendo sido o projeto inaugurado com um concerto de Capitão Fausto, e já têm Samuel Úria agendado para o próximo mês. Uma excelente iniciativa, e o pessoal da zona agradece.

Neste fim de semana trouxeram-nos um nome já bem conhecido; B Fachada, acompanhado, como tem vindo a ser habitual, pelo Éme. Este último trouxe só a sua guitarra e a simpatia do costume, começou tímido, mas lá no meio do concerto, alguém gritou pela “Lisa”, e o cantautor concedeu o pedido, acompanhado por muitas vozes no público. Trouxe-nos temas do Último Siso (2014) e de Gancia (2012), e quem não o conhecia, ficou logo a gostar.


Na pausa do cigarro, ouvia-se lá em cima, surpreendentemente, “A Casa Do Manel”, do já antigo B Fachada É Pra Meninos, e rapidamente a sala encheu. Segue-se a “Mané-Mané”, e, entretanto, pousada a guitarra, começa a festa já típica dos concertos de B Fachada.

“Quem quer fumar com o B Fachada”, e temas do último álbum homónimo, como “Crus”, Camuflado” e “Dá Mais Música À Bófia” são acompanhados com entusiamo por toda a gente, e até Éme se junta à festa. Vão sendo pedidas músicas, “Como Calha” calhou mesmo, como disse o próprio, e ouve-se também o hino “Tó-Zé”.

Para nossa surpresa, Fachada revisita os seus trabalhos mais antigos, como o “Tema Do Melancómico”, já de 2010, e a atuação toma um tom mais intimista, com “Só Te Falta Seres Mulher”, e “Não Pratico Habilidades”. Ameaça que o concerto chega ao fim, mas volta ainda para tocar a grande “Deus, Pátria E Família”, terminando assim um excelente concerto, e mais uma noite na Margem.

B Fachada + Éme @ Casa Hipólito, Torres Vedras

Texto: Márcia Boaventura
Fotografia: André Leão

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Eartheater com três datas no nosso país


Na próxima semana, a Nariz Entupido, traz a Portugal o projeto a solo de Alexandra Drewchin, Eartheater. A norte-americana, parte dos Guardian Alien, vem pela primeira vez ao nosso país, mostrar o seu segundo álbum - RIP Chrysalis - para três datas:

15 Junho - Teatro Ibérico - Lisboa (org. Nariz Entupido)
17 Junho - Passos Manuel - Porto (org. Nariz Entupido + Passos Manuel)
18 Junho - Carmo 81 - Viseu


Na primeira parte dos concertos de Lisboa e Porto, estará o trio CRUA, a desafiar-nos para mais uma sessão exploratória de electrónica, drone, percussões e não só. Os bilhetes custam 8€ em Lisboa (à venda na Flur Reservas) e 7€ no Porto (à venda à porta na noite do concerto).

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[Review] French Sister Experience Records & Company - 1. Un


1. Un // French Sister Experience Records & Company // maio 2016
7.5/10

A French Sister Experience Records & Company editou no passado dia 15 de maio a sua primeira compilação 1. Un. Conta com a presença de quatro projetos desta comunidade: Panado, Tomás Gomes, Môno! e Alex Chinaskee, sendo que cada um tem direito a dois temas nesta compilação. 

Começemos então pelos Panado, banda de “roque felino”, que nos mostram as enérgicas “D.João” e “Charopes”. Trio composto por guitarra, baixo e bateria, cantam em português e apresentam uma sonoridade indie rock experimental, construções rítmicas poderosas e uma técnica bastante avançada para quem só ainda tem dois temas editados. Isso é facilmente verificável nas suas atuações ao vivo elétricas e espontâneas. 

O senhor que se segue é Tomás Gomes e o seu psicadelismo lo-fi. Em “Arabic Soul” os teclados têm um papel dominante e uma sonoridade arábica, fazendo jus ao seu nome. Por sua vez, “Old City” destaca-se pela sua simplicidade e pelos riffs alegres a la Real Estate, que aparecem a meio da música. 

