sábado, 10 de setembro de 2016

10 000 Russos aproveitam setembro para andar em tour pela Europa




Os 10 000 Russos preparam-se para arrancar em mais uma tour europeia de promoção do seu disco homónimo editado pela editora britânica Fuzz Club Records. Portugal, Espanha, França, Bélgica e Inglaterra são os países contemplados nesta tour, com principal destaque as atuações no credenciado Liverpool´s International Festival of Psychedelia, a 24 de setembro, e a primeira parte dos norte-americanos Dead Meadow, no Moth Club em Londres, a 26 de Outubro. Todas as datas da tour estão disponíveis na imagem de cima.

Há também novidades nesta tour, como a apresentação de uma edição em cassete pela Fuzz Club Records do concerto que a banda deu em Londres a 13 de Novembro de 2015 no Fuzz Club Fest.  Durante o Outono sairá um split em 7 polegadas com os britânicos The Oscillation, com selo da mesma editora inglesa.

Após esta tour, os 10 000 Russos preparam-se para gravar novo disco nos HertzControl Studios em Caminha com saída com edição mundial prevista para 2017 pela Fuzz Club Records.

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Corrina Repp de regresso a Portugal para atuar no Lusitano Clube a 17 de setembro


A norte-americana Corrina Repp, originária de Portland, está de regresso ao nosso país, depois da suas passagem por cá em outubro do ano passado. A cantora vai apresentar a solo o seu mais recente disco The Pattern of Electricity (2015), já no próximo dia 17 de setembro no Lusitano Clube, em Lisboa, com o início marcado para as 21h30. Os bilhetes têm o custo de 10€.

A artista comparada a Beach House, Gillian Welch ou Cat Power, considera que o ambiente certo para se ouvir a sua música tanto pode ser numa viagem pelo deserto ou no meio de uma floresta com os headphones postos. Soturno e introspectivo, The Pattern of Electricity apresenta arranjos musicais de indie folk eletrónica requintados, de linhas de guitarra meio que solitárias, orgão e sintetizadores.

Fiquem a conhecer um pouco melhor a obra da cantora com um dos singles de The Pattern of Electricity.

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sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Rats on Rafts atuam na próxima semana em Vila Real e Bragança


O quarteto holandês Rats on Rafts, que tão rápido passa pelo garage carregado de reverb como pelo post-punk ou a pop new-wave, estará no nosso país inseridos numa tour Europeia que tem em Trás-os-Montes a única passagem por Portugal.

Os Rats on Rafts vêm apresentar o seu último álbum de estúdio Tape Hiss, autoproduzido, gravado e masterizado em analógico e editado pela prestigiosa Fire Records conhecida por editar trabalhos de Pulp, Teenage Fanclub ou Spacemen 3.

Dias 12 e 13 de Setembro respetivamente atuam no Club de Vila Real em Vila Real e Central Pub em Bragança com o sela da Dedos Bionicos. Ambos os concertos têm uma entrada de 5€. As reservas podem ser feitas em reservas@dedos-bionicos.pt.


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Much Flow 2016 fecha cartaz com Bo Ningen, Sallim e muitos mais


Bo Ningen, Captain Boy, DJ Lynce, Joana Guerra, Lourenço Crespo, Radioscope#2 de Jorge Quintela e Sallim são os nomes que vão fechar o cartaz da edição de 2016 do Mucho Flow. O festival que regressa para a sua quarta edição conta com nomes como Blank MassBruxas/Cobras, Memória de Peixe, Naked, Nite Jewel e Toulouse. Dia 8 de outubro, o CAAA – Centro para os Assuntos da Arte e Arquitectura de Guimarães recebe mais de 12 horas de música. 


As actuações têm início às 15h, na rua junto ao CAAA (Rua Padre Augusto Borges de Sá) e continuam a partir das 18h até noite dentro nos dois palcos interiores. O Mucho Flow volta, assim, a proporcionar, em primeira mão, oportunidades para ouvir os próximos lançamentos de Joana GuerraToulouse (ambos a sair pela Revolve), Naked, Nite Jewel, Memória de Peixe ou Bruxas/Cobras, novo projecto de Ricardo Martins e Pedro Lourenço.

Os bilhetes, Os bilhetes, já à venda em ticketea.com, custam 10€. Os concertos no palco exterior são de acesso livre.

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quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Reportagem: Festival Vilar de Mouros 2016


O Festival Vilar de Mouros regressou em 2016 depois da sua falhada edição de 2014 e ausência em 2015. Regressou com um cartaz excelente que fez as delícias dos amantes da música dos anos 80 com artistas como The Waterboys, OMD, Peter Murphy e Happy Mondays.


