sábado, 30 de julho de 2016

Nite Jewel com três concertos em Portugal



Ramona Gonzalez, conhecida pelo seu projeto musical a solo Nite Jewel, anunciou recentemente na sua página de facebook que irá percorrer a Europa em mote do seu novo disco Liquid Cool, o qual apresentará também no nosso país por onde passará três vezes.

Nite Jewel apresenta-se novamente em Portugal nos dias 4, 6 e 7 de Outubro, sendo a primeira data na Galeria Zé dos Bois, em Lisboa, seguindo-se Coimbra no Salão Brasil e, por fim, Guimarães no Festival Mucho Flow (necessita de mais informação visto que o festival vimaranense ocorre no dia 8 de Outubro e não 7 como afirma na sua página de facebook). Ainda não há informações quanto ao preço dos bilhetes.


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sexta-feira, 29 de julho de 2016

LSD and the Search for God no Hard Club a 8 de setembro


Os americanos LSD and the Search for God vão passar pelo nosso país em setembro para uma data dupla. A 8 de setembro a banda de shoegaze atua no Hard Club, num concerto promovido pela Muzik Is My Oyster, e no dia seguinte marcam presença no Festival Reverence Valada

A banda vem apresentar o seu novo álbum Heaven is a Place editado em janeiro deste ano.

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quinta-feira, 28 de julho de 2016

The Radio Dept. regressam aos discos após seis anos


Os suecos The Radio Dept., anunciaram esta quarta-feira (27 de julho) o sucessor de Clinging to a Scheme (2010). O quarto trabalho da banda, que recebe o nome de Running Out Of Love, é o primeiro disco de estúdio do trio em seis anos e dá continuação ao EP Occupied (2015) e aos singles anteriormente apresentados "Death to Fascism" (2014) e "This Repeated Sodomy" (2015), que não integrarão a nova obra.


Running Out Of Love tem data de lançamento prevista para 21 de outubro via Labrador Records. Ainda não é conhecido nenhum single de avanço do novo disco. 

Running Out Of Love Tracklist:
1 - Sloboda Narodu 
2 - Swedish Guns 
3 - We Got Game 
4 - Thieves of State 
5 - Occupied 
6 - This Thing Was Bound to Happen 
7 - Can’t Be Guilty 
8 - Committed to the Cause 
9 - Running Out of Love 
10 - Teach Me to Forget

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PAUS, Pista e 800 Gondomar no Indie Music Fest


O Indie Music Fest regressa ao Bosque do Choupal, em Baltar, entre 1 e 3 de setembro e tem na manga uma 4ª edição absolutamente luxuosa no que diz respeito à música independente nacional.

Depois de a celebração artística independente já ter anunciado um concerto de apresentação do novo álbum de Octa Push e nomes como Salto, Riding Pânico, Basset Hounds, Galgo ou Savanna, é tempo de se juntarem à festa PAUS, Pista, Alek Rein, 800 Gondomar e Pinturas Negras.


Depois de receber pela segunda vez o prémio de Melhor Micro-Festival em Portugal, o Indie Music Fest promete aos festivaleiros mais indie do país muita arte, performances e, acima de tudo, a melhor música portuguesa alternativa da atualidade, para que todos festejem à séria o final do verão.

Os 5 novos indies juntam-se aos já confirmados Octa Push, Salto, Savanna, Galgo, Riding Panico, Basset Hounds, Chibazqui, Ditch Days, GANSO, Whales, Ghost Hunt, Pussywhips, The Walks Granada, Fugly, Indio Kurtz, Wild Apes, Solution, MUAY, Pixel82, Desligado, Trot e Jesse, que estarão no Bosque do Choupal, de 1 a 3 de setembro.

O Indie Music Fest sabe, como ninguém, celebrar a arte nacional e promete encantar o Bosque do Choupal, para que quem o quiser visitar, se deixe encantar também!

Os passes-gerais – com direito a campismo - para a 4ª edição da celebração artística mais independente do país estão disponíveis, ao preço de 25€. Podem ser adquiridos junto dos locais habituais e em www.bol.pt.

