sábado, 23 de julho de 2016

Vídeos da Semana #88


Na penúltima semana do mês de julho pautam na lista dos trabalhos audiovisuais, os vídeos de Merchandise, White Lung, Unknown Mortal Orchestra, Flyying Colours e The Parrots.

1 - Merchandise - "End of the Week"

2 - White Lung - "Dead Weight"

3 - Unknown Mortal Orchestra - "First World Problem"

4 - Flyying Colours - "It's Tomorrow Now"

5 - The Parrots - "No Me gustas, Te Quiero"


+

Playlist: Vodafone Paredes de Coura 2016


A próxima edição do Paredes de Coura vai realizar-se entre os dias 17 e 20 de Agosto na Praia Fluvial do Tabuão. Os bilhetes encontram-se disponíveis nos locais habituais ao preço de 90€ (passe geral).

 Enquanto não chega o início do festival, podem fazer um aquecimento caseiro e p
assar a conhecer melhor quem vai lá tocar através desta playlist, que destaca 10 artistas do cartaz.



Thee Oh Sees - The Dream

Cage The Elephant - Free Love


Sleaford Mods - A Little Ditty

Portugal. The Man - People Say

Cigarettes After Sex - Dreaming of You

Kevin Morby - All of My Life


Minor Victories - A Hundred Ropes

Motorama - Letter Home

Unknown Mortal Orchestra - Boy Witch
 

LCD Soundsystem - Never as Tired as When I'm Waking Up

+

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Pop. 1280 em Portugal


2016 é o ano em que o coletivo norte-americano de post-punk industrial visita (finalmente) o nosso país. Será em setembro que os Pop. 1280 nos irão apresentar Paradise, o seu mais recente LP. 

As datas estão na página de facebook dos Pop. 1280 bem como no site oficial da Sacred Bones.

Abaixo ficam as datas e um extrato do distópico Paradise dos Pop. 1280. Ainda não são conhecidos os preços dos bilhetes. Mais em setembro.

14 de setembro - ZDB (Lisboa)
15 de setembro - Covil da Preguiça (Leiria)
16 de setembro - Teatro Rivoli (Porto)


+

Thurston Moore toca na 10ª edição do Festival Manta


Nos dias 2 e 3 de setembro o Festival Manta regressa aos jardins do Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães e este ano tem para já anunciados os cabeças de cartaz: Capitão Fausto que tocam no dia 2 e Thurston Moore que encerra o festival a 3 de setembro, concerto com data única em Portugal, celebrando-se assim 10 anos do festival. A abrir o espetáculo de cada uma das bandas, o Manta contará ainda com atuações de Valter Lobo e Alek Rein, respetivamente.

A 10ª edição do Manta arranca no dia 02 de setembro, sexta-feira, com os Capitão Fausto e Valter Lobo, que traz aos jardins do CCVF o seu Mediterrâneo, e termina sábado, a 3 de setembro, com o icónico Thurston Moore, fundador dos Sonic Youth, que regressa a Guimarães acompanhado por um conjunto de músicos inigualável, o The Thurston Moore Group. Na bagagem, estes veteranos do rock trazem o segundo álbum, Rock’N’Roll Consciousness

Como já é habitual, o Manta tem entrada livre e convida todas as pessoas a embarcar nesta viagem musical. Os concertos têm início às 21h30.



+

MoRkObOt têm novo disco e noise rock à mostra



Os italianos MoRkObOt formaram-se em 2004 e desde então, em 12 anos de carreira, têm vindo a aprimorar a discografia cuja sonoridade base anda em volta do math-rock / noise-rock. O trio que conta com Lin (baixo), Lan (baixo) e Lon (bateria), de nomes artísticos, tem agora agendado para setembro um novo trabalho longa-duração intitulado de GoRgO.

A metodologia do duplo baixo, adotada pelos MoRkObOt, cria um emaranhado de ritmos graves que fazem perder a noção da tecnicidade musical. Há uma construção de estruturas ambiciosas que a banda apresenta logo na cover art - que leva a assinatura do artista Malleus. Além disso o título do disco ("Gorgo", do italiano, significa "vórtex") descreve o resultado final do produto, pelo seu efeito de hipnagogia pesada e ruído psicadélico. Para já a banda mostrou as faixas "Kogromot" e, mais recentemente, "Gorokta".