25 de agosto

Após montar as tendas e arrumar a bagagem dirigimo-nos para o palco principal onde estava quase a iniciar o concerto do eterno baixista dos Joy Division, Peter Hook, que juntamente com a sua banda, The Light, nos ia presentear com uma hora de alguns dos maiores êxitos de Joy Division e New Order. Sem perder tempo começaram com "Digital", a primeira faixa de Unknown Pleasures, um dos mais importantes álbuns de post-punk, que se encontrava muito bem representado por grande parte de público que envergava, orgulhosamente, t-shirts com a capa do mesmo.

Era fácil de perceber que a maior parte do público queria ouvir, principalmente, músicas de Joy Division, a qualidade dos músicos impossibilitou a indiferença, os fãs da extinta banda deliravam, muitos dançavam qual Ian Curtis, os "não fãs" tiveram a sua oportunidade de perceber o sentimento que as músicas transmitem e descobrir a sua genialidade num concerto que, apesar de ter sido apenas às 20h, tinha qualidade para ser o ultimo desse dia. Após "Transmission", foi o momento de reviver os clássicos de New Order que apesar de muito mais dançáveis e divertidos que os temas anteriores, infelizmente, não foram tocados com a mesma qualidade. Nesta parte do concerto "Blue Monday" era a música mais desejada nesta altura e eis que chega, sempre perfeita, na sua versão de cerca de 5 minutos. Antes de terminar o concerto, Peter Hook, decidiu dedicar a última música aos seus amigos, que tocariam umas horas depois, os Happy Mondays, fechando, assim, com "Love Will Tear Us Apart" e, no fim deste tema, atirou, como já é costume, a sua camisola para o público. Um concerto que dificilmente será esquecido por quem o presenciou que tem como única falha a falta de "Disorder".

Setlist
Digital
Isolation
She's Lost Control
Shadowplay
Transmission
The Perfect Kiss
Blue Monday
True Faith
Temptation
Ceremony
Love Will Tear Us Apart

Peter Hook and the Light @ Vilar de Mouros

O céu já estava completamente escuro quando Paulo Furtado, ou The Legendary Tigerman, subiu ao palco com "Gona Shoot My Woman" do seu já antigo Naked Blues iniciando, assim, uma hora de puro Rock'n'Roll. Um concerto divertido, como seria de esperar, que, devido à sua curta duração, se focou nas músicas mais mexidas deixando, naturalmente e infelizmente, "Do Come Home" de lado. Deste concerto destaca-se "These Boots Are Made For Walking" que Tigerman fez questão de referir que a música escrita por Lee Hazlewood foi gravada pela primeira vez por Nancy Sinatra e que para a sua versão da música (contida no álbum Femina) escolheu Maria de Medeiros para o acompanhar. "Naked Blues" e "Storm Over Paradise" foram também boas escolhas no alinhamento. Para terminar o concerto e como já é costume foi escolhida "Twenty First Century Rock'n'Roll" onde Paulo Furtado se despediu com "Esta é a última música de Rock'n'Roll que vão ouvir esta noite". ROCK'N'ROLL. 


The Legendary Tigerman @ Vilar de Mouros 2016

Sempre dentro dos horários vimos Rowetta a subir ao palco juntamente com Gary Whelan, Mark Day e Paul Ryder para uma introdução à qual se juntou posteriormente Shaun Ryder e Bez culminando em "Kinky Afro", uma das mais conhecidas canções de Happy Mondays, divertida e rápida como seria de esperar com Bez a espantar os menos preparados para um concerto com um tocador de maracas/dançarino em palco. Logo a seguir Shaun perguntou ao público "Do you know 24 hour party people? Plastic face can't smile the white out?[letra da música]" começando, imediatamente, "24 Hour Party People". Seguiu-se um concerto monótono e uma aula de história da banda quando Shaun, antes de cada música decidia fazer uma introdução dizendo o ano da mesma (sendo isto totalmente inútil pois todas as músicas pertenciam a Pills 'n' Thrills and Bellyaches). Felizmente, Bez entrando e saindo de palco quebrava alguma da monotonia e quando Rowetta se juntava, ocasionamente, criava, também momentos diferentes. Com o álbum praticamente todo tocado a banda saiu de palco para um regresso imediato num encore(?) onde foram tocadas "Hallelujah" e "Wrote For Luck(WFL)". Um concerto que numa opinião imparcial seria considerado aborrecido de uma banda histórica que tem, assim, o seu regresso a Portugal passados bastantes anos.


