sábado, 8 de outubro de 2016

You Can't Win Charlie Brown apresentam Marrow no Lux Frágil


Quase dois anos e meio depois da edição de Diffraction/Refraction, os You Can't Win, Charlie Brown regressam com Marrow, terceiro álbum de estúdio do sexteto lisboeta editado na passada sexta-feira, com direito a crítica por parte da nossa redação. Neste novo registo do grupo as tendências Folk e as guitarras acústicas passaram para segundo plano, dando lugar a uma nova sonoridade mais eléctrica e, por vezes, até mais dançável. 

A banda vai apresentar Marrow na próxima quinta-feira, 13 de outubro, no Lux Frágil, Lisboa. A compra do cd na FNAC dá direito a uma entrada neste concerto. 

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sexta-feira, 7 de outubro de 2016

TAU passam este fim de semana por Lisboa, Leiria e Vila Real


São muitos os exemplos de criadores que, ao longo dos tempos, procuraram no deserto a experiência do transcendente e a inspiração para a criação artística. É essa a história dos TAU. Foi depois de uma viagem por Wirikuta, o deserto sagrado dos nativos Wixarika, no Norte do México, que o músico nascido em Dublin e fixado em Berlim Shaun Nunutzi (Dead Skeletons) criou os TAU, juntamente com o multi-instrumentista venezuelano Gerald Pasqualin.

Depois do EP Wirikuta (2015), lançam agora o primeiro longa-duração - TAU TAU TAU, com selo da Fuzz Club Records. É esse disco que vêm apresentar ao nosso país no Sabotage Club, Lisboa (8 de outubro), YaYaYeah Fest em Leiria (9 de outubro) e no Club de Vila Real (10 de outubro). 

E também ele tem uma história, no mínimo, curiosa… As gravações começaram em Berlim precisamente no dia em que David Bowie faleceu. Conta-nos o próprio Shaun Nunutzi: “Though sad, for us it was a very good omen to start that day. There was a silent euphoria in the room, like being at the wake of an old friend with your closest friends. We made an altar for him for the huge inspiration that he was which stayed there until we finished the recording”.

Composto por 9 temas, a folk psicadélica de TAU TAU TAU conta com a participação de Knox Chandler dos Siouxsie And The Banshees, Earl Harvin dos Tindersticks, Nina Hynes, Miss Kenichi, entre muitos outros músicos.  Os bilhetes custam 8€ em Lisboa e 5€ em Leiria e Vila Real.

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quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Noite Flácida no Porto



flá·ci·da 
(latim flaccidus, -a, -um)
adjectivo (fem. sing. de flácido)

1. Frouxa, murcha, mole, branda (como as carnes balofas ou pendentes por falta de rigidez no tecido celular).
2. Lânguida, relaxada (moralmente).

É já este sábado na Antiga Casa Moura, no Porto, que se vai realizar uma noite Flácida.A ideia surge da Favela Discos e da Ácida, duas promotoras da cena musical alternativa portuense conhecidas por muitos como duas grandes promotoras no que toca a ruído sonoro e afters. 

No cardápio para a festa deste sábado estão nomes como Filipe Felizardo, Claiana, Vive Les Conês, ARROGANCE ARROGANCE, Sarnadas entre outros. Conta ainda com visuais de artistas como Doutor Urânio, Inês Castanheira, Pedro Correia e Tomé Duarte.


A festa terá início pelas 22 horas de dia 8 e terminará por volta das 10 da manhã do dia 9 de outubro. Os bilhetes encontram-se disponíveis ate sábado na Louie Louie Porto,Kate Porto e livraria AEFAUP.

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quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Evols, FUGLY e Los Wilds juntam-se ao cartaz do Black Bass


O Black Bass - Évora Fest, que vai decorrer na Sociedade Harmonia Eborense (dia 17) e na SOIR - Joaquim António D'Aguiar (dia 18 e 19) em novembro, está de volta com mais confirmações para o seu cartaz. Evols, FUGLY e Los Wilds são os novos nomes a serem adicionados ao festival alentejano, que já conta com bandas como Alek Rein, Big Red Panda e Sun Blossoms.