GoRgO foi gravado entre novembro de 2015 e janeiro de 2016 por Giulio Ragno Favero (Zu, Teatro degli Orrori, OvO, One Dimensional Man) no estúdio Lignum (Padova, Itália), tendo data de lançamento prevista para 16 de setembro via Supernatural Cat.



+

Os discos que podem ter perdido no primeiro semestre do ano #1

Todos os anos há álbuns que andam nas "bocas" de toda a gente, mas há sempre aqueles discos a quem a imprensa não dá grande destaque e por isso chegam ao alcance de muito poucos. Deste modo, os redatores da Threshold Magazine selecionaram alguns desses álbuns esquecidos de 2016 e deixam-nos abaixo, juntamente com a justificação para os ouvirem.


Sunflower Bean – Human Ceremony




Dizer que o garage rock sofreu uma explosão nesta viragem de século não é dizer nada de novo. Dizer que bandas como Black Lips, Thee Oh Sees relembraram o mundo da existência deste entusiasmante género. Entra em cena Sunflower Bean.

Quando ouvimos o álbum Human Ceremony é impossível não reparar na forma peculiar como estes jovens escolheram as suas influências. Desde clássicos como Black Sabbath e Velvet Underground, passando por Sonic Youth e Spacemen 3, até chegarmos à actualidade e citarmos trabalhos mais recentes como DIIV ou Ty Segall. Resumidamente, se lhes fosse entregue um exame sobre cultura musical feito pelos hipsters mais ranhosos deste planeta eles facilmente conseguiam um 20. Posto isto, o processo de criação musical deste trio passa por abrir o seu livro de referências e escolher onde melhor encaixa aquele riff dos Black Sabbath ou onde colocar as paisagens mais sonhadoras retiradas dos Spiritualized.

Igualmente louvável é a ecleticidade das faixas. “Come on” é uma tormenta em forma de garage rock que obriga qualquer individuo a saltar da sua cadeira em euforia, “Wall Watcher” a banda seguiu todas as instruções para criar um êxito Psych-Pop e na faixa “Easier Said” podemos ouvir uns lindíssimos arpégios que criam o ambiente Dream-Pop perfeito.

No fundo, o que temos em mãos é um álbum de estreia bastante positivo de uma banda que apesar de ainda ter muito para melhorar (e crescer) já apresenta algum material bastante interessante e de qualidade.


Hugo Geada
>>>> ouvir aqui >>>>

Pantha Du Prince –The Triad


Este álbum podia vir na capa com o aviso "Na próxima hora vão experienciar a melhor banda sonora para meditação que alguma vez irão ouvir". Isto tudo porque o álbum lançado em Maio por Pantha du Prince, Triad traz-nos sons hipnóticos que nos fazem rapidamente transcender e ficar a flutuar num vazio, num vazio colorido.

Começamos a nossa meditação com "The Winter Hymn" uma faixa tão leve como uma pena, com coros simples. Simples é o que descreve esta faixa, e todo este álbum que muitos irão agora ouvir com atenção, não fosse o artista um grande apreciador de musica minimal, sem muitas tretas e muito experimental.

Este álbum faz-nos duvidar das nossas capacidades auditivas, muitas vezes, dei por mim a pensar se não estaria Pantha du Prince a orquestrar uma banda, mas não, tudo feito através das sua caixa mágica, do seu computador. Uma valente sova auditiva oferecida a partir da segunda faixa, "You What? Euphoria!" que nos aquece e nos põe a mexer com o som do tilintar de inúmeros objectos.

Neste álbum é possível ouvir muito bem explorados os sons da natureza, como sons de pássaros, do ventos nas ramificações das árvores e também reparar em alguns traços de krautrock mas mais electrónico, com o exemplo da faixa "In an Open Space" que acaba por ser a faixa melhor obtida no álbum talvez por ter algumas parecenças a NEU! ou artistas dentro da música electrónica como Four Tet ou mesmo Jamie XX.

Porque é que foi um álbum pouco falado? Não sei. Mas a partir de hoje espero que entre na vossa tabela de álbuns do ano, como entrou na minha.