Happy Mondays @ Vilar de Mouros 2016

Depois de um intervalo enorme e ainda cerca de vinte minutos de atraso surgiu Peter Murphy, com o seu olhar penetrante e assustador. Abriu com "The Rose" começando, assim, mais um dos melhores concertos do festival. Como pouco conhecedor do trabalho do líder dos Bauhaus, "Eliza" foi a canção que mais me surpreendeu, nunca a tinha ouvido em estúdio. Após esta enorme canção do disco Lion, Murphy, decidiu fazer um pequeno tributo a Bowie com "The Bewlay Brothers", um dos mais lindíssimos temas de Hunky Dory. Seguiu-se um momento mais dedicado aos fãs de Bauhaus com "Silent Hedges" e "The Passion Of Lovers". "A Strange Kind Of Love" foi o momento mais comovente de todo o concerto onde toda a aura sinistra de Peter Murphy foi facilmente ignorada em prol da sua voz. "Dark Entries", também de Bauhaus, foi a canção escolhida para terminar o concerto e despediu-se  dizendo regressar em outubro. Na setlist ainda estava como encore "All We Ever Wanted Was Everything" (e "Loctiane") cuja falta foi bastante sentida, assim como a falta do clássico tema "Indigo Eyes" e ainda, para alguns, "She's In Parties" e "Bela Lugosi's Dead", num concerto de cerca de uma hora que, apesar de excelente, soube a pouco. 

Setlist
The Rose
Hang Up
God Is An Alcove
Disappearing
Eliza
The Bewlay Brothers
Silent Hedges
The Passion Of Lovers
Subway
A Strange Kind Of Love
Cuts You Up
The Prince & Old Lady Shade
Dark Entries

Peter Murphy @ Vilar de Mouros 2016



26 de agosto

O segundo dia iniciou com Neev, o artista com a carreira mais curta nesta edição do Vilar de Mouros, ainda não tendo editado um disco de estreia. Apesar de não conhecer as suas canções o público do festival pareceu aderir bem às suas músicas, sendo as partes apenas instrumentais bem melhores que as partes com vocais. Os Linda Martini trouxeram o seu disco Sirumba ao Vilar de Mouros, assim como alguns temas já clássicos como "Juventude Sónica" e "Dá-me A Tua Melhor Faca". Num concerto de cerca de 50 minutos foram capazes de surpreender os incautos e manter o nível de qualidade a que os fãs estão habituados.

Setlist
Dá-me A Tua Melhor Faca
Sirumba
Unicórnio de Santa Engrácia
Juventudo Sónica
Amor Combate
O dia em que a música morreu
Volta
Panteão 
Belarmino vs
Putos Bons

Linda Martini @ Vilar de Mouros 2016

Cerca de uma hora e meia depois regressamos ao palco principal para presenciar o regresso do Echo & The Bunnymen depois da sua passagem pelo Vodafone Paredes de Coura em 2013. Sempre pontual, a banda de Ian McCulloch, começa o concerto com "Going Up", um dos melhores temas de Crocodiles, o primeiro álbum da banda. Continuando a viagem por Crocodiles, a banda decide visitar um pouco de The Doors com um medley que incluiu o primeiro tema de Morrison Hotel, "Roadhouse Blues", e ainda "The Jean Genie", sendo a segunda vez que ouvimos David Bowie neste festival. Apesar de ser uma das minhas bandas preferidas desta edição do Vilar de Mouros, o seu concerto foi bastante low profile, provavelmente, apenas agradando aos fãs, sem acrescentar nada de novo ou tendo alguma coisa de diferente, o que foi agravado pelo facto de não terem permitido a passagem do concerto nos ecrãs gigantes, fazendo muitos perder a atenção facilmente. Em "Nothing Lasts Forever", Ian, recorda a passagem da banda pelo festival em '82 e junta a sua canção a "Walk On The Wild Side" de Lou Reed num dos momentos (talvez o único) mais bonitos de todo o concerto.

Foi num conjunto de 3 hits ("Bring On The Dancing Horses", "The Killing Moon" e "The Cutter") que os ingleses terminaram o seu concerto mais tarde regressando para o encore com "Lips Like Sugar", canção que, provavelmente, conteve mais energia que o resto do concerto. Um concerto mais dedicado aos fãs que, infelizmente, não teve nem a duração desejada nem suficientes passagens por Ocean Rain, o quarto álbum da banda. 

Setlist 
Going Up
Rescue
Villiers Terrace/ Roadhouse Blues / The Jean Genie
All That Jazz
Seven Seas
Bedbugs & Ballyhoo
Over The Wall
Never Stop
Nothing Lasts Forever / Walk On The Wild Side
Bring On The Dancing Horses
The Killing Moon
The Cutter

Encore
Lips Like Sugar

Echo and the Bunnymen @ Vilar de Mouros 2016


Passadas duas horas subiram ao palco os OMD (Orchestral Manoeuvres In The Dark) com a sua estreia em Portugal. Iniciando o concerto com um dos maiores êxitos, "Enola Gay", com uma interpretação impressionante, ultra energética e quase igual à versão de estúdio. Após "Radio Waves", Andy McCluskey, pousou o seu baixo e anunciou boas e más noticias, as boas: que ia parar de tocar baixo, as más: que era a parte em que começava a dança. Foi assim que começou "History of Modern (Part 1)" e nos começou a mostrar os seus incríveis movimentos e energia de fazer inveja a qualquer um dos presentes. Como de costume para "(Forever) Live and Die", Andy trocou de lugar com Paul Humphreys que conquistou (ainda mais) o público com a sua excelente voz.