Môno! é talvez o projeto que mais foge à sonoridade dos restantes – uma mistura de rock alternativo com stoner e psicadelia, que no final de contas não se torna muito memorável. A banda editou já em 2015 o primeiro EP homónimo

Por fim, falo de Alex Chinaskee, projeto a solo de Miguel Gomes. Compõe canções para "relaxar, mochar, dançar e tripar" e o seu primeiro EP, Campo, editado em março, é a prova disso. A sua sonoridade lo-fi envolvida em psicadelismo e experimentalismo está bem patente no tema “Sonhos Loucos”. 

Em suma, esta compilação mostra-nos projetos experimentais interessantes, cantados em português e com boa margem de progressão. Fiquem atentos a mais novidades destes senhores. Enquanto esperam, podem ir à festa oficial do lançamento desta compilação, no Sabotage Club a 15 de junho. Todas as informações disponíveis aqui.

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Cícero regressa a Portugal com mini-tournée em julho


Cícero Rosa Lins está de regresso ao nosso país para uma data tripla, depois da sua passagem por Lisboa, Ovar, Braga e Castelo Branco em março deste ano. Desta vez, a mini-tournée do cantautor brasileiro vai passar pela Casa Independente, Lisboa, a 13 de julho, Salão Brazil, Coimbra, a 14 de julho, finalizando com uma passagem mais a norte, pelo Maus Hábitos, Porto, a 15 de julho.

Um dos artistas mais influentes da MPB atual traz na bagagem o seu último álbum editado em 2015, A Praia.







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terça-feira, 7 de junho de 2016

Cinco Discos, Cinco Críticas #16

Air // Blood Music // junho de 2016
5.0/10



Os Astronoid são um quinteto oriundo de Boston com influências que vão de Devin Townsend e Mew a Alcest e Cynic. Composto por nove canções, o disco de estreia - Air - apresenta no seu geral uma sonoridade que roça entre o dream thrash e o shoegaze metal. O álbum sucede os dois EP's Stargazer e November lançados entre o período de 2012-2013. O primeiro single de avanço, o homónimo "Air" apresentava já densas camadas de riffs cantados numa voz angelical. Em "Up and Atom" há uma sonoridade mais math rock, com construções rítmicas com algum potencial, mas que não chegam para convecer qualquer ouvinte. O mais interessante em Air são mesmo os trabalhos audiovisuais que serviram de promoção a estes primeiros singles. Como músicas mais interessantes retêm-se "Incandescent" e "Resin", apesar da sua composição banal e tendencialmente monótona. A voz também não convence.


Sónia Felizardo

Kaspar Hauser EP // Soft Power Records // maio de 2016
7.5/10



Kaspar Hauser é o EP que marca a estreia dos londrinos Kaspar Hauser em registos de estúdio apresentando, logo através da capa, que se trata de música dark, essencialmente pelo sufoco sentido na estátua angelical. A preto e branco, o disco de curta duração abre com "Pencil Doings", a trazer um post-punk característicamente londrino. Em "Tannoy" repete-se o mesmo só que com um finalizar de canção mais marcante. Um dos singles mais interessantes deste EP é "Enigma" que, para além das influências da world music, com Goat a surgir em similaridade, ressuscita o post-punk que marcou os primeiros anos da década de 80. "Dole Inside" fecha o EP de forma estrondosa e memorável, com uma guitarra estridente e a voz de Josh Longton a ganhar uma identidade muito semelhante à de Johnny Rotten, dos Sex Pistols. Kaspar Hauser é um EP que vale muito a pena ouvir e que aumenta muito as probabilidades de surgir um regresso muito positivo no álbum de estreia. Oiça-se então.