Duarte Fortuna

A Dead Forest Index - In All That Drifts from Summit Down


In All That Drifts From Summit Down marca a estreia da banda neo zelandesa, A Dead Forest Index, nos discos longa duração. O duo, atualmente formado pelos irmãos Adam Sherry (voz e guitarra) e Sam Sherry (teclas e bateria), começou como o projeto a solo de Adam Sherry por volta de 2008. Em 2010 tornou-se um projeto colaborativo entre irmãos com Sam Sherry a assegurar a percussão. Entre 2012 e 2014 a banda lançou dois EP's - Antique e Cast Of Lines - sendo o último produzido por Jehnny Beth das Savages e lançado pelo selo Pop Noire

Agora a jogar pela Sargent House os A Dead Forest Index trazem música que não foge às sonoridades exploradas nos primeiros EP's. A voz é o ponto forte da dupla, uma vez que Adam Sherry tem uma voz cheia de tonalidades agudas. In All That Drifts From Summit Down é um álbum carregado de sentimentos variados desde a nostalgia e solidão à paz de espírito. A abrir, "Tide Walks", uma excelente escolha de início visto ser difícil não se ficar com vontade de ouvir mais, após o seu desenvolvimento e finalização. 

Composto por 13 músicas, o disco de estreia dos neo-zelandenses A Dead Forest Index é um disco muito bem conseguido pela excelente exploração vocal sobre guitarra e percussão. Há uma coesão sonora que constrói em In All That Drifts From Summit Down, um disco que conta uma história da primeira canção à última. Em destaque ficam essencialmente "Summit Down", "In Greyness the Water" e "Myth Retraced".

Sónia Felizardo

LNZNDRF - LNZNDRF


Os Lanzendorf são um trio composto pelos irmãos Devendorf (o Bryan e o Scott que são, actualmente e respectivamente, o baixo e a bateria dos National) e pelo Ben Lanz, um músico que já passou pelos Beirut, pela banda do Sufjan Stevens e também pelos National, isto para enunciar alguns nomes. 

Este trio iniciou actividade no ano 2011, e surgiu para preencher uma necessidade que despontou na véspera de um concerto dos National: a ausência de uma banda para abrir a noite. Dos poucos concertos que os Lanzendorf (Lanz + (Dev)endorf, perceberam?) tocaram na sua fase mais embrionária, eles não tinham uma setlist para cumprir. O trio preferia entregar a sua entidade corpórea à manifestação instrumental pelos meandros do space e do kraut, qual acto de pura derivação. “There’s not much intention there…It just ends up becoming whatever it is.” dixit Bryan Devendorf em entrevista à Stereogum

Desde o início, um projeto interessante. Mas eis que em 2016, esse mesmo trio edita um disco. Um disco que não é propriamente coeso e que tampouco procura percorrer novos trilhos em termos de sonoridade. Este LP homónimo é, à imagem da anterior expressão sonora dos LNZNDRF, um convite à dispersão de pensamento. Motorik meets space: a fórmula do costume, mas agora em formato disco.

De alguma forma, este disco é um contra-senso ao manifesto de experimentalismo instantâneo, não programado e irrepetível dos LNZNDRF. Mas a "redução" da fórmula tem um objetivo claro: a difusão da mesma. Posto isto e não havendo registos prévios sonoros dos LNZNDRF (ou pelo menos nenhum que eu encontrasse), a "redução" da fórmula é a única crítica que eu aposto a este disco, com a clara noção de que era impossível traduzir essa faceta experimental adequadamente na faixa temporal de um LP. 

Essa faceta está, naturalmente, reservada para as suas actuações em tempo real. Prevejo um bom futuro para os LNZNDRF. Se estiver enganado, quanto mais não seja, há aqui kraut e space rock do bom para ouvir, no presente.


Edu Silva

Jessy Lanza - Oh No




Jessy Lanza é um dos nomes em ascensão da nova música electrónica e lançou este ano o seu segundo disco pela conceituada Hyperdub, editora de nomes como Burial e Dean Blunt. Depois de um bom primeiro disco com Pull My Hair Back em 2013, que contou com a produção de Jeremy Greenspan dos Junior Boys, a artista canadiana regressou com toda a força com Oh No, um disco que demonstra uma maior maturidade em relação ao seu antecessor e uma produção mais aperfeiçoada e de sonoridade bastante pop e influenciada pelos mais diversos estilos como a R&B e o footwork. 

A sua sonoridade é pop, mas a sua música não é propriamente direta e acessível, com músicas que variam desde os ritmos mais downtempo e sensuais de “I Talk BB” até à pop orelhuda e jovial de “VV Violence”, mas o claro destaque vai para “It Means I Love You”, aquela que é, na minha opinião, uma das melhores faixas do ano, com um beat muito ao estilo do footwork de Chicago e um dos refrões mais memoráveis do disco.