Regressado aos vocais Andy promete que os OMD não voltarão a esperar 36 anos para vir a Portugal e que iam iniciar uma sequência de quatro músicas do seu mais famoso álbum, Architecture and Morality. Após "She's Leaving", a grande "Souvenir" e "Jean Of Arc" chegou "Jean Of Arc (Maid Of Oleans)" na qual era esperada uma actuação de dança ainda mais arrojada que não aconteceu mas facilmente se perdoa o artista/vocalista que aos 59 anos consegue ter mais energia que muitos alguma vez tiveram/têm/terão. Encerrando o concerto (e o dia do festival) tocaram "Electricity", o primeiro single da banda, onde todos reuniram a réstia de energia para poder dançar uma vez mais ao som deste grande clássico.

Setlist
Enola Gay
Tesla Girls
Messages
Radio Waves
History of Modern (Part 1)
If You Leave
(Forever) Live and Die
She's Leaving
Souvenir
Jean Of Arc
Maid Of Orleans
Talking Loud and Clear
Metroland
So In Love
Dreaming
Sailing On The Seven Seas
Locomotion
Electricity

Orchestral Manoeuvres in the Dark @ Vilar de Mouros 2016


27 de agosto

No terceiro e último dia do festival estava na altura de experimentar a praia fluvial, ao som de "Rebel Rebel" (última passagem por Bowie) vinda do soundcheck dos The Waterboys, a banda mais esperada de todo o festival o que se reflectiu no facto de todos os bilhetes para esse dia terem esgotado. 


Samuel Úria @ Vilar de Mouros 2016

Samuel Úria iniciou os concertos deste dia 27 de Agosto apresentando o seu novo Dou-me Corda começando precisamente com o tema homónimo ao álbum. Um concerto mais direccionado para o rock e, como tal, teve poucas passagens pelo segundo álbum, O Grande Medo do Pequeno Mundo. Foi possível ouvir temas como "Aeromoço" e "Não Arrastes O Meu Caixão", felizmente, foi tocado também o enorme tema "Lenço Enxuto". Para terminar o concerto foi tocado "Teimoso". Apesar de um concerto excelente faltou "Espalha Brasas" e "Império". Um pouco mais tarde entrou em palco Bombino que durante cerca de uma hora partilhou com o público a sua música tão típica. Um concerto que "ganhou pontos" por ser muito diferente dos outros mas perdeu por ser muito repetitivo.


Bombino @ Vilar de Mouros 2016

Um dos momentos mais esperados do festival chegou às 22:45 deste dia 27 de agosto quando os The Waterboys subiram ao palco e iniciaram o seu concerto com "Still A Freak" do seu mais recente álbum November Tale, que mesmo sendo uma canção recente deixou todo o público entusiasmado, pois apesar da música ser recente, continua com o mesmo sentimento e sonoridade das clássicas. Se a reacção foi boa com uma música desconhecida de metade do público "Medicine Bow" e "A Girl Called Johnny" foram ainda mais especiais e satisfatórias. Esta última teve uma duração de cerca de 10 minutos com diversos solos de piano pelo mestre Mike Scott. Ainda tivemos o privilégio de ouvir uma canção nova "Nashville, Tennessee" e um cover de "Roll Over Beethoven" original de Chuck Berry, que mesmo executado com toda a mestria da banda pode não ter sido uma escolha muito feliz pois "tirou tempo" para outros originais da mesma, numa setlist que foi bastante curta para a experiência e história da banda.  

Seguiram-se os maiores e mais conhecidos temas dos Waterboys, "The Whole Of The Moon" e "Fisherman's Blues", o que fez o público transbordar de alegria, muitos ouviam os temas da sua infância, outros escutavam algumas das canções mais importantes da década de 80. Um concerto que em termos de execução foi mais que excelente que deixou vontade de um regresso próximo da banda ao nosso país que pecou pela setlist demasiado curta que nem teve direito à cover de "Purple Rain" que já é costume no encore.

Setlist
Still A Freak
Medicine Bow
A Girl Called Johnny
We Will Not Be Lovers
Nashville, Tennessee
Long Strange Golden Road
Glastonbury Song
Roll Over Beethoven
The Whole Of The Moon
Fisherman's Blues

The Waterboys @ Vilar de Mouros 2016


A última banda internacional a actuar no festival foram os Tindersticks que já tinham passado no nosso país este ano e voltaram a atuar outra vez. Trouxeram consigo o seu novo álbum, The Waiting Room, e as expectativas eram elevadas. Infelizmente o concerto não atingiu as expectativas, as músicas não transmitiram o sentimento devido e foram bastante monótonas. "Were We Once Lovers?" e "How He Entered" foram, provavelmente os temas melhor executados e "Hey Lucinda", um dos meus preferidos do álbum, o pio. Trata-se de um dueto cuja parte de Lhasa de Sela (presente em estúdio) foi totalmente ignorada tirando toda a magia da canção. O concerto terminou com os clássicos da banda "This Fire Of Autumn" e "My Oblivion". 

