sábado, 22 de outubro de 2016

Quem são os Los Wilds?


Os Los Wilds são um quarteto garageiro, oriundo de Madrid, que vai passar pela próxima edição do Black Bass - Évora Fest. O seu primeiro EP foi lançado em 2013, com o nome Carretilla, e desde logo se pôde incluir esta banda na nova onda do garage madrilense, que conta com bandas como The Parrots, Los Nastys e Hinds. Este ano voltaram às edições com a Ataque Records, por onde editaram os singles 'No Me Toques Mama' e 'El Hombre Lobo', duas das várias músicas a serem apresentadas em Portugal. 


Como já referimos, desde cedo que os Los Wilds inseriram-se na nova onda do garage madrilense. O seu primeiro EP conta com músicas descomplicadas, letras sobre drogas, o costume destas novas bandas de garage espanholas. 'Somos Los Wilds', '3 Weird Sisters' e 'Cocaína' são algumas das músicas que se sobressaem em Carretilla, que pode ser escutado aqui em baixo. 

Os Los Wilds vão-se estrear em terras lusas com dois concertos, o primeiro deles dia 18 de novembro no Lounge - Lisboa, e o segundo no último dia do Black Bass - Évora Fest (que vai decorrer de 17 a 19 de novembro), onde vão tocar com muitas mais bandas.


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STREAM: King Dude - Sex


King Dude está de volta aos discos. Sex é o novo disco e sucede Songs of Flesh & Blood - In The Key of Light(2015). Do disco Thomas Jefferson Cowgill já tinha divulgado anteriormente os singles "Holy Christos" e "Our Love Will Carry On". As restante nove faixas podem agora ser ouvidas na íntegra, abaixo.


Como singles a ouvir, para além dos já lançados recomenda-se "Who Taught You How to Love", "Conflict & Climax" e "Swedish Boys". Destaque ainda para "Sex Dungeon (USA)" que apresenta uma aura garage rock bastante notada.



Sex tem data de lançamento prevista para 28 de outubro via Not Just Religious Music e Ván Records (Europa).


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sexta-feira, 21 de outubro de 2016

The Flaming Lips têm novo álbum a caminho


Os The Flaming Lips anunciaram o sucessor de The Terror(2013). O novo disco, que só chega à prateleiras no próximo ano, ganha o nome de Oczy Mlodi e vê divulgado o primeiro single extraído deste novo trabalho, "The Castle". O single e o trabalho audiovisual, filmado na cidade de Oklahoma, estão disponíveis abaixo.

Sobre o disco em press-release pode ler-se "Em Oczy Mlody, os The Flaming Lips voltam a boa forma com um álbum não menos experimental na sua natureza, mas talvez mais melódico, relembrando as melhores partes dos seus álbuns de maior sucesso The Soft Bulletin e Yoshimi Battles The Pink Robots".

Oczy Mlodi tem data de lançamento prevista para 13 de janeiro de 2017 pelo selo Bella Union.


Oczy Mlodi Tracklist: 
1. Oczy Mlody 
2. How?? 
3. There Should Be Unicorns 
4. Sunrise (Eyes of the Young) 
5. Nigdy Nie (Never No) 
6. Galaxy I Sink 
7. One Night While Hunting For Faeries and Witches and Wizards To Kill 
8. Do Glowy 
9. Listening To The Frogs With Demon Eyes 
10. The Castle 
11. Almost Home (Blisko Domu) 
12. We A Famly

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Cellos Rock avança com primeiros nomes


O Festival Cellos Rock, também conhecido por ser o mais antigo festival de música da cidade de Barcelos, regressa este ano entre 18 e 19 de novembro ao CCOB e já tem os primeiros nomes divulgados. O duo composto por Tó Trips (Dead Combo) e João Doce (Wraygunn) e os hipnóticos HHY & The Macumbas abrem o lineup do cartaz com a promessa de contribuir para agitar a cidade do Cávado.

Depois de em 2014 se ter mudado para uma nova casa, apresentando um line-up 100% nacional, o Cellos Rock esgotou por duas edições o Círculo Católico de Operário de Barcelos (CCOB), espaço que voltará a acolher em 2016 a nova edição do festival.

Ainda não são conhecidos os preços dos bilhetes, a serem avançados brevemente. Todas as informações adicionais poderão ser encontradas aqui.


