sexta-feira, 5 de agosto de 2016

STREAM: Wild Beasts - Boy King


Os Wild Beasts editaram hoje (sexta-feira, 5 de agosto) o seu quinto disco de estúdio - intitulado de Boy King - pela casa da Domino Records e o mesmo já se encontra disponível para audição gratuita nas plataformas digitais de streaming de música, ou abaixo.

De relembrar que a banda inglesa tem passagem agendada para a 10ª edição do Jameson Urban Routes, que decorre este ano, de 24 a 30 de outubro. Os Wild Beasts atuam no primeiro dia do festival.


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Vídeos da Semana #89


Na 89ª semana dos vídeos recolhemos uma grande fatia vinda de artistas menos renomados e apresentamos abaixo o resultado. Há vídeos de Rïcïnn, Charles Bradley, Selofan, Minor Victories e Cachorro Grande. Tudo para ver abaixo.

1 - Rïcïnn - "Drima"

2 - Charles Bradley - "Good To Be Back Home"

3 - Selofan - "Snakes"

4 - Minor Victories - "Cogs"

5 - Cachorro Grande - "Electromod"

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Alcest têm novo álbum a caminho e "Oiseaux de Proie" para ouvir


Os franceses Alcest anunciaram recentemente o sucessor de Shelter(2014) que segue sobe o nome de Kodama influenciado pelo folclore japonês, onde "kodama" são os espíritos que habitam as árvores mais velhas. Raramente são vistos mas podem ser ouvidos por reproduzirem sons humanos. 

O novo disco, cujos detalhes já haviam sido divulgados anteriormente, segue agora com a primeira extração através do novo single "Oiseaux de Proie", a ouvir abaixo.

Kodama tem data de lançamento prevista para 30 de setembro via Prophecy Records.


Kodama Tracklist:
01. Kodama 
02. Eclosion 
03. Je suis d’ailleurs 
04. Untouched 
05. Oiseaux de proie 
06. Onyx

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indignu regressam aos discos em outubro

 © João H Pereira 
Os indignu [lat.] anunciaram recentemente o sucessor do muito aclamado Odyssea, disco de estreia do sexteto de pós-rock que saiu para as lojas em 2013. Três anos depois, o coletivo de Barcelos regressa com Ophelia, cuja pré-apresentação acontece no Festival Bons Sons e o primeiro single de avanço, "Mar do Norte", e respetivo trabalho audiovisual podem agora ser ouvidos na íntegra, abaixo.

"Mar do Norte" é uma criação de Omar Nayef, premiado realizador egípcio dos filmes independentes de Placebo e Makhbout/Face-out. Filmado entre março e abril nas encostas do Mediterrâneo e na grande metrópole que é o Cairo, "Mar do Norte" é um lugar de memórias desconcertantes, uma história que se confirma e explica em pleno mar, sobre a agonia de se estar perdido. 

Ophelia foi gravado entre agosto de 2015 e março de 2016, tendo sido produzido por Paulo Miranda (The Legendary Tiger Man, peixe : avião, Old Jerusalem), no AMP Studios, em Viana do Castelo. Neste novo trabalho, os indignu [lat.] abordam a temática da bipolaridade humana, lembrando também que as maiores e mais desconcertantes viagens ocorrem, na maior parte das vezes, dentro de nós.

Ophelia tem data de lançamento agendada para 31 de outubro.


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quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Programação Pointlist mês de agosto




A nossa nova parceira, a Pointlist, neste mês quente de agosto não deixam ninguém descansar e retornam em força já no dia 6 de agosto com uma das suas já típicas festas no Praxis Cub. Será então a festa "Aqui No Hay Baile" que servirá de festa de aniversário de dois grandes da promotora: Afonso aka DRAGÃO e ainda de João Modas aka MODAS.

Após está festa festa regressam em força para mais um Coreto- Live Sessions, no dia 27 de agosto. Nesta segunda sessão farão parte Ricardo Martins, já conhecido de projectos com Jibóia ou mesmo Filho Da Mãe e ainda Power Ranger Amarela+Amiga ou como são conhecidos, Suave Geração
Depois...é esperar por mais porque a Pointlist vai para umas merecidas férias.




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Surma e 800 Gondomar entre as novas confirmações do TRC ZigurFest


Depois de  Pop Dell' Arte, Dragão Inkomodo e Galo Cant'às Duas terem sido confirmados como primeiros nomes a ingressar o cartaz do TRC ZigurFest 2016, juntam-se agora quatro novas confirmações: Surma, Baleia Baleia Baleia, TORTO e 800 Gondomar que tocam assim nos dias 1, 2 e 3 de setembro em Lamego.

