sábado, 12 de novembro de 2016

King Gizzard & the Lizard Wizard anunciam novo álbum


Os King Gizzard & the Lizard Wizard, detentores do nome mais 'catchy' no mundo da música, estão de volta às edições com Flying Microtonal Banana, o primeiro de 5 álbuns que a banda vai lançar em 2017. Este álbum vai ser lançado no dia 24 de fevereiro, e foi gravado no próprio estúdio da banda australiana, em Melbourne, no verão de 2016.

No principio deste ano, os King Gizzard começaram a fazer experiências com uma guitarra microtonal (escala composta por intervalos menores do que um semi-tom) feita especificamente para Stu Mackenzie, o frontman da banda australiana. Como essa guitarra só poderia ser tocada com outros instrumentos microtonais, foi dado um orçamento de 200$ a cada elemento da banda para comprar e modificar os seus instrumentos.

Flying Microtonal Banana conta com todas as alteradas guitarras, baixos, teclados e entre as mais peculiaridades da banda australiana. O primeiro single deste álbum, "Rattlesnake", já pode ser escutado em baixo, onde também podem ver a capa e tracklist deste álbum.



Flying Microtonal Banana
01. Rattlesnake
02. Melting
03. Open Water
04. Sleep Drifter
05. Billabong Valley
06. Anoxia
07. Doom City
08. Nuclear Fusion
09. Flying Microtonal Banana

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sexta-feira, 11 de novembro de 2016

STREAM: Thee Oh Sees - An Odd Entrances


Pouco depois de terem editado A Weird Exits em agosto, e de na mesma altura terem passado em dose dupla por Portugal, os Thee Oh Sees estão já de volta para nos presentear com o seu 17º álbum (Sim, o 17º álbum). 

An Odd Entrances é um disco completamente diferente do seu antecessor. John Dwyer, guitarrista e frontman dos Oh Sees, explora aqui um lado mais calmo e melódico da banda californiana. Esta sonoridade é capaz de nos levar a viajar pelo espaço, malhas cósmicas juntam-se aos habituais riffs cheios de fuzz, o melhor de dois mundos junta-se aqui, neste novo álbum. 

An Odd Entrances vai ser editado no dia 18 de novembro, via Castle Face Records (editora do próprio Dwyer), e pode ser escutado em baixo.

An Odd Entrances
01. You Will Find It Here
02. The Poem
03. Jammed Exit
04. At the End, On the Stairs
05. Unwrap the Fiend, Pt. 1
06. Nervous Tech (Nah John)

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quinta-feira, 10 de novembro de 2016

The xx anunciam novo álbum, revelam primeiro tema


Os The xx anunciaram hoje o sucessor de Coexist. O aguardado terceiro álbum da banda de Romy, Oliver e Jamie terá como nome I See You e tem data prevista para dia 13 de janeiro pela Young Turks. Depois de três pequenos excertos enigmáticos partilhados no Spotify, os The xx revelaram hoje o primeiro avanço do novo álbum com "Hold On", uma faixa que aposta num maior protagonismo por parte de Jamie xx que lançou em 2015 o aclamado In Colours. Também foi dado a conhecer a capa e tracklist do novo álbum, que poderão ver em baixo, assim como o novo tema da banda.







I See You

Dangerous
Say Something Loving
Lips
A Violent Noise
Performance
Replica
Brave For You
Hold On
I Dare You 
Test Me


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quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Reportagem: The Comet is Coming + Sensible Soccers [Jameson Urban Routes, Musicbox - Lisboa]


O fim-de-semana tinha chegado e o Jameson Urban Routes iria ficar connosco até domingo. Mas só para aqueles que compraram bilhetes a tempo e horas pois a sessão esgotou uns minutos antes. A primeira banda da noite foram os Sensible Soccers, trio de Vila do Conde composto por Manuel Justo, Filipe Azevedo e Hugo Gomes, a quem se juntou André Simão, responsável pelos ritmos do baixo e da drum machine.