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Há um novo festival de artes. Conheçam o BINNAR


O BINNAR nasce este ano como um festival de artes. Resultado da parceria entre a plataforma do mesmo nome e a Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, o BINNAR agrega várias parcerias e diferentes espaços da cidade (museus, galerias, fundações, escolas e outros) para apresentar um programa que junta artistas consagrados e emergentes.

A primeira edição tem data de edição compreendida entre 3 a 20 de novembro 2016 e a entrada é gratuita para todos os eventos. A programção pode ser consultada abaixo e as informações adicionais aqui.

Programa

CASA DAS ARTES 
3 de novembro 2016 - 21h30 
ANA DEUS (Performance) + CORAÇÃO DE CÃO (Documentário)

CRU – ESPAÇO CULTURAL 
4 de novembro - 22h 
CRÓ! + MADRASTA (Concertos)



FUNDAÇÃO CUPERTINO DE MIRANDA 
5 de novembro 2016 - 18h 
CINTAADHESIVA (Concerto / Performance)


GALERIA SOLEDADE MALVAR 
7-20 de novembro 2016 
VID-NAR (Exposição)

MUSEU DA INDÚSTRIA TÊXTIL 
12 de novembro 2016 - 21h30 
GHOST HUNT + PANTIS (Concertos)

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MUSEU DA INDÚSTRIA TÊXTIL 
12-20 de novembro 2016 
[ MIT ] ME THERE (Exposição)

MOSTEIRO DE ARNOSO (STA. EULÁLIA) 
18 de novembro 2016 - 21h30 
FAT FREDDY (Concerto / Performance)

FUNDAÇÃO CASTRO ALVES 
19 de novembro 2016 - 18h 
OZO (Concerto)


MUSEU FERROVIÁRIO 
20 de novembro 2016 - 18h 
 EXPERIENCIAR A CIDADE: DA ARTE À EMANCIPAÇÃO COLECTIVA (Oficina / Ação Artística)

Vários Locais / Outros Eventos 

3-20 de novembro 2016 - ENCONTROS / DESENCONTROS 

CASA AO LADO 
13 de novembro 2016 - 15h

Um dia passado com ilustradores, de profissão e/ou por amor, a fazer um pequeno percurso pela cidade de Vila Nova de Famalicão. Após o encontro na Casa ao Lado, vão encontrar/desencontrar a cidade, levando consigo um bloco de desenho para fazerem um registo. 2, 3, 5 locais? Não se sabe, o dia vai convidar (ou não). No final, mostra, troca de ideias, convívio entre todos.

FUNDAÇÃO CASTRO ALVES 
19 de novembro 2016 - 15h

A electrónica e a sua fusão com instrumentos acústicos para produzir novos sons. Uma oportunidade para músicos, alunos de música ou curiosos dos processos musicais actuais de poder conhecer o que está por detrás dos sons enigmáticos de Krake (Pedro Oliveira), um pouco antes do seu concerto com Ozo na fundação.

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quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Concertos que devem espreitar no Jameson Urban Routes #2

O Jameson Urban Routes (JUR) faz 10 anos e para celebrar a sua décima edição volta a apostar num cartaz com nomes muito interessantes. São ao todo 16 sessões de concertos que decorrem de 24 a 30 de outubro, em que o maior destaque vai para as atuações de Wild Beasts (Sessão esgotada), 65daysofstatic, Mykki Blanco, Sensible Soccers, Liima, Teebs, entre outros. Fiquem aqui com as nossas escolhas para esta semana de concertos que vai invadir o Musicbox Lisboa.

Xosar (live)  - SESSÃO 4 . Quarta, 26 de Outubro . 00h30


Xosar é Sheela Rahman, produtora norte-americana nascida em San Jose, Califórnia, que agora vive em The Hague, Holanda. Antes de enveredar pelos caminhos da eletrónica, Sheela estudou neuropsicologia e dedicou-se ao design gráfico. Aos 5 anos já produzia música no seu teclado Kermit the Frog Casio EP-10, mas só há cerca de 5 anos atrás é que se iniciou na mais a sério na electrónica. A sua prioridade não era editar singles, mas sim os sentimentos e a satisfação associados à criação musical. 

