sábado, 16 de julho de 2016

STREAM: No Joy - Drool Sucker


As No Joy, dupla canadiana formada por Laura Lloyd e Jasmine White-Glutz, estão de volta às edições discográficas, depois de em 2015 terem editado o seu terceiro álbum de estúdio More Faithful. 

Drool Sucker é o seu novo EP e segue a sonoridade shoegaze já apresentada pela dupla ao longo dos últimos anos. Foi editado na passada sexta feira e já pode ser escutado na íntegra e de modo gratuito aqui em baixo.

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sexta-feira, 15 de julho de 2016

Horários do Milhões de Festa desvendados



Foram revelados os horários e a distribuição por dias das bandas no festival Milhões de Festa. Este ano o Palco Taina estará dentro do recinto e ainda existirão concertos com a localização por desvendar que farão parte das arruadas Merrell


O primeiro dia é aberto ao público e os bilhetes diários têm o custo de 20 euros enquanto o preço dos passes gerais mantém-se até dia 20 nos 55 euros.



A festa começa já dia 21 e promete ser até de manhã todos os dias. 



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quarta-feira, 13 de julho de 2016

STREAM: Sun Blossoms - Glue



Sun Blossoms, que editou no ano passado o seu disco de estreia, acaba de lançar GLUE pela editora lisboeta Spring Toast Records. O projecto de Alexandre Fernandes apresenta agora uma nova formação, com André Chaby Mendonça (Mighty Sands) no baixo e Alexandre Rendeiro (Alek Rein) na bateria.

Oiçam aqui em baixo as novas músicas neste single, 'Glue' e 'Return Your Soul'.


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Festival Ignition: 15 a 16 de julho - Penafiel


Nos dias 15 e 16 de julho, Penafiel entra em interseção cósmica para a 7ª edição do Festival Ignition, organizado pela Câmara Municipal de Penafiel, e produzido pela Cosmonaut, unindo a música, a natureza e a arquitetura num só espaço, na Quinta do Carrazedo, em Santiago – Penafiel.

Entre a espiga e o palheiro, com o verde como pano de fundo, abrem-se as cortinas para o universo alternativo com atuações de Three Trapped Tigers, Fatnotronic, Waking Aida, Filho da Mãe + Ricardo Martins, entre outros, numa aposta na música nacional emergente e na estreia de bandas internacionais em território português. 


De fora, mais precisamente Southampton, chega a banda instrumental Waking Aida, até ao undergound de Espanha, com Bala, percorrendo sonoridades de vários cantos do mundo, passando também por Madrid com Matatigre, pela Califórnia, mais precisamente Long Beach, com o trio Tijuana Panthers, e por Londres, representada por Three Trapped Tigers

De dentro, vêm de Viana do Castelo a banda Vircator e a representar o Porto, Granada, entre muitos outros. E nesta edição, mais uma vez, o Ignition continua a dar palco a projetos locais como os Blueberries for Chemical, Bricolage, Desligado e MUAY. 

O preço do bilhete diário é de €2,50 e o valor reverte a favor da Associação de Pais e Amigos dos Diminuídos Mentais do Concelho de Penafiel (APADIMP).

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terça-feira, 12 de julho de 2016

[Review] Cough - Still They Pray


Still They Pray // Relapse Records // junho 2016
9.0/10

Os Cough interromperam um silêncio que perdurava por seis anos e da forma mais barulhenta possível. A banda de Richmound, Virginia que conta com Parker Chandler (também membro dos conterrâneos Windhand), Joseph Arcaro (ex-membro dos Sword), David Cisco e Brandon Marcey apresenta-se com uma postura bastante mais madura fruto deste hiato. Pausa esta que serviu para a maturação a nível pessoal e para descobrirem o que realmente pretendiam com a sua música. Contudo, após a audição deste álbum concluo que a pausa fez bem à banda que mostra um álbum com uma qualidade inquestionável.

A produção do álbum contou com a preciosa ajuda do icónico Jus Oborn (líder dos Electric Wizard) que transpõe o espirito da sua banda em larga escala para estes rapazes de Virgínia. A agonia, a dor e a tortura é um sentimento constante na audição de Still They Pray. Comparando com a “banda-irmã” Windhand, apesar de terem um som inquestionavelmente pesado acabavam sempre por transmitir uma aura de esperança e de possível salvação. Cough não. Para Cough tudo é sofrimento. Para Cough tudo está perdido.

