sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Snarky Puppy com data dupla no seu regresso a Portugal



Para todos os fãs de jazz eis uma boa notícia. O regresso de Snarky Puppy está marcado para 2017 e vai ter lugar no Porto e em Lisboa nos dias 26 e 27 de abril, respetivamente.

Depois de já terem marcado presença no Paradise Garage, ainda este ano, o conjunto formado em 2004, que conta com cerca de quarenta músicos, regressa assim às terras portuguesas.

Snarky Puppy é um dos mais interessantes projetos do jazz contemporâneo, liderados por Michael League, baixista, compositor e produtor do grupo, estes podem gabar-se de já terem ganho um Emmy em 2014 com o tema “Something” e de terem colaborado com diversos artistas do mundo pop tais como Erykah Badu, Marcus Miller, Justin Timberlake, Kirk Franklin, Ari Hoenig, Roy Hargrove, e Snoop Dogg.

Apesar de ainda não se saber o preço dos bilhetes, estes estarão disponíveis para venda a partir do dia 4 de novembro.


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Reportagem: Flyying Colours [Cave 45 - Porto]

Foi numa chuvosa noite de domingo (16 de outubro de 2016) que os australianos Flyying Colours subiram ao palco do Cave 45, naquela que foi a sua absoluta estreia em Portugal. Os Grainy Detours foram a primeira banda a subir ao palco com a sua mistura de pop rock jovial, uma doce pastilha elástica já mascámos demasiadas vezes antes. Um projeto com pernas para andar, mas que precisa de amadurecer e de se libertar das suas raízes.


Depois, foi a vez dos Flyying Colours. Os australianos que se encontram no roster da Club AC30, a casa de algumas das bandas que melhor figura têm feito na interpretação dessa tendência estilística que é o shoegaze. Destacamos do seu catálogo os Air Formation, os Ringo Deathstarr (ambos actuaram na primeira edição do Reverence Valada), os Pinkshinyultrablast e, é claro, os Flyying Colours. O percurso destes começou em 2013 com um EP — mais uma das bandas que surgiu nos anos da (re-)descoberta do shoegaze — e deste então editaram mais um EP, um LP este ano (o Mindfulness) e fizeram tours com os Pinkshinyultrablast, Brian Jonestown Massacre, A Place To Bury Strangers e o Johnny Marr. Serve esta resenha para mostrar que, no seu curto percurso enquanto banda, os Flyying Colours pouco ou nada têm a provar às massas em matéria de exposição mediática. 


Musicalmente, as comparações com as Lush, os Medicine e os My Bloody Valentine são um exercício inevitável. Quer em palco quer em estúdio, atestamos que os Flyying Colours usam os instrumentos para produzir camadas de ruído — por vezes a sua música em palco resume-se a ruído — o Brodie e a Gemma cantam a lírica saída de um qualquer período de escrita febril de um adolescente desajeitado e, no final, tudo resulta numa mistura homogénea entre voz e instrumentação. Homem e máquina trabalham em perfeita harmonia para produzir a derradeira camada de ruído. Esta é a base do shoegaze e é a partir dela que todas as explorações sonoras dos Flyying Colours derivam.


Apesar da música ser brilhante e da sua actuação no Cave 45 ter sido boa, a estreia dos Flyying Colours em Portugal não foi das mais positivas. A afluência ao concerto foi pouca, até mesmo para o evento de que se tratava: a estreia absoluta em Portugal de uma banda de shoegaze emergente (mais uma vez, um grande obrigado à MIMO por continuar a apostar na novidade e a manter os padrões de qualidade). Depois, a jovialidade de grande parte da audiência e a complexidade da mensagem que lhes estava a ser passada impediu que a banda conseguisse estabelecer com esta um diálogo, culminando no tal efeito de distanciamento cunhado por Brecht. Isto porque o shoegaze — um movimento envolvido e por vezes confundido com “a cena que se celebra a si mesma— continua a ser, à sua maneira, um sub-género controverso. Alguns esforços já estão a ser feitos para tentar cartografar o shoegaze, mas os limites deste movimento ainda não se encontram definidos. Mas para quê perdermo-nos em ruidosas discussões, quando podemos simplesmente perder-nos no ruído?


