sábado, 3 de setembro de 2016

Cancelado o concerto dos LSD & The Search For God no Hard Club, Porto


O concerto dos LSD & The Search For God marcado para 8 de setembro no Hard Club, Porto foi cancelado. A banda que vinha apresentar o mais recente disco Heaven Is A Place, editado em janeiro deste ano, vê agora a sua tour por Portugal reduzida a uma data só. Segundo a organização, a MIMO, a pouca procura de bilhetes para o concerto justificou o seu cancelamento.

Para aqueles que querem muito a banda ao vivo em território nacional poderão fazê-lo um dia depois, a 9 de setembro, no Reverence Valada FestivalOs LSD & The Search for God formaram-se em 2005 tendo editado apenas um EP homónimo e um disco. 


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sexta-feira, 2 de setembro de 2016

NOOJ anunciam EP de estreia


Miguel Afonso e Skronk de Almeida são a dupla que forma os NOOJ, banda que foi formada durante os processos de gravação de Old Yellow Jack, onde Miguel e Skronk integram na sua formação. O EP de estreia dos NOOJ, que vai ter o nome Marina, vai ser editado no próximo dia 4 de setembro, sendo que no dia 7 há festa de apresentação no Lounge (Lisboa), por volta das 22h30.

A banda lisboeta apresenta aqui um 'post-punk agressivo', como dito pelos seus próprios membros, tendo nada a ver com o que se passa em Old Yellow Jack, com muita distorção e barulho.

O novo single dos NOOJ, de nome 'Guardar Restos Sempre Dá Para Lembrar', pode ser escutado em baixo, no Bandcamp da banda, onde podem aproveitar também para ouvir  o seu primeiro single, 'Ostras e Champagne'.


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MAGAFEST 2016 ▲▼◆: "A expetativa é ver o MAGAFEST a acontecer num espaço novo"


MAGAFEST 2016 ▲▼◆, festival de música alternativa e de autor por onde já passaram nomes Norberto Lobo & Carlos Bica, Filho da Mãe, Bruno Pernadas, Lula Pena, Minta & The Brook Trout, Garcia da Selva, Memória de Peixe, JP Simões, entre muitos outros, está de regresso para a sua terceira edição. 

O festival de celebração das MagaSessions, sessões musicais que acontecem desde 2012 no Saldanha, com curadoria, e na casa, de Inês Magalhães, realiza-se este ano a 10 de setembro num novo espaço, Palácio Sinel de Cordes, substituindo a Casa Independente, onde se realizarm com o sucesso as primeiras duas edições (2014 e 2015). Este ano o cartaz inclui nomes como Tó Trips & João Doce, Selma Uamusse, Norman, Carlos Bica & Jim Black, Alek Rein, Madalena Palmeirim, Sopa de Pedra, Abysmo Speed Date e Tra$h Converters.

Para sabermos um pouco mais sobre o MAGAFEST fomos muito bem recebidos pela organizadora do evento, Inês Magalhães, em sua casa.

Threshold Magazine (TM) - Falta menos de um mês para o MAGAFEST. Aposto que o entusiasmo é enorme! O que se pode esperar desta edição?

Inês Magalhães (IM) - Esta é a terceira edição, tem algumas diferenças em relação à primeira e à segunda. Vamos mudar de espaço pois até agora foi na casa Independente. Tem corrido tão bem que tomei essa decisão. No ano passado até tivemos de perguntar às pessoas se iam mesmo sair para tirarmos a pulseira e darmos a outra pessoa. Portanto, parece-me que este ano fazia sentido aumentar de espaço, mas não muito. É no Palácio Sinel de Cordes, continua a ser uma casa, mas não podes aumentar muito se não perdes a energia que tens nas MagaSessions, concertos intimistas, onde estás à vontade e tens espaço para te mover. E isso acontece no Palácio. Na Casa Independente, por ser um espaço mais pequeno, eu tinha menos espaço de manobra para trazer outros projetos que este ano vão acontecer, como o Abysmo Speed Date, exposições fotográficas, edições independentes, fanzines, tudo projetos que de vez em quando posso ter nas MagaSessions. Vai estar também presente a Luísa Jacinto, uma pintora que vai estar num dos salões da casa.

O Palácio é espaço muito giro, já com uma boa energia, onde se realiza a Trienal de Arquitetura e pode já passaram o Rodrigo Amarante e a Angel Olsen. Estas são assim as grandes mudanças estruturais do projeto. De resto, é um cartaz completamente diferente do ano passado, tirando o Norberto Lobo, que está presente desde a primeira edição, mas a cada ano com um projeto diferente. 

TM - Como é que funcionou reunir os Norman >>>? Sei que não atuam muitas vezes e que umas das ultimas vezes que atuaram foi numa das MagaSessions em 2013, o Dronefest.

IM - Sou amiga deles há mais de 15 anos. Do nosso grupo todos conhecemos os Norman >>> e são a minha banda favorita. É incrível! O João (Lobo) não vive cá, vive em Bruxelas, o Manuel (Lobo) está a viver no Alandroal e o Norberto (Lobo) está sempre cheio com muitos concertos. Falei com eles e perguntei se dava. Ainda houve uns problemas ao princípio porque o João ia começar uma residência artística dia 11 e não era cá. Pedi-lhe para adiar um dia e isso aconteceu. São sortes! Eu já tinha falado com eles há 2 anos, na primeira edição, e aí não dava mesmo.

Com as Sopa de Pedra já tinha falado no ano passado, assim como com a Selma. Por uma razão ou por outra não deu e vêm agora este ano. É uma questão de ver os calendários de todos. À medida que o cartaz vai sendo construído, tem de ser gerido para que fique bastante harmonioso. Tem de ser um cartaz que tu sintas que no conjunto traz alguma coisa. E também coerente com as MagaSessions, com a abertura musical que elas oferecem. 

