sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Russian Circles e Cloackroom com concertos em março no Porto e Lisboa



Foi hoje confirmado pela Amplificasom que os Russian Circles estarão de regresso ao nosso país no próximo ano. Esta será a sétima passagem da banda por Portugal, depois de vários concertos esgotados e de uma passagem pelo Amplifest 2013. A banda de Brian Cook, Dave Turncrantz e Mike Sullivan apresenta-se em data dupla pelo nosso país para apresentar o mais recente disco Guidance, editado em agosto deste ano. A acompanhar a banda norteamericana estarão os Cloakroom, que à semelhança dos Russian Circles regressam ao nosso pais para nos apresentar as suas sonoridades shoegaze aliadas ao músculo post-hardocore e de melodias pesadas e lentas. Depois de editarem o seu disco de estreia pela Relapse Records, os Cloackroom têm já previsto o lançamento do seu sucessor para 2017, pelo que não irão faltar novos temas no seu alinhamento.

Os concertos decorrem nos dias 10 e 11 de março, no RCA Club (Lisboa) e no Hard Club (Porto), respetivamente, e o preço dos bilhetes é de 20 euros para as duas salas. Os primeiros 100 bilhetes para cada um dos concertos poderão ainda ser adquiridos ao preço de 15 euros. Podem adquirir os bilhetes aqui.




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TwoMonkeys - Whatt (Live Video) [Threshold Premiere]



Os TwoMonkeys são um duo sónico formado pelos irmãos Simon e Michele Bornati cuja sonoridade se define como uma mistura de sons analógicos e digitais, de traços acústicos aos quais se sobrepõem uma camada de layers noisy. Os ritmos resultantes apresentam uma atmosfera que circunda o ambiente do punk dos anos 80 ao industrial tras-humano, passando ainda pela eletrónica da subcultura americana.

Na discografia contam já com um EP (Junkies to the Birthday Parties, 2011) e dois discos - Psychobabe(2013) e mais recentemente WHATT?, cuja faixa homónima recebe agora tratamento audiovisual. O vídeo para "Whatt" foi gravado no Monolith Studio, em Breshia, depois das gravações do disco (que aconteceram em Londres) e pode ser visto na íntegra abaixo. Juntamente com a faixa homónima a banda gravou também "Overboard" e "Downstairs".



O segundo disco longa duração dos TwoMonkeys, WHATT?, foi editado a 4 de novembro pelo selo VILL∆ Recordings. Pode ser escutado gratuitamente via plataforma bandcamp.


WHATT? Tracklist:
 1. 16 Pounds 
2. Whatt 
3. Downstairs 
4. Train Cloud Feat Chris Imler 
5. Take It Around Feat Elder Sister 
6. Up-rising Feat Asso 
7. Overboard 
8. Frog Legs 
9. Fingers Feat François Cambuzat 
10. Troubling Feat Novoline

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quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Reportagem: Alex Cameron [Café Au Lait - Porto]


Alex Cameron, conhecido por ser integrante da banda australiana Seekae, lançou o seu primeiro disco a solo no passado mês de Agosto, a primeira data da sua tour Europeia foi no Café Au Lait no Porto sendo a encarregada deste evento a editora vimaranense Revolve. Como grande apreciador deste disco de estreia era imperativo marcar presença neste concerto.

Sem grandes apresentações, Alex e Roy Molloy — o seu “amigo e parceiro de negócios” , — iniciaram o concerto com “Mongrel”, penúltima faixa de Jumping The Shark, o disco que vieram apresentar (mais tarde Cameron explicou-nos que escreveu essa música a pensar numa espécie de casa isolada e que a mesma era uma metáfora para a sua então atual condição mental). Com o seu estilo bastante singular de dançar (dêem uma olhada aos videoclips) o australiano cedo conquistou o público. Ainda que tímido, Cameron revelou-se comunicativo com o público.