Flyying Colours @ Cave 45 - Porto

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STREAM: Pryapisme - Repump the Pectine


Os Pryapisme são uma banda experimental oriunda da França cuja história de formação remonta a 2000. Na sonoridade predomina a exploração do rococo-core, elementos do metal avant-garde, 8 bits, muita criatividade musical à mistura e... gatos.

A banda lançou o seu último disco - Rococo Holocaust - em 2010 e regressa agora às edições seis anos depois, com Repump the Pectine, um conjunto de cinco canções compostas originalmente entre 2000 e 2005, que já se encontra disponível para audição na íntegra. A banda conta também com nova formação, onde se juntaram Nills Cheville e Antony Miranda, ambos membros dos Corpo-Mente e Nicolas Sénac.

Repump the Pectine foi editado hoje, sexta-feira 28 de outubro.


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Al Lover presta homenagem a Neu! e Suicide


O produtor norte americano Al Lover conseguiu tornar-se um garimpeiro na comunidade psicadélica sem utilizar guitarras. O músico ganhou uma notoriedade difusa pela sua fusão do garage rock antigo e recente com o psych-rock, em singles e beats com sonoridades espaciais e abrasivas.

Al Lover juntou-se à Fuzz Club Records para editar um single duplo que é uma ode a duas das chaves de inspiração do produtor: os kraut-rocker alemães Neu! e os proto-punks Suicide. O disco é lançado em versão física no próximo mês, mas já pode ser ouvido na íntegra abaixo.

Neucide! tem data de lançamento prevista para 12 de novembro via Fuzz Club Records.


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Kill Your Boyfriend anunciam Ghosts EP


Os dark-wave/noisegazers italianos Kill Your Boyfriend têm novo EP a caminho. Ghosts sucede o disco de longa-duração The King Is Dead e mistura os estilos característicos da banda que vão do shoegaze dark à eletrónica e entram neste ciclo consecutivo de experimentalismo musical.

O duo italiano ainda não lançou nenhum single de avanço mas o seu trabalho anterior pode ser ouvido via bandcamp oficial. O primeiro single extraído do disco deverá ser apresentado brevemente via Allmusic.

Ghosts tem data de lançamento prevista para 9 de dezembro via Shyrec Records.

Ghosts Tracklist: 
1. Man 1 
2. Man 9 
3. Man 4 
4. Man 5


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Box and the Twins anunciam disco de estreia


Os alemães Box and the Twins preparam-se para lançar já no próximo mês o seu disco de estreia que recebe o nome de Everywhere I go is Silence. O novo trabalho sucede os dois primeiros EP's do duo que foram lançados em 2014 (Below Zero e Our Fears), e tem a produção de Hélène de Thoury, mentora do projeto Hante

Como primeiro single de avanço o duo lançou "Pale Blue Dot" que traz um single synthpop com tonalidades lo-fi, numa aura dark.

Everywhere I go is Silence tem data de lançamento prevista para 8 de novembro pelos selos Synth Religion/Manic Depression Records.




Everywhere I go is Silence Tracklist:
1 - Pale Blue Dot
2 - Gravity
3 - This Place Called Nowhere
4 - Perfume Well
5 - Hundred Flowers
6 - Birds
7 - Guilty Red
8 - Ice Machine
9 - Sometimes the Waves
10 - Curtains
11 - Western Horizon
12 - Notes to the Spiders

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KROBAK anunciam terceiro disco de estúdio


Os post-rockers ucranianos KROBAK, projeto que começou a solo com o músico Igor Sydorenko (Stoned Jesus), vão lançar o terceiro disco de estúdio já no próximo mês. Oriundos de Kiev, o quarteto KROBAK apresenta um disco muito rico instrumentalmente e com uma composição de louvar repleta de violinos.

Para os fãs de Godspeed You! Black Emperor, Russian Circles e Mono, os KROBAK certamente serão um aboa escolha. O primeiro single de avanço deste novo álbum, "So Quietly Falls the Night" já pode ser escutado abaixo.