TM - Há algum concerto para o qual as expetativas sejam altas?

IM - Norman >>> são meus amigos, por isso é diferente. Ainda por cima tocam muito pouco, é algo inédito e raro. Todos os outros tenho acompanhado o trabalho de muito perto. Carlos Bica, Jim Black e Frank Möbus não dá para acompanhar de muito perto o trabalho deles porque vivem nos Estados Unidos e raramente se reúnem. Ou quando se reúnem, às vezes nem vêm a Lisboa ou eu não posso ir. Tenho grande curiosidade em vê-los.

A Selma, ela é uma força. Numa das MagaSessions, a Selma estava com aquela força toda ali ao fundo ao lado do piano, sem palco nem nada, e de repente começa a andar pela casa  que estava à pinha. Ela saltou, pulou no meio das pessoas com o microfone. Uma energia, uma coisa! Assim mesmo eletrizante, sabes? Sentia-se! No MAGAFEST vai ser mais ou menos a mesma coisa, não há palco, portanto as pessoas vão estar muito perto. 


A expetativa é mais ver o MAGAFEST a acontecer num espaço novo, que isso também traz uma grande pica. Este ano há uma equipa de co-produção, a Gerador. Eu não sabia o que isso era, fazia tudo, levava e buscava o material. Eu sou a designer das MagaSessions e do Magafest, faço os bilhetes, imprimo e depois corto-os. Tudo o que tu possas imaginar era eu que fazia nas duas primeiras edições. Não tinha assistentes, não tinha voluntários. Tinha muitos bons amigos e muitos bons amigos músicos que se davam a uma quantidade de situações de terem de levar o seu material e não terem pessoal a levar o seu material. Faz parte também, é um festival em que as coisas nascem pequenas e depois vão crescendo. Tudo me vai dar pica porque vai ser um espaço novo, vou ter uma quantidade de projetos para além da música a acontecerem ao mesmo tempo no Palácio. 

As pessoas com quem tenho lidado são todas incríveis, tanto a Inês Valdez e a Patrício Craveiro Lopes da Casa Independente, como agora o Manuel Henriques, responsável pela Trienal e com o pessoal da Gerador. Quanto tens um projeto que é abrir as portas de tua casa não podes entrar noutra esfera, noutra frequência. Tens de te dar e as pessoas à tua volta têm de ter a mesma frequência, de um projeto pequeno que não tem grandes patrocinadores, grandes sponsors e não são, nem querem ser para 10 ou 50 mil pessoas. 

A capacidade do Palácio Sinel de Cordes são 1500 e eu não quero ter essas pessoas todas. Às 600 pessoas “fechamos” a porta. Não é bem fechar a porta, pois eu espero que vão 600 pessoas. A expetativa é de tudo este ano. Sei que é a terceira vez, mas a diferença do primeiro para o segundo é de que eu estava mais relaxada. No primeiro ano nunca tinha feito um festival, não sabia de tudo, desde a promoção, a comunicação, de toda a produção que envolvia fazer um festival. No segundo ano já sabes, já fazes as coisas com antecedência, as coisas correm com fluidez. Agora não tenho a estrutura da Casa Independente, já tinha malta lá a trabalhar, já tinha bar feito, já tinha os seguranças, já tinha toda uma estrutura que eu não tinha de pensar. Este ano já não, vou ter de contratar uma equipa com 20 pessoas. Já vou ter de tratar do bar, do espaço que agora é todo para ti. É bom mas com maiores responsabilidade. A margem para falhares é muito menor. 

TM - Podes nos explicar melhor como vão funcionar os projetos Abysmo Speed Date e Tra$h Converters?

IM - Tra$h Converters é uma dupla de DJs, o Fernando Fadigas e o Miguel Sá, que vieram cá tocar também, no mesmo dia de Love That Lava e são incríveis. Eu nunca achei muita piada a DJ. Gosto de música ao vivo e gosto de DJ quando vou sair à noite mas não de estar sentada a ouvir os DJs a passarem música. Eles são tão bons que dá para fazer isso. Eles vão estar dentro do palácio, a modular o ambiente e o som. Abysmo Speed Date é a Abysmo que vai ter uma sala só para elas e onde vão estar 5 autores a responder durante 5 minutos, como os speed dates, com uma campainha. Cinco minutos, as pessoas sentam-se, podem perguntar tudo, pedir tudo e depois trocam. Vai ser engraçado porque às vezes as pessoas pensam que a poesia e literatura são coisas para pessoal mais velho ou que são coisas que são mais chatas e não são de todo. Ainda por cima isso agora está a voltar. Agora estás a ter os novos escritores de uma forma muito mais prolifera. Vocês pensam que poesia é pegar num livrinho de Florbela Espanca a ler e não é. Pode ser outra coisa completamente diferente, uma das coisas que as pessoas têm ideias feitas

TM - É bom englobar poesia num festival de música.

IM - É para englobar tudo, e a poesia também.

TM - Pode ser que assim mais pessoas descubram a sua paixão por algo que não conheciam, vejam as coisas de outra forma.

