sexta-feira, 12 de agosto de 2016

STREAM: Benjamin Muñoz - Dear Ennui


O novo EP de Benjamin MuñozDear Ennui, está disponível para streaming no seu Soundcloud. O EP, cuja faixa-título foi inspirada pelo anime Cowboy Bebop, apresenta uma sonoridade electrónica complexa e atmosférica.

É um disco bastante interessante, recomendável a fãs de artistas como Burial.


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Festival Vilar de Mouros: Bandas a não perder #1



O Festival Vilar de Mouros celebra em 2016 o seu 50º aniversário, confirmando o estatuto do mais antigo festival de música que se realiza no nosso país. Também conhecido por Woodstock Português, por lá já passaram nomes incontornáveis do mundo da música como U2, PJ Harvey, Sonic Youth, Beck, Stone Roses, Bob Dylan, Neil Young, Iggy Pop, entre muitos outros. De 25 a 27 de Agosto todos os caminhos apontam a Vilar de Mouros e nós deixamos aqui as nossas sugestões.


Echo & The Bunnymen - 26 de Agosto


Oriundos de Liverpool, os Echo & The Bunnymen, são uma das mais influentes bandas de post-punk. Os seus primeiros 5 discos (todos lançados na década de 80 e com a formação original) são considerados os melhores e mais importantes trabalhos da banda de onde são retirados todos os êxitos. Destes 5 pode ser destacado Ocean Rain ao qual pertencem as muito conhecidas “The Killing Moon”, “Seven Seas” e “Nocturnal Me”. 

Actualmente apenas fazem parte da banda Ian McCulloch, vocalista e frontman, e Will Sergeant. Infelizmente, a banda nunca mais conseguiu atingir o nível de excelência que apresentou nos primeiros discos tendo o seu último disco, Meteorites, abandonado quase totalmente o post-punk pelo qual é conhecida.

Para o concerto no Vilar de Mouros 2016 é expectável que sejam apenas tocados êxitos dos primeiros discos, o que irá deixar a maior parte dos fãs bastante satisfeitos.



The Waterboys - 27 de Agosto


Formados em 1983 pelo genial Mike Scott, os The Waterboys, são uma das principais e mais importantes bandas de folk rock dos anos 80. Estreando-se nos álbuns com o disco homónimo à banda onde estava incluída “A Girl Called Johnny”, uma das músicas mais conhecidas da banda. This Is The Sea(1985) e Fisherman’s Blues(1988) são álbuns obrigatórios, possuindo as melhores canções dos The Waterboys (“Whole Of The Moon”, “Medicine Bow”, “Don’t Bang The Drum”, “Fisherman’s Blues”, “We Will Not Be Lovers”…).

No ano passado e com apenas Mike Scott como membro original da banda lançaram Modern Blues provando, assim, que apesar de não ter perdido o seu estilo original são capazes de se incluir na música “moderna”. Nesse mesmo ano regressaram a Portugal onde mostraram, para quem tinha dúvidas, que estão longe de perder a qualidade que sempre apresentaram. 

The Waterboys no Vilar de Mouros 2016 será um concerto imperdível para os novos fãs, os que seguem a banda desde sempre ou até para aqueles que apenas conhecem vagamente(esses, com certeza, serão surpreendidos).





Tindersticks - 27 de Agosto


Os Tindersticks são uma banda “lusa” proveniente de Nottingham, UK. Liderados por Stuart Staples, formaram-se em 1992 e são responsáveis pelos melhores discos que reúnem a pop de facetas orquestrais e melancólicas, mais conhecida por chamber pop, sendo também capazes de compor bandas sonoras mais atmosféricas.

De entre os dez discos editados pela banda, destacam-se Tindersticks [I] (1993) e Tindersticks [II] (1995), assim como Curtains (1997), onde se podem ouvir baladas como “Let’s Pretend”, “Tiny Tears”, “Another Night In” e “Travelling Light”.

A música do trio original formado por Stuart Staples, David Boulter e Neil Fraser é intemporal e isso é facilmente comprovado pelo seu décimo trabalho de estúdio, o aclamado The Waiting Room, editado no início do ano. 