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How to Dress Well anuncia novo álbum "Care"


Tom Krell está de regresso com o seu projeto de R&B e ambient pop How to Dress Well. Care é o novo e quarto álbum de estúdio do produtor, sucedendo o What Is This Heart? (2014). Care será editado a 23 de setembro via Domino /Weird World e conta com a co-produção Jack Antonoff, Dre Skull, CFCF, e Kara-Lis Coverdale. 

O anúncio do novo álbum vem acompanhado de um novo tema “Lost Youth / Lost You,”, assim como da artwork e tracklist, ambas disponíveis em baixo.



Care:

01 Can't You Tell
02 Salt Song
03 What's Up
04 Lost Youth/Lost You
05 The Ruins
06 Burning Up
07 I Was Terrible
08 Anxious
09 Time Was Meant To Stay
10 Made A Lifetime
11 They'll Take Everything You Have

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quarta-feira, 27 de julho de 2016

IndieotaFESTAval: 8, 9 e 10 de setembro - Montijo


IndieotaFESTAval é o desejo concretizado de três amigos, Luís e Pedro, 19 e 18 anos, e Catarina, 21 anos. Escrevem no blog Montijo Sound e depois de terem entrevistado bandas como SaltoCapitão FaustoPistaQuelle Dead Gazelle ou Savanna, decidiram organizar um festival onde pudessem reunir as suas bandas preferidas. 

IndieotaFESTAval acontece dias 8, 9 e 10 de Setembro no TimeOut e no Bota Baixo , terá um preço de 5 euros simbólicos que dará acesso aos três dias do festival e terá uma chillout zone com campismo interior aberto das 03h00 às 09h00 da manhã. O Festival é amadrinhado pela grande amiga Raquel Lains.

Consultem aqui a programação completa do evento:

Dia 8 De Setembro


Mighty Sands
Eternal Champions
Hércules
Odyssey Os Argonautas
Genes
Alex Chinaskee
Igualdade Paralela
Flare
This Attic's Home

Dia 9 de Setembro

Pista
Ditch Days 
Old Yellow jack
Vircator
Mogno
Morning Coffee
Crying Grapes
Grand Sun
ExGenesis

Dia 10 de Setembro

The Sunflowers
Clementine
800 Gondomar
Fugly
Treehouses 2290
Panado
Postcards From Wonderland
Lyrical Minds
The Electric Howl

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Hype Williams anunciam novo álbum "10/10"



Hype Williams, o coletivo do norte americano Dean Blunt que conta frequentemente com a colaboração de Inga Copeland, tem previsto o lançamento de um novo álbum para este ano. O terceiro disco do grupo terá como nome 10/10, sucedendo assim a One Nation, editado em 2011, e a Black Is Beautiful, disco que juntou mais uma vez Dean Blunt a Inga Copeland. Entretanto, Dean Blunt editou também ,este ano, BBF Hosted By DJ Escrow com o seu enigmático grupo Babyfather.

Ainda não é conhecida nenhuma faixa de 10/10 nem a sua data de lançamento, conhecendo-se apenas a tracklist que irá contar com 10 temas que poderão ver em baixo.

10/10

Deal Breaker
Scary
Fowsy
Failure
Diva 
Brewing
Rolling 
Watch
Revelations
X-500


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Qer Dier: 5 perguntas, 5 respostas


Antes de atuarem no Festival Milhões de Festa, os Qer Dier, banda lisboeta formada por João Farmhouse, dos Mighty Sands, e Alexandre Moniz, dos Galgo, deram-nos uma "quick entreview" onde responderam a 5 perguntas.

Threshold Magazine (TM) -Sabemos que são elementos de Galgo e Mighty Sands (antes Los Black Jews) que fazem parte da banda. Como é que decidiram que queriam algo para lá das vossas bandas principais?

Qer Dier (QD) - Somos amigos de longa data, ver algumas bandas ao vivo e ouvir alguns discos levou-nos a tocar. A amizade levou aos Mighty Sands e aos Galgo. Levou aos Qer Dier também. Encerramos uma fase no Milhões, um primeiro capítulo desta história.