Oh No é um dos álbuns mais interessantes editados este ano, rico em ritmos quentes e sensuais que poderão servir como banda sonora ideal para este verão acabado de começar, e se ainda não ouviram “It Means I Love You”, recomendo que o façam o mais rápido possível.


Filipe Costa

Deakin - Sleep Cycle



Josh Dibb, mais conhecido por Deakin, é membro dos Animal Collective. Não contribuiu para o mais recente álbum da banda, Painting With, mas, no entanto, rumou noutra direcção e lançou o seu primeiro álbum a solo, Sleep Cycle. Gravado entre 2009 e 2015, este disco apresenta aproximadamente meia hora de música de qualidade, não muito diferente daquela a que o artista nos habituou com a sua banda.

Tudo começa com "Golden Chords", uma canção simples onde não há muito mais que uma guitarra acústica e voz. Não é uma das faixas mais interessantes do álbum, mas a música seguinte, "Just Am", é muito mais interessante e complexa, com várias camadas de sons e uma abordagem mais electrónica. Esta é um dos dois principais destaques de Sleep Cycle. O outro é "Footy", uma viagem psicadélica onde diferentes instrumentos se misturam de maneira frenética. "Shadow Mine" e "Seed Song" são bons interlúdios ambiente e "Good House" é um relaxante e atmosférico final de álbum.

De uma maneira ou outra, tudo se aproveita neste disco, que qualquer fã de Animal Collective e/ou música psicadélica deve ouvir.


+

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Oiçam: Dead Rabbits


Os Dead Rabbits são um quinteto de Southampton, Reino Unido, e contam já com dois discos de estúdio lançados e um terceiro com data de edição agendada para 5 de setembro pela editora londrina Fuzz Club Records.  Formados em 2011, o grupo conta com Chocolate Watchband, Link Wray, Jesus & Mary Chain, Death In Vegas, Velvet Underground, Spaceman 3, Brian Jonestown Massacre entre outros, como influências principais na sonoridade resultante.

2013 marca a estreia da banda inglesa nos discos de estúdio, com The Ticket That Exploded. Um ano depois, sai Time Is Your Only Memory. Para já, têm anunciado Everything Is a Lie, o terceiro disco de estúdio que, à semelhança dos antecessores, reafirma a banda como uma das mais refrescantes e emocionantes dentro da cena psicadélica e fuzz. 

O disco vem repescar as sonoridades de 1989 e, dentro das bandas atuais, merece comparação não só aos trabalhos de SPLASHH (ouvir "I Don't Want To Die Today" e o pós introdução do homónimo "Everything Is a Lie") mas também aos companheiros de editora, The Underground Youth.  Composto por oito canções Everything Is a Lie vê como novo single de avanço "Get Me Over There" que pode ser agora escutado, na íntegra, abaixo.



Everything Is a Lie é descrito pelos Dead Rabbits como uma frase que condena o estado atual do mundo e aborda as partes sombrias da rotina da vida, ambos num sentido político e pessoal. Quando questionados sobre o disco a banda avançou que é "a única coisa honesta que se vão ouvir num mundo cheio de mentiras e ódio. Imaginem os Jesus and Mary Chain a partilharem um bolo do Lou Reed com os The Brian Jonestown Massacre, enquanto os Spacemen 3 ficam de pé e observam".



Os Dead Rabbits são compostos pela formação inicial com Tom Hayes (guitarra) e Neil Atkinson (voz) e pelos recrutados Colin Fox (baixo), Suzanne Sims (bateria) e Paul Seymour (teclados). Desde o seu início a banda já fez tours pelo Reino Unido e restante Europa, tendo tocado no Eindhoven Psych Lab, Common People e Cosmosis Festival e dividido palco com os The Warlocks, Band of Skulls, Yuck, Night Beats, Crystal Stilts e The Telescopes.

Para além dos discos editados, a banda conta ainda com várias demos que podem ser escutadas via bandcamp oficial da banda.


+

Reverence Valada com modificações no cartaz


Devido a razões pessoais, os Farflung cancelaram a tour europeia, por isso, irremediavelmente, também o concerto que ia decorrer em Valada já não vai acontecer. Para os substituir, iremos contar com a presença dos nova-iorquinos The Veldt que andaram recentemente em tour juntamente com os Brian Jonestown Massacre.