Surma
"Apesar da sua ainda curta carreira, Surma é um nome a seguir com atenção no panorama nacional. Acolhida pelo festival-irmão Um Ao Molhe desde o primeiro momento, a sua música de cariz pop minimalista tem-lhe valido comparações com nomes como Björk ou The XX. Com composições de filigrana e uma voz frágil, mas carregada de certezas, será sem dúvida um dos momentos mais íntimos e bonitos do festival."


Baleia Baleia Baleia
"Nada nem ninguém nos preparou para os Baleia Baleia Baleia, mas eles existem e ao que tudo indica não se vão embora tão cedo. Dupla nascida no seio da ZigurArtists e formada por Manuel Molarinho (baixo e voz) e Ricardo Cabral (bateria), é um daqueles casos em que o todo é maior do que a soma das partes. O mesmo é dizer que os Baleia Baleia Baleia não estão para brincadeiras e prometem festa a rodos com o seu punk-rock dançável e sempre mordaz. Actualmente a preparar o disco de estreia, saem do estúdio para nos vir mostrar do que são feitos."


TORTO
"Há já muito tempo que devíamos a Lamego o regresso de uma das bandas mais admiráveis do nosso país. Da última vez que os vimos, estavam a tocar à lareira de uma das salas mais bonitas da cidade, o Clube de Lamego. Agora, depois de lançado o novo e incrível “Escabroso” e de passagens por palcos como o NOS Primavera Sound, Serralves em Festa ou Bons Sons, os TORTO regressam para encher o Teatro Ribeiro Conceição."


800 Gondomar
"Directamente de Rio Tinto chegam-nos os 800 Gondomar, este trio de rock de valor acrescentado, que nos últimos meses se tem dedicado a arrasar palcos por todo o país. Intensidade é palavra de ordem nas aparições ao vivo destes jovens rapazes e com duas edições na bagagem, eles têm sabido aproveitar a onda aparentemente incessável do punk/rock mais garageiro, abraçando com corpo e mente a tradição de alguns dos nomes maiores deste movimento."


O TRC ZigurFest é organizado pela ZigurArtists com o apoio da Câmara Municipal de Lamego e do Teatro Ribeiro Conceição. Os restantes nomes, preços e horários serão anunciados brevemente

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You Can’t Win, Charlie Brown fecham o cartaz do Indie Music Fest


O sexteto lisboeta You Can't Win Charlie Brown são o mais recente nome a juntar-se ao cartaz do Indie Music Fest. Depois da celebração artística independente ter anunciado um concerto de apresentação do novo álbum de Octa Push, os You Can't Win Charlie Brown protagonizarão o segundo concerto exclusivo no Bosque Mágico. A banda tocará pela primeira vez ao vivo o seu novo álbum, Marrow, em Baltar.

Mas as últimas confirmações não ficam só por aqui: Go Baby Go, Sun Mammuth, About Size e o Bom, o Mau e o Azevedo juntam-se às últimas confirmações do cartaz do Indie Music Fest. Além dos novos nomes, a organização avançou ainda que, por cada passe-geral vendido entre 4 e 8 de agosto, 1€ reverterá a favor do IPO do Porto, que estará presente nesta quarta edição  do festival com uma ação de sensibilização.

Os passes gerais para o festival que decorre de 1 a 3 de setembro têm um preço de 30€, com campismo incluído, estando à venda nos locais habituais e na bilheteira online.








Estes cinco últimos nomes juntam-se aos já confirmados PAUS, Octa Push, Salto, Pista, Alek Rein, Savanna, Galgo, Riding Panico, Basset Hounds, Chibazqui, Ditch Days, GANSO, Whales, Ghost Hunt, Pussywhips, The Walks Granada, Fugly, Indio Kurtz, Wild Apes, Solution, MUAY, Pixel82, 800 Gondomar, Pinturas Negras, Desligado, Trot e Jesse.


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José González atua no Festival Para Gente Sentada


O Festival Para Gente Sentada regressa a Braga nos dias 16 e 17 de setembro e já são conhecidos, para já, dois artistas a ingressar o cartaz: a brasileira Mallu Magalhães (Banda do Mar) e, mais recentemente, José González cantor de indie/folk sueco.

José González vem até Braga apresentar o seu mais recente disco Vestiges & Claws (2015) que chegou às lojas oito anos depois de In Our Nature (2007). José González é também conhecido por ser membro da banda sueca Junip, ao lado de Tobias Winterkorn, com quem lançou dois álbuns de estúdio.

Os bilhetes diários já se encontram à venda na bilheteira online e locais habituais por 20€. O passe para os dois dias custa 35€.


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Charles Bradley também passa pelo Porto em novembro


Para além do concerto no Vodafone Mexefest em Lisboa, a 25 de novembro, Charles Bradley também passará pelo Porto, mais especificamente, no Coliseu, para apresentar Changes, o terceiro disco de estúdio do músico. O concerto tem data marcada para 28 de novembro e contará com a participação da sua banda, His Extraordinaires.