TM - Costumam vir ao festival? O que estão a achar?

QD - Fomos o ano passado. Não estudamos a rota Milhões de Festa. mas queremos ver tudo o que conseguirmos ver.

TM - Quais as bandas com que mais se identificam enquanto conjunto?

QD - Não temos uma banda, mas um conjuntos de bandas que nos foram surpreendendo ao longo dos anos.

TM - Oriundos de Lisboa, como tem o publico reagido à vossa música?

QD - Demos poucos concertos até agora, mas as melhores recepções que tivemos foram na SHE em Évora e no Puro Fun em Lisboa.

TM - O que têm ouvido ultimamente?

QD - Kiddos (uma boa nova cena), Air (melhor concerto do NOS Primavera Sound), vaiapraia (com um disco pronto a sair) e Beach House.

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Os discos que podem ter perdido no primeiro semestre do ano #2

Todos os anos há álbuns que andam nas "bocas" de toda a gente, mas há sempre aqueles discos a quem a imprensa não dá grande destaque e por isso chegam ao alcance de muito poucos. Deste modo, os redatores da Threshold Magazine selecionaram alguns desses álbuns esquecidos de 2016 e deixam-nos abaixo, juntamente com a justificação para os ouvirem.

Ludrium - Unity



Logo no início do presente ano, em janeiro, Ludrium ou Cody Carpenter, filho do Mestre do Terror John Carpenter, lançou, ainda que não detectado pela maior parte dos "radares" musicais, o seu terceiro longa duração, Unity.

Tal como no disco anterior, Ludrium, volta a provar que sabe usar e trabalhar com mestria as suas várias influências e instrumentos pois, sendo um disco principalmente de synthwave, consegue reunir elementos de disco, vaporwave e até de rock progressivo (em Pleasure Of A False Past ainda acrescentava algum jazz). 

Ouvido pela ordem da tracklist, apesar dos seus temas bastante diversos, é bastante coerente e constrói boas “pontes” entre as músicas, por exemplo, no fim de “Save Your Mysterious Power for Dancing” há um abrandamento do ritmo para entrar “The Sacred Tree” sem “corte” na fluidez do disco. Como faixas isoladas devem ser ouvidas com especial atenção “Sentinel”, “Save Your Mysterious Power for Dancing”, “Plot Course To Earth” e “We Have One Chance”.

Ludrium mostra, assim, que tem mais que o necessário para criar soundtracks de videojogos ao estilo e com a qualidade de Far Cry 3 Blood Dragon, Hotline Miami ou Double Dragon Neon. 

Francisco Lobo de Ávila


Terra Tenebrosa - The Reverses



Formados em 2009 na Suécia, os Terra Tenebrosa contam já com três discos de estúdio longa duração - The Tunnels (2011), The Purging (2013) e The Reverses, disco editado este ano - e um EP, V.I.T.R.I.O.L. - Purging The Tunnels (2014). A banda avant-garde de post-metal mostra aos ouvintes uma visão do seu universo obscuro, através da conjugação de vozes distorcidas, ruídos de indução à paranóia e um conjunto pesado de outros sons ameaçadores. A vertente experimental da banda é um dos factores que dá a este The Reverses a qualidade de ser um álbum a não deixar de lado nas audições dos discos do ano, pela peculiaridade através da qual conjugam diferentes sonoridades, de forma tão interessante.

Logo na cover-art, que segue a linha dos trabalhos antecessores, é possível ter uma noção da obscuridade que se pode encontrar ao longo das sete canções que compõem o álbum. Afinal, a utilização de máscaras demoníacas já é uma das características dos Terra Tenebrosa. Além do já esperado/especulado, aquilo que não se poderia prever tem uma duração aproximada a 47 minutos, apresentando uma escolha exímia, ao nível da tracklist, no seguimento das canções. 