Nightbound tem data de lançamento prevista para 4 de novembro via Purple Sage.


Nightbound Tracklist: 
1. Stringer Bell 
2. No Pressure, Choice Is Yours 
3. So Quietly Falls The Night 
4. Marching For The Freedom We Have Lost

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Julia Kent e Joana Guerra com concerto em Lisboa


Depois de se ter visto obrigada a cancelar os concertos anunciados em Portugal, em maio deste ano, Julia Kent regressa agora em novembro numa mini-tour que também tem passagem por Lisboa, na St. George's Church, na Estrela, a 16 de novembro. A violocelista que conta no currículo com colaborações de Swans a Anthony and the Johnsons passando por Devendra Banhart, Black Tape for a Blue Girl e Norah Jones vem apresentar o seu mais recente trabalho, Asperities (2015).


Joana Guerra integra o trio de livre improvisação Bande à Part que edita o seu disco de estreia pela Creative Sources, tendo sido aclamado pela crítica nacional e internacional, e faz parte do duo com o violinista Gil Dionísio. Em 2013, edita o seu primeiro disco a solo, Gralha que apresenta agora na


Os concertos, organizados pela Nariz Entupido, têm início às 21h30 e os bilhetes podem ser adquiridos por 8€


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PISTA, Fugly e Alek Rein juntam-se ao cartaz do Cellos Rock


No fim de semana de 18 e 19 de novembro Barcelos recebe mais uma edição do Cellos Rock, o mais antigo festival de música da cidade. A organização avançou esta semana com novidades e são conhecidos mais três nomes a ingressar o cartaz: PISTA, Fugly e Alek Rein, que se juntam aos já anunciados Tó Trips (Dead Combo) & João Doce (Wraygunn) e HHY & The Macumbas.

O último nome dos seis nomes que compõem o cartaz será anunciado na próxima semana.  O Cellos Rock tem lugar no Círculo Católico de Operário de Barcelos (CCOB). O preço dos bilhetes, assim como locais de venda, será avançado em breve. Todas as informações adicionais aqui.

PISTA
"Os PISTA são três homens-festa. A génese desta banda do Barreiro aconteceu aliando as bicicletas à música, mas a pedalada agora é outra. É rock tropical e bem-disposto, uma comemoração que promete levar o calor do Verão a todas as estações do ano. Depois do lançamento do EP (Pista), lançaram-se à estrada, apresentaram o single "PUXA", continuaram as viagens de norte a sul do país, entre bares, clubs e os mais diversos palcos e fazem agora nascer o primeiro álbum, Bamboleio. Atuam a 19 de novembro."


Fugly
"Fugly é rock, é feedbacks, é proto-pizza e banana-punk, rock-lobster e tartarugas ninja. É garage de um miúdo da escola secundária, misturado com psicadelismos e a complexidade de quem passou da vida a ouvir tudo o que foi feito nos anos 60 e 70. Em 2016, lançaram Morning After, um disco em que a temática presenta é a ressaca. Aquela manhã seguinte em que acordamos e não sabemos bem para onde ir, o momento de reflexão e as recordações de toda a destruição causada a nós próprios e aos que nos rodeiam. Fugly é essa destruição, é aquilo que nos vamos arrepender amanhã (ou não), mas que durante foi bom demais para se esquecer."


Alek Rein
"Desde as primeiras gravações caseiras a solo até ao iminente primeiro longaduração com banda, as canções de Alek Rein surgem entre a confissão, o protesto e o sonho. Alinhado na tradição do psicadelismo folk anglo-saxónico, este projecto tem o nome do heterónimo de Alexandre Rendeiro. Natural de New Jersey (EUA), Rendeiro respira, sem reverência, a bizarria de Syd Barrett ou Marc Bolan, o classicismo de John Lennon e a intensidade rock n ́roll de Ty Segall. Mirror Lane, o primeiro LP, foi finalmente editado e apresenta-o a 18 de novembro em Barcelos."