Para além disto, vão voltar as Reverence Sunrise Sessions ao festival, sendo que os Ozric Tentacles vão fechar o segundo dia com um concerto que vai decorrer entre as 3h30 da manha até às 6h. No terceiro dia podemos contar com os portuenses Summer of Hate para encerrar o palco com um concerto que vai durar das 5 da manha até às 6.

No passado sábado, dia 16 de julho, o Centro Cultural do Cartaxo recebeu a final do concurso nacional de bandas promovido pelo Reverence Festival Valada. Moloch (10 de setembro) e Ossos D'Ouvido (9 de setembro) de Benavente foram as bandas vencedoras e fazem agora parte da programação oficial do Festival nesta sua 3ª edição, integradas na programação do palco Indiegente com curadoria de Nuno Calado.

O festival Reverence Valada decore em Setembro entre os dias 8, 9 e 10 no Parque de Merendas de Valada, Cartaxo, e conta com bandas como Brian Jonestown Massacre, Killing Joke, The Sisters of Mercy e The Damned. Os passes de 3 dias podem ser adquiridos por 65€ e os diários, até dia 31 de julho, por 25€. 

+

Octa Push entre os novos nomes do Indie Music Fest


Setembro está cada vez mais perto e o Indie Music Fest continua anunciar grandes nomes no seu cartaz, que reúne o que melhor se faz na música em Portugal. O festival que procura celebrar a arte nacional e fazer parte da história da música portuguesa independente confirmou hoje Octa Push, Chibazqui, Trot e Fugly.

Estes 4 nomes juntam-se ao já confirmados Ghost Hunt, GANSO, Whales, Ditch Days, Salto, Savanna, Galgo, Riding Panico, Basset Hounds, The Walks, Pussywhips, Granada, Indio Kurtz, Wild Apes, Desligado, Solution, MUAY, Pixel82 e Jesse. Isto tudo reunido no Bosque do Choupal, Baltar, de 1 a 3 de setembro.

Os Octa Push são Bruno e Leonardo Guinchon e já são bem conhecidos pelo grande público. Responsáveis por uma sonoridade que funde afrotuga com eletrócnica, os lisboetas vêm até Baltar apresentar o seu novo álbum pela primeira vez, por isso aqueles que vão estar no Indie Music Fest podem considerar-se uns felizardos. Este novo disco, sucessor de Oito (2013, Senseless Records) presta homenagem à lusofonia e à mistura que se gerou após a independência das ex-colónias, homenageando também José Afonso. Tó Trips (Dead Combo),  Batida, Cátia Sá (Guta Naki), Cachupa Psicadélica e João Gomes (Orelha Negra) são alguns dos nomes que colaboraram neste trabalho.



Chibazqui são um quarteto formado por Diego Armés (ex-Feromona), C de Croché, Filipe Sambado (Cochaise) e Silas Ferreira (Pontos Negros, Os Náufragos), que pretende encantar o Bosque do Choupal com as suas malhas embebidas em verões psicadélicos e a viagens nostálgicas. Apesar de ainda terem um história curta, os Chibazqui têm na tranquilidade o seu elemento fundamental, tendo a ambição de fazer tudo com vagar, sem complicar, evitando ao máximo a preocupação e a ansiedade. O quarteto vem apresentar os seus Planos Para o Futuro, primeiro disco que editaram no ano passado. Além do mais, há duas novas canções que serão escutadas de certezas no Bosque.


The Rite of Trio são um surplee da sonoridade. A sua essência vem do jazz, mas estão lá o rock e o progressivo bem audíveis. O Bosque do Choupal tem muito gosto em prestar atenção a um projeto tão enérgico, pomposo e irreverente. Até Jazz!



Os Fugly são uma das mais recentes bandas de punk e garage rock da cena portuense. Dizem que a ressaca é “algo que se respira com muita intensidade no seio da banda” e é mesmo assim que vamos todos ficar depois do seu concerto no Indie Music Fest – a ressacar por mais, mais e mais! The Morning After é o primeiro de muitos trabalhos de qualidade que se adivinham para estes meninos.


Depois de receber pela segunda vez o prémio de Melhor Micro-Festival em Portugal, o Indie Music Fest promete aos festivaleiros mais indie do país muita arte, performances e, acima de tudo, a melhor música portuguesa alternativa da atualidade.

Os passes-gerais – com direito a campismo - para a 4ª edição da celebração artística mais independente do país estão disponíveis, ao preço de 25€.Podem ser adquiridos junto dos locais habituais e em www.bol.pt.