Os Tindersticks regressam a Vilar de Mouros a 27 de agosto, depois de lá terem atuado em 1999 na 4ª edição do evento. Mas este não será concerto único da banda de culto em Portugal este ano, visto que passaram pelo festival Curtas Vila do Conde em julho e têm concertos agendados para Lisboa e Porto em outubro. Daí o “lusa” no início deste texto.

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quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Belle & Sebastian fazem música alternativa para Jogos Olímpicos



Os Belle & Sebastian, banda oriunda de Glasgow no Reino Unido, acabou de elaborar uma música alternativa à música oficial dos Jogos Olímpicos. Os veteranos da música alternativa decidiram então chamar a música de "Olympic Village, 6 am".

Em declarações para a DYImag, Stuart Murdoch diz-nos que "Enquanto banda, adoramos o ideal dos Jogos Olímpicos, adoramos quando o mundo se junta para um grande "dia de desportos" a cada quatro anos. Nós como não conseguimos fazer parte disso, apesar de querermos, gravámos esta música com os jogos no Rio em mente"

Podemos agora ouvir uma música menos sensacionalista mas mesmo assim excelente, de uma banda que tem carinho pelos jogos, aqui:

                                  

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TOY estão de regresso com novo disco


À exceção do álbum colaborativo com Bat For Lashes, Sexwitch, os ingleses TOY não têm dado grandes notícias desde 2013, ano em que editaram Join The Dots. Esta semana o quarteto anunciou finalmente o sucessor do último disco que vem sob o nome de Clear Shot e vê para já revelado o primeiro single a incorporar o disco, "Fast Silver".

O álbum foi gravado o ano passado pelo produtor David Wrench no Eve Studio. Clear Shot tem data de lançamento prevista para 28 de outubro via Heavenly.


Clear Shot Tracklist: 
01 "Clear Shot" 
02 "Another Dimension" 
03 "Fast Silver"
04 "I’m Still Believing" 
05 "Clouds That Cover The Sun" 
06 "Jungle Games" 
07 "Dream Orchestrator" 
08 "We Will Disperse" 
09 "Spirits Don’t Lie" 
10 "Cinema"

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Há cinco novos nomes no cartaz do TRC ZigurFest


Luís Severo, Burgueses Famintos, Random Gods, Joana Guerra e Älforjs são os cinco novos nomes que se juntam ao cartaz da edição de 2016 do TRC ZigurFest, que acontece de 1 a 3 de setembro. 


Depois dos sete primeiros artistas confirmados - 800 GondomarBaleia Baleia BaleiaDragão InkomodoGalo Cant'às DuasPop Dell'arteSurma e TORTO -, somam-se hoje mais cinco e já são conhecidos 12 nomes que estarão presentes em Lamego numa edição que, este ano, ganha mais um dia. O primeiro dia tem entrada gratuita.

Luís Severo

Burgueses Famintos



Random Gods



Joana Guerra 



Älforjs



O TRC ZigurFest é organizado pela ZigurArtists com o apoio da Câmara Municipal de Lamego e do Teatro Ribeiro Conceição. O primeiro dia do festival conta com concertos a realizar-se em vários pontos emblemáticos da cidade e terão entrada gratuita. Os bilhetes para os dias 2 e 3 de setembro já se encontram à venda por um preço simbólico de 3€ (bilhete diário) e 5€ (passe geral). O alinhamento do festival será anunciado em breve.


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quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Amor de agosto: Entremuralhas 2016


Faltam menos de três semanas para acontecer a sétima edição do Festival Entremuralhas no icónico Castelo de Leiria. Este festival, que existe desde 2010, é organizado pela Fade In - associação sem fins lucrativos e responsável por eventos como o MONITOR e o Fade In Festival, entre outros projetos - e já trouxe até Leiria nomes como Iceage, Laibach, The Legendary Pink Dots, Holograms e And Also The Trees. Este ano o cartaz volta a apostar em novos nomes, a estrear em Portugal, contando igualmente com concertos imperdíveis e únicos como os de Sex Gang Children e Die Krupps.