"Exuvia" é apontado como primeiro single de avanço e consegue convencer facilmente aqueles cujas sonoridades pesadas escapam muito facilmente ao gosto. "Fire Dances" consegue manter-se na mesma linha, embora mais experimental e com a duração mais prolongada do disco: 17 minutos de uma sonoridade que se desmembra e não mais volta a ser a mesma apresentada no início. 

Apesar de um disco arriscado, os Terra Tenebrosa apresentam um álbum que foge ao panorama do post-metal mais banal e introduzem conceitos muito interessantes no seu volver. Não é um disco para qualquer um, mas para aqueles que estão sedentos de novidades será, certamente, uma escolha bastante acertada. 

Sónia Felizardo


Pinkshinyultrablast – Grandfeathered
 

Auto proclamados como thunder pop/kung-fu-gaze, os Pinkshinyultrablast trouxeram-nos no início deste ano Grandfeathered, o álbum que vem finalmente transcender todas as labels, a criança perfeita do shoegaze com tudo o mais.

Depois de Everything Else Matters, lançado no ano passado, o quinteto russo traz-nos agora o seu segundo álbum de longa duração, mais denso, mais barulhento, mais eletrónico, mais noisepop, mais efémero, com a precisão do math rock mas com os sintetizadores de dream pop, e a inigualável voz de Lyubov Soloveva, que é quase o quinto instrumento do grupo.

“Initial” é o perfeito começo para este trabalho; delicada, mas violenta de repente, uma literal apresentação do que são os Pinkshinyultrablast. Esta justaposição de estilos mantem-se constante durante todo o álbum, contudo cada música é esmagadora à sua maneira, destacando-se sem dúvida “Kiddy Pool Dreams” e “The Cherry Pit”. 

As semelhanças com Misun, Astrobite, Cocteau Twins, Mogwai, Slowdive e, indubitavelmente, os já meios esquecidos Lush é óbvia, mas Pinkshinyultrablast continuam a trazer algo de novo para a mesa, algo que nos faz querer dançar e atirar alguma coisa à parede ao mesmo tempo, pois Grandfeathered é sem dúvida um mundo dentro de um álbum.

Márcia Boaventura


peixe: avião - Peso Morto


Os peixe:avião vêm de Braga e mostraram na última década que são um dos projetos portugueses mais promissores no que diz respeito à experimentação. A prova disso são os últimos dois álbuns editados pela banda, homónimo em 2013 e Peso Morto no início do ano. 

Peso Morto pode ser considerado como o melhor trabalho da banda que inicialmente era comparada a Radiohead. As abordagens sonoras seguidas neste trabalho tiverem origem na composição de música original para o clássico Ménilmontant de Dimitri Kirsanoff, filme de 1929, após encomenda do Curtas Vila do Conde - Festival Internacional de Cinema. 

Influênciado por bandas como os Portishead e SwansPeso Morto vive na escuridão, na percussão feroz e tribal, nos sintetizadores hipnotizantes e psicadélicos, nas guitarras ruidosas e na voz cristalina de Ronaldo, fugindo às sonoridades mais límpidas e pop de 40:02 (2008) e Madrugada (2010). 

Apesar dos singles Quebra” e “Miragem” serem uma excelente introdução ao quarto disco de estúdio da banda, o maior destaque vai para a coesão sonora apresentada ao longo das oito faixas. Nenhum instrumento se sobrepõe aos outros, nem mesmo à voz, estando todos intercalados de modo a criar uma atmosfera densa e negra.

Os peixe:avião são uma banda em constante evolução e Peso Morto vem demonstrar que o quinteto não têm medo de continuar a construír a sua própria identidade.

P.S: não percam a oportunidade de ouvirem Peso Morto ao vivo. Vale bem a pena.