Natural de Brooklin, Charles Bradley que conta agora com 67 anos, deixou para trás uma vida sombria nas ruas e uma série de empregos temporários graças a Gabriel Roth (Daptone Records). Em 2011 estreou-se em disco com No Time For Dreaming e arrebatou o SXSW com o documentário "Soul of America", dirigido por Poull Brien. Dois anos depois, Charles Bradley vangloriou-se com Victim of Love, disco que serviu de mote à sua estreia em Portugal, no NOS Primavera Sound (2014).

O concerto tem início às 21h30 e os bilhetes podem ser adquiridos por 30€, na bilheteira online.



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quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Protomartyr têm novo single


Os norte-americanos Protomartyr têm nova música, "Born To Be Wine", um single de art punk que chega como parte das ongoing online single series da Adult Swim.

"Born To Be Wild" foge àquilo que a banda mostrou em The Agent Intellect (2015) e apresenta o vocalista Joey Case mais falador que cantor e a incorporar uma sonoridade que se desenrola entre acordes de guitarras espremidos e ritmos que tropeçam entre a conjugação instrumental. 

Podem ouvir e retirar as próprias conclusões de "Born To Be Wine" abaixo.


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Revelados os horários do Sonic Blast 2016


Já com o cartaz final anunciado, foi altura dos organizadores do Sonic Blast revelarem os horários. 

A honra de protagonizar o primeiro concerto do festival vai para os Maize, banda de Viseu, que começam o seu concerto no Pool Stage por volta das 14h25. Mais tarde no primeiro dia os portugueses Black Bombaim atuam às 22h15, All Them Witches às 23h30 e Valient Thorr às 00h55.

No segundo dia a primeira banda a atuar serão os espanhois, Jay. A banda inglesa Uncle Acid & the Deadbeats tem o concerto marcado para as 22h15 e os alemães Truckfighters às 23h45. O ultimo concerto do festival ficará encarregue dos suecos Salem's Pot e terá inicio à 1h15.

Não esquecer que dia 11 irá acontecer um warm-up com entrada gratuita. Às 17:30 no bar restaurante Paredão 476, com The Dead Academy e Ana Paris. Depois às 23:00 no Ruivo`s bar (localizado na praia de moledo), podemos contar ainda com The Black Wizards,Big Red Panda e Milhomes.

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Oiçam: Zimbra


Os Zimbra formaram-se em Santos, cidade no litoral de São Paulo, em 2007 pelo vocalista Rafael Costa e pelo guitarrista Vitor Fernandes, que mais tarde convidaram Pedro Furtado e Guilherme Goes para assumirem a bateria e o baixo, respetivamente. Com uma sonoridade que abraça o pop-rock, a banda tem como principais influências os artistas de apelo popular e recebe agora destaque pelo segundo trabalho de originais, Azul, que ganhou lançamento em junho do presente ano.

Contando para já com uma demo (2010), dois EP's (Cronograma, de 2012 e Mocado, de 2014) e um disco (O Tudo, O nada e O mundo de 2013) na bagagem, o segundo disco de estúdio do quarteto, Azul, apresenta o formato clássico das bandas de rock com músicos convidados no trompete e trombone, sem perder a originalidade e contemporaneidade. 




Azul foi produzido por Agildo Lásaro aka Lampadinha (Charlie Brown Jr, Los Hermanos) e apresenta uma banda que reforça a procura de uma personalidade musical própria. Com letras de poesia, melodias envolventes e cadências marcantes, a sonoridade do álbum é sincera e orgânica. 

Sobre a história dos Zimbra com o produtor Lampadinha, Rafael Costa (vocalista e guitarrista) comentou que "Ele ouviu nosso EP e entrou em contato com a gente. Se interessou em gravar um disco cheio nosso, e topamos na hora", que resultou no primeiro disco de estúdio da banda, O Tudo, O nada e O mundo




Além dos discos Azul O Tudo, O nada e O mundo, os restantes trabalhos dos Zimbra encontram-se disponíveis para audição gratuita através da plataforma soundcloud. Poderão ouvir toda a discografia aqui

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My Invisible Friend editam primeiro EP na casa Fuzz Club


Os italianos My Invisible Friend assinaram recentemente com a label londrina Fuzz Club e em celebração vão lançar em setembro o EP homónimo, que a avaliar pelo primeiro single de avanço, "Sleepless", irá incorporar algum psych-rock na sua composição, além do noise pop e shoegaze géneros nos quais a banda se rotula. 

"Sleepless", faixa de aproximadamente 18 minutos de duração, apresenta uma camada de ruído incessante, por sobre vozes inaudíveis a flutuar debaixo de uma parede de fuzz. Tudo conjugado em muito reverb e uma percussão minimal, a ouvir abaixo. 

My Invisible Friend EP tem data de lançamento agendada para 19 de setembro pelo selo Fuzz Club Records.