Deste álbum duvido que encontrem alguma faixa isolada numa playlist qualquer. Cada faixa contribui para a construção de um quadro maior que é este álbum. Apesar de em termos musicais serem completamente diferentes, este álbum faz-me lembrar uma alusão que uma vez me fizeram do álbum Tilt de Scott Walker, descrevendo-o como “música de câmara de tortura”. o álbum de Cough essencialmente passa pela mesma comparação, sendo que é feita inúmeras vezes a alusão e a referencia à palavra “tortura”.

Em termos mais objectivos (ou musicais), pondo de parte os infinitos drones ou os solos baseados em blues e polverizados em wah-wah, a melhor maneira de descrever os Cough seria imaginar os Electric Wizard com o Mike Williams dos EyeHateGod nos vocais. E é desta maneira que começa o álbum, Haunter of the Dark é a entrada violenta nesta descida aos infernos. Os acordes são cíclicos e os solos vão se estendendo ao longo do tempo.

Em “Possession” o ambiente torna-se ainda mais sinistro. Apoiando-se num maior minimalismo instrumental e numa voz cada vez mais angustiante. Isto resulta numa experiência onde a banda pretende mostrar o que realmente é a “tortura” que tanto vem falando ao longo do álbum. Os acordes iniciais de “Dead Among the Roses” por momentos fez-me recordar a “Something in the Way” dos Nirvana contudo, mal Chandler abre a boca volto a situar-me no que estou a ouvir. A letra de estilo gótico apresenta umas imagens que deixariam Edgar Allen Poe orgulhoso.

Após o último acorde de “Dead Among the Roses” segue-se “Masters of Torture” e desta vez não há grunge que me venha confundir. Os vocais ásperos e a overdose de distorção ou até mesmo o título da canção podem desvendar o tema da cantiga. “Let it Bleed” revela-se como um dos pontos altos do disco. Os elementos acústicos mesclam-se com as influências mais pesadas e sujas que o Doom e o Sludge oferecem criando um ambiente diferente de toda a opressão sentida ao longo do álbum. Nesta faixa podemos ouvir aquilo que é provavelmente a frase mais citável e que denuncia a mensagem que a banda quer transmitir aos ouvintes: “Life and death/ All the same/ Let it bleed.”

Contudo é em músicas como “The Wounding Hours”, single líder deste álbum, onde sentimos a definitiva mão de Jus Oborn na mesa de misturas. Se encaixássemos esta faixa nos primórdios da discografia dos Electric Wizard era algo que não só passava despercebido mas como era bem aceite.

Para encerrar com chave de ouro a câmara de tortura onde estivemos alojados durante uma hora e sete minutos, é nos apresentado a música que partilha nome com o álbum. Recostemo-nos no nosso sofá enquanto a ouvimos e imaginemos que estamos num banco de uma igreja e nos está a ser pregado o novo testamento. Uma filosofia niilista que não compreendo o porquê de ainda existirem aqueles que se debruçam sobre os joelhos para pedir algo que eles próprios não conseguem alcançar.

Este não é certamente o álbum mais fácil de digerir mas é daqueles que quando ouvido na disposição certa, fala não só a nível musical mas também espiritual. A musica pode não ser a mais bela mas as emoções transmitidas por Cough lembram-nos o porquê de se fazer arte. Por isso sentem-se numa posição confortável, apaguem as luzes e acendam uma velinha. Está na hora de ouvir um dos melhores discos que 2016 teve o prazer de nos oferecer.

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Wild Beasts,Liima e Gold Panda no 10º aniversário do Jameson Urban Routes


O Jameson Urban Routes, festival indoor que tem marcado a programação do clube lisboeta Musicbox, está de regresso para a sua 10ª edição. De 24 a 30 de Outubro (Segunda a Domingo), 16 sessões de programação (Concertos e Clubbing) preenchem a agenda cultural de Lisboa com uma visão personalizada das rotas e tendências da música moderna.

A encabeçar esta edição estão os britânicos Wild Beasts que nos visitam a 24 de outubro. Na bagagem trazem um novo disco de originais, Boy King, com edição marcada para 5 de Agosto. "Get My Bang" será uma das música que certamente se irá ouvir nessa noite na baixa lisboeta.


Outro dos grandes destaques vai para a atuação dos Liima, o novo projeto dos membros de Efterklang, que acaba de editar o disco de estreia ii. A banda dinamarquesa está responsável por encerrar o festival a 30 de outubro, numa espécie de sessão matinée (15h00). A banda regressa ao Musicbox um ano depois, numa das várias sessões de acesso livre a todos os que tenham adquirido um ingresso para qualquer sessão paga do Festival. As outras sessões de acesso livre decorrem de quarta (2) a sábado (5), com programa total de clubbing a ser anunciado brevemente.