Setlist
Like Only Lovers Can
Second Chance Man
Were We Once Lovers?
Say Goodbye To The City
If You're Looking For a Way Out
Boobar Come Back To Me
Hey Lucinda
How He Entered
We Are Dreamers!
Show Me Everything
This Fire Of Autumn
My Oblivion

Tindersticks @ Vilar de Mouros 2016

Seguiram-se os Blasted Mechanism, explosivos como sempre. E com a promessa do regresso para o ano terminou a edição comemorativa dos 50 anos do Vilar de Mouros, uma edição com bastante sucesso que teve um cartaz histórico e único.

Ambiente @ Vilar de Mouros 2016

Texto: Francisco Lobo de Ávila
Fotografia: Rui Gameiro

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Cave Story substituem Mighty Sands no IndieotaFESTAval


O concerto dos Mighty Sands no IndieotaFESTAval foi cancelado devido a problemas de saúde do vocalista e guitarrista Chaby Mendonça. A banda será substituída pelos Cave Story. Estes tocam hoje à 01h10 no Time Out Bar, no Montijo.

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quarta-feira, 7 de setembro de 2016

STREAM: New Horror - Fruitless Search


New Horror são um trio formado por Lewis Thompson (voz, guitarra, eletrónica, drum machine), Mark McGarry (guitarrista principal) e Chris Owens (baixo). Vêm do norte de Inglaterra e editaram no passado dia 27 de agosto o seu EP de estreia, Fruitless Search, via Soft Verse. Neste trabalho podemos contar com 6 músicas novas marcadas por uma sonoridade post-punk e shoegaze obscura, envolvido em lo-fi, reverbs, turbilhões de guitarras e sintetizadores, e a voz apaixonada de Lewis Thompson.

Durante a gravação de Fruitless Search, o trio não queria que o seu trabalho apresentasse uma produção demasiado limpa. A música tinha de soar que vinha de um coluna de supermercado estragada. As partes com bateria e sintetizadores foram gravadas através de um amplificador de guitarra de modo a manter o tão desejado charme lo-fi que a banda pretendia. 

Oiçam em baixo na íntegra e gratuitamente Fruitless Search.

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terça-feira, 6 de setembro de 2016

Reverence Valada: Killing Joke cancela concerto e são substituídos por Névoa

 

Os britânicos Killing Joke, um dos principais cabeças de cartaz da edição 2016 do Reverence Festival Valada, cancelam o seu concerto. A banda iria actuar no Palco Sontronics no dia 10 de Setembro pelas 22h20.

Numa declaração da equipa de programação do Festival, a mesma adiantou que apesar de todos os esforços para impedir este cancelamento: “Infelizmente , depois de muitos esforços da nossa parte para evitar esta situação, os Killing Joke cancelaram a sua vinda ao RFV16, sem qualquer tipo de justificação.

Dado a falta de tempo para conseguir contratar outra banda, os The Quartet of Woah transitarão para o Palco Sontronics no dia 10, enquanto os Névoa ocuparão o slot no Palco Indiegente. Para os interessados em devolver o bilhete de dia 10, os mesmos podem ser devolvidos nos pontos de venda, apresentação de comprovativo de pagamento é obrigatório. Quem entrar no recinto não terá direito a reembolso.”

Apesar desta noticia, o festival decorrerá no calendário previsto, de dia 8 até dia 10, e os bilhetes gerais estão disponíveis por 80€, os diários para o dia 8 podem ser adquiridos por 30€ e os de dia 9 e 10 podem ser comprados por 45€.

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segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Galeria Fotográfica: ENTREMURALHAS 2016 - Público


A sétima edição do Entremuralhas, que decorreu de quinta-feira a sábado - 25, 26 e 27 de agosto - foi mais uma edição de sucesso com o número mágico de pessoas (737) a visitar o icónico Castelo de Leiria. A Fade In garantiu, mais uma vez, um cartaz de luxo que, embora com alguns nomes pouco renomados, trouxe concertos incríveis e únicos que não serão vistos tão cedo por terras nacionais.

Os espectadores, a maioria acompanhados das suas vestes negras, inundaram o Castelo de Leiria para assistir à programação exclusiva do EM, sabendo estar em concerto. O público do Entremuralhas é uma família e, afinal, quem é que não gosta de ter retratos de família? São sempre pedaços de história para contar aos netos.

A galeria fotográfica do público presente nos três dias do festival Entremuralhas pode ser (re)visitada abaixo, ou por aqui. Este álbum é para esse público grandioso que mais uma vez consegue deixar aquela saudade a apertar. Um festival também é feito pelo festivaleiros.