A faltarem menos de três semanas para este festival imperdível é importante explorar bem o cartaz, a fim de saber o que se esperar desta sétima edição, que volta mais uma vez a limitar o número de espetadores para 737. 15 concertos, 3 palcos, 3 dias. Pinte-se o Castelo de Preto.

Dia 1 - 25 de agosto

GRAUSAME TÖCHTER

Grausame Tochter, Wave Gotik Treffen, Leipzig 2013 - accreditatie http://www.peek-a-boo-magazine.be


Os Grausame Töchter formaram-se em 2009 em Hamburgo, na Alemanha, e são atualmente compostos por oito elementos: Aranea Peel (voz e performance), Era Kreuz (baixo), Bojana Tadic (violoncelo), Valeria Ereth (guitarra), Zou Lou (vozes e performance), Annie Fiore (vozes e performance), Arnaud Vanteekiste (bateria) e Gregor Henning (bateria e electrónica). A sonoridade da banda encaixa-se nas etiquetas da Electronic Body Music (EBM), com características do Industrial e Techno
O foco lírico da banda deambula à volta da ganância, da luxúria e da egomania e o espetáculo no Entremuralhas 2016 promete trazer sado-masoquismo, nudez, e cenas teatrais. A banda sobe ao Palco Corpo para apresentar Vagina Dentata, o novo disco. É estreia em Portugal.




KARIN PARK 

E outro nome que também se estreia por terras nacionais é Karin Park. A artista de dupla nacionalidade - sueca e norueguesa - promete incendiar o Palco Corpo do Entremuralhas com a sua synthpop que promete não deixar ninguém parado. 
O primeiro disco da cantora surgiu em 2003 sob o nome de Superworldunknown e desde então conta já com cinco álbuns, sendo o mais recente Apocalypse Pop que receberá destaque no concerto. Em palco Karin Park é acompanhada pelo seu irmão David Park que tem a particularidade de tocar bateria.
Com a voz facilmente comparável à de Björk e a sonoridade a fazer lembrar (em alguns casos) os The Knife, Karin Park apresenta um concerto que tem tudo para ser imperdível.




SILENT RUNNERS


A fechar as estreias em Portugal, no primeiro dia do festival, encontram-se os holandeses Silent Runners que vão abrir o Palco Corpo com a sua gloomy new wave. O quinteto formado em Amesterdão por Jan Meulendijks, Joep Gerrits, Stanley Op’t Root, Frank Smolenaers e Dolf Smolenaers, promete entreter os primeiros festivaleiros em recinto com sonoridades inspiradas nas bandas dos anos 80. 
A banda apresenta em Leiria o EP de estreia, Silent Runners (2015), e deverá trazer novos singles em manga.


Dia 2 - 26 de agosto

DIE KRUPPS

Die Krupps

Ao inspecionar as últimas setlists dos concertos dos Die Krupps é esperado que a emblemática banda alemã de electro-punk revisite álbuns como II - The Final Option (singles como "Isolation"), III - Odyssey of the Mind ("Bloodsuckers"), Too Much History ("The Dawning Of Doom", "To The Hilt", "Metal Machine Music") e Machinists of Joy ("Nazis Auf Speed").
Os Die Krupps têm 36 anos de carreira e só agora no Entremuralhas 2016 se estreiam em palcos nacionais. É um concerto imperdível para todos os amantes de música industrial, a fechar o Palco Corpo, no segundo dia de festival.


FRUSTRATION 

Os franceses Frustration já passaram por Portugal em 2008, aquando da sexta edição do Drop Dead Festival, que nesse ano ocorreu em território nacional. Formada em 2002, a banda apresenta uma sonoridade com grandes influências do post-punk de bandas como Joy Division (essencialmente enquanto Warsaw), e também Killing Joke e The Fall, nas suas fases iniciais.
Ao Palco Corpo a banda traz o álbum mais recente, Uncivilized (2013), temas emblemáticos como "Blind", "Your Body", "No Trouble" e, eventualmente, um revisitar aos dois primeiros EP's.