Sónia Felizardo

Future Present Past // Cult Records // junho de 2016
7.0/10



Três anos após Comedown Machine, com o qual cumpriram o seu contracto com a RCA, os Strokes estão de volta, lançando um EP pela primeira vez desde 2001. Future Past Present abre com “Drag Queen”, na qual o baixo e os teclados do verso criam uma sonoridade mais “dark” do que o habitual, sendo complementados por algumas boas frases de guitarra. A voz também tem o seu momento de destaque, a um minuto do fim da canção. “OBLIVIUS” começa bem, com riffs típicos de Albert Hammond, Jr. e Nick Valensi a marcar o verso, mas deixa algo a desejar nas restantes secções, sendo o refrão especialmente fraco. Se assumirmos que cada uma das palavras do título do EP se refere a uma música, “Threat of Joy” é definitivamente o “past”. Após um início onde Julian faz lembrar Lou Reed, a canção apresenta uma sonoridade que encaixaria facilmente nos primeiros álbuns da banda. Apesar disso, tal como o resto deste EP, não é tão memorável ou marcante como os trabalhos da banda feitos em 2001. Também está incluído no disco um remix de “OBLIVIUS” feito pelo baterista da banda, Fabrizio Moretti, mas este é completamente dispensável e o melhor a fazer é ignorá-lo. Apesar de ser apenas um curto EP, Future Past Present pode ser visto como um passo na direcção certa por parte do quinteto americano. Superar o Comedown Machine é fácil, mas, se tudo correr bem, talvez isto seja o início de um regresso à boa forma de anteriormente.


Rui Santos

Let's Plan A Robbery // Self-Released // fevereiro 2016
7.3/10



No passado mês de fevereiro os nova iorquinos Acid Dad lançaram o seu disco de estreia, o EP Let's Plan a Robbery. O intrumental da faixa inicial facilmente lembra Parquet Courts ou Cave Story, na terceira faixa, "Digger (Gotta Get That Money)", voltamos a encontrar algo semelhante, sendo estas as músicas mais mexidas e que mais se enquadram na sonoridade com a qual a banda se auto-descreve: psych punk. Esta pequena demonstração da capacidade da banda conta também com duas "baladas psych", "Fool's Gold" e "Shoot You Down" que serão mais próximas de Allah-Las, nos instrumentais, e Psychic Ils, nos vocais. Apesar de ser um disco bastante apelativo que, certamente, será ouvido bastantes vezes pelo mesmo ouvinte não apresenta nada de novo, poderia, até, ser feito o desafio de "desmontar" as suas músicas em várias "peças" e todas encaixariam em músicas já existentes. Deve ser também perdido algum tempo a apreciar a arte da capa deste trabalho que para além de me ter dado vontade de o ouvir é uma das capas que mais apreciei nos lançamentos da primeira metade deste ano.


Francisco Lobo de Ávila

The Vision // SoulSeller Records // abril de 2016
7.0/10



Era uma vez uma rede social chamada Twitter. Nesta, pessoas de todo o mundo adquiriram a oportunidade de interagir e, foi assim, que um dia descobri uma banda italiana chamada Psychedelic Witchcraft. Este nome (apesar de pecar pela pouca subtileza) chamou-me a atenção e fez com que me aventurasse pelo Youtube à procura do trabalho deste grupo. A busca acabou em “Witches Arise” e hoje faz parte do LP The Vision lançado pela Soulseller Records. À primeira vista esta pode parecer mais uma banda surgida na maré de bandas de occult rock e, de certo ponto, as semelhanças com bandas como os sessentistas Coven, ou os mais contemporâneos Blues Pills e Blood Ceremony, são óbvias, desde a presença da carismática e poderosa voz feminina até às guitarras transpiradas em blues. A verdade, é que Psychedelic Witchcraft não são pioneiros naquilo que fazem, mas sejamos sinceros, estes orgulham os seus antecessores com a mestria com que praticam a sua arte, e no final, é isto que pretendem alcançar. Deste LP, destaco “Wicked Ways” e “Magic Hour Blues” onde o som vintage encontra o seu auge e perdemos noção de s tratar de uma banda do séc. XXI.