My Invisible Friend Tracklist:
1 - Eyes
2 - Endless
3 - Sleepless

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Disco de estreia dos MOASE chega às prateleiras em setembro


Os Memoirs Of A Secret Empire (MOASE) anunciaram recentemente a data de edição do primeiro disco de estúdio, Vertigo, que sucede o EP homónimo editado em 2013. Conhecidos pelos bons concertos que dão ao vivo, o trio apresenta agora novo avanço a integrar na estreia - "Carried" - um single que mostra um completo amadurecimento da sonoridade inicial dos MOASE e deixa as expectativas em grande para o resultado final. 

Para celebrar o muito aguardado nascimento de Vertigo, o disco será reproduzido em exclusivo na edição deste ano do festival Amplifest. Os MOASE iniciam tour em outubro com os LÖBO.

Vertigo tem data de lançamento agendada para 30 de setembro via Signal Rex.


Vertigo Tracklist:
1. Unknown 
2. Angst 
3. Boris 
4. Carried 
5. Lull 
6. Whorl 
7. Movement

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Teen Brains lançam novo EP em setembro


Os psych/shoegazers londrinos Teen Brains vão editar em setembro o EP Translucent que sucede a estreia com o homónimo, lançado em 2015. A sonoridade dos Teen Brains é facilmente comparável a algo entre a onda original das bandas de shoegaze e psych (The Jesus and Mary Chain, Brian Jonestown Massacre, etc) e as guitarras dream pop de DIIV e Splashh com um toque de TOY.

Como primeira amostra deste novo trabalho a banda avançou com o single homónimo "Translucent", uma faixa carregada de reverb na voz e um quê de Mac deMarco na guitarra.

Translucent tem data de edição prevista para 12 de setembro via Witchgirl Recordings/Citrus City Records.


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terça-feira, 2 de agosto de 2016

Já são conhecidos os primeiros nomes do TRC ZIGURFEST 2016


O TRC ZigurFest regressa este ano a Lamego, na sua sexta edição, de 1 a 3 de setembro, ou seja com mais um dia de festival. Além da novidade do alargamento do festival a três dias, a organização já avançou com os três primeiros nomes a ingressar o cartaz: Pop dell'Arte, Dragão Inkomodo e Galo Cant'às Duas.

À semelhança dos anos anteriores, os concertos do festival vão-se dividir entre o Teatro Ribeiro Conceição e a mítica Rua da Olaria, onde estarão instalados os palcos Castelinho e Olaria. A estes, juntam-se ainda os concertos do dia 0 do festival, que vão decorrer em vários espaços emblemáticos da cidade de Lamego (a anunciar brevemente). 

O TRC ZigurFest, que acontece nos dias 1, 2 e 3 de setembro é organizado pela ZigurArtists com o apoio da Câmara Municipal de Lamego e do Teatro Ribeiro Conceição. Os restantes nomes, preços e horários serão anunciados brevemente.




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Feels estreiam-se em Portugal


Os norte-americanos Feels estreiam-se em território lisboeta, a 8 de setembro no Musicbox, num concerto único que marca a estreia da banda em Portugal. O quarteto composto por Laena Geronimo, Shannon Lay, Michael Rudes e Amy Allen vem até à capital apresentar o disco de estreia que conta com a produção de Ty Segall e edição da Castle Face Records.

A abrir o concerto, Vaiapraia, projeto a solo de Rodrigo da 'Maternidade'. Está prometida uma noite de garage-rock, grunge, punk e melodrama obscuro.

Os concertos têm início às 22h30. Os bilhetes podem ser adquiridos online, via bol.pt, e custam 6€. 


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segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Warpaint regressam aos discos em setembro


As Warpaint confimaram hoje, segunda-feira (01/08), o regresso aos discos de estúdio com Heads Up, sucessor do homónimo Warpaint(2014). Ao oficializar a notícia, a banda avançou igualmente com os pormenores do novo disco, bem como com a primeira extração deste novo trabalho,o single "New Song".

O disco, composto por 11 canções, foi influenciado por nomes como Kendrick Lamar, Janet Jackson, Björk e Outkast.

Heads Up tem data de lançamento agendada para 23 de setembro pelo selo Rough Trade Records.


Heads Up Tracklist: 
01. White Out 
02. By Your Side 
03. New Song 
04. The Stall 
05. So Good 
06. Don’t Wanna 
07. Don’t Let Go 
08. Dre 
09. Heads Up 
10. Above Control 
11. Today Dear

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Festival Contracorrente: Bandas a não perder


Era uma quarta feira de calor abrasador e sem nada para fazer. Estava a contar continuar a ver Neon Genesis Evangelion de cuecas enquanto amaldiçoava o calor que entrava pela minha janela. Até que os anjos da produtividade vieram dar um pontapé ao diabinho da procrastinação que se senta no meu ombro e me propôs fazer um artigo sobre o Festival Contracorrente. Como não tinha nada melhor para fazer aceitei.