Rui Gameiro


Kelsey Lu - Church



Kelsey Lu, uma jovem violoncelista profissional, que decidiu expôr a sua expressão artística nas "ruas" de Nova Iorque e que despertou atenção ao olho de mágico Dev Hynes (Blood Orange). O trabalho árduo culminou num EP de estréia chamado Church; 6 brilhantes faixas construídas engenhosamente com a misticidade que se pode tirar de um violoncelo e da ajuda de loops com uma co-produção magnífica de Patrick Wimberly dos Chairlift

A atmosfera que o EP nos proporciona é muito religiosa e espiritual, com breaks do instrumento que Lu masterizou entre as vocais angelicais que parecem o casamento de uma Florence Welch e uma Willow Smith mais madura. É um experimental ao nível de Joanna Newsom mas mais minimalista e com um impacto mais intenso e direto. Letras repetitivas e instropetivas que muitas vezes cortam a respiração como "The feelings that you aren't real" que se ouve em "Time". 

Um sentimento muito visceral, primitivo e carnal que facilmente é traduzido numa faixa na perfeição, "Empathy"; é difícil de explicar mas é a dualidade entre o conforto e aspeto eerie que torna esta e outras faixas de Lu tão únicas e realmente geniais. Uma artista que promete muito, esperemos que a jovem Kelsey de Brooklyn consiga continuar a surpreender-nos!

Júlio de Lucena


800 Gondomar - Circunvalação


A banda mais perigosa de Rio Tinto, os 800 Gondomar, lançaram o seu segundo EP no passado dia 24 de março, sob o nome Circunvalação. Com este novo registo da banda portuense, que teve direito a edição em cassete, seguiram-se várias datas de norte a sul para apresentar o EP, com destaque para a abertura de Meatbodies no Musicbox Lisboa, onde estivemos presentes para reportar a noite

O que podemos dizer deste álbum? Pode-se logo destacar a energia e a maneira punk com que este EP começa, com "Entre Águas" a abrir agressivamente as hostes, sem medos, logo desde o minuto 0. "Lenny" e "Faz o Flip", as seguintes faixas, respectivamente, dão um bom seguimento à agressividade sentida na primeira música, seguindo a mesma ideologia punk. 

Acordes poderosos, rápidos e destemidos tomaram conta do álbum até aqui, que agora mudou de rumo em "Mergulhadores" e "Já Queria", as duas ultimas faixas do EP, onde os 800 Gondomar adotam uma vertente um pouco mais calma, mas com todo o sucesso das músicas anteriores. Se ainda não ouviram Circunvalação na íntegra, e se forem fãs de pura jarda, aconselhamos vivamente que oiçam este álbum. Depois de o ouvirem, e se gostarem, recomendamos também que assistam a um concerto dos 800 Gondomar, e sintam na pele tudo o que nós dissemos.

Tiago Farinha

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terça-feira, 26 de julho de 2016

Passatempo: Ganha bilhetes para o Indie Music Fest 2016


Faltam menos de dois meses para o Indie Music Fest - 1, 2 e 3 de Setembro - e o seu cartaz, que reúne o que melhor se faz na música em Portugal, está a ficar cada vez mais composto. E que maneira de celebrar a arte nacional e fazer parte da história da música portuguesa independente.

De momento estão já confirmados no Bosque do Choupal bandas como Salto, Savanna, Galgo, Riding Pânico, Basset Hounds, Whales, Ghost Hunt, GANSO, Desligado, Ditch Days, The Walks, Pussywhips, Granada, Indio Kurtz, Wild Apes, Solution, MUAY, Pixel82 e Jesse.


Depois de receber pela segunda vez o prémio de Melhor Micro-Festival em Portugal, o Indie Music Fest promete aos festivaleiros mais indie do país muita arte, performances e, acima de tudo, a melhor música portuguesa alternativa da atualidade. O festival anunciou também a novidade da parceria de curadoria de uma das noites de Fábrica Eletrónica com a editora portuense Cubo Records. Fiquem atentos que ainda há surpresas bombásticas por desvendar.

Os passes-gerais – com direito a campismo - para a 4ª edição da celebração artística mais independente do país estão disponíveis, ao preço de 25€. Podem ser adquiridos junto dos locais habituais e em www.bol.pt.