Hugo Geada

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800 Sensations Party #2 com Eternal Champions, La Jinn e Chaubunagungama


As 800 Sensations Parties, evento organizado pelos 800 Gondomar, que tem lugar no Café au Lait durante todas as quartas-feiras de junho, volta esta semana para mais uma noite de festa. Esta segunda edição das Sensations Parties vai contar com Eternal Champions, o side-project de Pedro Zina (Cave Story) que aqui abraça um lado mais pop. Com eles também vêm os La Jinn, banda integrada por membros dos Humanoid, e os Chaubunagungama, com membros dos 800 Gondomar, que aqui optam por uma vertente mais experimental em electrónica. 

Os bilhetes são grátis, como sempre, e o evento tem começo marcado para as 22h.


Eternal Champions

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Reportagem: Tomorrows Tulips + The Sunflowers [Café au Lait - Porto]




Na passada quarta-feira, dia 25 de maio, fomos - literalmente: fomos oito elementos da redação - marcar presença nos concertos dos Tomorrows Tulips e The Sunflowers que decorreram na cave do Café Au Lait, pelas mãos da promotora vimaranense Revolve

Como é típico, no Café au Lait, os concertos não começaram a horas, mas a espera cá fora não foi em vão, afinal, falar com os membros de ambas as bandas, antes do concerto, estava a uns passos de distância em frente à porta de entrada do café. Claro que fomos todos meter uns dedos de conversa com os The Sunflowers, que toda a gente sabe que apesar da personalidade punk na música, são um duo bastante simpático, atencioso e, nunca esquecer, muito criativo na divulgação do trabalho com os fãs (chegaram a ver aquela embalagem maravilha do novo single, na banca da merch?). 




Com o relógio a marcar as dez e meia da noite, os The Sunflowers começaram a preparar palco para aquele que viria a ser o melhor concerto da noite do Café au Lait. Começou tarde mas isso não impediu à festa. 






Embora festa de uns e infortúnio de outros, (desculpem lá, mas o moche a mim não me assiste) o concerto veio recheado dos grandes hits - "I'm a Woman, I'm a Man", "Charlie Don't Surf" - e de novas músicas que farão parte do álbum de estreia, nomeadamente a nova "Hasta La Pizza/Rest in Pepperoni" e "Post Breakup Stoner". Já em modo encerramento, o concerto veria o fim com a já épica cover da "I Wanna Be Your Dog" dos The Stooges




Os Tomorrows Tulips apresentaram-se num pano de fundo apagado e exclusivamente acompanhado da projeção de Dominic Santos. Sem qualquer interação com o público, a banda, que abarca agora nova baterista, abre o concerto com "Surplus Store", retirada do álbum When(2014), fazendo uma ponte até "Casual Hopelessness" do inspirador Eternally Teenage(2011). Com uma mini pausa para beber um trago de cerveja, Alex Knost e companhia mantiveram-se calados para uma sala que esperava um concerto um pouco mais acolhedor e intimista.

Apesar de todas as canções terem soado muito diferentes da sua reprodução original em estúdio, uma das músicas que teve mais destaque foi a curtíssima "Baby", que acabou por ser tocada duas vezes. Uma bateria mais explosiva e aquela última esperança do "é agora que vão dizer oi", acabaram por desvanecer com o finalizar do concerto. Por entre os maiores êxitos, os Tomorrows Tulips não se esqueceram de "Flowers On The Wall", "Glued To You", "When", "Check Me Out" e claro, a poética e inspiradora "Free". 




Ao contrário do que aconteceu há cerca de três anos atrás, no CAAA em Guimarães, a "Misses Hash" ficou de fora da setlist e o concerto apresentou, no seu volver, uma qualidade bastante inferior. A fechar com "Favourite Episode", e alguns problemas técnicos pelo meio, os Tomorrows Tulips apresentaram no Porto uma performance que ficou muito à quem do previsto. Uma pena. 





Texto: Sónia Felizardo
Fotografia: Edu Silva

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You Can't Win, Charlie Brown apresentam novo single "Above the Wall"


Quase dois anos e meio depois da edição de Diffraction/Refraction, os You Can't Win, Charlie Brown regressam com "Above the Wall". O mais recente tema do sexteto lisboeta é o primeiro avanço para Marrow, o terceiro disco da banda, com edição prevista para setembro deste ano.