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Night Beats anunciam disco ao vivo


Durante uma tour ao Reino Unido, em função do seu último disco Who Sold My Generation (Heavenly Recordings), a Fuzz Club Records convidou os estado-unidenses Night Beats a gravar um álbum ao vivo num estúdio analógico em Bermondsey, Londres. O que surgiu foram cinco singles do mais recente disco do trio, uma faixa do disco Sonic Boom(2013) e um cover de "Mama, Keep Your Big Mouth Shut", original de Bo Diddley.

Uma das razões por trás das sessões ao vivo da Fuzz Club foi agarrar em alguns dos melhores nomes da cena psych e rock and roll, trazê-los para um estúdio e tirar as coisas além dos seus fundamentos absolutos - um som cru, rock and roll despenteado e gravado em equipamentos totalmente analógicos. O resultado é o primeiro capítulo da nova série Fuzz Club Sessions, que também contará com Holy Wave, Heaters, The Entrance Band e muitos mais.

Night Beats - Fuzz Club Session, tem data de lançamento agendada para 1 de dezembro pelo selo Fuzz Club


Night Beats - Fuzz Club Session Tracklist:
01 - No Cops
02 - Sunday Mourning 
03 - Burn to Breathe 
04 - Love Ain't Strange (Everything Else) 
05 - Mama, Keep Your Big Mouth Shut
 06  - Bad Love
07 - Power Child

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quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Barreiro Rocks anuncia o cartaz completo


Um dos mais lendários festivais do nosso país, o Barreiro Rocks, está de volta este ano para a sua 16ª edição, e como sempre, o seu cartaz é composto pelo melhor na cena do rock português. Este ano, o festival barreirense vai contar com 5 dias de pura festa, a serem distribuídos pelo Ferroviários e a Escola Conde de Ferreira

Bandas como The Sunflowers, 800 Gondomar, Planeta Quadrado e The Brooms voltam à casa que os recebeu no ano passado, havendo também espaço (obviamente) para sangue 'novo' como The Japanese Girl e FUGLY

O alinhamento do Barreiro Rocks vai seguir em baixo, assim como a informação inicial sobre os palcos, horários e os aquecimentos a antecer ao festival. Entretanto, os bilhetes já estão à venda aqui, havendo várias opções disponíveis para os diferentes interessados no cartaz. 




Warm-Ups:

25 de Novembro
22h - GD Os Ferroviários
Sterling Roswell Band

26 de Novembro
22h - Os Maiorais (Rio Maior)
Nicotine’s Orchestra
The Brooms
Planeta Quadrado


Barreiro Rocks:

30 de Novembro
22h - GD Os Ferroviários
“Voices Green and Purple”
Joaquim Albergaria + MMMOOONNNOOO c/ VJ Distorted Vision
Bruxas / Cobras

DJ Set - El Perro Encendido

1 de Dezembro 
16h - Escola Conde de Ferreira
Alex Chinaskee e Os Camponeses 
Pangeia 
Genes 
Arroz com Feijão
Skyard
Os Cúmplices

DJ Set - Piñas Coladas

2 de Dezembro
 21h30 - GD Os Ferroviários
Les Grys Grys*
Les Synapses*
The Sunflowers
The Brooms
Conan Castro & The Moonshine Piñatas

Bar
Rolando Bruno Y Su Orquesta Midi*
Groovie Records DJ Set*

(*Curadoria Groovie Records)

3 de Dezembro
16h - Escola Conde de Ferreira
The Japanese Girl
Fugly
Diogo Augusto
Eternal Champions
The Miami Flu

Nunchuck DJ Set

21h30 - GD Os Ferroviários
The Dirtiest**
Bazooka**
The Anomalys**
Biznaga**
800 Gondomar

Bar
The Twist Connection
Pete Slovenly DJ Set**

(Curadoria Slovenly Records**)

4 de Dezembro
16h - Escola Conde de Ferreira
The Jack Shits
Nicotine’s Orchestra
Panado

Hey, Pachuco! DJ Set

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Invisible Boy (Poliça) lança álbum de estreia em janeiro


Invisible Boy é um projeto a solo criado por Chris Bierden, baixista dos Poliça, sob o qual tem tocado nos últimos 10 anos. O nome Invisible Boy vem do título de uma canção dos Vampire Hands, banda punk e psicadélica em que Bierden foi um dos fundadores.