Em parceria com o Indie Music Fest, temos dois bilhetes simples para oferecer. Por isso se queres ser um dos contemplados só tens de participar neste passatempo e seguir as instruções em baixo:


1- Seguir a Threshold Magazine e o Indie Music Fest no facebook.



2- Gostar do post referente ao passatempo no facebook, partilhá-lo em modo público e identificar 3 amigos.



O passatempo termina no dia 1 de agosto, às 23:59 e os prémios serão sorteados de forma aleatória através da plataforma https://www.random.org/.

Boa sorte!

 ------------------ ATUALIZAÇÃO (02/08) ------------------

Os vencedores do passatempo são: Maria João Simões e João Ricardo.


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Road to SonicBlast Moledo 2016

Daqui a aproximadamente um mês vai se dar o inicio de mais uma edição do festival SonicBlast em Moledo. Este festival que existe desde 2012 já contou com nomes bastante importantes para a cena Stoner, como Pentagram, Church of Misery, Kadavar, Blues Pills, Belzebong, e este ano surpreendeu todos os festivaleiros ao apresentar um dos cartazes mais fortes e consistentes em termos de bandas.

Neste pequeno espaço vou deixar algumas recomendações daqueles que considero ser os melhores álbuns para se ouvir antes de partirmos para terras de Caminha.

Uncle Acid & The Deadbeats - Blood Lust


Nunca me irei esquecer da primeira vez que ouvi Uncle Acid. Aquelas guitarras sinistras e transpiradas em fuzz. Aquela voz de John Lennon sem-abrigo, viciado em heroína e com vontade de matar mulheres em becos escuros.

Apesar de as óbvias comparações com bandas como Black Sabbath estes não se deixam ficar pelo rótulo de imitadores. Através de histórias de terror contadas em forma de músicas, da mistura de stoner com neopsicadélico a banda conseguiu criar um estilo bastante reconhecível e apetecível tanto aos fãs de música mais pesada como aos apreciadores de bandas mais calmas como Tame Impala, Brian Jonestown Massacre.

Músicas como “I’ll Cut You Down” e “Death’s Door” são das musicas mais iconicas e épicas da banda e é quase tão certo eles as tocarem como o Jon Snow ficar junto com a Daenerys no final da Guerra dos Tronos.

A banda lançou o seu ultimo álbum em 2015, The Night Creeper, este algo diferente na composição das musicas, que ao contrario dos registos anteriores apresentam uma estrutura mais ao estilo livre de jam, este apresenta musicas mais ao estilo de singles e deverá compor grande parte da setlist.

A ultima e única vez que a banda esteve em Portugal foi no Amplifest na edição de 2013 ao lado de bandas como Black Bombaim, Chelsea Wolfe, Russian Circles e Deafheaven.




Stoned Jesus - Seven Thunders Roar


Os ucranianos Stoned Jesus foram das primeiras bandas stoner que ouvi. Existe um antes e um depois na minha vida que é marcado pela audição de I’m The Mountain.

Esta banda que no ano passado esteve presente no festival Reverence Valada é bastante acarinhada pelo público português e é um dos nomes mais aguardados desta edição do SonicBlast. O álbum que escolhi foi precisamente aquele que lançou estes jovens para a ribalta e os colocou num patamar de banda de culto.

Em Seven Thunder Roar para além do Stoner Doom barulhento que faz parte do instrumental o que torna esta banda única é a maneira como incorporam os elementos da natureza e da mitologia nativo americana na suas letras e na construção das faixas. É impossível não ficarmos com vontade de correr no meio de uma floresta depois de ouvirmos o divino “berro” final na “I’m the Mountain”.

Não é preciso entrar em muitos mais detalhes para entender que “I’m the Mountain” é o grande destaque do álbum e um dos momentos mais aguardados para o concerto. Mas pondo esta de parte, podemos falar também de faixas como a introdutória “Bright Like the Morning”, “Electric Mistress” ou “Stormy Monday” que de certeza vão levar a audiência à loucura. Quero ver se alguém vai andar ocupado a mandar SMS’s ou à procura de Pidgeys ou de Kakunas.