SEX GANG CHILDREN 

Sex Gang Children@Waregem Gothic Festival 2010

O segundo dia do Entremuralhas traz dois concertos históricos e o primeiro acontece no Palco Alma. A banda de culto batcave Sex Gang Children encerrará o último concerto da noite no Palco Alma com a formação original. Ou seja, com os quatro elementos que há 35 anos atrás formaram em Londres os Sex Gang Children. Apesar do nome pouco persuasivo, o primeiro disco da banda, Naked(1982) acabaria por atingir o oitavo lugar das tabelas independentes e aí se manter por 12 meses.
Ao palco do Entremuralhas a banda deverá trazer músicas como "Sebastiane", "Deiche", "Mauritia Mayer" e "Sensual Art". Um concerto para conhecer melhor a banda, já que a maioria das músicas dos Sex Gang Children se encontram perdidas na história underground.


KING DUDE 

Recent Roll: King Dude in Portland

King Dude dispensa apresentações. Passou em maio de 2015 por Portugal e agora tem passagem no Entremuralhas, onde inaugura o Palco Alma do dia 26 de agosto. Conta com algumas colaborações com Chelsea Wolfe e sobe agora ao Castelo de Leira para apresentar o seu mais recente disco, Sex, que tem data de edição prevista para 28 de outubro. Traz também na bagagem Songs of Flesh & Blood - In The Key of Light(2015) e Fear(2014).
O artista norte-americano, Thomas Jefferson Cowgill, é um dos grandes nomes de culto da atualidade e o seu concerto pelo Entremuralhas é o momento ideal para ouvir os novos singles onde o músico tem vindo a trabalhar.



DARK DOOR


Os Dark Door, dupla italiana composta por Mario D’aniello (voz e sintetizador) e Federica Velenia (sintetizador) são os responsáveis pelo encerramento do Palco Igreja da Pena neste segundo dia de festival. É mais uma estreia em Portugal e na bagagem trazem o mais recente disco Post Mortem(2015) e os EP's 53º e Abracadabra.
Através de uma sonoridade minimal entre a dark e coldwave, os Dark Door prometem aquecer a atmosfera da Igreja da Pena, ao som dos sintetizadores.


 ANGELIC FOE

A sueca Annmarie Thim, mas conhecida pelo seu projeto paralelo Arcana, e projeto a solo Angelic Foe, é a responsável pelo primeiro concerto do segundo dia do festival. É na pele de Angelic Foe que Annmarie Thim volta ao Entremuralhas (depois de ter vindo com os Arcana em 2011) apresentando mais um projeto em estreia.
No palco da Igreja da Pena, a cantora  apresentar-se-á acompanhada pelo percussionista/baterista Mattias Borgh (Arcana) e pela teclista Jenny Göransson. Ao público do Entremuralhas, Angelic Foe traz os dois discos Oppressed By The Heavens(2012) e Mother Of Abominations(2015).



Dia 3 - 27 de agosto

VIVE LA FÊTE

Vive La Fête - AB Brussels


Os belgas Vive La Fête formaram-se em 1997 quando o então baixista dos dEUS, Danny Mommens (guitarra) e a ex-modelo Els Pynoo (voz) se conheceram e apaixonaram. Mais tarde juntaram-se ao casal, Roel Van Espen (teclas), Ben Brunin (baixo) e Gino Geudens (bateria). Será este quinteto que subirá ao Palco Corpo do Entremuralhas para encerrar em grande estilo a sua sétima edição.
A banda traz  ao Entremuralhas álbuns como Produit de Belgique(2012) e 2013(2013).


KITE 

Fundados em Malmo em 2008, por Nicklas Stenemo (voz e teclas) e por Christian Berg (teclas), os suecos KITE cedo se destacaram na cena synthpop europeia, sobretudo devido à voz muito peculiar e particular do seu vocalista e também mercê de uma estética que revitalizava uma certa costela do europop dos anos 80 (Alphaville, OMD, entre outros).
Com seis EP's na discografia e nenhum álbum editado (já que editar álbuns é muito mainstream) os KITE estreiam-se em Portugal para um concerto que promete ser intenso e muito rico visualmente.