O Festival Contracorrente é um festival que decorre em Braga nos dias 5 e 6 de agosto e que eu não vou poder ir porque não tenho boleia. O cartaz conta com única e exclusivamente bandas portuguesas (excepto Maud the moth que são espanhois) e é liderado pelos The Parkinsons e pelos Killimanjaro. Para além destes podemos ver ainda Bed Legs, Fast Eddie Nelson, The Black Wizards, Mr. Miyagi, ASTRODOME, Repressão CaóticaPé Roto, Paraguaii, Sun Mammuth, Burney Relief, West Grave, Black Smoke of Buddha.

Neste espaço vou falar de algumas das bandas que irão fazer barulho na praia de Merelim.

Killimanjaro

Sem grandes coisas porque já sabemos o que a casa gasta.

Todos conhecemos estes rapazes de Barcelos e já ouvimos falar deles e do seu enorme talento. Quem ainda não os viu ao ao vivo deve aproveitar esta excelente oportunidade para sentir o porquê de estes serem considerados um dos nomes mais importantes da nova geração da música portuguesa. Prometo-vos que vai ser um concerto memorável e com uma descarga de energia que não se encontra em mais lado nenhum. Para quem já os viu, certamente, não vou ser eu que vou dizer para vocês repetirem a dose porque já devem saber o que vos espera. Aproveitem e ouçam as malhas do novo álbum, Shroud, que vai sair ainda este ano, assim como relembrar as épicas faixas de HookOs Killimanjaro de José Roberto Gomes, Joni Dores e Luis Masquete atuam no dia 5 de Agosto.



Black Wizards

Os Black Wizards são sem dúvida uma das bandas portuguesas que mais quero ver em concerto. A banda composta por Joana Brito, Paulo Ferreira, Helena Peixoto e João Mendes praticam um occult rock bem ao estilo de Blood Ceremony, Blues Pills e Coven, algo que não é muito praticado em Portugal e tem deslumbrado críticos com canetas portuguesas ou internacionais. O seu álbum Lake of Fire, gravado em apenas 24 horas, apanhou o mundo de surpresa e dado a sua qualidade conseguiu entrar em diversas listas dos melhores álbuns do ano de 2015. O que esperar de um concerto de Black Wizards? Bem, em primeiro lugar muita musica sem grandes aparatos, muito blues, uma quantidade incrível de fuzz a ornamentar o som das guitarras e bastante delírios psicadélicos. Mas para quê explicar-vos quando podem ser vocês a experienciar pela vossa própria pessoa?



Fast Eddie Nelson

Este senhor que vem do Barreiro é alguém a quem eu trago uma ligação muito especial visto que foi o primeiro concerto que vi sem a supervisão de um adulto. Foi no segundo dia do Paredes de Coura de 2014, o meu primeiro festival. Ver a postura massiva, carismática e descalça do Fast Eddie Nelson em cima de um palco é algo reconfortante, um sexto sentido indica que estamos prestes a assistir a um concerto dos demónios. Com uma instrumentalidade não muito complexa, consegue amplificar tudo o que o minimalismo do blues tem para oferecer num som capaz de invejar muitos experientes homens do delta do rio do Mississipi. Um concerto de Fast Eddie Nelson é algo que todos podem usufruir e divertir-se. Dar um passo de dança ao som da sua guitarra é algo que todos deviam fazer antes de morrerem.


Astrodome

Se há banda que merece distinção por ser das mais impressionantes e talentosas a sair do underground português, essa banda é sem dúvida os Astrodome. A banda do Porto adquiriu bastante notoriedade com o seu álbum self titled lançado em 2015. Esta banda de heavy psych instrumental tem ganho uma enorme reputação neste circuito e figurou (tal como os Black Wizards) em inúmeras listas de melhores álbuns do ano, tanto em críticos portugueses como internacionais. Uma das bandas mais interessantes da nova geração de músicos portugueses e um concerto que certamente não devemos perder. Não vamos entrar nas mentalidades “opá isto é uma banda portuguesa, se não os vir em Braga vejo noutro sitio qualquer”.Todos os concertos de Astrodome são oportunidades únicas para presenciar tudo o que existe de melhor no género do psicadélico, desde malhas stoners, até ao space rock de Jupiter, não sejam burros e vão ver estes homens.


Sun Mammuth

Os Sun Mammuth são uma banda de Lousada que fazem parte do interessante projecto da editora Pointlist que tem patrocinado bandas tão diferentes como The Sunflowers, Dreamweapon e Miami Flu. Os Sun Mammuth são o projecto psych stoner instrumental da label e tem dado provas de ser uma das bandas mais interessantes a aparecerem neste ultimo ano. Composto por dois guitarristas, um baixista e um baterista e por uma pedaleira que parece fazer magia estes jovens fazem musica que faz juz ao seu nome. Tive a oportunidade de conhecer a banda quando abriram para os Karma to Burn na Cave 45 e posso afirmar que foram das bandas mais simpáticas e humildes com quem já tive o prazer de conversar . Não deixem estes rapazes passarem despercebidos e se tiverem oportunidade é sem duvida um concerto indispensável.  