Continuaram a viagem pelo disco com “Happy Ending” o primeiro tema do mesmo. A actuação de Alex corresponde precisamente ao esperado: as suas magníficas canções e os seus exuberantes passos de dança aos quais se junta ocasionalmente o saxofone de Roy. Pode ser destacado o tema “Internet” em que o artista confessou sentir-se comovido sempre que o canta.

Para além da componente musical o espetáculo de Cameron assenta também na comunicação com o público (que infelizmente alguns dos presentes decidiram negligenciar com conversas paralelas). Através do seu diálogo (quase monólogo) com o público, Alex, sempre bastante cómico, comparou o seu “amigo e parceiro de negócios” Roy a Brad Pitt, fez alguma publicidade às cassetes que tinha para vender, elogiou a bola de espelhos da cave do Café Au Lait, falou da cidade do Porto e do hotel em que estava a ficar, aprendeu algumas palavras em português (pedir a portugueses para ensinar palavras é sempre muito didático e produtivo, não é?) e ainda teve tempo para contar histórias de infância. Uma atuação artística completa, portanto. Por fim, após Roy abandonar o palco, Alex fez uma cover de “Tie a Yellow Ribbon Round the Ole Oak Tree”, de Tony Orlando and Dawn, que apesar de completamente deslocada e fora de contexto espantou os presentes espalhando alegria por toda a sala.

Setlist:
Happy ending
Real bad looking
The Comeback
She’s mine
Internet
Take care of Business
Tie a Yellow Ribbon Round the Ole Oak Tree (Cover)


Alex Cameron @ Café Au Lait - Porto

Texto: Francisco Lobo de Ávila
Fotos: Eduardo Silva

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quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Xiu Xiu lançam novo álbum FORGET em fevereiro


Depois do lançamento do excelente Plays The Music Of Twin Peaks, um álbum composto por diversas interpretações das músicas que figuraram a banda sonora da série de culto de David Lynch, a banda de Jamie Stewart regressa no próximo álbum com mais um disco. FORGET sai dia 24 de fevereiro pela Polyvinyl e recebe a produção de Greg Saunier, baterista dos Deerhoof, John Congleton e Angelo Seo dos próprios Xiu Xiu, contando ainda com a participação de Kristof Hahn dos Swans. "Wondering" é o primeiro avanço de FORGET, e pode ser escutado em baixo. Também foram reveladas a capa do disco e a respetiva tracklist.



FORGET

The Call
Queen Of The Losers
Wondering
Get Up
Hay Choco Bananas
Jenny GoGo
At Last, At Last
Forget
Petite
Faith, Torn Apart





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Los Wilds em entrevista: "A nossa grande preocupação é tocar e divertir-nos ao máximo"


Os Los Wilds são um quarteto espanhol, oriundo de Madrid, que vai passar pela próxima edição do Black Bass - Évora Fest, mais especificamente no dia 19 de novembro. Os garageiros falaram connosco via mail a propósito da sua estreia em Portugal. Vão atuar primeiro no Lounge (Lisboa) e no a seguir vão até Évora. Vejam aqui o resultado da nossa conversa com os Los Wilds

Threshold Magazine (TM) - Pergunta para quebrar o gelo: Como surgem Los Wilds?

Los Wilds - A ideia de formar Los Wilds aparece em Barcelona, quando o Daniel (guitarrista e vocalista) e o Fidel (guitarrista e vocalista) se encontraram num 'inferninho' destes da vida. Depois de estarem completamente cegos, eles tiveram a ideia de formar um grupo de garage, que fosse muito selvagem nos seus concertos. Faltava atitude nas bandas, e Los Wilds mudou tudo.

Depois de um tempo, o Daniel mudou-se para Madrid. E não demorou muito para que o Fidel também seguisse o mesmo caminho. O projeto de formar a banda seguiu em frente.

Encontramos o Rafa (baixista e vocalista) através de um anúncio que colocámos - ele foi o único que respondeu. O Rafa rapidamente se tornou no nosso mestre. E por último - depois de muitos bateristas que não tiveram a paciência de nos aguentar a todos, encontrámos o Fabiano Rosa (bateria, gritos, brasileño). Um achado através de uma amiga em comum da banda.