Público @ Entremuralhas 2016

Fotografias de Vírgilio Santos

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Reportagem EM 2016 - 1º dia
Reportagem EM 2016 - 2º dia
Reportagem EM 2016 - 3º dia

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domingo, 4 de setembro de 2016

Pointlist - Programação para setembro


A Pointlist está de volta este mês para mais uma série de concertos, eventos e muito mais. O principal destaque de setembro vai para a sua curadoria, com o Black Bass - Évora Psychadelic Fest, no dia 8 do Reverence Valada, onde nos trouxeram projectos como Thee Oh Sees, J.C. Satàn e entre muitos outros.

Quanto às bandas da promotora eborense, os The Sunflowers vão lançar The Intergalactic Guide To Find The Red Cowboy no dia 19 de setembro, seguindo-se de duas datas para apresentar este álbum de estreia. Também os 800 Gondomar, Fugly, Sun Mammuth e The Miami Flu vão andar na estrada em setembro, com concertos de norte a sul do país.

Uma grande novidade deste mês, é a introdução dos The Japanese Girl no conjunto de bandas que a Pointlist representa, podendo-os esperar também nos próximos eventos desta promotora.



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Revelados os horários do IndieotaFESTAval


Já foram revelados os horários do IndieotaFESTAval, que ocorre na próxima semana. O festival vai contar com uma grande variedade de bandas portuguesas e o seu cartaz inclui bandas emergentes, como os Morning Coffee e os Grand Sun, e artistas que já tiveram maior sucesso, como os Sunflowers e os PISTA.

O evento acontece em Montijo  entre os dias 8 e 10 deste mês e os bilhetes para os 3 dias custam apenas 5 euros. Os concertos vão dividir-se por dois palcos, um no Bota Baixo e outro no TimeOut Bar.

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Reportagem: ENTREMURALHAS 2016 [Castelo de Leiria] - 2º dia


Ao segundo dia do festival já se encontrava disponível o acesso aos três palcos e uma programação extra ao festival, o Muralhartes. Depois de um primeiro dia excêntrico, essencialmente pela performance marcante dos Grausame Töchter, o segundo dia apresentava-se mais calmo. As portas abriram às 16h00 tendo as primeiras atividades marcadas para as 17h00 nos Paços Novos, com performance de Mafalda Silvgar, intitulada de "Ouroboros", e exposição fotográfica de Lisa Teles assinada de "Subversão". A partir das 18h00 iniciavam os concertos e era dia de ver ou rever King Dude, Sex Gang Children e Frustration, e assistir às estreias de Die Krupps - banda com 36 anos de carreira -, Angelic Foe e Dark Door.

Angelic Foe



Os Angelic Foe inauguraram o Palco Igreja da Pena por volta das 18h07 com "Shapes Without Shadows", retirado do mais recente disco Mother of Abominations. Annmarie Thim (ex-vocalista dos Arcana), trouxe consigo mais três elementos: um baterista, teclista e uma "backing vocal", para um espetáculo que apaixonaria o público e até as ruínas da sublime Igreja da Pena
Embora com um som tendencialmente alto no início, o concerto seguiu-se com "The Charmer", retirado do primeiro disco da banda, Oppressed by the Heavens, onde essa intensidade sonora foi sendo atenuada. Do mesmo álbum os Angelic Foe tocaram ainda "Love Inflamed", "Our Lilith" e "The Serpent and Samael".
Angelic Foe marcou mais um dos momentos das grandes vozes que passaram pelo Entremuralhas 2016, com uma performance sorumbática de vocais operáticos que garantiram uma presença forte ao longo de todo o espetáculo.  
Apesar de ser um concerto mais parado, com a guitarra a ser reproduzida em backing tracks, Annmarie Thim comunicou pontualmente com o público, o que juntamente com a sua boa disposição, garantiu um concerto bom para a primeira abertura do segundo dia. 
Os Angelic Foe encerraram a atuação com "The Get". O concerto terminou às 19h08.


Angelic Foe

Dark Door



Os Dark Door são um duo italiano composto por Mario D'aniello (voz e sintetizador) e Federica Velenia (sintetizador). No Palco Igreja da Pena os Dark Door apresentaram-se às 19h20 rigorosamente vestidos de preto para apresentarem, em estreia nacional, a sua música synthwave minimal. A abrir com "Intro", a dupla italiana subiu a palco de forma muito pouco interativa para um concerto que se avizinhava monótono. E monótono viria a ser, do início ao fim. 
Mario D'aniello quando não tocava, caminhava pelo palco a cantar, mas sem mostrar grande interação com o público. Federica Velenia permaneceu parada no sintetizador de início ao fim. A setlist do concerto também não foi uma escolha muito feliz, dado que o concerto já aqueceu demasiado tarde e despertou o desinteresse de muitos antes da sua segunda metade.
Os Dark Door tocaram dezasseis músicas num concerto que teve a duração de uma hora. A dupla tocou também o conhecido single "Tziganata", um cover dos Litfiba. Na memória do concerto ficam destacadas músicas como "Risveglio", "Nella Mente", "A Scatti" e "Nato Morto".