Os Evols vão trazer o seu bom rock desde Vila do Conde, já os FUGLY vêm desde o coração da cidade Invicta para destruir tudo em Évora. Destaque também para os espanhóis Los Wilds, que se vão estrear em Portugal nessa semana, passando primeiro pelo Lounge (Lisboa) no dia 18. 

É de relembrar que os bilhetes para o festival alentejano já estão à venda, custando 10 euros o passe para os dias 18 e 19, e 3 euros o bilhete para o dia 17 (dia 'zero'), sendo este grátis para os sócios da SHE.  


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Grimes e HANA com sete vídeos novos


Grimes e HANA, que estiveram em tour em conjunto, lançaram sete novos vídeos. Quatro deles são para canções de Grimes: “World Princess part II”, “Butterfly”, “Scream (feat. Aristophanes)” e “Belly of the Beat”. Os restantes são para "Chimera", "Underwater" e "Avalanche", de HANA.

Os vídeos estão disponíveis individualmente no Youtube e também compilados num só vídeo de 40 minutos.

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Olá, nós somos os Thee Oh Sees e vamos lançar outro álbum em novembro


2016:
Thee Oh Sees atuaram duas vezes no nosso país, deixando um rastro de destruição tanto em Paredes de Coura como no Reverence Valada. Editaram o seu décimo terceiro álbum de estúdio, A Weird Exits, após 10 anos a editar anualmente novos trabalhos. Podíamos pensar que John Dwyer e companhia já se encontravam um pouco cansados desta vida de pura adrenalina? Sim, podíamos.

Mas não, vem aí o décimo quarto álbum de estúdio. Intitulado An Odd Entrances, chega-nos a 18 de novembro com o selo da Castle Face. Esse novo trabalho vem também associado à solidariedade, sendo que metade dos lucros da primeira edição serão doados à Elizabeth House, instituição de caridade em Pasadena que ajuda mulheres sem abrigo com crianças na zona de San Gabriel Valley.

O primeiro single "The Poem" já está disponível em baixo para escuta, assim como a artwork e a tracklist deste novo An Odd Entrances.




An Odd Entrances:

01 You Will Find It Here
02 The Poem
03 Jammed Exit
04 At the End, On the Stairs
05 Unwrap the Fiend, Pt. 1
06 Nervous Tech (Nah John)

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Reportagem: Festa Moderna vs Baile Tropicante [Musicbox - Lisboa]


Já toda a gente sabe que o Musicbox é um sitio especial, por lá já passaram todo o tipo de bandas, que deram todo o tipo de concertos, alguns destes que ficaram na memória de quem esteve presente. Não queremos especificar, comparar ou por etiquetas nas coisas, só vamos aqui falar do projeto áudio BISPO e a sua magia em 8-bit. 

Apesar de ter sido no fim de setembro, já no outono, o dia era uma sexta-feira normal da noite em Lisboa. O Cais estava repleto de pessoas, turistas e não-turistas, que apesar das diferentes ideologias tinham ali uma coisa em comum, a pura diversão. No Musicbox Lisboa a festa ia acontecer pelas mãos da Cuca Monga, editora lisboeta que assinalou aqui a sua terceira Festa Moderna numa noite especial. E isto pois os BISPO iriam tocar com La Flama Branca, num concerto que (provavelmente) nunca irá mais acontecer.