+

Festival Andanças regressa a Castelo de Vide de 1 a 7 de agosto


Entre 1 e 7 de agosto, a Barragem de Póvoa e Meadas, em Castelo de Vide, volta a acolher cerca de 40.000 visitantes para celebrar mais uma edição do Festival Andanças. Organizado pela pela Associação PédeXumbo, este ano o festival tem como tema principal o desafio e, provocando encontros entre práticas tradicionais e artes emergentes, convida a um olhar criativo sobre arte e sociedade.

Este ano, o espaço Andanças contará com 10 palcos com atividades em simultâneo. Seis palcos serão especialmente destinados às oficinas de dança e aos bailes; três palcos para concertos e um palco para a programação destinada a crianças e famílias.

Haverá mais de 50 grupos e projetos musicais a animar as sete noites, num programa que junta nomes do Folk Europeu como os russos Dobranotch, os catalães Oques Grasses, os bascos Korrontzi, os franceses Ormuz, os belgas Broes Quintet, os portugueses Celina da Piedade, Toques do Caramulo, Galandum Galundaina, Sebastião Antunes, Pedro Mestre, entre muitos outros. 


O espaço do Festival Andanças, no vale da Barragem onde a natureza é a protagonista, acolherá também diferentes instalações artísticas que desafiam entrosamentos entre arte, expressão e natureza, questionando o papel e a relação com o meio que nos rodeia.

 As mais de 60 atividades direcionadas a crianças e famílias incluem oficinas de dança – Capoeira, Africanas, Portuguesas, do Mundo, Urbanas –, assim como teatro, circo, oficinas criativas e de instrumentos, sessões de contos e oficinas de relaxamento.

Todas as informações adicionais bem como o programa completo poderão ser encontradas aqui.


+

Há novo álbum dos Goat a caminho


Os Goat passam esta semana pelo Milhões de Festa, em Barcelos, e trazem na bagagem novas canções do recém anunciado Requiem. O disco, composto por 14 singles inéditos, sucede Commune (2014) e vê revelado, como novo single de avanço, "Try My Robe", que sucede "I Sing In Silence", single anteriormente divulgado.

Requiem tem data de lançamento prevista para 7 de outubro via Sub Pop. A banda divulgou também um teaser sobre o álbum, a ver abaixo.



Requiem Tracklist:
1 - Djorolen/Union of Sun and Moon 
2 - I Sing in Silence 
3 - Temple Rhythms 
4 - Alarms 
5 - Trouble in the Streets 
6 - Psychedelic Lover 
7 - Goatband 
8 - Try My Robe 
9 - It’s Not Me 
10 - All-Seeing Eye 
11 - Goatfuzz 
12 - Goodbye 
13 - Ubuntu 
14 - Union of Mind and Soul (Bonus Track)

+

Woodrock Festival 2016: 21, 22 e 23 de julho - Praia de Quiaios


É já amanhã que se inicia a festa de Rock na Praia de Quiaios. Serão 3 dias de celebração de bom rock e boas ondas. O parque de Campismo e as bilheterias estarão abertos a partir das 13 horas de amanhã. O camping pode ser usufruido pelos festivaleiros até dia 24 de julho, domingo.

A festa de recepção ao campista com a estreia absoluta da banda local MIL E TAL PREGOS e com o DJ set de DJESUS, acontece no Englobar amanhã à noite. Na sexta e sábado, há 12 concertos (6 por dia) que irão de certeza ao encontro das melhores expectativas dos festivaleiros. Consultem os horários em baixo:


+

Wilco vão editar décimo álbum em setembro


A banda de Chicago Wilco está a preparar o lançamento do seu décimo álbum de estúdio para o final do verão. Schmilco chega a 9 de setembro e é o sucessor de Star Wars, álbum supresa editado em julho do ano passado.

Schmilco reune 12 canções escritas por Jeff Tweedy, maioritariamente acústicas. Não recorre às guitarras fuzz-glam e ferozes de Star Wars nem aos arranjos mais barrocos e deslumbrastes a que os fãs de Wilco foram habituados. 

Segundo Tweedy, Schmilco é "um álbum alegramente negativo. É triste numa série de maneiras mas não de uma maneira que permita chegar a uma conclusão de desgraça ou desespero. Diverti-me bastante ao ser cruel sobre as coisas que me incomodam".