Dark Door

King Dude



King Dude já não é novo em terras lusas, mas num castelo português era uma estreia absoluta. O público do Entremuralhas ainda não sabia mas assinava-se ali um dos grandes concertos do festival e, sem margem para dúvidas, o melhor do segundo dia. Marcado para as 21h00 o concerto iniciou às 21h22 com Thomas Jefferson Cowgill a dizer que era muito bom estar de volta a Portugal e fazendo-se acompanhar de três músicos. A abrir "Black Butterfly", retirado de Songs of Flesh & Blood - In The Key of Light(2015), e uma banda pronta para entreter todos os festivaleiros e as muralhas que cercam o Palco Alma.
Um dos momentos que mais marcou o concerto foi aconteceu quando Thomas Cowgill faz uma pausa entre músicos para mandar aquela piada: "I really feel like a king in this castle". Mais um mini "king's speech", uns tragos no whisky e umas afinações de guitarra, e King Dude avançam com "Death Won't Take Me", "Rosemary", "The Heavy Curtain" e "Desolate Hour" ainda em apresentação do mais recente disco até à data. Depois da quarta música ("Rosemary") Thomas Cowgill aproveitou para apresentar a banda que o acompanhava e ainda acrescentar que só iria parar de tocar quando o impedissem. Grande festa! Ninguém queria que o concerto acabasse e King Dude partilhava a mesma opinião. 
Já o concerto se aproximava do fim quando aconteceu um grande espetáculo de luzes e King Dude cantava "Fear Is All You Know". Impossível haver alguém indiferente, afinal a voz de Thomas Cowgill conseguia preencher e chegar a todos os pontos do castelo e ser sentida por todos os "entremuralhantes".
Houve ainda espaço para ouvir duas músicas novas - "Holy Christos" e "Sex Dungeon (USA)" - que vão fazer parte de Sex, o novo disco de King Dude com data de lançamento anunciada para 28 de outubro. King Dude e banda tocaram ao todo treze canções, num concerto que só não teve encore porque os "donos" do Alma naquele dia eram os Sex Gang Children. Cowgill estava tão bem disposto que conseguiu apaixonar até aqueles que viam o concerto lá de cima, da Torre de Menagem. O concertão do segundo dia. 
King Dude foi de facto um rei no Castelo de Leiria. O concerto terminou às 22h20 com "Miss September", a revisitar o disco Fear.


King Dude

Sex Gang Children



Os Sex Gang Children são uma banda histórica e trouxeram à setima edição do Entremuralhas um concerto único, raro e também histórico. A banda apresentou-se em palco com os elementos da formação original, que data de 1981 e trazia na manga "Sebastiane", uma das dez músicas mais iconográficas da cena gótica. Os Sex Gang Children regressavam a Portugal 12 anos depois do último concerto no Porto (Halloween Festival, 2004).
As expectativas eram altas e às 23h00 dava-se início ao espetáculo com "Deathworship in Eurasia" como pano de fundo. Andi Sex Gang e banda trouxeram até ao Palco Alma alguns dos seus maiores singles de uma carreira que já conta com 35 anos. Andi vestia uma capa comprida de preto até aos pés e utilizava os tradicionais óculos escuros, pronto para dar um dos concertos mais aguardados do festival. Era a altura do post-punk dos anos 80 viajar até aos anos 10 do século XXI. Depois de "Killer K", os Sex Gang Children fizeram a sua música ecoar com "Salvation" e "German Nun" esta última a demarcar um dos pontos altos do aquecimento inicial do concerto. 
Um momento interessante de relatar aconteceu antes da performance de "Sense of Elation", onde Andi se dirige ao público e pergunta "Where is my Martini?" enquanto se hidrata com água. Há ali uma dança estranha do líder pelo meio que chama a atenção, mas que não chega para convencer todos os festivaleiros; afinal a atuação de King Dude tinha sido extraordinariamente bem conseguida
Quase sempre em formato vocalista, Andi pegou pontualmente na guitarra acústica e os Sex Gang Children, além das canções originais, ainda tiveram espaço para interpretar "Les Amants d'un Jour", um cover de Édith Piaf. Já quase no final do concerto os ingleses tocaram a música que fazia jus ao certo renome que têm na cena gótica e underground: "Sebastianne" que foi, para muitos, o ponto alto do último concerto do Alma no segundo dia. Depediram-se com "Song and Legend" e um concerto recheado dos singles produzidos entre 1982 e 1983. Depois do adeus ao palco, as palmas do público fizeram-se ouvir e o quarteto subiu mais uma vez ao palco para tocar mais três canções. Só faltou "Naked" na setlist.
Os Sex Gang Children tocaram um total de 18 músicas, naquele que foi o primeiro concerto do Entremuralhas com direito a encore. 