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domingo, 31 de julho de 2016

Passatempo: Ganha passes gerais para o Festival Contracorrente



Entre 5 e 6 de Agosto todos os caminhos vão dar à Praia Fluvial de Merelim, em Braga, para mais uma edição do Festival Contracorrente

Para a edição de 2016 o cartaz conta com nomes como The Parkinsons, Killimanjaro, Bed Legs, Fast Eddie Nielson, The Black Wizards, Paraguaii e Mr. Miyagi, mas são muitos mais os nomes e as atrações do Festival Contracorrente.

São ao todo 16 concertos, divididos por três palcos distintos, em que um deles é gratuito e está instalado em plena zona de banhos, com uma aposta clara na música nacional emergente e com o Rock N’ Roll como principal bandeira.



A aliar a toda a estrutura, a zona envolvente oferece Camping, Parque infantil, parque de merendas, passadiço para jogging, esplanada e desportos aquáticos (canoagem, gaivotas, stand-up pedals e kayak), estando também situado entre a Vila de Prado e a cidade de Braga onde se encontram diversos serviços necessários e bem dotado de transportes públicos.

Desenvolvido com base em materiais recicláveis, o Contracorrente pretende acima de tudo não chocar com a paisagem que o rodeia e criar uma atmosfera adequada a qualquer pessoa que nos venha visitar. Os bilhetes já estão à venda online em LET (Live Event Ticketing), ou podes dirigir-te a um dos pontos de venda anunciados na página do Festival.


Em parceria com o Festival Contracorrente, temos quatro passes gerais para oferecer. Por isso se queres ser um dos contemplados só tens de participar neste passatempo e seguir as instruções em baixo:

1- Seguir a Threshold Magazine e o Festival Contracorrente no facebook.



2- Gostar do post referente ao passatempo no facebook, partilhá-lo em modo público e identificar 3 amigos.


O passatempo termina no dia 3 de agosto, às 23:59 e os prémios serão sorteados de forma aleatória através da plataforma https://www.random.org/.

Boa sorte!

------------------------- ATUALIZAÇÃO (04/08) -------------------------
Os vencedores dos quatro passes gerais para o Festival Contracorrente são: Maria Mendes, Alice Loureiro, Eduardo da Floresta e Marco Duarte.


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Reportagem: Festival Músicas do Mundo [Sines]



No passado dia 29 de julho, fomos até Sines para assistir ao penúltimo dia de espetáculos do que é o FMM ou Festival Músicas do Mundo. Ao chegar, notámos alguma diferença em relação aos outros festivais. É um festival super tranquilo, um festival em que não há preocupações e toda a gente está em harmonia. Isto comprova-se através das ruas cheias de músicos a tocar, dos festivaleiros a dançar logo bem cedo e pelas caras alegres que vamos vendo ao longo do dia.

Os concertos para nós começariam pelas 00:45 mas depois de alguma pesquisa e conversações entre o grupo, entrámos logo para o primeiro concerto da que ia ser a longa noite. Bitori, directamente de Cabo Verde, veio mostrar-nos o mundo do funaná, música dançada um pouco por toda a África e ainda hoje por Portugal. 

Uma banda sempre alegre, todo o público a receber de braços abertos e a dançar de pés descalços, algo muito comum neste festival e que marcou a nossa ida a Sines foi esse pequeno facto que faz toda a diferença. Bitori conseguiu o que queria e até teve tempo de chamar pessoas para dançarem consigo no palco. 

Momento da tarde. Uma alegria tremenda existia pelo pequeno grande mundo que é Sines, o castelo, recinto de um dos palcos, estava agora a assistir atentamente aquele momento. Gravava-se, tiravam-se fotografias para recordar mais tarde. Como é linda a música de Cabo Verde e como é linda a harmonia entre dois povos irmãos.
 
Acabado o concerto, fomos jantar, preparar-nos para Los Pirañas no palco Avenida Vasco da Gama, bem perto da praia. Sempre acompanhado pelas melhores pessoas, os locais, contam histórias de edições passadas, desta edição e dizem o que prometeu e o que promete. Daí o facto de ir a Los Pirañas

Oriundos de Bogotá, iniciaram as hostes para uma noite quente, com puro Tropical Noise. O público de Sines delirava, puxava pela banda como se não houvesse amanhã e esta tocava sem parar. Um baterista que parecia um polvo, com movimentos rápidos, conseguia continuar a tocar graças a um combustível essencial em qualquer festival: cerveja. Um guitarrista que o único adjetivo que vem na cabeça é "esquizofrénico" e o baixista louco, como que se de um cientista maluco se tratasse.