De modo a partilhar os seus sentimentos com os outros, começou a publicar as suas músicas online. Aí surgiram os primeiros contactos e em pouco tempo lançou vários trabalhos, cada um com a sua natureza e história peculiar, com o selo de editoras conceituadas como a Rush Hour ou a L.I.E.S.. A sua música pode ser descrita de inúmeras formas: “surfer-house”, “acid house do Bangladesh”, “techno sobrenatural”.

Resta-nos ir ao Jameson Urban Routes, no Musicbox, no próximo dia 26 de outubro e criar o nosso próprio rótulo para a música de Xosar. Combinado?




Teebs - SESSÃO 7 . Quinta, 27 de Outubro . 00h30


Mtendere Mandowa é Teebs, um pintor e produtor musical que atualmente se encontra inscrito nos rosters da Brainfeeder e da Ninja Tune — duas das instituições mais reputadas da IDM atual. O seu percurso musical começou nos My Hollow Drum com os streams que o coletivo postava no dublab. Em 2008, Teebs é convidado para participar na edição daquele ano da Red Bull Music Academy. Nessa edição, Teebs conhece Flying Lotus — o mentor da Brainfeeder e um dos deuses que comanda as marés da IDM — cruza-se com ele depois disso na afamada Low End Theory e passado uns meses, está a viver com Samiyam (outro produtor musical) no mesmo prédio que Fly Lo. E tudo isto no advento da chamada “Beat Scene” californiana — esse fenómeno local que continua a ditar tendências à escala global. 

Porém, Teebs procura ocupar o seu próprio espaço dentro do universo da música que não precisa de palavras para comunicar connosco. Em termos formais, a sua sonoridade é um pastiche composto por várias camadas. Camadas sonoras que oscilam entre os universos do hip hop e do downtempo, com espaço suficiente entre elas para deixar entrar o sol e a cor — este último elemento pictórico figura em todas as capas dos seus LPs. Enquanto algumas das personas do universo musical usam o seu direito à livre expressão para nos relembrar que o mundo é um lugar horroroso do qual nenhum de nós sai vivo, Teebs encontra-se no pólo oposto. As texturas que ele utiliza transportam-nos para paisagens distantes, onde a instrumentação tem o papel de apaziguar as nossas ânsias (ou não fosse “Paz” o seu primeiro nome, quando o colocamos num tradutor do dialeto Chichewa) e não de nos inquietar. 

Porém, ele compreende a dualidade da vida e da morte perfeitamente. O seu pai faleceu enquanto o Arbour estava a ser produzido, uma experiência que o obrigou a crescer enquanto artista e pessoa. A esse trabalho, sucedeu-se a colectânea Collections 01 e, por último, o LP Estara. Temos perante nós, agora, em 2016, um artista completo. Maduro, em plena percepção das suas capacidades e em permanente instrospecção.

Meditemos juntos no próximo dia 27.



Cate Le Bon - SESSÃO 13 . Sábado, 29 de Outubro . 21h00


Para os festivaleiros mais atentos, Cate Le Bon não é um nome desconhecido, uma vez que já este ano deixou a sua presença em Portugal no NOS Primavera Sound. Esta mulher natural do Pais de Gales possui uma voz que consegue ao mesmo tempo transbordar de melodia e beleza, mas carrega sempre um peso sinistro e apavorante, o que torna o seu estilo tão único.

Atualmente, ainda a apresentar o seu mais recente álbum, Crab Day, quarto na sua discografia, lançado pela Drag City, que surgiu após ter trabalhado juntamente com Tim Presley (White Fence) na banda DRINKS, esta decidiu mudar a sua forma de trabalho e experimentar mais instrumentos e novos processos de composição. O resultado foi para a crítica, na sua grande maioria, positivo. Podem ler a nossa crítica ao seu último disco aqui

Um concerto especialmente para fãs de folk e da nova vaga psicadélica, amantes de boa lírica existencialista, como se uma crise de meia idade fosse cantada numa duzia de malhas. Cate Le Bon promete uma noite diferente, sem dúvida interessante.

Até lá poderão passar os ouvidos pelo seu novo álbum mas também por ultimos trabalhos como Mug Museum, uma ode à separação e solidão que esta nos pode trazer, e também ouvir Me Oh My, uma viagem cantada com uma doce guia, Cate Le Bon. Portanto, preparem os vossos sentimentos pois este será um concerto para ficar marcado na memória.