IM - Tive uma coisa gira com as MagaSessions em que tinha um público que vem a um concerto de um músico que gosta muito. Gostam muito do concerto mas depois apaixonam-se pela casa. Perguntam logo quando é o próximo concerto. Eu digo que em princípio será dali a um mês e vai ser algo completamente diferente, pois as pessoas acabaram provavelmente de ouvir folk e vai ser música experimental no próximo mês. Pessoas que à partida nunca iriam ouvir música experimental por iniciativa própria, a não ser que apanhem na radio. É muito eclético o que eu trago, já trouxe rock, música tradicional portuguesa, folk, musica de improvisação, experimental, música soul, ghospel. Já passou por cá tudo mas há sempre uma linha dentro desses músicos todos. Depois no final desses concertos mais experimentais há pessoas que me dizem: "não estava nada à espera". Eu pergunto se gostaram e dizem-me que sim, mas que não costumam ouvir esse tipo de música. As pessoas têm a noção que não gostam e por isso nem sequer tentam ouvir. Eu também não gosto de toda a música rock mas não vou dizer que não gosto de rock e nunca mais vou ouvir rock na vida. As pessoas não tem é hábito de ouvir outros géneros musicais um bocado mais fora.

TM - Começa-se a ouvir um bocado mais, até se gosta e a pessoa começa a explorar mais o género.


IM - Sim, isso pode acontecer com as outras propostas que faço no Palácio, tanto na poesia, como de edições e fanzines. As pessoas que venham abertas a outras dimensões, universos.

TM - Até agora, quais foram os artistas que mais gostaste de ver atuar nas MagaSessions?

IM -
Há um concerto que me marcou muito, o do João Lobo. Eu digo isto há anos. É giro porque as MagaSessions têm 4 anos, o João Lobo tocou cá no primeiro ano em dezembro e eu ainda digo que foi dos concertos que mais me marcou. Primeiro concerto dele a solo em bateria. Estava cá muita gente, à volta de 60 pessoas, tudo em torno da bateria. Foi sublime, daqueles concertos que tu ouves e dizes: “Levei um chapadão agora”. Memória de Peixe foi incrível também e eu apaguei o som desse concerto. Não me aconteceu nenhuma vez em 4 anos, em 60 concertos. A malta toda aí a dançar.



O Dronefest, uma espécie de um mini-MAGAFEST. Várias bandas a tocar no mesmo dia, Eggstream, Norman >>>, Dream & Drone orchestra, Daniele Martini, entre outras. Tocaram em várias salas. Outro concerto foi Garcia da Selva, feito pelo Manuel Lobo aka Manuel Mesquita no ano passado no MAGAFEST. O primeiro concerto dele foi com uma projecção naquela paredes lá atrás, com videomapping, para aproveitar os frisos todos da casa e foi muito bonito. Com Garcia da Selva também fiz outra iniciativa interessante, em que pôs amplificadores em todas as divisões da casa e criou um caminho musical. Cada amplificador estava a dar o mesmo som com pequenas variações. Ias andando pela casa e ouvindo.

TM - Já reparei que experimentaste bastante nas MagaSessions e no MAGAFEST. Já tens algum planos para futuras edições ?

IM - Se o MAGAFEST resultar este ano, acho que encontrei a fórmula. Não quero crescer mais, tem o tamanho certo, no Palácio Sinel de Cordes. Nas MagaSessions é mais complicado porque é em minha casa e todos os meses, às vezes mais do que uma vez por mês. Uma vez por mês eu tenho um festão em casa. Um festão que não é um festão porque as pessoas não vêem em modo festa, percebem que é uma casa. Vêem até bastante calmas, sentam-se e ouvem o seu concerto. Passam aqui o seu serão, tudo super calmo. Nunca tive um problema que seja. Eventualmente as MagaSessions vão ter de acabar ou pelo menos diminuir a frequência que têm. Supostamente é uma vez por mês e eu já dei uns 15 concertos este ano. Da mesma forma que apareceram, sem pensar muito, enquanto eu achar que trazem alguma coisa e forem necessárias, eu faço-as.

TM - O que tens ouvido nas últimas semanas? 

IM - Uma música especial dos Antena, "Camino Del Sol", e Selda Bagcan, música folclórica turca, em particular "Yaz Gazeteci Yaz".



Os bilhetes para o MAGAFEST 2016 ▲▼◆ têm o preço de 20 euros e estarão à venda nas plataformas MagaSessions, na Ticketline e Live Event Ticketing.

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quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Horários do Reverence Valada revelados

@ Bruno Pereira | Wav.
Falta uma semana para o arranque oficial do Reverence Valada, e o festival ribatejano disponibilizou hoje os horários para esta sua terceira edição. Uma das principais novidades é a substituição de Chain & The Gang por Riding Pânico, devido ao cancelamento da tour pela banda americana.

Esta edição do festival também vem a introduzir várias coisas novas na sua estrutura, tais como o renaming do palco principal para Palco Sontronics, palco esse que vai receber os The Brian Jonestown Massacre no segundo dia deste festival. Outra novidade este ano é a introdução do Palco Indiegente, que é curado obviamente pelo Nuno Calado da Antena 3, este que vai se dedicar aos novos talentos da música. Já o Palco Rio, que vai receber os The Sisters of Mercy no último dia do festival, continuará com o mesmo nome.

A sustentabilidade ambiental também é um assunto de importância nesta edição do Reverence Valada, que à semelhança de outros festivais em Portugal, vai contar com copos ecológicos reutilizáveis este ano. Uma iniciativa que tem como fim reduzir os resíduos no recinto do festival, e também as quantidades enviadas para reciclagem.



Durante os dias de festival, as portas do recinto para o Reverence Valada abrirão às 16h no dia 8, sendo que nos restantes dias 9 e 10 abrem às 13h, sempre uma hora antes do primeiro concerto agendado.

Os bilhetes poderão ser agora adquiridos por 80 euros, para quem quiser optar pelo passe geral. Já os bilhetes diários podem ser obtidos por 30 euros para o dia 8, e 45 euros para os restantes dias 9 e 10. 

Os horários da programação completa para o Reverence Valada podem ser vistos aqui, em baixo.