Um dos melhores concertos do ano. Basicamente é o que se tem a dizer deste concerto, que fica marcado por muita dança, muito calor, imagens psicadélicas que fizeram as delícias do público e por um encore magnífico que fez atrasar os restantes concertos. Mal nenhum. 

Subimos mais uma vez para o Castelo, viam-se caras novas, caras mais velhas, pais com os filhos ao colo. Um festival para todas as idades, basicamente. O ambiente remonta para os anos 60, 70, vemos muitos "freaks", muitos "hippies", por assim dizer. Esses sim, fazem a verdadeira festa dentro e fora de recinto e fazem Sines ser um Mundo durante seis dias.

Entrámos e esperámos pela hora. Altura de ver David Murray Infinity Quartet featuring Saul Williams. Momento de quebrar expectativas. Um jazz cósmico, que nos leva a um bar de Brooklyn, com o poder da palavra de Saul Williams, esse poeta, esse homem que nos mostra o que é Slam Poetry. Improvisos a cada canto, crítica, batida, saxofone potente por parte do majestoso David Murray que nos faz lembrar um Kamasi Washington, um Miles Davis, sei lá "you name it" mesmo.

Poderoso som, poderoso show a cada música. Criticava-se a Internet, as redes sociais, a política e economia mundial, Donald Trump e companhia, tudo de improviso, tudo na hora.


O tempo parece voar em Sines e o concerto acaba. Soube a pouco e para todos, como sempre, podia ser até de manhã. Do nada estávamos a ouvir Imed Alibi. Ouviam-se piadas como: "Ele chama-se assim porque criou um álibi no Imed para poder comprar Ritalina aos amigos", mas nada disso. Da Tunísia com o poder de deixar qualquer um em completo estado de transe, chegam-nos um violinista estupendo que brinca com as cordas do seu violino, um percussionista formidável e cheio de energia para fazer as delícias do públicos e um teclista que nos leva a sons semelhantes a Kraftwerk.

Nem nós sabíamos que se fazia música assim na Tunísia, fomos a um bar em Brooklyn e estávamos agora a dar uma volta num tapete mágico pela Tunísia. Concertos que quebram expectativas e que nos introduzem boa música que por sua vez emite excelentes vibrações é também em Sines. Neste concerto conseguimos também ouvir a voz do grande Samir Trudi, acompanhava a banda através daquelas palavras complicadas que todos nós já ouvimos e nunca iremos compreender. Pediam-se palmas e assim foi. Aliás assim era, o público acompanhava sempre todas as bandas, marcava ritmos, pedia encores, os concertos em Sines não podiam acabar, o público é que agarrava as bandas, os artistas e não o contrário.

Daí o amor pelo festival ter entrado logo dentro de mim. Boas vibrações, boas pessoas, boa música que nos leva a conhecer o que é feito por esse mundo fora e que vão para durante os dias de FMM ao pequeno grande Mundo que é Sines. Imed Alibi foi só o exemplo do que se faz de bom na Tunísia, música da boa, música também da Região dos Balcãs, e muito mais. Outro concerto que acaba e damos por nós completamente deliciados.


Agora era o momento da noite. Konono n.º 1 meets Batida.

Um grupo directamente da República do Congo com a ajuda do grande homem das pistas de dança, Batida. Aproveitámos a espera para preparar as pernas para o que iria ser um dos concertos daquele palco e que ia deixar o público em completa apoteose. Assim entraram, com uma breve introdução do artista Pedro Coquenão aka Batida que nos explica que a banda não percebe a língua portuguesa.

Mas havia uma coisa a tentar e nisso em Sines não falhava: a linguagem do amor. Logo assim que pedido o público responde a Batida com palmas e manifestações de alegria, a banda recebia e começava a tocar. Incríveis, fizeram dançar toda a gente a cada som que emitido através das caixas mágicas, os likembes. 


Mas este concerto prometia por outro motivo, um motivo que fez pensar o porquê de Batida ser tão bem recebido em todo o lado onde vai, por ser um bom músico e entretainer em palco. Konono Nº 1 meets Batida proporcionou-nos um excelente concerto ao trazer-nos a dança do Bernardino ou Berna e os convidados que participaram no disco: a grande e imparável Selma Uamusse que não deixava ninguém parar ou descansar e AF Diaphra que acompanhou as músicas que eram cantadas sempre que possível e animou também ele a festa. Outro grande poeta e grande dançarino. 

Ainda dizer que Batida é grande por ter noção do que nos rodeia e fazer questão de não deixar de parte. Sim, só quem lá esteve poderá falar, assistimos a uma crítica a um "Zé" desta sociedade do século XXI, podia ser José Sócrates mas desta vez não. José Eduardo Dos Santos, esse homem que oprime e manda como tirano, que deixa Angola reprimida e sem qualquer voz para poder falar. Rimas fortes e capazes de destruir qualquer barreira. Resta-nos perguntar: Será que chegaram a África? 