Liima - SESSÃO 16 . Domingo, 30 de Outubro . 15h00


Liima ("cola" em finlandês) é o resultado da cooperação entre o percursionista Tatu Rönkkö e os dinamarqueses Efterklang, inicialmente uma colaboração temporária, em 2014, para o festival Our Festival (Helsínquia) que acabou por se tornar numa banda "permanente". Tal como a sua banda antecessora focam-se sobretudo na vertente mais experimental da música, sem medo de arriscar.

Regressam a Portugal, em formato de apresentação do seu álbum editado no ultimo mês de março, tendo escrito uma parte do mesmo na Madeira. ii é um disco que combina muito bem com a banda: é novo, não tem medo de arriscar e trás consigo uma certa aura misteriosa. Liima é, sem dúvida, uma banda a acompanhar e ii é um album que, como diria Fernando Pessoa, "Primeiro estranha-se, depois entranha-se".


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Fuzz Club edita Reverb Conspiracy Vol.4 em novembro


A editora londrina Fuzz Club Records vai lançar o quarto volume da saga The Reverb Conspiracy no próximo mês. Este novo álbum de compilações traz singles de algumas das melhores bandas da Europa na cena psych. O disco conta com doze canções que oferecem ainda uma infinidade de kraut-rock, shoegaze, folk entre outros subgéneros.

Os destaques do álbum incluem o shoegaze escuro dos My Invisible Friend,o esplendor caleidoscópico de Josefin Ohrn + The Liberation e o psych rock distorcido dos portugueses 10 000 Russos. O Vol.4 inclui ainda singles de The Madcaps, Soft Walls, Pretty Lightning, The Oscillation, TAUThe Orange RevivalThrow Down BonesGiobia e Ulrika Spacek

The Reverb Conspiracy - Volume 4 tem data de edição prevista para 17 de novembro pelo selo Fuzz Club.


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Kirlian Camera estreiam-se no Porto em fevereiro


Os italianos Kirlian Camera, cuja formação remonta à Primavera de 1980, vêm até Portugal, a 4 de fevereiro do próximo ano (2017), para um concerto único a ter lugar no Cave 45 - Porto, com início marcado às 22h00. 

Os Kirlian Camera estreiam-se pela primeira vez em Portugal, após 36 anos de carreira, sendo consequentemente um evento histórico. Na bagagem trazem Black Summer Choirs, editado em 2013.

 Organizado pela Darkland Events, o concerto dos Kirlian Camera terá a primeira parte assegurada pelo projeto synthwave de Pedro Code, IAMTHESHADOW, que apresentará o seu novo disco Everything in This Nothingness.

Os bilhetes têm um preço único de 14€. Todas as informações adicionais podem ser encontradas aqui.



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quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Festival Forte já tem data para 2017


A quarta edição do Festival Forte já tem data para 2017 e toma lugar no Castelo de Montemor-o-Velho no fim-de-semana de 24,25 e 26 de agosto. O Festival Forte é conhecido por ser dedicado à música eletrónica e artes visuais inovadoras, tendo um carácter intimista num recinto que é património nacional. O Forte tem acesso limitado a 5.000 pessoas, dadas as dimensões do espaço.

Os bilhetes já estão disponíveis em pré-venda. O bilhete geral, comprado online, tem um preço de 60,00€. O bilhete geral físico custa 65.00€ e pode ser adquirido nos pontos de venda aderentes: FNAC, WORTEN, Agência BEP, CTT. O bilhete geral inclui o acesso gratuito ao parque de campismo.


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Nariz Entupido traz Xenia Rubinos ao Sabotage Club


Xenia Rubinos, a visionária compositora de Brooklyn, vem até ao Sabtage Club, em Lisboa, a 9 de novembro, para apresentar Black Terry Cat, o seu mais recente disco. 

Black Terry Cat apresenta um som inconfundível e emocionante que a revista The New Yorker definiu como "música de ritmos selvagens de voz generosa que foge a qualquer enunciação conhecida". Xenia utiliza a sua voz poderosa para fazer confluir géneros tão díspares como R&B, hip hop e jazz, todos eles sob um manto do punk-funk nova iorquino.

O concerto é promovido pela Nariz Entupido e traz ainda os DJs Nuno Rabino e Xico da Ladra. Os concertos têm início às 23h00 e os bilhetes encontram-se disponíveis por 7€, estando disponíveis para compra na Flur. Informações adicionais aqui.