Muito depois da hora prevista para o começo da festa, as pessoas continuavam a encher o Musicbox gradualmente, e quando o ambiente já estava no ponto, os BISPO entraram então em palco, vestidos de marinheiros em alto mar. 'Cancun' foi a malha que abriu este concerto, primeiramente com Francisco Ferreira nas teclas e Domingos Coimbra na bateria, e depois com todos os elementos de Capitão Fausto. Logo aqui, nos primeiros acordes de 'Cancun', os presentes imediatamente mostraram sinais de vida, ali não era só nas filas da frente que se dançava, tudo explodiu homogeneamente. Malhas inspiradas em jogos 8-bit inundavam o Musixbox, quem estava ali podia muito bem estar em casa a jogar Pokemon (o como deve ser, no Game Boy), a ouvir a sua soundtrack imersiva e pensar no quão bem BISPO encaixaria ali.



Bispo @ Musicbox Lisboa

Assim ia o concerto rumo ao seu fim, o ambiente sempre incrível, a pista de dança sempre em movimento, tudo o que fez deste concerto um daqueles especiais, que ficam da memória de quem esteve presente. Perto do primeiro final, foi marcado um período de transição entre banda e dj set, no qual BISPO e La Flama Branca tocaram ritmos tropicais e 'calientes', seguindo depois a noite só com Flama em palco. Algumas pessoas decidiram ir aqui embora, os transportes já escasseavam e o cansaço de uma semana de trabalho já se começava a sentir. O importante é que todos se divertiram nesta noite, aqui não houve quaisquer excepções ou desapontamentos. Esta Festa Moderna encheu-nos o coração, e tão pouco não nos vamos esquecer dela.


Texto: Tiago Farinha
Fotografia: Daniela Oliveira

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terça-feira, 4 de outubro de 2016

Nu Sta Djunto Benefit Show: 8 de outubro na Disgraça, Lisboa


O colectivo Nu Sta Djunto está a preparar um concerto de beneficência, a realizar-se dia 8 de outubro pelas 16 horas, com o principal objetivo de recolher receitas, bens alimentares e roupa para serem doadas diretamente a famílias carenciadas em bairros sociais de Lisboa. O cartaz conta com 5 bandas muito promissoras dos arredores de Lisboa, misturando géneros e atitudes diferentes em palco: Treehouses 2290 ,I Am the Ghost Of MarsMoon PreachersMonkey FlagNagasaki Skateboarding

Os bens angariados irão ser doados com a ajuda do coletivo Nu Sta Djunto, caraterizado pela sua auto-gestão e horizontalidade nas relações e estruturas criadas, ou seja, o seu trabalho surge da sua boa-vontade, sem lucros ou busca de mérito e é executado de forma direta no dia-a-dia das pessoas que ajudam.

O evento vai-se realizar no espaço cultural DIY (Do It Yourself) Disgraça, localizado nos Anjos, em Lisboa. A Disgraça já foi casa de vários concertos e eventos e tem como principal objetivo ser um abrigo de racismo, especismo, homofobia e sexismo. Durante o evento, a sua cantina vegan, levada a cargo por voluntários, irá estar aberta.O evento tem um preço simbólico de 3 a 6€ que irão ser convertidos em mais bens alimentares para doação.

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Alex Cameron em Portugal para dois concertos



O australiano Alex Cameron vai fazer a sua estreia em Portugal nos dias 20 e 21 de Outubro. A primeira data será no Porto no Café Au Lait num evento promovido pela Revolve, dia 21 será na Galeria Zé dos Bois em Lisboa e Surma fará a primeira parte. Ambos os concertos terão o custo de 8€. 

O músico virá a terras lusitanas com o seu amigo Roy Molloy apresentar o seu primeiro disco a solo Jumping The Shark, um disco dos melhores discos de synth pop lançados este ano. Estes dois artistas trazem consigo a promessa de não deixar ninguém indiferente à sua música e espectáculo,




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segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Os melhores concertos do Indie Music Fest 2016


O Indie Music Fest 2016 marcou-me pela positiva, não só pela forma excelente como recebeu a imprensa (mais uma vez obrigado), mas também, como sempre, pelos seus concertos. Um mês depois de terminar o festival é sempre interessante recordá-lo e a música que tantos uniu.