Quem também está de regresso ao nosso país é o produtor Gold Panda, que nos traz Good Luck And Do Your Best, o recém editado terceiro disco de originais. Tendo como ponto de partida uma série de viagens realizadas até ao Japão, o disco afasta-se dos territórios mais dançantes abertos com Half of Where You Live, mostrando-nos paisagens mais emersivas e texturizadas marcadas pelos pianos, sons de videojogos e as inspirações jazz.


Confirmados ainda, no segmento nacional, o novo projecto de JP Simões, Bloom, e Live Low, o alter-ego renovado de Ghuna-X. A ter lugar na quarta, dia 26 de Outubro, esta sessão marca o compromisso do festival com a mostra dos nomes emergentes da música nacional.

Neste novo formato será possível, assim, a compra isolada de ingressos para cada sessão de concertos ou clubbing, mas também a de bilhetes diários que permitem acesso a todas as sessões de um determinado dia. O Festival disponibiliza ainda dois pacotes especiais de bilhetes em número limitado.

Pacotes disponíveis

JAMESON 5S
Acesso a 5 sessões à escolha e entrada garantida nas sessões de acesso livre
Preço: € 50,00

BILHETE FESTIVAL
Acesso a todas as sessões do Festival e entrada garantida nas sessões de acesso livre
Preço: € 99,00

BILHETES DE DIA (Contemplam o acesso a todas as sessões do mesmo dia)

BILHETES DIÁRIOS
PREÇO: €20,00

SESSÕES INDIVIDUAIS

SESSÃO Wild Beasts . Segunda, 24 de Outubro . 21h00
Preço: €18,00

SESSÃO Live Low + Bloom . Terça, 25 de Outubro . 21h00
Preço: €10,00

SESSÃO Egbo + Gold Panda . Quarta, 26 de Outubro . 21h00
Preço: €14,00

Os ingressos podem ser adquiridos na bilheteira online e locais habituais.

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Cartaz de Paredes de Coura fechado


The Vaccines, Algiers, Matias Aguayo e GrandFather's House são os nomes que fecharam o cartaz do festival Paredes de Coura

Entretanto, os Crocodiles foram também confirmados. Estes irão substituir os The Bohicas, cuja digressão deste verão foi cancelada.

O festival realiza-se entre os dias 17 e 20 de Agosto na Praia Fluvial do Tabuão e os bilhetes encontram-se disponíveis nos locais habituais ao preço de 90€ (passe geral).

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Milhões de Festa - Onde ir e mais uns discos para aquecer


Vai começar mais uma edição do festival Milhões de Festa e nós já temos a bóia pronta para entrar na piscina. Antes de lá chegarmos deixamos alguns dos locais mais falados pelos que frequentam o festival, e ainda, alguns álbuns para a viagem.

Vamos tão a Barcelos.


XISPES

Rua Miguel Ângelo



Quando a fome ataca só há um local por onde passar e de onde a fome não sai: Xispes Bar Rio. A 50 metros de um dos palcos do festival, este local conhecido e amado pelos que frequentam o Milhões de Festa, tem já 40 anos de existência e bar é um nome muito conceituado.



O Xispes é o Tasco do festival. Em Barcelos é conhecido por ser o local onde muitas das bandas rock tocam e o cantinho da Dona Flávia e do Tio Luís que conservam com todo o carinho o rock na cidade. Mas o que vamos nós comer de tão bom ao Xispes?



A resposta é simples. Panadões.



Sim, Panado no pão e não pão no Panado. Para dados estatísticos, a Dona Flávia e o Tio Luis são capazes de, por dia, despachar assim 20 quilos de carne panada. A fome é muita entre os milionários e pelos vistos vamos ser todos panados.


Também falar do seu famoso “whiskyfanta”, uma bebida como que conventual do bar e cuja receita nunca ninguém soube, sabe ou saberá sem serem os proprietários do próprio.


BAR DO XANO
Rua Bom Jesus da Cruz

Como a própria página do facebook nos diz, o Bar do Xano é um bar com “ambiente típico e mediterrâneo. Envolto em tons quentes fazem crescer o apetite a degustar um prato tradicional. Um espaço perfeito para Bon Vivant!”.

Portanto já sabemos que podemos aproveitar umas tardes de jolas e conversa neste local. Falta é saber quem é que paga as tais jolas.


CCOBar
Rua D. Diogo Pinheiro nº17 a 21


Frequentado por pessoas de todas as idades, desde os mais habituados a jogar dominó aos mais jovens a falar e a conviver. É neste bar onde ser realiza o conhecido Celos Rock e também onde existem concertos na zona, quase semanalmente, quer de artistas nacionais, quer de artistas estrangeiros.