TM - O vosso som não foge à nova "cena" do rock espanhol. The Parrots como exemplo, a banda que anda a dar que falar também. Como explicam esta nova onda em Espanha?

Los Wilds - Levámos muito tempo a ouvir garage e a tocar garage noutras bandas, e com certeza muito antes de The Parrots. The Parrots é um grupo que tem crescido muito. Talvez sejam uma das bandas mais conhecidas hoje, neste cenário. Acreditamos que Mujeres (banda de Barcelona) foram os primeiros que começaram com este garage mais moderno em Espanha. Lembro-me quando era o responsável pela Tropical Sounds (festa mais louca e cool de Barcelona no momento) e convidei-os para tocar. Acho que era o segundo concerto deles... Os Los Wilds estavam nesta festa, e foi mais ou menos onde tudo começou.

TM - Como funciona o vosso processo de criação? Costumam “jammar” ou alguém traz material e mostra aos restantes?

Los Wilds - Normalmente o processo criativo sai de uma ideia que vamos desenvolvendo nos ensaios. Temos músicas que foram feitas dentro de um barco no Mediterrâneo. Outras em pleno voo (de Mallorca a Madrid), sem dormir, depois de um concerto que não nos lembramos nada até hoje. Na verdade não existe uma regra...

TM - Na temática da criação, as vossas letras são letras de um rock n' roll “garajero”, de vida boémia, vida da noite e diversão. Sempre foi essa impressão a mostrar? Letras descoladas de sentimentalismo mas ao mesmo tempo com aqueles clichês amorosos?

Los Wilds - De uma banda que se chama Los Wilds, não podemos esperar letras de amor... Mas isso não significa que não somos românticos. As nossas letras falam de noites muito loucas, lobisomens, drogas, experiências raras (viajem de Vancouver a NY), algo pervertido... Tudo muito saudável e familiar.

TM - Sendo patrocinados pela Fred Perry, querem demonstrar um pouco do espírito “mod” britânico ou é apenas algo que vos adereça e pouco mais?

Los Wilds - Se comparado a música que fazemos, não tem nada a ver, sendo The Jam um dos meus grupos preferidos. Sempre tivemos uma boa relação com as marcas, e elas connosco. Algumas dão-nos presentes para as fotos. Fidel tem o logo de Fred Perry tatuado. Isso para uma marca tem muito significado... ou não.

TM  - Como é ver que a malta que assiste aos concertos está a “curtir da cena”?Como se sentem perante uma sala cheia?

Los Wilds - Os nossos concertos costumam ser verdadeiras festas. A nossa grande preocupação é tocar e divertir-nos ao máximo, e o publico nota que isso é real. Literalmente ficamos loucos no palco, e também fora dele.

TM - O que esperam de Portugal? Alguma vez tocaram cá?

Los Wilds - Infelizmente ainda não tocámos em Portugal, e por isso vamos com muita vontade... Vai ser muito bom poder apresentar o nosso próximo single, "No me toques Mama" e "El hombre lobo", que sai em setembro.

TM - O que têm ouvido recentemente?

Los Wilds - Ouvimos muitas coisas variadas: Tall Juan, Acid Baby Jesus, Fat White Family, New York Dolls. Gostamos muito de um grupo espanhol chamado Los Bengala - Demos um concerto com eles em Barcelona e foi uma puta loucura. Outra banda que gostamos bastante são Los Vinagres de Madrid e Los Nastys.

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Ty Segall anuncia novo disco para janeiro



Que Ty Segall é um músico incansável já todos sabem, pelo que o anuncio de mais um novo disco já não é novidade para ninguém. O nono disco do artista californiano chega-nos dia 27 de janeiro pela Drag City e terá o mesmo nome do artista, novamente, sendo este o segundo álbum homónimo depois do seu álbum de estreia em 2008. "Orange Color Queen" é o nome da primeira faixa conhecida deste novo trabalho de Segall, e pode ser escutada em baixo. Também são já conhecidas a capa e tracklist do respetivo álbum. Ty Segall sucede então a Emotional Mugger, lançado no início deste ano juntamente com a companhia dos The Muggers.