Invisible Boy é sobre a vida, morte e relação de uma criança com o cosmos. A sua música pretende encontrar empatia num mundo muitas vezes frio e indiferente. O álbum de estreia homónimo sai a 6 de janeiro com o sela da Totally Gross National Product.

"All the Kids" é o single de avanço deste álbum e apresenta-nos uma espécie de balada exuberante e flutuante aos estilo dos anos 70. Imaginem que Connan Mockasin gravou um álbum com John Lennon ou os Wings.


Invisible Boys:
All the Kids
Trespassing
Darling
Cadkin’s Song
Strangers
Star Child
Boat of Gold
So Long Living
You Could Be Anything At All

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quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Reportagem: Wild Beasts [Jameson Urban Routes, Musicbox - Lisboa]


O Jameson Urban Routes celebra este ano o seu décimo aniversário e um dos grandes atractivos desta edição foi o regresso dos Wild Beasts ao nosso país para apresentarem o seu mais recente disco, Boy King, depois de passagens por Paredes de Coura em 2011, palco Vodafone do Rock in Rio e Vodafone Mexefest em 2014.

Às 21h30 já nos encontravamos na sala lisboeta completamente lotada para receber estas bestas britânicas. As luzes apagaram-se e ouvia-se no ar "Song to the Siren" de This Mortal Coil. Só depois deste momento celestial é que o quarteto entrou em palco. O concerto começou com o um dos singles de Boy King, "Big Cat", música fortemente marcada pelos sintetizadores, promovendo a dança dos mais desinibidos.

"We Still Got the Taste Dancin' On Our Tongues" trouxe-nos o que de melhor a banda tem para nos oferecer: Two Dancers, aclamado álbum que a banda editou em 2009. O público, já mais solto, dançava e aplaudia fortemente um dos temas mais conhecidos do quarteto. Seguiu-se "Ponytail", outro tema de Boy King,  com o seu baixo groovy, continuando a toada dançante deste concerto.  "Simple Beautiful Truth", cantanda a meias por Hayden e Tom, introduziu-nos Presente Tense, álbum editado em 2014. Deste álbum foram também interpretados "Mecca" e "Wanderlust", tema que levou ao delírio geral logo que soaram os sintetizadores hipnotizantes.

Smoother não ficou esquecido, tendo sido interpretado temas como "Bed of Nails", onde se destacou a excelente performance vocal de Hayden, e "Lion's Share", uma das favoritas do público. O concerto prosseguia a bom ritmo com a pop afrodisíaca de Boy King e os temas "Colossus" e "2BU". A máquina de dança já estava bem oleada até que Hayden remata com:" We didn't want Brexit. Who voted is a very stupid cunt", demonstrado a simpatia que a banda tem pelo seu público internacional. 


"Hooting & Howling" foi um dos momentos altos da noite. As saudades que Two Dancers nos deixou foram compensadas com este interpretação. "Let's get fucked up" diz Hayden ao iniciar a energética "Though Guy". O vocalista estava entusiasmado com o público, apertando as mãos aos fãs mais ferverosos. Segue-se "Alpha Female", com a sua batida ritmada, a terminar a primeira parte do concerto. 

Após uns 5 minutos de ausência, a banda volta para um encore coroado pelo excêntrico single "Get My Bang". Agradecerm a amabilidade do público dizendo que Lisboa lhes enchia a alma. Surgiu "Celestrial Creatures", música em que os sintetizadores soam a guitarras. 

"I want to feel you. I think we would be great together". Foi assim que os Wild Beasts terminaram o concerto com "All The King's Men", uma das melhores canções compostas pelos britânicos. Hayden decidiu nesta música ir até ao público sentir o seu carinho, cumprimentando-o. 