"Above the Wall" desvenda já um pouco do caminho seguido neste novo registo do grupo, no qual as tendências Folk e as guitarras acústicas passaram para segundo plano, dando lugar a uma nova sonoridade mais eléctrica e, por vezes, até mais dançável. O tema, e o disco, foram gravados no HAUS, por Fábio Jevelim, Makoto Yagyu e Miguel Abelaira e misturados por Luís Nunes, também conhecido por Benjamim, colaborador de longa data dos You Can't Win, Charlie Brown.

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Village Underground: Keso, Pro’Seeds, Beware Jack + Blasph e Króniko + SP Deville


Nos próximos dias 17 e 18 de Junho, a freguesia de Alcântara, em Lisboa, irá ser palco de uma iniciativa especial em que se celebra a música e os discos. Concertos, DJs, street food e muita animação será a receita para dois dias que resultam de uma iniciativa conjunta da Freguesia de Santo Amaro e do Village Underground com curadoria Rimas e Batidas.

O programa arranca no dia 17 de Junho pelas 18 horas com um concerto gratuito na Capela de Santo Amaro em que se promove um encontro da música de Surma com uma das mais belas vistas panorâmicas da cidade. 


Ainda no dia 17, o Village Underground será palco de um concerto muito especial onde se reúnem 5 importantes nomes do Hip Hop nacional que editaram alguns dos melhores discos do ano. CLASSE DE 2016 com KESO e PRO’SEEDS do Porto e ainda BEWARE JACK & BLASPH e KRÓNIKO & SP DEVILLE de Lisboa.



A noite contará ainda com música a cargo de DJs seleccionados pelo Rimas & Batidas que debitarão algum do melhor hip hop nacional e internacional: o bilhete custa 10 euros e dá direito a uma cerveja.

No dia 18 de Julho, entre as 11h00 e as 20h00 o Village Underground recebe a Feira de Vinil de Santo Amaro: discos novos e de colecção com uma série de especialistas, de lojas e diferentes editoras, presentes. Durante o dia haverá ainda programação de DJs, bancas de Street Food, sombra e boa disposição para todos. A entrada é livre!

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Noite Colado #3 com Filipe Sambado e Reis da República


Dia 10 de Junho levamos ao palco Filipe Sambado e Reis da República, para mais uma noite Colado, com o mesmo objectivo de sempre: celebrar o melhor que a música feita em Portugal tem para oferecer.

Filipe Sambado traz-nos o seu mais recente lançamento Vida Salgada assim como alguns temas antigos, num formato único a solo. Os Reis da República trazem o seu último EP mas também canções novas!

Os concertos têm início às 22h e os bilhetes custam 5€.




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Reverence Underground Sessions: Os Mutantes


O Reverence Underground Sessions anunciou duas novas sessões dos concertos que tem vindo a organizar no Sabotage Club. Desta feita os artistas convidados são os míticos brasileiros Os Mutantes a dia 7 de junho e Spectral Haze, Sun Mammuth e Earth Drive a dia 21 de julho.

Os Mutantes marcam assim o seu regresso a Portugal após terem estado presentes no final do ano passado no Armazém F em Lisboa e no Hard Club no Porto. A banda brasileira responsável por clássicos, como o seu álbum homónimo (1968), é citada como uma das mais influentes e respeitadas bandas brasileiras. Lançou o seu último álbum em 2013, Fool Metal Jack. Após o concerto podemos ainda aproveitar a after com o DJ A Boy Named Sue.


O concerto dos Mutantes decorrerá dia 7 de junho por volta das 22h30 e o bilhete custa 18€.

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Milhões de Festa - Expetativas #1


Com início em 2006, o Festival Milhões de Festa regressa este ano nos dias 21 e 24 de julho. Nomes como Michael Rother, ex-membro dos icónicos do krautrock NEU!, Deerhoof, Jacco Gardner, Connan Mockasin e Alt-J já passaram pelo festival do triângulo.