Ty Segall

Break a Guitar
Freedom
Warm Hands (Freedom Returned)
Talkin'
The Only One
Thank You Mr. K
Orange Color Queen
Papers
Take Care (To Comb Your Hair)
Untitled


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Reportagem: Liima + Vives Les Cônes [Jameson Urban Routes 2016, Musicbox - Lisboa]


O último dia do Jameson Urban Routes chegou e o cansaço de uma semana inteira a visitar o Musicbox já era visível. Mas, lá no fundo, ainda tínhamos alguma energia extra para aproveitar este dia gratuito do evento. Às 20h20 entraram em palco os Liima, quarteto que resultou da cooperação entre o percursionista Tatu Rönkkö e os dinamarqueses Efterklang. Inicialmente uma colaboração temporária, em 2014, para o festival Our Festival (Helsínquia), acabou por se tornar numa banda "permanente". 

Tal como a sua banda antecessora, focam-se sobretudo na vertente mais experimental da música, misturando pop com muita eletrónica e post-rock. Editaram em março deste ano o álbum de estreia II, escrito parcialmente numa residência artística na ilha da Madeira. A 30 de outubro regressaram ao nosso país, depois de uma passagem por Viseu em julho.

Apesar de sala estar só a metade, o concerto dos Liima teve uma excelente resposta por parte do público, talvez até um pouco exagerada. Houve algum moche, crowdsurf e o comboínho típico dos bailes populares. Gritou-se “Liima” a plenos pulmões como se estivéssemos a apoiar o nosso clube de futebol.

Setlist:
Life is D.
People Like You
Trains in the Dark
Russians
Woods
Kirby
The Shining
2-hearted
Roger Waters
Black Beach
Amerika
1982


Vive Les Cônes fizeram as honras de encerrar a décima edição do Jameson Urban Routes. Foi bonito o fim desta edição, a qual nos brindou com grandes surpresas como as excelentes atuações de The Comet is Coming e Mykki Blanco; a prova de que o post-rock é mais que guitarras com os 65daysofstatic; a estranheza atrativa de Cate Le Bon e o microhouse de facetas orientais de Gold Panda. As expectativas para a 11ª edição estão bem altas, só esperamos sair no final do Musicbox com a mesma cara alegre e satisfeita que esta semana de loucos nos proporcionou.

Liima @ Jameson Urban Routes 2016

Texto e fotografia: Rui Gameiro

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terça-feira, 15 de novembro de 2016

smartini apresentam novo single “The pleasure of details”. EP sai já esta sexta


Liquid Peace, novo EP dos smartini com lançamento agendado para dia a próxima sexta, 18 de novembro, acaba de ganhar um novo single e respetivo trabalho audiovisual. “The pleasure of details” retrata um profundo estado de desorientação e procura demonstrar o quão importante é estarmos atentos aos detalhes do quotidiano.

O vídeo, realizado novamente por 'Os Fredericos', reproduz essa variedade, turbilhão do dia-a-dia, e de atenção ao que nos rodeia, na medida em que cada personagem surge como um olhar aparentemente desorientado e que busca a resposta através da contemplação.


A banda tem diversas datas de apresentação de Liquid Peace por esse país fora.


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X Aniversário Musicbox - Revelada a programação completa


O X Aniversário do Musicbox vai decorrer entre 1 e 3 de dezembro. Será um pequeno festival onde vão acontecer vários concertos e dj sets. Entre os artistas que lá vão atuar encontram-se Preoccupations (Ex-Viet Cong), Névoa e Samuel Úria.