Percorrendo praticamente todos os álbuns da discografia excepto Limbo, Panto (2008), a banda presenteou-nos com uma óptima performance, conseguindo unir-se ao público e demonstrar que são mesmo umas bestas de palco. Ninguém saiu daquela sala sem se ter divertido, é a verdade simples e bela.

Wild Beasts @ Jameson Urban Routes 2016

Texto: Rui Gameiro
Fotografia: Daniela Oliveira

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terça-feira, 25 de outubro de 2016

Run The Jewels partilham primeiro tema de RTJ3


Depois de uma série de teasers, eis que se conhece finalmente o primeiro single de RTJ3, o aguardado terceiro álbum do colosso hip hop Run The Jewels. "Talk To Me" é o nome do novo tema, que traz uns Run The Jewels mais do que motivados para esta nova etapa, sem data definida por enquanto. O tema faz parte do programa Adult Swim Singles, uma iniciativa do canal televisivo Adult Swim que traz todas as semanas música dos melhores artistas do momento. "Talk To Me", assim como todas as faixas já reveladas desta iniciativa, pode ser descarregada gratuitamente no site da Adult Swim

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Passatempo: Mykki Blanco - Jameson Urban Routes


O Jameson Urban Routes, festival indoor que tem marcado a programação do clube lisboeta Musicbox, está de regresso para a sua 10ª edição. De 24 a 30 de Outubro (Segunda a Domingo), 16 sessões de programação (Concertos e Clubbing) preenchem a agenda cultural de Lisboa com uma visão personalizada das rotas e tendências da música moderna.

Em parceria com o Musicbox Lisboa e com o Jameson Urban Routes, estamos a oferecer 2 entradas duplas para a Sessão 14 com o rapper Mykki Blanco e DJ Earl, a ter lugar na próximo sábado, 29 de outubro, às 0h30. Se queres ser um dos contemplados só tens de participar neste passatempo e seguir as instruções em baixo:

1. Seguir a Threshold Magazine e o Jameson Urban Routes no facebook. 

2. Partilhar este passatempo no facebook em modo público e identificar pelos menos 2 amigos.


O passatempo termina no dia 28 de setembro às 23:59, e os bilhetes serão sorteados de forma aleatória através da plataforma www.random.org. Estamos também a oferecer 2 entradas duplas para a Sessão 7 com o produtor Teebs e GQOM OH! showcase, a ter lugar na próxima quinta, 27 de outubro, às 0h30.

Boa sorte!



Atualização 29.10.2016

Os vencedores são: Henrique Vicente e Tiago Fernandes

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Passatempo: Teebs e GQOM OH! - Jameson Urban Routes


O Jameson Urban Routes, festival indoor que tem marcado a programação do clube lisboeta Musicbox, está de regresso para a sua 10ª edição. De 24 a 30 de Outubro (Segunda a Domingo), 16 sessões de programação (Concertos e Clubbing) preenchem a agenda cultural de Lisboa com uma visão personalizada das rotas e tendências da música moderna.

Em parceria com o Musicbox Lisboa e com o Jameson Urban Routes, estamos a oferecer 2 entradas duplas para a Sessão 7 com o produtor Teebs e GQOM OH! showcase, a ter lugar na próxima quinta, 27 de outubro, às 0h30. Se queres ser um dos contemplados só tens de participar neste passatempo e seguir as instruções em baixo:

1. Seguir a Threshold Magazine e o Jameson Urban Routes no facebook. 

2. Partilhar este passatempo no facebook em modo público e identificar pelos menos 2 amigos.


O passatempo termina no dia 26 de setembro às 23:59, e os bilhetes serão sorteados de forma aleatória através da plataforma www.random.orgEstamos também a oferecer 2 entradas duplas para a Sessão 14 com o rapper Mykki Blanco e DJ Earl, a ter lugar na próximo sábado, 29 de outubro, às 0h30.

Boa sorte!