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STREAM: nial - SAHU


SAHU marca a estreia de nial nos discos longa duração e apresenta oito faixas, numa duração aproximada a 45 minutos, propícias a uma escuta profunda. Com uma composição influenciada pela tradição dos ragas indianos (o álbum foi inspirado numa viagem à Índia), a abordagem ambiental de Brian Eno e o vanguardismo, o projeto cuja identidade se mantém desconhecida, apresenta um disco que, a nível nacional, merece um bom destaque nos tops do ano. SAHU já se encontra disponível para audição e download gratuitos, abaixo.

SAHU teve data de lançamento a 17 de outubro pelo selo ZigurArtists.


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Oozing Wound passam por Portugal em novembro

© Joe Martinez

Os Oozing Wound vão regressar a Portugal este ano, para três concertos, depois da passagem pelo Milhões de Festa 2016. O trio de Chicago vem apresentar o seu mais recente disco Whatever Forever, que foi lançado no passado dia 14 de outubro pelo selo Thrill Jockey. Os concertos estão agendados para 23, 24 e 25 de novembro e tomam lugar em Lisboa, no Music Box, no Porto no Cave 45, e Barcelos no CCOB, respetivamente. 

Os preços dos bilhetes para Lisboa custam 6€, no Porto ficam-se nos 8€ e para Barcelos nos 5€. As primeiras partes destes dois concertos ficam a cargo dos Killimanjaro.

Os Oozing Wound prometem assim dois concertos embebidos em riffs com thrash apunkalhado, fuzz escaldante e muita diversão à mistura. A discografia completa da banda pode ser acessada aqui.



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segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Memória de Peixe lançam primeiro single e stream de Himiko Cloud


Os Memória de Peixe estão de regresso aos trabalhos de estúdio com Himiko Cloud que sucede o disco de estreia homónimo, editado em 2012.

"Arcadia Garden" é o primeiro avanço deste novo trabalho que segue apresentado por um trabalho audiovisual, que conta com a realização assinada por Miguel Nicolau, metade dos Memória de Peixe. Himiko Cloud é assim uma afirmação da maturidade do jogo de rock-jazz- modernista que Miguel Nicolau e Marco Franco andam a construir há cerca de dois anos e que, neste grupo de canções, transcende a música. O disco conta assim com nove canções inéditas que podem ser ouvidas na íntegra abaixo.

Himiko Cloud foi editado hoje, 17 de outubro, pela editora CTL/Musicbox. O concerto de apresentação acontece em Lisboa, no Musicbox, a 4 de novembro. 


Himiko Cloud Tracklist:

1. Supercollider 
2. Arcadia Garden 
3. Midnight Hero 
4. Haverö's Dream 
5. (The Mighty Forest Of) Tragic Sans 
6. Lazeria Maps 
7. Horsepedia 
8. Immortality Drive 
9. Herbig - Haro

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Cage The Elephant com concerto no Porto


Após uma passagem pela última edição do festival Paredes de Coura, os Cage The Elephant vão regressar novamente a Portugal, desta vez para um concerto no Hard Club, no Porto. Este está marcado para dia 6 de Fevereiro, segunda-feira.

Os bilhetes começam a ser vendidos dia 21 de Outubro e irão custar 24 euros.

A banda vai apresentar novamente o seu álbum mais recente, Tell Me I'm Pretty, lançado no final do ano passado.

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domingo, 16 de outubro de 2016

Reportagem: Anna Meredith [Centro Cultural de Belém - Lisboa]


O pequeno auditório do Centro Cultural de Belém acolheu na passada segunda-feira a atuação da britânica Anna Meredith com o selo do Nariz Entupido. A noite apresentava-se agradável para início de outono e o nosso entusiasmo para ouvir Varminths, um dos melhores álbuns da colheita de 2016, ao vivo era mais que muito.

Acompanhada por mais quatro músicos em palco - guitarra, violoncelo, percussão, tuba - o concerto começou com a música mais conhecida da artista, datada já de 2012, a instrumental "Nautilus". Iniciou-se com um teclado repetitivo ao qual se conjugou o poderoso som da tuba, protagonista desta "marcha". A ajudar ao delírio orquestral, juntam-se um violino distorcido e os pesados riffs de guitarra. O único senão foi ter sido tocada logo no início do espetáculo. 