A programação é a seguinte:

Quinta - 1 dezembro


Sexta - 2 dezembro


Sábado - 3 dezembro

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Ghost Hunt lançam novo single. Novo álbum já está disponível para escuta



O duo Ghost Hunt lançou na passada semana "Games", novo single que se insere no novo mini álbum homónimo editado pela Lux Records

Anteriormente a este trabalho, Pedro Oliveira e Pedro Chau presentearam-nos com First Recordings (Demos), onde nos deram a entender que estamos a ouvir dois grandes mestres do sintetizador e da guitarra.
   


O mini álbum está em formato CD e poderá ser adquirido aqui. Está também disponível para audição na plataforma bandcamp.

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STREAM: Fuzz Club Records - Reverb Conspiracy Vol. 4


Já é possível ouvir na íntegra o quarto volume da saga de compilações The Reverb Conspiracy da editora londrina Fuzz Club Records. Esta quarta edição reflete sobre tudo o que está a acontecer na música europeia atual dentro dos géneros psych, shoegaze, garage-rock, post-punk e rock 'n' roll.

Os destaques do álbum incluem os singles dos My Invisible Friend, Josefin Ohrn + The Liberation e dos portugueses 10 000 Russos. O Vol.4 inclui ainda músicas de The Madcaps, Soft Walls, Pretty Lightning, The Oscillation, TAU, The Orange Revival, Throw Down Bones, Giobia e Ulrika Spacek.

The Reverb Conspiracy - Volume 4 tem data de edição prevista para 17 de novembro pelo selo Fuzz Club e pode ser ouvido abaixo.


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Reportagem: Cate Le Bon + Mykki Blanco + Lonnie Holley [Jameson Urban Routes, Musicbox - Lisboa]


O dia mais longo do Jameson Urban Routes começou logo pelo calor da tarde com concertos de Manel Lourenço e o seu projeto Primeira Dama, e o profeta e xamã Lonnie Holley. Para a noite ficaram reservados Cate Le Bon e Mykki Blanco.

Chegámos à sala já um pouco atrasados e infelizmente perdemos a atuação de Primeira Dama. Por volta das 17h30, Lonnie Holley subiu sozinho ao palco, não sem antes ser feita um pequena introdução com a história de vida do artista. As suas performances são únicas e as músicas são totalmente improvisadas e originais. Lonnie nunca dá dois concertos iguais. E este foi o caso.


A plateia assistiu ao concerto confortávelmente sentada, talvez para ajudar a interiozar a música transcendente de Lonnie Holley. O silêncio reinava entre as músicas, havendo respeito máximo pelo senhor em palco. A certa altura Lonnie confessou-nos que parecia estar numa sala de aula em que ele era o professor e nós os alunos, muito calados e atentos. A meio do concerto, o poeta afirmou que o Musicbox era um lugar estranho para atuar pois localiza-se debaixo de uma ponte, local onde Lonnie chegou a viver durante a sua longa vida.

Durante o concerto foram sendo abordadas temáticas como a comunhão com a natureza (thumbs up for mother nature), a família e a tecnologia a que estamos sujeitos. No final, Lonnie agradeceu ao público pelo respeito demonstrado ao longo da atuação e aconselhou-nos de que o mundo precisa de emoções e que elas venham ao de cima. 


Fomos jantar ali pelo Cais e às 21h30 regressámos ao Musicbox. Em palco já estavam os Mendrugo, banda espanhola cujo significado é "pedaço de merda", segundo os próprios. O trio de folk experimental do qual fazem parte Josephine Foster, o seu marido Víctor Herrero e o irmão deste último, José Luís, editou no passado mês de julho o seu primeiro álbum More Amor. Em palco fizeram-se acompanhar por mais dois membros, um na percussão e outro apenas com a função de animar o público.

Tratou-se de um concerto surreal e ao mesmo tempo cómico, em que se falou de Fátima e religião. Cantaram temas como "Estrella Fugaz" e "Emboniga", a qual mereceu tradução por um dos membros da banda que sabia falar português. Embonigar é portanto empoiar, estrumar. Com "Macho Y Hembra", Víctor afirmou que a natureza tinha feito um belo trabalho no público e incitou-o à reprodução. Recomendou-nos que no seu próximo concerto em Portugal trouxessemos os filhos que iriamos reproduzir nesta noite.