7- We Find You


Esta edição do festival teve como uma de muitas novidades a existência de dois concertos secretos (em vez de apenas um como era habitual), com a participação de bandas não presentes no cartaz (antes eram bandas do cartaz). Após alguns problemas com o local planeado para o concerto, este acabou por ser realizado no centro da vila atraindo os mais curiosos e dando alguma projecção à banda bracarense. Começando com o atraso próprio dos concertos secretos do Indie, tocaram num formato totalmente acústico e durante cerca de quarenta minutos onde, entre originais e covers (como "Walking On Sunshine" de Katrina & The Waves ou "Youth" de Daughter), conquistaram os presentes com a serena voz de David Dias e a guitarra de Miguel Faria.

Um concerto descontraído e apaixonante que representou perfeitamente o espírito do festival. Uma banda com muito potencial que poderia perfeitamente ter sido integrada no cartaz "principal".

6- GANSO


Quase a abrir a tarde do 3º dia chegaram os GANSO, uma banda que apesar de recente e jovem tem dado mostras da sua qualidade. Iniciando o concerto com um jam introdutório seguido "Lá Maluco" deixaram o público (que já enchia o palco) entusiasmado e surpreso com o performance da banda ao vivo. Desde o lançamento do seu EP, os Ganso têm recebido comparações mais ou menos justificadas a Capitão Fausto. Em concerto conseguem distanciar-se bastante dos traços alvos de comparação. Tocando várias jams muito bem conseguidas e Costela Ofendida na íntegra, ainda havia pedidos para "Portuguese Boys" que não foi tocada- Esta escolha foi justificada posteriormente com a afirmação de que a música não faz sentido se não for tocada com José Cid. Perante isto só nos resta esperar por uma tour GANSO + José Cid. Mais tarde o campismo ainda teve uma visita nocturna do vocalista e do baterista. 

5- PAUS 


Iniciando o concerto de forma quase explosiva, com "Mo People", os PAUS, despertaram e usaram todos os restos de energia dos "indies" no fim do segundo dia do festival. Como esperado, os temas de Mitra (último álbum que a banda lançou) fizeram as delícias dos presentes pois, como habitual, no Indie, qualquer desculpa para o mosh é bem vinda. Passando por temas como "Pela Boca", "Bandeira Branca" e "Era Matá-lo" a banda parecia divertir-se e sentir-se ainda mais motivada com o feedback do público,que não parou nem por um  segundo. No encore ainda houve tempo para "Pelo Pulso" (uma já antiguinha) e posteriormente, no facebook, um agradecimento especial da banda aos presentes dizendo ter sido um dos melhores concertos da sua carreira.

4- Galgo


Ainda com EP5 mas com Pensar Faz Emagrecer já na bagagem, os Galgo, deram um concerto para o qual o bosque ainda não parecia preparado. Toda a energia e jovialidade da banda foram transmitidos diretamente para o público e imediatamente aproveitados para a dança. Ecoaram malhas já conhecidas e algumas novas, havendo até um momento de subida ao palco de amigos e fãs da banda durante "Torre de Babel".

Os Galgo deram um concerto excelente que fez com que muitos acreditassem ser o melhor da edição de 2016 do Indie Music Fest. O dia 3 serviu para mostrar como estavam errados, um sinal que a música feita em Portugal é de máxima qualidade.

3- You Can't Win Charlie Brown 


Um dos concertos mais esperados era, certamente, o dos You Can't Win Charlie Brown. Traziam o seu novíssimo Marrow na bagagem, infelizmente, sem David Santos que não pôde estar presente por motivos de saúde (isto não impediu que pudesse sentir o calor e o amor do Indie). Um concerto particularmente calmo (com os "indies" nunca se sabe), onde todos os presentes, até o maior adepto dos moshes, pararam para apreciar e contemplar o trabalho de uma das mais conceituadas bandas portuguesas. Entre vários temas novos, surgem outras menos recentes como por exemplo "After December", "Be My World" e "Over The Sun/Under The Water". Antes de uma destas, Afonso Cabral admitiu sinceramente que esperava outro tipo de recepção (concertos calmos não é característica do bosque), uma recepção mais energética como por exemplo vários crowdsurfs ou até mosh. Foi aí que começaram os crowdsurfs mais lentos da história do festival, dos momentos mais belos que na minha experiência do Indie presenciei. 