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Boogarins passam também pelo Texas Bar, Leiria


Os Boogarins iniciam hoje uma mini-tour pelo nosso país, e depois de se ficar a saber que os concertos de hoje em Coimbra, no Salão Brazil, e dia 3, no Musicbox Lisboa, estão esgotados, é com enorme surpresa que a Ya Ya Yeah traz os goianos até ao Texas Bar, Leiria, para uma data extra, no próximo domingo, 4 de setembro. 

Os Boogarins, formados em 2012 em Goiânia, fizeram-se ouvir por todo o mundo logo no ano seguinte com Depois de As Plantas que Curam, o seu primeiro álbum, que rapidamente os levou a percorrer todo o Brasil, Europa e Estados Unidos. Manual ou Guia Livre de Dissolução dos Sonhos, segundo álbum, editado no ano passado, veio garantir que os brasileiros são o maior tesouro do psicadelismo e tropicalismo brasileiro, sendo considerado pela crítica um dos melhores álbuns de 2015.



O concerto tem o custo de 12€ no próprio dia ou de 9€ se os bilhetes forem reservados em reservas.yayayeahmusic@gmail.com. A primeira parte ficará a cargo dos Marvel Lima.

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Reportagem: Bons Sons 2016 [Cem Soldos, Tomar]


Nos passados dias 12, 13, 14 e 15 de agosto fomos até Cem Soldos, Tomar, onde se realizou a sétima edição do Bons Sons. O festival que em 2016 celebrou o seu 10º aniversário contou com grandes nomes da música portuguesa como Keep Razors Sharp, White Haus, Sensible Soccers, Best Youth. Saibam como correu a festa na Aldeia mais cultural e acolhedora de Portugal.

11 de agosto

O Festival começou com uma enorme agitação no parque de campismo, com centenas de pessoas a tentar, simultaneamente, montar as suas tendas. À noite, quando a poeira já tinha assentado e os campistas já tinham jantado, Quem és tu Laura Santos? abriu o festival num palco montado junto à saída do campismo. O DJ fez toda a gente presente dançar e saltar, levando até a um “comboio” com mais de 50 pessoas. O espetáculo ajudou a firmar o ambiente pelo qual o festival é conhecido. Se, há 20 minutos atrás o público só tinha desconhecidos, agora já consiste de vários novos amigos, que dançam ao som de hits pop dos anos 70 e 80, sendo eles portugueses, franceses ou ingleses.

Após o final do espetáculo, explorou-se a aldeia e tentou-se dormir, ato que se viu dificultado com a quantidade de instrumentos musicais a ser tocados pelo parque de campismo.

12 de agosto

Os concertos (para nós) começaram no Palco MPAGDP (Igreja), onde João e a Sombra, o projeto músical do ator e músico João Tempera, apresentava o seu novo álbum Outra Coisa Qualquer. O concerto foi agradável, embora achemos que tenha sido mais forte no início, tendo perdido um pouco a nossa adesão nas últimas músicas.

Um pouco depois, abrindo o Palco Giacometti (Coreto) estavam as irmãs Pega Monstro, que deram um dos concertos mais explosivos e barulhentos do festival. Tocaram grande parte do álbum que considerámos o melhor álbum nacional do ano passado, Alfarroba. O que mais impressionou neste concerto foi a entrega das irmãs, que nem por um segundo pareceram pensar noutra coisa senão a sua música, tocando-a com uma enorme violência, obrigando o público a render-se.


Mais ao final da tarde, Birds are Indie, trio de Coimbra, deram um dos concertos mais agradáveis de todo o festival. O grupo não se limitou a apresentar o seu novo álbum, tocando temas de todos os seus registos e até covers. A verdadeira magia aconteceu enquanto as músicas eram tocadas, num daqueles momentos em que parece que todas as estrelas se alinham, a temperatura estava agradável, o sol já não bate tão fortemente e a banda cantava e tocava as suas músicas suavemente. Instaurou-se um ambiente em que toda a gente se sentia bem e se divertia, especialmente durante os maiores hits da banda, em que boa parte do público sabia a letra (pelo menos o refrão) e a cantava com o trio.


À noite, ouvimos Best Youth a abrir o palco Eira, começando a marcar o registo positivo que este palco teve ao longo dos quatro dias, tendo dado casa a alguns dos melhores concertos deste festival. O concerto do duo Portuense foi algo diferente do que já tinha visto no resto do dia. Enquanto que o concerto anterior foi íntimo, este passou a outro nível, em que toda a cumplicidade do duo em palco se transferiu para o público, que não parou de dançar ao som do indie pop sensual que vinha do palco.



13 de agosto

Começamos o dia com Grutera no palco Giacometti. O guitarrista oriundo da Nazaré, sendo apenas acompanhado por uma violinista e um dos guitarristas dos Indignu [lat.] (em algumas música), deu a todo o público presente uma experiência quase surreal, embora só estivesse uma guitarra acústica em palco. Podia-se jurar que estava uma orquestra inteira a tocar para nós. No final do concerto, o guitarrista afirmou que este tinha sido o seu concerto de “despedida” e que se ia afastar dos palcos por agora.


A tarde continuou com Few Fingers, no Palco Tarde ao Sol. O duo fortemente inspirado pelo indie/folk foi acompanhado em palco por membros dos Nice Weather For Ducks, Les Crazy Coconuts e da banda que acompanha David Fonseca, formando assim um quinteto. O concerto em si foi algo mais “leve”, em comparação ao anterior, não deixando assim de agradar o público, captando a nossa atenção até ao fim. A banda tocou músicas de todo o seu repertório, com especial atenção ao seu novo álbum Burning Hands.