Isto aconteceu mesmo?! Ainda não sabemos.


Já passavam 20 minutos das 23h quando Cate Le Bon e a sua banda subiram ao palco. Na segunda visita a Portugal em 2016 (passagem pelo NOS Primavera Sound), a galesa veio apresentar Crab Day, álbum editado em abril. Esperava-se um concerto mais animado que o Porto, e assim o foi. Acompanhada em palco por Sweet Baboo no baixo, por um baterista e teclista cujos nomes não conseguimos anotar, Cate apresentou as suas canções pop experimentais e psicadélicas. Ao vivo fazem muito mais sentido, e apesar da sua estranheza, conseguem agarrar-nos logo de início.

Influenciada por Syd Barrett, John Cale e Modern Lovers, Crab Day resulta do imaginário de uma criança, da sobrinha de Cate. A sua voz consegue ao mesmo tempo transbordar de melodia e beleza, carregando sempre um peso sinistro e apavorante, o que torna o seu estilo tão singular. As músicas que mais se destacaram ao longo desta hora de concerto foram a desconcertante "Wonderful", o tema título deste novo trabalho que começa com a enigmática frase "It doesn't pay to sing your songs"; "What's not mine" finalizou da melhor maneira possível o concerto. 

Saímos de lá a cantar "Wonderful, wonderful, wonderful...!".


O horário de inverno entrou em vigor mas não foi por isso que a noite foi menos escaldante. Mykki Blanco apareceu em palco às 1h30 e ofereceu alguns morangos aos seus fãs que se situavam nas primeiras filas. Minutos após começou um dos concertos mais exuberantes que já vimos. 


Mykki  Blanco é um artista de todo um calibre diferente para a cena do hip-hop que cada vez mais se torna num marco de influência sónica para artistas em crescimento. Editou este ano o seu primeiro álbum de estúdio, Mykki ,que junta à já sua veia experimental e avant-garde os sons de Woodkid, Jean Deaux e Jeremiah Meece.  Em Mykki podemos encontrar uma história de identidade gerada e centrifugada muito à volta do conceito de genderfluídez, na rejeição social do que é estar na sua pele e o empoderamento de toda a sua interseccionalidade.

Com Bambii a tratar dos beats, Mykki mostrou que é um verdadeiro "animal" no seus concertos, subindo para cima tanto da mesa de mistura como do bar do Musicbox. "Rappou" no meio do público, criando uma espécie de comunhão. Houve até um momento em que pegou num pequeno colchão e começou a criar o caos total, batendo em várias pessoas. Foi um performance de loucos, sim senhor.

Cate Le Bon + Mykki Blanco + Lonnie Holley + Mendrugo @ Jameson Urban Routes 2016

Texto e Fotografia: Rui Gameiro

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Mercado de Música Independente acontece este fim de semana


A terceira edição do Mercado de Música Independente acontece já nos próximos dias 19 e 20 de novembro na Garagem EPAL, situada na Avenida da Liberdade, em Lisboa. Com 30 expositores confirmados, que incuem editoras, artistas e organizações como a Mano a Mano, Monster Jinx, AMAEI, Tradisom, Meifumado, Lux Records, Omnichord, Kimahera, Skalator, Discotexas, Pontiaq, Thisco e Chili Con Carne, Casa Amarela, Shift Imprint, Soul Jazz, Armoniz, Kambas, Omega Krew ou Zigur Artists.

O mercado funcionará no fim de semana de 19 e 20 de novembro. No sábado, dia 19, as portas estarão abertas ao público entre as 12h00 e as 21h00. No domingo, o horário de abertura será o mesmo, mas o evento encerrará mais cedo, pelas 18h00.

No dia 19, o público poderá presenciar DJ sets de Keso (Porto) do coletivo Omega Krew (Viana do Castelo) e uma apresentação ao vivo dos conimbricenses Ghost Hunt que acabam de lançar o seu trabalho de estreia. No domingo, o palco receberá dj sets do colectivo hip hop Mano a Mano e um concerto do projecto Scúru Fitchadu.