CORPO-MENTE 




O primeiro concerto da carreira dos Corpo-Mente acontece no Festival Entremuralhas. A banda, que começou inicialmente como um duo composta por Gautier Serre (Igorrr) e Laure Le Prunenec (Rïcïnn), é atualmente um quinteto e está responsável pelo encerramento do Palco Alma, num concerto que promete ser curtinho, face à excelência que é prevista acontecer a 27 de agosto. Editaram um dos melhores discos de 2015, o homónimo Corpo-Mente que pauta essencialmente pela originalidade e criatividade musical face ao que tem recebido destaque nas magazines alternativas.
Um concerto imperdível, para contar aos netos.



IANVA 

A folk recebe grande destaque neste último dia de festival. Depois dos Har Belex, na Igreja da Pena, é a vez dos IANVA abrirem o Palco Alma e trazerem as suas composições, repletas de arranjos que, ora remetem para a música popular italiana como para as vielas pecaminosas do pigalle parisiense.
O coletivo, sediado em Génova, formou-se  em 2003 e é mais uma das bandas que se estreiam em Portugal. Apresentam no Entremuralhas o disco La Mano di Gloria(2012).


GEOMETRIC VISION


Os Geometric Vision passaram em setembro do ano passado pelo Porto para um evento cunhado pela Darkland Events. Onze meses depois estão de regresso ao país para mostrar Virtual Analog Tears(2015), o mais recente disco. Formados em Nápoles, Itália, os Geometric Vision isolaram-se do calor e sol característico da cidade para criar a sua sonoridade: uma coldwave com traços do post-punk.
Ago Giordano (voz e teclas), Gennaro Campanile (baixo) e Roberto Amato (guitarra) encerram assim o Palco da Igreja da Pena, no último dia de festival.


HAR BELEX

Os Har Belex abrem o último dia do Festival Entremuralhas, no Palco Igreja da Pena. A dupla espanhola promete incendiar a sala de uma neofolk "resultante do equilíbrio entre a fria herança estética germânica e a calorosa vivência mediterrânea", como descreve a Fade In.
Trazem até ao castelo de Leiria o mais recente disco, Chandelle(2014) e o EP Camino de Brea, editado no presente ano. O grupo apresentar-se-á em quarteto: Manix S (guitarra) e Salva Maine (voz) terão a companhia do violinista e professor de conservatório Lucas Valera e do teclista Sathorys Elenorth.



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Michael Rother (NEU!) no gnration a 16 de outubro



Depois de se ter estreado em Portugal na edição de 2015 do Milhões de Festa e de ter atuado em Lisboa nesse mesmo ano, o guitarrista alemão dos icónicos NEU! e HarmoniaMichael Rother está de regresso ao nosso país para atuar no gnration, Braga, a 16 de outubro

O concerto incluirá reportório dos Neu!, temas dos Harmonia e umas algumas aventuras a solo. Os bilhetes já se encontram à venda e têm o custo de 7€, sendo a lotação 250 pessoas a pé.

Fiquem com um dos temas mais marcantes do krautrock produzido pela banda germânica.

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terça-feira, 9 de agosto de 2016

STREAM: Thee Oh Sees - A Weird Exits


Os Thee Oh Sees, que têm lançado pelo menos um álbum por ano desde 2008, voltam este mês às edições com A Weird Exits, o 11º álbum da incansável banda californiana. Este álbum vai ser lançado no próximo dia 12 de agosto via Castle Face Recordseditora formada pelo próprio John Dwyer, e também pelos seus amigos Matt Jones e Brian Lee Hughes.

A nova formação dos Thee Oh Sees conta com dois bateristas, Ryan Moutinho e Dan Rincon, alem do baixista Tim Hellman e do cabecilha John Dwyer. Este novo formato resulta aqui em 8 músicas de rasgar o ouvido, poderosas e sem misericórdia, resultado de Dwyer apostar em dois bateristas fora de série.

É também de relembrar, que a banda californiana vai passar em dose dupla por Portugal este ano, a primeira data no Vodafone Paredes de Coura (dia 18 de agosto), e a segunda data no Reverence Valada (dia 8 de setembro), num dia com a curadoria do Black Bass - Évora Psych Fest.

A Weird Exits já se encontra disponível para audição gratuita, via SPIN, e pode também ser escutado aqui em baixo.