All Them Witches - Lighting At The Door


Uma das bandas mais curiosas e interessantes de seguir atualmente serão sem duvida os All Them Witches de Nashville, Tennessee.

Uma banda bastante eclética em termos de estilo, sendo que brincam com rock, blues, stoner, folk e até umas certas influências de country. Esta variedade permite que a banda pise os mais diferentes palcos, desde conceituados festivais como o Bonnaroo ou o Shaky Knees, mas também festivais mais underground e virados para musica mais pesada. Agora é a vez de virem até Portugal às fantásticas terras de Moledo.

Lighting At The Door é um album com bastante força a nível espiritual sendo que está carregado de imagens e metáforas como a montanha, “thank God for our Mother the Mountain”, a mulher coiote aparece presente em duas faixas diferentes, “The Marriage of the Coyote Woman” e “Death of the Coyote Woman”.

Um quarteto de vagabundos que faz da música mais deliciosa que anda por aí. Seja em quantidades absurdas de fuzz, a passear em terrenos psicadélicos ou a conservar os dinheiros enquanto utilizam instrumentos acústicos para produzir o blues e o folk pagão perfeitos para se ouvirem numa noite fria em redor de uma fogueira.




Black Bombaim - Titans


Dizer que os Black Bombaim são os reis de Barcelos e da cena stoner portuguesa não deve ser novidade para ninguém. Por isso, foi com enorme satisfação que ouvimos a confirmação do trio.

Este talentoso trio composto por Ricardo Miranda na guitarra eléctrica, Paulo Gonçalves na bateria e Tojo Rodrigues no baixo são dos nomes mais importantes da música underground portuguesa e podem gabar-se de já terem pisado palcos como o conceituado festival Roadburn e feito uma tour com os norte americanos BANG. E é esta experiencia internacional que esperamos ver traduzida nos palcos de Moledo.

Titans é um álbum que para além de incluir o trio barcelense conta também com o carismático Adolfo Luxuria Canibal dos Mão Morta, Isaiah Mitchell dos Earthless e Steve Mackay dos The Stooges apresenta quatro faixas simplesmente chamadas de “A”, “B”, “C” e “D”. Nestas quatro faixas que se estendem num total de uma hora e cinco minutos podemos perceber do que se trata o som dos Black Bombaim e a sonoridade que estes pretendem alcançar.

Uma mestria absoluta quando se trata do domínio dos instrumentos e do psicadelismo a banda promete um concerto inesquecível.

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LCD Soundsystem - Os álbuns e o regresso a Portugal


Seis anos após a sua última vinda a Portugal, os LCD Soundsystem vão regressar ao nosso país como cabeças de cartaz do Vodafone Paredes de Coura, festival onde se estrearam em terras lusas, no dia 18 de Agosto de 2004. E é no dia 18 de Agosto que voltam a lá tocar, acompanhados de nomes como Sleaford Mods, Thee Oh Sees e Ryley Walker.

Vai ser a sua sexta passagem por Portugal, a primeira após a sua reunião, iniciada com uma melancólica canção de Natal, "Christmas Will Break Your Heart". Não será ouvida no concerto, mas não vão faltar malhas dos três álbuns do projeto de James Murphy. Todos eles são dos melhores e mais marcantes discos de dance-punk já feitos.

LCD Soundsystem é o álbum homónimo lançado em 2005. Começa em grande, com "Daft Punk is Playing at My House", canção onde não falta nada. Tem o groove, os ritmos catchy e até um solo de cowbell. Não é fácil evitar dançar logo desde o início. O álbum continua e outras músicas vão-se destacando. "Tribulations", "Never Tired As When I'm Waking Up" e "Disco Infiltrator" são tão boas em 2016 como eram em 2005. Também não podemos ignorar o segundo disco, onde se encontram os oito minutos da sarcástica, repetitiva e minimalista "Losing My Edge", lançada originalmente em 2002. No entanto, este álbum de estreia é provavelmente o menos bom dos três.