A banda entrou em palco por volta das 21h30 e, sem demoras, deram início ao concerto com "Clausura", música calma e introspectiva, carregada de sintetizadores hipnóticos. Depois de um momento mais relaxado, surgiu o tema título do novo disco editado em março, Villa Soledade. A sala estava cheia e os corpos já balançavam. Em palco estava uma das bandas nacionais mais querida pelo público. "Bolissol" soltou-o ainda mais, com as pernas e as ancas a quererem ganhar vida própria. Visitámos terrenos mais africanos e gingões com "Nunca  Mais Me Esquece”.


Ok, já estávamos bem oleados e prontos para não parar. Eis que surge a épica "AFG", do igualmente épico 8, álbum editado em 2014. O ritmo já estava tão elevado que só se podia seguir a frenética "Shampom", coroando esta atuação como gloriosa. Estes rapazes esgotam a ZDB, esgotam o Musicbox. São um caso de amor para o público nacional. Infelizmente não houve encore, mas ocasiões não faltarão para os vermos por aí.


Depois de já estarmos bem quentinhos, eis que surgem os The Comet is Coming. Formados em Londres em 2013, descrevem-se como uma banda de Apocalyptic Space Funk. São Danalogue The Conqueror (sintetizadores), Betamax Killer (bateria) e King Shabaka (Sons Of Kemet, Melt Yourself Down) (Saxofone). Trouxeram consigo na bagagem Channel the Spirits, disco editado em 2016 que esteve nomeado para o Mercury Music Prize, no meio nomes como os conceituados David Bowie e Radiohead. Este trio funde o nu jazz, afrobeat, eletronica, space rock e neo-psicadelismo num improviso intergaláctico. Fortemente influenciados por Sun Ra (não fosse Shabaka membro ocasional dos Arkestra – ensemble de Sun Ra que ainda resiste 20 anos após a sua morte) são exploratórios e futuristas, levando o jazz até às pistas de dança. 





Já passavam das 23h quando levantámos voo em direção ao espaço sideral e ao infinito. Uma espécie de Ladies and Gentlemen, We Are Floating In Space. Em palco estava King Shabaka, descalço, com o seu saxofone frenético, mas melódico, com direito a solos constantes; Danalogue, muitas vezes de braços no ar e meio tresloucado, responsável pela eletrónica exuberante e pela segunda linha de percussão bem distorcida. Betamax completava este trio com a excelente capacidade de percussão jazzística. Estavam reunidas todas as condições para fazermos uma viagem segura até à Terra. Preparem-se para o Impacto.

“Space Carnival” , “Neon Baby” e “Do The Milky Way” foram os temas mais que mais destacaram ao longo desta intensa hora de concerto que ainda teve direito a encore. Houve um momento caricato em que tanto Shabaka como Danalogue se puseram a dançar em torno da bateria, como se estivessem a evocar espíritos. Todos os que estavam presentes na sala dançaram como se o fim do mundo estivesse ali ao virar da esquina. Há quem até tenha tido que mais parecia que estávamos numa rave underground dos anos 90 no Reino Unido. Ou seja, Techno Jazz!

Conclusão: foi só o melhor concerto do Jameson Urban Routes!


The Comet is Coming + Sensible Soccers @ Jameson Urban Routes 2016

Texto: Rui Gameiro
Fotografia: Daniel Pato

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terça-feira, 8 de novembro de 2016

Dean Blunt e Yung Lean em vídeo misterioso intitulado Fronto Kings



Dean Blunt é mestre do mistério e da imprevisibilidade. Este ano estreou-se como Babyfather e lançou o disco "BBF" Hosted by DJ Escrew, um concept album relatado por um DJ britânico de uma rádio pirata imaginária, e partilhou diversos temas em contas de soundcloud e youtube que rapidamente deixaram de existir, a última sendo uma colaboração com o rapper britânico GAIKA, num single colaborativo composto por duas faixas intitulado "R6" / "SHREDDER". Hoje, foi a vez de conhecermos uma nova colaboração, desta vez com o mestre sueco do cloud rap Yung Lean, aqui apresentado como Jonatanleandoer127, naquele que parece ser um single composto por 3 ou 4 temas apresentados num vídeo intitulado Fronto Kings, e que apresenta a estética mais uma vez enigmática de Dean Blunt, passeando entre ruas escuras com Yung Lean a seu lado. Vejam o vídeo em baixo:


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Passatempo: Ganha bilhetes para Girl Band no Musicbox


Os Girl Band estão de regresso a terras lusas. Depois de em 2015 proporcionarem dois concertos memoráveis no festival Mucho Flow organizado pela editora Revolve e na Galeria Zé dos Bois, vêm até ao Musicbox apresentar o seu aclamado álbum de estreia Holding Hands with Jamie (2015), a 12 de novembro. Donos de uma sonoridade electrizante e caótica, conseguem distanciar-se das refêrencias mais ou menos óbvias do noise rock e post-punk e ser originais neste mundo da música.

Em parceria com o Musicbox Lisboa, estamos a oferecer 2 entradas duplas para o concerto de Girl Band no próximo sábado, 12 de novembro, às 22h30. Se queres ser um dos contemplados só tens de participar neste passatempo e seguir as instruções em baixo:

1. Seguir a Threshold Magazine no facebook.


2. Partilhar este passatempo no facebook em modo público e identificar pelos menos 2 amigos.

3. Preencher o seguinte formulário:


O passatempo termina no dia 10 de novembro às 23:59, e os bilhetes serão sorteados de forma aleatória através da plataforma www.random.org.

Boa sorte!


Atualização 11/11/2016

Os vencedores são: Marta Santana e João Farmhouse.

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segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Joana Guerra edita hoje "Cavalos Vapor"


Cavalos Vapor é o novo longa-duração da violoncelista Joana Guerra, que regressa às edições em nome próprio, mas em formato trio. O sucessor do belo Gralha é a prova indelével do talento da violoncelista junto das partituras. Editado e selado pela Revolve, marca o assimilar de colaborações de violino e percussão na escrita de Joana Guerra.

“O Cavalo Que Penteia a Crina”, foi o primeiro single deste novo trabalho e teve direito a  vídeo, realizado por Carlos Godinho.


Cavalos Vapor pode-nos chegar aos ouvidos já nos próximos dias 16 e 30 de Novembro: primeiramente, na primeira parte da canadiana Julia Kent, na igreja de St. George à Estrela, e no final do mês, em nome próprio, no Damas. Ambas as actuações são em Lisboa e ficam prometidas mais datas para breve. Ou então, pode simplesmente ser ouvido em baixo.

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domingo, 6 de novembro de 2016

Reportagem: 65daysofstatic + Thought Forms + Teebs [Jameson Urban Routes, Musicbox - Lisboa]


As noites continuavam quentes pela capital e nós estavamos entusiasmados com os concertos que se avizinhavam no Jameson Urban Routes. Nós e muito mais gente, dado que o Musicbox se encontrava bem apinhado.

Chegámos por volta das 21h35 e já se encontravam em palco os britânicos Thought Forms. A banda oriunda de Bristol veio até terras lusas inserida na tour europeia dos 65daysofstatic apresentar o seu terceiro longa duração Songs About Drowning, editado nos primeiros dias de Novembro. Neste novo trabalho a banda contou com um quarto elemento, Jim Barr, baixista dos Portishead, com quem andaram em tour pela Europa e América do Norte em 2011. Jim foi também o produtor de Songs About Drowning,  sendo responsável por uma mudança na sonoridade do trio. Tornaram-se mais atmosféricos e hipnóticos, deixando de lado o som mais cru e distorcido do shoegaze.

Sendo caracterizados pela sua lenta progressão sónica, os Thought Forms presentearam-nos ao vivo com um som bem agressivo, riffs que pesam toneladas nos nossos ouvidos, característicos do stoner ou mesmo do doom, e muita distorção. Na segunda música, um baixista juntou-se à banda e a experimentação subiu para o nível de uns Sonic Youth. A bateria violenta, os riffs lentos de guitarra e a voz imaculada de Charlie puseram num estado de transe do qual não queriamos sair tão cedo. Em "The Lake" a sonoridade tornou-se mais espacial com riffs harmoniosos a lembrar uns Pink Floyd.