Isto tudo na cidade do Galo, Barcelos. Situada  no distrito de Braga, com cerca de 20000 habitantes. Banhada pelo rio Cávado é uma cidade mística que remonta aos tempos d´El Rei D. Afonso Henriques  em que os festivaleiros rapidamente se sentem integrados. O festival contará então com 4 palcos, sendo um deles à beira da já conhecida piscina.

Com isto tudo, apresentamos 4 dos 33 nomes já anunciados.


GOAT


Goat, a banda vinda da Suécia mas com músicas nem como as dos ABBA, nem a fazerem lembrar o frio, trazem este ano ao Milhões de Festa mais do mesmo. Puro rock psicadélico, que nos remontam para os clãs tribais, por vezes com influências mais ligadas ao krautrock prometem deixar cada um em transe. Já passaram em 2014 em Portugal, pelo Festival Paredes de Coura, tocando várias músicas de vários álbuns desde o aclamado World Music de 2012, ao Commune de 2014. O grupo sueco traz até Barcelos novas músicas do álbum em construção,I sing in the Silence.


ISLAM CHISPY & EEK


O que é que casamentos egípcios têm a ver com festivais de música? Pelos visto tudo. Islam Gipsy, um guru dos teclados, que já tinha pisado o palco do Milhões de Festa, regressa este ano com uma parceria. Traz-nos então com EEK o álbum Trinity. Promete-nos música frenética, da qual é impossível ficar parado, e que começa a ser conhecida por Electro Chaabi.


SONS OF KEMET


Da cidade de sua majestade surge este grupo de jazz com elementos de todos os cantos do mundo, tendo como figura conhecida Shabaka Hutchings na tuba, saxofone e clarinete. As músicas deste grupo remetem para as origens dos quatro elementos da banda, num longo processo de composição. Vindos de locais como os Barbados, é de esperar influências de música caribenha em Sons of KemetUm projecto que, desde que começou, tem sido sempre bem recebido pela audiência que assiste e diz não conseguir parar ao som do sopro do saxofone e das batidas duma sempre presente bateria.


JIBÓIA


O festival Milhões de Festa tem também uma forte aposta em bandas e projectos europeus, contando este ano com alguns dos nomes de peso da música alternativa portuguesa. O já conhecido Jibóia, ou Óscar Silva, regressa ao festival mais um ano com um novo álbum na sacola. Após Badlav, um grande álbum de 2014, surge Masala, que nos leva a vários locais como Oslo, Ankara, São Paulo. E tudo sem sairmos do lugar, apenas de olhos fechados a sentir os sons hipnotizantes criados pela sua guitarra, conseguimos viajar a todos estes pontos do globo a partir do recinto do festival.

Como o próprio diz: “Criou o bicho? Vai ter de mexer”

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segunda-feira, 6 de junho de 2016

[Review] Twin Peaks - Down In Heaven


Down In Heaven // Grand Jury // maio de 2016
7.5/10


Os jovens de Chicago, Twin Peaks, estão de volta aos álbuns depois de estarem sem actualizar a sua discografia desde 2014. A banda neste novo lançamento apresenta-se não com a característica hiperactividade, energia explosiva recheada em fuzz, mas com uma postura bem mais madura, traduzida pela adopção de uma sonoridade mais acústica.

Ao abandonarem os elementos mais explosivos da sua música e focarem-se na simplicidade que trazem os instrumentos acústicos, é possível apreciar o talento musical da banda fluir de uma maneira diferente. É um prazer ouvir Cadien Lake James abrir a boca para cantar com a sua melódica voz ou Clay Frankel mostrar a sua voz mais cínica e grosseira a dar vida às vozes de apoio. 

Com letras mais elaboradas, baseadas no seu crescimento e na transição da adolescência para a vida adulta, mostram a mudança que está a surgir no seio da banda. O abandono da postura punk é óbvio quando ouvimos as baladas que este álbum nos oferece. “Walk to the One You Love” e “Wanted You”, as duas primeiras músicas, mostram o lado mais calmo que o garage rock nos pode oferecer, destacando-se como singles mais fortes do álbum. “Heavenly Showers” é também um momento interessante interpretada exclusivamente com instrumentos acústicos.