Foi em 2007 que saiu o mais conhecido e conceituado trabalho da banda: Sound of Silver. Mais consistente que o seu antecessor, e com canções melhores ainda, foi este o disco que confirmou o talento dos LCD. "North American Scum" é o single viciante, animado e dançável que tem um papel equivalente ao de "Daft Punk is Playing at My House". Seria a melhor música de muitos discos de outras bandas do género, mas não estamos a falar de uma banda qualquer, e em Sound of Silver conseguem destacar-se ainda mais outras músicas. Nomeadamente, "Someone Great", "New York I Love You, But You're Bringing Me Down" e a incrível "All My Friends". "Someone Great" usa de maneira excelente teclados e um xilofone para criar um instrumental repetitivo que serve de fundo às lamentações do cantor. "New York I Love You, But You're Bringing Me Down" é uma das mais bonitas canções da banda. Começa devagar, mas culmina num espetacular clímax. "All My Friends" é, na minha opinião, a melhor música da discografia da banda. O instrumental é extremamente repetitivo, mas nunca se torna cansativo e é o acompanhamento perfeito para uma letra sobre festas, o avançar da vida e amizades.



This Is Happening, de 2010, é, para já, o álbum de estúdio mais recente. "Dance Yrself Clean" marca o início da festa quando entram os teclados, três minutos após o começo da canção. Festa essa que só acaba quando o disco pára de tocar. Pelo meio há "Drunk Girls", para pôr o ouvinte a dar tudo, "All I Want", "I Can Change", malha synth pop que integra a banda sonora do FIFA 11, e "You Wanted a Hit".


Hits não vão faltar daqui a menos de um mês, quando celebrarmos em conjunto todas estas músicas no que será provavelmente um concerto inesquecível, um dos melhores do festival e do ano em Portugal. E novos hits não vão faltar quando o novo álbum da banda sair, ainda este ano. Podem não ter desaparecido por muito tempo, mas os LCD Soundsystem já cá faziam falta. 

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Wild Beasts têm novo single


Os Wild Beasts, que passam pela 10ª edição do festival Jameson Urban Routes, em outubro, revelaram hoje o quarto single de avanço de Boy King, o seu quinto disco de estúdio. "Tough Guy" foi apresentada durante a programação da rádio online Beats 1, com a produção de John Congleton. De Boy King já são conhecidas as faixas "Celestial Creatures", "Get My Bang" e "Big Cat".

Boy King tem data de lançamento prevista para 5 de agosto via Domino Records. A banda inglesa passa por Portugal a 24 de outubro, no Musicbox, Lisboa.


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segunda-feira, 25 de julho de 2016

Flyying Colours com concerto único no Porto em outubro


Os australianos Flyying Colours têm concerto único agendado em Portugal, a acontecer a 16 de outubro no Hard Club, Porto na sala 2. O concerto, que marca a estreia da banda em território nacional, encontra-se inserido na tour de promoção do disco de estreia da banda, Mindfullness e tem a organização da conceituada promotora portuense Muzik Is My Oyster (MIMO).

Os Flyying Colours são conhecidos pela sua sonoridade shoegaze  e dream pop com fortes influências de My Bloody Valentine e Fleetwood Mac. Mindfullness é editado a 23 de setembro via ClubAC30.

Ainda não são conhecidos os preços dos bilhetes. A tour completa pode ser consultada aqui.



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Vodafone Mexefest anuncia primeiros nomes da edição 2016


O festival lisboeta Vodafone Mexefest anunciou hoje os primeiros nomes da sua mais recente edição e são estes Charles Bradley, Mallu Magalhães e Baio.

O Vodafone Mexefest já tem data marcada para os dias 25 e 26 de novembro e vai acontecer na Avenida da Liberdade. O bilhete para o Festival encontra-se já à venda nos locais habituais pelo valor de 40€ até 30 de setembro, passando para 45€ a partir do dia 1 de outubro. Nos dias do Festival o valor do bilhete é 50€.

Charles Bradley and the Extraordinaires - How Long


Mallu Magalhães - Velha e Louca


Baio - Sister of Pearl


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