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OUT.FEST apresenta primeiros nomes da 13ª edição


O OUT.FEST - Festival Internacional de Música Exploratória do Barreiro está de regresso entre 6 e 9 de Outubro para a sua 13ª edição e na semana passada foram anunciados os primeiros nomes que vão compor o seu cartaz, dando prioridade àqueles que apresentam um trabalho musical de bravura, criatividade, progressismo e coerência artística

O trio Evan Parkert, Barry Guy e Paul Lytton uma das bandas fundamentais da história do jazz - não só o free, como todo ele - nas últimas décadas, está de regresso a Portugal para o seu primeiro concerto em 15 anos. Do Japão vêm os Acid Mothers Temple com o seu heavy rock psicadélico, como sempre liderados pelo virtuoso Hendrixiano Makoto Kawabata.


Quem está também de regresso é Peter Kember aka Sonic Boom, apresentando aqui o seu projecto E.A.R. (Experimental Audio Research), pouco tempo depois de mudar de residência para o nosso país - o Sr. Kember irá ainda apresentar um projecto de workshop a divulgar mais à frente. O lendário Lê Quan Ninh, percussionista, compositor e improvisado francês, vem também apresentado um show a solo bem como um trabalho de workshop.

Foodman, vindo de Yokohama/Tokyo, vem estrear-se em Portugal na sua primeira digressão pela Europa, depois de se ter tornado revelação de uma electrónica que cruza e distila concretistamente todos os estilos (em potência) ao alcance deste compositor neo-renascentista e futurista. A Tropa Macaca, que lançou este Verão pela editora britânica The Trilogy Tapes o álbum Vida, composto por 4 ritos com a sua singular densidade e respiração psicodinâmica, novo episódio desta música rica em texturas harmónicas e tremor e balanço mediúnico, uma balada techno infinita composta por frases graciosas em guitarra e uma paisagem aural tocada por um sistema de electrónica original. 

Ondness é o heterónimo mais activo em tempos de recentes de Bruno Silva, incansável músico com percurso amplamente editado internacionalmente nos últimos anos, aqui particularmente concentrado num paisagismo húmido e vagamente tóxico, que processa e distila inúmeras referências da composição, da improvisação, da electrónica e da música ambient. 

O festival, conforme é seu cunho identitário, desenvolver-se-á em diferentes palcos e locais do Barreiro, sendo que os passes globais já estão à venda na Bilheteira Online e locais habituais, com preço especial de 20€ válido até dia 9 de Setembro.

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segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Horários do Amplifest divulgados



A próxima edição do festival Amplifest realiza-se já na próxima semana entre os dias 19 e 22 de Agosto e já é possível consultar os horários de mais uma edição histórica do festival portuense, que este ano se alargou a novas salas e a uma experiência mais alongada com 4 dias de festival para portadores do passe Extended Experience. Em baio poderão confirmar os horários do festival que conta com um cartaz incrível, marcado pela aguardada estreia dos Neurosis e pelo regresso dos japoneses Mono. Também confirmados estão nomes como os Névoa, Kayo Dot, Roly Porter, Prurient e Downfall of Gaia.


 








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Festival Para Gente Sentada fecha cartaz. Joana Serrat e Corrina Repp nos últimos nomes


Depois de terem sido confirmados como primeiros nomes José González e Mallu Magalhães o Festival Para Gente Sentada revelou hoje o cartaz completo que traz a Braga, entre 16 e 17 de setembro, Joana Serrat, Francis Dale, Corrina Repp, Christopher Paul Stelling, Golden Slumbers, GrandFather's House, Nega Jaci, Alek Rein e Amante Negro

São assim estes os novos nove nomes que encerram o cartaz da edição de 2016, que ocorre em diferentes espaços da cidade, nomeadamente o GNRation, Theatro Circo e  Centro da Cidade.

Os bilhetes diários já se encontram à venda na bilheteira online e locais habituais por 20€. O passe para os dois dias custa 35€.