Logo de seguida regressámos ao Giacometti para assistir ao concerto dos Lavoisier. Munidos apenas duma guitarra elétrica e da voz, levaram o público de volta às nossas raízes enquanto portugueses, cantando temas da música popular portuguesa e algumas adaptações de poemas, de autores como Fernando Pessoa, por exemplo. O concerto foi muito teátrico, com danças e usos poucos comuns da voz.

A começar a noite, Cristina Branco cantou o seu fado, num dos concertos que, infelizmente, teve a menor adesão do público de todos os que assistimos durante o festival. Toda a sua banda tocou excepcionalmente bem, e mesmo a voz não ficou atrás. Apenas foi um pouco mais recolhida do público que o resto das bandas do festival, e talvez por isso, também o público não tenha aderido tão bem ao seu concerto.

Em seguida corremos até ao Palco Eira para assistir a Da Chick. A cantora trouxe até Cem Soldos o funk old-school americano, obrigando toda a gente a dançar. Não tendo medo de responder a insultos do público, a Chick acordou a aldeia depois do concerto mais calmo de Cristina Branco e obrigou toda a gente a fazer barulho e saltar de um lado para outro, enquanto cantava com toda a sua alma os seus temas.


Fechando a noite, os Deolinda atuaram no palco Lopes Graça. A banda que dispensa introduções foi possivelmente a que puxou mais pelo público, tendo posto toda a gente a cantar durante 5 minutos seguidos. O concerto destacou-se também pela enorme presença em palco de Ana Bacalhau, que sempre com grande alegria, dançava e puxava pelo público melhor que ninguém. Sempre em altas, este foi um dos concertos mais divertidos de todo o festival.

14 de agosto

O dia começa com Madalena Palmeirim, no palco MPAGDP. A cantautora faz-se acompanhar por uma guitarra, bateria e um violino enquanto toca no seu piano (ou ukelele), temas dentro do espectro do indie/folk. Utilizando este concerto para começar a apresentar inéditos do seu futuro álbum, Madalena e a sua banda apresentaram um concerto bastante sólido, pecando apenas por não ter nenhum momento que chamasse mais à atenção do público.

Após uma curta pausa para explorar o que a aldeia tinha a oferecer, sentamo-nos junto ao Giacometti para assistir ao concerto de Dear Telephone. O quarteto inspirado pela sonoridade do rock alternativo mais pesado e pelo shoegaze, tocou na aldeia o seu primeiro concerto de 2016, vindo fresquinhos do estúdio com vários inéditos para apresentar. Não se ficando por aí, o grupo tocou músicas de todos os seus registos num concerto repleto de enormes solos.

Ao início da noite Keep Razors Sharp, arrasaram o palco Eira num concerto que só pode ser explicado como uma explosão sonora. O quarteto composto por elementos de várias bandas (Sean Riley & The Slowriders, The Poppers, entre outras) tocaram temas inspirados pelo shoegaze e pelo neo-psicadelismo. Arrebatando todas as espetativas deram o único concerto do festival onde conseguimos observar crowdsurf. Dando um concerto super energético, ninguém conseguiu ficar indiferente ao barulho que vinha do palco.

SETLIST KEEP RAZORS SHARP
5 Miles
Groove
9th
Brian
By The Sea
Intro
Cold Feet
Lioness
See Yr Face
Sure Thing
Kylie
África


Servindo como um momento para descansar, Carminho tocou no palco Lopes-Graça, desta vez para um público mais amigável do que o que se apresentou à outra fadista que atuou no festival. Apresentando um concerto muito agradável, ficamos com pena de não conseguirmos ouvir do início ao fim o seu concerto.


Saindo de Carminho, partimos para o palco Garagem, onde tocava para um público com cerca de 20 pessoas um duo de um guitarrista e um vocalista (visitantes do festival) que re-imaginavam vários clássicos, como “Knocking on Heaven’s Door”. Não se acanhando, deram-nos uma das maiores surpresas do festival.

Depois do concerto, corremos para o Eira para tentar ainda apanhar White Haus. Embora tenhamos chegado atrasados, o concerto foi extremamente agradável, dando uma continuação às danças já iniciadas em Da Chick, havendo mesmo várias rodas de gente a dançar. O quarteto liderado por João Vieira (X-Wife) deu outro dos concertos mais divertidos do festival, fechando em grande o palco Eira pela noite.



15 de agosto

Como já era costume, o dia começou no palco MPAGDP, desta vez ao som de Diego Armés. O antigo vocalista e guitarrista dos Feromona e atualmente dos Chibazqui, deu na igreja um grande concerto apenas usando uma guitarra acústica e a sua voz. O concerto foi muito agradável, tendo sido repleto de inéditos e de várias ocasiões onde Diego se reinventou a si mesmo, tocando temas escritos por ele, quando ainda se encontrava nos Feromonas.

Logo após o concerto de Diego, a igreja encheu-se de gente, tendo até pessoas sentadas no chão. Flak, mais conhecido como o mega guitarrista dos Rádio Macau. Deu um concerto de outro mundo, transformando a igreja no palco principal do festival. Especialmente no encore, onde não havia ninguém sentado dentro da igreja, estando todos a gritar as letras dos clássicos dos Rádio Macau. O guitarrista tocou em cima do seu amplificador, andou aos saltos em cima do palco e trabalhou o público de uma maneira extremamente cativante, não deixando ninguém indiferente. Sem dúvida um dos pontos altos do festival.