Sex Gang Children - Público
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Frustration



Os Frustration também não eram novos por solo português. Em 2008 tocaram no Drop Dead Festival e no dia 26 de agosto fizeram a sua estreia no Palco Corpo do Entremuralhas 2016.
Com concerto iniciado às 00h20, o quinteto francês sobe a palco para apresentar os discos Relax (2008) e Uncivilized (2013) e meter toda a gente a dançar. Os Frustration já são uma banda experiente e a sua música em estúdio, caracterizada entre um punk/post-punk, a fazer lembrar uns Joy Division enquanto Warsaw, também ajudava a tecer expectativas para aqueles que viam a banda pela primeira vez. Ainda não sabia o público aquilo que o concerto ia desenrolar. Punk fresquinho e francês para dançar até o sol raiar.

O vocalista Fabrice Gilbert manteve uma presença em palco muito notável, com uma voz e timbre que se situam entre um Ian Curtis (Joy Division) e um Elias Bender Rønnefelt (Iceage): uma das melhores combinações para se escutar num festival tão eclético como o Entremuralhas. De aplaudir também o guitarrista Nicus Duteil que viria a partir, por três vezes, as "maravilhosas" cordas da sua guitarra. Punk é punk.
Apesar do pára-arranca com os contratempos das cordas que iam saltando, os Frustration ainda tocaram singles como "Uncivilized", "Blind", "Midlife Crisis", "We Miss You", "No Trouble", "Too Many Questions" e "For Them no Premises".
Mas a melhor parte de todo o concerto foi ver que um pai levou uma criança para as filas da frente e, aos ombros deste, o pequeno, de braços no ar, sentia com vivacidade um concerto que não deixou ninguém indiferente. O Entremuralhas é isto - o amor underground que os pais transmitem aos filhos para que a sua cultura musical se enriqueça com os melhores espetáculos - e, todo aquele sentimento grandioso que cada concerto deixa aos expectadores.
Na despedida, o baixista dos Frustration ainda desceu para o "fosso" dos fotógrafos para fechar um concerto que correu bem, tendo em conta todos os contratempos decorrentes. O concerto finalizou às 01h26.


Frustration

Die Krupps



Os Die Krupps são uma banda histórica. Nunca tinham passado por Portugal, até então, mas já traziam ao Palco Corpo 36 anos de carreira e um concerto que prometia fechar a noite com muito industrial e um quê de electropunk. Na bagagem a banda trazia o mais recente disco V - Metal Machine Music (2015), bem como alguns dos seus singles já considerados clássicos.
O concerto teve início às 02h00 com um soundcheck a antecipar (devido a atrasos de logística) e "Die Verdammten" a servir como um prelude ao concerto. A maquinaria que os Die Krupps tinham em palco era visível ao longe e a sua forte presença como banda também conseguia atingir distâncias longínquas. O líder Jürgen Engler entrou uns segundos mais tarde já com o concerto iniciado.
É certo e sabido que o início de carreira dos Die Krupps, que tinha umas mãozinhas dadas com o krautrock, pouco ou nada tem a ver com a fase atual em que a banda vê misturada a sua personalidade industrial com os riffs poderosos do metal. E já se sabe que industrial-metal é um género que deixa notórias algumas alergias. Por isso a escolha desta banda para fechar o Palco Corpo foi muitíssimo acertada já que aqueles que não estavam tão entusiasmados com os Die Krupps poderiam sentar-se na grande encosta do lado esquerdo do palco, ou nas escadas cá mais atrás, para descansar as pernas enquanto assistiam ao que uma banda experiente trazia na sua estreia em Portugal.
Apesar de persistir essencialmente no mais recente disco V - Metal Machine Music, a performance dos Die Krupps revisitou ainda os álbuns Too Much History ("The Dawning of The Doom", "Der Amboss", cover do original dos Visage), I, II: The Final Option e The Machinists of Joy.
Como grande feito, os Die Krupps surpreenderam certamente o público do Entremuralhas quando o vocalista Jürgen Engler apresenta a finalidade da mesa de metais em singles como "Metal Machine Music" e "Machineries of Joy". O concerto que fechou com "Bloodsuckers" teve ainda direito a um breve encore com "Isolation". Estava encerrado assim o segundo dia do Entremuralhas.


Die Krupps - Público

Neste segundo dia de festival atuaram seis bandas, com um total de 24 músicos a subir em três palcos distintos - Palco Igreja da Pena, Palco Alma e Palco Corpo. Duas bandas (Sex Gang Children e Die Krupps) deram um concerto com encore, num total de quatro músicas extra.

Dia 2 @ ENTREMURALHAS 2016


Texto: Sónia Felizardo
Fotografia: Virgílio Santos

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