Joana Serrat

Francis Dale 

Corrina Repp

Christopher Paul Stelling

Golden Slumbers

GrandFather's House 

Nega Jaci

Alek Rein



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Poison Point juntam-se ao cartaz do Post-Punk Strikes Again, no Porto


O mini festival Post-Punk Strikes Again decorre em duas cidades, Lisboa e Porto, mas apenas a Invicta recebe o concerto dos Poison Point. O evento que traz cinco bandas traz a assinatura d'A Comissão com a Muzik Is My Oyster tem lugar, a 16 de setembro na Caixa Económica Operária, em Lisboa e a 17 de setembro, no Hard Club, Porto.

Para os que vão assistir ao evento no Porto, o lineup do mini-festival vê agora um total de seis artistas, com o duo francês de darkwave/post-punk Poison Point como a mais recente confirmação. Os Poison Point formaram-se em janeiro de 2015 e desde então editaram os EPs Poison. e Motorpsychold, que deverão integrar a setlist do concerto a 17 de setembro.


O Post-Punk Strikes Again traz a território nacional as bandas Brandenburg (RU), Bleib Modern (DE), Whispering Sons (BE), Japan Suicide (IT) a ambas as cidades. Em Lisboa fecham cartaz os Morte Psíquica (PT) e no Porto os Alma Mater Society (PT). 

Os bilhetes para o evento do Porto já se encontram à venda na bilheteira do Hard Club a um preço bastante acessível, 15€ até ao dia 16 de setembro e 17€ no dia do evento. Informações adicionais aquiOs concertos  têm início às 21h00

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Cinco Discos, Cinco Críticas #18

Voix // Ajna Offensive // fevereiro de 2016 
7.5/10

Os Aluk Todolo são um trio francês com formação datada de 2004. Desde então, lançaram alguns EP's e quatro álbuns onde se inclui Voix, o mais recente disco da banda, editado em fevereiro do presente ano.  Situando-se entre as sonoridades krautrock e post-rock, Voix sucede o disco duplo Occult Rock (2012) e apresenta-se, num registo menos pesado que o trabalhado no seu antecessor. Num conjunto de seis canções os Aluk Todolo apresentam em Voix um álbum 100% instrumental, onde a voz se expressa na conjugação sonora dos diversos instrumentos. 
Neste quarto trabalho os franceses abrem portas a uma experiência insana e tensa, carregada de guitarras distorcidas e uma percussão marcante. Voix segue a linha dos trabalhos anteriores mostrando, no entanto, uma banda em constante movimento, ainda à procura de uma "sonoridade de marca". 
A escutar sugerem-se singles como "5:34", "7:01" e "9:29".

E, a não esquecer, os Aluk Todolo têm passagem por Portugal marcada a 19 de agosto no Cave 45, em função da Extended Experience de mais uma edição do festival Amplifest.


Sónia Felizardo




GØGGS // In The Red // julho de 2016
7.4/10



Os GØGGS são uma super-banda californiana composta por Chris Shaw dos Ex-Cult, Ty Segall (que dispensa apresentações) e o seu companheiro de banda nos FuzzCharles Moothart. Com Chris e Ty na dianteira deste trio, os dois formaram o projecto em 2013, durante uma tour conjunta das suas bandas pelos Estados Unidos, tendo começado logo aí a escrever músicas como GØGGS. Havendo tempo livre para gravar o álbum de estreia, no meio da vida ocupada de ambos os músicos, Chris e Ty finalmente gravaram e produziram tudo em uma semana de julho, no ano passado. 
O resultado final foi tudo o que se era de esperar, um álbum pesado e rápido, com destaque para "Shotgun Shooter", "Needle Trade Off" e "Glendale Junkie", que ainda se conseguem sobressair num álbum bom e consistente, mas também não demasiado. Para quem conhece o trabalho destes dois músicos, a fusão de sonoridades que resulta em GØGGS é logo evidente nos primeiros minutos da tracklist, uma fusão quase perfeita de Ex-Cult com os vários projectos do Ty, não havendo nenhuma surpresa ou inovação do que resulta das mãos de Chris Shaw e Ty Segall. Mas ainda assim, não deixa de estar aqui um bom álbum para os fãs de garage, aos quais recomendamos que o oiçam, e certamente, não sairão desapontados. 