Abrindo o palco Giacometti pela última vez neste festival estiveram as irmãs Falcão, melhor conhecidas como Golden Slumbers. O concerto começou duma forma semelhante a todos os concertos no Giacometti, o público sentado no chão a ouvir a música e a cantar, mas rapidamente inverteram essa situação, pois nem 5 minutos depois grande parte das pessoas presentes já estavam em pé a ajudar a cantar os refrões de todos os temas inspirados pelo folk das irmãs. Com toda a gente a cantar e a dançar, tivemos então mais um grande concerto no palco Giacometti, num dia que desde o início prometia grandes coisas.

Para nós a maior surpesa do festival revelou-se no concerto seguinte: Desbundixie. A banda de jazz (fortemente inspirada pelo movimento do Dixieland, mais facilmente caracterizado pelos temas oriundos de Nova Orleães nos anos 20 do século passado), fechou o palco Tarde ao Sol, num concerto tão cheio que até se viam pessoas a dançar no andar de cima da igreja. O conjunto de sete elementos deu um concerto fantástico, tocando clássicos como “Royal Garden Blues” e “All of Me”. Ninguém parou de dançar, havendo até dois casais seguidores da banda que deslumbraram todo o público com os seus passos de dança no meio da multidão.

Após Desbundixie sentimos que precisávamos de descansar, por isso descemos ao Auditório, onde infelizmente não conseguimos assistir a nenhum concerto. Dor acentuada pela quantidade de vezes que passamos por Joana Sá neste quarto dia, mas aproveitamos para assistir a algumas Curtas em Flagrante, projeto onde são mostradas algumas curtas realizadas independentemente, por criadores lusófonos.

Já jantados, fomos assistir a Les Crazy Coconuts, que se preparavam para obrigar o público a dançar ao ritmo do sapateado do trio. De origem leiriense, este grupo deu um concerto que foi desde os ritmos mais simples do rock até alguns de dança um pouco mais complexos. Nunca tirando o pé do acelerador, o concerto fez toda a gente saltar de um lado para o outro até ser (infelizmente) hora de acabar.

Embora tenhamos ficado tristes por Les Crazy Coconuts ter terminado, não foi durante muito tempo, visto que em seguida veio o concerto de Jorge Palma. O músico de renome, atualmente faz-se acompanhar por um grupo de jovens e cremos que isto seja pelo melhor. Parece que deram uma nova energia ao músico e origem a uma maior dinâmica em palco. O concerto começou com alguns clássicos, seguidos de dois temas a solo no piano, que serviram para mostrar que mesmo com 66 anos o músico não está perto de parar, continuando tão genial como há 20 anos. O concerto continuou sempre animado e culminou num encore onde o artista fez o público gritar do fundo dos seus pulmões ao som de “Jeremias o Fora-da-Lei”, “A Gente Vai Continuar” e “Picado Pelas Abelhas”.

SETLIST JORGE PALMA
O Fim
Dormia Tão Sossegada
Eternamente Tu
Cara D’Anjo Mau
Quarteto da Corda
Dá-me Lume
Escuridão
Estrela Do Mar
Terra dos Sonhos
Frágil
Deixa-me Rir
Encosta-te a Mim
Portugal, Portugal
Jeremias, o Fora-da-Lei
A Gente Vai Continuar
Picado Pelas Abelhas

Fechando os palcos principais do festival, os D’Alva trouxeram a sua boa disposição habitual à aldeia, obrigando todo o público a fazer barulho e a cantar os parabéns. Embora não tenha sido um dos nossos concertos favoritos do festival, reconhecemos o seu mérito e aplaudimos a energia do grupo em palco, que conseguiram fazer todo o público rir e saltar, enquanto a banda mostrava o seu amor pelo pop.

Chegamos ao festival sem saber muito bem o que esperar, mas em retrospetiva, podemos dizer que era tudo o que poderíamos pedir e mais.

Sem dúvida que este festival tem um ambiente muito especial, mágico de experienciar durante os 4 / 5 dias que durou. Toda a gente tinha sorrisos na cara, ninguém resmungava, sempre prontos a ajudar os outros. Tal como diz o slogan do festival, parecia que estávamos mesmo a viver a aldeia e não apenas a visitá-la.

Além da qualidade do ambiente, os concertos em si também foram, no geral, geniais. Finalmente, queremos também agradecer à organização do festival que nos recebeu de maneira excelente e sempre dispostos a ajudar.


Fotos dia 12 de agosto

Bons Sons '16 (1º dia)

Fotos dia 13 de agosto

Bons Sons '16 (2º dia)

Fotos dia 14 de agosto

Bons Sons '16 (3º dia)

Texto: Bernardo Sequeira
Fotografia: Rafaela Suzano

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Reportagem: ENTREMURALHAS 2016 [Castelo de Leiria] - 1º dia


Na passada quinta-feira, dia 25 de agosto, Leiria vestiu-se mais uma vez de preto para acolher a sétima edição do festival Entremuralhas. Apesar da concorrência se mostrar alta no fim-de-semana (com outros dois festivais a decorrer em simultâneo nos mesmos dias) isso não impediu o público já fidelizado de dar um salto e rumar entremuralhas, no icónico Castelo de Leiria. Como é habitual neste primeiro dia de festival o acesso ao Castelo de Leiria ficou limitado apenas ao recinto envolvente ao Palco Corpo. Era o primeiro dia de festival e havia muita curiosidade em ver Grausame Töchter ao vivo, e espreitar os concertos, também em estreia nacional, de Karin Park e Silent Runners