Seguiram-se outros temas de Varminths como "Taken, a fazer lembrar o coro de vozes dos Broken Social Scene, e "Scrimshaw". Os samples eletrónicos estavam a cargo de Anna e do seu computador. Ao fim destas duas músicas, Anna desabafou que se sentia muito sozinha no palco e que queria a companhia do pouco público que se encontrava na sala nas primeiras filas, a dançar. A artista não parava quieta em palco e presenteou-nos com o seu estado de espírito folião que bem caracteriza os britânicos, mesmo tendo uma formação clássica.

"Something Helpful" foi o tema que se seguiu, ao qual de juntou um metalofone. Segundo Anna, está música serviu para encerrar o verão em Portugal pois a chuva avizinhava-se. Em "R-Type", Anna pegou no clarinete e ajudou a criar um ambiente sonoro caótico, o que lhe deu o título de melhor canção da noite. "Shill" foi também um dos temas que se caracterizou pelo seu caos, assim como pelo exímio solo de guitarra. "Blackfriars" foi outro dos temas que mais se destacou, conferindo um lado mais emocional ao concerto devido à grande execução do violoncelista.



Varminths foi tocado quase na íntegra, havendo tempo para finalizar a atuação com uma cover do tema "A Little Respect" dos Erasure. A banda abandonou o palco ao fim de 50 minutos de concertos, mas regressou para o habitual encore, em que interpretaram o tema "Orlok", pertencente ao EP Jet Black Raider (2013). 

O concerto foi bastante interessante para aqueles que se encontravam em Belém. Os músicos mostraram-se muito competentes em palco ao mesmo tempo que se divertiam, o que era visível nos seus sorrisos. Por outro lado, a voz de Meredith não esteve à altura e foi a parte menos boa desta performance. 

Texto: Rui Gameiro
Fotografia: Luísa Velez/ Deus Me Livro

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Live Low editam "Toada" já amanhã



Os Live Low, projeto de Pedro Augusto ao qual se juntaram Miguel Ramos, Ece Canil e Gonçalo Duarte, vão editar amanhã pela Lovers & Lollipops o seu álbum de estreia, Toada. A banda vai apresentar o seu novo trabalho a 21 de Outubro, onde actuarão no Círculo Católico e Operário do Porto. As entradas custam 5€, ou 13€ para quem quiser levar o disco com o bilhete, e o concerto contará com a presença especial de Coelho Radioactivo e LAmA, que actuarão a solo e com os Live Low.

A 25 de Outubro, o quarteto ruma a Lisboa para actuar no MusicBox, a propósito do Jameson Urban Routes, onde partilhará palco com Bloom, novo projecto de JP Simões. As entradas fixam-se nos 10€. A 5 de Novembro, por outro lado, os Live Low rumam até Lagos, no Algarve, onde actuarão no Festival Verão Azul.

Fiquem a conhecer o tema “Lembra-me Um Sonho Lindo”, música original de Fausto Bordalo Dias reinterpretada com a roupagem e timbres complexos de electrónica que caracteriza todo o álbum.

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Reportagem: Nothing + Ricardo Remédio [Cave 45, Porto]


Foi no dia 8 de Outubro que os norte-americanos Nothing passaram pelo Cave 45, no Porto, para apresentar o segundo disco de estúdio Tired of Tomorrow, depois da estreia nacional marcada no Musicbox no dia anterior. Com um álbum poderoso para apresentar, os Nothing trouxeram de volta as sonoridades shoegaze presentes no disco Guilty of Everything, mas com uma paixão e dedicação notória e mais presente que o seu primeiro disco, com letras mais sentidas e de grande carga emocional que refletem o passado negro de Palermo e as suas vivências ao longo destes quatro complicados anos após a saída da prisão, onde esteve recluso durante dois anos. No entanto, a produção deste novo disco trouxe uns Nothing mais motivados, mais enérgicos e claramente mais dedicados, com a sua sonoridade a transmitir uma certa sensação de brilho e esperança. Esta sensação de tranquilidade e frescura mostrou-se bastante presente durante o concerto, com Palermo bastante animado e feliz por se encontrar no Porto pela primeira vez, comunicando com regularidade e com humor sempre presente.