Houve ainda tempo para encore com todos em palco, Konono Nº 1, Batida e convidados, a fazerem o que melhor se faz nas ruas do Congo, Angola, Portugal, Guiné ou Cabo Verde, dançar para afastar os males da vida.

Konono n.º1 Meets Batida:
Mku Ndamba
Bondya
Bazuka
Nlele Kalusimbiko
Massikulu
Yambadi Mama

Encore:
Tokolanda


Concerto acabado e ainda nos faltavam mais dois que prometiam. Eram esses Fumaça Preta e Islam Chipsy & EEK. Estávamos "todos rotos" mas prontos para mais uma. Descemos até à praia e assistimos a um concerto que vai também para lista de concertos do ano. Parecia que estávamos num concerto dos Black Sabbath, estávamos como queríamos. Psych Rock para cima é que a malta gosta. Isto tudo misturado com música brasileira, sons a recordar o lord Frank Zappa e ainda muita fumarada como o próprio nome indica.

Um concerto dos demónios, uma banda que parecia saída dos anos 70 misturados com pré-históricos, graças aos seus adereços. Aqueceram o palco para Islam Chipsy e ainda deixaram o público a fazer mosh. Sim, mosh num festival como o Festival Músicas do Mundo. Foi só lindo. Houve mais uma vez direito a encore e muitas jams psicadélicas a serem tocadas. A música do concerto consegue ser "Vou-me Libertar" pelo poderia da letra mais sonoridade que transmitiu logo nos seus primeiros segundos. 

Alex Figueira, o baterista e vocalista, diz ter estado já em edições anteriores como espectador e naquela noite como artista percebeu tudo. Nós também percebemos a magia que se faz naquele recinto que faz qualquer artista tocar e tocar e regressar a palco para encore e tocar ainda mais. Com o palco cheio de "fumaça", regressam para um encore e para mais "desbunda" tropical.

Sabemos que já cá estiveram em Portugal a tocar por algumas vezes mas um concertos com o poder deste só se vê uma vez. Voltem depressa ou fiquem por cá mesmo.

Fumaça Preta:
Impuros Fanáticos
Tweeta
Dischord
Paolo
Eu era um cão
Acid
Salami
Vou me Libertar
Xmas
Baldo
La Trampa

E heis que o momento da noite que já era quase dia, Islam Chipsy & EEK, entra em palco. o Príncipe da Pérsia que encantou já por duas vezes o Milhões de Festa chegou e fez mais das suas, puro electro chaabi. Nunca repetir uma dose soube tão bem.

Quem ainda estava naquele enorme paredão festejou como se fosse o último dia de festival, que tecnicamente era mas adiante, foi show. Toca tudo e mais alguma coisa, acompanhamos, na front, a sentir, a dar tudo e mais alguma coisa e parecia ser pouco.

Ouviam-se uivos e palmas, gritos como: "I LOVE YOU, MAN" ou mesmo "MIND GAMES!".Estavam lançadas as redes deste artista que demonstra ser D.D.T, ou seja, Dono Disto Tudo. Viu-se na semana passada no Milhões de Festa e confirmou-se no Festival Músicas do Mundo. Um homem, um orgão mais duas baterias que deram para se criar um suadouro maluco.

Ponho logo Islam Chipsy & EEK na Seleção de Artistas ou algo assim. Foi um concerto de elite.

Islam volta ao palco pelo menos mais três vezes com os bateristas, repete músicas, toca mais músicas, dá um concerto até ao amanhecer. Ninguém pára naquele paredão, vêem-se chapéus de sol, demonstrações de amor. Tudo para o Islam, das Arábias, para o Príncipe Da Pérsia. Saem de palco suados e em lágrimas, Portugal tem disto, meus amigos. Saímos do paredão com as pernas a tremer e ouvidos a zumbir.

Agora a pergunta era: onde é o after?

Fácil. Praia. 

Tivemos tempo de ouvir umas jams antes de ir apanhar o autocarro e sentir a batida dos djambés que tocavam juntamente com flautas e harpas que pareciam aquela hora, encantadas.

E assim foi, uma noite de loucos, uma volta ao mundo a partir de Sines. Estivemos em Cabo Verde a dançar o funaná, estivemos nas ruas de Bogotá com a melhor música de fundo graças aos Los Pirañas, voamos no tapete mágico com Imed Alibi, estivemos num café com David Murray Infinity Quartet featuring Saul Williams, num pulinho dançamos na garagem de Batida com os grandes Konono n.º1 e ainda tivemos tempo de sentir o pedal com duas grandes bandas: Fumaça Preta e Islam Chipsy & EEK.

Sines foi assim, um Mundo para o mundo.

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