Silent Runners



Vestidinhos a rigor, que é como quem diz, todos de preto (à excepção do vocalista que se carcacterizava numa camisa azul escura com flores), os Silent Runners deram um concerto que seguiu a linha das expectativas que lhes tinham sido feitas. Em formato quarteto, os holandeses abriram o Palco Corpo por volta das 22h20 com "Human Capital", ainda a aguardar a entrada do carismático vocalista Dolf Smolenaers. Com uma presença em palco denotada, Dolf e companhia começaram a envolver os primeiros festivaleiros com aquela que seria a primeira de seis músicas novas que traziam na manga. 
O primeiro grande momento do concerto deu-se com "Golden Nights". Ao vivo a voz de Dolf Smolenaers é, de certa forma, despida da aura negra e consegue facilmente despertar interesse e empatia por aqueles que os ouviam. A simpatia do teclista Joep Gerrits e a cara de "mauzão" do guitarrista Stanley Op 't Root também despertavam facilmente curiosidade e uma empatia.
Após "I Walk Away" e "Fire Escape" o Entremuralhas preparava-se para receber o primeiro dos grandes momentos de voz "a solo": Dolf Smolenaers finalizou "Again" com um vozeirão imparável que durou ainda uns longos segundos. Estava ali visto que os Silent Runners têm potencial apesar do seu pouco renome. 
Seguiu-se a já conhecida "Phantom Warrior" e, apesar de ser um concerto que numa versão encurtada teria um efeito muito positivo, os Silent Runners souberam encerrar muito bem o primeiro concerto do festival. Tocou "Forgotten", mais um novo tema, para pôr fim à estreia dos holandeses no Palco Corpo.
A finalizar o concerto a banda aproveitou mote para dizer que as cópias do seu EP homónimo de estreia podiam ser adquiridas na banca de merchandising por "pay what you want. It could be 10 cents".
Fofos.


Silent Runners

Karin Park



O concerto da Karin Park foi daquele tipo de concertos do Entremuralhas que normalmente só dá para suscitar duas reações: ou a experiência é positiva ou é negativa, não há grandes espaços para uma opinião intermédia. 
Com início apontado às 23h30 Karin Park sobe ao palco com dois bateristas (um deles David Park, o irmão) para mostrar a sua synthpop de pinceladas negras. A abrir com "Opium", retirado do mais recente disco Apocalypse Pop, Karin Park começa a despertar uma certa atenção do público. A guardar os seus hits mais conhecidos para o meio e fim do concerto, Karin Park e companhia seguem espetáculo com "New Era", "Everything" e "Restless". Sem grandes alterações na performance, Karin Park mostrou uma atuação muito monótona, apesar das suas tentativas constantes de comunicação com o público. Demasiado pop para um público tão goth
A Karin Park em estúdio é mais poderosa que a Karin Park ao vivo e isso sente-se muito também ao nível da voz. Apesar do concerto uniforme, Karin Park  ainda teve tempo para revisitar alguns singles dos álbuns Ashes To Gold (2009) e Highwire Poetry (2012) e apresentar os músicos que a acompanhavam. 
Depois de "Look What You've Done" Karin Park perguntou ao público do Entremuralhas se conheciam as Pussy Riot e começou a contar uma história envolta ao tema, era a abertura para "Hard Liquor Man". Para encerrar o concerto, Karin Park juntou-se aos dois bateristas no finalizar de "Thousand Loaded Guns", naquela que ficou marcada como a parte alta do concerto: percussão, percussão, percussão.


Karin Park

Grausame Töchter


O espetáculo dos Grausame Töchter começou, para alguns, antes do tempo quando, no intervalo entre concertos, uma mão cheia de performers, ora de t-shirt ora semi nuas, passava por entre o meio do público rumo ao palco principal, ainda sem Aranea Peel no campo de visão. Já após esta primeira ocorrência foi colada uma projeção no palco de uns olhos quase sempre abertos e fixados no público, com um contador decrescente iniciado em 10m00. O Entremuralhas preparava-se assim para receber aquele que era cunhado como o concerto mais fora da cena. 
Os Grausame Töchter são oito e ao Palco Corpo subiram sete: a abrir o concerto com "Vagina Dentata", em formato um baterista, uma guitarrista e três dançarinas ainda com t-shirts e alguns apetrechos sexuais, como máscaras, sutiãs de látex e saltos altos. A diva fetish Aranea Peel entra em palco poucos segundos depois coberta por um vestido de mangas brilhante para um aquecimento que seguiu com "Angst entstellt den Menschen" e um jogo de luzes muito interessante. Com uma performance muito marcante os alemães intrepertaram "Liebe will Beweise" e Aranea Peel parecia não ter muito para dizer ao público, a sua filosofia era mais a de "show, not tell". E se era esperada um electropunk chocante Aranea Peel mostrou-o logo no início do concerto, chegando-se mais para a frente, levantado a saia e, sem cuecas, faz um "chichizão" (sim aquilo não era um chichi para meninos) em palco, enquanto canta. Música psicologicamente densa. Nudez no Entremuralhas. Um concerto que se esperava muito hardcore.

E pronto ali ficou um espetáculo marcado pelo "tudo a tirar a roupa", "gajas a comerem-se", a abraçarem-se e um elemento do público a levar umas bofetadas da loirinha que se assumiu como o elemento de comunicação entre público e banda (a diva fetish Aranea Peel decidiu poupar quaisquer diálogos com o público). Além do espetáculo performativo, a banda trouxe também uma projeção visual altamente apelativa e coordenada com o espetáculo, "Die ganze Welt ist ein Zirkus" foi um bom exemplo, com as bailarinas a trazerem máscaras de palhaço e a tocarem bombo. Ainda de relevo, Aranea Peel fez-se acompanhar de uma faca e uma arma em partes pontuais do espetáculo.
Com uma setlist a contemplar essencialmente Vagina Dentata, ainda houve tempo para ouvir temas de Glaube Liebe HoffnungAlles für Dich. Os Grausame Töchter depediram-se com a apresentação dos seus elementos, como banda, e "Ich Darf Das!" como pano de fundo: deusa e ninfas unidas.
O concerto dos Grausame Töchter foi o espetáculo do dia, embora tivesse as expectativas mais elevadas no seu início. No fim Era Kreuz ainda apontou fortemente a arma contra o público, embora nunca a chegasse a disparar. 