2- Fugly


A última oportunidade para o mosh nesta edição do festival surgiu com os Fugly um concerto que certamente ficará na memória de todos (principalmente dos fãs da banda). Não só foi o melhor concerto que a banda deu, como também foi o último concerto de despedida de Tommy Hogg. Morning After e toda a sua temática (essencialmente a ressaca) foi representado de forma perfeita não só pelo zumbido nos ouvidos resultante deste concerto, que ainda durou uns dias, mas também pelas saudades que deixou e prováveis mazelas menores resultantes da agressividade do mosh. Durante apenas meia hora (talvez a meia hora mais bem aproveitada), a banda mostrou aos presentes o bom punk que se faz no Porto, apanhando de surpresa todos os que apenas sabiam o nome da banda (ou nem isso). Apesar de parecer impossível, após este concerto, os "indies" ainda tiveram energia para dançar nos seguintes concertos. Mais tarde, após elogiar a banda e a sua atuação recebi um abraço sentido de Pedro "Jimmy" Feio. Não é excelente quando não só a banda é impecável como os seus membros também o são?

1- Octa Push


A fechar o palco principal e quase o festival chegaram os irmãos Guichon mais conhecidos como Octa Push, que trouxeram como convidados Lula (Cachupa Psicadélica) e Catarina Moreno. Com principal foco em Língua, álbum que foi lançado na semana a seguir ao concerto e é um dos melhores discos nacionais deste ano, a banda fez com que todos gastassem as ultimas forças para dançar e divertissem ao fazê-lo. Entre músicas recentes e mais antigas destaque para "Trips Makakas", que contou com uma projecção de Tó Trips, o mestre da guitarra que colaborou com a banda neste tema, "Please Please Please", pela participação de Catarina Moreno, e "Xilofone Teteté", um dos melhores temas do novo disco. Deve também ser referido o importante papel de Lula em maior parte dos temas dando-lhes um novo sentimento e toda a sua capacidade de interagir com o público. 

Texto: Francisco Lobo de Ávila

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YaYaYeah Fest traz Acid Mother's Temple até Leiria


A Ya Ya Yeah vai proporcionar à cidade de Leiria seis dias de concertos com algumas das melhores bandas que a música tem para oferecer. O Ya Ya Yeah Fest vai decorrer entre os próximos dias 4 e 9 de Outubro por seis diferentes espaços leirienses: Praça Caffé, Altas Hostel, Covil da Preguiça, Texas Bar, Bar Alfa e o teatro O Nariz. O grande destaque deste cartaz vai para a presença dos japoneses Acid Mother's Temple, assim como dos alemães TAU e os franceses Verdun.

A programação completa do evento está disponível em baixo:


Todos os concertos são gratuitos excepto Bottlecap (2,5€), Acid Mothers Temple + Ghost Hunt (10€), Verdun + Fuzzil (4€) e TAU (5€). Não haverá passe geral do festival, no entanto, o concerto de TAU será de entrada livre para quem apresentar dois outros bilhetes diários.


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Alex Chinaskee (a solo) na Associação Loucos e Sonhadores


Miguel Gomes (a.k.a. Alex Chinaskee) vai fazer os seus 20 anos de vida esta semana, e para celebrar tal ocasião especial, decidiu organizar o seu primeiro concerto a solo, no bar do Bairro Alto que inspirou o último EP do 'Alex'. O concerto/aniversário vai ser já amanha, dia 4 de outubro na Associação Loucos e Sonhadores, onde poderão entrar gratuitamente na sua festa. 