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A label XXIII vai fazer uma nova festa de future beats


A XXIII, editora dedicada à divulgação da música eletrónica alternativa, vai organizar mais uma das conhecidas festas com um conceito suburbano, eclético e futurista; acessíveis a qualquer um e promovidas num ambiente musical único - o Maus Hábitos, Porto. 

Para mais uma edição, que acontece já no próximo sábado, a XXIII inspirou-se  na Soulection, uma label baseada em Los Angeles que desde 2011 tem promovido o future beats de forma única. Com início marcado para as 23h59, há concertos de SINGULARIS, SHAKA LION, Cash From Hash e Torres para ver até às 06h00 da manhã. As entradas têm um preço de 3,5€.

Informações adicionais aqui.


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segunda-feira, 14 de novembro de 2016

A PLANALTO vai dar uma "festa de discos"


A PLANALTO Records está a promover a "festa de discos" que acontece no próximo dia 2 de dezembro no Sabotage Club, Lisboa, consistindo na apresentação de três discos ao vivo, que contarão com o selo Planalto.

 A festa conta assim com banda sonora ao vivo concebida pelos artistas Ana, AWELESS e Gobi Bear que trazem na bagagem, e em apresentação exclusiva, os seus novos trabalhos de estúdio naquela que será a primeira edição da "festa de discos da Planalto". Os concertos têm início marcado para as 22h30 e os bilhetes têm um preço de 6€.


Todas as informações adicionais podem ser encontradas aqui.



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Omnichord Records destaca-se em França


A emissora francesa Euroradionantes (projeto pioneiro dedicado à música, cultura e informação de países europeus) nomeou no início do mês a editora leiriense Omnichord Records como "Editora em Foco" e reforçou a sua programação com vários temas das bandas da editora - First Breath After Coma, Nice Weather For Ducks, Surma, Les Crazy Coconuts, Twin Transistors, Whales, Few Fingers, André Barros, Bússola e Born a Lion

A Omnichord Records é assim a primeira editora portguesa a ganhar destaque neste selo atribuído desde 2013. Nas edições anteriores estiveram selos como a Bella Union, Fat Cat, PIAS, Acuarela, Chemikal Underground e Mute Records

A editora lançou também a programação das bandas para o mês de novembro. O cartaz e os próximos concertos podem ser consultados abaixo.


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A pontiaq vai dar a primeira festa no Mercado da Ribeira (Lisboa)


A pontiaq, editora lisboense, vai dar a sua primeira festa de sempre no próximo mês, dia 2 de dezembro que terá lugar no Estúdio Time Out, no Mercado da Ribeira em Lisboa.

 Criada em 2012, como editora, a pontiaq é agora também uma promotora e um estúdio que conta com sete bandas - Savanna, Pista, Juba, Basset Hounds, Marvel Lima, Treehouses 2290 e Ditch Days - que se vão apresentar ao vivo, no mesmo dia e lugar, num evento com início marcado às 19h00.

 As entradas tem um preço de 10€ e podem ser adquiridas em pré-venda na bilheteira online. Todas as informações adicionais, disponíveis aqui









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Oiçam: Gema


Se são apologistas das guitarras de verão, ou das sonoridades à la Mac deMarco então certamente irão apreciar os trabalhos de Gema, projeto a solo de Guilherme Domingos. O guitarrista sediado em Lisboa começou recentemente a produzir os primeiros trabalhos e a sua curta discografia conta para já com um trabalhp curta duração: intitulado de EP, e editado em outubro de 2016. Mais recentemente, Guilherme Domingos apresentou o tema "Jasmine", cover do tema original de Jai Paul, que saiu no início de presente mês (novembro de 2016).


Ambos os trabalhos de Gema estão disponíveis para download gratuito via plataforma Bandcamp. O EP pode ser ouvido na íntegra abaixo.

 

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