No final do concerto a banda que visitou Lisboa pela primeira vez agradeceu ao público, ao Jameson e aos 65daysofstatic. Em meia hora interpretaram de modo exímio quatro temas, mas isso soube a muito pouco. Exigimos o regresso de Charlie Romijn, Deej Dhariwal e Guy Metcalfe num futuro próximo.

Pouco passava das 22h30 quando o quarteto inglês 65daysofstatic aterrou no Musicbox. Donos de uma sonoridade que junta o pós-rock à música electrónica, gostam de inovar dentro do género e recorrer a drum machines e sintetizadores. O concerto começou com "Monolith". E que forma épica de iniciar esta viagem espacial!

A faixa de abertura da banda sonora do videojogo No Man’s Sky destacou-se pela forte presença dos sintetizadores etéreos e pela percussão tribal. Continuando na senda espacial, "Asimov" foi o tema que se seguiu, com a sua bateria ritmada a querer sugar-nos para uma espécie de limbo. A banda começou o concerto da melhor maneira possível, conquistando logo ali o público.



Dando continuidade às músicas com forte componente eletrónica, chega a "Prisms" de Wild Light (2013). Com uma introdução ao jeito do experimentalismo eletrónico dos Health, este foi outro dos temas que demonstrou a força brutal dos 65daysofstatic em palco. "Install a Beak in the Heart That Clucks Time in Arabic" trouxe-nos à memória um dos álbuns mais conhecidos da banda, The Fall of Math (2004). Agora num registo mais sereno, o piano juntou-se as guitarras e ao baixo, para um tema mais virado para o post rock genérico. "Undertown", num registo mais etéreo, e "I Swallowed Hard, Like I Understood" foram os temas que se seguiram. Sempre muito simpáticos no final de cada música com os habituais "Cheers" e "Thank You", Joe Shrewsbury contou-nos que já tinha estado em Portugal há 10 anos atrás mas que não tinha sido tão emocionante como esta noite.

O concerto foi prosseguindo, focando-se essencialmente em temas de Wild Light e da banda sonora de No Man's Sky, como "Sleepwalk City", "Wild Light", "Supermoon"e "Helio". Houve também tempo para One Time for All Time (2005) entrar em cena com a música "Radio Protector". Joe arregalava os olhos para poder acreditar na reação apoteótica do público à atuação da sua banda, desfazendo-se em obrigados. "Safe Passage" deu por terminada a primeira parte do concerto mas o público pediu por mais e teve direito a mais. 



A banda presenteou-nos com um encore de duas músicas, "Crash Tactics", de We Were Exploding Anyway (2010) e o clássico "Retreat! Retreat!" de The Fall of Math. Ao todo foi uma hora e meia em que não faltaram crescendos épicos e atmosferas calmas e espaciais. Uma das grandes atuações deste 10º aniversário do Jameson Urban Routes.

A noite já ia longa mas não iamos perder por nada deste mundo a passagem de Teebs pela sala lisboeta. Teebs é Mtendere Mandowa, pintor e produtor musical que atualmente se encontra inscrito nos rosters da Brainfeeder e da Ninja Tune — duas das instituições mais reputadas da IDM atual. A sua sonoridade é um pastiche composto por várias camadas. Camadas sonoras que oscilam entre os universos do hip hop típicos da Brainfeeder e a eletrónica ambiente e sonhadora, com espaço suficiente entre elas para deixar entrar o sol e a cor. 


As texturas que utiliza transportam-nos para paisagens distantes, onde a instrumentação tem o papel de apaziguar as nossas ânsias (ou não fosse “Paz” o seu primeiro nome, quando o colocamos num tradutor do dialeto Chichewa) e não de nos inquietar. E depois de uma hora de música introspectiva e livre, sentimo-nos também em paz após Teebs ter terminado o seu set no Jameson Urban Routes. A melhor maneira para acabar este dia dedicado ao rock mais enérgico e espacial. 

65daysofstatic + Thought Forms + Teebs @ Jameson Urban Routes 2016

Texto: Rui Gameiro
Fotografia: Daniela Oliveira

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