A banda já partilhou dois dos temas que farão parte de Schmilco. Oiçam aqui "Locator" e "If I Ever Was A Child". A artwork e a tracklist foram também disponibilizadas (em baixo).




Artwork de Shmilco


Schmilco

1. Normal American Kids
2. If I Ever Was A Child
3. Cry All Day
4. Common Sense
5. Nope
6. Someone to Lose
7. Happiness
8. Quarters
9. Locator
10. Shrug and Destroy
11. We Aren’t The World (Safety Girl)
12. Just Say Goodbye

+

Há Milhões no gnration: Sun Araw Band


Fruto da residência artística levada a cabo no gnration, Cameron Stallones, Tomo Jacobson e Jon Leland estarão hoje em ensaio aberto no pátio exterior do gnration, dias antes do concerto no Milhões de Festa.

O experimentalismo multidimensional de Sun Araw tem-se concretizado em formato Sun Araw Band, e será assim, em trio, que Stallones se apresentará esta quarta-feira após uma residência artística no gnration , poucos dias antes de aterrar a nave espacial em Barcelos. 

Em residência desde 18 de julho, o gnration é a incubadora do capítulo que sucede ao mais recente Oslo/Oto, que será apresentado por inteiro no Milhões de Festa. O gnration será, também, anfitrião de um ensaio aberto esta quarta-feira, 20 de julho, pelas 22h. 


Depois de muitos anos a caminhar pelos meandros mais obscuros das expressões eletrónicas, sempre com a orientação argonáutica do kraut, Cameron Stallones firmou-se como um dos nomes essenciais de tudo o que seria experimental. Sendo, de facto, impossível fechar Sun Araw numa caixa genérica, avisamos que para este concerto em formato trio os americanos cruzam a malandrice do ritmo em congas com o maquiavelismo hipnótico da eletrónica. Não é orgânico, não é genérico, não é transgénico — é Sun Araw Band a preparar uma emissão para outro quadrante do universo.

Os bilhetes custam 5€ e podem ser adquiridos através da bilheteira online – https://gnration.bol.pt –, locais habituais e balcão gnration. Entrada livre para portadores de passe-geral do festiva.

+

terça-feira, 19 de julho de 2016

Oiçam: AVOIDANT


AVOIDANT é o projeto a solo de Nelson P. Ferreira que começou a ser desenhado em 2007, no Funchal, estado radicado em Lisboa desde 2009. Desde então já lançou cá para fora alguns materiais via Enough Records e pela grega Etched Traumas, sendo o mais recente AVDN, que recebe aqui destaque.

AVDN traz na sua composição cinco músicas que exploram, calmamente, diferentes subgéneros do ambient, enquadrando-se em mais um álbum concetual. Segundo o músico, "AVDN resume-se à substituição da paixão fulminante pela reclusão. São aparições de um corpo perfeito, ausente, sobretudo intangível". 


Se em "Chamber" e "Describe Her In Sound" há uma exploração de uma atmosfera mais calma e relaxada, em "At First, The Separation From Your Body Was Harmful", AVOIDANT apresenta-se numa tonalidade mais obscura, ilustrando na perfeição o resultado dessas aparições corporais (ouvir "Apparitions").

A par de AVOIDANT, Nelson P. Ferreira integra a formação do duo verãopop e é um dos membros fundadores do Colectivo Casa Amarela (CCA), onde se encontram também Aires e Rui P. Andrade

AVDN foi editado a 12 de julho via Enough Records. O disco pode ser ouvido na íntegra abaixo.


+

Blanck Mass nas primeiras confirmações do Mucho Flow 2016



Foram hoje confirmados os primeiros nomes da quarta edição do festival Mucho Flow. O festival vimaranense que já contou com nomes como Amen Dunes, CAVE, Circuit des Yeux e Girl Band volta a realizar-se no CAAA - Centro para os Assuntos de Arte e ArquiteturaO destaque das primeiras confirmações vai para Blanck Mass, o projeto a solo de Benjamin John Power dos Fuck Buttons e que irá apresentar o seu segundo disco Dumb Flesh em Guimarães. Quem também está confirmado são os NAKED, grupo escocês que se apresentará pela primeira vez em Portugal, assim como os portugueses Toulouse, banda da casa que regressa ao festival onde se apresentaram ao vivo pela primeira vez.

O festival realiza-se no dia 8 de outubro e os bilhetes encontram-se disponíveis ao preço de 10 euros, e podem-se adquirir aqui.


+