São conhecidos por estar sempre a passar música, desde aquela baladinha que já ouviste a tua mãe cantar até aquela que ninguém conhece e só se vai lá com Shazam e pelo icónico taberneiro Alcino sempre de boa disposição a animar a malta.


Discos para aquecer

Passando à parte dos álbuns é bom que façam uma playlist à maneira para ouvirem durante o caminho porque nós damos uma mão cheia do que ouvir e fazer aquecimento para o festival.


Adrian Sherwood - Becoming a Cliché/Dub cliché



Das últimas confirmações para a edição deste ano e pronto para aquecer a malta que vem também para dar uns mergulhos chega Adrian Sherwood. Becoming a Cliché/Dub Cliché, álbum lançado em 2006 traz-nos logo de início algo fresco, algo como os sons da bossa nova brasileira com as batidas de um techno festivo.

Este álbum tem influências marcadas pelo Reggae nas suas letras e na voz com o típico sotaque jamaicano a fazer lembrar o lendário Bob Marley e claro, como era de esperar, e como o álbum nos diz, muito de dub music.

Um álbum composto como que por um lado A e um lado B é excelente para ouvir durante a viagem e garante-nos que no final vamos querer estar a dançar junto do dj britânico que actua na Red Bull Music Academy deste ano.





Extraperlo - Chill Aquí




De Espanha e com muito retro à mistura surgem os hermanos Extraperlo. Chill Aquí traz-nos aquele revivalismo da pista de dança dos anos 70 ou 80 em que a guitarra parece que ondula a cada acorde, com aqueles músicos de óculos de sol e keytar em riste.

Quem vai ondular vamos ser nós com estes espanhóis. Trazem muito Groove, arriscam ao querer pôr tudo ainda mais chill. É ouvir com atenção este álbum do início ao fim e relaxar.




My Expensive Awareness - Uroboros EP




Também de Espanha mas com músicas mais quentes, surgem os My Expensive Awareness. O seu EP de 2014 Uroboros traz-nos 6 músicas de pura viagem, pura alucinação e mostram-nos, de forma sonora, a temperatura de Uroboros, um álbum dos mais quentes em Espanha.

Faz então parte dos álbuns em que se “sente o pedal” ou se fica “a colar pistão” porque é um psicadelismo intenso, os sintetizadores deixam-nos noutro lugar e ficamos a pairar como se duma viagem espiritual com alucinogénios se tratasse.




Ghost Hunt - Home Recordings




Para acabar a viagem em beleza e como o que é nacional é bom e isso mostra-nos o festival a cada ano que passa, mostramo-vos os Ghost Hunt. Esta banda lisboeta com nome de série japonesa vem com este conjunto de música mostrar-nos o bom que se faz a nível de experimental em Portugal. Basta passar os ouvidos logo na segunda faixa, "Space Race", para constatarmos.

Claro que há mais faixas, há por exemplo "Disconnections" que consegue ser algo a lembrar uma noite de techno na cave do teu melhor amigo com mais 15 colegas já no que se pode dizer after. E essa mesma faixa que aqui deixamos para ouvirem.


Agora é embalar a trouxa e zarpar, a festa vai começar e não nos podemos atrasar, não há justificação. Temos tudo à nossa espera.

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segunda-feira, 11 de julho de 2016

Crystal Castles anunciam novo álbum AMNESTY(I)



Desde a saída de Alice Glass que os Crystal Castles têm vindo a mostrar nova música. Hoje, a banda de Ethan Kath e Edith Frances anunciaram que o sucessor de (III), editado em 2012, terá como nome AMNESTY (I). A banda mostrou também mais um dos temas que irá compor o álbum, assim como a respetiva tracklist. "Char" é o nome da nova faixa, juntando-se a "Frail", "Concrete" e "Femen", reveladas anteriormente. 2016 marca também o regresso da dupla em Portugal, com duas passagens marcadas para o nosso país nos dias 7 e 8 de Dezembro, no Porto e em Lisboa, respetivamente.




AMNESTY (I)

1. Femen
2. Fleece
3. Char
4. Enth
5. Sadist
6. Teach Her How To Hunt
7. Chloroform
8. Frail
9. Concrete
10. Ornament
11. Kept
12. Their Kindness Is Charade

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domingo, 10 de julho de 2016

Vídeos da Semana #87


De forma sucinta, esta semana há para ver trabalhos audiovisuais de Suuns, Sigur Rós, Tisiphone, Cheena e Soft Fangs. Tudo para ver ali em baixo.

1 - Suuns - "Instrument"

2 - Sigur Rós - "Route One"

3 - Tisiphone - "Blind"

4 - Cheena - "Stupor"

5 - Soft Fangs - "The Wilderness"


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