O primeiro dia do Entremuralhas, que decorreu no Palco Corpo com três bandas, teve um total de 15 músicos em palco. Não houve nenhuma ocorrência de encore no final dos concertos.


Dia1 @ ENTREMURALHAS 2016

----- fotogaleria completa primeiro dia -----

Texto: Sónia Felizardo
Fotografia: Virgílio Santos

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quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Supernova regressa a 17 de setembro



Mais um ano e mais um dia 17 de Setembro em grande para o Campus de Campolide da Universidade NovaEste ano em vez do habitual "Festival Nova Música" teremos o Supernova, um novo conceito a surgir no Campus com mais oferta mas com os concertos e o bom ambiente a que estamos habituados.

Só recordar nomes que já passaram por este Festival, que serve de aquecimento e recepção aos alunos, tivemos já B Fachada, Capitães da Areia, Galgo, Noiserv, e este ano como já na primeira edição teremos a já conhecida e adorada banda lisboeta, Capitão Fausto.

A acompanhar estarão os barreirenses PISTA e também a banda vencedora do concurso de bandas, os Bosque.

Este ano, na reitoria será possível assistir a variados fóruns que contam com nomes como Tó Trips, Quim Albergaria e o actor Ivo Canelas, e também poderemos ver a exposição na escadaria da Faculdade de Economia feita pela Cafetra Records de artistas como Sallim ou Éme.

Finalizar a dizer que os bilhetes encontram-se à venda nos locais habituais pelo preço de venda antecipada de 6€, no próprio dia custará 8€ e passadas as 20 horas o mesmo passará para 10€.

Não é um Festival. É Supernova.

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The Sunflowers, 800 Gondomar e Moon Preachers na Galeria Zé dos Bois


Os The Sunflowers vão editar o seu disco de estreia no próximo dia 19 de setembro, e por isso, vêm a Lisboa no dia 23 de setembro para apresentar The Intergalactic Guide To Find The Red Cowboy. Com eles vêm também os 800 Gondomar e os Moon Preachers, que prometem dar uma abertura bem à altura para esta noite de puro rock na Galeria Zé dos Bois. Este é mais um evento promovido pela Pointlist, a promotora eborense que representa as bandas deste cartaz. 

Poderão também aproveitar para comprar o álbum a ser apresentado, que vai contar com edição em vinil e cassete, esta última editada com 5 capas e 5 cores diferentes.

Os concertos começam por volta das 22h, e os bilhetes vão estar à venda por 6 euros na Flur Discos, Tabacaria Martins e ZDB (quarta a sábado das 18h às 23h).

Cartaz de A Cristina Faz

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terça-feira, 30 de agosto de 2016

Passatempo: Ganha bilhetes para o Reverence Valada


A pouco mais de duas semanas para o Reverence Valada - que vai decorrer nos dias 8, 9 e 10 de setembro - e já com o seu cartaz completo há bastantes semanas, nós temos aqui 3 bilhetes diários de cada dia para vos oferecer.

O cartaz do festival ribatejano reúne nomes como Brian Jonestown Massacre, Thee Oh Sees, The Sisters Of Mercy, Killing Joke, The Damned, Fat White Family, A Place To Bury Strangers, Chain And The Gang, J.C. Satàn e entre muitos outros.


O Reverence Valada vai agora para a sua terceira edição, e como sempre, conta com um dos melhores cartazes, em termos de festivais de verão, deste presente ano de 2016. Por Valada do Ribatejo já passaram grandes bandas como Hawkwind (a primeira banda do falecido Lemmy Killmister), Electric Wizard, The Horrors, Sleep, e agora, Brian Jonestown Massacre The Sisters of Mercy.

Os bilhetes diários têm o preço de 25 euros para o primeiro dia, até ao final de agosto, passando para os 30 euros até ao dia 8 de setembro. Para os restantes dias 9 e 10, os bilhetes custam 40 euros até dia 31 de agosto, custando a partir daí 45 euros até ao final do festival.
Quem preferir não perder nenhuma das bandas que o festival ribatejano tem para oferecer, pode comprar o passe geral por 70 euros até ao final de agosto, custando a partir daí 80 euros até aos dias do festival. Ambos os bilhetes podem ser adquiridos nos locais habituais e em bol.pt (aqui).

Em parceria com o Reverence Valada, temos 3 bilhetes diários de cada dia - 8, 9 e 10 de setembro - para oferecer. Se queres ser um dos contemplados só tens de participar neste passatempo e seguir as instruções em baixo:

1- Seguir a Threshold Magazine e o Reverence Valada no Facebook.



2- Gostar do post referente ao passatempo no Facebook, partilhá-lo em modo público, referir na descrição dessa partilha o dia ao qual querem concorreridentificar 3 amigos.



O passatempo termina no dia 6 de setembro às 23:59, e os bilhetes serão sorteados de forma aleatória através da plataforma www.random.org.


Boa sorte!

--------------------- Atualização (07/09) ---------------------

Os vencedores do sorteio são:
- dia 8 - Marta Santana, Bernardo Crastes e Raquel França.
- dia 9 - Rui Rocha, Carolina Silva e João Biscaia.
- dia 10 - Sara Candeias, David Matos e Pereira Manuel.

A estas pessoas pedimos que mandem um mail para thresholdmgz@gmail.com com o seu nome completo e número do CC.

Parabéns!

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