Certamente, não foram os primeiros (nem serão os últimos) a adotar esta mudança de paradigma na sua música, mas é sem dúvida uma abordagem corajosa onde trocam a energia explosiva para baladas de pop psicadélico que privilegiam uma letra sincera a um solo capaz de derreter a cara a qualquer individuo da audiência dos seus concertos. Este acaba por se tornar no álbum certo para apreciar durante uma quente tarde de verão e representa não só um forte lançamento para o ano de 2016 como também abre o apetite para descobrir o que estes jovens de Chicago tem reservado para o futuro. 

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[Review] KESO - KSX2016


KSX2016 // Biruta Records/Paga-lhe O Quarto // maio de 2016
9.0/10

Quando se fala ou escreve sobre KESO, a frase ‘’Um dos tesouros mais bem escondidos do hip-hop português’’ vem inevitavelmente sempre à baila. E com razão. O artista portuense é realmente uma das joias da música portuguesa, e o seu novo álbum KSX2016, lançado no passado mês de maio pela Biruta e Paga-lhe O Quarto, vem mais uma vez confirmar isso.

Depois de Raios Te Partam (2003) e do grande O Revólver Entre As Flores (2011), KESO, ou Marco Ferreira, traz-nos outro álbum cheio de beats cativantes, guitarras, e do seu habitual e mordaz sarcasmo. O uso inteligente de samples de Almada Negreiros ou Agostinho da Silva provoca o pensamento introspetivo do ouvinte, pois este é, para além de muitas outras coisas, um álbum crítico, tanto do próprio artista, como do país.

Rico no uso da eletrónica, num soul já esperado, mas ao mesmo tempo único, e rico em excelentes colaborações, como a de Kapataz em “Manobras no Outono” ou Minus em “Escritor de Interiores”, uma das grandes músicas deste trabalho, KESO relembra-nos que ‘’sempre fiz isto pelo gosto e não pelo posto’’, e faz-nos apreciar o que temos cá dentro e ignorar todos os KDot’s lá de fora.

Excelente contador de histórias, rapper e surpreendentemente bom cantor, irónico, sombrio, direto e cru, sem intenções de ser likeable e com sotaque da Invicta, KESO apresenta-nos possivelmente um dos melhores álbuns do género dos últimos anos.

Um trabalho sem dúvida para ouvir vezes sem conta e para guardar para anos vindouros, porque, afinal, “he’s a clássico, fodei-vos!”


Texto: Márcia Boaventura

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Angel Olsen anuncia novo álbum “My Woman”


Após o aclamado álbum Burn Your Fire for No Witness de 2014, Angel Olsen anunciou o seu sucessor My Woman que vai estar disponível a partir do dia 2 de Setembro pela editora Jagjaguwar.

Neste álbum, Olsen, trabalhou com o produtor Justin Raisen e ao alinhamento da sua banda acrescentou o guitarrista, Seth Kauffman, juntando-se assim à baixista Emily Elhaj, o baterista Joshua Jaeger, e o guitarrista Stewart Bronaugh. A cantora americana anunciou também que irá realizar uma tournée este outono com intuito de apresentar o seu novo trabalho. Esta vai passar não só pela America do Norte mas também pela Europa.

Olsen explicou que este álbum era sobre “a complicada confusão de ser mulher. (…) Eu estou a usar cenas que se tem vindo a repetir na minha cabeça, da mesma maneira que quando escrevo um guião manipulo umas memórias para elas façam mais sentido. Mas o mais importante é cada pessoa interpretar a mensagem à sua maneira.”




Para além de My Woman, Olsen vai lançar também Others' Blues a acompanhar o álbum. Neste podemos encontrar covers de Roky Erickson com a música “For You” e de Bruce Springsteen, “Tougher Than The Rest”. 

My Woman:
01 Intern
02 Never Be Mine
03 Shut Up Kiss Me 
04 Give It Up 
05 Not Gonna Kill You 
06 Heart Shaped Face 
07 Sister 
08 Those Were The Days 
09 Woman 
10 Pops

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