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segunda-feira, 24 de outubro de 2016

[Review] Galgo - Pensar Faz Emagrecer


Pensar Faz Emagrecer // BLITZ Records // setembro de 2016
7.9/10


Aproximadamente um ano após o lançamento de um promissor EP, os Galgo apresentam Pensar Faz Emagrecer, o seu primeiro longa-duração. Neste disco a maior parte das músicas são instrumentais. Por vezes a voz junta-se às guitarras, teclados, baixo e bateria, mas é utilizada como um instrumento e não rouba o protagonismo quando não deve. O som dos Galgo é difícil de definir, mas vagueia pelo pós-rock e rock instrumental, talvez com algumas influências de math rock e dance-punk.

O disco começa com “Sabine”, uma música que introduz a sonoridade do álbum sem levá-la a extremos. Algumas boas linhas de baixo, acentuações feitas pelas guitarras e pela bateria no tempo certo e ritmos algo dançáveis são as principais particularidades desta música.

A 2ª faixa, “Tokutum”, tem momentos de maior intensidade no seu final e provavelmente funciona muito bem ao vivo, mas em estúdio é “Skela” que finalmente nos leva a outra dimensão. É, sem dúvida, a música que mais dá vontade de voltar a ouvir uma e outra vez. As diferentes secções mudam de forma natural e fluída, as guitarras misturam as suas frases e a bateria chama a atenção regularmente. Na recta final entram as vozes, o baixo encaixa muito bem e é impossível ficar quieto. “Lugia” acalma o ambiente e, infelizmente, não traz consigo nenhum momento memorável. É uma boa música, mas passa um pouco despercebida por suceder “Skela”. 


Segue-se “Balanço”, com a sua excelente secção inicial a ser substituída por outra demasiado cedo. No entanto, isto é compensado pelos bons riffs e pelas guitarras a gritar como se estivessem num crescendo de pós-rock que vão aparecendo nos minutos seguintes. Um dos pontos altos do álbum.

Em “Pivot”, interligadas com um baixo forte e uma bateria precisa, as guitarras vão flutuando num crescendo que termina em grande. O uso de efeitos destaca-se pela positiva e os vocais voltam por breves momentos, sem obstruir os instrumentos. Em “Goya”, sente-se por vezes a falta de frases mais definidas que entrem melhor na cabeça, mas os últimos dois minutos não desiludem. O teclado interliga-se com as guitarras, a bateria dá tudo e Pensar Faz Emagrecer tem o final de qualidade que merece.

Pensar faz emagrecer, mas os movimentos causados pela audição deste álbum a altos volumes também devem contribuir para a perda de peso. Se ouviram EP5, o disco de estreia, esperem mais do mesmo: boas malhas com o som característico dos Galgo. Se não ouviram, também estão bem servidos se decidirem começar por aqui a conhecer uma das bandas alternativas portuguesas mais originais e promissoras.

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domingo, 23 de outubro de 2016

10 000 Russos e The Oscillation editam single conjunto em novembro


Os londrinos The Oscillation vão editar com os portuenses 10 000 Russos um split single com o selo da Fuzz Club Records. O lado A pertence aos londrinos e ao tema "Almost See", imersivo, sinistro e com uma linha de baixo incessante. No outro lado temos o tema dos 10 000 Russos, "Ashkenasi", com o seus ritmos motorik negros e percussão minimalista.

Ao todo são 14 minutos hipnóticos de psicadelia atmosférica, guitarras imersas em fuzz e sintetizadores dissonantes. O split single será editado a 24 de novembro.

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Black Bass em "aquecimento" pelo país fora


O Black Bass - Évora Fest, que vai decorrer de 17 a 19 de novembro, está apenas a um mero mês de distância. Mas ainda antes do grande acontecimento, a Pointlist organizou 5 festas espalhadas por todo o país, a acontecerem entre 3 e 12 de novembro. Bandas como The Sunflowers, FUGLY, dreamweapon, Toulouse e The Miami Flu vão fazer parte do cartaz destes eventos. As datas e os cartazes dos warm-ups podem ser vistos em baixo. 


3 de novembro - Sabotage Club, Lisboa (cartaz em cima)

4 de novembro - CAEP, Portalegre 






12 de novembro - Aqui Base Tango, Coimbra

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