Tiago Farinha

Loveland // Innovative Leisure // março de 2016
7.5/10

Um colega sugeriu-me ouvir este álbum, "Vais gostar" disse ele e após ter ouvido apenas 30 segundos da primeira faixa "Loveland", que partilha o nome com o álbum, fiquei com vontade de o abraçar. Wall of Death é um excelente exemplo de uma banda de rock psicadélica moderna, apresenta um álbum repleto de paisagens dream pop, na pedaleira dos instrumentos de cordas de certeza que encontramos uns pedais reverb e outros tantos de flanger e além disso não podemos esquecer as óbvias homenagens aos ídolos dos anos 60/70. Loveland é um álbum com faixas fortíssimas, "Loveland" agarra o ouvinte pelos ombros e leva-o numa intensa viagem emocional, "Blow the Clouds" é um orgasmo que se situa a meio do álbum e "Memory Pt. 1 e Pt.2" finaliza o álbum da melhor maneira alcançando o clímax musical num êxtase psicadélico. Agora o principal problema deste álbum é que as restantes músicas não alcançam a grandeza épica que as atrás referidas, a consistência por isso sai algo furada.
Hugo Geada


The Big Cover-Up EP // Olsen Records // junho de 2016
8.5/10

Dois anos após It's Album Time, o seu primeiro álbum de estúdio e um dos meus discos preferidos, o norueguês Terje Olsen (mais conhecido por Todd Terje) regressa aos discos, como Todd Terje & The Olsens, com o The Big Cover-Up. Este EP trata-se de uma coletânea de reinterpretações de clássicos da música de dança dos anos 70 e respectivos remixes por Dan Tyler, Daniel Maloso, Øyvind Morken e Prins Thomas.
Antes do disco vem a sua capa, a primeira impressão que temos do mesmo, a deste trabalho é das mais divertidas que encontrei este ano, com o estilo de desenho a que Terje nos tem habituado. Numa análise mais detalhada são visíveis vários traços que remetem para o cinema da década dos temas deste disco, por exemplo, as armas que fazem recordar Dirty Harry de Clint Eastwood e os ninjas que lembram Bruce Lee e Jackie Chan.
Mergulhando na excelente experiência que é The Big Cover-Up, o ouvinte, percebe imediatamente tratar-se de música de Terje devido à sua combinação única e tão própria entre nu-dance e hi-nrg. À semelhança do que foi feito, no disco de estreia, com "Johnny and Mary" (note-se que esta não é, originalmente, uma música de dança) todos os temas têm um ritmo e energia brutal, foram "modernizados"(apenas "Baby Do You Wanna Bump" de Boney M continua identificável temporalmente devido ao seu ritmo) e ainda mais dançáveis que originalmente. Mais uma vez Todd Terje mostra a sua criatividade e talento num EP que será ouvido, por muitos, até há exaustão. 


Francisco Lobo de Ávila


Todo // Burger Records // janeiro 2016
7.5/10

Os Pizza Time são uma banda de Denver liderada por David Castillo. Fizeram a sua estreia em 2013 com o EP Quiero Mas, um registo totalmente cantado em espanhol ao qual se seguiu  mais um EP, U Wanna Pizza Me?.
Todo surge como primeiro longa duração desta banda e pode ser dividido em duas partes: uma de canção exclusivas deste disco e uma segunda com as melhores malhas dos dois primeiros EPs. Este trabalho apresenta canções bastante rápidas e tem como principal tema o amor, sendo que a rapidez das canções demonstra, também, o sentimento de efemeridade que lhe é vulgarmente atribuído. O álbum começa com "Pizza Time" que, curiosamente é a faixa que mais se afasta do tema principal, acabando por nem ter um tema em especifico (ao contrario de todas as outras canções), funcionando, talvez, como uma introdução à banda, por repetir o seu nome vezes sem conta. "Yo No Fui" inicia, assim, o tema sério do álbum, o amor ("pensas que el amor es para jugar pero no és"), o que não impede que seja tratado de um modo bastante “leve” e “simples”.
Este disco é o resultado da junção de humor ligeiro e um fundo de seriedade, tudo, ao bom estilo garage. Não se trata de um dos melhores trabalhos do presente ano mas será um dos mais memoráveis, aliás, quem é que não gosta da hora da pizza?


Francisco Lobo de Ávila

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