Ao som do piano de "Tired of Tomorrow", uma das mais belas canções do repertório da banda, os Nothing entraram então em palco para interpretar de seguida dois dos melhores temas deste novo disco, com “Fever Queen” e a inspiradora “Vertigo Flowers” a fazerem-se se sentir nos subterrâneos do Cave 45. Depois de uma breve passagem por “Chloroform”, tema pertencente ao split colaborativo com os Whirr, de quem faz parte o baixista Nick Basset, os Nothing regressaram novamente aos temas do mais recente disco, desta vez com a poderosa “The Deads Are Dumb”. Mas não foi só de “Tired of Tomorrow” que se fez o concerto, com a banda a relembrar os temas de “Guilty of Everything” com uma das maiores malhas deste disco. “Get Well” surgiu então para criar alguma agitação no público com o único avistamento de crowdsurfing da noite, provando que o público do Cave 45 não se fazia apenas de fãs desta nova fase dos Nothing. Afinal, estamos a falar de uma das bandas mais desejadas e sugeridas pelos seguidores da Amplificasom, que foi encarregue de trazer os Nothing pela primeira vez a Portugal e que trouxe já este ano bandas como The Body, Full of Hell, Deafheaven, Sun Kill Moon, entre outros. “Eaten by Worms” seguiu-se, com os riffs sujos e pesarosos a fazerem-se arrastar pelas paredes da sala, onde Palermo desceu do palco para se juntar e cantar ao pé do público que o assistia. O som, claro, encontrava-se bem alto e a distorção é elemento mais que presente na música da banda, contribuindo para uma certa absorção por parte do público que opta por sentir o concerto de modo mais introspetivo, apesar do som abrasivo de passado claramente hardcore da banda. Já próximo do fim, ouve-se ainda “A.C.D (Abcessive Compulsive Disorder)”, aquela que é, talvez, a música mais representativa do último disco e uma das favoritas do público.  Depois de mais uma passagem pelo seu primeiro disco com "Bent Nail", seguiu-se“Curse of The Sun”, pondo fim a um concerto sem encore.



Os Nothing conseguiram assim uma passagem marcante e memorável, afirmando-se mais uma vez como uma das maiores bandas do panorama da nova música shoegaze, capazes de criar canções extremamente interessantes e emotivas. A sua música é nos familiar e não traz algo de novo ao estilo, mas a sua sonoridade é detentora de uma clara identidade e não cai no erro de se tornar repetitiva e saturante. Os Nothing estão mais consistentes e presentes do que nunca, e a sua passagem pelo Porto foi prova disso mesmo.

Antes de Nothing houve ainda tempo para ouvir o set de Ricardo Remédio, que regressou aos palcos o ano passado e que se apresenta agora em nome próprio depois de atuar como RA. Membro dos recém-regressados LÖBO, Ricardo Remédio apresentou-se em palco num set curto para uma plateia ainda pouco composta e não muito atenta. Apesar de se demonstrar ainda um pouco verde e longe de atingir todas as suas potencialidades ao vivo, Ricardo Remédio conseguiu, mesmo assim, executar um set interessante onde as suas paisagens tenebrosas de uma ambient languida e negra se cruzou com devaneios synth bem definidos e baixos bem presentes.


A reportagem fotográfica é da autoria da WAV e podem consultá-la aqui.

Texto: Filipe Costa
Fotografia: Bruno Pereira (WAV)

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Para ver: Uma curta-metragem sobre a minimal wave dos anos 80


A rádio Kangol, uma rádio independente que tem várias parcerias com editoras na cena underground de todos os géneros, a fim de criar uma nova experiência digital para todos os amantes da música, produziu um mini documentário sobre Veronica Vasicka, fundadora da editora Minimal Wave, que durante a última década tem desenterrado bandas esquecidas do movimento Do It Yourself (DIY) dos anos 80.

Fundada em 2005, com o objetivo de reeditar música não muito conhecida, mas de certa forma influente na cena minimal synth (música com uma ética DIY), a Minimal Wave continua a ser uma editora muito acarinhada pelo público mais alterativo e é o tema central do novo mini documentário da rádio online Kangol. Em entrevista Veronica Vasicka fala sobre a história da minimal synth music, a sua obsessão com a música e o início da estética minimalista. O documentário pode ser visto na íntegra aqui.

Além do mini-documentário a rádio Kangol está a disponibilizar igualmente uma mixtape de músicas dentro do género, pela autoria de Silent Servant. A playlist pode ser ouvida aqui.


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