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domingo, 2 de outubro de 2016

[Review] You Can't Win, Charlie Brown - Marrow


Marrow // Pataca Discos // setembro de 2016 
7.7/10

Os You Can’t Win, Charlie Brown são uma das bandas alternativas portuguesas mais respeitadas e conceituadas. Constituída por Afonso Cabral, Salvador Menezes, Luís Costa, David Santos, Tomás Sousa e João Gil, esta já lançou dois álbuns e um EP e tocou em alguns dos principais festivais portugueses, o que faz com que Marrow seja um dos álbuns nacionais mais esperados do ano.

O disco inicia-se com o single “Above the Wall”, marcado pela sonoridade retro do teclado e pelo som incisivo da guitarra. A intensidade da canção vai aumentando ao longo da sua duração, num crescendo eficaz. Não é uma das melhores músicas do disco, mas serve bem como introdução e ponto de partida para a viagem musical que se segue.
“Linger On” começa com um bom riff de guitarra, mas não tem nenhum elemento ou secção marcante e torna-se desinteressante. Acaba por passar despercebida, especialmente porque é sucedida por “Pro Procrastinator”. Esta é a música que mais se destaca no álbum. As melodias da voz são catchy e as frases de baixo e guitarra funcionam muito bem. Tal como é comum nas melhores composições dos YCWCB, os vários instrumentos complementam-se perfeitamente tocando melodias diferentes, sendo que todas merecem a nossa atenção. Em diferentes secções são encontrados sons e níveis de intensidade distintos, criando alguma variedade sem comprometer a coesão ao longo dos seis minutos.

“Mute” é outro momento notável. Uma canção calma, marcada desde o princípio pelo som melancólico das guitarras. A atmosfera muda em “If I Know You, Like You Know I Do”, onde o groove do baixo serve de base para uma música dançável e animada. “In The Light There Is No Sun” tem uma sonoridade minimalista e folk durante dois minutos e meio. Depois, começam a entrar os vários instrumentos e sobe a energia.


Segue-se “Joined by the Head”, uma música com uma sonoridade típica dos YCWCB. É boa, mas não é especialmente memorável em nenhum aspeto. “Frida” tem algumas excelentes linhasde baixo e um bom uso de instrumentos de corda e voz. É uma canção que se torna melhor com várias audições, uma das melhores em Marrow. “Bones” é a faixa final. Não me agradou muito quando ouvi pela primeira vez, mas prendeu-me em audições seguintes, quando estive com mais atenção aos pormenores e comecei a conhecê-la melhor. É neste momento a minha segunda preferida do álbum e poderá ficar com o primeiro lugar em breve. Uma música longa e explosiva, adequada para ser a última. A certa altura, a progressão harmónica muda para uma parecida com a de “Be My World”, também dos YCWCB, e inicia-se um crescendo de vários minutos. A energia aumenta e é alcançada uma sonoridade épica e por vezes triunfante, a fazer lembrar de certa forma “An Ending”, que termina de maneira incrível o primeiro álbum da banda. “Bones” peca apenas pelo seu final exageradamente abrupto, quando havia potencial para alongar a música e torná-la ainda mais espetacular.

Marrow é um álbum consistente, composto quase de uma ponta ou outra por boas canções. Não é genial nem surpreendente, provavelmente não irei recordar muitas vezes a maior parte das suas músicas. No entanto, há outras que se conseguem destacar muito pela positive e é um álbum que provavelmente irá agradar à maior parte dos fãs dos lançamentos anteriores da banda. Num país onde a quantidade de bons projetos musicais vai aumentando e cada vez mais artistas conseguem, de uma maneira ou outra, alcançar algum sucesso, os YCWCB mostram novamente a sua qualidade e justificam a relevância que lhes é atribuída. 

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